Cartas - 03/01/2011

GOVERNO DILMA

, O Estado de S.Paulo

03 Janeiro 2011 | 00h00

Para todos os brasileiros

O poder muda as pessoas. A responsabilidade, a vaidade e os lisonjeadores de plantão permanente são as causas mais comuns que modificam o caráter de um governante. Passados os primeiros momentos de justificável euforia da posse, espero que a vaidade seja fugaz e que a presidente Dilma Rousseff, imune às más influências, se revele uma extraordinária dirigente a serviço de todos os brasileiros.

ORIOWALDO DIAS DE LIMA

muvi@terra.com.br

Santos

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Sensibilidade feminina

"Presidenta" Dilma, muito embora eu não tenha votado na senhora, nem mesmo tenha simpatia por seu partido, espero que, pela sua sensibilidade feminina, não permita os descaminhos, os malfeitos, a corrupção e tantas outras mazelas herdadas do governo do ex-presidente Lula. E que, realmente, o seu governo, conforme o seu discurso de posse, esteja voltado para todos os brasileiros e brasileiras. Não nos decepcione com o ineditismo de termos a primeira presidente eleita no Brasil. Boa sorte.

HÉLIO JOSÉ CURY

heliocury@datasesmt.com.br

São Paulo

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Boas surpresas

Não sou simpatizante de nenhum partido político em especial, muito menos do PT. Não aspiro a nada do governo federal. Tampouco votei em Dilma. Todavia algo me diz que a nossa "presidenta" nos vai surpreender, no bom sentido, mais para a frente. Vamos aguardar para ver.

EURICO BUZAGLO

eurico_buzaglo@uol.com.br

São Paulo

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Imprensa livre

"Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras", reiterou Dilma Rousseff na posse. Não sou e nunca fui petista. Que a presidente honre as suas palavras e, com o prestígio do cargo, promova a retirada da mordaça imposta ao Estadão há 521 dias.

ASCIUDEME JOUBERT

asciudeme@ig.com.br

São Paulo

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DIREITO DE FAMÍLIA

"Monstrengo jurídico"

Importante alerta trouxe o Estado no editorial Monstrengo jurídico (26/12, A3). A leitura do texto do Projeto de Lei n.º 764/07, no site da Câmara dos Deputados, revela outros demonstrativos da pouco responsável aprovação legislativa. Por exemplo, o artigo 264 do projeto revoga imprescindíveis dispositivos do Código de Processo Civil que nada dizem respeito ao direito de família; idem os artigos 741 a 743, sobre embargos à execução contra a Fazenda Pública; e os artigos 736 a 739 e 745, que não se restringem à execução de dívida alimentar. Dentre outros indicativos da pouca reflexão dos eminentes deputados, observamos: deixar sem previsão legal a idade mínima para adotar (artigo 74); inventar "regime semiaberto" (na prática, liberdade) para devedor de alimentos, embora a Constituição federal admita prisão para amenizar a fome de crianças, enquanto todos sabem que irresponsáveis devedores de alimentos só pagam no corredor do cárcere. Se buscam algo próximo da perfeição, não poderia haver pressa. Aliás, por que revogar e em muito repetir todo o Livro IV, Direito de Família, do recente Código Civil, de 2002? É certo que esse projeto também tem pontos positivos. Apenas não podemos ficar apáticos ao modo pouco responsável como está sendo permitida tamanha reviravolta em questões importantíssimas, recentemente disciplinadas por outras leis. Como o projeto segue para o Senado, esperamos que o alerta do Estado sirva para os eminentes senadores agirem com mais cautela do que alguns afoitos deputados e quem os tenha influenciado.

IBRAHIM FLEURY DE C. MADEIRA FILHO, juiz de Direito - 3ª Vara Cível de Araxá

ifleurymadeira@terra.com.br

Araxá (MG)

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ESCLARECIMENTO

Opportunity

Em relação à reportagem Nova lei facilita bloqueio de bens de Dantas nos EUA (30/12, A8), é preciso esclarecer: 1) A reportagem do Estado não procurou o Opportunity para esclarecer os fatos. 2) Os fundos de investimentos administrados pelo Opportunity têm atuação similar à de centenas de fundos de investimentos no exterior, geridos por instituições como, por exemplo, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Votorantim. Todos podem atuar livres da perseguição de agentes do Estado que disfarçam atuação ilegal e motivação suspeita sob a capa de investigação policial. 3) A perseguição à atividade legítima de um fundo de investimento prejudica a imagem da economia brasileira e, portanto, não faz nenhum sentido ser comemorada, pois põe em risco importantes instrumentos de captação do mercado, tudo em nome de querer justificar operações policiais que hoje todos sabem ser ilegais. 4) O Opportunity foi alvo de duas ações policiais ao longo dos últimos anos. A primeira, a chamada Operação Chacal, foi deflagrada em 2004. Dela derivou a Operação Satiagraha, em 2008. Ambas foram marcadas por ilegalidades, acusações falsas, provas forjadas, abuso de poder, uso ostensivo da imprensa, vazamento de informações e emprego da força policial em favor de interesses privados. 5) Em julho de 2008, em reunião da cúpula da Polícia Federal, o então delegado Protógenes Queiroz admitiu que fora preciso criar uma "ação controlada", uma vez que por crimes financeiros Daniel Dantas jamais seria condenado. 6) Provas de ilicitudes da Satiagraha foram descobertas nos últimos meses e ainda se aguarda a revelação de mais evidências quanto ao envolvimento de pessoas responsáveis por tais perseguições. 7) Antes de buscarem qualquer eventual constrição a patrimônio no exterior, as autoridades brasileiras precisam ser fiéis aos fatos. Sem esquecer que meras especulações sobre titularidade de bens não podem atingir empresas ou instituições financeiras do Brasil e do exterior, nem podem violar direitos de terceiros que nada têm que ver com os litígios no nosso país. 8) Protógenes Queiroz, responsável pela Satiagraha, foi recentemente condenado em razão de fraude processual e de violação ao sigilo do caso. E mais, o juiz criminal e o procurador da República foram questionados por ausência de equilíbrio na condução dessa investigação criminal. 9) Há ainda uma investigação criminal em Milão (Itália) que demonstra a conexão entre empresas privadas, jornalistas e autoridades públicas voltada para prejudicar os interesses do Opportunity por meio de operações policiais encomendadas.

ELISABEL BENOZATTI, Assessoria de Comunicação

benozatti@opportunity.com.br

Rio de Janeiro

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"Muito bom o discurso da "presidenta". Se cumprir metade do que prometeu, será a melhor de todos os mandatários brasileiros"

SILVIO NATAL / SÃO PAULO, SOBRE A POSSE DE DILMA

silvionatal49@yahoo.com.br

"A histórica posse de Dilma foi magnífica. Será que a realidade do Brasil vai acompanhar os seus desejos e propostas? Oxalá!"

SILVANO CORRÊA / SÃO PAULO, IDEM

scorrea@uol.com.br

"Nunca vi tantos corruptos alegres ao mesmo tempo"

NÉLIO ALVES GOMES / CURITIBA, IDEM

raytomonelio@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Itália deve ir à Corte de Haia por Battisti

O país já teria pedido à presidente Dilma que reconsidere a posição de Lula e extradite o condenado

"Não deu para entender a decisão do ex-presidente Lula. De que serve esse homem para nós?"

CLAUDEMIR DE GRECCI

"A AGU conseguiu transformar as relações Brasil/Itália em um verdadeiro angu de caroço."

FRANCISCO FELIZ

"Seria um absurdo admitir que a Corte anule qualquer decisão que seja do governo brasileiro."

LUCE MARONBA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

DILMA E MINAS GERAIS

A presidenta Dilma tomou posse dia 1.º de janeiro e toda a Nação espera que ela faça um bom governo e corresponda às expectativas de tornar o Brasil mais justo, moderno, democrático e forte na conjuntura mundial.

Ao comunicar a formação de seu Ministério houve uma frustração muito grande de parcela dos mineiros. São 37 ministérios e Minas Gerais tem apenas um representante: o ex-prefeito Fernando Pimentel. Minas Gerais é a segunda economia do País, a segunda maior população e com indiscutível importância política e histórica, tendo legado ao Brasil muitos outros personagens na política, nas letras, na ciência, tais como Santos Dumont, Juscelino Kubitschek, Tancredo Neves, Pedro Lessa, Teófilo Otoni, Carlos Chagas, Carlos Drummond de Andrade, Edmundo Lins, Camilo Nogueira da Gama, Milton Campos, Santiago Dantas e muitos outros que passaríamos dias e mais dias enumerando. Muitos outros Estados que não têm a representatividade de Minas foram mais aquinhoados na formação do Ministério. Todos nós, mineiros, esperamos que a presidenta Dilma, que é mineira e foi amplamente majoritária no nosso Estado, recebendo aqui expressiva votação, não se esqueça de sua terra natal. Acreditamos que a falta de articulação política, muitas vezes as divergências pessoais e a falta de espírito público tenham contribuído para o esquecimento do nosso Estado.

Marcos Tito, marcostito@pop.com.br

Belo Horizonte

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DISCURSO DE POSSE

O discurso de posse de Dilma Rousseff foi emocionante Principalmente quando ela afirmou que vai governar sem apadrinhamento... E eu pergunto: tirar José Carlos Temporão do Ministério da Saúde e deixar Edison Lobão no Ministério das Minas e Energia, isso não é apadrinhamento? Obs: Estou escrevendo este texto porque ela nos garantiu o direito de expressão!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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AOS MESTRES, COM CARINHO

Gostei dos discursos da presidente Dilma na posse, mas o que mais me gratificou em suas falas foi a sua preocupação com os professores. Um grande país precisa valorizar seus professores, para termos bons alunos, bem formados, para garantir um futuro sempre melhor ao nosso Brasil.

Fernanda Sforcin arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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ESPERANÇA

Na posse solene, longa e festiva da presidente Dilma, em seu discurso de mais de 40 minutos ela transmitiu todos os sonhos que pretende realizar para o bem do povo brasileiros. Que todos os seus sonhos se tornem realidade, para felicidade geral da Nação, são os votos dos seus concidadãos. A esperança é a última que morre!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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MESSIANISMO

Em épocas referenciais em política, vale lembrar as palavras de John Caputo, em 1997:

"O que vem a ser messianismo democrático? As democracias existentes são profundamente não democráticas. Elas estão corrompidas, entre outras coisas, pelo dinheiro que de maneira crassa compra votos, pelas contribuições de corporações aos políticos e seus partidos que liberam tais corporações para sujarem o ar e a água com substâncias carcinogênicas, para encorajarem o fumo entre os jovens e os mais pobres, pela covardia dos políticos que em nada acreditam e mudam de opinião a cada nova votação, que se perpetuam em promessas demagógicas, que apelam para os piores e mais baixos instintos da massa."

Carlos José Benatti, cjbenatti@globo.com

São Paulo

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COMEÇOU MAL

Nós vimos dona Erenice ''6%'' na posse de Dilma? Vimos, sim! É, Dilma começou mal!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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DÉJÀ-VU

Todo esse circo e lágrimas da posse me deram um calafrio. Fazem-me lembrar março 1938 em Viena.

Helga Szmuk helgasz@uol.com.br

Florianópolis

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A GRANDE AUSENTE

A Bandeira brasileira desapareceu. Na posse da nova presidente, só um mar de bandeiras vermelhas tremulando nas mãos do povo. No parlatório, nenhuma Bandeira do Brasil. O Brasil nação, o Brasil de todos os brasileiros desapareceu. Estou triste.

Lenke Peres

Cotia

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BANDEIRA DO BRASIL

Na cerimônia de posse da presidente Dilma, no plenário da Câmara dos Deputados, transmitida pela Globo, via-se um "telão" exibindo uma bandeira que deveria ser a do Brasil. Mas era grosseiramente diferente do padrão oficial. O círculo azul quase tocava o contorno do losango amarelo. Um vexame essa Câmara exibir tal imagem, embora coerente com a leviandade com que temas importantes são por lá tratados.

Mario Helvio Miotto mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

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VIVA O BRASIL

Sra. Dilma Roussef, a senhora agora é, de fato e de direito, a presidenta do Brasil, eleita pela vontade popular. Torço, como brasileiro democrata e de oposição consciente, para que a senhora tenha toda a grandeza de caráter, a dignidade e vocação não totalitária e personalista, e governe para o Brasil, para os brasileiros, independentemente da origem, do sotaque, sem revanchismo, deixando de lado as diferenças manifestadas em campanha eleitoral, e que transforme o gigante pela própria natureza, deitado eternamente em berço esplêndido, na nação que assuma de vez o papel que merece perante o mundo. Que seu nome passe à História como aquela que impulsionou o desenvolvimento, promoveu a redução das desigualdades e tornou esta abençoada terra brasileira o lugar onde todos gostarão de viver, com orgulho e amor. Boa sorte nesta jornada que ora se inicia.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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SALVE

Presidenta Dilma, "salve lindo pendão da esperança, salve o símbolo augusto da paz''. Se não puder salvar o País da interferência corrupta e das injustiças sociais, salve a nossa nação da pobreza, com uma boa saúde, uma boa e forte segurança, e do desemprego que assola a dignidade que ainda falta a alguns cidadãos.

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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SEM LUZ

Enquanto a administração deste país estiver na mão de administradores com o bojo moral dos que acabaram de tomar posse, não há sequer luz no fim do túnel.

Começando pela Presidência. Este é o entendimento deste cidadão.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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NOVO(?) GOVERNO

É difícil entender como os lúcidos integrantes do grupo dos 13% que desaprovam Lula possam ter esperanças de bom novo governo, haja vista a biografia da presidente, a forma antidemocrática como foi escolhida e a definição do Ministério. Parece que mais gente passou a acreditar em conto do vigário.

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

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CADERNO ESPECIAL

Parabéns, pelo caderno de sucessão presidencial, que representa com muita clareza a posição

de um ex-jornal tradicional e independente, que infelizmente se transformou num simples

panfleto de um partido político, jogando fora, talvez por algum interesse, o melhor de seu

conteúdo, que é a credibilidade. Lamentável.

Vital Ferreira dulceevital@superig.com.br

Santos

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COMO SE FAZ POLÍTICA

O Estadão, contrariamente a algumas críticas superficiais, deu-nos verdadeiras aulas de política nos últimos tempos. Primeiro, ao apoiar corajosamente a candidatura de oposição.

Segundo, ao demonstrar que, neste momento, o importante é fornecer apoio crítico à presidente, cujas características pessoais indicam uma governança apartada dos piores vícios de seu antecessor. Assim como esperamos dos governantes condutas de estadista, a imprensa e a opinião pública devem mover-se de acordo com os superiores interesses nacionais, e não ao embalo de ressentimentos e de espírito emulativo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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APOSENTADOS

Como será a entrada de Dilma, com R$ 30 para os aposentados?

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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MULHER DRAGÃO

Chego a estar feliz por saber que não mais verei (assim espero!), DIARIAMENTE na TV, o Lula colocando incenso para si mesmo.

Ele fez um bom governo, só isso, mas acreditaram, ou pior, ele acreditou que foi nosso Messias.

Águas passadas.

Torço muito pela Dilma.

Sempre gostei dela quando era ministra. Adorava seu jeito de bater a porta na cara de quem era inconveniente. Mas na campanha se mostrou outra mulher. Detestei a "candidata". Tudo bem que também detestei o meu candidato, José Serra. Ele é muito melhor do que se mostrou.

Águas passadas.

Acredito que a Dilma vá agora voltar a ser a mulher dragão. Se o fizer, voltarei a ser sua admiradora. Sou uma das pessoas (que as estatísticas estão mostrando) que acreditam que fará um bom governo.

Boa sorte, presidente Dilma!

Agora faço parte de sua torcida!

Rozina Rodrigues rozina@uol.com.br

São Paulo

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PÃO E CIRCO

Esperemos que no governo Dilma Roussef haja mais pão do que circo, apesar das estatísticas demonstrarem, pela aprovação do folclórico governo Lula, que o povo aprova igualmente o pão e o circo.

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

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PMDB A POSTOS

O governo de Dilma Rousseff vai ser uma continuidade do governo de Lula. Se não der certo, os peemedebistas estarão prontos para assumir o País, e isso vai ser muito bom para o Brasil.

Luiz Fernando Marques lufema88@netpar.com.br

Colombo (PR)

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MENOS DECIBÉIS

Ufa! Não foi fácil suportar o Lula como presidente. Suas falas diárias e de improviso geraram altos ruídos de falta de elegância institucional, incomodando o nosso meio ambiente.

Creio que, com a posse de Dilma vamos ter uma presidente mais vocacionada ao trabalho, priorizando cumprir promessas de campanha, do que se lambuzar pelos microfones da nossa mídia, sem acrescentar nada de útil, como esperta e demagogicamente fez o Lula durante oito anos no Planalto.

O ex-presidente foi tão convincente ao embromar e com insistência que o mensalão, os dossiês ilícitos e outras barbaridades produzidas em seu governo não existiram que virou verdade para 87% dos eleitores, que lhe conferiram essa popularidade em fim de mandato.

Espero que com a Dilma os ruídos produzidos na sua gestão sejam das boas ideias e que, discutidas com celeridade, beneficiem o País!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PAPAGAIO DE PIRATA

O ex-presidente Lula, que não perde a oportunidade de aparecer, até que conseguiu ser "meio discreto" na posse da companheira Dilma.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PUDÊ

Lula, durante sua gestão de oito anos, gastou três anos do seu tempo viajando. Baseado em dados médicos, o ser humano deve disponibilizar um terço do seu dia para descansar e dormir, esse período somaria praticamente mais três anos. Concluindo, ele trabalhou provavelmente dois anos durante seu mandato todo. Deduzimos, então, que descobrimos por que ele afirmou ser ''bom'' e ''gostoso'' ser presidente no Brasil, que sentirá saudades e lamenta não poder levar o Aerolula'' com ele.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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FINALMENTE DESCEU A RAMPA

Democraticamente, finalmente o ''cara'' desceu a rampa, depois de oito anos em que suas ideias não funcionaram e terminaram com o mensalão. Depois disso foi um deus-nos-acuda, aboletou-se das ideias, iniciativas, dos slogans e das obras dos outros sem dar crédito a ninguém. Em tudo mais que poderia ser popular, despejou dinheiro publico a fundo perdido para todos os lados. O final, então, foi degradante, numa demonstração clara de que não estava preparado para conviver com bajuladores sem ir para as nuvens. Numa tentativa de ser herói, até a música do nosso saudoso Senna foi subtraída. Adeus, sr.Lula, que Deus o acompanhe e nos livre de você para sempre.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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PERDEU A TETA

Chora, Lullinha, chora, a mamata acabou, quem sabe você cai na real. Dillma, corte as asas delle senão...

PS: Governador Alckmin, caso o senhor pense em presidente, comece logo, acabando com esses malditos pedágios no Estado de São Paulo, não aguentamos mais esses roubos.

Lauro José De Oliveira Leite oliveiraleite2008@hotmail.com

Ourinhos

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A ALEGRIA DO ADEUS

Melhor que se vangloriar pelas desventuras dos países "amigos" é a alegria maior do adeus. Depois de oito anos de disparates, bazófias, soberba, mentiras, holofotes e propaganda enganosa, finalmente uma grande parte dos brasileiros se livra dessa figura incômoda, inconveniente e megalomaníaca de Lula, quando poderíamos relembrar e cantar em coro a velha modinha de carnaval: "Vai, vai mesmo, eu não quero você mais, nunca mais, põe a mão no consciência..." Portanto, emudeçam as trombetas, cessem as fanfarras, desliguem os holofotes e que os jornais se ocupem agora, somente, com a nova estrela vermelha do PT para que, pelo menos, virem o disco para não obrigar o povo a continuar ouvindo sempre a mesma ladainha enfadonha. Lula, do alto de sua arrogância, pretende entrar para a História, mas diante de sua saída triunfal humilhante sobre o novo salário mínimo e o caso Cesare Battisti, poderá, sim, entrar para a "história do folclore político" - simplesmente e apenas isso! É o que concluirão, no futuro, os historiadores e pesquisadores sobre esse ídolo de barro, mal esculpido e mal encarnado - para não usar o vulgo popular tão ao sabor de Lula.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis, RJ

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CHUTANDO O BALDE NA SAÍDA

Quem tem uma boca assim não precisa de ''viquiliquis''.

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com

São Paulo

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MENTE RETRÓGRADA

E por que seria diferente em seu último dia de governo? Em matéria de relações internacionais, o governo Lula foi um desastre, uma sucessão de erros cometidos pelo subserviente, títere ministro Celso Amorin, que ao final de seu período teve ainda de aguentar mais essa humilhação de ler a nota do governo em que nega a extradição de Cesare Battisti. Amorin, durante todo o governo, teve de aceitar a sombra de Marco Aurélio Garcia, uma espécie de Rasputin caipira que de fato mandava e desmandava no Itamaraty, dando orientações absurdas ao presidente Lula na condução errada da política externa brasileira. Não poderia ser diferente que ao final desse governo Lula fechasse com ''chave de ouro'' esse período negro nas relações internacionais em que gafes, deboches e gozações marcaram o contato com os governos estrangeiros.

Já no começo da semana, a ''pérola'' de Lula seria dizer que ''era muito gostoso terminar o governo vendo os Estados Unidos e a Europa em crise...!'' Só uma mente retrógrada, ignorante e incapaz de avaliar a situação histórica do mundo poderia falar tamanha imbecilidade! Lula deve desconhecer que os Estados Unidos e a Europa formam os maiores parceiros econômicos do Brasil. Talvez o ex-presidente não tenha lido, aliás, hábito que ele declaradamente não pratica, e diz uma asneira enorme. Naturalmente, Lula não deve entender que um país em crise contamina, leva essa sua crise para outros, mesmo que aparentemente incólumes, como é caso. Será que países estando em crise investem? Compram? Vendem? Será que Lula imagina ampliar os mercados vendendo para Bolívia, Cuba, Haiti e republiquetas africanas?

Sobre Battisti, Lula alcançou os limites toleráveis do desrespeito às leis internacionais de que o Brasil é signatário, oficializando a máxima perante o mundo de que, de fato, o Brasil não é um país sério e que sempre serviu de abrigo, aqui acolhendo todo tipo de bandido, traficante, mafioso. Desde que Ronald Biggs assaltou o trem pagador e fugiu para o Brasil, sendo aqui recebido e tratado como herói. Desde que Hollywood sempre explorou as cenas de bandidos ao final fugindo para o Brasil, essa triste e incômoda imagem persegue nosso país, e Lula só fez dar força a isso ao negar a extradição solicitada pelo governo italiano, mantendo aqui esse assassino pérfido, esse terrorista frio, sanguinário. Violou Lula até mesmo a disposição do Supremo Tribunal Federal que determinou, ainda em 2009, que esse terrorista fosse devolvido à Itália para lá cumprir sua pena.

Mas para quem passou oito anos desconhecendo os crimes, fechando os olhos aos inúmeros escândalos perpetrados debaixo de sua barba, Lula não mostrou nenhuma novidade ao dar abrigo a uma fugitivo da lei e que aqui certamente logo receberá um crachá com uma estrelinha vermelha e será chamado de ''cumpanhêro'', pois, mesmo com todas as provas inequívocas, Lula insiste que o ''mensalão'' foi uma farsa, que José Dirceu foi injustiçado. Para quem, por estupidez, até já declarou e reconheceu a ''santidade'' de Judas Iscariotes, Lula não surpreende ao deixar para o último dia de seu governo esse gesto covarde, desrespeitoso para com a Itália e seu povo, e por violar acordos e tratados internacionais. A credibilidade do Brasil está na lama, nos envergonhando, nos humilhando. Desde Rui Barbosa até o Barão do Rio Branco, esse foi um dia negro para o Itamaraty. Em Roma, os italianos, decepcionados, dizem nas ruas que Battisti não poderia ter escolhido melhor lugar para se esconder. Uma vergonha!

Iranilson Alves da Silva iranilson.iranilson@bol.com.br

Araçatuba

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FIM DO GOVERNO FHC

Com a saída do Lula e a entrada da desconhecida Dilma, estamos encerrando os 16 anos de governo FHC. Sim, 16 anos, pois os oito anos de Lula na figura de presidente foram mera continuidade da política econômica de FHC e do Plano Real, que tanto o PT foi contra. Quero aqui deixar registrado meu agradecimento ao presidente Fernando Henrique Cardoso pelos 16 anos de estabilidade econômica e pela criação do plano que colocou o Brasil como uma das principais nações do mundo. Obrigado também a Henrique Meirelles, pela administração profissional à frente do Banco Central. Esperamos agora que o governo Dilma, com seus ministros, possa melhorar ainda mais o que FHC nos deixou e acabe de vez com o excesso de Ministérios, com o analfabetismo, com o tráfico de crianças para prostituição no Pará, e transforme o crescimento da economia em empregos, educação e saúde, e não apenas em prêmio de loteria para petistas e amigos. Obrigado, FHC, e obrigado, Lula, por ter apenas feito turismo nos oito anos que representou ser o presidente do País.

Luiz Claudio Zabatiero zabasim@ig.com.br

São Paulo

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GOVERNO LULA

Mesmo não tendo sido o criador da estabilidade monetária, Lula teve o mérito de acatar sua equipe econômica altamente competente.

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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MOEDA

Seguindo o obscuro raciocínio da Petrobrás de rebatizar como Lula o campo de petróleo de Tupi, sugiro que os brasileiros passem a chamar a nossa moeda de Fernando Henrique Cardoso ou, quem sabe, talvez, apenas FHC. Justiça seja feita!

Artur Holender tuco18@gmail.com

São Paulo

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BATTISTI

A pergunta que não quer calar: a quem interessa a permanencia de Battisti no Brasil?Em que setor da organização ele vai ser aproveitado?

Rubens Sousa Pinto Filho rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

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O ÚLTIMO ATO

Como último ato do seu governo, o presidente Lula decidiu negar a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. Eu não sei que doença foi essa que tomou conta do Brasil e que enfraqueceu os Poderes, amarelou a imprensa, desmoralizou os políticos, envileceu a Justiça, afrouxou os militares e entorpeceu a população. Eu só sei que seguimos um rumo muito incerto. O presidente que saiu, em seu último ato, concedeu asilo a um terrorista condenado à prisão perpétua noutro país, com a alegação de que não quer vê-lo sofrer perseguições no seu país. Enquanto a presidente que entra tem um passado de guerrilheira, já usou nomes falsos e espalhou medo à população, o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, falando em nome do seu povo, disse que espera que ''a nova presidente possa rever a decisão do seu antecessor e se alinhe à sentença do Supremo Tribunal Federal''. Só que o ministro italiano está desinformado, pois a nova presidente já declarou que seu governo será de continuidade e que os passos do seu antecessor. O Brasil é um país que tem tudo para ser uma grande potência, mas já sofreu um atraso no seu crescimento por conta desse governo sem rumo e sem futuro. No momento só estamos iniciando uma nova era de incertezas com uma nova presidente que já declarou que não vai mudar o governo do outro. Mas o que já preocupa é qual será o último ato deste novo governo, daqui a quatro ou oito anos.

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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FESTEJO SAIDEIRO

Eu soltei muitos fogos, alegre e contente pela saída do Pînóquio da Presidência, assim como fizeram milhões de outros cidadãos, pelo País inteiro, como as TVs mostraram. Já que é um deslumbrante (na opinião do próprio) administrador, sugiro que não volte a ser

chupim sindical nem volte ao serviço público: monte uma empresinha privada - pode ser uma lojinha de R$ 1,99 - SEM CONTATOS COM O GOVERNO. Se a administrar como fez na vida pública, vai tentar corromper os fiscais para não pagar impostos (variante de mensalão)

e, mesmo assim, vai falir rapidinho.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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CIDADANIA CANCELADA

A meu ver, uma das primeiras medidas a serem tomadas pelo governo italiano deveria ser o cancelamento dos passaportes e da cidadania cedidos a Marisa Letícia e sua família.

Cléa M. Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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ESTADO SOBERANO, E NÃO TÍTERE

Se a decisão da não extradição do italiano Cesare Battisti está certa ou não, é uma coisa. Mas o Estado italiano recorrer dessa decisão já é uma coisa muito diferente. O Brasil é soberano em suas decisões, ''punto e basta''.

JOSÉ PIACSEK NETO bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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A SAÍDA

Não poderia ser diferente, o sr. Luiz Inácio da Silva sai da mesma forma que entrou, com grande apoio popular, mas com a pequenez de espírito inata. Não há escola, cargo ou dinheiro que dê jeito, principalmente porque o complexo de inferioridade também está presente. A alegria pelos problemas enfrentados pela União Europeia e pelos EUA é um atestado incontestável.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

Battisti também vai ter cargo no governo?

Tânia Pinotti tkita@uol.com.br

Pompeia

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MAU ITALIANO

É realmente lastimável a decisão do ex-presidente de manter o terrorista e assassino em nossa terra. Decisão covarde e de última hora, com base no reconhecimento também covarde daquele comunistóide Tarso Genro, que nada vale. Desce Lula pela rampa da cozinha do Palácio. Não quero minha parcela dos impostos a sustentar esse mau italiano. A esperança reside no STF. Viva a Itália, que também não se conforma com a equivocada decisão do apedeuta.

Acides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo

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POLÍTICA HIPÓCRITA

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe. Está quase que totalmente desfeito o trio que ridicularizou o Brasil nos últimos anos com uma política exterior de pura hipocrisia: Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim e Tarso Genro. Este último talvez ainda faça alguns estragos lá pelo Rio Grande. Acredito que irá convidar para secretário seu bandido de estimação, que acabou por receber um salvo-conduto do Palácio do Planalto.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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DESGASTE

Incompreensível a decisão de Lula no seu último dia de mandato presidencial. Por que manter o italiano em solo brasileiro? Por que contrariar a Justiça italiana? Lula afrontou a Justiça e causou um impasse internacional desnecessariamente.

O ex-presidente Lula poderia ter fechado seu último dia de mandato com chave de ouro, do alto de seus mais de 80% de apoio popular, sem passar por esse desgaste.

Que pena!

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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APEQUENOU-SE

Além de se livrar de sua pena, o criminoso condenado conseguiu algo significativo: que o Lula saísse menor do que quando entrou.

F. G. Salgado Cesar fgscesar@hotmail.com

Guarujá

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CRIMES COMUNS

Quem teve a paciência de ler as 65 páginas do parecer da AGU, verá que os crimes de Battisti não são políticos, são reconhecidos até pelas nossas autoridades como crimes comuns.

A justificativa para a não extradição fica clara no parágrafo 168: ''... em virtude da proliferação de entrevistas, passeatas, pareceres, manifestos, súplicas, notícias... em tese o extraditado poderia enfrentar atos que agravariam sua situação...''

É lamentável que Lula queira se arvorar em juiz de revisão após tão canhestra justificativa.

Achille Aprea newplay1@terra.com.br

Vitória

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BIN LADEN

É óbvio que o ''cara'' não ia sair do poder sem fazer uma última ''boa ação''. Deu asilo político ao terrorista italiano aos 48 do segundo tempo. E, com isso, assinou embaixo o que muitos já sabiam. O Brasil é mesmo o paraíso dos bandidos. Ora, por que Bin Laden fica fugindo dos americanos, escondendo-se nas cavernas do Afeganistão? Venha pra cá, que, além do asilo, também consegue um gordo salário por indenização. Aqui o crime, realmente, compensa.

Adriano Piotto piotto1@hotmail.com

Campinas

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DECLARAÇÃO DE GUERRA

A decisão do Brasil de manter o asilo a Cesare Battisti é acertada. Independentemente de quem seja Cesare Battisti. A Itália ofendeu a nossa soberania ao fazer ameaças descabidas, como se o Brasil fosse sua colônia. Ela poderia até expressar seu descontentamento e suas lamúrias após a decisão final, mas ameaçar antes, não. Foi como uma declaração de guerra. Se o Brasil errou, foi em não ter revidado à altura: deveria, ato imediato às ameaças, ter rompido as relações diplomáticas e estatizado a Fiat e outras empresas italianas no Brasil. Por outro lado, o STF foi desqualificado por membro do Congresso Italiano que afirmou: "O Brasil não é conhecido por seus juristas, e sim por suas dançarinas." O STF deveria ter repelido in limine o pedido italiano e sugerido ao autor que dirigisse sua demanda ao Tchan durante o carnaval.

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com

Salvador

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A DIFERENÇA

Dois presos e uma medida: os atletas cubanos foram extraditados pelo governo que se foi por não terem dinheiro para comprar sua liberdade.

O terrorista italiano sabe que em terra governada por seus pares o bem mais sagrado para toda a sociedade não tem valor, mas tem preço.

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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VERGONHA!

A decisão de Lula sobre a não extradição de um assassino julgado à luz da lei de um país amigo, democrático e com todas as garantias do melhor sistema judicial, que a tantos outros inspira, sentenciado pelo homicídio brutal de quatro pessoas e ainda responsável por deixar o sr. Alberto Torregiani numa cadeira de rodas, quando Cesare Battisti assaltou a joalheira de seu pai em Milão, no final dos anos 70, mesmo sendo um ato errado de governo e que, aliás, carece de base jurídica tanto de direito interno quanto internacional, desgraçadamente atinge a imagem de todos nós, brasileiros honestos, mundo afora e em especial na Itália, nação de onde descendem mais de 30 milhões de brasileiros, hoje envergonhadíssimos com a decisão de compadrio do sr. Lula.

Fora, Battisti!

O meu Brasil não é um covil, um porto seguro para criminosos internacionais, ideológicos ou não!

Paulo Boccato, pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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IMPEACHMENT

Com a decisão do ex-presidente Lula, depois de 17 meses de estudos, chegamos a uma conclusão nada agradável. Doravante o Brasil estará de portas abertas a todos os criminosos do mundo, apenas com uma condição: que se declarem comunistas. Mais nada. Por que o ex-presidente esperou o último dia de mandato? Quem conhece os compromissos internacionais assumidos com a Itália sabe que uma atitude assim poderia até dar em impeachment ao Lula. Daí a escolha da data.

Plinio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

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ATITUDE IDEOLÓGICA

José Vasconcelos, o humorista, em seu show ''Eu sou o espetáculo'' dizia que ''metade da população de São Paulo é italiana, a outra metade é descendente de italianos''. Muitos desses italianos devem estar incomodados com a decisão de Lulla de não extraditar Cesare Battisti, que foi julgado e condenado por assassinatos praticados na Itália. Foi uma atitude ideológica, e não humanitária, como o governo quer fazer crer. Battisti é considerado ''um companheiro'', tal como foi Olivério Medina, representante das Farc acolhido no Brasil, cuja mulher, Angela Maria Slongo, a "Mona'', recebeu emprego na Secretaria da Pesca.

Se Cesare Battisti ficar, realmente, no Brasil, sugiro que o coloquem como auxiliar do assessor presidencial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, o ''top-top''. Ele será muito útil para opinar sobre casos semelhantes ao seu e a concessão de asilo para novos ''companheiros''.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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INCONSISTÊNCIA

O fundamento utilizado pelo sr. ex-presidente para manter em nosso território o sr. Battisti é totalmente inconsistente, quando se considera o fato de que a Itália é uma democracia e que o fascismo (regime ditatorial que lá vigia e que realmente perseguia os cidadãos de bem) já foi banido há décadas.

Aliás, quem não se recorda da foto publicada em nossos jornais retratando o sorriso sarcástico do ''possível perseguido político'' ao ser escoltado pela Policia Federal aqui, no Brasil?

Que o Supremo Tribunal Federal considere tudo isso quando chamado a se manifestar.

Adelina Bitelli Dias Campos, adelinabitelli@uol.com.br

São Paulo

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CEREJA DO BOLO

A recusa em devolver à Itália o terrorista assassino e fugitivo, para que este pague pelos seus crimes, é a cereja do bolo do mandato de Lula. Como isso, Lula consagra (''como nunca antes neste país'') a tradição de o Brasil ser a terra da impunidade, onde bandidos, assassinos, corruptos e malandros em geral têm acolhimento e proteção garantidos.

Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br

São Paulo

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O ÚLTIMO, DE FATO

É um absurdo que o presidente Lula, como último ato de seu governo, tenha feito a renovação da cobrança de uma taxa abusiva nas nossas contas de luz, por mais 25 anos. Essa taxa pune justamente as pessoas de baixa renda, aquelas que o ex-presidente tanto dizia proteger. A fúria pela arrecadação de impostos do governo federal não vê limites e compromete o orçamento de milhões de famílias que já vivem com tão pouco.

Reinaldo Oliveira, reinaldo.o.batista@gmail.com

Belo Horizonte

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PARABÉNS!

Prezado Marcelo Rubens Paiva, não nos conhecemos pessoalmente, mas coheço a história de sua vida. Em algum momento, em que você passou pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, você deve ter mantido contato com minha esposa, a professora Suzi Frankl Sperber.

Eu mesmo sou professor aposentado da USP (FFLCH, DLM, Área de Alemão), tradutor público (e privado) e intérprete simultâneo. E, nessa última função, já ajudei (a conversar com visitantes da Alemanha) todos os presidentes da República, desde Ernesto Geisel até Lula, com exceção de Itamar Franco, que era avesso a receber visitantes estrangeiros.

E sou assinante inveterado do Estadão, embora tenha chegado a quase cancelar a minha assinatura quando da ''demissão'' de Maria Rita Kehl. Mas a crônica que você publicou no sábado, com o título ''Uma nova via, um novo feito'', confirmou a minha decisão de continuar sendo assinante desse jornal.

Parabéns, Marcelo! Você resumiu nessas linhas uma avaliação justa, sensata e inteligente dos oito anos em que Lula foi nosso presidente. (Aliás, de todos os presidentes para quem tive oportunidade de trabalhar, Lula é o que mais admiro, por motivos semelhantes aos quais você enumera em sua crônica, mas também, pela simpatia que ele irradia no contato pessoal.)

E você formulou de forma sucinta as esperanças que nós, que votamos em Dilma, depositamos no seu desempenho como primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil.

O seu texto me comoveu profundamente!

Obrigado!

George Bernard Sperber sperbergeorge@hotmail.com

Campinas

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FREIO DE MÃO PUXADO

Na sua crônica de 1.º/1/2011, Marcelo Rubens Paiva tece considerações a respeito do governo Lula. Dentre outros elogios, destaca o pagamento da "dívida externa brasileira".

Sirvo-me do "Fórum dos Leitores" para decepcioná-lo e para tanto faço uso da "Agência Estado", reproduzindo abaixo notícia de agosto:

"FERNANDO NAKAGAWA E FABIO GRANER - Agência Estado

BRASÍLIA - O Banco Central (BC) informou hoje que a dívida externa total estimada do Brasil atingiu em US$ 235,365 bilhões em agosto. O valor é superior ao registrado em junho, quando o valor efetivo foi de US$ 228,594 bilhões. O dado referente a agosto é uma estimativa, enquanto os números atribuídos ao mês de junho são realizados.

Segundo o Banco Central (BC), a dívida de médio e longo prazos atingiu US$ 187,949 bilhões em agosto, ante US$ 182,724 bilhões em junho. Já a dívida de curto prazo subiu de US$ 45,869 bilhões em junho para US$ 47,416 bilhões em agosto."

Aproveito para informar ao ilustre jornalista que o problema mais preocupante nem é a dívida externa atual - como também não era aquela de cerca de US$ 10 bilhões paga ao FMI -, mas sim a dívida interna, pouco falada e lembrada, mas que gira ao redor de R$ 1,5 trilhão, equivalente a 50% do PIB atual.

E pior ainda: pende sobre nossa cabeça a ameaça do déficit externo, que deve fechar 2010 girando ao redor de US$ 56 bilhões, ou cerca de R$ 88 bilhões!

É por essas e por outras que a presidente Dilma deverá iniciar seu governo com o "freio de mão" puxado...

Sergio Rodrigues serrod@uol.com.br

São Paulo

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GERALDO ALCKMIN

Excelente o discurso de posse de Geraldo Alckmin, enaltecendo as realizações de Covas, Serra, e FHC que representam o São Paulo competente, honesto, trabalhador e realizador. São Paulo representa o Brasil bem administrado por pessoas competentes, honestas e realizadoras. Parabéns, São Paulo, orgulho-me MUITO de ser paulistano de nascimento e viver no MELHOR Estado da Federação. Um dia os nordestinos saberão distinguir os oportunistas demagogos corruptos dos verdadeiros brasileiros honestos e competentes, e assim todo o Brasil

será tão desenvolvido como São Paulo, e os nordestinos não precisarão abandonar sua família para migrar para São Paulo em busca de uma vida digna e honrada como verdadeiros brasileiros respeitados e incluídos dignamente no Mundo Novo desenvolvido sem idealismo arcaico

e retrógrado.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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HISTÓRIA DO ROLLS-ROYCE DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Nos idos de 1952 a Presidência da República era servida por dois Cadillacs, sendo um conversível 1947 e um fechado 1941.

Nesse ano, o então presidente Getúlio Vargas solicitou que fossem tomadas as providências para a substituição desses automóveis. Na época, foram consultados fabricantes dos Estados Unidos e da Inglaterra, quanto, então, a Rolls-Royce foi escolhida para fornecer os novos veículos.

Os automóveis Rolls-Royce, ambos encaroçados pela empresa H. J. Mulliner eram um conversível (chassis LALW 29, carroçaria 5438, desenho 7.311) e uma limusine fechada (chassis LALW 27, carroçaria 5.440, desenho 7.310).

Ambos chegaram ao Brasil entre 1952 e 1953 e, por vários motivos, foram pagos por amigos do presidente Getúlio Vargas quando do desembarque, sendo que foram posteriormente emplacados e licenciados em nome de Getúlio D. Vargas, uma vez que passaram a ser automóveis de sua propriedade.

Como o presidente tinha a intenção de usar tais veículos oficialmente, mandou que fossem registrados no serviço de transportes da Presidência da República e passassem a ter chapa oficial; a intenção de Getúlio Vargas era fazer a doação dos automóveis ao governo, porém sua morte súbita não permitiu que isso fosse feito e os automóveis, então, continuaram a ser de sua propriedade.

A família Vargas, após a morte do presidente, reclamou a posse de tais veículos, porém havia uma certa resistência por parte do governo em entregá-los, o que foi resolvido apenas no governo Juscelino Kubitschek com a entrega da limusine fechada à família e o recebimento do conversível ao governo como doação.

Como podemos notar, o único fato que liga a rainha Elisabeth II, da Inglaterra, à história do Rolls-Royce da Presidência da República foi ela ter-se utilizado do automóvel durante sua visita ao Brasil em 1968. (Pesquisa realizada por José Antonio Penteado Vignoli e Dr. Antonio Sérgio Ribeiro.)

José Antonio Penteado Vignoli zito_cla_vignoli@uol.com.br

São Paulo

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