Cartas

ARMAS DE GUERRA

, O Estadao de S.Paulo

11 de setembro de 2009 | 00h00

Uma das mais claras manifestações de subdesenvolvimento se dá quando países com graves deficiências em saúde e infraestrutura, e sem nenhuma ameaça externa, investem seus escassos recursos na aquisição de armamento sofisticado, supostamente como "de defesa". Submarinos, e os nucleares ainda mais, e aviões supersônicos de combate são armas de ataque, não de defesa. As necessidades reais de defesa que temos são as decorrentes da vastidão das nossas fronteiras e de nossos litoral e rios navegáveis, que, vulneráveis por natureza, sofrem ameaças não de exércitos organizados, mas de guerrilheiros, contrabandistas, traficantes e piratas. Para combatê-los a indústria nacional já fabrica o armamento adequado, representado por veículos armados e embarcações costeiras e fluviais igualmente bem armadas e de deslocamento rápido. É o que fazem as guardas costeiras tradicionais. Sem falar dos imbatíveis Tucanos, da Embraer. Proteger plataformas submarinas com submarinos, inclusive nucleares, e as fronteiras com aviões supersônicos não cola. É como chamar Ministério da Guerra de Ministério da Defesa, ou seja, conversa pra boi dormir. Agora, em vez de comprarmos sucatas de porta-aviões, bem mais baratas, estamos gastando em armas modernas de ataque. Logo mais estaremos comprando porta-aviões nucleares para, juntamente com os submarinos idem, protegerem o pré-sal de ataques alienígenas, daqui a 10 ou 20 anos. Não descartando eventual arsenal atômico. Bem dizia Juca Chaves, "o Brasil já vai à guerra..."

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com.br

São Paulo

COMPRA DE CAÇAS

Tenho imenso respeito pela cultura francesa. Digo mesmo que é impossível visitar a França sem se apaixonar. Porém, quanto à tecnologia bélica, e seguindo o exemplo do nosso presidente de opinar sobre assuntos que não são sua especialidade, cabe considerar alguns fatos. A experiência em combate real da Dassault resume-se à Guerra das Malvinas, em que seus Mirages eram frequentemente vencidos pelos Harriers ingleses, bem mais lentos, mas muito mais manobráveis. Tiveram, é verdade, sucesso na Força Aérea israelense, mas principalmente pelas deficiências de treinamento dos pilotos árabes. Indo mais longe, quando a França foi vencida pelos alemães após apenas seis semanas de combate, o material mais abundante que os vencedores encontraram no estoque bélico foram... ceroulas (vide National Geographic Soc.).

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Se há alguém neste país com know-how para saber se um avião é bom, essa pessoa é o Lula. O homem tem mais horas voadas que urubu aposentado. E se a FAB desse milhagem? Lula já teria acumulado créditos até para chegar a Marte. Ficaria a torcida para o crédito acabar na viagem de ida ao planeta vermelho.

Percy de Mello Castanho Junior webmaster@clubedoscompositores.com.br

Guarujá

Será que o Tio Sam (Obama) vai vetar a compra? Pelas notícias...

Valter Gali vgali@concili.com.br

São Paulo

"SINAIS PARTICULARES"

Simplesmente sensacional a charge do Loredano de ontem, chamada Alonzanfã, caricaturando o célebre quadro de Eugène Delacroix. E viva "la liberté" de imprensa!

Benedito D. Chiaradia bdantas@uol.com.br

São Paulo

O AMBÍGUO SARNEY

Enquanto Sarney critica Chávez por censurar a Globovisión, usa seu poder para censurar o Estadão. Quando é que esse absurdo terá fim? Como pode tal censura não ter sido cancelada no momento seguinte àquele em que foi imposta? Estamos vivendo em qual regime mesmo?

Ana Prudente ana_prudente@uol.com.br

São Paulo

"Posso não concordar com todas as palavras que tu dizes, mas defenderei até o fim o teu direito de dizê-las" (Voltaire).

João Baptista da Silva Filho jotabatis@hotmail.com

São Paulo

O CASO BATTISTI

Estamos cientes de que o caso do terrorista italiano Cesare Battisti terminará com a manutenção do asilo político, decisão que tem suporte legal, pois a Constituição confere ao ministro da Justiça o poder de concedê-lo. O que não está certo é a interpretação do ministro Tarso Genro de que o réu é perseguido por atos comuns cometidos com fins políticos e que o julgamento da Justiça italiana tem características persecutórias. É plausível a afirmação de que atualmente o sr. Battisti não representa perigo para a sociedade brasileira, entretanto os familiares dos quatros italianos assassinados não devem estar de acordo.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

''O mais difícil é saber quem vai pagar

a conta da compra dos tais caças franceses"

Ricardo A. Rocha rochaerocha@uol.com.br

Belo Horizonte

Tasso diz que o caso Battisti ameaça uma crise institucional. Imaginem, até bandido internacional provoca crises no Brasil.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

Será que o ministro Marco Aurélio Mello já não teve todo o tempo do mundo para examinar o processo do assassino italiano? Por que pedir vistas justamente no dia do julgamento no STF? Agora é que essa história vai ser arrastada ad aeternum. Qual o interesse para o País em manter um bandido desses e ainda criar caso com o governo italiano? Só queria entender...

Candida L. Alves de Almeida almeida.candida@gmail.com

São Paulo

Pergunta que se deve fazer aos srs. ministros do STF: vale a pena dar asilo a um terrorista e assassino julgado em seu país, expondo o Brasil ao ridículo no mundo todo, e enfrentar problemas no relacionamento com a Itália, país amigo, parceiro e origem de grande parte da população brasileira?

Friedrich Japp freddyjapp@yahoo.com.br

São Paulo

O STF só não está sendo unânime na extradição do sr. Battisti para salvar a cara dos srs. Genro e Lula. Ou julgamentos à revelia não serão válidos? Pfui!

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

BATENDO A META

Com as novas vagas abertas para vereadores, logo, logo o presidente Lula chegará aos 10 milhões de empregos prometidos...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Osasco

SOLUÇÃO DEFINITIVA

Com o governo tão empenhado em fazer barulho pré-eleitoral, é de admirar que ainda não tenha proposto a transposição do Rio Tietê para acabar com as enchentes, desviar a sujeira e preparar

a cidade para a Copa do Mundo.

Axel Von Huelsen axel@provitec.com.br

São Paulo

DISCIPLINA BANCÁRIA

A motivação dos indivíduos em posição de comando, seja financeira ou ética, é determinante para os resultados. O Estado foi incoerente ao afirmar que "o pagamento de bônus não era o miolo do problema" (A duvidosa disciplina bancária, 9/9, A3). Existe uma relação direta entre "envolver seus bancos na jogatina, sem levar em conta o interesse do público" e "receber prêmios por lucros obtidos a qualquer custo, sem respeito a critérios mínimos de segurança e de respeito aos clientes".

Carlos Eduardo Lessa Brandão celb@iname.com

São Paulo

ESCLARECIMENTO

Em relação aos textos Oferta de Eike pela parte do Bradesco na Vale é recusada e Bradesco rejeita oferta de Eike por participação do Banco na Vale (10/9, A1 e B16), o Ministério da Fazenda esclarece não ter fundamento a notícia sobre qualquer envolvimento do ministro Guido Mantega em supostas negociações relativas à Vale.

Carmen Vieira da Cunha carmen.cunha@fazenda.gov.br

chefe da Assessoria de Comunicação Social

Brasília

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