Cartas

ABSOLUTISMO

, O Estadao de S.Paulo

14 de setembro de 2009 | 00h00

Ventos venezuelanos sopram no Planalto. Lula foi taxativo, ao estilo Chávez: "Compro os aviões quando EU quiser!" L"État c"est moi, à maneira da monarquia absolutista francesa - já que os aviões são franceses... A prepotência do presidente está na razão inversa do tempo que lhe resta de governo: quanto menos tempo de mandato, maior ela fica.

Sergio Eduardo Stempniewski sergueistemp@uol.com.br

São Paulo

PERGUNTA SÉRIA

Sr. presidente Lula, se a decisão sobre a compra dos caças é política, e não técnica, o PMDB vai demorar muito para bater

o martelo?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

Pesquisas indicam que nem os aviões da França farão dona Dilma "decolar" em 2010.

Paulo de Souza Cavalcanti rpgortopedica@hotmail.com

Ribeirão Preto

PRIORIDADES

Inúmeros brados contra gastos com defesa, melhor seria utilizá-los com a saúde e a educação. Mas não se ouve sequer um sussurro em favor da saúde e da educação quando os gastos são com Copa do Mundo e Olimpíada.

Fernando Rodrigues Moreno alr.sac@msn.com

Santos

JULGAMENTO DE BATTISTI

O ministro da Justiça, irritado, classificou o voto do relator Cezar Peluso de tendencioso, equivocado e ideológico. O sr. Tarso Genro é que está equivocado, pois ouvi muita gente qualificar seu despacho de tendencioso e ideológico, ao conceder refúgio a um assassino comum como Cesare Battisti, condenado pela Justiça italiana. Louvável a resposta firme do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, classificando o voto do ministro Peluso como realmente histórico.

Maria José Macchione mariamac25@yahoo.com.br

São Paulo

A arrogância e a prepotência do ministro da Justiça a cada dia se superam. Prova o que somos obrigados a testemunhar: a mediocridade do Ministério deste governo. Assistimos ao que um dia nos pareceu ser impossível: a passagem do senador Renan Calheiros por esse cargo causou estrago menor. Parece mentira!

Rogério Bacelar Scofano rogerscofano@pobox.com

Rio de Janeiro

No "fim da linha" da República de Banânia, muitas de "noças otoridades'' tomarão um cala-a-boca se o STF disser: "Vai pra casa, Battisti!"

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

IMORTAL

Só para constar, já existe pretendente à cadeira de número 8 da Academia Brasileira de Letras. Sim, é elle, o escritor das Alagoas.

José Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

REFORMA AGRÁRIA

Em 1959, após assumirem o poder em Cuba, os revolucionários de Sierra Maestra desencadearam uma campanha aberta contra os produtores rurais, invadindo e confiscando propriedades produtivas para fins de reforma agrária. Hoje, 50 anos depois de um fracasso retumbante, o ditador Raúl Castro oferece a quem interessar possa o equivalente a 40% das terras agricultáveis cubanas, que se encontram abandonadas, para que sejam plantadas e se comercializem os produtos, auferindo lucros. Sem contar que os outros 60% de terras, pertencentes ao Estado, não produzem o suficiente para atender às necessidades do país. Essa e outras tantas medidas autoritárias de impacto foram executadas de roldão por uma revolução que se dizia inicialmente democrática e depois traiu os seus princípios e os próprios companheiros de luta. Disfarçado de cordeiro e com uma estratégia de pequenos passos, para não espantar a passarada, o governo Lula vai seguindo os mesmos caminhos dos comunistas cubanos, garroteando estupidamente e cada vez mais o agronegócio. Aumentar os índices de produtividade das terras cultivadas significa dizer que propriedades privadas estarão mais vulneráveis aos apetites do movimento político MST e congêneres, semeando a intranquilidade no campo e desestimulando investimentos. Não estarei vivo para ver o resultado dessa tragédia, mas com certeza, onde estiver, darei risadas quando os petistas iniciarem a devolução dessas terras a quem realmente deseja trabalhar.

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

''Alguém sabe quantas caixas de Romanée Conti estão incluídas

na compra dos caças?"

Helio Luiz Boturão heliobot@uol.com.br

Rio de Janeiro

TERRAS NO PONTAL

A Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo refuta a notícia de que um laudo pericial, elaborado em processo discriminatório que tramita na Comarca de Teodoro Sampaio, tenha afastado a tese de que as terras do Pontal sejam devolutas (10/9). Em hipótese alguma a tese da devolutividade das terras do Pontal do Paranapanema foi infirmada por um laudo que nem sequer pode ser considerado, por sua patente fragilidade probatória. Vale lembrar que o laudo em foco é inócuo, como deixa clara a impugnação apresentada nos autos, na medida em que o perito nomeado pelo Juízo não localizou os documentos indispensáveis à realização da perícia grafotécnica. Exatamente pela ausência de elementos cruciais, que permitiriam a confrontação gráfica, acabou o vistor oficial por concluir que não poderia afirmar se o registro paroquial era falso ou não. No entanto, naqueles autos foi juntada uma perícia realizada na ação discriminatória do 5.º Perímetro de Presidente Prudente, datada de 1941, na qual foram examinados gráfica e grafotecnicamente todos os livros e documentos relativos ao indigitado registro paroquial, tendo sido concluído de modo incontestável que o famoso título Pirapó-Santo Anastácio foi realmente falsificado. É relevante destacar que as ações discriminatórias intentadas no Pontal não têm como único fundamento a falsidade do registro do vigário, mas inúmeros outros vícios que têm sido reconhecidos nas muitas decisões favoráveis ao pleito estatal.

Sylvio Montenegro smontenegro@sp.gov.br

assessor de Imprensa

São Paulo

ORIGINALIDADE

Concordo com os que acharam feio o prefeito Gilberto Kassab pôr a culpa nos governos anteriores pelos danos causados pela recente chuva que caiu em São Paulo. Há que respeitar o usucapião dessa atenuante. Ele deveria ser mais original e fazer como a ex-prefeita Marta Suplicy, que, ao ser questionada por uma moradora que teve seus bens arrastados por uma enchente, disse simplesmente: "Pobre é engraçado, não tem nada, quanto acontece uma enchente, diz que perdeu tudo!"

É por aí, prefeito. Outro assunto: o esclarecimento do presidente Lula sobre o aumento do PIB não deixa dúvidas: somos um país rico em pobres. Só levitando...

Hermínio Silva Júnior hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

NOVA MARGINAL

Sobre a reportagem Nova Marginal não tem plano de emergência (11/9, C1), a Dersa esclarece: em primeiro lugar, não existe relação alguma entre o temporal que paralisou a Marginal (e toda a cidade de São Paulo) na última terça-feira e as obras de readequação viária ora em desenvolvimento. Quanto ao plano mencionado, conforme esclarecido ao repórter Bruno Tavares, é referente à operação da via após a conclusão das obras. Neste momento, o que vigora para situações emergenciais é o plano da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Vera Rodrigues vera_silva@dersa.sp.gov.br

assessora de Imprensa

São Paulo

N. da R. - A reportagem não deixou de reproduzir a opinião da Dersa, mas também traz entrevista com conselheiros do Cades que têm entendimento diferente do da empresa. Segundo eles, o plano deveria ser entregue antes ou durante as obras. E não após sua conclusão.

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