Cartas

CORRUPÇÃO NO DF

, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2010 | 00h00

Libertação de Arruda

Foi juridicamente incensurável a libertação do ex-governador José Roberto Arruda da prisão. Tratou-se de prisão preventiva destinada a resguardar a investigação do esquema de corrupção no Distrito Federal (DF) da influência de Arruda na deturpação das provas, em seu benefício, para que o Ministério Público tivesse dificuldades no oferecimento da denúncia ou para facilitar futura absolvição. Erradicada a causa, suprime-se o efeito. Nas atuais condições, Arruda não reúne mais as mínimas condições de tentar subornar testemunhas, até porque depois da cassação isso seria de uma temeridade insana. Assim, bem votou Fernando Gonçalves, relator do inquérito sobre o "mensalão do DEM". O mais é alarido e inconformismos que devem ser manifestados no terreno próprio, ou seja, na seara política, em que as leis podem ser modificadas, desde que observado o primeiro princípio de nossa Constituição, o do Estado de Direito Democrático, tão caro a todos aqueles que experimentaram a tragédia de viver sob uma ditadura.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Barba crescida

Quem viu a foto do sr. José Roberto Arruda saindo da prisão ficou até com pena, não? Ele estava usando o mesmo disfarce do sr. Paulo Maluf quando deixou a prisão: barba crescida. Demonstra fragilidade, mas não engana. Apenas faz com que pareçam, cada vez mais, com os famosos "irmãos Metralha".

RICIOTI COVESI FILHO

ricioti@uol.com.br

Americana

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FATOR CIRO

Jogo de cena

Os próximos dias devem demonstrar que toda essa pantomima do PSB em torno de uma possível candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República não passou de uma estratégia de "criar dificuldades para vender facilidades". Todo esse jogo de cena protagonizado pela dupla Ciro Gomes e Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, não passou de uma forma de manter o PSB na mídia e tentar furar o bloqueio feito pelo PMDB em torno da vaga de vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff. Enquanto Ciro, no seu estilo "metralhadora giratória", jogava farinha no ventilador, Campos, com seu estilo "água com açúcar", ficava encarregado de juntar os cacos e acalmar a petralhada. Com o afunilamento das decisões, o final dessa peça já está escrito. Em breve, como se estivesse chamando o feito à ordem, Campos vai fazer um apelo, em nome do partido, para que Ciro renuncie às suas pretensões presidenciais em 2010, oferecendo ao cearense uma saída honrosa. Alguém duvida?

JÚLIO FERREIRA

julioferreira.net@gmail.com

Recife

Bola cantada

O que Ciro queria mesmo, e conseguirá, é um ministério. Só falta definir se num governo Serra ou num governo Dilma. Se ele desiste da candidatura à Presidência e Dilma vence, ganha um ministério. Se mantém a candidatura, Serra vence e ele ganha seu ministério. Agora, se ele desiste e Serra vence, um abraço.

ODAIR PICCIOLLI

pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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PALANQUE

Gafes

Se José Serra pretende ganhar a eleição para a Presidência, basta deixar Dilma Rousseff fazer e falar o que lhe vier à cabeça. A mulher é um desastre na oratória. Em uma semana, cometeu dois desatinos - o caso Dilmasia, em Minas, e um comentário interpretado como crítica aos exilados da ditadura. Vai acabar morrendo pela boca, como ratos e peixes.

CLODOMIR DE JESUS REDONDO

clodoredondo@bol.com.br

Araçoiaba da Serra

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TEATRO

Antunes Filho

A matéria Policarpo em cinco olhares (9/4, D8 e D9) faz justiça ao maior diretor de teatro do Brasil. Também renova o conceito que nós, assinantes e admiradores, temos do Estadão: um jornal que se reinventa na forma sem agravar sua principal qualidade, o conteúdo. Cumprimentos aos diretores de redação e vida longa a Antunes Filho!

GABRIEL VILLELA, diretor teatral

gabrielvillela@uol.com.br

Carmo do Rio Claro (MG)

Deleitei-me com as duas páginas inteiras com cinco críticas competentes ao trabalho de interpretação atualíssimo que Antunes Filho fez com o texto de Lima Barreto. Como diretor do Sesc-SP, fã dessa peça de Antunes e leitor mais que assíduo do Estadão, fico feliz que essa produção tenha como resultado um impacto significativo na cena teatral brasileira, reconhecido pelos excelentes críticos que a analisam.

DANILO SANTOS DE MIRANDA

danilo@sescsp.org.br

São Paulo

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DISTRITO FEDERAL

TCU e TJ-DF

A Associação dos Magistrados do Distrito Federal e dos Territórios (Amagis-DF), em face da matéria TCU aponta fraude de R$ 65 milhões em salários do Tribunal de Justiça do DF (9/4, A4), afirma que o Relatório n.º 621/2010 do Tribunal de Contas da União (TCU) não aponta a existência de qualquer suspeita de fraude em folhas de pagamento, que são submetidas à fiscalização sistemática daquele órgão. Eventuais mudanças na interpretação de norma pelo TCU não podem ser equiparadas ao sistema de corrupção nos poderes do DF divulgado pela imprensa nacional. De igual forma, não pode ser equiparado a fraude o recebimento de vantagens pessoais garantidas por decisões judiciais com trânsito em julgado, que encontra respaldo na Constituição (art. 5.º, inciso XXXVI) e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Não há relação entre as exigências constantes do relatório do TCU e a crise provocada pelo esquema de corrupção no DF. Ao contrário, a Justiça do DF teve papel decisivo no encaminhamento dos processos que recolocaram o governo local na via da legalidade. A atitude do jornal, que aponta a Justiça do DF como suspeita de fraude e a relaciona com o sistema de corrupção, não encontra respaldo nas fontes documentais citadas, o que indica que ocorre abuso da liberdade de imprensa e de manifestação do pensamento, sob cujos fundamentos a Amagis-DF buscará a reparação do dano moral coletivo assacado contra seus magistrados.

AISTON HENRIQUE DE SOUSA, presidente

Brasília

N. da R. - A reportagem baseia-se em informações oficiais do TCU

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"O presidente Lula ordenou bandeira amarela. Ciro Gomes, gostando ou não, fará pit stop no box PSB-SP"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A CORRIDA PRESIDENCIAL

standyball@hotmail.com

"Lula descobriu que carisma e traquejo não se transferem"

MARA MONTEZUMA ASSAF / SÃO PAULO, SOBRE DILMA ROUSSEFF

montezuma.fassa@gmail.com

"Pensando bem, dois meses de prisão para um peixe grande já são um bom começo..."

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / PRAIA GRANDE, SOBRE A LIBERTAÇÃO DE ARRUDA

mmpassoni@gmail.com

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.985

Com projeto atual, Fifa só admite jogos até as oitavas; comitê de SP garante que cidade será sede

TEMA DO DIA

Morumbi pode ficar de fora da Copa de 2014{TEXT}

"Pura politicagem! Cadê a vistoria dos outros estádios? Só o Morumbi mandará jogos? E Mineirão, Beira-Rio, Maracanã?"

THIAGO RODRIGUES

"A Fifa quer um estádio novo! Todo país-sede constrói um. A África do Sul conseguiu. Por que aqui seria diferente?"

PABLO DIEGO CRUZ

"Sou são-paulino e acho que o clube não pode atender ao que exige a Fifa, sobretudo em vias de acesso e estacionamento."

PEDRO GUIMARES

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

SOBRE ÉTICA, LAUDOS E DIREITOS

Há ou não equidade na afimação de direitos historicamente determinados? Algumas vezes há aparência de isonomia, de tentativa de fazer valer direitos iguais diante de um contencioso, quando se afirma que um direito histórico não precede o direito à propriedade. Vamos identificar donde vem o pleito a ser intocável o direito à propriedade. O pensamento liberal, de Locke em diante, faz eco em afirmar que a propriedade é a mãe da riqueza socialmente construída. o direito à propriedade era o fundamento da liberdade do indivíduo. No imaginário, a clássica cena de o Vento Levou, quando Scarlet toma a terra na mão e fala sobre o dirieto à terra, indicava esta relação fundamental notada pelo pensamento liberal. No entanto, o pensamento medieval já ponderava a necessidade de limitar o direito à propriedade por meio do direito natural. Indicava por meio deste, por exemplo, o direito à vida. O direito natural é pedra de toque dos, atuais, direitos difusos: direito a um meio ambiente não ameaçador, direito à água, etc. Mais ainda, o direito natural está à base da noção de direitos dos povos, como o direito a uma convivência pacífica. Para que estes direitos possam valer, subordinam, dentre outros, o direito à propriedade. Não obstante a origem medieval da noção de direito natural, o direito à propriedade foi identificado, na filosofia social e política moderna, como origem das desigualdades. Na verdade, esta foi uma operação realizada por Rousseau. Ele notou que aquilo que faz com que haja beligerância e dominação do homem pelo homem é a detenção de bens coletivos nas mãos de alguns. Com essa noção de desigualdade Rousseau empreendia uma outra reflexão: a necessidade de construir-se sociohistoricamente a igualdade. Ele identificava que isso dependia de um caminho político, e que este era a democracia. Ele identificava a necessidade de construção de um contrato social no qual a vontade geral prevalecesse. Era um passo a mais na construção do pensamento constitucionalista. Não é, pois, absurdo que filósofos divirjam em relação à função da propriedade: é ela um direito absoluto (quase divino) ou é ela um direito subordinado aos direitos das populações? A Constituição Federal de 1988 reconheceu a função social da propriedade. Indicou que a propriedade existem em função do atendimento às necessidades da coletividade do povo brasileiro. Ou seja, a propriedade privada tem que cumprir com sua função social, a saber assegurar equidade na distribuição das riquezas socialmente produzidas no País. Evidente que, em um País como o Brasil, que há 500 anos produz a privatização da riqueza socialmente produzida haverá algum intelectual que cumprirá o papel orgânico da defesa do patrimonialismo. Interessante que liberais como Raimundo Faoro notaram que o patrimonialismo era um mal, era perverso e deveria ser banido da sociedade brasileira. Os direitos das comunidades tradicionais estão, neste sentido, na direção do banimento do patrimonialismo. Foram muitos anos para que o direito indígena e o direito quilombola emergissem no marco jurídico nacional. Eles emergiram em momentos diferentes. O direito indígena vem sendo construído há muito mais tempo na história jurídica do Brasil. Sua efetivação é ainda muito diminuta. A recente história de Raposa Serra do Sol está aí para nos avivar a memória. Porém, o direito indígena ainda está ameaçado, dentre outros fatos, pela construção da Barragem de Belo Monte, e, também, pelas novas barragens que estão planejadas para serem construídas no rio São Francisco. O que precisamos notar é que o direito indígena não se dá em contrário ao direito à propriedade, ele se dá em consonância com ele. Trata-se do reconhecimento do direito de uso consuetudnário, um direito de tradição histórica, que precede, no tempo, daí o recurso da imemorialidade, aos direitos de propriedade construídos à base da desterritorialização dos povos indígenas. Se trata de reparação histórica? Sim! Trata-se de fazer valer um direito ao uso do território por populações que originariamente se organizaram a partir dele. Isto pode se contrapor a algum direito de propriedade que tenha sido validado pelo uso produtivo? Sim! Trata-se de reconhecimento de base histórica e territorial, e não de uma valência pretensa. Em relação ao direito quilombola, que já sofreu idas e vindas em seu curto emergir, é também um direito territorial historicamente considerado. Por um lado, O direito quilombola emerge como direito fundiário em reparação ao conjunto de ausências de direitos decorrentes do processo escravocrata, da sociedade brasileira, e da ausência de reparações sociais conduzida pela Abolição. Por outro lado, o direito quilombola emerge como uma das políticas de reconhecimento que asseguram reparação e o reconhecimento do uso tradicional e coletivo da propriedade. Ora, esta é uma análise que depende de identificação da historicidade da comunidade, seus usos e modo de vida. Não parece surpreendente advogar-se em contra direitos históricos alegando que eles teriam caráter atemporal? Na verdade, é uma argumentação absolutamente falaciosa. E a alegação de ser a tarefa jurídica e científica algo de pura atividade divinatória? Absurdo! Ao MP cabe fazer com que o espírito da lei constitucional seja cumprido. Aos órgãos federais responsáveis por fazer com que haja procedimentos adequados para o cumprimento da lei, cabe a solicitação do trabalho de especialistas. Ora, foi o liberalismo quem criou a tecnocracia - senão, revejamos Popper e suas teses sobre o racionalismo. Não obstante, dentre as especializações emergiram, também, as ciências humanas, dentre as quais a Antropologia. Negar que a Antropologia e os antropólogos cumpram papel relevante na identificação de comunidades tradicionais, chega a ser algo estúpido. Fica então a indagação: lei e ciência valem quando e para quê? No fundo, a alegação do direito à propriedade acima da lei e da investigação científica é que aparenta uma retomada das noções teológicas do direito. Seria quase uma alegação de pretensa validade do direito à propriedade acima das conquistas históricas e sociais resgatadas pelo processo legal, e pela ação da sociedade civil organizada, que redundou, dentre outras coisas, na Constituição Federal de 1988. Todavia, a que serve o ser filósofo? Ninguém filosofa impunemente, ainda mais se isso é feito apenas para reverberar o desejo sempre redivivo do patrimonialismo nacional, da privatização da riqueza socialmente construída, da manutenção de uma ordem de coisas que não tem contribuído para uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais livre. Não que o cumprimento dos direitos indígena e quilombola, por si, nos permita alcançar isso. Porém, sem o cumprimento de tais direitos não daremos passos naquela direção.

Jorge Atilio Silva Iulianelli atilio@koinonia.org.br

Rio de Janeiro

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ANTUNES FILHO

Gostaria de parabenizá-los pela deslumbrante matéria sobre Policarpo.O espetáculo merece, por ser tão vivo e feito com tanto vigor. O nosso grande encenador voltou à forma. È uma mais que justa homenagem àquele que é sem dúvida nosso grandíssimo diretor e nosso mestre no teatro.Sem querer acho que vocês fizeram a mais importante homenagem que ele recebeu nos seu 80 anos. O Caderno 2 tratou o seu trabalho de maneira digna e honrosa que só a um artista como o Antunes é possível de se fazer.. . O Caderno 2,como sempre, dignifica o jornalismo cultural no teatro. Fico muito feliz pelo Antunes e pelo jornal que assino.

J.C.Serroni, cenógrafo e figurinista de teatro

São Paulo

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IMPUNIDADE CONSCIENTE

Mais uma vez a sociedade brasileira foi abalada por crimes covardes, bárbaros e hediondos, praticados pelo chamado "maníaco de Luziânia". Mais uma vez a sociedade brasileira é vitima de um psicopata perigoso, reincidente e cruel, colocado em liberdade dias antes do primeiro crime, beneficiado por progressão de pena,. A quem cabe a responsabilidade? Irá responder por isso?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA E RESPEITO

Estava lendo a edição do dia 8 de abril do Estadão Online e me chamou atenção uma notícia referente a uma campanha de prevenção do vírus HIV durante as manifestações do Orgulho Gay. Achei muito interessante o governo focar estas atividades em seus grupos de risco, porque, infelizmente, a sociedade homossexual ainda aparece como grande portadora da AIDS. Contudo, o que me impressionou ainda mais foram os comentários que fizeram sobre esta matéria. Pessoas que não se identificam (ou que o fazem de maneira irrisória) comentam as reportagens referentes aos homossexuais sempre invocando Deus e suas crenças religiosas para ofender as pessoas. Cheguei a ler o seguinte: "Estas aberrações da natureza merecem morrer". Isso é realmente preocupante. Os créditos acabam caindo sobre as organizações evangélicas que não procuram esconder de ninguém seus atos de intolerância e de desrespeito para com as demais crenças e culturas. Não pensem que apenas os homossexuais que são alvos dos "tementes a Deus", apesar de serem os seus favoritos. Bastou uma pesquisa em um desses sites de veiculação de notícias gospel para perceber o tratamento ofensivo e discriminatório contra os cultos afro-descendentes (o candomblé, umbanda, etc.), que são riquezas da nossa cultura e são tratados como algo a ser repudiado e banido por este grupo de religiosos. O interessante a ressaltar é que as notícias referentes aos políticos ligados às igrejas evangélicas ou mesmo de seus próprios membros que foram flagrados em escândalos de corrupção e crimes contra a sociedade não costumam ser alvo dos revoltados comentários pedindo para que estas pessoas sejam queimadas na fogueira. Nada foi dito sobre os deputados do DF que agradecem a Deus o dinheiro da corrupção, nem sobre todas as falcatruas do casal Garotinho já descobertas pela polícia, muito menos sobre os donos da Igreja Renascer que foram presos. Para fins de informação, a bancada evangélica na Câmara dos Deputados é formada por 39 parlamentares, oriundos de diversos partidos e estados. Destes, 21 (53,8%) respondem processos na justiça, sofrem ou já sofreram investigação pela PF ou por alguma CPI ou já foram condenados por crimes como: improbidade administrativa, desvio de verbas públicas, estelionato, remessas ilegais, corrupção, tráfico de influência, abuso de poder, lavagem de dinheiro, peculato, formação de quadrilha, crimes eleitoral e tributário e até homicídio (Informações retiradas do site da Transparência Brasil). Eles são aberrações? Eles também merecem morrer? Meu ponto é o seguinte: Neste país, repleto de diversidade, onde todos os povos se uniram para buscar uma nova oportunidade de vida, todos são livres para poderem expressar suas crenças e sua personalidade DESDE QUE respeite as alheias. Ou seja, o evangélico tem o direito de não gostar de homossexuais; de não permitir o homossexualismo em suas igrejas, mas não tem o direito de hostilizá-los, de os tratarem como inferiores ou qualquer outro termo pejorativo. Do mesmo modo que o homossexual não ofende a pessoa de ninguém apenas sendo o que ele é. Este é um princípio básico da democracia. Poder conviver com as diferenças sem tentar impor o nosso estilo de vida àqueles que são diferentes de nós, ou que tem um pensamento diferente do nosso. Respeito, nada mais. Deixo um alerta. Infelizmente a nossa política continua confundindo as vontades da religião com interesses de Estado. Dizer que o Estado é laico significa que ele não pode adotar políticas públicas que favoreçam apenas uma ou algumas religiões, nem que utilize argumentos religiosos para defender os interesses de determinadas pessoas ou classes. Portanto, qualquer tentativa de imposição de um dogma religioso na vida pública deve ser visto como um ato perigoso. No caso dos cristãos evangélicos, eles poderiam seguir a opinião da Senadora Marina Silva, evangélica, que deu um grande exemplo contra a intolerância ao fazer a seguinte declaração a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo: "Minha posição pessoal não se coloca relevante para o Estado, para políticas públicas. Minha posição pessoal é a luz da minha fé, não tenho como pensar diferente. Em relação a discriminar qualquer pessoa, o Estado não vai fazer isso de forma alguma."

Ivan Osmo Mardegan imardegan@hotmail.com

São Paulo

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LUTO

O brasil precisa decretar luto oficial de 3 dias pela tragedia acontecida no Rio de Janeiro que tirou a vida de centenas de brasileiros trabalhadores pela incompetencia desta classe despresível de politicos que admnistram este País , e não pelo desastre acontecido na Polonia o qual palavras de condolencias bastariam para mostrarmos nossos sentimentos.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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GRAVE OMISSÃO

O que aconteceu no Rio e em Niterói foi obra do descaso das autoridades,cuja grave omissão permite moradias em locais de risco e depois da tragédia pedem que os sobreviventes deixem os locais.Melhor seria que impedisse a ocupação desordenada

e a favelização das cidades e mantivesse programas sociais habitacionais condizentes com a população carente.Foram anos de letargia e leniência dos governantes que levaram ao número elevado de mortes de inocentes e desprotegidos pela mão do estado invisível.

YVETTE KFOURI ABRAO abraoc@uol.com.br

São Paulo

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TORCIDA

O governador do Rio de Janeiro,Sr.Sérgio Cabral,disse que removerá a população que está sob maior risco nos morros e encostas e destinar a ajuda de R$ 1 bilhão de Reais para a construção de novas moradias.Torcemos para que tal plano dê certo.Todavia não deve esquecer de fiscalizar e impedir o retorno destas e de outras famílias àqueles mesmos locais,pois do contrário todo o esforço que ocorrerá nesta operação terá sido em vão.

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA

O governador Sergio Cabral, em mais um momento de infelicidade, culpou toda a sociedade pelos desabamentos que deixaram um rastro sinistro de mais de 200 mortos, milhares de desabrigados e destruição. Como os eleitores fazem parte da sociedade, o governador foiprofundamente injusto ao atribuir responsabilidade a todos aqueles que nenhum vínculo possuem com as consequ~encias dramáticas decorrentes das fortes chuvas que inundaram as cidades do Rio e Niterói. Um absurdo o que afirmou, já que existem órgãos na administração responsáveis pela aprovação de projetos que se destinam a examinar, aprovar e autorizar as obras de construção de moradias e sua localização.

Francisco Pedro do Coutto pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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ENCHENTES E TRAGÉDIAS

O hábito por aí é a ''declaração de calamidade pública e emergencial'', a seguir alocação de recursos para obras de combate às tragédias; evidentemente sem concorrência e muita gente bem relacionada ao poder usa o povo sofrido para faturar; reparemos ser obras de reposição dos mesmo serviços desmoronados e não com projetos alternativos precisando um tempo e aí a situação "emergencial" convenientemente é o pretexto. Não podemos negar ao povo sofrido todas as hipóteses de previsão dos desastres. Demagogos culpam os moradores nas áreas de risco; o Governador do Rio de Janeiro e o Prefeito apelam para as pessoas saírem das áreas de risco; elas não sabem o que isto e agora dizem que será compulsória a realocação. Então tem que realocar o Brasil inteiro - apenas em São Paulo tem cerca de 80 % de ilegalidades nas construções incluindo os "bacanas". Incrível que os candidatos, Dilma, Serra, Marina (esta é ambientalista) não se pronunciam sobre questão; afinal ninguém é de ferro e estão preocupados em "montar palanques".

Bem ou mal o SUS (até o Obama copiou) organiza brigadas nos locais , caso da dengue, por exemplo, verificando as condições de acontecer endemias e recomendando providências para defender a população - são ações preventivas; porque não em tragédias ambientais como as ocorridas? Obras repetitivas não resolvem, assim demonstra todo o histórico que não.

Raymundo De Paschoal depaschoal@uol.com.br

São Paulo

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EQUÍVOCO

A política Mineira tornou-se conhecida nacionalmente por formar líderes, tais como JK, Benedito Valadares, Israel Pinheiro, José Maria Alkimim, Magalhães Pinto, Antonio Aleixo, Aureliano Chaves, e por último o saudoso Presidente Tancredo Neves, que por obra do destino não pode assumir o cargo em face da sua morte prematura. A UDN e a UDR em Minas Gerais foram as trincheiras que abrigaram homens que independente de suas ideologias fizeram muito pelo nosso Estado. Bons tempos... Hoje assistidos, de forma lacônica o papel que vem sendo desempenhado por este Mineiro que nasceu na Zona da Mata e que alçou o posto de Vice Presidente da República, e que antes havia ocupado uma cadeira no Senado Federal. Estamos falando do empresário José Alencar.Com efeito, é bom lembrar que ele ocupou por várias vezes o posto de Presidente Interino do Brasil, em função das viagens realizadas ao exterior pelo Presidente Lula, e que não foram poucas. Contudo, o Político ''Zé'' pouco ou nada fez por Minas Gerais. Ao contrário do seu ''amigo'' o Presidente Lula, para a sua terra natal, o Estado de Pernambuco, que ''nunca antes na história desse País'' recebera tantos bilhões em investimentos, gerando desenvolvimento, aquecimento da economia e oportunidade de trabalho para a sua população.Gostaria de saber o que este ''ilustre'' Mineiro, que já foi Senador e atualmente ocupa a segunda posição mais importante do País fez para merecer tantas homenagens? Causa-nos espanto que mesmo sabendo disso ainda existem por aqui um exército de bajuladores que continuam confundindo a saga do homem que venceu o câncer com o político que podia, mas não fez nada relevante para o seu Estado. Não basta ser importante e ocupar cargos elevados, o que o povo precisa é de homens que entendam o seu drama e saibam apresentar soluções para melhorar a vida dos menos favorecidos.Ficam algumas perguntas para reflexão: Não teria cido melhor para Minas se o ''JA'' tivesse tido por este Estado a mesma determinação e apreço que Lula teve por Pernambuco? Faltou conhecimento, ou seus interesses eram outros? É bem provável que desta feita, o povo daqui tivesse o que lamentar com o anúncio de sua aposentaria. É triste admitir, mas hoje o motivo é de comemoração.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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INSEPULTO

Antes de ler o "Honra ao mérito" do Mauro Chaves, eu, distraidamente, achava que o governo petista do presidente Lula estava se exaurindo, agonizante, depois, me convenci de que o mesmo já está morto, fedendo, insepulto.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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"HONRA AO MÉRITO"

O Mauro Chaves em ''Honra ao Mérito'' conseguiu brilhantemente fazer a ''folha corrida'' do nosso presidente. Pena que ele não leia jornais. Bem, na verdade, mesmo que ele lesse certamente não gravaria ou sequer entenderia que estaria se referindo a ele. É muito triste. O Brasil não merece! Será que augúrio que o Mauro faz ao final do artigo se concretizará? Tomara!

Sizuo Matsuoka sizuo.matsuoka@gmail.com

Araras

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PT e PSDB

O clima de eleição começou a esquentar, mais uma vez teremos uma eleição bipolar, de uma lado o atual governo e do outro o ex-governo. Em 1998 e 2002 a situação era a mesma, o atual contra quem era contra tudo e todos. Só que agora quem é opisição era situação. Pois bem, fica cada vez mais claro que o os partidos políticos brasileiros não têm opiniões e sim tem situações, onde vale apena pensar de um jeito ou de outro.

Fábio Sinegaglia sinegaglia@uol.com.br

Osasco

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DISCURSO DE DILMA

Em seu discurso ela afirmou que não entregará os recursos naturais e as empresas públicas "a quem quer que seja", tampouco que destruirá o Estado Brasileiro "a ponto de torná-lo omisso e inexistente". Acrescentou, ainda, que respeita os movimentos sociais afirmando que "democrata que se preza não agride os movimentos sociais". Não seria mais fácil ela dizer, simplesmente, que respeitará a Constituição e as Leis de nosso País, esclarecendo, porém, que a admissão de empregados e o preenchimento de cargos de chefias das empresas públicas e do governo serão feitos por critérios de competência e mérito, e não por filiação partidária? E que o Estado presente e ativo que ela deseja será, também, enxuto, robusto e forte com gastos estritamente necessários para cumprir suas tarefas com eficiência e competência? E que sua primeira medida será diminuir o número e os gastos com cargos de confiança; e com ministérios, também, hoje superior a 40? Quanto aos crimes de entregar bens públicos a qualquer um e agredir pessoas de movimentos sociais devem ser tratados com a polícia e a justiça.

Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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PRINCÍPIOS

Uma semana após ter dito em ritmo de campanha que Serra no poder acabaria com o Bolsa-Família e partiria para privatizações numa mentira deslavada, Dillma diz que ''não vai usar de meios desonestos para obter votos''. Precisamos dizer mais? Ou é desespero de candidato, ou mentir é seu modus operandis normal. Estou mais para a segunda opção pelo histórico desastrado dela a frente dos dois Ministérios de que participou no governo Lulla. Estão aí o apagão e o empacado PAC para comprovar. Isso sem contar o falso currículo, falso dossiê, negativa de encontro com a Lina secretária da Receita Federal. Foi no túmulo do Tancredo Neves e chorou lágrimas de crocodilo, no entanto seu partido PT sempre foi contra a eleição de Tancredo à presidência. Acho que o marqueteiro de Obama não contava com essas características de sua cliente porque tanto nos EUA como no Brasil, mentiu, perdeu! O povo aqui ou acolá tem princípios.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A HIPOCRISIA VAI AUMENTAR

Pelo tom dos discursos da Dilma e seu chefe já dá para ter uma idéia do tamanho da hipocrisia que será usada nas eleições. Eles usaram a greve dos professores (movida por organizações ligadas ao governo) para atingir o Governador Serra. Realmente, o Governador tratou de forma dura os manifestantes baderneiros - mas foi justa com o resto da população que sofre com essa bagunça com fins eleitorais. Já o governo federal (minúsculas mesmo) sequer dá sermão aos manifestantes/terroristas do MST. Quem preza a ordem e justiça já sabe em quem votar.

Marcus Coltro marcuscoltro@hotmail.com

São Paulo

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PSDB ACORDOU, ATÉ QUE ENFIM

Desta vez o psdb está cocorrendo a presidencia da republica, as duas ultimas eleições o psdb apenas segurou o lugar de outros que poderiam ser opção a quem não gosta do pt, as duas eleições do presidente Lula, não houve se quer canpanha , plano de governo, agora eu senti, vi o Aécio sair da toca, o Serra falando de verdade que quer ser presidente, o FHC que não fez nada a favor do Alckmin agora veio e está tendo postura, estão falando do plano real, e deixando claro que o presidente Lula é muito sem noção, ele age e fala, como se antes dele nada houvesse acontecido no Brasil, viviamos em um limbo, parabéns desta vez pode ser até que não ganhe as eleições, mas pelo menos estão tentando, valeu.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@hotmail.com

Cotia

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2011, ANO JUDICIÁRIO POR EXCELÊNCIA

A preocupação de Celso Ming com o destino do pt e dos petistas é valida, pela quantidade deles que foram assolados em cargos públicos da nação brasileira. Pensaram tratar-se de uma extensão ou braço do partido e se acomodaram com todas as vantagens discutíveis , como de sempre . A previsão de derrota que já se lança no ar face ao movimento orquestrados pelos psdbistas acordou a nação insatisfeita e já promove correria pelas bandas assenhoreadas à luxo e proteção que terá fim na virada do ano . Varias serão as opções, todas elas passando pelo sistema penitenciário , em vários níveis . Nossos juízes, policiais e carcereiros receberão carga extra de trabalho, merecerão salários adicionais , horas extras e novos concursos - públicos, - sem ingerência de partidos - para compor a força tarefa que terá a serventia de enquadrar, disciplinar e fazer cumprir as devidas penas a todos estes inúmeros aproveitadores que sacaram na boca do caixa, desviaram por modo corrente, fraudaram todas as regras, normas e princípios para por a verba no bolso e no caixa 2 do partidão . 2011 será ano inesquecível de valorização das forcas policias e judiciárias . Ate que enfim .

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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BELO DISCURSO

Que prazer ler e ouvir o discurso de Serra! Estava fazendo falta ouvir um

candidato dizer a verdade sobre a história do Brasil. E reforçar valores

morais, de que tanto precisamos, como ética, decência, trabalho. Tudo aquilo

que nestes últimos 7 anos parece que havia sido varrido do mapa e da mente

dos brasileiros. Muitos esperavam por essa voz. Não podemos admitir que a mediocridade vença

mais uma vez.

Maria Cristina Godoy mcgodoy@terra.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO E BOM SENSO!

Confiram, no início de junho: Aécio será o vice de Serra! Só a insensatez democrática e o apego ao poder futuro, sem imaginar que esse poder começaria no presente, farão Aécio não consolidar, aceitando ser vice de Serra, a vitória da oposição nas próximas eleições presidenciais de outubro! O ''timing'' e o ''feeling'' têm hora certa:Convenção partidária em junho! Esse período de agora até lá caracteriza o silêncio típico e estratégico de todo bom político mineiro! Quem viver, verá!

SAGRADO LAMIR DAVID david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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