Cartas

INDEPENDÊNCIA OU ATRASO?

, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2009 | 00h00

O País comemora 187 anos, segundo conta a História oficial, da declaração de independência do domínio político português. Resta saber quantos anos nós, brasileiros, levaremos para declarar nossa independência dos políticos corruptos, voltados para interesses particulares - e não da coletividade -, do nepotismo, do superfaturamento, da péssima qualidade de serviços públicos, das bandalheiras e trapalhadas, da submissão ideológica, dos impostos escorchantes, da violência urbana, da Justiça lenta, enfim, de tudo o que, infelizmente, nos acompanha há séculos e impede nosso crescimento como Nação. Brava gente brasileira, lembre-se disso nas próximas eleições.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

Em 7 de setembro de 1822, o príncipe regente dom Pedro, às margens do Riacho Ipiranga, rompendo os laços de união política Brasil-Portugal, num gesto mais teatral que de fato libertário, proclamou: "Independência ou morte!" Passados 187 anos, milhões de brasileiros, à margem de um sistema que só prioriza estatísticas e preceitos econômicos e monetaristas, em detrimento de efetivas ações sociais - em especial no âmbito da educação, saúde, infraestrutura e segurança - que possam conferir-lhes status de cidadãos, externam sua angústia pela morte que os espreita cotidianamente nas ruas, avenidas, estradas, filas, cortiços, favelas, sertões, florestas e periferias do País. Esses brasileiros - párias numa sociedade desumana, violenta e desigual - proclamam em uníssono: "Reforma agrária, educação integral e humanizadora, sistema de saúde digno, comida no prato, emprego e moradia decentes, saneamento básico, polícia cidadã, desarmamento efetivo, combate à corrupção, Congresso probo, políticos compassivos e prestimosos, governantes humanistas, Judiciário célere e justo, respeito ao planeta ou morte! Nossa morte triste e agonizante!" Que a pátria-mãe seja realmente gentil e ouça seus desvalidos filhos, pois, invocando o poeta russo Vladimir Maiakovski, vale lembrar: "Gente é pra brilhar."

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

REFORMA ELEITORAL

Do jeito que estão conduzindo a reforma da Lei Eleitoral, é melhor nem convocar eleições para o ano que vem e dar mandato vitalício aos que aí estão. Essa lei distancia em anos-luz aqueles que detêm mandatos e estão no cargo (chamados de running on machine) dos que desejam se candidatar e não têm nenhum cargo ou aparato político-partidário. Além disso, essa tal lei enaltecerá e valorizará os partidos conhecidos como legendas de aluguel, que lançam candidatos para depois leiloarem seu apoio entre os partidos maiores. Essa Lei Eleitoral é uma vergonha nacional!

Frederico D?Ávila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

Como foi dito no editorial A internet sob censura (4/9, A3), os políticos sabem bem defender os seus interesses, fazendo censuras abusivas ao direito de informação do leitor. Por isso sempre me causou estranheza a velocidade com que foram aprovadas as urnas eletrônicas, sistema infalível segundo os "çábios" brasileiros, mas extremamente suspeito pelo resto do mundo. Como um sistema eletrônico pode ser infalível, se até mesmo os computadores do Pentágono são invadidos? Com base nessa afirmativa, os tribunais eleitorais recusam-se a investigar as inúmeras denúncias de irregularidades e atividades suspeitas nas eleições, envolvendo as tais urnas. O erro é sempre creditado ao eleitor, mesmo quando uma comunidade inteira garante ter votado num candidato que não tem nenhum voto computado na seção. Por outro lado, inúmeros peritos em informática consultados afirmam categoricamente a facilidade da fraude nos programas das urnas. Talvez seja por isso que determinados políticos "se lixam" para a opinião pública. Eles sabem que estão eleitos antes das eleições.

Lizete Galves Maturana lizete.galves@terra.com.br

Jundiaí

SP MAL REPRESENTADO

Os eleitores de São Paulo devem pensar em substituir, nas eleições futuras para o Senado, Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy - que só se preocupam em defender os interesses deste governo, marcado por mentiras e falsas promessas - por candidatos sérios e com ideias novas, que representem com dignidade os reais interesses do Estado, função primordial do cargo que ocupam.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

PRESTÍGIO

A cada dia o prestígio de Lula aumenta. E por quê? Porque desde o início de seu governo o salário mínimo foi reajustado 30% acima da inflação. Já Serra esquece que os funcionários do Estado também necessitam de correção do salário. Certamente um de seus assessores dirá que estes também foram aumentados enormemente. Nesse caso, peço que prove que o meu também foi.

Roberto Banhara Dias Cardoso rbdc@terra.com.br

São Paulo

FILHOS DA MÃE

O leitor sr. Marcus Coltro escreveu (3/9): "Lula diz que o papel do governo é de mãe. Faltou explicar quem são os filhos da mãe." Fácil: os beneficiados pelo Bolsa-Família, o pessoal do MST, os apadrinhados políticos. Do povo trabalhador não é mãe. É madrasta.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

ÍNDICE DE PRODUTIVIDADE

O sr. presidente da República deveria, de igual, estar sujeito

ao índice de produtividade e ter o seu mandato cassado, por não prover a saúde, a segurança e a educação dos brasileiros. Vamos "desapropriá-lo" do poder? Com a palavra os srs. produtores de nossa riqueza.

Júlio Osmany Barbin halofilmes@yahoo.com.br

Pirassununga

AINDA A BÊNÇÃO

A Bíblia que o casal de "bispos" usou para abençoar a ministra é a mesma que escondia os dólares quando foram presos?

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

FEITIÇO CONTRA O FEITICEIRO

Lula sempre fez pouco-caso da questão ambiental. Agora Marina Silva pode inviabilizar os seus planos de reinado.

Ricardo Henrique Cardim cardim@usp.br

São Paulo

A senadora Marina da Silva, ao sair do PT, disse que mudou de casa, mas continua na mesma rua. Apesar de ter abraçado a causa ambiental como sua bandeira, não podemos esquecer que Marina é a candidata melancia: verde por fora e vermelha por dentro.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

Marina Silva (PV-AC), candidatando-se à Presidência da República, passará à História, quer seja eleita ou não. Mas a História pode-se repetir como farsa caso o candidato a vice em sua chapa venha a ser José Sarney Filho, vulgo Zequinha Sarney (PV-MA).

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

FARINHA, NÃO!

Dia desses, um leitor escreveu que aquelles de Brasília são fainha do mesmo saco. Por favor, não conspurquem um alimento nobre e caro aos brasileiros. O que aquelles "caras" são é ratos do mesmo esgoto.

José Luiz Tedesco wpalha@terra.com.br

Presidente Epitácio

Até quando a opinião pública assistirá à dança dos ratos sem se manifestar?

Kleber G. De Araujo Jr. karaujojr@hotmail.com

São Paulo

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