Cartas

ECONOMIA

, O Estadao de S.Paulo

15 de setembro de 2009 | 00h00

Os bons resultados da economia não podem ser festejados pelo governo como se fossem uma vitória única dele, economias são interligadas e interdependentes. O tsunami que se esperava não veio, EUA e Europa mantiveram um bom controle em suas economias, China e Índia voltam a crescer e, portanto, o Brasil tem aí um bom mercado para trabalhar. Mas o crescimento que estamos vivendo é só o retorno ao que era, não estamos ultrapassando o que havia antes de setembro de 2008. A coisa está mais para alívio do que para festejos.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a crise ficou para trás. Para quem a crise passou? Os setores do agronegócio, como produtores de cana, cuja maioria das usinas de açúcar e álcool está em recuperação judicial, apresentando plano com proposta de pagamento com deságio de 50% e prazo de mais de dez anos para saldar as dívidas, há mais de um ano sem pagar aos produtores, que estão à beira da falência, não estão em crise? E os pecuaristas, que estão sem receber dos frigoríficos, que também pediram recuperação

judicial, isso não é crise? E os citricultores, que, além das pragas nos pomares - tendo de erradicá-las -, estão deixando de colher os frutos, pois os preços pagos pelas indústrias de suco não cobrem os custos? É verdade, essas empresas estão saindo da crise ou já saíram, mas à custa dos produtores rurais, que estão falindo. Nos setores automobilístico e de construção civil, beneficiados com redução do IPI pelo governo, a crise está sendo superada. Para os bancos brasileiros não há crise, seus lucros são sempre grandes, com ou sem crise. Para o governo, portanto, a crise ficou para trás. Coitados dos produtores rurais, que sempre deram superávit ao governo e nunca foram reconhecidos!

Cleiton Rezende de Almeida cleiton_rezende@uol.com.br

Araraquara

PRIVATIZAÇÃO

Não sei por que se diz que o governo é estatizante. Já há alguns anos ele vem privatizando tudo, pondo tudo nas mãos dos cumpanheiros, mensalonados, ongados, emessetistas, incrados, sindiquistas, pré-salistas, etc., etc. Para garantir eficiência grande parte dessa privatização é feita sob a patriótica e desinteressada liderança de líderes ímpares (não normais) dos partidos de apoio. Tanto é assim que o próprio presidente nunca sabe de nada. A coisa anda "à vontade".

Wilson Scarpelli wiscar@estadao.com

Cotia

GUERRILHA NA COREIA

Sobre a reportagem Coreia treinou guerrilha brasileira (13/9, A12), acho que se teria feito um imenso benefício à historiografia e à rea-

lidade histórica se o texto evidenciasse que a Coreia do Norte treinou militantes comunistas não para enfrentar uma ditadura, mas para lutar pela implantação de outra, a suposta ditadura do proletariado, na verdade, a do partido único, que vigora naquele país ainda hoje. É um absurdo histórico e moral dar a entender que in-

divíduos da estirpe autoritária de José Dirceu, Carlos Minc, Dilma Rousseff e José Genoino tenham pegado em armas em nome da democracia. A democracia pela qual eles lutaram e lutam, posando de heróis da liberdade, é a do mensalão, dos dólares na cueca, da subserviência do Congresso aos ditames da Presidência da República, da censura à imprensa, das invasões do MST, etc., etc.

Tibiriçá Ramaglio tibiramaglio@gmail.com

São Paulo

DUAS RESPOSTAS

Ao jornalista Gaudêncio Torquato (13/9, A2): só quando os brasileiros tiverem educação e cultura. Ao leitor sr. Guto Pacheco (13/9, A3): por favor, não dê ideias.

Neusa Carmen Abbud Gubeissi neusacarmen@yahoo.com.br

São Paulo

TARSO GENRO X STF

Queria lembrar ao Ministro Tarso Genro que nem no alfabeto cirílico as letras STF têm alguma semelhança com a sigla KGB e que o colegiado de ministros da nossa Suprema Corte Constitucional não se equivale à cúpula do Komintern.

Frederico D"ávila fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

SEGURANÇA PÚBLICA

No artigo sobre os resultados da conferência nacional de segurança pública realizada pelo Ministério da Justiça (Um passo, 14/9, A2), o sociólogo Benedito Mariano desqualifica sua argumentação ao repetir o mantra de que a História do Brasil está sendo refundada com o governo do PT, como a pretensão de mudar não só a segurança pública, mas "mudar 500 anos de História". Ainda continua perdido com o surrado preconceito contra as polícias, "inspiradas a fazer controle social dos pobres", e que "a violência é fator estruturante da cultura policial". E discorre sobre falaciosos avanços propostos para a segurança que não ocorreram na realidade, como já foi corretamente analisado em editorial do Estadão. É claro que precisamos de uma nova estrutura policial, e não remendar as velhas polícias ou criar mais confusão dando poder de polícia a guardas municipais despreparadas, mas o governo não vai ter coragem de mexer nessa questão. O fato é que a tal conferência foi um fiasco e a multidão de participantes, com embates de ingênuos e de sindicatos

e associações que desfilaram as habituais rivalidades, não lhe assegurou legitimidade alguma para questionar e propor mudanças nas polícias ou no confuso conceito amplo de segurança pública. Apesar de ter criado siglas que se mostraram destituídas de praticidade (Susp, Pronasci) e acenar com um novo e misterioso paradigma para a segurança pública, a realidade é que o governo Lula não avançou na segurança nem no Estado mais importante comandado por seu partido, a Bahia, onde os homicídios triplicaram e a população vive momentos de terror com as ações de criminosos em suas ruas.

José Vicente da Silva Filho jvs.consult@gmail.com

São Paulo

PULGA ATRÁS DA ORELHA

Segundo Lula, nosso presidente falastrão, uma das justificativas para a compra de submarinos e aviões caça franceses é a proteção do pré-sal, mas nós outros, brasileiros, estamos com a pulga atrás da orelha, com a segurança do caixa da Petrobrás, à mercê da patota do PT, que já rendeu liberação de recursos para a Fundação Sarney, verbas astronômicos para publicidade e outras abafadas pela CPI dominada pela base aliada do governo.

Ary Marino Filho arymarino@hotmail.com

Garça

Lula cedeu e retirou a urgência constitucional dos projetos do

pré-sal. Mas será que os deputados e senadores vão deixar a preguiça e as picaretagens de lado para votar os projetos num tempo razoável, digamos, 60 ou 70 dias?

Maercio Garbelotti maerciogarbelotti@hotmail.com

São Paulo

REEQUIPAMENTO DA ARMADA

Seria oportuno não nos esquecermos de duas lições do grande civilista Rui Barbosa, em suas Cartas da Inglaterra: "Esquadras não se improvisam e as nações que confiam mais em seus diplomatas do que nos seus marinheiros e soldados estão fadadas ao insucesso. Temos excelentes diplomatas, mas uma esquadra moderna leva mais de dez anos para ser projetada e construída, quando se tem os recursos materiais, financeiros e a tecnologia necessária."

Paulo Marcos G. Lustoza pmlustoz@gmail.com

CMG reformado

Rio de Janeiro

NORMAN BORLAUG

Morreu Norman Borlaug, pouco conhecido, simplesmente um dos maiores benfeitores da humanidade!

Gilberto Guelmann g.guelmann@hotmail.com

Curitiba

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