Cartas

Cartas

CONTAS PÚBLICAS

, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2010 | 00h00

Irresponsabilidades

Estamos sendo bombardeados pela incapacidade de membros do governo que jogam com a economia do Brasil com uma irresponsabilidade jamais vista. O ministro da Fazenda pensa estar num cassino em Las Vegas quando diz que cumpriremos a meta de superávit de 3,3%, torcendo para os estrangeiros continuarem a investir no Brasil, enganando o povo com a retenção dos impostos dos exportadores e retendo o dinheiro de precatórios. Infelizmente, quando os investidores caírem na real e olharem as contas do Estado, será tarde. Assim como os investimentos vêm, eles vão embora. Não adianta ter Henrique Meirelles no Banco Central, pois a Fazenda só aumenta os gastos, a inflação bate na porta e a infraestrutura está um verdadeiro caos. E ainda vem o governo lançar o PAC 2, sem dizer de onde virá todo o dinheiro e muito menos o prazo para executar esses projetos. Estamos cansados de tanto amadorismo, falta de competência, planejamento e mentiras.

LUIZ HENRIQUE CHAVES D"ÁVILA

luiz_davila@terra.com.br

São Paulo

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Toada eleitoral

A torcida, enfeitiçada pelo discurso prestidigitador de Lula, não se dá conta de que a economia brasileira começa a mostrar sinais preocupantes de degradação. A piora nas contas públicas salta aos olhos, e mesmo os índices oficiais de inflação - que passam longe da realidade dos preços pagos pela população por bens e serviços - apresentam forte aceleração. As boas notícias vêm, invariavelmente, apenas dos setores automobilístico e bancário, que não param de bater recordes. Os outros setores da economia vivem da esperança de dias melhores. A dívida interna passa do trilhão e não sobra dinheiro sequer para amortizar os juros incidentes sobre ela. Nessa toada, chegaremos ao final do ano eleitoral de 2010 com nossa economia necessitando de sérios reparos. Já passou da hora de acordarmos!

M. CRISTINA DA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ESTADO FORTE

Estão de olho

A conceituada revista britânica The Economist prestou um grande serviço aos brasileiros. Na edição da semana passada, o artigo intitulado Caindo de amores novamente pelo Estado alerta para o fortalecimento do discurso estatizante do governo brasileiro antes das eleições presidenciais e sobre a preferência de Lula e de sua candidata por um Estado forte. O artigo traz pesadas críticas à intenção do governo de recriar a Telebrás, que, antes de ser privatizada, era um exemplo de fracasso e ineficiência empresarial, com serviços de péssima qualidade e com as escassas linhas telefônicas disponíveis sendo negociadas a peso de ouro no mercado paralelo. É o eterno interesse dos governos autoritários e populistas de manter os serviços essenciais em suas mãos, para poder distribuí-los de acordo com a sua conveniência.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CENÁRIO ELEITORAL

Enfim, alguma sensatez

A reportagem Marina prega diálogo de PT e PSDB contra crise (Estado, 2/4, A7), em minha opinião, reafirma artigo de Luiz Werneck Vianna publicado pelo Estadão em 30/3 (O fim da História do Brasil ou um novo começo para ela, A2), que mostra um contexto político-partidário que, não fossem os egos excessivamente grandes de políticos, pavimentariam caminhos mais sólidos para o Brasil.

RONALDO SATHLER-ROSA

ronaldo.sathler@gmail.com

São Bernardo do Campo

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JUDICIÁRIO

Descanso dos magistrados

Não é segredo que todos os juízes brasileiros dispõem de uma grande estrutura de pessoal capaz de auxiliá-los em suas atividades jurisdicionais. Todos sabem que são os assessores dos juízes que elaboram os pareceres, os votos e as sentenças, ficando a cargo dos magistrados exclusivamente a condução das sessões e das audiências. Por isso, impõe-se decretar a igualdade de direitos apregoada na Carta Magna, dando aos magistrados brasileiros o mesmo tratamento que é dado aos servidores públicos e aos trabalhadores em geral. Ora, se os médicos, os controladores de voo e tantos outros trabalhadores exercem tarefas tão ou mais estressantes que a dos juízes, por que seria necessário o gozo de 60 dias de férias por ano, à custa do já tão penalizado contribuinte brasileiro? Somado a isso, também não se pode esquecer de que os juízes brasileiros gozam ainda do recesso forense anual, garantido por lei - o que aumenta o seu período de descanso. O povo brasileiro não pode mais aceitar esse privilégio injusto, assegurado apenas àqueles que institucionalmente devem enaltecer a justiça.

PAULO HADDAD

paulohch@terra.com.br

São Paulo

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PETRÓLEO

Pitaco

Como microacionista da Petrobrás, questiono: a capitalização da empresa contará com 5 bilhões de barris virtuais, que pertenceriam à União. Considerando que a extração efetiva é esperada para daqui a três anos, o que, digamos, dobrará a produção, teremos mais 2 milhões de barris/dia, algo em torno de 730 milhões de barris. Se o governo detém cerca de 40% do capital da empresa, significa que aportará perto de 300 milhões de barris/ano. Mantido o nível, ele levará quase 20 anos para integralizar sua parte, e as mesmas condições devem ser oferecidas aos demais acionistas. É isso mesmo? Até quando político vai dar "pitaco" sobre o que não entende?

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

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GOVERNO DO ESTADO

Eleições em SP

Aloizio Mercadante (PT) candidato ao Palácio dos Bandeirantes em 2010? É muita pretensão, porque, como senador, sem luz própria, nada fez por São Paulo. Paulista não tem memória curta.

JOSÉ MILLEI

elymillei@hotmail.com

São Paulo

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Mal na fita

Se Mercadante conta com o prestígio de Lula para melhorar sua imagem e com o discurso de desconstrução da gestão tucana em São Paulo, vai sair mal na fita. Basta começarmos a lembrar o suplício das belezuras da gestão petista no Estado...

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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"O que os bancos brasileiros fazem com os seus clientes

é uma afronta, com a conivência do governo"

GILBERTO LIMA JUNQUEIRA / RIBEIRÃO PRETO, SOBRE TARIFAS BANCÁRIAS

glima@keynet.com.br

"O torcedor/eleitor que se lixe..."

LUIZ DIAS / SÃO PAULO, SOBRE VETO DE KASSAB A PROJETO QUE MUDA O HORÁRIO DE JOGOS

lfd.silva@uol.com.br

"O pré-sal que se cuide!"

ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZ/ SÃO PAULO, SOBRE INSTALAÇÃO DE BASE MULTINACIONAL NO RIO DE JANEIRO, DE CONTROLE E COMBATE AO NARCOTRÁFICO

arsonval.muniz@superig.com.br

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TEMA DO DIA

Pesquisa revela tendência inversa à última do Datafolha; analistas mostram diferença metodológica

Vox Populi põe Dilma só a 3 pontos de Serra

"O resultado só confirma pesquisas anteriores de todos os institutos. A única a fugir da tendência foi a última do Datafolha."

FREDERICK MONTERO

"Essa inversão pouco pode afetar o resultado. Seria interessante outro instituto testar a mesma ordem de questões."

LÚCIA ANDRÉ

"A eleição não é pró ou anti-Lula, O povo tem de escolher entre os candidatos o que tem melhor condição de dirigir o País."

SIDNEY SIQUEIRA

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''Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br''

BRASILEIRO ESPERTO

O trecho da BR-101 entre a Ponte Rio Niterói e a divisa com o Espírito Santo foi privatizado em 2009. A Auto Pista ganhou a concessão. Rapidinho, a toque de caixa, a primeira coisa que fizeram, e todas fazem o mesmo, foi construírem as praças de pedágio, para começarem a cobrança logo, claro. No último dia 31 viajando por aquela rodovia vi equipes de manutenção tapando buracos com asfalto. Buracos que devem ter sido abertos pelas fortes chuvas, mas tapar buracos o DNIT bem ou mal vinha fazendo. Privatizaram para que se tapem buracos e ainda pagamos pedágio? É, o brasileiro é muito esperto mesmo.

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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MAIS FISCALIZAÇÃO

É curioso ver como os jornais estão preocupados em fiscalizar as obras entregues pelo Governo Serra. O Rodoanel e a Marginal foram checadas de todos os ângulos, rigorosamente. A imprensa faz muito bem em fiscalizar e cobrar. É este também o seu papel, deixado de lado nos últimos anos. Agora, seria interessante se os jornalistas se interessassem também em sair a campo para fiscalizar as obras do governo federal, com o mesmo rigor,. A BR 101 SUL, por exemplo, é um trecho de rodovia entregue pelo Governo Lula a concessionária que, até agora, fez praças de pedágio e cortou mato no acostamento. Nas duas campanhas de Lula, aqui em Santa Catarina, ele prometeu a duplicação da rodovia para ''logo''. Estamos esperando há longos oito anos. Enquanto isso, as pessoas morrem aos magotes. O mesmo deve acontecer em outras rodovias do país. A sociedade conta com nossos bravos e competentes jornalistas para fiscalizar, cronometrar, medir, e publicar as matérias com destaque, contando o que viram.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis (SC)

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NOVA MARGINAL

Na sexta-feira santa, no começo da manhã, predisposto a um sofrimento já imemorial, deixei a zona sul da Cidade e ingressei no começo da Rodovia dos Bandeirantes entre dez e quinze minutos. Espaço amplo, velocidades moderadas, nada de aloprados na esquerda, desentrosamento e tampouco acidentes. Na primeira parada, encontrei centenas de pessoas cujas faces expressavam descontração e alívio. Atingi meu destino - próximo - uma horas antes da previsão, feita com base na experiência da vida passada. Passei a cogitar do condicionamento material das consciências de Marx e do inconsciente coletivo de Yung, estimulado por uma simples e indispensável obra pública. Não nos frustrem com a não realização das obras complementares, como a cobertura de todas as áreas que demandam o transporte metropolitano e outras, porque a volta ao estado anterior será dolorosa. Como diria Ulisses Guimarães, o problema maior é de quem já experimentou o bife.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ERROS DE INAUGURAÇÃO

Nestes feriados, vimos que na pressa de inaugurações das obras em todo pais, principalmente em São Paulo, não levaram em conta a segurança da população, agiram com irresponsabilidade e incompetência.Tanto as autoridades como principalmente o engenheiro civil e o de segurança responsáveis pela (?) obra, esqueceram o que aprenderam nas faculdades ou elas eram de baixa qualidade em formar alunos sem preparação profissional.Muitos acidentes com mortes poderiam ter sido evitados se tivesse uma programação correta para a inauguração.Pouco importa a vida da população. Pois vimos pela televisão o desespero dos carros que transitavam pela nova marginal, sem sinalizações, estradas sem protetores (guard rail). Quem vai assumir a responsabilidade de todos estes acidentes e perdas de vidas?

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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VAI UMA AULA DE CIVILIDADE AÍ?

Serra , em sua gestão, perseguiu a eficiência da máquina do serviço público em São Paulo, encarando o governo como uma empresa que vive de bons resultados. A nota discordante neste processo foi a resistência da Apeoesp , intimamente ligada ao PT e à CUT, em aceitar as novas regras para os professores, como a avaliação da aptidão profissional dos mesmos através de provas e o mérito como condição para promoções e ganhos. A necessária melhoria no piso salarial fica impossibilitada pelo elevado porcentual exigido pelo sindicato da categoria, creio mesmo que para inviabilizar acordos e estender ao máximo esta baderna.

Felizmente a Apeoesp da ''Bebel'' não reflete o pensamento da grande maioria dos professores, que não obedeceram à ordem de greve geral . Os ''feçôres'' grevistas são somente aquele grupo de baderneiros que , sem pensar no prejuízo que esta greve está causando aos seus alunos , ainda perseveram em atravancar a Av.Paulista , colaborando para dificultar ainda mais o trânsito na cidade. Talvez uma aula de civilidade fizesse bem aos manifestantes.

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmai.com

São Paulo

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ESTADO DA EDUCAÇÃO

Conclusão exegética do artigo de Maria Helena Guimarães de Castro, sobre o ensino público no estado de São Paulo: está ruim, mas poderia estar pior.

Sérgio Paulo Teixeira Pombo sp.pombo@estadao.com.br

Campinas

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PROFISSÃO JUDIADA

Gostaria sinceramente de agradecer, em nome de todos os professores do Brasil, as palavras do presidente Lula no Estadão 2/4: "Os professores ao longo desses últimos 30 anos tiveram a profissão judiada, sucateada e muitas vezes maltratada."

Adherbal Ramon González, gonzalezadherbal@ig.com.br

Santa Cruz das Palmeiras

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EDUCAÇÃO

Fatos e mitos são que a professora Maria Helena Guimarães de Castro tenta desesperadamente defender (Fatos e Mitos da Educação Básica Paulista, 2/4, A2). Será que algum dia deu aula na periferia das grandes cidades, ou deu aula em antigos colégio estaduais que eram bastiões de qualidade um Fernão Dias do bairro de Pinheiros. Hoje sem professores, sem disciplina e com funcionários reféns de violência e de administração chula. Votarei no Serra para evitar o continuísmo lulista, mas o governador tem de seguir o conselho não praticado pelo presidente e colocar o pé no barro em que está a educação do Brasil. Imploro, saiam dos limites da República de Higienópolis (nosso Louvre ou Kremlin do tucanato) e venham para essa estrada de chão.

Tales Garcia dos Santos tales.garciadossantos@gmail.com

Santana de Parnaíba

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VICE-PRESIDÊNCIA

O cargo de vice-presidente da República nunca teve nenhuma importância no Brasil. Já se cogitou de sua extinção. Então, por que será que o PMDB faz tanta questão de indicar Michel Temer, seu presidente, para compor a chapa da candidata do presidente Lula, contrariando os interesses deste, que queria inicialmente selecionar o candidato a vice numa lista tríplice do partido e posteriormente assegurar a escolha de Meirelles?

Flávio José Rodrigues de Aguiar flavio.daguiar@gmail.com

Resende (RJ)

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DILMA

Interessante, e não por uma coincidência sem motivo, que o editorial de 2/4 do Estadão e o artigo de Kennedy Alencar na terceira página da Folha também de 2/4 toquem no mesmo tema que se poderia dizer a auto anulação da Dilma diante do Presidente Lula. O esforço para estabelecer uma linha de continuidade entre ambos é tamanho - Dilma é Lula e Lula é Dilma - que a candidata corre o risco de desfigurar-se, de nulificar-se, de perder a própria identidade, fazendo a estratégia de apresentá-la como continuadora da obra do atual presidente surtir efeitos contrários aos desejados. Justamente ela que passa por ser mandona, autoritária, determinada, dona de uma forte personalidade se apequena tanto diante do presidente por palavras, gestos e deferências que o eleitor pode começar a ter dúvidas de dar-lhe seu voto para presidente. Que presidenta será essa que parece não ter personalidade e capacidade de decisões próprias, que atribui tudo ao presidente Lula que a ungiu como candidata? Como vai agir amanhã no comando da nação, seguir sendo um pau-mandado do atual ocupante do Planalto ou mostrar-se à altura da mais alta magistratura do País a que aspira?

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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BALÃO JUNINO

Num antigamente não muito distante, nas festas juninas soltavam-se balões movidos a tochas, construídas com saco de estopa que enrolavam uma boa quantidade de breu e depois eram ensopadas em querosene.

Pelo calor do querosene o balão subia. Ao ganhar mais velocidade dizia-se: Pegou no breu. E lá ia o balão para o alto até que a tocha ia se acabando e o balão dava meia volta.

Voltava à terra caindo devagarinho, meio murcho, as vezes com a boca virada para cima. Assim vejo a situação política de Dilma. Já queimou o querosene, está no finzinho do breu e logo iniciará a etapa de queda ou flutuação pelo ar quente.

Enquanto isto, Serra mal entrou na etapa do querosene e já alçou altura maior do que quem tinha breu para queimar. Quando entrar na etapa de queimar o breu ninguém impedirá sua vitória.

Quando começar realmente a campanha pela TV o PSDB vai mostrar ao povo quem foi Dilma, ah se vai. Qual marqueteiro perderia esta oportunidade ? Mostrar quem foi Dulce Maia, por exemplo.

E esperar pra ver.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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GUERRILHA VIRTUAL

A chamada ''guerrilha virtual'' que já está em pleno andamento na internet face a campanha eleitoral que se aproxima, é emblemática.A semelhança do que ocorreu nos EUA com a eleição de Obama, a infovia será aqui também o grande palco onde ocorrerão os debates entre os partidários dos candidatos a sucessão de ''o cara''.Esperemos, embora isso seja pouco provável pelo que já se vê no universo internetiano, que o nível de tais embates opinativos sejam dentro de certos padrões da ética e da moralidade.O fundamental é que a democracia seja cada vez mais aprimorada entre nós, e isso está em na ponta de nossos dedos ao sentarmos em frentes aos nossos computadores para opinarmos, bem como com os controles que a Justiça Eleitoral terá de ter e exercer nesses novos tempos contemporâneos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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MULTAS ELEITORAIS

A questão fundamental desta campanha que se inicia é como o TSE na prática vai coibir o comportamento do presidente Lula, claramente fora das regras eleitorais, ou vai simplesmente continuar com multas irrisórias em relação ao custo de uma campanha presidencial.

Por outro lado, cumpre-nos considerar que; como o burlesco vai permanecer impunemente, com eles rindo e nós chacoalhando, sendo que nós brasileiros iremos pagar essas multas, talvez seja melhor deixarmos como esta; fica mais barato!

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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INCONTINÊNCIA VERBAL

A incontinência verbal de Lula não para, pois continua com seu ininterrupto desregramento de bazófias e jactância para engrupir seu desinformado eleitorado. Dizer que "não vai pendurar as chuteiras e continuar a trabalhar" é incongruência se nunca trabalhou, nem como presidente, pois nunca ficou uma semana "obrando" no gabinete. Dizer que fez uma revolução no ensino, só pode ter sido o desincentivo de que o sucesso não depende de estudo ou permitir a edição de livros didáticos de textos duvidosos e capciosos. Mas demagogicamente, debocha do TSE e da população, persistindo em dizer que não tem dinheiro para pagar multas - e o povo aplaude e "pretende" que tais imbróglios se perpetuem.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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FORA DO FOCO

O presidente Colombiano Álvaro Uribe, recentemente fez um acordo de cooperação militar com os Estados Unidos. Os presidentes Hugo Chávez da Venezuela e Evo Morales da Bolívia, fizeram o mesmo com a Rússia neste final de semana. Enquanto isso, o nosso estadista de Garanhuns assessorado pelos seus ministros guerrilheiros aposentados, adquire sucatas militares francesas e sonha em mediar o histórico conflito entre Palestinos e Israelenses.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PEDOFILIA

O CNBB, divulgou nota, em 31/3, do Conselho Episcopal Latino-Americano, na qual injustificadamente acusa a imprensa de estar fazendo campanha difamatória contra a Igreja Católica, quando sabemos que não é mentira nenhuma o fato de terem ocorrido, dentre o clero, casos de pedofilia nos EUA, na Alemanha, na Irlanda e também no Brasil. Ora, como alegar difamação, quando todos sabemos que o Vaticano tem feito de tudo para abafar tamanha perversidade criminosa por parte de alguns elementos do clero?!

Iracema Palombello cepalombello@yahoo.com.br

São Paulo

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ANALOGIA DO VATICANO

O drama da analogia, utilizada, inclusive, na solução de conflitos jurídicos não expressamente normatizados, reside na inadequação dos parâmetros invocados. Igualar denúncias de casos de pedofilia na Igreja Católica e o antissemitismo é mais delirante do que pôr, na mesma balança, ''criminosos'' de opinião e de resistência pacífica a regimes opressores e os infratores comuns da lei penal, que vegetam nos estabelecimentos prisionais de São Paulo. Conclui-se que, quanto se trata da defesa própria, o combativo metalúrgico e o pregador do Vaticano deveriam consultar, antes, um advogado.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ANTISEMITISMO E ANTICATOLICISMO

No passado, alguns atribuíram fatos criminosos, praticados por um ou outro judeu, à comunidade judaica como um todo. Tentaram assim justificar o antissemitismo. Hoje se pôs em evidência a deplorável realidade da existência de padres pedófilos, em quantidade absolutamente mínima no conjunto do clero. Devem responder por seus crimes, gravíssimos, pessoalmente. Apesar disso, muitas pessoas, ideologicamente anticatólicas, tentam atribuir a responsabilidade dos atos à comunidade católica como um todo, e se aproveitam para atacar o papa, o sacerdócio e a Igreja, com intenções que ultrapassam, em muito, a real preocupação pelas vítimas desses atos. Não seria isso - transformar atos de responsabilidade pessoal em culpa coletiva - situação similar à da estratégia antissemita? A declaração do pregador do Vaticano denuncia isso: "o uso de estereótipos e a transição da responsabilidade pessoal para a culpa coletiva me lembram dos mais vergonhosos aspectos do antissemitismo" (OESP, 3 de abril, p. A18). Não se trata de isentar culpa de quem é culpado. Trata-se de fazer notar que há quem esteja a se aproveitar dos fatos para atacar a Igreja como um todo, com outras intenções que não a justiça. Não podemos e nem queremos desculpar aos pedófilos, mas os cristãos temos o direito e o dever de defender a Igreja, como um todo, de ataques injustos elaborados e calculados por quem tem outras intenções. A defesa da Igreja e do papa, nesse sentido, é também uma questão de justiça.

Antonio Jorge Pereira Júnior Antoniojorge2000@yahoo.com.br

São Paulo

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