Cartas - 02/09/2011

CORRUPÇÃO

, O Estado de S.Paulo

02 Setembro 2011 | 00h00

Jaqueline Roriz

A absolvição de Jaqueline Roriz por seus colegas prova que o que prevalece na Câmara dos Deputados não é o espírito de corpo, mas sim o espírito de porco.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

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Aos srs. deputados

Se pudesse retirar meu voto, com certeza eu o faria. Lamentável sua(s) posição(ões) neste caso.

EDGAR LAGUS

lagus@uol.com.br

São Paulo

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Questão de ordem

Para poder entender: se não for político nem funcionário público, qualquer cidadão pode ser corrupto, que nada acontece?

CARLOS ALBERTO DUARTE

carlosalberto@ibg.com.br

São Paulo

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De limites

Parece incrível, mas não há limite para o (i)moral e há pouco limite para o legal! Resta, então, uma pergunta: a propina não declarada e "isenta" de impostos fica por isso mesmo? A tal imunidade parlamentar dá proteção a ilícitos?

CARMINE MAGLIO NETO

carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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Impunidade

As impunidades do congresso nacional (letras minúsculas, por favor) são a definição da obviedade. Alguém em sã consciência poderia esperar alguma atitude decente dessa gente? Pura ilusão. Não vão abrir precedente. Não estão ficando loucos, muito ao contrário, são experts em ser espertos. Não acontecerá nada em tempo algum. Já lá se vão seis longos anos do mensalão... Um crime já prescreveu. E pelo andar da lerda carruagem da nossa chamada "justiça", podemos esperar algo na mesma toada. Bom para aprendermos. Quem tem folha corrida, quando eleito, vira "doutor".

A. FERNANDO FERREIRA

rdseg@terra.com.br

São Paulo

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Indecência política

Cadê o projeto do Clodovil reduzindo as cadeiras desse Congresso? Srs. deputados, tenho asco ao vê-los de máscara. Sejam homens, votem sem máscara.

ROBERTO NASCIMENTO

robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

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Voto secreto

A absolvição da representante (?) do povo é prova inequívoca de que a maioria dos congressistas não está nem aí para esse câncer chamado corrupção, e isso ocorreu única e exclusivamente porque existe uma aberração no Congresso chamada voto secreto. Ora, todos sabemos que é na escuridão que os covardes atacam, pois ela proporciona a cobertura para não serem reconhecidos. Então, vamos acabar com o voto secreto. Que haja transparência, peguem o microfone e declarem abertamente seu voto à Nação. A corrupção tira da saúde, da educação, da segurança, além de matar - e muito! Por isso creio que também deve ser condenado por crime doloso quem desvia dinheiro da saúde e dos transportes, pois mortes por falta de ambulâncias ou de sinalização nas estradas poderiam ser evitadas, mas os vampiros que estão no Congresso sugam os recursos necessários. Imaginem como os ratos estão em festa com as obras da Copa e da Olimpíada. Voto aberto já!

ALBERTO SOUZA DANEU

albertodaneu.health@uol.com.br

Osasco

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Rejeição em bloco

Quando os sistemas políticos assumem caráter dogmático com ares de infalibilidade, em nome deles e a pretexto deles os valores éticos, lógicos e até estéticos se deformam e dissolvem. Enquanto não vem um Martinho Lutero da democracia, o voto secreto no Parlamento tem de ser abolido. Essa vergonhosa absolvição regurgitada sobre os brasileiros não pode ser aceita. Os eleitores devem rejeitar esse Congresso em bloco. Se assim não quiserem, os parlamentares que se julgam com méritos e passado limpo só têm uma coisa a fazer: propugnar por novo julgamento com voto declarado.

LEONARDO GIANNINI

leogann930@terra.com.br

São Paulo

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Ataque à mídia

"Lamentavelmente, vivemos um período em que parcela da mídia devora a honra de qualquer pessoa." Gostaria de saber da deputada Jaqueline Roriz qual é o seu conceito de honradez.

ARNALDO RAVACCI

arnaldoravacci@terra.com.br

Sorocaba

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Ah, tudo é culpa da imprensa

Como mulher e cidadã brasileira, fico com vergonha de ler que Jaqueline Roriz, além de ser absolvida pelo nosso "brilhante" Congresso, ainda culpa a imprensa por devorar a honra de qualquer pessoa. A minha, não. Não sou da mesma laia que ela. Ainda bem que no mesmo dia Fabiana Murer nos dignificou um pouco mais. E não ficamos por conta só de gente como a "nobre" deputada.

M. APARECIDA F. FURTADO MENIN

ninamenin@terra.com.br

Vera Cruz

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Vingança

Sossegue, Jaqueline Roriz, sua vingança não tarda. A imprensa que você ataca, continuando a devorar o que não existe, vai acabar morrendo de fome...

CARLOS P. FERNANDES FILHO

c-pacheco-filho@uol.com.br

São Paulo

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Clareza

Senhora, reescrevendo a sua frase corretamente: "Vivemos um período em que pseudorrepresentantes da população devoram a honra de sermos brasileiros".

JOSEPH DIESENDRUCK

joediesen18@gmail.com

São Paulo

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A honra

A diferença entre uma pobre mendiga de rua e Jaqueline Roriz é que aquela tem a honra de pedir e esta pouco "se lixa" para a honra.

ALBERTO NUNES

albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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Honestidade

Honestidade não é uma roupa que se usa em determinadas ocasiões, por modismo ou conveniência. Ou se é ou não se é honesto, deputada, ou não.

ROSSANA BAHARLIA

rbah44@yahoo.com.br

São Paulo

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"A imagem da deputada recebendo propina coloca-a no mesmo nível dos absolvedores"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE JAQUELINE RORIZ

standyball@hotmail.com

"Ao se justificar, alegando que em 2006 era uma cidadã comum, a deputada generalizou a corrupção pelo povo brasileiro"

SERGIO S. DE OLIVEIRA / MONTE SANTO DE MINAS (MG), IDEM

ssoliveira@netsite.com.br

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TEMA DO DIA

Aluno ganhará R$ 1,9 mil na Argentina

Será "prêmio" a quem terminar ensino médio no país; medida busca diminuir repetência e evasão

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.642

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

POLÍTICA E JUROS

Mais uma vez os nossos pseudoeconomistas do Banco Central demonstraram as suas vergonhosas incapacidades reduzindo as taxas dos juros Selic, obedecendo e lambendo as botas da ditadura petista que, a cada dia que passa, emporcalha cada vez mais o Brasil. A brincadeira de gangorra desses bajuladores, num sobe e desce desastrado, é digna somente de Republiquetas de Bananas. Pobre do país igual ao nosso, em que o Banco Central fica nas mãos dos políticos corruptos. Lamentável. Os juros devem cair dignamente, e não politicamente!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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SUBTERFÚGIOS POR CPMF

É impressionante a gula desta era petista por mais impostos! A Emenda 29, que deveria proporcionar mais verbas para saúde, foi aprovada no Senado, no ano 2000. Ou seja, no governo FHC. Até aqui são 11 anos de amplo debate no Parlamento, e também com a sociedade. E neste período jamais foi aventado que, se aprovado, a saúde seria prejudicada com redução de verbas. Mas, este governo federal que jamais se preocupou com o caos da saúde, autoriza seu líder na Câmara, Candido Vaccarezza, a fazer chantagem contra a população, blefando que se este projeto for aprovado, e a votação está marcada para setembro, a saúde vai perder R$ 6 bilhões. Este clima de terror patrocinado pelo governo dentro do Congresso tem o objetivo explicito de recriar a famigerada CPMF. Imposto este em forma de cascata que vai mais uma vez corroer o bolso do contribuinte e alimentar a inflação, que já está hoje acima de 7%.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A AUTORIDADE DE DILMA

Dilma Rousseff resolveu mostrar a sua face autoritária, que todos nós já sabíamos que existia, forçando o Banco Central a promover uma queda de juros, contrariando expectativas e opiniões em geral dos agentes do mercado. Só o tempo vai nos dizer se ela decidiu corretamente. O importante do episódio foi ela ter mostrado que quando achar que a decisão a ser tomada é a correta, decide sem dar satisfações a quem quer que seja. É uma pena que ela não tenha a mesma coragem quando o assunto é relacionado com fisiologismo e corrupção.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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JOGOS, DROGAS E AMRAS X CPMF?

Por conta da importante Emenda Constitucional 29, que disciplina os gastos dos governantes de plantão, os políticos já falam até em regulamentar os jogos de azar para aumentar a arrecadação. Antes disso deve-se pensar em sobretaxar bebidas alcoólicas, cigarros e outros costumes nocivos, mas ainda socialmente aceitos. É bem verdade que não se consegue conter o avanço dos diversos tipos de drogas ilícitas, nem evitar a entrada de armas clandestinas e ilegais para "proteger" e manter os traficantes. Regulamentar esse degradante tráfico, como já existe em outros países, seria uma boa ideia? O governo arrecadaria muito, controlaria os consumidores, teria verba para tratar os viciados, evitaria todo o tráfico de armas, inibiria a existência de traficantes. Apesar de ser religioso e totalmente contra tudo isso, essa medida se justificaria para evitar a edição de novo tipo de imposto para toda a sofrida população e possibilitaria o tratamento dos pobres doentes. Financeiramente seria melhor? Será que a sociedade e o governo aceitariam a troca?

João Coelho Vítola j.vitola@terra.com.br

Brasília

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SAÚDE E SENADO

De onde tirar dinheiro para financiar a saúde? Basta cumprir o limite constitucional de salário e cortar na carne dos desmandos, dos salários acima do Supremo Tribunal Federal (STF) no Congresso e principalmente ao realmente "fazer mais com menos" como na propaganda do governo. Fazer propaganda é fácil, difícil é fazer acontecer na realidade.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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O GRITO

Se algo pudesse ser escolhido como símbolo máximo do horror a tudo isso que aí está como desmandos, falcatruas, desavergonhada corrupção, cinismo, hipocrisia, enfim... credencial suficiente para que seja sócio permanente do mais bandalho "Clube de Amigos"

que existe... seria o quadro de Edvard Munch O Grito. Nós, pobres cidadãos que não pertencemos ao país de "alguns", deveríamos pendurá-lo em nossas casas para não nos esquecermos de que a verdadeira democracia depende de nossa luta para acabar com este podre poder que só pensa em arrecadar mais impostos (CPMF), que muitos pagam para tão poucos...

Gloria de Moraes Fernandes Gloria Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br

São Paulo

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MAIS R$ 10 BILHÕES

Devido a uma maior arrecadação em 2011, o governo, de maneira preventiva e já visando a uma situação financeira mais instável e imprevisível para o ano que vem, decidiu conter os previstos R$ 10 bilhões extras que entrarão nos cofres públicos através do maior recolhimento de taxas. A medida adotada pela equipe econômica, além de interessante, de certa forma protege a economia brasileira diante de tantas incertezas mundiais. Porém, aguardaremos e veremos se isso de fato se concretizará. Se bem me recordo, 2012 é ano de eleições municipais. Teremos pleito eleitoral em todo o Brasil. Não é novidade para ninguém que em períodos como estes nossos governantes costumam gastar o que têm e, pelo poder, até o que não têm. Nossos governantes estariam dispostos a fazer esta inédita "forçinha" em prol da saúde econômica do Brasil? Sinceramente, duvido.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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SONHO DE LULA

A classe política é insaciável. No andar de baixo, as Câmaras Municipais fazem a farra com o parco erário, quando, praticamente todas elas, já para a próxima eleição, estão elevando o número de vereadores (como foi difícil reduzir o número de edis e, quase na moita, o Congresso, abriu as comportas), como se não fosse elevar os gastos. No andar de cima, a pretexto de amparar a combalida saúde, um novo imposto ou o aumento dos já existentes, não obstante a carga tributária estar em 38%. Neste ano os salários nos Três Poderes foram absurdamente elevados. Literalmente, está fora de cogitação reduzir: as mordomias, corrupção, desvios de recursos, o número de Deputados e Senadores, os Ministérios de 35 para 12 - autênticos cabides de empregos, racionalizar o uso dos recursos disponíveis. Daí só resta onerar ainda mais o contribuinte e, quem sabe, o sonho de Lula seja realizado por Dilma: ressuscitar a CPMF.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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RRDS, RECURSOS RECUPERADOS DOS SAFADOS

Se a "gerentona" entende que faltam recursos para a saúde, a solução tem endereço certo: basta cobrar de volta toda a verba desviada nos variados ministérios e contas pessoais de todos os envolvidos. A fortuna roubada que já foi detectada nos seus primeiros meses de governo, aliada aos inumeráveis outros escandalosos "malfeitos" que serão inevitavelmente revelados nos próximos dias e meses, certamente serão de maior monta que qualquer acréscimo de impostos que este ou qualquer outro governo pudesse almejar. Basta, apenas, como demonstra, fartamente, a mídia, investigar. E, efetivamente receber o que é-nos devido. De resto, que faça o favor de aplicar os recursos nos setores a que foram destinados. E cadeia para os "malfeitores", ministros e demais asseclas.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Ex-diretor da China Mobile é condenado à morte por suborno. Que belo exemplo para nosso querido Brasil, se esse tipo de punição fosse aplicado aqui, garanto que sobraria muito dinheiro para a saúde, educação, etc., etc., etc.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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NOVO IMPOSTO DO CHEQUE

Dona Dilma, quando candidata, era a favor da aprovação da Emenda 29. Agora, como presidente, está como o "cara": não temos dinheiro para a saúde, preciso de uma nova CPMF. Por que ela não elimina 20 ministros que não servem para nada (só para corromper é que servem)? Foi para isso que o cara criou e mandou na "mãe do PAC" (programa de aceleração da corrupção). Acabando com esse bando de ladrões de Brasília, daria para ter um atendimento muito bom, acabando com a morte de centena de milhares de brasileiros morrendo em portas de hospitais, além de sobrar para um aumento digno para os aposentados que recebem mais de um salário mínimo. Falar que ela está vendo esse bando só agora não cola.

Delcio das Silva delcio796@terra.com.br

Taubaté

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RORIZ FICHA LIMPA

Mais um tapa na cara do povo brasileiro. A deputada Jaqueline Roriz foi absolvida por seus pares, mesmo tendo sido flagrada metendo a mão na cumbuca. Aliás, isso é mal de família? Filha de peixe tubarão vira. E, claro, os cumpanheiros não iam entregar a moça tão legal e honesta, afinal de contas ela não era deputada quando levou a bolada. Então poderia ter matado alguém que também não aconteceria nada? A ficha suja virou ficha limpa, que beleza. Essa maldita lei de votar no anonimato precisa acabar ontem e os deputados, tomar vergonha na cara já.

Asdrubal Gobeneti asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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VOTO TRANSPARENTE

Os fatos graves ocorridos na noite de 30/8/2011 na Câmara federal, quando da absolvição da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), numa votação que teve 265 votos contrários, 20 abstenções e apenas 166 a favor da cassação e da ética, se revestem de algo que não pode como sempre passar batido pela opinião pública. Em primeiro lugar devemos entupir o site e os endereços de e-mail da Câmara www2.camara.gov.br e dos parlamentares exigindo os nomes dos deputados que votaram a favor da deputada e daqueles que se abstiveram covardemente de votar. Nossa indignação deve ir mais além, não podemos votar em nenhum parlamentar da atual legislatura (2010 - 2014) até que esta lista nos seja divulgada. Ou divulgam os nomes dos defensores de corruptos ou não se reelegem. Não fazer nada é ser conivente com eles para sempre!

Rafael Moia Filho Twitter: @rafamfilho

Bauru

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UMA DERROTA DO POVO BRASILEIRO...

"Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi como criar um lindo vaso de flores prá vocês usarem como pinico. Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, e sim de camburão" (Oscar Niemeyer). Que vergonha! Os vermes do congresso aprontaram mais uma. Ninguém vai fazer nada? Onde está o STF? Onde está a OAB? Onde está o povo? Basta um advogado ameaçar estes covardes que eles se submetem. Roubo tem decurso de prazo? A culpa é daqueles que colocam pessoas desse naipe no Poder Legislativo. Mas, infelizmente, a realidade é que os próprios interessados lutam para que o povo continue mais ignorante para que continue a votar neles, num circulo vicioso que só traz males para nosso grande e querido Brasil. Nestas horas me dá uma vergonha danada de ser Brasileiro, um país onde á corrupção predomina e "políticos" brigam pela sua própria causa e nunca visualizam o País. Que pena... poderíamos ser, sim, uma Nação de Primeiro Mundo, mas com estes políticos administrando o Brasil, seremos sempre um país de Terceiro Mundo! A história se repete. Jaqueline Roriz foi absolvida também porque seus pares vêem nela um espelho da própria conduta. O instrumento do voto secreto poupa declarações inócuas e custos políticos extras. No país onde a democracia depende de um Poder Legislativo cuja maioria de sustentação é negociada através de prebendas, espelha uma cultura política já muito retratada como paroquial, fisiológica, patrimonialista, de clientela e atravessada por nepotismo e corrupção. Os 265 votos contrários à cassação de Jaqueline Roriz proclamam, em silêncio cúmplice, um manifesto a favor dessa odiosa forma de fazer política. O instrumento da votação secreta foi mais uma vez empregado para condecorar uma cumplicidade inconfessável.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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ANTRO

Como entender que um crime claro, gravado e comprovado não ter sido reconhecido por 265 deputados os quais, numa tacada só, admitiram que o crime de corrupção compense ao livrarem a deputada Jaqueline Roriz de cassação por ter recebido dinheiro vivo como propina. Realmente devemos consentir que o Congresso se transformou num antro de maus exemplos aos jovens e crianças do País. De todos os deputados presentes só 35 não se mostraram coniventes com a transgressão da moral. A que ponto chegaram aqueles que se dizem representantes do povo. Que vergonha!

Leila E. Leitão

São Paulo

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PONTO FINAL

A Câmara dos Deputados absolveu, na terça-feira, a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF) do processo que pedia a cassação de seu mandato. O placar final da votação, que fora secreto, mostrou 265 votos contra a cassação e somente 166 favoráveis. Lamento que aquele placar não possa constatar o número de brasileiros que ficaram indignados com os resultados. A deputada Jaqueline hoje deve estar morrendo de rir da nossa cara, até por que ela tinha certeza de que naquela Casa é assim que as coisas funcionam...!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ABSOLVIDA

O ex-presidente Lula costumava dizer, quando era apenas candidato derrotado, das muitas eleições que participou, que o nosso Congresso era composto de mais ou menos 2/3 de vagabundos, corruptos e outras coisas mais. Tai uma das poucas verdades, que o "sapo barbudo" durante toda a sua vida política, conseguiu verbalizar. Absolvida por 265 votos a favor e 166 contra e mais ainda 20 abstenções, deixa a conta do Lula quase perto da antiga e atual realidade!

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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HONRA

Conforme definição do Aurélio, o "pai dos burros", honra = (s.f.) sentimento de dignidade própria que leva o indivíduo a procurar merecer e manter a consideração geral; pundonor, brio, dignidade, probidade, retidão. Pessoa ou coisa que é motivo de honra, de glória. A "nobre" deputada Jaqueline Roriz afirmou, como "copycat" do "cara", que "parcela da mídia devora a honra de qualquer pessoa". Não entendi muito bem: em qual das definições acima a "honorável" parlamentar se enquadra?

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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RECADO PARA UMA DEPUTADA

Roriz, a mídia não devorou sua honra. A polícia encontrou-a nos esgotos de Brasília.

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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REPUGNÂNCIA

Li no Estadão de quarta-feira, com certo asco, o comentário de Jacqueline Roriz, que foi absolvida pelos deputados da possibilidade de perder o mandato. Diz que lamentavelmente, vivemos um período em que parcela da mídia devora a honra de qualquer pessoa. Eu responderia que muito pelo contrário parcela da imprensa expele com repugnância (vomita) no dito popular, o que é obrigada a engolir e passar aos seus leitores a desonra de algumas pessoas que infestam o cenário político do País.

Antenor Azevedo Carrijo car.rijo@terra.com.br

Piracicaba

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CONGRESSO DE MALFEITORES

A população brasileira viu, pela mídia, a deputada Jaqueline Roriz recebendo um enorme pacote em dinheiro desviado. Viu também o governador do DF o chamado mensalão do DEM. Somos testemunhas dessa imoralidade contra a coisa pública. Uma senhora que deveria servir de exemplo por representar a mulher brasileira na Câmara dos Deputados servir do que é vil, desavergonhado e indecente. Quanto mais que, apoiada pela maioria dos colegas, livrou-se da cassação. Isto representa para a Nação o fim do poço no concernente à representatividade no Congresso Nacional. Não somos representados coisa nenhuma! Não admitido ser representado por ladrões, não sou ladrão e o povo brasileiro não é ladrão! Àqueles poucos deputados e senadores que verdadeiramente representam o povo brasileiro no Congresso deveriam protestar de forma contundente afastando-se desse cenário corrupto e corruptor que é a Casa Legislativa brasileira. Qual é a diferença entre essa mulher Jaqueline Roriz e uma mendiga? A diferença é que àquela, pouco se lixa para a honra; enquanto e esta tem a honra de pedir. O povo brasileiro não saiu às ruas para protestar. A mídia pouco tocou no assunto. Os jornais radiofônicos muito pouco falou, e se falou não comentou. Os jornalistas de hoje no rádio e na televisão leem a notícia, mas não comentam, não ajudam na formação da opinião pública. Não temos comentários. Indignado estou me sentindo. Como homem, odeio esse estado de coisas, contra a justiça. Não vejo perspectivas de melhorias, contra esses corruptos, que deitam e rolam, porque sabem que ninguém lhes tirará dessa mamata, e quando saírem de seus mandatos, terão muito dinheiro desviado guardado para poderem viver de rendas para o resto da vida, dinheiro roubado ao povo, dinheiro que faz falta às crianças abandonadas, aos hospitais onde o atendimento é precário, tão precário que se tornou normal vermos pessoas morrerem nas filas, nos corredores desses hospitais, mães em trabalho de parto dando a luz em banheiros fétidos de hospitais, uma verdadeira carnificina mortal ao paciente pobre e desprovido de recursos. É na altura desse horror que a mídia apresenta todos os dias, os assaltantes matando cidadãos de bem, a propaganda enganando-nos dizendo que os acidentes com motos são tantos que os hospitais estão lotados desses casos e por isso o atendimento a pacientes de outras áreas estão prejudicados, faz-nos crer que há por parte desses ministérios seja o da Saúde, que há pessoas encostadas em poltronas somente para pensar propagandas furadas em desculpas para a população. Não há como dizer ao povo as verdades, então inventam mentiras, como Goeebels inventava ao povo alemão no tempo de Hitler. É na altura de tudo isso é que a Câmara dos Deputados deixa de cassar Jaqueline Roriz pegando um pacote em dinheiro e guardando na bolsa.

E o Ministério Público, o quê fará com Jaqueline Roriz, aguardará até que ela cumpra o seu mandato para processá-la? Não seria de bom alvitre que se criassem leis que cassassem pessoas cujo mandato está manchado pela corrupção? Como aceitar a desculpa de que ela no tempo dos fatos não era parlamentar? Então, o ladrão deixa de ser ladrão ao entrar para a vida pública? Ou será que é um dos requisitos fundamentais? Doravante, não há mais ceticismo da população. O filme foi visto por milhões de pessoas neste país e sabem que a mulher é uma sem vergonha de uma ladra, e sabem também que todos aqueles que votaram pela absolvição também o são. Foi voto secreto, porque são covardes e se esconderam, mas uma minoria não compactua com a maioria corrupta da Câmara. O povo doravante começará a escolher melhor seus candidatos. Não será fácil essa maioria corrupta continuar na Câmara nas próximas eleições. O Brasil não merece esse jogo sujo, essa mancha. A presidente fala em presente de grego. Presente de grego tem a população que vota num sujeito que, pelas boas falas, promete uma coisa e se transforma em outra. Uma metamorfose fétida provocada pela corrupção que não sabe dizer não. Entra no jogo daqueles vagabundos que não sabem viver de outra coisa, a não ser do dinheiro público. Se não fosse a vida pública morreriam de fome, não são homens capazes de trabalhar honestamente, mas somente em dar golpes no pobre contribuinte. O dinheiro público para eles é aplicado em grandes viagens pelo mundo, em se hospedar nos melhores hotéis do mundo, dando uma de ricaço, pois sabem que ninguém sabe de suas tramoias. E dão uma de homens respeitáveis, dignos, e gostam que os chamem de Excelências... Excelências dos infernos, homens sem reputação, enganadores. Nem tudo que brilha é ouro. São enganadores de si próprios. Os verdadeiros homens não precisam roubar para viver dignamente! Sinto pelo meu país! O povo brasileiro não merece pela sua fé no Criador! Não merecemos este Congresso de malfeitores! Congresso de enganadores perfumados e abastados ladrões da grande massa contribuinte pobre e trabalhadora deste país!

Alberto Nunes Alberto albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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A DEPUTADA E O GARI

Vergonhosa a justificativa de Jaqueline Roriz, ao dizer que na ocasião (2006) não era deputada, portanto, não devia ser punida. Essa gente pensa que somos idiotas. Indo atrás de dinheiro proveniente de corrupção, ela tornou-se infratora, qualificativo que permanece até hoje. O mesmo argumento foi utilizado por seus pares, que não se importam com o que pensa deles a população. E, ela diz que "parcela da mídia devora a honra de qualquer pessoa". Ora, honra tem aquele gari que encontra uma sacola de dinheiro e devolve ao dono.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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VALOR QUE VEM DE BERÇO

Deputada Jaqueline Roriz segue a definição da palavra "honra" que pelo visto a Sra. desconhece por ter o pai que tem: a honra é, objetivamente, a opinião dos outros acerca do nosso valor, e, subjetivamente, o nosso medo dessa opinião.

Jose Roberto Palma palmapai@ig.com.br

São Paulo

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USOS E COSTUMES

A Câmara inaugurou, com a absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz, (PMN-DF), a temporada de caça aos políticos honestos e defensores da ética na política. Um verdadeiro conchavo que favorece outros parlamentares em futuros processos de cassação. Diante de todas as provas possíveis do delito da deputada, prevaleceu o espírito de corpo, a blindagem, o corporativismo cujo manto colossal, abriga uma horda de bucaneiros jamais vista nestas bandas de além-mar. Nada mais significativo do que o sorriso do líder do governo Cândido Vacarezza, comemorando com a deputada, o sucesso desta. Sábias as palavras contidas em Eclesiastes, 1:1-18: ''''O que foi é o que há de ser, e o que se fez, isso tornará a fazer, nada há, pois de novo debaixo do sol...''''. A impunidade, mais uma vez, mostra a sua força.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MAIS UMA IMORALIDADE

O Poder Legislativo resolveu fazer uma homenagem à mulher brasileira e por extensão ao Poder Executivo; absolveu Jaqueline Roriz.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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TAPA NA CARA

A absolvição da parlamentar Jaqueline Roriz pela Câmara dos Deputados foi um tapa na cara do Conselho de Ética, na cara da Imprensa e pior ainda, um grande tapa na cara da Opinião Pública. De quebra ainda nos deram uma grande banana!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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A PRÓXIMA VÍTIMA

Assisti pela TV Câmara o julgamento da deputada Jaqueline Roriz. Ela foi absolvida pelo forte argumento de seu bom e sutil advogado em que disse no finalzinho de sua defesa, com voz baixa e pausadamente, mais ou menos assim: "Condenar hoje, pode significar que alguns dos senhores deputados também possam ser, amanhã, uma próxima vitima".

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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TUDO É POSSÍVEL

Parafraseando o personagem de Dostoievski, em Crime e Castigo, que dizia: "se Deus não existe, então tudo é permitido", podemos dizer que se Jaqueline Roriz foi absolvida pela Câmara federal, então tudo é permitido no Brasil. A lei deveria valer para todos e não só para alguns. Se Roriz foi inocentada por seus pares e ficou impune, estão oficializados o roubo, a corrupção e toda sorte de patifarias e infâmias no País.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FUNDO DO POÇO

A Câmara dos Deputados chegou ao fundo do poço; estou enojado com a absolvição da deputada, que em sua defesa sequer negou ter recebido o dinheiro sujo e tenho certeza que esse sentimento é o da maioria esmagadora das pessoas esclarecidas deste pobre e espoliado País. É indispensável que os meios de comunicação façam uma campanha para acabar com o voto secreto na câmara, senado, assembléias legislativas e câmaras municipais; os eleitores têm o direito de saber como votam seus representantes. Que tal o Estadão iniciar essa campanha?

Roberto A. Kirschner

São Paulo

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CRIME POLÍTICO

Tem punição? O espírito corporativo da Câmara federal está institucionalizando o crime político, quando alguém é eleito deixa de ser cidadão comum, seja lá o crime que cometer o seu mandato se transforma em habeas corpus e jamais perderá sua liberdade, e em razão da imunidade goza de foro privilegiado. A deputada Jaqueline Roriz foi absolvida pelos seus pares, como foi o seu pai Joaquim, que também saiu ileso dos inúmeros atos ilícitos cometidos, é como diz o ditado: "filha de peixe, peixinho é". O vídeo, exaustivamente mostrado, comprovou que recebeu, mas será que deu para alguém, o dinheiro recebido? O voto secreto dos parlamentares é um ultraje e desrespeito a cidadania, até quando vão se servir do país, haja pizza! A persistir os péssimos exemplos e os inúmeros crimes políticos cometidos, antevemos um fim triste para a nossa combalida democracia.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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EM NOME DO CORPORATIVISMO

A Câmara dos Deputados inocentou Jaqueline Roriz de quebra de decoro, engraçada denominação para crime, mas tratando-se de deputados ou políticos em geral a conotação de crime tem outra significância, como disse certa vez um ilustre presidente sobre caixa dois, "todo mundo faz", e o que deveria ser surpresa para todos não passa de mais um jogo corporativo desta instituição que se tornou símbolo de falcatruas e principalmente um lugar onde se pode esconder dos "rigores da lei" e da justiça em nome do corporativismo político.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

São Paulo

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CAMINHO ERRADO

Jaqueline ganha absolvição, e lá vai o Brasil na contramão.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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POBREZA

A foto de Vacarezza com a sonsa Roriz é de uma pobreza a toda prova. Pobreza no caráter dos nossos políticos e da falta de vergonha na cara. Até quando votação no escuro do anonimato? Isso é a maior prova das boas intenções de todos sem exceção. E o PT falava em ética na política lembram? Se a Roriz era ou não deputada, não interessa, o fato gerador é o dinheiro. Brasília deveria estar no Iraque, a única solução viável.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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A LEI É INDISCUTÍVEL, TEM QUE SER CUMPRIDA

Os Srs. deputados que absolveram a Sra. Jaqueline Roriz afirmaram que ela na época em que recebeu o dinheiro não era deputada nem funcionária pública. Não quero lembrar a quem quer que seja que, antes de ser funcionário público ou deputado, existe o cidadão e tem a obrigação de ser e parecer íntegro, ou vale a velha máxima (diz-me com quem andas e te direi quem és). Ao agir deste modo, nos mostram cotidianamente de que o crime compensa, esquecendo que somos nós contribuintes a pagar vossos altíssimos salários, exemplos assim não constroem a imagem que presumem ter.

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

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COLEGIADO IMORAL

Por manobras maquiavélicas, o STF, compactuado com a imoralidade reinante no país, aboliu o termo quadrilha, que passa a chamar-se colegiado. Para evitar antecedente caso sejam pegos em suas habituais falcatruas, o "colegiado" de deputados imorais livrou a comparsa Jaqueline Roriz.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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UMA VERGONHA

A absolvição de Jaqueline Roriz mostra que a Câmara dos Deputados é uma vergonha para o Brasil.

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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CHORO

Os jornais do País estamparam fotos da deputada Jaqueline Roriz, chorando durante a sessão na qual se julgava sua cassação. Coitadinha da moça, muito comovente. Não perdeu seu mandato, nem com foto dela, toda sorridente, recebendo um pacotinho de R$ 50 mil roubados de nossos trabalhadores. Chorou, não porque temia pela sua sorte, mas porque a decisão deve ter saído uma nota preta. E a polícia? Até hoje não sabemos a origem do dinheiro, nem o que aconteceu com Durval Barbosa, o homem de "contribuições de campanha". Bem pior do que ela são nossos deputados, com a maior desfaçatez disseram que ela não poderia perder seu mandato, em virtude do fato ter ocorrido antes dela assumir o mandato. Correto. Isso quer dizer que, se um deputado começou seu mandato hoje, nada importa se ontem ele tenha cometido um crime hediondo. Prescreveram a falta de decoro. A que ponto chegamos, nada mais nos surpreende, apenas observamos a criatividade dos "representantes do povo", uma cambada que só sabe inventar emendas para benefício próprio, que são aprovadas em plenários vazios. Democracia é o governo do povo, que no Brasil não tem poder algum, só pode votar nos representantes podres, de partidos deteriorados pela lama.Desde os idos de 1975, quando começou a tal da redemocratização do país, as coisas só pioraram, tudo deteriorou-se, nem os representes de nossas casernas são os mesmos.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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IMPUNIDADE PATENTEADA

Como era de esperar, tendo os políticos que temos, a Câmara não cassou a Jaqueline Roriz, filha de pai famoso - no mau sentido - porque o desvio ocorreu antes da posse do mandato de deputada. Isso leva ao seguinte raciocínio: todos criminosos que estão presos devem ser soltos porque não tinham mandato político quando praticaram os crimes. O Supremo Tribunal Federal (Supremo, mesmo?) é culpado por esse tipo de coisas, por sua "decisão" no caso dos ficha limpa.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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BOFETADA

A absolvição da deputada Jaqueline Roriz envergonha o País. Foi uma bofetada na sociedade. Este Legislativo é uma vergonha. As alegações de que o delito cometido foi anterior ao seu ingresso na vida pública, é simplesmente ridículo. O que tem que ser levado em conta é a conduta da pessoa, e não quando foi feito. A verdade é que os que votaram pela absolvição pensaram: eu posso ser ela amanhã. E aí, não tem pudor e nem vergonha, e com voto secreto, é mais fácil ainda. Por que o projeto para acabar com votações secretas não avança? Por causa dessas situações. Voto secreto é como dizia o falecido Tancredo Neves, dá uma vontade danada de trair. Neste país só vai preso, além do ladrão de galinha, como colocou o senador Pedro Simon, o inadimplente de pagamento de pensão. O resto fica solto por aí e tendo que ser tratado por V. Exa.

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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INDIGNAÇÃO

Mais uma das tantas vergonha nacional. A grande "lavanderia" (Câmara dos Deputados) lavou a ficha suja da sua colega Jaqueline Roriz .Acharam que a cassação seria um grande precedente para acabar com as falcatruas existente lá. Felizmente, só o Brasil continua sendo um País sem vergonha... Lamentável!

Benedito Raimundo Moreira br_moreira@terra.com.br

Guarulhos

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MORALIDADE

A absolvição da deputada Jaqueline Roriz pode até ter embasamento legal bem fundamentado. A questão maior é: e a moralidade como fica? Bandidos, corruptos, estelionatários, estupradores, podem ser eleitos como autênticos representantes do povo perante o Parlamento? O bom senso diz que não. Só que bom senso e política são como óleo e água: não se misturam.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EM BOAS MÃOS

O jingle do governo Dilma diz que o Brasil está em boas mãos... A deputada Jaqueline Roriz, não cassada pelos representantes do povo também acha, já que segundo ela mesma as suas boas mãos se sujaram antes de se tornar deputada. O jingle conclui dizendo que as boas mãos são "do povo brasileiro". Talvez seja a palavra de ordem que faltava para que, a exemplo dos países árabes, o povo use então suas mãos contra a ditadura da corrupção.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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HISTORINHA

Fulano, muito simpático e popular, foi eleito deputado federal. Para comemorar, promoveu uma festinha em sua residência fixa, em bairro nobre da Capital. Seqüestrou dez crianças, entre 8 e 12 anos de idade, e as torturou, violentou e matou. Depois, serrou os corpos e comeu partes deles. Gravou tudo em vídeo, que colocou na internet, a cores e com som. Dia seguinte, banho tomado, tomou posse na Câmara federal. Foi absolvido por seus pares, pois o crime fora cometido antes da sua posse. Foi preso, sem algemas, e libertado por habeas corpus no dia seguinte. Culpou a imprensa pelo seu desatino. Será julgado pelo Supremo Tribunal Federal, em razão do foro privilegiado. E aguardará em liberdade eventual condenação, até o trânsito em julgado da decisão.

Luiz Antonio D''Arace Vergueiro luiz-vergueiro@hotmail.com

São Paulo

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IMPUNIDADE VERGONHOSA

Depois da absolvição escandalosa dos "fichas sujas", não se podia esperar outra coisa, senão a absolvição da deputada Jaqueline Roriz pelos seus pares, apesar da evidência do seu ato criminoso. Que vergonha!

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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PREVIDÊNCIA

Discordo da afirmação dos "colegas parlamentares" que atribuíram ao voto secreto a permanência da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) na Câmara. A permanência dela representa o estigma maldito que carregamos há anos, por nossa própria incompetência. Como se vê, hoje estão tentando "tapar buracos" na previdência, a previdência não tem "buracos" a serem tapados, é preciso apenas uma pessoa com destreza e dignidade à frente para: a) Cobrar de forma efetiva as grandes empresas inadimplentes. b) Expulsar os funcionários públicos corruptos responsáveis pelo desvio de verbas. c) Enxugar de vez a máquina administrativa e; d) Vender os imóveis milionários de propriedade da previdência que estão se deteriorando pelo país afora. Impor à população uma nova devassa em seus rendimentos vai servir apenas para abastecer os cofres da corrupção.

Jatiacy Francisco da Silva www.lettersofjatiacy.wordpress.com

Guarulhos

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HIPÓCRITAS

A hipocrisia deste pessoal é impressionante. Tudo já estava combinado para a absolvição da Jaqueline Roriz - ou seja, tanto os que votaram contra ou a favor já estavam de conluio para obter o resultado obtido. Ficaria muito óbvio se todos votassem contra a cassação, então alguns votaram a favor para não dar muito na cara. Discordo do Ricardo Boechat - são todos ladrões. Afinal, ou roubam na cara dura, ou são coniventes com a ladroeira - se prostituem fechando os olhos com a esperança de um dia poder cobrar a retribuição do favor. Um juiz que não pune um assassino confesso se torna um cúmplice, da mesma forma que os políticos que são considerados "honestos" têm culpa por não botar a boca no trombone e limpar essa excrescência onde vivem.

Marcus Coltro marcuscoltro@hotmail.com

São Paulo

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BATALHA SEM SENTIDO

Batalhamos tanto para ensinar aos nossos filhos o que é "ética". De repente, absolvem Jaqueline Roriz. Mudou o conceito da palavra, ou estamos lutando uma batalha sem sentido?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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JAQUELINES

O julgamento da deputada Jaqueline, cujo nome foi usurpado da ex-primeira dama americana, foi mais um dos shows de falta de decoro, vergonha e brio daqueles que deveriam representar a população. Longe de se assemelhar à verdadeira Jaqueline, pois sua vulgaridade e falta de educação a levam para o caminho oposto. Agora é esperar pois com certeza quem tem caráter distorcido não se contém diante de uma oferta. A questão vem de berço, quesito este que ela desconhece.

M. Helena Borges Martins m.helena.martins@uol.com.br

São Paulo

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DIGNÍSSIMA

A deputada Jaqueline Roriz que foi flagrada recebendo propina foi absolvida pelos deputados de Brasília, afinal ela só aparecia recebendo um pacote de dinheiro, ninguém pode confirmar o valor exato da quantia, nem se eram de verdade, o fato é que ela se retirou antes mesmo de terminar a votação, sabia que a maioria votaria a seu favor. Alguns manifestantes ainda foram gritar palavras de ordem, cantaram o hino nacional. Como existe gente inocente em nosso país. Parabéns deputados e todos os que votaram em vocês. A deputada disse bem, a culpa é da imprensa que gosta mesmo é de execrar publicamente as pessoas dignas. Mal me comparando felizmente me considero uma pessoa indigna.

Manoel José Rodrigues criticasdomanoel.blogspot.com

Alvorada do Sul (PR)

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BANALIZARAM O ESCÂNDALO

A Câmara dos Deputados mostrou ao povo brasileiro mais uma vez que se trata uma casa de conchavos, de acordos espúrios, onde se devia dar exemplos dignificantes para dar ao povo um caminho a seguir, e o que vemos? Absolver uma deputada pega com a mão na massa, pegando aquela dinheirama danada, a Câmara federal banalizou mais uma vez o escândalo, deu absolvição a um deputado totalmente errado, como exigir dos outros seriedade e comportamento digno e ético? que nada, num lugar onde deveria ser nossa casa mestre, mais uma vez nossos deputados fazem vistas grossas para mais uma vez, trocar favores ,uma casa sem princípio e sem fim, o país acorda mais uma vez de luto por mais esta absolvição vergonhosa, numa casa que mais parece um feudo inexpugnável para maracutaias vinculadas a negociatas e favorecimentos ilícitos, numa distribuição de verbas a apadrinhados a projetos mal elaborados, superfaturados e muita das vezes sem a execução... e tome impostos.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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AS TRÊS MULHERES

Hoje, no Brasil, há três mulheres que põem o nosso país na berlinda: a primeira é a nossa presidente Dilma, uma esperança de autoridade e independência, um salto para que o nosso país se liberte da corrupção; a segunda, Jaqueline Roriz, um assalto comprovado por vídeo e por decisão de uma CPI que cassou seu mandado por apropriação criminosa de dinheiro público para aplicação também criminosa, é covardemente absolvida pela Câmara dos Deputados por voto secreto, que só serve para acobertar a covardia dos votantes. O voto secreto é o refúgio dos fracos que não têm a coragem de mostrar sua desonestidade. Devia, neste caso, ser extinto. A terceira mulher, como bem diz o Estadão, no seu mister, atletismo, deu "um salto para conquistar o mundo", conquistando para o Brasil uma medalha de ouro no seu difícil desporto, "salto com vara", atingindo a marca de 4,85 m, honrando o atletismo nacional. A foto colorida que o Estadão estampa no seu caderno Esportes (E6, 31/8) é um deslumbramento pelo ângulo que apresenta, onde a atleta foi apanhada de corpo inteiro no momento mais difícil de transportar o sarrafo, já vitoriosa e com o sorriso de glória. Sua foto é tão nítida, que o corpo da atleta foi pego em todos os seus ângulos, da cabeça aos pés, que, aliás é de uma formosura impar. Das três mulheres, duas merecem minhas homenagens - a presidente Dilma (por ser uma esperança), e a atleta Fabiana pela conquista da medalha de ouro com o salto com vara no mundial de Daegu, na Coreia do Sul.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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30 DE AGOSTO

Em 30 de agosto a Câmara de Deputados rejeitou a cassação da "deputada" Jaqueline Roriz (PMN-DF), os votos foram 265 contra 166 a favor e 20 abstenções. Os votos a favor alegam que no vídeo que flagra "Jaq" pegando maços de dinheiro do "esquema" em 2006, ela ainda não era deputada. Isso é o Brasil sem decoro! Mas também em 30 de agosto aconteceu o maior feito do atletismo brasileiro, no mundial realizado em Daegu, Coreia do Sul: a atleta Fabiana Murer conquistou a primeira medalha de ouro, foi no salto com vara, 4,85 metros. Quanta luta para chegar ate o topo! Lembrete: tudo começou em Campinas, foi por meio de um anúncio de jornal falando sobre teste para atletismo. Sãos as minúcias esportivas que o sucesso aconteceu! Parabéns, Fabiana Murer e (...).

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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O JORNALISMO DA PEDRA LASCADA

José Dirceu, em carta ao Fórum dos Leitores (1/9), equipara práticas da imprensa política brasileira à de tabloides londrinos e, citando Alberto Dines, sem precisar o contexto em que o crítico da mídia lançou a observação, elucubra sobre um retorno do jornalismo político brasileiro à era da pedra lascada. À parte reconhecidos excessos, sempre condenáveis, foi por força desse jornalismo, e não de iniciativas autônomas do governo, que se lascaram corruptos, ministros e altos servidores do governo nos últimos tempos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ZÉ DIRCEU NO ''FÓRUM''

Como estamos num país democrático e o Estadão sempre lutou pela nossa democracia, nada mais justo do que dar espaço a Zé Dirceu para se defender de prováveis acusações de jornalistas ou revistas. Mas isso não quer dizer que nós, leitores, devemos ler, engolir e calar. Para começar, se esse indivíduo fosse a fina flor da honestidade e lisura, até pode ser que ele estaria apenas recebendo amigos do seu partido em seu quarto de hotel. No entanto ele não é e ele sabe disso, tenta apenas disfarçar para sua plateia ler. Porque quem descaradamente tentou dar um golpe comprando políticos e roubando dinheiro público para nos amordaçar, não é irônico ter espaço nesse grande jornal? Isso eu chamo democracia, não essa conversa mole de invasão de privacidade, de plantar coisas no seu quarto de hotel, etc., etc. Já virou neurose, viu? Porque hoje no Brasil, investigar apenas a mídia o faz, já que o PT tomou os Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, sindicatos e classe estudantil como "capachos bem remunerados" para se perpetuar no poder. E cá entre nós: receber deputados, senadores e até ministros em quarto de hotel é suspeito, sim, porque amigos mesmo sempre se reúnem no lobby do hotel ou em bons restaurantes regados a bons e caríssimos vinhos como Zé Dirceu sempre o faz quando realmente é encontro de amigos! Vá choramingar outra!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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O CHEFÃO

Li a manifestação do sr. José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil) atacando a "ilibada" jornalista Dora Kramer, mas, se fosse o Brasil um país de gente descente, com certeza o missivista não estaria recebendo "companheiros" num hotel, mas em algum presídio, pois segundo conclusão do procurador-geral da República (há mais de quatro anos), esse senhor chefiava uma "sofisticada quadrilha". Mas como aqui tudo é permitido, a melhor tática de defesa é o ataque, coisa bem peculiar no meio petista.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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BRASILEIRÃO

Dora Kramer 10 x 0 Zé Dirceu. Veja 10 x 0 Zé Dirceu. Segue a goleada...

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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O POTE DÁ MOTIVO

Se o sr. José Dirceu sentiu-se prejudicado pela revista Veja, que a processe. O que ele cita na carta a Dora Kramer, com certeza ele já viu ocorrer bem próximo dele, afinal não se faz dossiês sem ter experiência, e nisso o seu partido, o PT, é expert. Isso, sim, são práticas execráveis e da era de ditaduras. Se o repórter excedeu, que também responda, e olha que ele não instalou nenhuma escuta, já imaginou? Seria muito elucidativo o sr. explicar o motivo de ter de colocar ex-ministro da Casa Civil após seu nome.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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TUDO MUITO ESTRANHO

Só leio a Veja quando a mesma faz revelações bombásticas, que, se não a fossem, caberiam processos por difamação e injúria, coisas que não acontecem. Logo, pelas minhas conclusões, são fatos verdadeiros comprovados por filmagem e até alguns depoimentos dos envolvidos que ora confirmavam alegando tratar-se de amizades, ora negavam justificando que nem se lembravam quando tal encontro tinha ocorrido. Bem, para finalizar: quem não deve não teme; então porque fazer encontros num hotel se o palácio está cheio de salas de reunião, parece, sim, conspiração. O missivista rodrigoc@entrelinhas.net, assinando como José Dirceu ainda se diz governista; não seria melhor colocar ex- ministro da casa civil. Muito estranho tudo isso.

Gilmar Henrique dos Passos gil_passos@terra.com.br

São Paulo

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CREDIBILIDADE

Enquanto Dora Kramer é uma grande jornalista e tem dado mostras de seu profundo comprometimento com os valores democráticos, José Dirceu tem demonstrado a mais indecorosa falta de escrúpulos nas suas atividades políticas. O executor do mensalão, ainda não se conscientizou de que perdeu qualquer autoridade, que tudo que disser deve ser mentira e que está sendo processado pelo STF por suas atividades marginais ao Estado de Direito! A grande diferença entre Dora Kramer e José Dirceu reside na credibilidade!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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KRAMER E DIRCEU

Absolutamente patético o senhor José Dirceu repreender Dora Kramer alegando que por lei tem direito de fazer lambanças e futricas. Dora Kramer é indiscutivelmente a melhor e mais consistente comentarista política do Brasil. José Dirceu, chutado por Lula e cassado por seus coleguinhas, não passa de um agitador que quer por força cubanizar o Brasil, mesmo sabendo que Cuba fracassou solenemente. Todos os cubanos saudáveis e letrados, mas doidos para fugir para Miami.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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LAMÚRIAS DE DIRCEU

Veja! Zé Dirceu pegou a fila do Fórum para clamar à Kramer, interessante!

Mara Fonseca Chiarelli mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi Guaçu

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ALÉM DE MUDA, CEGA?

Dirceu, não use este Fórum como se fosse sua lata de lixo. Para quem, junto com os seus, transformou a política brasileira em esgoto, querer vir falar grosso sobre a atuação da imprensa no Brasil é cinismo demasiado e fazer ilação (você adora esta palavra) de que a Veja iria plantar em sua suíte (que nem é por você paga) documentos que não eram seus... Dirceu, você mensura os jornalistas da Veja com a fita métrica dos seus heróis stalinistas. Pior seria se a Veja quisesse entrar em sua suíte para surrupiar pertences seus... como era comum aos seus camaradas fazer nos "aros dourados" do terrorismo. E Dora Kramer não fecha os olhos a nada, Dora Kramer os mantém é muito abertos, apesar da mordaça que os seus colocaram no Estadão. Agora quer você que a imprensa, além de muda, fique cega? Bem fez aquele que lhe deu uma bengalada histórica na cabeça...

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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DE NOVO O CONTROLE DA MÍDIA

E os sequazes petistas da censura à imprensa voltaram...Assim que a (nefasta) influência exercida por José Dirceu - o "chefe de quadrilha", de acordo com a Procuradoria-Geral da República - junto a membros do primeiro escalão do governo foi finalmente desvendada e caiu no conhecimento do grande público, graúdos do PT acabaram se lembrando que esse negócio de democracia não é algo que faz parte do seu ideário básico de sociedade. O núcleo do partido tirará da gaveta a proposta de "controle da mídia", a fim de intimidar os veículos de comunicação que ainda não se entregaram ao adesismo chapa-branca em troca de polpudas verbas publicitárias oriundas de empresas estatais. O tempo passa, passa, e o PT não aprende...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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ZÉ DIRCEU E ''VEJA''

O ex-deputado (cassado) envia uma nota para este Fórum, empregando o e-mail de outra pessoa e ainda se assina como "ex- ministro"! E emprega a tática petista mais do que conhecida de desviar o foco do tema: quer fazer crer que a revista Veja cometeu um crime. Ora, se assim é, por que ele não a processa? É dessa forma que devem funcionar as coisas em uma democracia: se a imprensa exorbita e fere princípios, deve ser processada e punida por isso. Mas a afirmativa final que o "cidadão" Zé Dirceu faz é apenas uma tentativa de mascarar a principal questão. Qualquer cidadão brasileiro tem legitimidade de receber amigos e companheiros que ocupem ou não cargos públicos. Mas Zé Dirceu é um lobista! Defende interesses financeiros de empresas e empresários. E se encontra às escondidas com agentes públicos de áreas de interesse das empresas que representa. Se sua ação fosse lícita, legítima, por que se esconder? Por que empregar quartos de hotel que ele não paga? Por que não se registrar com seu nome verdadeiro? Por que tanta energia gasta em tentar mostrar que não há nada errado? É claro que enquanto ele fica, agora, se expondo, ajuda a afastar as perguntas dos outros personagens dessa história: ministro, presidente de estatal e deputados. Esses não podem ser esquecidos e cobrados. Ninguém será demitido? Mais uma vez, o Zé se expõe para permitir a ação de outros...

Isidoro Leite isleite@ig.com.br

São Paulo

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JOSÉ DIRCEU

Estivéssemos num país cujas leis são cumpridas, este cidadão já teria sido capa de Veja, há tempos, ao ser preso por "chefiar uma quadrilha de vigaristas". Muito menos o leríamos ocupando o preciso espaço deste Fórum.

Guto Pacheco daniguto@uol.com.br

São Paulo

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JOSÉ DIRCEU E KADAFI

O PT, em seu 4º. Congresso Nacional, que começa nesta semana, com o apoio do ex-presidente Lula, fará um desagravo ao ex-ministro José Dirceu, em decorrência da reportagem da revista Veja que acusa o suposto artífice do "mensalão" de ter urdido a queda do ex-ministro Antonio Palocci e de ter montado um gabinete conspiratório clandestino num luxuoso quarto de hotel em Brasília, que teria sido invadido por um repórter do semanário. Aproveitando o contexto, o PT deveria fazer também um desagravo ao ex-presidente líbio Muamar Kadafi, tratado por Lula, seu presidente de honra, como "amigo e irmão", tendo em vista a queda do seu sanguinolento regime, simbolizada pela invasão, pelos combatentes rebeldes, do luxuoso complexo de Bab al-Aziziya, que abrigava o ditador e seus familiares, antes da vexatória fuga deles por túneis clandestinos. Que o PT, por uma questão de coerência, repudie as duas invasões, num duplo desagravo.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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EVASIVO E ACUSATIVO

Li ontem no Fórum a resposta do ilustre diretor do PT sobre matérias publicadas sobre ele na revista Veja e no Estadão. Zé, o poderoso chefão, está nos bastidores fazendo política, a política que conhecemos e que o PT faz, e não gostou do que a revista e os jornais descobriram. Ele, que já sumiu uma vez, se refugiou no Paraná trocando de nome, está indiciado como o mentor das falcatruas que praticou como ministro de Lula, como o mensalão e outras, não pode dizer que o jornalismo praticado por Veja e Estadão é criminoso. Quem está sendo indiciado por crime é ele, o Zézinho, e tanto a revista quanto a mídia correta têm ajudado muito os brasileiros a conhecerem bem a podridão dos governos lulopetistas do qual ele sempre participou, mesmo tendo sido obrigado a deixar o cargo de ministro da Casa Civil. Sua resposta, evasiva e acusativa, publicada pelo jornal, nem deve ser considerada. Que o jornalismo investigativo continue nesses sérios veículos brasileiros - é o que as pessoas de bem deste país desejam.

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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ESPERAMOS A VERDADE

O que é isso, Jose Dirceu escrevendo aos "mortais", porém usando ladinamente de um endereço de email que não o próprio, mas sim o de algum assessor?! Típico da criatura! Quanto ao conteúdo da carta, vou me ater apenas à verdade mais fática, pública e notória, a de que o "cidadão" José Dirceu é a rigor, apenas "meio-cidadão", ou se preferirem, um cidadão pela metade uma vez que, julgado a luz da democracia, tem até agora os seus direitos políticos suspensos pelo Congresso desta nação, pois foi tido como ''líder de uma sofisticada organização criminosa'' (tese vitoriosa no plenário vinda do procurador-geral da República) coisa que é incompatível com o cargo e a moralidade que se espera de um ministro da República. De resto, com ou sem reportagem de revista, é a sua história nem um pouco recomendável assim como a sua devoção tanto a ditadores de esquerda longevos quanto às suas relações obscuras com mega-empresários que só fazem explorar a esta nação buscando o lucro fácil pela via de sua nefanda influência junto do governo lulo-dilmônico na forma de estranhos e bilionários contratos, que faz a prova do que é ou não sua pessoa. Ora, ''Zé'', deixe de escrever aos "pobres" e vá dar os seus telefonemas, vá, afinal, como o sr. mesmo declarou uma vez, "quando eu dou um telefonema, eu dou um telefonema!". Oxalá chegue o dia em que quando do outro lado da linha um alguém qualquer se recusar a atendê-lo, aí, sim, estaremos finalmente no tardio, porém bom caminho moral que nós, cidadãos por inteiro, cidadãos de verdade, esperamos deste Brasil!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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PATRULHADOS

Zé Dirceu pode receber quem quiser, desde que não seja escondido. Gente do governo é suspeito, pois como ele mesmo se intitula é ex- ministro da Casa Civil e deve lembrar-se a todo momento porque é ex. Quem o procura está interessado em informações que só ele sabe. E como sabe... Como um cidadão que tem legitimidade, deveria se expor e colocar seu e-mail pessoal como fazem os cidadãos comuns. Os leitores e cidadãos que escrevem aos jornais também estão cansados de ser patrulhados pelo partido que um dia se disse da ética e da transparência e que hoje no poder quer calar a imprensa e a voz daqueles que não bebem da mesma água que o PT. Os cidadãos pagadores de escorchantes impostos nesse país têm legitimidade suficiente para cobrar dos governos seriedade com o uso do dinheiro público e deveriam também ter direito de ver suas cartas publicadas não fosse a pressão que sofrem os meios de comunicação. Que democracia é essa que só funciona de um lado?

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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