Cartas

Cartas

ELEIÇÃO 2010

, O Estado de S.Paulo

06 Abril 2010 | 00h00

A ética petista

Seria mesmo bom para o PT e a campanha de Dilma discutir a ética, como ela apregoa em entrevista ao Estado (5/4, A4), se o partido nunca puniu seus mensaleiros corruptos - pelo contrário, até foram promovidos pelo partido - e se até agora nunca foi explicado de onde vieram os milhões que os "aloprados petistas" arranjaram para a compra de um suposto dossiê contra José Serra na última campanha para governador do Estado?

Eni M. Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

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O debate centrado na ética não assusta o PT, diz a candidata de Lula. Com certeza! Nada mais assusta, cerceia, tolhe, encanta ou interessa a essa gente - eles se acham acima de todas as coisas, como nunca antes neste país...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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PAI DA GOVERNABILIDADE

O PMDB enquadrou o presidente Lula direitinho. Bastou uma ameaça de não apoio à candidata Dilma Rousseff para Henrique Meirelles voltar ao seu lugar no Banco Central, fingindo que aceitou um pedido de Lula. O medo de o presidente ter um PMDB forte apoiando uma candidata fraca levou Lula a abrir mão de seu sonho de exercer um terceiro mandato. A jogada do maior e mais voraz partido reside no fato de que não precisa apresentar candidato à Presidência da República, basta ter o controle do navio. E nesse aspecto o PMDB, que apostou alto durante oito anos no governo do PT, é o pai da governabilidade que Lula pensava ser sua.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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COMÍCIO NAS HORAS VAGAS

Lula diz que "fará comício após o expediente". Só se for a partir de 2011. Pelo que sei, o cargo de presidente é de dedicação exclusiva. Não existe presidente "meio expediente" ou jornada de oito horas para o cargo.

Éllis A. Oliveira elliscnh@estadao.com.br

Cunha

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UNIÃO NA OPOSIÇÃO

Em seu artigo no Estadão (Hora de União, 4/4, A2), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso toca no ponto-chave desta eleição: a união de todos pela democracia no Brasil. E vai mais longe ao tentar trazer nossas lideranças democráticas para um jogo que não podemos perder, sob riscos enormes para o País. Está certo FHC: a maior força possível se chama Serra-Aécio em dobradinha para a Presidência 2010. A democracia está em jogo.

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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DEBATE FHC

Abismo de ideias

Antológico o debate com FHC (Aliás, 4/4). Um ensaio filosófico com profundidade, mas para a compreensão de poucos, infelizmente. Uma passagem se sobressai: quando ele diz ter dúvidas sobre se "o Brasil do futuro será uma sociedade mais decente, mais digna, mais solidária, mais coesa, melhor para o seu povo". A resposta, com certeza, não virá nos debates para presidente nos próximos meses. É esse o abismo de ideias que separa o Brasil que temos do Brasil que queremos.

Roberto Meir robertomeir@yahoo.com

São Paulo

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FHC diz que, "economicamente, o Brasil já teve um desenvolvimento que lhe permitiria ser um país mais justo. Mas continua sendo um país que não avançou suficientemente nos termos fundamentais de igualdade, justiça, equidade". O ex-presidente, no entanto, tem responsabilidade nisso. No seu governo, a taxa Selic chegou a 45% ao ano e a carga tributária subiu de 29,46% para 35,53%. O governo Lula, hoje, tira proveito dessa carga escorchante. Temos de trabalhar para o governo, criando, assim, esse país injusto - o governo é rico e o povo, pobre, bem ao estilo socialista que o PT deseja para o País. FHC deu o ouro aos bandidos.

Basílio José Bernal bernal@roloflex.com.br

São Paulo

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USP LESTE

"Modismos pedagógicos"

Sobre o editorial Os cursos da USP Leste (3/4, A3), gostaria de saber especificamente o que se quis dizer com "modismos pedagógicos".

Márcio Paula Moraes marcio.paula@estadao.com.br

São Bernardo do Campo

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N. da R. - Modismos pedagógicos são propostas acadêmicas concebidas e justificadas menos com base em estudos rigorosos de avaliação de mercado profissional e mais em argumentos retóricos. Em nossa opinião, é esse o caso da USP Leste, onde os cursos de Gerontologia e Obstetrícia foram, segundo seus coordenadores, criados a partir de um "olhar motivador".

CIÊNCIA

Equívocos

Tentar desacreditar o Big Bang e com ele os experimentos do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), tirando conclusões erradas de uma análise equivocada, em nada ajuda a Ciência. O leitor sr. José B. Ferreira Mendes (Big Bang ou pequeno ping?, 4/4) seguiu esse caminho. As observações de Hubble, há tempo melhoradas e confirmadas, não podem ser usadas contra a ideia do estado denso e quente do universo (o Big Bang), já que decorrem da sua dinâmica. A expansão (que não é efeito Doppler, mas o arrasto das galáxias pelo espaço subjacente, como folhas num córrego) é uma das evidências, junto com a existência da Radiação Cósmica de Fundo e a Nucleossíntese Primordial, mais fortes em favor do modelo. Que a velocidade relativa das galáxias seja menor quanto mais próximas não tem nada que ver com uma "parada" da expansão, já que a distância em questão é a relativa entre elas, e não a de qualquer quantidade global. O LHC atingiu nos testes a região de temperaturas e densidades que o universo tinha uns dez microssegundos após o "zero" e permitirá estabelecer, pela descoberta ou pela falta dessa, questões fundamentais da natureza. Isso custa (muito) dinheiro, embora nem chegue perto dos custos militares de qualquer guerra de menor importância. Cabe a nós decidirmos como e em que gastar, mas antes é preciso compreender que anos de trabalho, argumentos, resultados e provas sólidas não podem ser apagados por raciocínios errôneos.

Jorge E. Horvath, professor de Astronomia (IAG/USP) foton@astro.iag.usp.br

São Paulo

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"O PT sabe o que é ética?"

Eduardo Kamei Yukisaki / Guarulhos, sobre o embate entre PT e PSDB

eduardo_kamei@uol.com.br

"Lula está convicto de que unirá os povos na Terra, tal qual um Lawrence... da lábia"

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho / São Paulo, sobre

a atuação do presidente em questões internacionais

albcc@ig.com.br

"Com o dinheiro que será gasto, não seria melhor instalar centrais eólicas pelo Brasil?"

Maria Isabel Brandão / São Paulo, sobre o custo da Hidrelétrica de Belo Monte

rimartil@yahoo.com

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Publicações criticam Brasil após otimismo

Em defesa de menor intervenção estatal, Economist e Wall Street Journal "atacam" burocracia

"As coisas mudaram ainda no começo do governo Lula. Isso demonstra que algo já havia sido plantado."

Álvaro Janikian

"Lula e FHC serão relembrados como divisores de águas. É de muita coragem manter políticas e processos que deram certo."

Oswaldo Ribeiro

"A jornalista tem razão. A carga tributária é alta, os acessos a créditos limitados e as taxas de juros sempre nas alturas."

José Frizzo

Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

JÁ SABÍAMOS

Assisti à entrevista com o nosso ''timoneiro'' mor. Com poucas exceções(Datena e Boris), a nata dos entrevistadores televisivos, fizeram perguntas que todo mundo ja´sabia e não queriam saber, mas não fizeram perguntas que todo mundo mundo queria ouvir.

Ate´pareciam a turma do gargarejo.

Ivan Schwarzenberg ivan_jozsef@uol.com.br

São Paulo

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DESAPONTADA

Fiquei desapontada ao assistir na TV o programa da BAND (CANAL LIVRE ) domingo passado 04/04/10 quando entrevistou o nosso Presidente Luiz Inácio (LULA) Realmente não gostei. Apesar de estar presente jornalistas de primeira linha como: Antonio Teles , Fernando Mitre , José Luiz Datena, Joelmir B e Boris Casoy. O motivo da minha insatisfação, foi não ter sido perguntado ao entrevistado temas de alto interesse da sociedade ,tais como: Corrupções, Escândalos, Atos de Terrorismo (Violência) no mundo, inclusive na América do Sul. Além de ter achado que existiu quase um monólogo, o entrevistado falou muito e foram poucas as perguntas relevantes feitas pelos jornalistas . Realmente não apreciei. Minhas dúvidas continuaram sobre estes assuntos delicados e importantes para todos nós.

Cynthia Libutti Maciel Brabo cynthia.brabo@ig.com.br

Santos

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ASSISTÊNCIA

No futebol, tão ao gosto do presidente, chama-se assistência o passe que deixa o companheiro de equipe na iminência do gol. Esta foi a sensação que tive ao assistir a entrevista de Lula à equipe do programa canal livre. Lula deu de goleada. Como bons coadjuvantes ou como "escadas" de programas humorísticos, fizeram as perguntas que todo entrevistado sonha em ouvir para responder o que bem entender a seu favor. No final o sorriso estampado nos rostos dos jornalistas, retratava a sensação de missão cumprida com a aprovação do chefe. Que decepção.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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PROGRAMA CHAPA-BRANCA

Tristeza foi a sensação que tive, ao assistir domingo o programa Canal Livre, na TV Bandeirantes, que entrevistou Lulla. Seus jornalistas pareciam jovens iniciantes e não jornalistas experientes, que conhecem e bem o cenário brasileiro e suas mazelas.Os jornalistas presentes nesta entrevista não contestaram nenhuma de suas repostas, aliás respondeu o que bem entendeu, tampouco abordaram questões graves de seu governo, com exceção do brilhante jornalista Boris Casoy, que fez uma pergunta sobre censura e Fenaj , Lulla não gostou, tanto que seu olhar foi de raiva cerrando os dentes ao responder num tom ditatorial, disse que não existe censura,e Boris rebateu. No mais os jornalistas da emissora presente nesta entrevista se mostraram deslumbrados e até subservientes para não desagradar o amigo poderoso.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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LULA LÁ

Nunca vi um presidente da República tão a vontade em entrevista como Sua Exa. Luiz Inácio Lula da Silva no programa Canal Livre da TV Bandeirantes. Fernando Mitre, Boris Casoy, Antonio Teles, Joemir Beting e Jose Luiz Datena, sumiram literalmente ofuscados pelo viço exuberante do entrevistado que nadou de braçada entre perguntas de algibeira e algumas pegadinhas de duplo sentido. Se houve algum tipo de combinação prévia entre as partes, A TV Bandeirantes se prestou competentemente para aumentar ainda mais o índice de aprovação ao governo Lula.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MEGALOMANIA

Sem dúvida, Lula, em sua entrevista de domingo, confirmou sua condição de megalomaníaco: é o mais honesto, o de mais moral e agora é o mais democrático do país, sem preconceitos. Criou um "novo Brasil", aparelhou a PF para investigar todos os casos de corrupção, orientou os grandes estadistas como devem agir e deu conselhos para que a ONU se reformule. Nem Cristo conseguiria tanto, junto à humanidade, já que tem "95% de apoio nacional" e quiçá, outro tanto mundial. Não guarda ódio nem rancor, como Dilma, que "não é" sua candidata mas do partido pois, como presidente, não tem candidato. O homem é um espanto - tão grande - que nem deixou os entrevistadores falarem, cortando-os pela raiz. Realmente, Lula pensa muito - pensa tanto que ele é o máximo - que, em momento algum, demonstrou raciocínio - só exibicionismo.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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PNDH3 JÁ EM VIGOR

Lula foi entrevistado-afagado no Canal Livre , programa da TV Bandeirantes. Pelo visto o jornalismo dessa emissora, sob a responsabilidade de Fernando Mitre, já está seguindo as regras propostas pelo PNDH3...ainda que nem tenham sido aprovadas.

Será mesmo que já está tudo dominado?

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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EMBATE ÉTICO

Uma candidata - Dilma Rousseff ­- à Presidente da República, cujo passado não tão recente, participou de ações terroristas do tipo sequestros, assaltos a bancos e outros, ações armadas contra o Estado brasileiro e poderes Legilsativo e Executivo, que fala de ética, é no mínimo uma piada!Fernandinho Beira-Mar, deve estar rindo, da cara de bobo, de um grande número de brasileiros!Triste sina, deste País - Brasil, que possui solo, água, clima, mas não tem povo!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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PROSOPOPEIA

Honestamente eu não me lembro de ter lido uma entrevista, de quem quer que seja, tão vazia (O debate centrado na ética é muito bom para a gente, 5/4, A4). É uma prosopopéia do início ao fim.

João Menon joaomenon@terra.com.br

São Paulo

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A ÉTICA DE VÁRIAS FACES

Dilma reage a Serra e diz não temer embate ético com tucanos (Estado, 5/3). Deixando de lado qualquer firula , dona Dilma, ou Estela, Luiza, Patricia,Wanda ( codinomes utilizados pela''guerrilheira") quer falar sobre ética? A ''ética '' figura tem ficha corrida, ou no jargão policial ''capivara'' de fazer inveja a muitos bandidos. E quer discutir ética? Alega ter sido submetida a exatas (?) e cabalísticas 528 horas de diferentes tipos de torturas, sendo no entanto libertada em circunstâncias estranhas até mesmo para seus companheiros, sem seqüelas físicas e muito bem de saúde. E ainda quer falar sobre ética? Encorajada talvez pelo seu mentor que se considera o ''mais ético dos éticos'' sem que ninguém então lhe respondesse a altura, volta a um assunto do qual nem ela ou nenhum de seu partido tem estrutura moral para tal discussão. Ética, dona Dilma, não me parece ser mais uma característica de sua ambígua e múltipla personalidade.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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"HORA DE UNIÃO"

Aos leitores do ''Estadão''que tiveram o benefício de ler o artigo de FHC,bem como sua entrevista no caderno ''Aliás'' de domingo ,4/4,ficou o alerta: ou tomamos uma atitude de união tal e qual nos moveu nas idos ''das diretas já'' ou o Brasil ficará refém desse grupo que quer implantar uma ditadura de esquerda com véu de democracia.Portanto PT no Planalto nunca mais.Só depende de nós cidadãos comuns e dos políticos patriotas.

Leila E. leitão

São Paulo

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ALÉM DA CURVA

O histórico artigo de Fernando Henrique é um divisor de águas político. Mostra o que está além da curva, caso a arrogância ideológica, surda ao apelos da razão, aliada a interesses corporativos e à caterva de capitães-do-mato da parte mais obtusa da burguesia prevaleça e nos leve a trilhar a batida marcha da insensatez. Lembra Ésquilo: E os cadáveres amontoados, na sua linguagem muda, revelarão/aos olhos dos mortais, até a terceira geração, que o homem não deve/ter sentimentos orgulhosos, pois a híbris, ao amadurecer, produz/espigas de erro e a seara ceifada será tão-somente de lágrimas.

Carlos Figueiredo figueiredo@globo.com

São Paulo

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DIREITA? ESQUERDA?

O país com a maior velocidade de desenvolvimento econômico, que mais cidadãos resgata da pobreza e que maiores esforços empenha na redução de emissões de gases causadores do efeito estufa é a China. O regime de governo da China é de partido único; portanto não é uma democracia. Mas tem se demonstrado pragmático, podendo servir de exemplo - benchmark - sob múltilos aspectos, como atesta acima a primeira constatação. Ouvi no lançamento do livro "Relembrando o que Escrevi - Da Reconquista da Democracia aos Desafios Globais" do próprio autor Fernando Henrique Cardoso, que um líder do governo chinês afirmou temer um regime em que se pudesse eleger um personagem despreparado, que assumiria a posição de maior poder no Estado, embora por tempo limitado, como ocorre numa democracia. Ele se referia aos Estados Unidos da América; no sistema chinês prevalece a meritocracia no âmbito do partido único e no Governo. Fernando Henrique comentou que o problema apontado é real e que merece um intensivo esforço de reflexão.

Em outro momento Fernando Henrique observou que no Brasil o termo liberal é utilizado como predicado de "coisa ruim" e até como insulto, no que ele identifica um tremendo equívoco, pois não existiria democracia sem liberalismo. Ele não chegou a lembrar que a economia liberal de mercado e a democracia são expressões indissociáveis do liberalismo, nascido na Inglaterra no século XVII. Aliás, os intelectuais presentes não fizeram sequer uma observação de natureza econômica. Este fato é bastante curioso, pois os intelectuais - três sociólogos e um filósofo - eram unânimes na sua posição "de esquerda", sem definir o que seria "de direita". Sabe-se que o pensamento "de esquerda" fundamenta em Marx e Rousseau, e se expressa numa ideologia de conflito de classes. Por sinal, desconheço uma ideologia social contrária "de direita", ou seja, capitalista. O conflito por melhores salários e condições de vida em geral entre os sindicatos - "de esquerda" - e as empresas / os empresários - "de direita" - é de natureza econômica; resultou num aumento de renda, consumo, produtividade, redução dos custos e ascensão do proletariado à classe média. Este desenvolvimento ocorreu em sociedades democráticas, quer dizer, liberais. Como resultado hoje cerca de 20% da população global vivem com um conforto não imaginável para massas no final do século XIX.

Consta na reportagem da revista VEJA (edição 2159, pág. 120) sobre o lançamento do livro: "Em 1996, já na Presidência da República, declarou ao jornal francês Le Monde: "Ser de esquerda, para mim, é compreender a situação objetiva e fazer as transformações necessárias para permitir que os valores do humanismo, da democracia e da justiça social possam triunfar. Nesse sentido, sou verdadeiramente de esquerda". O.k. Nesse sentido, somos todos de esquerda, presidente." De fato, todos empresários o são. Acontece, que nem na China se consegue oferecer condições de vida mínimas desejáveis a todo o contingente de pobres num curto espaço de tempo.

E também não ideológicas foram as medidas que fundamentaram o desenvolvimento econômico e social do Brasil desde o primeiro governo de Fernando Henrique: A estabilidade do poder de compra da moeda, a responsabilidade fiscal, a desestatização da produção, a abertura da economia a reorganização do Estado. Trata-se de medidas de gestão econômica e administrativa que foram implantadas sob um regime de governo democrático, que, por natureza, repousa em percepção liberal.

Os exemplos da China e do Brasil demonstram que o desenvolvimento econômico, social e ambiental é uma questão da gestão independente de credos e ideologias. A oposição de esquerdas e direitas é vazia de sentido. Talvez somente agora esta percepção se tornasse possível.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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É chegada a hora

Chegou o dia tão ansiado pelos tucanos de todas as plumagens: a inauguração do Rodoanel, obra orçada em mais de 5 bilhões de reais. Em ritmo de despedida, o governador José Serra, fez a inauguração do trecho sul do rodoanel Mário Covas. Apesar de ser certo que Serra usará o complexo viário como uma das principais bandeiras da campanha à presidência da república, como em todo grande evento advento que foge à programação. A entrega do anel viário não foi uma exceção. Para surpresa dos presentes, dez manifestantes aproximadamente do sindicato dos "professores", do ensino oficial do estado de São Paulo (APEOESP) começaram a apitar e a agitar palavras de ordem contra o governo estadual, afetando por alguns segundos a fala de José Serra. A partir de agora os tucanos podem dizer para os quatro ventos que já tem, declaradamente, um forte candidato à presidência da república. Enquanto que os petistas, inclusive os da (APEOESP), poderão fazer uma medição mais apurada do real tamanho de sua candidata, a ministra chefe da casa civil, Dilma Rousseff. Uma prova cabavel disso é que bastou o governador declarar-se candidato à presidente para que a comemorada diferença, de apenas 5 pontos a seu favor, subisse rapidamente para a casa dos 9 pontos, de acordo com a última pesquisa Datafolha. José Serra, ainda no cargo demonstrou um comportamento ético e moralmente louvável, evitando, pelo menos, de forma escancarada, que a inauguração do rodoanel se transformasse em palanque político como vem fazendo Lula e sua afilhada Dilma Rousseff. Em momento propício, este era o lance que faltava para o tucano encerrar com chave de ouro: "Nós não vamos fazer campanha antecipada, se eles (petistas) fazem, nós não vamos fazer." Era tudo que esperávamos de uma pessoa ética, confiável e acima de tudo efusivamente de um político experiente não para roubar, mas para administrar com maestria um estado, um país.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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PEDOFILIA

Diariamente jornais e revistas trazem notícias contra a Igreja Católica, seus Padres e até acusam o S.Papa por omissão do crime hediondo de pedofilia cometido por Padres e até Bispos. Realmente este crime é indesculpável e seus autores devem ser punidos. Porém não é justo acusar Autoridades Eclesiásticas pelo mal que cometem certos Padres, que na sua anormalidade se aproveitam de sua situação para delinquir. Seria o mesmo que culpar o Presidente quando um soldado ou funcionário comete um crime em um Estado distante. Ou quando um político comete todos os ilícitos, como vemos em muitos países, inclusive no nosso. O S.Papa não tem condições de espionar todos os clérigos de todo o mundo. Pergunto:- em qual função ou profissão ou Religião não há criminosos e tarados. Lembremo-nos do que disse o Próprio JESUS, Nosso DEUS, quando os Fariseus lhe trouxeram uma adúltera para ser lapidada, ELE afirmou aos acusadores:-''Quem for inocente atire a primeira pedra''- E os hipócritas foram saindo de fininho. Quem não cometeu adultério, contravenções e até crimes em todas as nossas classes sociais?

Roberto Banhara Dias Cardoso rbdc@terra.com.br

São Paulo

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VERGONHA

Na qualidade de católico praticante que sou, estou envergonhado do assunto acima na Igreja Católica. o papa para moralizar a Igreja deveria punir severamente ( excomungando-os ) estes religiosos que praticaram esta vergonha. A Igreja Católica está perdendo muitos adeptos após essas informações.

Ibrahim Georges Skaf ibrahimac@ig.com.br

São Paulo

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IGREJA - informação versus campanha

Gostaria de parabenizar-lhes pelo excelente artigo publicado hoje no Estadao (titulo acima mencionado), de autoria do jornalista Carlos Alberto Di Franco, pela sua extrema pertinencia aos fatos atuais.

Carlos Garcia d.garcia@terra.com.br

São Paulo

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AZIA

O frade Raniero Cantalamessa, pegador da Casa Pontifícia , pediu desculpas pela comparação que fez entre as reações aos escândalos de pedofilia na Igreja Católica. Cantalamessa ,disse que lera trechos de uma carta se um amigo judeu. Se ele fosse como o presidente Lula que diz sentir azia quando lê, talvez não tivesse cometido esse equívoco

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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DISTINÇÕES

Com relação ao discurso do pregador Cantalamessa, realmente não se trata de defender delinqüentes / criminosos mas de fazer ver a distinção entre os delituosos e a instituição à qual se filiam. E o Conselho Judaico Alemão (ou instituição equivalente) vem dizer ser incabível a comparação - então os judeus seriam o único grupamento humano em toda a história que jamais teria sido vítima de perseguição descabida? Convenhamos...

Adriano Carvalho carvalhoclinico@ig.com.br

Belo Horizonte

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VENEZUELA

Apesar dos esforços de Bobbio (ao aprofundar as significações dos direitos humanos), de Isaiah Berlim (ao definir as liberdades públicas negativas e positivas), de Hannah Arendt ao não transigir frente a seus próprios compatriotas, vítimas do holocausto, com a banalização do mal enquanto vingança, e de todos aqueles conscientes de que a democracia plena é o único regime aceitável no processo civilizatório, a república bolivariana de Hugo Chaves prende e ameaça com reclusão de até quinze anos o ex-deputado, ex-governador e candidato presidencial Oswaldo Álvares Paz, pelo simples fato de haver pedido investigações sobre uma Resolução aprovada pela Corte Nacional da Espanha para apuração de noticiados vínculos entre o governo venezuelano, as Farc e o Eta. Às favas os princípios, se o mais importante é a defesa dos oprimidos (ou de outros) que o governo alega promover. Ante a ideologia correta, as leis e a constituição são relativizadas. Lembra-nos famosa obra, de um jurista brasileiro considerado importante no regime militar, cujo título é ''A Democracia Possível''.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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