Cartas - 03/02/2011

TENSÃO NO EGITO

, O Estado de S.Paulo

03 Fevereiro 2011 | 00h00

Fanatismo religioso

A população ocidental está vibrando com a possibilidade de queda de Hosni Mubarak e o Egito se tornar uma nação democrática. Vibra com uma reação dita popular, que começou com os estudantes e hoje atinge até as donas de casa. Pura ilusão, toda essa gente está servindo de massa de manobra dos islâmicos e quero estar errado, mas, saindo a mão de ferro do ditador atual, virá outra pior ainda, a dos fanáticos religiosos, porque assim foi no Iraque, no Irã e o Egito não fugirá desse destino. Maktub!

LAÉRCIO ZANNINI

arsene@uol.com.br

São Paulo

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Mubarak

O Egito não tem mais espaço para um ditador como Mubarak, no poder há 30 anos. Depois de colocar mais de 2 milhões de manifestantes nas ruas, o povo mostra que se cansou dessa imposição, patrocinada há décadas por americanos e israelenses. Cabe aos egípcios escolher o seu novo governante, e imediatamente, não esperando o término do atual mandato, quando o ditador insiste em que não concorrerá a nova reeleição.

HABIB SAGUIAH NETO

saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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Diplomacia

Ainda bem que a nossa presidente é Dilma Rousseff, porque se fosse o Lula, no mínimo, ele estaria lá no Egito tentando acalmar todo mundo.

MÁRIO BEZERRA COSTA

mario.bezerra@ig.com.br

Santa Fé do Sul

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DE PROMESSAS

Não rouba, não faz

O articulista José Nêumanne, em seu Do "rouba, mas faz" ao "fala, mas não faz" (2/2, A2), mostra um dos grandes absurdos do governo Lula: o falatório inoperante, incompetente e pernicioso. Lembra que um projeto para prevenção de desastres naturais, comprometido por nós com a ONU em 2005, orçado em R$ 115 milhões, ficou à míngua, enquanto R$ 1,2 bilhão foi destinado à construção ou locação de prédios suntuosos para repartições públicas. Ou seja, o conforto e a mordomia de repartições são mais importantes para elles do que prevenir contra a morte de cidadãos trabalhadores, honestos e que pagam suas contas. Na época foram previstos dez anos para a conclusão desse projeto e agora a presidente Dilma faz a mesma promessa, mas com prazo de quatro anos, que afirmam os técnicos ser insuficiente. Nosso ex-presidente muito falou, muito prometeu e pouco fez. Agora, o "abacaxi" que deixou para a sua sucessora terá de ser descascado em tempo recorde (e não viável). Será que a razão desse problema está no fato de a construção de prédios permitir mais caminhos para o superfaturamento do que o projeto sugerido pela ONU? Assim, chegamos à seguinte conclusão: se existe o "rouba, mas faz", de um lado, e o "fala, mas não faz", do outro, significa que, no Brasil, se "não rouba, não faz". E todos os que trabalham muito para pagar os pesados impostos terão de continuar arcando com a parte que está sendo roubada descaradamente pelos que se apropriaram do poder e da "caneta" para distribuir esse dinheiro. Infelizmente, o nosso Brasil é como um pesado e sobrecarregado barco, com velas mal ajambradas, lutando com os ventos conflitantes de ambições políticas, dominado por verdadeiros "piratas" e no qual o trabalhador está acorrentado nos porões, tendo de remar na direção e na velocidade determinadas pela bandidagem de plantão. Uma realidade triste e assustadora. Até quando?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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Prioridades

O jornalista José Nêumanne não é uma pessoa ingênua! Isso que ele critica é apenas o exercício do "Orçamento Participativo" que o PT pregava. Quanto aos edifícios suntuosos e todos os outros luxos, são as prioridades eleitas. Afinal, não foi o "homi" que escolheu o Ronaldinho para referência familiar?

EDSON DOURADO MATOS

douramatos@ig.com.br

Andradina

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CONGRESSO NACIONAL

Oposição

Para que servem os partidos de oposição deste país, se votam maciçamente no candidato do governo à presidência do Senado? Esqueceram-se dos atos secretos? Das horas extras? Das nomeações de parentes na calada da noite? Do protegido Agaciel Maia? Das 181 diretorias de coisa nenhuma? Das passagens aéreas? Dos imóveis funcionais para parentes? Esqueceram-se de tudo? Qual é a bandeira atual dos partidos políticos de oposição no Brasil? É a diminuição de impostos, o restabelecimento da ética e da moral na administração pública, a reforma do Judiciário, as reformas política e da Previdência, a diminuição dos gastos públicos? É alguma reforma, ou acham que é melhor deixar tudo como está para ver como fica?

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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Aos trouxas

No início do ano legislativo, todos os parlamentares adotam o preceito kennediano às avessas, comunicando-se com os trouxas que votaram neles: "Não perguntem o que eu posso fazer pelo País. Perguntem o que eu vou fazer para o meu benefício".

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

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Haja estômago

Quanta hipocrisia e cinismo! O ex-presidente Fernando Collor, ao retornar à política como senador, recebeu cumprimentos do ex-presidente Lula, com quem disputara eleições, perdera e o chamara de ladrão. Os jornais mostraram risos e abraços entre os dois. Agora, na posse dos novos senadores, Collor trocou efusivos abraços com o Lindberg Farias, que liderou o movimento dos caras-pintadas, que culminou com a renúncia dele. Alguém sabe me dizer que tipo de estômago há que ter para ser político?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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RECALL

Toyota esclarece

Com referência ao editorial O abuso dos recalls (1.º/2, A3), a Toyota do Brasil esclarece que o recall anunciado pela Toyota Motor Corporation em janeiro não envolve nenhum modelo da marca comercializado no Brasil.

GEORGE COSTA E SILVA, gerente de Relações Públicas

eboccia@toyota.com.br

São Paulo

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"Filme em cartaz: Sarney - O Retorno, IV..."

CARLOS EDUARDO BARROS RODRIGUES / SÃO PAULO, SOBRE O QUARTO MANDATO DO PRESIDENTE DO SENADO

carlosedleiloes@terra.com.br

"Sarney sacrificado, Brasil crucificado"

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, IDEM

rtwiaschor@uol.com.br

"Pois é, colocaram o macaco na loja de cristais e a raposa no galinheiro. Alguém duvida do resultado?"

HÉLIO JOSÉ CURY / SÃO PAULO, SOBRE O COMANDO DAS DUAS CASAS DO CONGRESSO NACIONAL

heliocury@datasesmt.com.br

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TEMA DO DIA

Egito tem 403 feridos em um dia de conflito

Polícia invadiu quarto de repórter do "Estado", Jamil Chade. Casa Branca quer mudanças imediatas

"Não acredito que tentar derrubar um governo ditatorial, no poder há 30 anos, seja golpismo."

STEVE BACCARAH

"Confio que a Irmandade Muçulmana fará um ótimo governo no Egito pós-Mubarak. Só de ser inimiga da Al-Qaeda, pra mim, já significa que abandonou o terrorismo e o ódio ao Ocidente."

MARCIO REIS

"A transição democrática de qualquer país leva seu tempo."

MARIANA MOTTA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

BANCO PANAMERICANO

O caso do Banco Panamericano é bastante estranho. Primeiramente surgiu um rombo de R$ 2,5 bilhões. Depois foi noticiado que a avaria era bem maior: R$ 4 bilhões.

Ninguém percebeu nada: nem diretores, nem a empresa de assessoria, muito menos a Caixa Econômica Federal, que é dona de pouco menos da metade das ações do banco.

Se isso acontecesse com qualquer outra empresa privada, a falência seria decretada, além do bloqueio dos bens de todos os diretores. No caso do Panamericano, surgiu um fundo pouco conhecido do público (FGC), que arcou com todo o rombo.

Agora, o banqueiro sr. André Esteves, comprou o Panamericano por R$ 4,5 bilhões (o valor de mercado do banco corresponde a mais do triplo dessa quantia). E o pior de tudo é ver o sr. Silvio Santos, todo sorridente, declarar que não ganhou nem perdeu nada e que não entende nada de banco.

Tudo isso só poderia ter acontecido mesmo no Brasil

 

Adolfo Zatz dolfizatz@terra.com.br

São Paulo

 

 

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MASCATE

Silvio Santos, ao deixar a reunião na sede do banco BTG Pactual (1.º/2, B3), onde sacramentou a "venda" de uma dívida de R$ 4 bilhões (apurada até agora) de seu banco Panamericano com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por apenas R$ 450 milhões, sorriu para as câmeras ou riu de nós pelo negócio da China que fez? Ao declarar, com sorriso aberto, que não ganhou nem perdeu nada, debochou de todos sarcasticamente. Ao fim e ao cabo, o mascate esperto que vendia pentes na balsa Rio-Niterói por dez vezes o valor que tinha pago fez o mesmo tantos anos depois de ter erguido um império de empresas. "O urso perde o pelo, mas não o cheiro."

 

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MÁGICA

O famoso apresentador conseguiu mudar a lógica e a matemática, provando que quanto mais se deve, menos se paga. Senão, como explicar a operação Panamericano-BTG Pactual? Silvio Santos devia R$ 2,5 bilhões, com todos os seus bens garantindo a dívida, passou a dever R$ 4 bilhões, vendeu o banco e sai sem nada dever, além de ter seus bens liberados.

Será que essa tal "mágica" pode ser aplicada no dia a dia dos brasileiros ? Assim, poderíamos tirar o peso das dívidas das costas e sorrir regiamente, como sorriu Silvio Santos ao fechar o negócio.

Luiz Antonio Fescina terrasfescina@terra.com.br

Conchas

 

 

 

 

 

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DIFERENÇA

Pergunta que não quer calar: por que o mercado financeiro tremeu diante do Silvio Santos? Outros banqueiros, tão incompetentes quanto o Silvio, pagaram tudo e foram execrados. O que o Silvio tem que os outros não tinham?

Jose Roberto Marforio bobmarforio@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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DOR

Estratégias para evitar a eclosão de crises pelo sistema bancário, utilização de um proer privado (mantido principalmente pelo Bradesco e pelo Itaú), impedindo reflexos perniciosos das falcatruas que deixaram um enorme buraco no Panamericano, não merecem críticas, mas o precioso dinheirinho do povo posto no imbróglio, via Caixa Econômica Federal, na casa dos R$ 750 milhões, machuca e sangra.

 

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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GOLPE BAIXO

 

"Não ganhei nem perdi nada." Essa frase mais aquele sorriso São um murro na cara do povo brasileiro.

R$ 4 bilhões não são nada! Acorda, Brasil!

 

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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DIVIDENDOS

 

 

Silvio Santos, ao vender o banco, diz que "não ganhou nem perdeu nada". Porém não terá recebido por anos dividendos sobre lucros apurados com base em balanços fraudados?

 

 

Luiz Roberto de Assis lrassis@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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UTI

Silvio Santos dá um golpe de quase R$ 3 bilhões e ainda ri de nós, que vamos "pagar a conta". Senão, vejamos. Quando da divulgação do "rombo" do Banco Panamericano, por incrível que pareça após as eleições (se acontecesse antes, certamente nossa presidenta teria dificuldades na eleição), Silvio Santos usou sua televisão para enfatizar por vários dias que "não deu prejuízo a ninguém", que tudo seria pago. Realmente, depois do golpe, recebeu um empréstimo do governo, com vários anos de carência e para pagar até 2028. Agora Silvio Santos vende o seu banco para tirar suas empresas do risco de confisco, por um valor até irrisório diante da dívida com o governo, pois o Panamericano, com Silvio Santos ou com outros donos, mais cedo ou mais tarde será liquidado pelo Banco Central (e será que os novos donos deram garantias suficientes para cobrir o empréstimo do governo?!). Bem, a maracutaia já foi feita e, certamente, com aval do governo! Estelionato puro! Mas a mágoa que fica, de um cidadão que está enojado das falcatruas que acontecem constantemente em nosso país, e ninguém faz nada! Eu ainda gostaria que Silvio Santos, em vez de rir da gente, atentasse para o seguinte fato: no ano passado, o repórter Roberto Cabrini, do próprio Silvio Santos, mostrou-nos algo chocante. Num hospital do Norte, na UTI neonatal de um hospital público, chegaram duas crianças com a necessidade de internação e a enfermeira-chefe, sem saber que estava sendo filmada, disse: "Meu Deus, outra vez tenho que decidir quem vai viver e quem vai morrer..." Responda, sr. Silvio Santos, com o "rombo" do seu agora ex-banco, e com o dinheiro recebido do governo para cobri-lo, quantas UTIs poderiam ser construídas? Quantas vidas (que são mais importantes que seu "império") poderiam ser salvas? Mas o senhor prefere rir de nós, que "vamos pagar a conta"! Manifeste-se, sr. Silvio Santos!

 

Gilberto da Silva Gouveia financeiro@eletrenge.com.br

Guarulhos

 

 

 

 

 

 

 

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MANDRACARIA

Se Silvio Santos alega não entender nada de bancos, por que se meteu nesse ramo? Mas, como bom mascate, acabou se livrando da mercadoria podre sem ganhar nem perder nada, segundo afirmou. No baú, agora, é só felicidade! Mas se não for indiscrição demais, alguém pode me explicar como Silvio Santos quitou uma dívida de R$ 4 bilhões, que ele contraiu com o Fundo Garantidor de Créditos, por pouco mais de 10% de seu valor? Essa mandracaria precisa ser explicada da forma a mais pedagógica possível para o comum dos mortais aprenderem também!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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PROER PRIVADO?!

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade de direito privado, mas alimentada em grande medida - 55% de suas disponibilidades - com contribuições dos bancos constituídos com recursos públicos - CEF, BB, Basa, etc.

Além disso, existe alguém neste país a acreditar que os banqueiros tenham posto a "mão no bolso" para abastecer o fundo, reduzindo seus lucros, sem haver repassado esses valores às diversas tarifas cobradas dos usuários dos serviços bancários?

Portanto, o "salvamento" do Panamericano é o tipo de "festa com o chapéu alheio".

Idalvo Toscano itoscano2@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OLHO NO PORCO

Não conheço o empresário e apresentador de televisão Silvio Santos, mas fiquei satisfeito com o desfecho do caso do Banco Panamericano. Ele não merecia perder o seu patrimônio, fruto de um roubo dos diretores do banco. É verdade que ele não comparecia à instituição para cuidar dos seus interesses, mas também é verdade um velho ditado que diz: "O olho do dono engorda o porco".

 

Olympio F. A. Cintra Netto ofacnt@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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ENCANTADOR

 

O sr. Silvio Santos fez fortuna explorando um público pouco esclarecido e de menor poder aquisitivo. Lembram-se do carnê do Baú?

Agora poderá sorrir e cantar com mais ênfase, porque pegou governo, banqueiros e acionistas.

O "encantador de bobos" venceu mais uma, alijando correntistas do País inteiro.

 

 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

 

 

 

 

 

 

 

 

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DE CAMELÔ A EMPRESÁRIO

A escola é boa e quem se aventurar também chega lá. Qualquer camelô com boa lábia e inteligência faz fortuna por aqui e, mesmo sem saber fazer contas, quando em apuros a lábia prevalece. É só passar a batata quente para a frente, ainda mais se tiver bom relacionamento político. Preciso desenhar para saber de quem estou falando?

Depois de se livrar da dor de cabeça de ter seu banco quase falido, Silvio Santos conseguiu com sua lábia irretocável repassar o pepino à frente, mesmo tendo assumido uma dívida anterior de R$ 4 bilhões do Fundo Garantidor. É ou não é para deixar qualquer camelô hoje esperançoso? É só seguir os caminhos certos que estarão garantidos na vida. A nós, pobres mortais, trabalhadores comuns com carteira assinada, resta pagar a conta do empréstimo que os bancos debitarão nos serviços prestados.

Não é um caminho promissor?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LEGADO

A herança do Lulla, na voz de Silvio Santos: "Não sei. Não, não sei de nada. Nem vi o que assinei.

Eram tantas folhas... Aliás, nem fui eu que assinei". Palavras da salvação!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

 

 

 

 

 

 

 

 

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COLEGAS DE AUDITÓRIO

 

O FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mantido pelos bancos, vai absorver a maior parte da dívida de R$ 4 bilhões de Sílvio Santos. Como o FGC é mantido pelos bancos, que são mantidos por todos nós, quem vai realmente absorver a dívida do empresário, somos nós, as colegas e os colegas de auditório, que sempre absorveram os grandes rombos das grandes falcatruas deste país, sem nunca deixar de bater palmas...

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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EPÍTOME

Fundo Garantidor: em resumo, "la garantia soy yo!" Banco rasga dinheiro?

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

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SOCORRO!

 

Sugiro a criação, em caráter de urgência, do Fundo Garantidor de Erros (FGE) para cobrir valores cobrados pela Receita Federal toda vez que o contribuinte cometer um "erro técnico" ao preencher a sua declaração de Imposto de Renda. Invoco o princípio da similaridade, que permite às instituições financeiras, através do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), corrigir "erros técnicos", por exemplo, na contabilização de provisões para perdas de devedores duvidosos (PDD) e de hedge cambial, quando os bancos, ao fazerem transações no exterior, são obrigados a proteger esse patrimônio em dólares aqui dentro.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

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BANCO SANTOS E PANAMERICANO

Será que Edemar Ferreira e Silvio Santos, quase "consogros, não teriam algo mais em comum?

Wilson Mendes de Oliveira wilson220@itelefonica.com.br

Assis

 

 

 

 

 

 

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TOMBAMENTO TUPINIQUIM

Só mesmo um Condephaat tupiniquim poderia ver algo de histórico e arquitetônico na mansão de Edemar Cid Ferreira, uma casa nova e horrorosa.

Além disso, a mansão e todas as obras de arte que lá estão deveriam ser vendidas para ressarcir os credores lesados pelo Banco Santos, isso seria o justo.

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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PREJUÍZO

Nada como fazer cortesia com o chapéu alheio! A não ser os bem informados, como o senador Sarney, que retirou sua fortuna às vésperas da intervenção, nós ficamos com o prejuízo. Foram 40 anos de trabalho do meu marido e 30 meus! Agora a "Justiça" quer transformar a mansão em museu, quer tombar o que é de direito dos credores do Banco Santos. Mais um golpe? Se o Estado quer a mansão e as obras de arte lá existentes, que pague aos credores. Chega de calotes!

 

M. Beatriz Di Stefano ubia@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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LUCRO E MAIS LUCRO

Mais um grande lucro do Bradesco, R$ 2,527 bilhões no terceiro trimestre. O Bradesco teve alta de 39% em relação a igual período do ano passado (conforme a página B6 do caderno de Economia do Estadão de 28/10/2010). Isso foi o ano passado e este ano tá ai mais e mais lucro (ver caderno de Negócios do Estadão de 1.º/2/2011).

Quanto os bancos lucraram desde os Planos Verão, Bresser e Collor, há mais de 20 anos? Será que não seria possível pagar os poupadores pela perda dos rendimentos da caderneta de poupança?

José Luiz Martin jlmartin@estadao.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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TÍTULO DE CAPITALIZAÇÃO

 

Adquiri o Título de Capitalização de n.º 041/001/0894182 do Banco Real-Santander, depositei durante 30 meses a quantia total de R$ 1.854,87 e depois de dois anos e seis meses resgatei o valor de R$ 1.499,60, portanto, R$ 355,27 a menos do que depositei.

Paguei para eles usarem o meu dinheiro.

Waldyr Carvalho Miranda Junior waldyrcmiranda@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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CHEQUE SEM FUNDO

Existe um projeto de lei obrigando os bancos a pagarem cheques sem fundos até R$ 135. Ora, para abrir uma conta os bancos exigem um monte de documentos e examinam a vida do cliente; então, por que os bancos não honram os cheques e cobram de seus correntistas? Que culpa têm os recebedores de cheques se os emissores são pilantras?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

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POSSE DE SARNEY

É um sacrilégio ouvir Sarney mencionar Deus em seu discurso de posse para um novo período como presidente do Senado, depois de todos os escândalos ocorridos em seus mandatos anteriores. É não ter consciência de tantas coisas erradas, ou saber que são erradas e não se importar.

Não ficará uma estátua ou um bom nome para lembrar, restará apenas uma folha corrida...

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PELA QUARTA VEZ

 

É triste testemunhar José Sarney, representante máximo do que há de mais anacrônico, nefasto e antiquado na política brasileira, assumir a presidência do Senado pela quarta vez - e o que é pior: por ampla maioria dos senadores da República. O País não merece isso. Serão mais dois anos de tortura moral. Assistiremos, novamente, sob a batuta do velho coronel maranhense, a espetáculos dantescos na "Casa dos Horrores", como já foi batizada - com procedência - a Câmara Alta brasileira pela revista britânica The Economist. Rezemos...

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

 

 

 

 

 

 

 

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O MENOS CULPADO

 

O maranhense José Sarney, senador eleito pelo Estado do Amapá, vai ocupar pelos próximos dois anos o cargo de presidente do Senado. Ele foi eleito pela maioria dos seus pares no início desta legislatura. Sobre o fato cabem algumas observações. Em primeiro lugar, quase todos os brasileiros sabem que ele é um dos caciques do Maranhão, mas usou de um artifício e colocou seu domicilio

eleitoral no Amapá. E, ali, eleitores o escolheram para o Senado. Como aceitar essa manobra? E mais, isso poderia motivar reações contra ele, mas tanto a situação como a oposição não tiveram nenhuma objeção em escolhê-lo para a direção da Casa. As críticas e observações em outras áreas são muitas, mas na verdade, numa análise fria, ele é o menos culpado. Faz as articulações e quem o apoia é que merece as críticas. É por estas e outras que ele consegue inclusive determinar na Justiça as regras de liberdade da imprensa, como no caso do processo contra o Estadão. O Brasil está crescendo em várias áreas, como pode ser comprovado pelas notícias de vários organismos sobre a nossa economia. Mas ainda estamos longe de contar com uma consciência política que evite essas aberrações.

 

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MERECIMENTO

José Sarney, patriarca da família que conseguiu impor censura ao jornal O Estado de S. Paulo e cujo feito maior foi legar ao Estado do Maranhão o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, através dos conchavos politiqueiros e execráveis que são rotina no Congresso Nacional, foi eleito para o quarto mandato como presidente do Senado, apesar de todos os escândalos protagonizados nos mandatos anteriores. Cada país tem o Hosni Mubarak que merece.

 

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

 

 

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CENSURA

 

Mesmo após mudança para Dilma Rousseff, o Estadão continua censurado sobre caso Sarney? Dilma não deveria fazer algo?

Nelson Alves de Mello nelsonmelloconsul@yahoo.com.br

Santana de Parnaíba

 

 

 

 

 

 

 

 

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É TÉTRICO!

 

Pela quarta vez (contra a sua vontade, frise-se!) temos o mesmo incomum presidente do Senado. A não ser o domínio total, amplo e irrestrito do seu Estado - que, felizmente, não vai levar consigo para o túmulo -, em nada contribuiu positivamente para o País, nem como presidente da República nem como tetrapresidente do Senado. Aliás, tetra não.

Tétrico!

 

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SARNEY E OS 70 SENADORES

Após exaustiva procura em vários dicionários da língua portuguesa, e sabedor da situação de miséria, dos péssimos serviços públicos e total indiferença às necessidades do povo do Maranhão, sinto-me na obrigação de contradizer o senador Sarney. Seu comportamento político nem em sonho pode ser chamado de ético.

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEMOCRACIA?

Um dos princípios fundamentais da democracia é a alternância de poder. Os senadores, eleitos democraticamente pelo povo, ao perpetuarem José Sarney na presidência do Senado, ou não entendem nada de democracia ou, pior, não fazem a mínima questão de entender. E ainda se dizem democráticos...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CANGAÇO

Para quem acha impossível voltarmos ao passado, é Lampião dominando a democracia, com a conivência de seu bando eleito pelo voto de um povo sem memória.

 

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EMOÇÃO

José Sarney emocionou-se quando disse: "Este será meu último mandato". Isso é que é gostar do osso.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

 

 

 

 

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PROMETE, PROMETE E NÃO CUMPRE

Meu marido contava a seguinte piada aos amigos, com relação a minha mãe. Todos os dias ele entrava no quarto da minha mãe para dar bom-dia e perguntar pela saúde dela. "Ah, Jorge", dizia ela, "acho que hoje eu vou morrer." E meu marido: "A senhora promete, promete e não cumpre"...

Com Sarney é a mesma coisa, promete, promete e não cumpre.

 

Vera Strauss representec@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PODE IR, TÁ?

Risível, para dizer o mínimo, o discurso - chorumelento - da nova posse do "incomum" (outrora "grande ladrão") na presidência do Senado, afirmando marchar - mais uma vez - para o sacrifício; posse essa com gosto de despedida, pois cumprirá seu último mandato. Aleluia, incomum personagem que correu a se "mudar" (falsidade ideológica?) para o Amapá, a fim de se eleger senador, para continuar mamando nas tetas fartas dos cofres públicos!

Sr. Sarney, fique V. Exa. sabendo que nós, os contribuintes, dispensamos o seu "sacrifício": pode pedir demissão, sem culpa ou remorso, ta?!

 

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

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SACRIFÍCIO

Comove-me ver Sarney sacrificar-se pessoalmente para o bem do povo brasileiro. Será que não é para seu próprio bem?

Flavio Langer diretoria@spaal.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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IDIOTAS

 

A única coisa que sei é que Sarney acha que somos todos idiotas.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

 

 

 

 

 

 

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DITADURA

Até quando nos vamos nos submeter à ditadura?

Deveríamos pular no trem da História e apear nossos ditadores do poder.

Estamos submetidos à ditadura de nossos políticos, incapazes, desinteressados e corruptos. A situação está cada vez mais vergonhosa e nossos políticos cada vez mais afoitos e desavergonhados.

Em diversas partes do mundo, finalmente os ditadores começam a cair, e todos, um depois do outro, a curto prazo estarão apeados do poder.

Por que não nos apressamos a dar início a um tal movimento aqui, no nosso querido Brasil?

O tempo das ditaduras está com os dias contados. Nós não podemos esperar quatro anos para acabar com a nossa. Devemos sair às ruas e pô-los a correr da mesma forma como outros o estão fazendo.

 

M. Thomaz Metzler tmetzler@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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LEVANTE POPULAR

Os nossos políticos devem estar preocupados com as imagens do levante popular no Egito e em outros países da região.

É o movimento diretas-já versão egípcia, ou seja, sai da frente que atrás vem gente. Nossos políticos há vários anos fingem governar ou legislar. Principalmente os do Nordeste. O desvio de dinheiro público para benefício próprio chegou ao limite.

A população brasileira também não aguenta mais o abandono, apesar das melhorias realizadas nos

últimos anos. Já há casos isolados no Brasil de revoltas populares, como queima de delegacias e outros prédios públicos, o que é mais um sinal de desespero da população com a falta de vontade dos representantes do povo no governos municipais, estaduais e federal.

Que essas imagens sejam um ALERTA para que os eleitos para representar a população tenham ciência da força do povo nas adversidades.

 

 

Tiago Homem de Melo de C e Silva tihmcs@ig.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

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NOVA DEMOCRACIA

 

A luta do povo egípcio parece que perdurará até que o presidente Mubarak não tenha outra saída a não ser deixar o poder. Quando isto acontecer, vamos torcer para que esse povo consiga uma grande democracia, uma democracia padrão que sirva de exemplo ao mundo. Vamos torcer para que a democracia que vão abraçar não seja parecida com a nossa, uma pseudodemocracia, porque aqui temos total liberdade, mas é uma liberdade que dá aos corruptos oportunidade e segurança jurídica para vultosos desvios de dinheiro público, garante todas as condições de se safarem da Justiça, da prisão. Em nossa democracia temos juízes que vendem sentenças, temos deputado que constrói castelo de R$ 25 milhões sem ser incomodado pela Receita ou pela Justiça. Só nesta nova legislatura há 59 congressistas respondendo a processos na Justiça, entretanto, exercem o mandato. Temos diretores do Senado com mansões de R$ 5 milhões não declarados. Em nossa democracia deputados e senadores aumentam a seu bel-prazer os próprios vencimentos, que os tornam algo semelhantes à nobreza de algum país nababesco, uma fortuna que pode servir para encobrir negócios escusos. Aqui quem tem dinheiro nunca será preso. Em nossa democracia os números da economia são "maquiados", talvez a inflação também... Enfim, vamos torcer para que a nova democracia almejada pelos egípcios seja verdadeira, jamais igual à nossa.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NA TERRA DOS FARAÓS

Vamos lá, República Árabe do Egito, berço de uma das mais importantes civilizações da Antiguidade. Dinastias de faraós ergueram construções grandiosas, como as pirâmides de Queóps, Quéfren e Miquerinos, consideradas patrimônio da humanidade. Agora, mostre também que o Egito vive uma democracia tão perfeita quanto a de Cuba, China, Irã e tantas outras.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DITADURA DO PROLETARIADO

Desejo do fundo do coração que o Egito derrube o ditador e consiga realmente estabelecer uma democracia sem corrupção e que tenha uma melhor sorte do que nós, brasileiros, pois o que foi conseguido aqui não passa de um regime corrupto que está virando uma ditadura do proletariado, jamais foi uma democracia!

José Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

 

 

 

 

 

 

 

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QUESTÃO DE TEMPO

 

A situação no Egito é fruto da internet e da web, que a ela se seguiu, ambas criadas no mundo capitalista, fruto da criatividade e liberdade de expressão das sociedades democráticas. Já a China está a caminho de pelo menos um relaxamento nas comunicações... Mas na Coreia do Norte ela é proibida, é claro, pois não combina com o paraíso comunista. O Estado de Israel (que deveria ser defendido pelas tropas da ONU, que o criou, e não por suas próprias tropas) e os EUA, para desespero dos antiamericanos de plantão, já jogaram a pá de cal. O fim da era Mubarak parece ser uma questão de tempo.

 

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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TEMOR

Na verdade, existem muitos Mubaraks por aí, alguns até eleitos e reeleitos pelo voto popular em regimes teoricamente democráticos, com gestões públicas altamente ditatoriais e corruptas.

Entretanto, no caso egípcio, o temor é o surgimento de mais um Estado não laico, com forte vertente religiosa ortodoxa, produzindo mais um estereótipo de mandatário do tipo Ahmadinejad, disposto a apedrejar até as seculares múmias que se deixarem encantar por um turista acidental.

 

 

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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TURQUIA E EGITO

 

Estive durante duas semanas em outubro passado no Egito e na Turquia e pude observar duas grandes diferenças entre os dois grandes países: logo após a 1ª Guerra Mundial, em que a Turquia foi perdedora, alguns militares cultos e patriotas, sob a liderança de Kemal Ataturk, depuseram o sultão

vigente e proclamaram a República parlamentarista, como Estado laico, e estimularam o nacionalismo turco ao importarem professores de turco da região de origem da língua na Ásia Central,aboliram o árabe falado e ocidentalizaram o turco escrito! O grande país desenvolveu-se e tornou-se uma potência com relativa distribuição de riqueza. Já os egípcios depuseram o rei Farouk depois da 2ª Guerra Mundial por iniciativa de Nasser, mas não conseguiram instaurar um regime democrático, que se converteu em regimes fortes, culminando com este lamentável ditador. Que os egípcios aproveitem agora esta revolta popular e possam reinstaurar uma verdadeira democracia. E consigam diminuir a miséria que avassala a maioria da população. Precisam talvez de um Kemal Ataturk egípcio que possa assumir esta missão!

 

 

 

Orlando Cesar de Oliveira Barretto ocdobarr@usp.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O BRASIL E A (NOVA) CRISE DO PETRÓLEO

 

A instabilidade política no Norte de África e no Oriente Médio faz todo o mundo pensar na possibilidade de alta do petróleo. Desde 1956 a região passou a pressionar o mundo com o desabastecimento. Houve momentos em que o preço do produto em falta chegou a subir até 1.000%, comprometendo a economia mundial.

O Brasil, com sua história petrolífera, não pode ficar à mercê dos acontecimentos no Egito, Jordânia e demais países da região. Somos autosuficientes desde 2006 e, de quebra, temos o etanol e o biodiesel. Depois vem o pré-sal.

Espera-se que o governo e as autoridades econômicas sejam capazes de garantir a estabilidade brasileira, independentemente do rumo que tome o mercado internacional de combustíveis. O povo e as classes produtoras, que, via tarifa, já subsidiaram durante quase seis décadas as descobertas das reservas e a formação da indústria petrolífera nacional, são credores de toda a consideração e, principalmente, do direito de usar esse patrimônio, construído com seu suor, para garantir o bom funcionamento da economia durante a crise. Uma alta no preço dos combustíveis traria graves consequências para a política governamental de controle da inflação e toda a cadeia econômica, desde os mais altos produtores até os menores consumidores.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves, dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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ÍNDIOS ISOLADOS

 

Interessante a foto exposta na página A18 de terça-feira: um indiozinho segurando um facão. Rápida pesquisa na página eletrônica do Instituo Socioambiental revela que esses grupos (que podem ser formados por apenas um indivíduo) são objeto de estudo e preocupações conservacionistas da Funai, inclusive no caso de que não tenha a Funai estabelecido contato. Em assim sendo, pergunta-se: quem vem estabelecendo contatos com esses índios do território brasileiro, que podem sofrer ataques de índios vindos do Peru, a ponto de fornecer facões? Quem irá controlar a pretendida criação de "território dos isolados", sugerida pela ONG sediada em Londres Survival International, perdendo o Brasil mais uma fatia de terreno? Por que não se fala que o desmatamento no lado peruano também pode esconder outros interesses, inclusive petróleo? Acorda, Brasil.

 

Frederico Ricardo Hrdlicka frh@techmaster.ind.br

Cotia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PREFEITO VOADOR

Pois é! Onde está o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, ex-ministro da Previdência do governo Lula, quando a cidade está, mais uma vez, debaixo d´água?

Literalmente, voando! O prefeito foi à França para testar os caças Rafalle, como fez com os suecos.

Digníssimo prefeito, quem deveria estar testando caças é o nosso Ministério da Defesa, e não o senhor, que deveria estar aqui e resolver os problemas dos munícipes, que a cada enchente sofrem perdas!

Afinal, o senhor trabalha para os moradores de São Bernardo, que o elegeram, ou para o governo federal? É bom deixar isso bem claro, pois 2012 é ano de eleições!

Lígia Bittencourt ligialbc@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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KAFKIANO

É inaceitável que uma juíza de Direito de Pernambuco tenha deixado uma mulher presa por 12 anos, de forma ilegal, num hospital psiquiátrico. Tanto a Corregedoria do TJ-PE como o CNJ devem tomar medidas drásticas contra a referida magistrada, que revelou não ter a menor condição de exercer sua função. Ela deverá ser exonerada, além de responder civil e criminalmente pelos fatos ocorridos. Surpreendente também, neste caso kafkiano, é o fato de o Ministério Público e a Defensoria Pública de Pernambuco não terem tomado nenhuma medida contra a desídia da juíza, permitindo que uma pessoa ficasse privada de sua liberdade por longos anos, de forma indevida e em desacordo com a lei. Infelizmente, muitas outras pessoas espalhadas pelos rincões do Brasil podem estar vivendo dramas semelhantes a este.

 

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CADÊ VOCÊ

O artigo dedicado ao projeto Cadê Você, do Instituto Mara Gabrilli, publicado no Estadão de sábado passado (A2), é muito importante para trazer luz à discussão sobre a inclusão de deficientes no mercado de trabalho. O texto, assim como o próprio projeto, mostra que, muitas vezes, os deficientes não saem de casa para obter serviços básicos a que têm direito, como transporte adaptado, por exemplo. E, muitas vezes, isso acontece por falta de informações e desconhecimento.

O McDonald’s, assim como outras empresas, decidiu investir no projeto por acreditar que se trata de uma poderosa ferramenta para trazer esse público para as ruas, tornando-os cidadãos participantes do dia a dia e, inclusive, do mercado de trabalho. Se cada vez mais empresas apoiarem iniciativas como a criada pelo Instituto Mara Gabrilli, será possível ampliar o leque de oportunidades oferecidas às pessoas com deficiência e a melhor inclusão delas na sociedade. Muitos de nossos funcionários estão trabalhando nos mutirões do Cadê Você como voluntários e são testemunhas da falta de informações disponíveis para que os deficientes façam valer seus direitos.

Um outro projeto apoiado pelo McDonald’s nesse sentido foi o stand de Oportunidades Especiais, montado no Shopping Eldorado em setembro de 2010, que visava a cadastrar deficientes para trabalhar em empresas privadas. Em 15 dias, mais de 400 currículos foram cadastrados. Ou seja, vontade de trabalhar não falta: tanto das empresas, que buscam oferecer igualdade de oportunidades, quanto das pessoas com deficiência.

O censo do IBGE aponta que 14,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. A deputada Mara Gabrilli costuma dizer que, se essas pessoas estivessem circulando diariamente nas ruas, boa parte do problema já estaria resolvido, com o fim da pior deficiência que pode se ter, que é não saber receber ou lidar com esses cidadãos.

Parabéns pelo espaço dado ao jornalista Mauro Chaves para trazer à luz um projeto tão relevante.

Ana Apolaro, diretora de RH da Arcos Dourados, operadora da marca McDonald´s no Brasil marcia.cirino@s2publicom.com.br

Barueri

 

 

 

 

 

 

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