Cartas

NudezA reunião da Unasul em Bariloche serviu para mostrar a verdadeira dimensão do sátrapa bolivariano. Posto no devido lugar pelo presidente do Peru, que ironizou seu discurso contra a potência hegemônica, a maior compradora dos hidrocarbonetos venezuelanos, Hugo Chávez só não caiu no ridículo total pelo apoio recebido de alguns chefes de Estado propensos ao exibicionismo, entre os quais o presidente Lula.CAIO LUCCHESIcblucchesi@yahoo.com.brSão PauloHugo Chávez, em sua perigosa marcha bolivariana de dominação das Américas, parece cada vez mais atormentado pelo sonho insano de transformar a América Latina numa grande nação comunista dominada por ele. Encarnando o espírito de Fidel, o déspota está exportando sua revolução e se armando até os dentes. Todo dia faz uma nova ameaça. Recentemente disse que em breve soprarão ventos de guerra na América do Sul. Motivado pela Revolução Cubana, que depois de 50 anos de "povo no poder" só trouxe miséria e fome, Chávez insiste em andar na contramão da História, intimidando e calando os que não compartilham da sua insanidade ideológica. Chávez é "democrático demais", sim, pelos padrões soviéticos e cubanos. Só falta o paredón, para calar de vez a voz da democracia.PAULO R. KHERLAKIAN paulokherlakian@uol.com.brSão Paulo''Venezuelamos''O Brasil, sob o comando de um único Poder, está ''venezuelado''. O subserviente Congresso só faz o que o chefe quer. O Judiciário absolve todos os Paloccis da vida. Fiéis eleitores arruaceiros são denominados "trabalhadores rurais". Sindicatos e UNE são chapa-branca. Regras são ajustadas para, de mão beijada, abocanhar o pré-sal. E Lula Chávez da Silva é o mais popular de todos os presidentes brasileiros.HUMBERTO SCHUWARTZ SOARESumsoares@pop.com.brVila Velha (ES)Com o arquivamento das denúncias contra o ex-ministro Antônio Palocci no STF, fecha-se o ciclo da venezuelização do País. Democracia no Brasil, na Venezuela, na Bolívia e no Equador virou eufemismo de uma ditadura camuflada. A subserviência do Legislativo e do Judiciário ao Poder Executivo é total, indo contra os princípios básicos de ética e moralidade. Mesmo com fatos contundentes que causam indignação e clamor da sociedade, os integrantes dos três Poderes estão "se lixando" para a opinião pública. É a descriminação da corrupção, do ilegal, do imoral - praticado pelo Executivo, amparado pelo Legislativo e sacramentado pelo Judiciário!LAURO FUJIHARAlauro@healthquality.com.brCarapicuíbaReserva moral e éticaDepois que o Supremo Tribunal Federal rejeitou o pedido de abertura de processo criminal contra o deputado Antônio Palocci, que quebrou o sigilo bancário de um caseiro, o que ainda restava de reserva moral e ética do Judiciário passou a se igualar aos demais Poderes - Executivo e Legislativo -, que não respeitam esses costumes ou deveres. Pobre Brasil, até quando vamos ter de conviver com este desgoverno, marcado por corrupção, mentiras e absolvições indevidas? Depende somente de nós, eleitores, salvar o nosso país de dias piores.JOSÉ WILSON DE LIMA COSTAjwlcosta@bol.com.brSão PauloQuem está no esquema e comete alguma ilicitude ou ilegalidade, é absolvido. Agora só falta o Zé! Que democracia?LUIZ DIAS lfd.silva@uol.com.brSão PauloHá controvérsias...Sobre a rejeição da denúncia do sr. Palocci, penso que, se a ministra Ellen Gracie e o ministro Ricardo Lewandowski dizem existir indícios, ainda que "frágeis" ou "tênues" (ao contrário do que afirmaram Ayres Britto, Marco Aurélio, Cármen Lúcia e Celso de Mello, que os viram suficientes), parece-me que ao Ministério Público cabe opor embargos declaratórios à decisão, já que ambos (Ellen e Ricardo) são contraditórios nas suas conclusões, dado que denúncia é fase preliminar da ação penal (tão bem esclarecida pelo ministro Ayres Britto), quando, então, serão produzidas todas as provas, a favor do acusado, se as tiver, e contra ele. A lição doutrinária, brilhante, que explicitou o ministro Gilmar Mendes fora impertinente, porquanto não refletia a realidade das claras circunstâncias narradas na denúncia. Digam os doutos do Direito.HORÁCIO ROQUE BRANDÃOhbrand@globo.comSão PauloAgora que a dra. Ellen Gracie votou a favor do deputado Antônio Palocci, entendo por que ela não foi aceita na Corte de Haia.CARLOS BURGIcarlos.burgi@terra.com.brSão PauloQuem errou?De duas, uma: ou o Lula errou quando, sem provas, afastou Palocci da função de ministro pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, ou o STF errou ao, alegando falta de provas, livrar Palocci de responder a uma ação penal sobre esse fato. Desta vez, sou obrigado a reconhecer que não foi o Lula que errou.MAURICIO FERRAZ DE PAIVAmauricio.paiva@target.com.brSão PauloO STF curvou-seE se "modernizou" para criar uma nova jurisprudência: o mandante de um crime está livre da pena.TOSHIO ICIZUCAtoshioicizuca@terra.com.brPiracicabaNão há mais independência entre os três Poderes, tudo está funcionando na base da ação entre amigos. Lulla já afirmava de antemão que a ação contra Palocci seria rejeitada. O caseiro também desconfiava de que assim seria.ALVARO SALVIalvarosalvi@yahoo.comSanto AndréO silêncio dos sem-poderO julgamento de um poderoso é sempre permeado de um certo "glamour", seguido de uma terrível frustração quando Davi, ao invés de vencer o Golias, é vencido por ele. No STF, o pobre e indefeso Francenildo foi derrotado pela espada invencível do ex-ministro Palocci, o futuro candidato ao governo de São Paulo pelo PT. O que houve? - perguntamos nós, indignados. Nada diferente do que vem acontecendo desde o início do governo Lula, o ferrenho defensor dos que se colocam à margem da lei, mas lhe dão sustentação no poder. Basta observar sua postura em situações similares presentes e passadas. Silenciado Francelino e arquivados todos os processos de Ribeirão Preto, Palocci, agora com "ficha limpa", poderá subir nos palanques para em seus discursos defender os pobres e os oprimidos e lhes oferecer uma nova Bolsa-Família, cada vez mais rica, cada vez mais ética.NEIVA PITTA KADOTAnpkadota@terra.com.brSão PauloÉ preciso ter em mente que quando a Justiça absolve um réu, ou uma ré, não necessariamente essa decisão significa que ele, ou ela, não seja culpado, ou culpada. Apenas que as provas não foram suficientes para a condenação. Como diz a música: Tá lá o corpo estendido no chão/ em vez de um rosto uma foto de um gol!CARLOS LEONEL IMENESclimenes@ig.com.brSão PauloDesamparoPalocci conseguiu. Mais uma vez a truculência prevaleceu sobre o desamparo. Ai... Como dói! ELIANA FRANÇA LEMEefleme@terra.com.brSão PauloTiraram outra vez a venda dos olhos da Justiça. Te cuida, Francenildo, ela está de olho em você.SAVÉRIO CRISTÓFAROscristofaro@uol.com.brSanto AndréPalocci não deveria ficar tão animado com o resultado do STF, pois, para os republicanos de fato, o verdadeiro vencedor foi o corajoso caseiro Francenildo.ALEXANDRE FUNCKafunck1@gmail.comBragança Paulista

, O Estadao de S.Paulo

29 de agosto de 2009 | 00h00

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