Cartas

AUMENTO DA CRIMINALIDADEO Estadão recentemente divulgou o aumento do número dos homicídios (11%) em todo o País e, agora, o recorde de roubos no Estado de São Paulo. Assim, pergunto: as campanhas de desarmamento iniciadas por FHC e fortemente implementadas por Lula não iriam diminuir a criminalidade? Ou esqueceram de desarmar os bandidos...?!Daisy de Sanctis daisyssc@uol.com.brSão PauloONDA DE ASSALTOSOs Jardins vivem onda de assaltos. Coincidências não existem. Foram assaltadas a casa do secretário de Saúde (esta no Alto de Pinheiros), a do secretário do Emprego e Relações do Trabalho e a do filho de um ex-prefeito. Nada como demonstrar a incapacidade do governador José Serra em cuidar da segurança pública. Com a palavra os anistiados.Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.brSão PauloNA PRÓPRIA PELEOs bandidos agora acertaram a mão. Com os dois recentes assaltos à residência de secretários do governo do Estado, o cidadão comum morador dos bairros dos Jardins, Morumbi e Pacaembu, passa a ter esperança de que alguma providência seja tomada.Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.brSão PauloCENSURA, 33 DIASA demora para ser julgada a censura imposta ao Estadão pode ser interpretada como a senha do grande poderio da oligarquia Sarney. Da forma como está montada a atual "governabilidade", tudo certamente é possível.Leila E. LeitãoItanhaémA ditadura voltou em forma de José Sarney, antigo dirigente da Arena e do PDS. Calar a boca do Estado é algo que o País não aceita. Leio desde muito tempo o melhor jornal de ideias do Brasil e abraço toda a sua diretoria e equipe. Minha solidariedade.João Carlos da SilvaCampo GrandeNACIONALISMO RETRÓGRADOCom tanta pompa e estardalhaço para anunciar um projeto (o do pré-sal) que, se tiver sucesso, só será dentro de 10 ou 15 anos, já se arma no governo atual um nacionalismo retrógrado nos moldes das ditaduras getulista e militar. Depois virão slogans do tipo "ame-o ou deixe-o" e a intervenção estatal nos meios de comunicação, na educação, e por aí vai.Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.brSão PauloPRÉ-SAL ELEITORALPara quem aprendeu a não confiar na palavra do presidente e flagrou as mentiras do resto da equipe, a pressão - além do evento eleitoreiro - em que se projeta a regulamentação da exploração da camada do pré-sal é evidente golpe, seja publicitário, efetivo ou capa para encobrir os escândalos recentes - da denúncia da ex-secretária da Receita Federal à imensa selva a desbravar sobre contratos e doações suspeitas da Petrobrás, passando por tantas outras falcatruas existentes, prestes a serem reveladas. A máquina petista não consegue mais esconder e desviar a atenção, a sociedade já identificou a regra da prática delituosa. Ora se resume a somar e aprofundar as investigações. A ganância confortável pela proteção judicial relaxou a turma e os desatinos espalharam-se fora da corriola. Portanto, é só esperar a morte pela própria boca. Não chegarão "vivos" à eleição.Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.brSão Paulo Se o "seu presidente" já descobriu o "nosso petróleo" nas profundezas do pré-sal, seria interessante e necessário que garantisse quando, por quanto, com que dinheiro e por quem será realizada a tarefa, antes que, com essa premonição eleitoreira, faça os pobres e pouco informados lhe darem a esperada promissória do voto. A Bolsa-Família e congêneres já esgotaram os recursos do engodo.Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.brSão PauloDOR DE COTOVELOCom todo o respeito, a inveja que o presidente Lula tem de FHC é tão evidente quanto diretamente proporcional às mentiras que ele destacou em seu discurso do pré-sal. Quem acompanha o assunto sabe bem. Diga-se de passagem, o povo - que ele tanto exalta - não está nem aí para esse debate agora. O que o povo quer é emprego e isso o pré-sal não vai produzir em pouco tempo. Aliás, o presidente Lula prometeu gerar 10 milhões de empregos e até agora...Katerine Mendes katemendes@yahoo.com.brSão Paulo''Fundo Social do Pré-Sal, outro saco sem fundo?"Jorge Zaven Kurkdjian zavida@uol.com.brSão PauloESTATAL À BRASILEIRAComo antecipou o Estadão, o governo solenemente, em campanha eleitoral antecipada, anunciou, entre outras coisas relativas à exploração do pré-sal, a criação de uma nova "estatal", a Petro-sal. Como escreveu o jornalista Gaudêncio Torquato, estamos mesmo no "país do faz de conta" (30/8, A2). Diz o governo que a nova empresa será integrada "por técnicos especializados" - e os jornais publicaram, entre eles o Estadão (1.º/9, B3), sem questionamento algum. O sr. Celso Ming deveria incluir mais esta nas suas Pré-dúvidas (1.º/9, B2). Será mesmo que a população vai acreditar que os tais "especialistas" não sairão todos dos quadros do PT ou do PMDB? Há que reconhecer que o governo foi buscar num país nórdico, seriíssimo, o arranjo organizacional que se anunciou para o pré-sal. Mas não copiou o mais importante: o seu modelo de gestão, em que o Estado não é confundido com governo, centrais sindicais e partidos políticos. É eufemismo grosseiro chamar a Petrobrás, a Eletrobrás, Furnas, etc., de estatais. No faz de conta que temos empresas com esse status, somos os únicos no mundo a oficialmente ter empresas com capital misto numa espúria mistura do público com o privado, sob o controle dos partidos. Onde estão as blindagens oposicionistas a essa situação? Vamo-nos conformar com a contínua disputa pelo "atraso", como bem lembrou o excelente e oportuno artigo do sr. Sérgio Fausto (30/8, A2)?Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.brSão PauloPOUCO CONFIÁVELPesquisa da FGV revela que metade dos brasileiros tem uma má avaliação do Poder Judiciário. Temos uma Justiça cara, morosa, ineficiente e que não cumpre devidamente o seu papel, que é o de fazer justiça no caso concreto e de promover a ordem jurídica justa. Não surpreende que tantas pessoas não confiem na Justiça e se sintam desamparadas, sem acesso efetivo a ela. Precisamos urgentemente de uma ampla e radical transformação de todo o sistema judicial no Brasil, para que tenhamos efetivamente uma Justiça próxima do povo, além de rápida, ágil, barata e eficiente.Renato Khair renatokhair@uol.com.brdefensor públicoSão PauloSerá que esse reajuste de salário dos ministros do STF, a ser aprovado por estes dias na Câmara dos Deputados, não tem nada que ver com o arquivamento do último processo contra Palocci...?Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.brSão PauloVAGA NO STFAgora que abriu uma vaga no STF, com o passamento do ministro Carlos Alberto Direito, o presidente Lula tem a chance de indicar e emplacar seu primeiro-amigo Roberto Teixeira para o cargo. Afinal, para que serve compadre?Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.comSão Bernardo do CampoPERDA IRREPARÁVELO desaparecimento do ministro Carlos Alberto Menezes Direito é uma perda irreparável, deixa lacuna impreenchível, com seu talento e brilho incomuns. Sua breve, mas memorável passagem pelo STF será lembrada sempre, pelo espírito de vigor e conhecimento técnico insuplantável. A Justiça, enlutada, perde um grande homem.Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.brSão PauloFÓRUM DOS LEITORESENDEREÇOAvenida Eng. Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900FAX:(11) 3856 2920E-MAIL:forum@grupoestado.com.br

, O Estadao de S.Paulo

02 de setembro de 2009 | 00h00

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