Cartas

FICHA LIMPA

, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2010 | 00h00

Não comoveu

Com grande desapontamento e uma imensa revolta soube que o projeto ficha limpa será enviado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde, certamente, além de ser desfigurado por falsos representantes do povo brasileiro, será empurrado com a barriga para não ser aplicado já nas eleições deste ano. Um dos raros casos de projetos de iniciativa popular, com mais de 1,6 milhão de assinaturas, não comoveu ou amedrontou os donos do poder nem o provável candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, deputado Michel Temer, que teria força suficiente para encarar o corporativismo da Casa que preside. DEM, PSDB, PPS, PHS, PSOL e PV assinaram o pedido para a votação imediata do projeto, mas foram atropelados pela maioria formada por PMDB, PT, PTB, PP e PR, que se negou a dar apoio à votação e permitiu que ele fosse mandado à CCJ. Vamos guardar na memória os nomes desses partidos que negaram apoio ao projeto e mostraram ao Brasil que estão se lixando para a opinião do seu povo.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PT e PMDB puseram o ficha limpa na geladeira. Por que será?

ELAINE NAVARRO

elainenavarro.pa@hotmail.com

São Paulo

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Temer

Acho que precisa ficar muito claro que o projeto ficha limpa não será votado porque Michel Temer, desde o início, foi contra a iniciativa popular.

ANTONIO DO VALE

adevale@uol.com.br

São Paulo

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Canetada final

Se depender de sanção do presidente, com certeza Lula veta esse projeto. Como criador do monstro PT, não decretaria o seu fim com uma canetada só.

JOSE MENDES

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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DESASTRES

Incompetência

Quando um político se elege para um cargo no Executivo, seja federal, estadual ou municipal, assume não só o ativo que almeja como postulante ao cargo, mas também o passivo inerente a ele. Não podemos mais aceitar as desculpas de que a "ira de Deus" ou as "forças da natureza" são as responsáveis pelos desastres históricos nas encostas e nos morros dos municípios brasileiros. Entra governante, sai governante, e centenas de mortes continuam a engrossar as estatísticas do descaso público. Um dia haverá políticos que enfrentarão esse passivo, custe o preço político que custar. As três esferas de governo devem, juntas, retirar a população que vive nas áreas de risco e buscar condições humanas de novos e seguros assentamentos, com saneamento, transporte, trabalho, educação e saúde próximos. Até que esse nível de competência possa ser visto por nós, eleitores, todos os governantes devem ser responsabilizados pela sua omissão e/ou incompetência administrativa. O que a sociedade deve cobrar de seus representantes, além da ficha limpa, é competência e responsabilidade!

LUÍS ALBERTO RAMOS

bragaramos@uol.com.br

São Paulo

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Integração nacional?

"Cumpridor extraordinário de tarefas." Assim Lula prestigiou Geddel Vieira Lima quando de sua saída do Ministério da "Integração Nacional". Será pelo fato escandaloso de ele ter privilegiado o seu Estado, a Bahia, com as verbas destinadas à prevenção de catástrofes, "esquecendo-se" de outros Estados? O pior é que essa tarefa cumprida de forma nada técnica não resultará em punição. Ainda receberá o prêmio de se eleger governador da Bahia. Enquanto isso, no Rio de Janeiro...

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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Previsível

O que está acontecendo no Rio não é obra da natureza nem de Deus, mas dos maus políticos e da falta de educação do eleitor.

GILBERTO LIMA JUNQUEIRA

glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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Vivemos num país tropical, onde as chuvas são mais que previsíveis e esperadas. Se compararmos com o Chile, aquele país se mostrou mais bem preparado para enfrentar um terremoto violentíssimo do que o Brasil, que deixa sua sorte nas mãos do "homem lá em cima".

BENTO DE BARROS NETO

bento@etad.com.br

São Paulo

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Dor e vergonha

Dói assistir à tragédia das mortes nos deslizamentos dos morros do Rio. Insuportável é tolerar os políticos que deixaram de fazer o que deveria ter sido feito e, em entrevistas patéticas, tentam atribuir à população a responsabilidade sobre o que na verdade sempre foi tarefa deles. O Rio, infelizmente, é uma vergonha em termos de políticos enganadores.

PAULO SERODIO

pserodio@uol.com.br

São Paulo

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Não há Bolsa-Família que acalente quem sofreu com os alagamentos e deslizamentos de encostas.

PAULO BUSKO

paulobusko@terra.com.br

São Paulo

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INFRAESTRUTURA

Pobres em realizações

Oportuno o editorial Meia solução para Congonhas (8/4, A3). A solução para o problema já existe e é apontada pela comunidade aeronáutica há tempos, ou seja, o Município de São Paulo precisa, no mínimo, de um novo aeroporto. A política de restrições, como diz o editorial, reduziu a atividade de Congonhas, de 2006 a 2009, em cerca de 30%. Agora, caso seja reduzido o período operacional do aeroporto, em mais 12%. As autoridades, ricas em restrições e pobres em realizações, precisam entender o significado econômico do transporte aéreo e fazer um cálculo de quanto foi afetada a geração de empregos e de riquezas por insuficiente mobilidade dos investidores. Não é possível que o tráfego aéreo no Brasil seja apenas 7% do dos EUA, um dos países líderes do mundo. Não atingiremos desenvolvimento apreciável se não se voltar a atenção para os prejuízos causados pelas insuficiências da infraestrutura nacional, que são muito maiores do que se pensa hoje.

OZIRES SILVA, ex-presidente da Embraer

ozires@uol.com.br

São Paulo

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

VAI CHOVER DINHEIRO

Dilma, Serra e centenas de políticos em todo o país deixaram seus cargos públicos para dar início à corrida eleitoral. Começa no Brasil a enxurrada de dinheiro para sustentar a busca por votos. Tudo indica que a disputa presidencial será a mais cara da história da democracia deste país. Apesar da lei eleitoral, não tenha dúvida de que o caixa dois funcionará a todo vapor, bem nas barbas da justiça e do povo, cuja boa parte luta para sobreviver com o minguado salário mínimo que recebem. Um exemplo do derrame de dinheiro alheio é a mansão alugada pelo PT para abrigar o novo lar de Dilma Rousseff, pela bagatela de R$ 12 mil mensais. O imóvel fica em área nobre de Brasília. Dilma receberá ainda módicos R$ 17,8 mil mensais em todo o período eleitoral. Dilma terá também à disposição cinco assessores para cuidar da agenda da hoje pré e amanhã candidata oficial do governo. Cada um dos assessores receberá salário de nada menos do que R$ 11 mil. Assustado? Pois bem, dizem por aí que o PT irá contratar também jatinho para servi-la 24 horas por dia, fora a empresa responsável pela campanha na internet de Barack Obama, cujo serviço não fica por menos de US$ 25 milhões. Certo mesmo é que nessa eleição o caixa dois vai rolar livre, leve e solto se depender dessa justiça míope e morosa. Calcula-se que tanto Dilma quanto José Serra consumirão mais ou menos R$ 150 milhões para tentar chegar ao Palácio da Alvorada com a faixa presidencial no peito. Cá pra nós, será que o Brasil está tão rico assim para gastar essa fortuna em campanha eleitoral? Uma realidade que não condiz com os 12 milhões de brasileiros do Bolsa-Família, Bolsa Aluguel e tantos outros bolsas, que só servem para ludibriar o ensacado povo brasileiro, com tantas contas a pagar. Não é para se ficar indignado?

Turíbio Liberatto, turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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SERVIÇAIS DO PT

Os 1% dos professores que estavam em greve e claramente a serviço do PT, depois de 30 dias suspendem o movimento, exatamente no vão do Masp, berço paulistano das artes, com direito a muita briga entre os pares.

Como prova desta subserviência ao petismo, somente em cidades que o prefeito é do partido do Lula, que a paralisação obteve êxito, como aqui em São Carlos.

Mais uma vez os dirigentes da Apeoesp dão mostras de que não estão nada preocupados com a qualidade do ensino no Estado. Preferem deixar os pais dos alunos prejudicados revoltados, e priorizam este corporativismo nocivo à sociedade.

Será que podemos chamar estes baderneiros de docentes?!...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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INDIGNADO

Por quem choras companheira Dilma,se no passado seu mentor Lula da Silva,dono do PT,expulsou deputados por votarem em Tancredo e absteve-se de votar no colégio eleitoral? Dilma afirma em visita a tumba de Tancredo Neves que o sonho do mesmo foi realizado por Lula e o Tancredo, debaixo dos sete palmos, no mínimo, estremeceu no caixão de tanta indignação.

Leila E. leitão

São Paulo

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APELATION

Por favor, alguém precisa me dizer qual foi o sonho de Tancredo Neves que Lula realizou na prática? A falsa mineira dançou o apelation em frente ao túmulo de Tancredo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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NON-SENSE

"Estamos juntos na luta para não deixar que aqueles que sempre governaram o país para os ricos voltem para excluir os pobres'', foi a mensagem da pré-candidata Dilma Rousseff , depois de produzir o belo oximoro da triste alegria experimentada ao deixar a casa Civil. Estará junto ao NOSSOPRESIDENTE, que, nas horas vagas - fora do expediente ou fins de semana - irá acompanhá-la. Vem à lembrança o filme dos irmãos Marx "O diabo a quatro", cuja ação desenrolava-se num país distante, Freedonia, alegre trocadilho, já que até os mais novos recrutas do Itamaraty - dos tempos do Inglês não obrigatório - sabem que freedom significa liberdade. Algumas das cenas de non-sense do filme desenrolavam-se durante uma guerra, que não pôde ser adiada já que o campo de batalha já fora alugado por Groucho. Os soldados iam à frente de batalha,, não sem antes bater o ponto. Na campanha eleitoral que se aproxima, é fácil imaginar Nosso Guia, saindo apressadamente do seu gabinete, batendo o ponto e correndo para subir num palanque. Aí, em tese, poderia receber uma notícia assustadora: Fomos atacados! Anibal ante portas!

Pronto! Tem de descer do palanque, bater o ponto e colocar-se a testa da nação para enxotar os imperialistas. Uma vez repelidos os agressores, afasta-se novamente do emprego para assumir, em tempo parcial, a função de acompanhante da candidata, que não é dele, e sim, do PT, conforme explicou na Bandeirantes.

Nossa legislação eleitoral possui alguns toques bizarros. Por exemplo: Até a "largada oficial", a candidata - vamos assumir que seja a mãe dos dois PACs, poderá participar de cerimônias, inaugurações etc. mas está proibida de abrir a boca. Poderá sorrir, como ensinado pelos marqueteiros - aliás, sorrir não parece ser o ponto forte dos dois primeiros colocados na corrida -, mas não poderá falar. Poderá satisfazer a todos os sentidos da plateia que poderá cheirá-la, beijá-la, para sentir seu sabor, tocá-la, olhá-la, mas, não poderá ouvi-la. Com o famoso jeitinho tão nosso, será que a ex-chefe da Casa Civil poderá carregar cartazes representando "lobos em pele de cordeiro"?

Cenas de non-sense não são privilégio exclusivo dos irmãos Marx!

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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PAC

Apartamentos e casas no Rio de Janeiro estão com problemas de vazamento de água, bem antes das chuvas de 06 de abril - foram feitos às pressas e de baixa qualidade, pelo programa do PAC, isto o presidente, na sua administração de fantasia , não comenta.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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METEOROLOGIA

A desculpa recorrente do governo federal para justificar as tragédias causadas pelas chuvas e tentar se eximir de responsabilidades, com algumas ligeiras variações, é a seguinte: "choveu em 24 horas o previsto para chover ao longo do mês inteiro".

Pois bem, se a previsão de chuvas foi subestimada, isto só evidencia que o órgão responsável por ela - o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - é notoriamente incompetente ou, por falta de recursos, não dispõe de aparelhagem adequada para executar o seu trabalho.

Qual é a verdadeira realidade da meteorologia nacional ? Que seja dada uma resposta convincente pelo governo federal, pois não é mais possível aceitar passivamente esta desculpa esfarrapada, enquanto centenas de vidas estão sendo ceifadas pelas tragédias que se sucedem regularmente no Brasil.

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

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SEM-SATÉLITES

Já faz alguns meses que não temos satélites meteorológicos funcionando no Brasil.Estamos dependendo da boa vontade dos EUA, que a cada 3 horas permitem que o Brasil utilize os dados emitidos por alguns momentos. Será que vamos ficar nessa dependência, enquanto aparece dinheiro nas bolsas, cuecas, meias, pacotes, malas, etc.? Enquanto vidas são perdidas como vimos em São Paulo, em Santa Catarina e agora no Rio de Janeiro?

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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FAVORECIMENTO POLÍTICO

Agora foi a vez do Ministério da Integração Nacional dar o tom do desvio de verbas e favorecimento político do Estado ao qual o ex-ministro Gedel Vieira Lima vai se candidatar a governador nas próximas eleições.

A Bahia foi extremamente beneficiada por este ministério em detrimento de outros Estados como o Rio de Janeiro e São Paulo para a prevenção de acidentes causados pelas chuvas.

Provavelmente o honorável presidente Lulla vai dizer que não sabia de nada, como sempre diz.

Trata-se de um crime político que deve ser punido com a cassação dos direitos políticos deste ex-ministro de araque que somente visou seus interesses quando do repasse das verbas de seu ministério.

Trata-se de mais um escândalo deste desgoverno Lulla que não pode ser deixado de lado sem a punição dos responsáveis.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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É FUNDAMENTAL?

As chuvas da última segunda-feira desnudaram o Rio de Janeiro. Mostraram de forma dramática todos os

seus problemas e que cidade nenhuma neste país esta apta a sediar uma olimpiada, muito menos o Rio.

Perguntamos aos senhores Lulla, Sergio Cabral, Eduardo Paes, Arthur Nuzman e Eiki Batista: ''Beleza é

mesmo fundamental''?

Anna M. Cardoso amc.ana@hotmail.com

Santo André

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CHUVA NO RIO, ELEIÇÃO NA BAHIA

No meio de toda a tragédia que acontece no Rio de Janeiro, os políticos continuam focados em tirar o maior proveito eleitoral do sentimento de tristeza que invade não somente os habitantes do Estado do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil. O governador Sergio Cabral, numa entrevista ao lado de Lula, disse que o Rio de Janeiro tem recebido todo o apoio do governo federal com relação a prevenção contra catástrofes. Por sua vez, Lula disse que fornece todo o apoio ao Estado do Rio de Janeiro. Entretanto, depois dessas declarações eleitoreiras, surge o Tribunal de Contas da União (TCU) dizendo que o Rio, apesar de

toda uma história de chuvas torrenciais, ficou com apenas 0,9% das verbas do governo federal. Diante disto podemos afirmar que Cabral e Lula mentiram. O mais vergonhoso e inacreditável de toda esta triste história é que a Bahia, sem histórico ou análise de risco justificáveis, foi o estado mais favorecido pelo Programa de Prevenção e Preparação para Desastres (64,6% do total das verbas) na gestão do ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que vai concorrer ao governo baiano. Até o momento, os mortos no Estado do Rio de Janeiro, já chegam a 149. Mentir com tamanho descaramento em cima de dramas humanos tão terríveis, deveria ser motivo para que a justiça eleitoral determinasse o afastamento imediato dos mentirosos.

Entretanto, nada disto vai acontecer. Certo mesmo deverá ser a eleição do ex-ministro, Geddel Vieira Lima, que deve ter distribuído nos seus redutos eleitorais a verba de prevenção contra chuvas que poderia ter salvo dezenas de vidas no Estado do Rio de Janeiro.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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REGULAMENTAÇÃO FUNDIÁRIA

Tenho convicção de que a maioria dos nossos políticos associam regulamentação fundiária à INCRA, MST em zonas agrárias, nunca à ocupação irregular de áreas urbanas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CALAMIDADE

Estamos assistindo nesses últimos dois dias a calamidade que atinge o Rio de Janeiro. Assistimos enchentes, morros caindo, carros sendo levados pelas correntezas e principalmente a perda de pessoas. Os governantes responsáveis por uma resposta de comando e conforto, só aparecem para dizer que as pessoas devem permanecer em casa e as que estão em trânsito devem ter paciência e esperar a chuva passar. Pergunto, onde está o Planejamento de Catástrofe que nesse caso o governo teria que acionar? Com a catástrofe surgi uma crise para o Estado e automaticamente o Plano de Gerenciamento de Crise do governo deve ser acionado para minimizar danos. Mas parece que isso não aconteceu. O que estamos vendo nesta catástrofe são bombeiros, policiais, defesa civil junto com a população fazendo o possível e o impossível para salvar vidas. Ao contrário de um supermercado que ontem assisti na TV, liberando o acesso controlado para não haver invasão nem saques de produtos. Com certeza, esse supermercado acionou um plano de contingenciamento de crise para neutralizar as ameaças e diminuir prejuízos. Isso é visão empresarial. Qual a visão do Estado nessa calamidade? Mas se por acaso foi acionado o gabinete da crise, pergunto: Quem está liderando? Quem são as pessoas envolvidas? Onde foi montado o gabinete? De onde virão os recursos? Como será feita a desmobilização do gabinete entre outras questões que precisam de respostas. O Planejamento de Calamidade deve sempre estar pronto e são necessários planos de ações de prevenção e de emergência para salvar vidas e também diminuir riscos, seja por desastres naturais ou qualquer tipo de desastre que coloque o Estado e as empresas em cheque. O Estado e as empresas precisam estar preparados e prontos para uma crise, pois quem não se prepara um dia paga as consequências. Quando desenvolvemos projetos e planos precisamos primeiro PLANEJAR. Estamos com dois grandes eventos por virem, a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. Pergunto novamente: Na área de Planejamento de Catástrofe e Gerenciamento de Crise o que está sendo feito? Essa eu respondo: Se nada for feito, então vamos rezar ou contar com a sorte para não chover intensamente, não ter nenhum surto de dengue e/ou mesmo outro desastre natural ou provocado pelo homem.

Ricardo Ferreira Gennari rgennari@troiaintelligence.com.br

São Paulo

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CHEGA DE TANTA ÁGUA!

No Rio, nestes dias trágicos, desgraça pouca é bobagem: depois das enchentes e deslizamentos nos morros, o litoral foi castigado com fortes ressacas. Todo o Brasil sofre pelos irmãos cariocas, e reza pedindo a São Sebastião e São Pedro que o sol volte a brilhar na Cidade (ainda) Maravilhosa!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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ERA DE ESPERAR

Como era de esperar, os fichas sujas adiaram para maio a votação do projeto que estabelece a ficha limpa para os candidatos às eleições. O adiamento que era esperado por todos, não causa estranheza a ninguém, pois 70% dos deputados que iriam decidir em plenário sobre o projeto que estabelece a ficha limpa, tem ficha suja. Pelo histórico do Congresso Nacional, o projeto, cujo texto original apresentado pela iniciativa popular, determinava a inelegibilidade já com a condenação em primeira instância foi alterado pelos parlamentares e a proposta a ser votada não deve mudar em absolutamente nada a situação atual a não ser por deixar novamente frustrada e desesperançosa a totalidade da população brasileira.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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EMENDA X ENGODO

Como estamos vendo, suas Excelências da Câmara Federal adiaram mais uma vez a votação do projeto ficha limpa. Não se preocupem, nós que ajudamos em todos os estados com nossas assinaturas, faremos nossa parte novamente. Através das redes sociais e outras formas de divulgação diremos os nomes de quem já está com a FICHA SUJA. Ser cidadão neste país dá trabalho, mas vale a pena!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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FICHA LIMPA

O Código de Hamurabi (1760 A.C.) consagrou o princípio jurídico da presunção de inocência e repudiou fortemente a justiça arbitrária.

A aplicação do direito penal reclama, primeiro, cuidadosa certificação da ocorrência do fato à luz das provas e, segundo, seu rígido enquadramento na norma punitiva. O exame dos fatos e provas termina na instância pessoal ou colegiada dos tribunais ordinários. Já a interpretação definitiva da regra sancionadora cabe aos Tribunais Superiores (STJ e STF).

Finda a possibilidade recursal, a decisão transita em julgado. Assim, de duas uma: ou se suprime o STJ (criado pela Constituição de 1988) e se deixa o STF encarregado apenas da análise de temas constitucionais objetivos (sem reflexo direto nas situações pessoais), ou o projeto da ''ficha limpa'', cuja ideologia é absolutamente correta, será inconstitucional, para frustração dos milhões de brasileiros, da CNBB e do Conselho Federal da OAB. E o Supremo, ainda que provocado por interesses corporativos, não poderá deixar de efetivar o que consta de nossa Constituição.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ESTAMOS FERRADOS

O advogado Alberto Rollo,especialista em direitos eleitorais,é critico das tentativas de ''moralização'' das eleições no Brasil. Para ele ,o projeto tira do povo o direito de escolher seus candidatos,o que fere preceitos da cidadania. Estadão 07/04 PG A 4. Mesmo não sendo advogado,aliás sou semianalfabeto ,gostaria de dizer ao Dr Rollo:que o que fere preceitos da cidadania,é permitir que candidatos ''fichas sujas'' se candidatem ,e através da oratória convençam pessoas bem intencionadas a votarem neles , depois de eleitos,as verbas que teriam como principal objetivo melhorar a vida da sociedade,vai para a lata de lixo,ou melhor para os bolsos desses...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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TÁ LOCO, SÔ!

O povo paulista continua sendo bombardeado por ''pesquisas'' de intenção de voto. Para a cadeira no Senado, indicam preferência por políticos que nada significam para nosso Estado. Como a representação de São Paulo no Senado tem sido vergonhosa e insignificante nos últimos anos , o vacinado eleitor paulista não vai aprovar a continuidade desse quadro, principalmente por quem nada fez como prefeito ou ministro. Ainda temos um problema para aturar e não precisamos de mais. Nem no Senado, nem na Presidência.

Flávio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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INDENIZAÇÃO

''Acho equivocado que o diretor de teatro José Celso Martinez Correa vá receber R$570 mil, mais R$5 mil mensais vitalícios, do Estado, como indenização pelos danos por ele sofridos durante a ditadura militar. Ora, milhares de brasileiros foram tão ou mais perseguidos pela ditadura do que Zé Celso e nada receberam. São 2 pesos e 2 medidas. Como sempre, são os mais pobres que irão arcar com essas indenizações milionárias, cujo valor é excessivo e injustificado. Tem que haver uma reparação, mas nunca nessa base. A chamada ''bolsa-ditadura'' - que é paga com o nosso dinheiro - tem sido extremamente generosa com alguns privilegiados como Cony, Ziraldo, Jaguar e, agora, Zé Celso''.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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