Cartas

O GOVERNO PASSA

, O Estadao de S.Paulo

08 de setembro de 2009 | 00h00

Dilma Rousseff é a mãe do PAC e o pré-sal é literalmente órfão. Falta alguém neste governo com capacidade e seriedade para regulamentar essas novas e ainda desconhecidas reservas. O presidente autoritariamente não quer discutir com a sociedade o marco regulatório, mas prefere pedir urgência na sua aprovação pelo Congresso e vai à TV convocar para isso a mobilização popular. Para comprovar a insanidade do projeto do governo, será preciso capitalizar a Petrobrás em R$ 100 bilhões. Essa sangria poderia ser evitada se fossem mantidas as regras atuais, em que os investidores, além de pagarem para arrematar a concessão, ainda arcam com todas as despesas até sua exploração. Pior: o governo não quer permitir que milhares de trabalhadores comprem ações da estatal com o FGTS, como foi feito na gestão FHC com sucesso. Lula deveria saber que o governo passa, mas o Brasil, não!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

CONVOCAÇÃO POPULAR

Lula convoca a população a pressionar o Congresso pela aprovação das normas do pré-sal, a fim de garantir o futuro dos filhos e netos. É lógico que essa convocação é para os movimentos ditos sociais, que são subsidiados pelo próprio governo. Nós, da classe trabalhadora, temos de pensar no País agora. Reclamamos do Sr. Lula melhor gestão na aplicação de recursos para a saúde, educação, etc. Também reclamamos as reformas prometidas e não cumpridas, o combate à corrupção, o reajuste dos aposentados... O pré-sal não pode ser tratado como o Fome Zero ou o Primeiro Emprego. Suas implicações futuras são complexas e devem ser mais bem discutidas pela sociedade.

Anibal V. Fillip aniverofil@uol.com.br

Santos

Muito bonita a fala do sr. Lula sobre o pré-sal em rede nacional. Mas o que pensará o povão sobre o assunto, quando perceber que a gasolina, que move seu carrinho, não baixa nunca?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

PARA A SAÚDE...

No discurso sobre a aplicação dos dividendos que serão obtidos da exploração do pré-sal, o presidente salienta a educação, o meio ambiente, o combate à pobreza, etc. Será que, para atender à saúde, só mesmo por meio de uma CPMF?

Claudio Ruggiero ruggiero@uol.com.br

Barueri

O imposto que será "carimbado para a saúde" é uma falácia. Eu carimbo o imposto e, do outro lado, retiro do orçamento da saúde por meio da Desvinculação das Receitas da União (DRU). Ou seja, a exemplo da CPMF, é mais dinheiro para o governo, e não para a saúde.

Carlos Ferreira nolasco@uol.com.br

São Paulo

IMPOSTO ESPECÍFICO

A CSS vai contra tudo o que se possa imaginar como justo para financiar a saúde pública. Por que, nas especulações sobre o uso do dinheiro do pré-sal, a saúde não é contemplada? Por que precisamos de um imposto específico para ela, e não precisamos para os caças Rafale e os submarinos Scorpène? Alguém tem uma resposta?

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Paulo

CENSURA

O lapso temporal que impera desde a decisão judicial teratológica proferida pelo juiz que determinou censura a este jornal espelha a morosidade do Poder Judiciário em nosso país. A decisão proferida em primeira instância foi rápida e deferida como requerida, já a espera da reforma de tal decisão, ou melhor, a análise em segunda jurisdição está emperrada nas entranhas da Justiça. Como explicar tal disparidade? Imaginem, caros leitores, os cidadãos comuns que sofrem com seus suplícios que estão empilhados no Poder Judiciário, aguardando uma decisão que pode muitas vezes mudar o destino das pessoas? Será que não é hora de os serventuários da Justiça receberem seus salários por produtividade? Fica aqui a ideia.

Alexandre Stecca F. Pezzotti aspzt@terra.com.br

Rio Claro

Censura não combina com independência (7/9, B6). Entretanto, combina e é parceira ativa da corrupção, do favorecimento, da isenção total de ética, do aparelhamento do Estado, da omissão, negligência, do enriquecimento ilícito, da impunidade e blindagem de criminosos, do acobertamento de fraudes, acordos espúrios, falta de comprometimento para com o povo e a Nação, da improbidade administrativa, malversação da verba pública, feudalismo e oligarquia, falácia e verborreia, promessas levianas e do poder eterno, etc. Enfim, até quando? Estadão, os homens de bem deste país e a imprensa livre do mundo democrático estão com você.

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

''Se a Petrobrás é de todos os brasileiros, por que tenho de pagar tão caro pelo litro da gasolina?"

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

COMEMORAÇÃO

Comemoramos, em 7 de setembro, um país devastado pela corrupção e com o Judiciário de joelhos perante o clã Sarney, nascido no berço fétido da ilegalidade...

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

Comemoramos mais um aniversário da Independência do Brasil. Lamentamos por aqueles que aviltam a Nação, hoje nas mãos de políticos imorais e corruptos profissionais que se locupletam em quase todas as instâncias do poder. A impunidade nos empurra para um futuro de desmoralização. Falácias, promessas, planos imorais e mentiras continuarão a prevalecer sem que tenhamos a capacidade de reagir, deixando para as próximas gerações os piores exemplos de uma Nação.

João Batista Pazinato Neto pazinato@competence.cnt.br

Barueri

LEILOEIROS

Tenho visto, lido e ouvido muitas críticas aos nossos políticos e concordo com a maioria delas. No entanto, será que, fazendo um exame de consciência, estamos percebendo que fomos nós que os elegemos e é também nossa a responsabilidade por tudo isso que está aí? Estamos conscientes de que no ano que vem podemos, ou não, mudar tudo isso? Estamos dispostos a deixar nosso comodismo e egoísmo de lado e votar de forma consciente e responsável? Escolheremos representantes que realmente defendam o interesse de seus eleitores ou escolheremos leiloeiros do "quem der mais leva"?

Maria Josefina Pinheiro mjo_2009@terra.com.br

São Paulo

MATRÍCULAS E INCLUSÃO

Cumprimento o jornal Estado pela reportagem MEC rejeita parecer sobre inclusão de aluno especial (15/8, A27) e pelo artigo A inclusão educacional ideal (15/8, A2), que acompanham as atuais políticas do Ministério da Educação (MEC). Há 28 anos trabalho com educação, habilitação e reabilitação de pessoas com deficiência múltipla e surdo-cegueira. Nunca fui contrária à inclusão, simplesmente porque é a premissa básica do direito de toda criança e jovem ter acesso à educação de qualidade. Este é o ponto: a qualidade pode não estar assegurada quando se incluem em escolas regulares crianças com deficiências que necessitam de programa individualizado, acesso ao currículo, comunicação específica, locomoção e adequações de materiais, equipamentos e ambientes, sem que essas crianças, suas famílias e a escola regular tenham o acompanhamento, apoio e a orientação de centros especializados. Este é o momento de organizações civis e governamentais atuarem como parceiros. O MEC precisa fomentar essas parcerias para que a inclusão realmente ocorra, pois aumentar estatisticamente o número de matrículas de crianças com deficiências nas escolas regulares não significa que elas estejam realmente incluídas. Matricular não é incluir.

Maria Aparecida Cormedi

diretora técnica da Associação para Deficientes da Audiovisão-Centro de Recursos para a Inclusão na Família, Escola e Sociedade

mcormedi@terra.com.br

São Paulo

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