Cartas-03/08/2010

SAKINEH ASHTIANI

, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2010 | 00h00

Asilo?

A oferta de asilo à pobre iraniana ameaçada de morte por apedrejamento é mais um capítulo da incoerente relação Brasil-Irã. Em vez de criticar costumes bárbaros, a falta de liberdade de opinião, as prisões e condenações à morte por razões políticas ou frívolas, Lula "paz e amor" mais uma vez faz de conta que nada acontece e tenta o famoso jeitinho brasileiro de resolver as coisas. A posição do Brasil é cada vez mais confusa e incoerente na sua relação com países governados por regimes autoritários.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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É DESTERRO!

Lamento que o presidente Lula considere que uma mulher, mãe de dois filhos, esteja "causando incômodo" por sua conduta sexual, suposta ou real. O presidente está oferecendo a ela o desterro! Privá-la do contato com os filhos, os pais, os irmãos, os amigos. Afastá-la de seu meio, desconhecer seus direitos é desumano. A pena de apedrejamento é em si uma barbaridade. Será que é preciso lembrar que a mulher é um ser humano? E que seus direitos devem ser respeitados?

Eva Blay, professora titular do Departamento de Sociologia da USP eblay@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE PUBLICITÁRIO

Agora "avacalhou"? Tudo tão rápido, até parece que já estava combinado para mais este golpe publicitário. Conceder asilo à mulher condenada à pena medieval de apedrejamento só serve para essa gente posar de boazinha, e por muito pouco: fica resolvido apenas um problema pessoal. E o povo iraniano segue submetido a um regime teocrático e autoritário, fazendo mais vítimas. Certamente no futuro haverá mais refugiados e mais jogo de cena para aliviar a pressão sobre ditaduras perversas. Nos EUA, por exemplo, são milhões de cubanos, iranianos e, mais recentemente, venezuelanos, dentre outros, em geral buscando a liberdade e a esperança que lhes foram roubadas por regimes totalitários do tipo que a nossa diplomacia resolveu cortejar nos últimos tempos.

Antonio C. Da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

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BARGANHA

Muito mais injusto que ser condenada por adultério no seu próprio país é ser usada como barganha em eleição política em outro.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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VALE TUDO

Dona Dilma e seu palanque internacional: depois de Oliver Stone e Mick Jagger, vem aí Sakineh.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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MORTES PREMATURAS

Oxalá se o presidente Lula tivesse os mesmos olhos que enxergam os problemas da iraniana Sakineh para olhar os brasileiros condenados à morte por falta de atendimento nos hospitais do SUS, ou que tenham de transitar por rodovias federais sem conservação e até os que morrem de fome. Só Deus tira a vida, mas no caso do Brasil, se tivesse um bom trabalho do governo, muitos não morreriam prematuramente.

Helenir Roberta José jmadmimoveis@uol.com.br

São Paulo

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POLÍTICA EXTERNA

Incompetência

O reizinho de Caetés tentou resolver o conflito milenar entre árabes e judeus, o problema de Honduras, a crise entre o Irã e a comunidade internacional e agora a "guerrinha" entre Álvaro Uribe e Hugo Chávez. Não resolveu nenhum deles. Seria bom que solucionasse os problemas brasileiros, mas o que realmente interessa é financiar projetos de outros países via BNDES, perdoar dívidas de outras nações e mandar US$ 25 milhões para os palestinos de Gaza, além de tentar nos convencer de que o "poste" tem condições de governar este país.

James F. Sunderland Cook sunderland2008@gmail.com

São Paulo

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TREM-BALA

Boa alternativa

Há muitas e merecidas críticas à equivocada distribuição modal de transporte no Brasil. Basicamente, cargas de grande volume e baixo valor agregado deveriam ser transportadas por via marítima ou fluvial. Com a mesma lógica, deveríamos ter as cargas transportadas por via férrea, depois por rodovias, e as de pequeno volume e alto valor agregado, por via aérea. No caso de passageiros, o mais importante é que seja um transporte confiável (hora para sair e para chegar), seguro, rápido, confortável e econômico. O trem-bala, que custaria cerca de R$ 35 bilhões e representaria apenas pouco mais de 2% do nosso PIB anual, seria uma boa alternativa. Ou existe o lobby das empresas que hoje atendem este mercado? Atenção, no estudo de viabilidade técnica e econômica é preciso considerar que esses R$ 35 bilhões podem simplesmente ir para o ralo da corrupção.

Luiz Antonio da Silva, engenheiro de Transportes lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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POLÍTICA E EDUCAÇÃO

Que país é este?

A notícia de que os alunos Juliana Moura Bueno e João Pedro Lacerda de Sá Teles procuraram 50 instituições brasileiras públicas e privadas e não conseguiram ajuda (30/7) me levou a pensar em que país estamos vivendo. Deputados ganham auxílio-paletó e outro para despesas com mudança de cidade, sendo o primeiro de, no mínimo, o dobro do valor que cada um dos estudantes precisava para viajar e o segundo, acima de US$ 10 mil. Ou seja, para incentivo a nossos estudantes e à ciência é a maior burocracia, mas na política é completamente diferente! Parabéns ao empresário Raymundo Magliano Filho, presidente do Instituto Norberto Bobbio, que se sensibilizou e se dispôs a ajudar os estudantes que nos vão representar no comitê do Global Model United Nations.

Washington Beraldo beraldowashington@terra.com.br

Sumaré

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ATAQUES

Em São Paulo

Treze carros incendiados, atentado contra nada menos que o comandante da Rota: não é mesmo coisa do PCC! Deve ser obra de saci-pererê, duende, boitatá...

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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"Coincidência? Ano de eleição. Em São Paulo, ataques do PCC, tudo a ver"

ROBERTO ALIBERTI / SÃO PAULO, SOBRE AS AÇÕES CRIMINOSAS DOS ÚLTIMOS DIAS

aliberti-rbe@uol.com.br

"Eu não acredito em coincidência. Ano de pleito presidencial, o maior parque eleitoral do País governado pela oposição. A cena se repete, com atentados à

vida de policiais militares. Só não vê quem não quer"

ANSELMO CARLOS FIORINI / SÃO PAULO, IDEM

a.fiorini@ig.com.br

"Aconteceu em 2006 e, agora, em 2010..."

RONALDO GOMES FERRAZ / RIO DE JANEIRO, IDEM

ronferraz@globo.com

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TEMA DO DIA

Obama encerra ações militares no Iraque

Tropas americanas permanecerão no país em funções de apoio e de treinamento por prazo indefinido

"Isso foi para cumprir uma promessa de campanha. Não sinto que o país já esteja em condições de manter a ordem."

MARIO VENDITI

"Prova de que os EUA já confiam o suficiente no novo governo iraquiano que ajudaram a fortalecer. Parabéns, Obama!"

JONATHAN PORTO

"Após apanharem por seis anos, vão se declarar vitoriosos e cair fora de um Iraque destruído e com 100 mil mortos."

EDSON MUTTI

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

ATAQUES DO PCC

Qualquer semelhança com a campanha eleitoral presidencial de 2006 é mera coincidência, repete-se em 2010. Os aliados do PCC querem desestabilizar politicamente o candidato adversário, é o já conhecido ''vale-tudo''. À Polícia Militar resta enquadrar essa corja de bandidos, para evitar que inocentes paguem com a vida.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Perguntar não ofende

Por que é só em ano de eleição para o governo do Estado que a população de São Paulo é exposta a ataques contra a PM e carros queimados? Qual partido, manifestamente, tem aloprados capazes de se unirem à escoria?

Mirel Gonçalves Souza mirelgsouza@yahoo.com.br

Santos

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Atentado à ROTA

Que coincidência incrível! Esses ataques do PCC, desta vez à Rota paulista, reaparecem perto das eleições!

É claro que São Paulo há muito deixou de ser uma cidade boa para se viver, mas por que será que ocorrem cada vez mais crimes e turbulências de toda ordem em ano eleitoral?

A quem interessa mostrar uma cidade nessa situação?

Perdoem-me os militantes, treinados em práticas inescrupulosas de guerrilha e terrorismo, amiguinhos das Farc: deve ser neurose minha.

Mônica Abate Guglielmi nicabate@yahoo.com.br

São Paulo

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Aonde chegamos...

Lamentamos que quartel e oficial das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) tenham sido alvo neste fim de semana. Se a Rota, que a meu ver é sem dúvida alguma o batalhão da polícia mais eficiente e bem preparado de nosso país, está sendo ameaçada, acredito que está passando da hora de nossas autoridades, além de tomarem providências, fazerem alguma alteração em nossas leis, pois como as coisas estão caminhando muita coisa terá de ser repensada... Certos males na vida terão de ser cortados pela raiz, caso contrário, inocentes terão de pagar um preço muito alto por coisas que não cometeram...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Atentados

Gozado, é só as pesquisas em São Paulo mostrarem a derrota de determinado partido que começam as ações para intranquillizar a população, tal qual foi na época da eleição do Serra para governador. Imaginem o que acontecerá no País caso o PSDB ganhe as eleiçoes.

José G. Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

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PCC e a política

Novamente, próximo às eleiçoes, o PCC mostra as suas garras? Lembram-se dos violentos episódios ocorridos em 2006? Também houve eleições majoritárias, para presidente, governador, etc. Por que será? É mera coincidência? Além das Farc, também temos de aturar isso?

João Magro Ventura joaomv@terra.com.br

São Paulo

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Ataque à polícia

Bata ser ano de eleição em São Paulo para os traiçoiros aproveitarem para realizar os covardes ataques, já feitos em outros anos eleitorais. Esses traidores podem ter a certeza de que não é com atitude mesquinha e violenta como essa que amedrontarão ou mudarão a intenção de voto de uma das regiões politicamente mais esclarecidas do Brasil.

Aliás, quem é o senador Mercadante e que autoridade tem para falar sobre segurança no Estado de São Paulo? Esse senhor disputa a eleição para governador de São Paulo por absoluta falta de opções de candidatos do seu partido neste Estado, onde o seu PT nasceu, é majoritariamente desacreditado pelo povo paulista. Nem com falsos dossiês conseguirá reverter a fragorosa derrota que o espera de braços abertos.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Marina e Dilma, unidas contra São Paulo

As infelizes declarações das candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva sobre a segurança em São Paulo mostram seu total desconhecimento a respeito do assunto, já que as taxas de criminalidade, tanto no Estado, quanto na capital, tiveram drástica redução na última década, segundo estudos divulgados inclusive no site do Senado Federal.

Mais uma vez o PT e seus aliados mentem para a população, tentando desestabilizar nosso Estado, buscando o voto dos incautos e desinformados, por meio de métodos desonestos e fraudulentos, o que parece ser uma rotina desse partido, que tanto abominamos aqui, em São Paulo.

Já que nossa legislação eleitoral é fraca e não prevê nenhuma punição para essa atitude criminosa, praticada por Dilma e Marina, só nos resta dar-lhes a resposta merecida nas urnas.

Fora PT e seus filhotes!

Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com

São Paulo

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Mercadante em campanha

Mercadante é imprudente, porque, ao afirmar que o PSDB perdeu o controle sobre o sistema prisional - referindo-se aos estranhos ataques ocorridos no último fim de semana em São Paulo -, dá margem a que se vinculem estas ações violentas aqui ocorridas a interesses políticos visando a manchar o trabalho da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo e do ex-governador José de Serra. Pois, afinal, Mercadante está empunhando uma lanterna desonrosa, ainda que prevista, nesta campanha. E se não consegue crescer por si mesmo..., a opção que lhe resta é tentar fazer descrescer o nome do candidato do PSDB em prol da candidata petista à Presidência da República.

Pode-se ir ainda mais longe ao se prever que São Paulo, com estes ensaios dos últimos dias, poderá viver um Dia dos Pais tão trágico como foi o Dia das Mães de 2006, quando o crime organizado parou o Estado de São Paulo inteiro, com atentados violentos do PCC contra a polícia, tanto na capital como em cidades do interior, levando o terror a toda a população.

Não por acaso em 2006 também ocorria uma campanha eleitoral para a Presidência da República, em que os principais candidatos eram Lula e Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo. Bom... como acaso não existe, quem souber somar 2+2 chegará a um único resultado possível.

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Salve geral!

O sr. Aloizio Mercadante perdeu uma excelente chance de ficar calado. Ao afirmar que ''o PSDB perdeu o controle sobre o sistema prisional'', referindo-se aos estranhos ataques ocorridos no último fim de semana, em São Paulo, aguça as suspeitas de que estes sinalizam o início da sua campanha eleitoral. Salve geral!

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Uma pergunta ao senador

Senador Mercadante, o senhor se acha preparado para governar o maior Estado da federação.

O senhor também vive dizendo que o presidente Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve.

Diante desses dois fatos, eu lhe pergunto: por que o melhor presidente brasileiro

da História jamais lhe confiou um Ministério, por menor que fosse, em quase oito anos de governo?

Se o senhor não serviu para ministro do melhor presidente da História, por que

Nós, paulistas, deveríamos elegê-lo nosso governador?

O senhor nos envergonha como senador e agora ainda quer ser nosso governador?

Tenho sérias restrições ao presidente Lula, mas no seu caso em particular, ele acertou em cheio ao não o chamar para fazer parte de seu governo.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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Os petistas não aprendem!

Em ano eleitoral querem entrar em São Paulo sempre pela porta dos fundos. Coincidência ou não, os ataques neste domingo do PCC dão um "déjà vu" danado, remetendo-nos ao que sempre acontece na cidade em ano de eleição. Mal saiu na imprensa e lá vem dona Dillma elogiar a segurança pública no Rio de Janeiro, contrapondo-se a São Paulo, "tão violenta"! Justo o Rio, que não sai das colunas policiais todos os dias.

Mercadante, como não poderia deixar de ser, falou as batatas de sempre em cima dos seus mirrados 18% de intenções de voto, querendo talvez alcançar seu principal opositor e repetindo o mesmo refrão de anos! Por isso o PT não ganha eleição em São Paulo. Eles aproveitam assuntos como enchentes e bandidagem, coisas endêmicas numa cidade do porte da capital, para fazer sua propaganda política para lá de fraca e sem criatividade. Estatísticas estão aí para mostrar que São Paulo, em proporção da sua população, é hoje o 25.º Estado do país em assassinatos e poderia estar muito melhor se o governo federal tomasse conta das fronteiras, contra entrada de armas e drogas. Os petralhas continuam achando que São Paulo é o quintal do restante do Brasil. Não nos esqueçamos de que São Paulo vive há muitos anos muito bem administrada e ajudando a alavancar o Brasil!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Segurança

Está mais seguro viver em São Paulo. Há agora dez assassinados por 100 mil habitantes. A taxa média nacional de homicídios é de cerca 25 por 100 mil habitantes! É uma verdadeira guerra civil. O povo paulista está mais tranquilo nas ruas e nas suas casas.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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Guerrilha

Será que o PT não poderia ser mais criativo? Em todas as eleições é a mesma tática, usam os ''comandos bandidos'' e atacam, queimam ônibus, matam e causam pavor com motivação meramente política. Já estamos acostumados com essa metodologia de guerrilha. Isso é uma vergonha!

Leila E. Leitão

São Paulo

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MORTES MISTERIOSAS

A imprensa não divulga, mas estão ocorrendo mortes misteriosas. Dia 26/7, em Brasília, depois de ser preso sem justificativa, morreu o sr. Yves Hublet, aquele que, por ocasião do mensalão, agrediu José Dirceu a bengaladas. Por tal fato sofreu perseguição, mudou-se para a Bélgica e teve de vir ao Brasil para resolver assuntos em Brasília. Ao descer do avião foi preso, morreu na prisão e teve o corpo cremado - por quê? Há cerca de dois meses, aconteceu o mesmo com um dos diretores da Bancoop que iria prestar depoimento na CPI instaurada em São Paulo e confirmar desvios de verba na entidade. Morreu sem se saber como e também foi cremado - por quê? Eliminando provas talvez não se corra o risco de ter um longo processo investigatório como da morte de Celso Daniel. Qual a ligação que terão os três casos? Quantos mais casos idênticos e ignorados ocorreram e por quê?

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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País da mentira

Não é à toa que no nosso Brasil a palavra não tem valor. Mentimos sobre tudo.

Ofiicialmente, o Censo 2010 começou ontem, certo?

Mentira, as equipes de recenseadores nem sequer receberam os equipamentos, até mesmo em importantes cidades paulistas.

A mentira não é só do governo, pois rádios e televisões fizeram parte da farsa.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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CENSO IBGE

Ouvi um relato de um amigo que estará fazendo o Censo 2010 e fiquei estarrecido.

O governo resolveu dar o ''mau exemplo'' da picaretagem.

Sabiam que os recenseadores não serão registrados em carteira como ''trabalho temporário''?

Pois é, vão fazer um simples contrato de prestação de serviços, e virem-se como quiserem.

E o INSS, FGTS, férias proporcionais, alimentação, etc., como ficam?

Se fosse uma empresa privada, já haveriam aplicado algumas multas, não é?

Além disso, cada um teve de procurar uma empresa de exames pré-admissionais para fazer seu dito exame e ainda por cima pagar como particular.

É o fim da picada!

Por que não colocaram todos numa sala grande e contrataram alguns médicos para realizar tal tarefa?

Isso numa cidade de 600 mil habitantes, como Joinville (SC), imaginem num grande centro como São Paulo.

Parabéns, IBGE e governo federal, pelo belo exemplo.

César Roberto Alves Moreira caesar.joi@terra.com.br

Joinville (SC)

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Delfim Netto

Mais do que oportuna a advertência do professor Delfim Netto sobre a compra de terras brasileiras pelo governo chinês (1.º/8, B6). Posse de terras por governo estrangeiro é um verdadeiro risco, chinês ou qualquer outro, mormente por um país que precisa de grande área para alimentar mais de 1 bilhão de habitantes!

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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Faça o que eu mando mas não faça o que eu faço.

Em 2008, na cidade de Oslo, na Noruega, foi assinado um tratado que proíbe o uso de bombas de cacho, ou de fragmentação. Dispositivo mortífero que causa danos em larga escala ao explodir. O tratado acaba de entrar em vigor. Mas o Brasil, que fabrica esse tipo de bomba, não assinou o tratado. E o nosso grande líder Lulhah Al Chávez Morales Fidel Noriega o que teria a dizer? Afinal, o Brasil quer a paz mundial.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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O Brasil e as bombas fragmentárias - vergonha

É inaceitável que o Brasil produza e exporte bombas fragmentárias e se tenha recusado a assinar acordo internacional contra elas. As bombas fragmentárias causam danos gravíssimos às populações civis e suas maiores vítimas são crianças inocentes, que morrem ou ficam mutiladas. É realmente uma grande canalhice que o Brasil se preste a tal papel hediondo e seja responsável pela morte de civis inocentes pelo mundo afora. Nota zero para o Itamaraty e o governo federal pela sua total falta de ética e desrespeito pela vida humana.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Asilo para iraniana

O que motivou nosso réctil presidente foi simplesmente fazer uma média política, conseguir pontos pela simpatia, o velho jogo político longamente acusado pelo PT quando ainda era povo. Eram pedras, agora viraram vidraça. Vai

servir como uma pedrada na careca do Serra. Gostaria de aproveitar e pedir ao nobre Presidente, irredutível em suas idéias e seu caráter que, aproveite e comente sobre aqueles dois boxeadores cubanos caçados e entregues ao barbudo

moribundo da ilha. E que também faça o mesmo com aquele assassino italiano, de quem nunca mais se ouviu falar. Vá trabalhar pelo País, justificar sua

eleição e seu salário, senhor Presidente. Tem muita coisa mais importante para fazer. Leve a iraniana, por conta própria, para São Bernardo e a empregue em algum Frango com Polenta às margens da Anchieta!

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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Tudo pela vida

Antes tarde do que nunca. Presidente Lula, espero que suas gestões ajudem na libertação da senhora Sakineh Ashtiani. Com todo o respeito, suas amizades pessoais não me dizem respeito. Já suas amizades como representante máximo do Brasil, sim. A título de esclarecimento: "esta mulher", Sakineh, não pede por asilo, e sim pede pela vida. Quem pediu asilo foram os pugilistas Rigondeaux e Lara, lembra? Quem pediu pela vida foi Orlando Zapata, lembra? Quem pede ajuda para sair de Cuba é a blogueira Yoani Sánchez, lembra?

Ela não incomoda ao Irã, e sim o Irã que incomoda o mundo livre.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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REFÚGIO PETISTA

Ahmadinejad entrou na campanha de Dilma, provavelmente vai aceitar a oferta de Lula de receber Sakineh Mohammadi, condenada à morte por apedrejamento. O PT vai mostrar Lula como um defensor dos direitos humanos e os 72 milhões de eleitores que não têm nem primeiro grau vão acreditar e a mãe PAC fatura uns pontinhos nas pesquisas.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Biruta

Após as suas declarações desastradas a respeito da iminente "lapidação" de uma pobre mulher na antiga Pérsia, ora governada por xiitas, tidos por seus simpatizantes, o nosso pretendente, ao epíteto de "genial guia do povos", outrora pertencente ao camarada Stalin, tenta consertar a excreção efetuada, oferecendo asilo à condenada, girando a sua posição em 180 graus e demonstrando não ter convicção alguma, conforme já era notório...

Caio Augusto B. Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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A justificação do mal

Fazendo-se parecer magnânimo, Lula resolveu ''aceitar'' a presa iraniana condenada por ''adultério'' (note-se: ela é viúva) não sem antes banalizar o horror que acontece no Irã com o objetivo de fazer propaganda própria (claro, e da sua candidata), amenizando a situação do tirano que mata e pendura em guidastres seus adversários.

Essa acolhida, portanto, tem dois objetivos: fazer de Lula um exemplo de humanidade e sensibilidade, apagando a imagem que transmitiu quando comparou os presos políticos cubanos a criminosos comuns, e provando ao mundo que sua aproximação com o ditador iraniano teve um fato positivo.

Desse modo o negador do holocausto e financiador do terrorismo poderá continuar a enforcar seus adversários e aplicar penas de morte a outros cidadãos (há mais 12 mulheres condenadas ao apedrejamento).

Lula em nenhum momento se pronunciou contra essas barbáries nem ofereceu asilo a nenhum desses infelizes. E quando pode proteger alguém, enviou de volta ao seu país (pugilistas cubanos).

E ainda teve o tremendo mau gosto de se referir aos adultérios masculinos cantarolando o samba ''Atire a primeira pedra'', inferindo ser o Brasil um refúgio para adúlteros, nunca para as vítimas das ditaduras.

Isso tudo num palanque eleitoral, mais uma vez infringindo a lei, pois estava se referindo a um ato do governo.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Expulsão

Luiz Inácio fez a oferta a Ahmadinejad; este parece, segundo o noticiário, que estaria disposto a aceitar. Ou seja, a iraniana Sakineh Mohammadi, condenada a morrer sob a forma cruel de apedrejamento, viria para o Brasil. Ora, vir a condenada para o Brasil significa que a crueldade da pena de morte é mantida; significa que Sakineh não foi a primeira nem será a última; significa que no Irã direitos humanos são coisa própria dos ocidentais. E o que é pior, significa expulsar um nacional, coisa impossível e inadmissível neste e na grande maioria dos países. Acolhendo Sakineh, o Brasil não estará proporcionando-lhe um refúgio, mas, sim, permitindo-lhe homiziar-se contra a fúria machista, preconceituosa e intolerante assentada nas leis penais do Irã, das quais Ahmadinejad é o títere. Além disso, reforça a existência de profundas diferenças entre os dois países na fixação do conceito de cidadania e reitera o isolamento total do Irã em face dos demais países do mundo. A solução aventada da expulsão não é, decididamente, a melhor; mas, melancolicamente, por enquanto resolve um problema relacionado ao direito à vida de uma mulher oprimida.

PEDRO LUÍS DE CAMPOS VERGUEIRO- pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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Advogado criminalista

O "cara" agora já arrumou o emprego que estava buscando fora do País, quando sair da Presidência: advogado criminalista no Irã, pois lá é amigo do rei e fica mais fácil escapar quando chegar a sua vez.

Luiz Carlos Cunha luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

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Pior castigo

Qual é o pior castigo, morrer apedrejada ou viver no Brasil sob o governo petista?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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GAFF MAIS RECENTE DE LULA

Armadimejah, liberte e mande a mulher adúltera que o Irã condenou à morte para o Brasil, que aqui ela será bem recebida e protegida. Afinal, Lula, qual é a sua? Você defende o Irã da bomba atômica e condena o da pena de morte? Este é o presidente do Brasil do PT. Está na hora de parar de brincar e fazer piadinhas ridículas com coisa séria!

José Alberto de Paiva alpai12@yahoo.com.br

São Paulo

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Bumerangue

Lulla - sem nenhum remorso -, temendo ser ''apedrejado'', ''irrevogou-se''.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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Apanhe um lápis, escureça as áreas numeradas e descubra onde está o troglodita

Desde 2003 sei que teria de aturar um falastrão irresponsável desempenhando a função de presidente da República, primeiro por quatro, depois mais quatro anos. Agora sei que, muito mais que isso, trata-se de um cínico horripilante. Esse homem ousa assinar um documento chamado PNDH-3, elaborado não sei em que planeta, mas bem se vê que pouco se importa com essa ficção que esse bando de doidos, ou de hipócritas, chama de direitos humanos. ''As pessoas têm leis. Se começarmos a desobedecer às leis deles para atender a pedido de presidentes, daqui a pouco vira uma avacalhação'', disse o presidente a respeito do iminente apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani. Tal declaração, feita com seu tom ''sincero'' e coloquial de homem simples e honesto que só o maior demagogo jamais conhecido neste país é capaz de representar, chamando de ''leis'' um costume de trogloditas de turbante, insensível ante a tragédia inominável que se anuncia, é atitude de uma insensibilidade que apequena o homem e anula o cargo que ocupa. Isso é falta de decoro.

Martim Afonso Palma de Haro martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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Para que time ele torce?

Lula ofereceu asilo à iraniana Sakineh Mohammedi Ashitiani, condenada à pena de morte por apedrejamento, acusada de suposto adultério. Mas não se atreveu a criticar o regime nojento de seu amigo Ahmadinejad.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Troca-Troca

Lula diz que aceita acolher a mulher "infiel" do Irã. Que tal enviar em troca alguns políticos ficha-suja para serem apedrejados lá?

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Podemos e vamos chegar lá!

O sr. Márlon Jacinto Reis, juiz de Direito no Maranhão, grande incentivador e cuidador da Lei da Ficha Limpa, vem nos lembrar de nossa eterna responsabilidade sobre os destinos da Nação, já nos impulsionando para nova mobilização, desta vez no sentido da "inadiável" reforma do vigente sistema eleitoral, visando a acabar com os vícios dos partidos, infectados de compadrios e vigarices. Não tenho dúvida, a sociedade brasileira vai responder a mais esse chamado, confiante: "...Temos de acreditar nalguma coisa e, sobretudo, temos de ter um sentimento de responsabilidade colectiva, segundo o qual cada um de nós será responsável por todos os outros"(José Saramago). Por um Brasil melhor: essa briga é só nossa, do conjunto do povo brasileiro, não é mesmo?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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FISCALIZAR CANDIDATOS

Numa campanha publicitária, o presidemte do TSE recomenda aos eleitores que pesquisem a vida/ficha dos candidatos para não votarem errado. Os eleitores não têm tempo para isso: têm de trabalhar para sustentar a família ou são analfabetos ou semi, e não saberiam como fazê-lo. Como os eleitores já pagam os altos salários desse Judiciário, por que ele não cassa as candidaturas dos aéticos? Parece-me que isso é tarefa dessa Justiça, e não só aplicar multinhas.

Mário A. Dente - dente28@gmail.com

São Paulo

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"Cara ou coroa?"

Excelente o artigo de FHC com esse título (1/8, A2), mostrando as diferenças entre o atual governo de Lula, prolongando-se por meio de Dilma, e o governo de oposição de Serra. Contudo, como todo o artigo, o espaço de conclusão costuma ser muito curto e não lhe permitiu revelar a profundidade e amplitude dessas diferenças. Elas podem comprometer o grau de nossas liberdades democráticas, a eficiência de nosso processo produtivo e nossos ideais republicanos. O futuro com Dilma é imprevisível por duas razões muito simples: primeiro, porque a quase continuidade da política econômica e social de FHC por Lula esconde mudanças importantes que ampliarão as diferenças com o tempo. É bem possível que Lula as tenha introduzido sem saber as conseqüências delas no longo prazo. Um exemplo pode esclarecer: o Brasil viveu todos os oito anos de seu governo sob a égide da política de participação nos lucros da exploração de nosso petróleo, adotada por FHC. E somente nos próximos governos vamos saber o que acontecerá com o novo modelo de concessão de Lula, em que o governo receberá sua participação na exploração em espécie, isto é, em petróleo extraído dos poços. Trata-se de modelo desenvolvido por Dilma em colaboração com outros "idealistas" que aproveitaram a facilidade de Lula "poder assumir qualquer posição porque, em princípio, nunca teve posição alguma", bem como de usar e abusar de sua altíssima popularidade para dobrar o Congresso e aprová-la este ano. A segunda razão é que, para Dilma, a ordem dos fatores alterou sua visão de mundo, pois primeiro se embrenhou em luta armada (17 anos, saindo do Colégio Sion!) sem ter conhecimento e maturidade para saber por que o para quê, além de ideais vagos sobre derrubar a ditadura e implantar o socialismo no Brasil. Pagou caro por isso. E, depois, estudar com mais tempo e, já madura, como funciona o capitalismo, suas forças e fraquezas e, posteriormente, participar dos ideais do capitalismo nacionalista e estatizante de Brizola, no PDT, que ajudou a fundar. Se no início Dilma dependia de Lula, nestes dois últimos anos ela e os estatizantes do governo, que não são poucos, aproveitaram-se da crise financeira internacional e iniciaram um processo estatizante "nunca antes visto neste país". Lula "sempre voando", não tem a mínima idéia de aonde isso tudo nos levará, pois não é homem de modelos e projeções, muito menos refém de ideologias. Dilma é bem diferente. Basta ler o recado que ela deu ao Stédile em entrevista ao Estadão. Quem estudou um pouco de geometria sabe que pequenos desvios de ângulos levam a distâncias incomensuráveis entre o tipo de sociedade que teremos no longo prazo.

Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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A lamentar

A respeito do artigo de domingo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no Estadão, o que dizer? Só tenho a lamentar. Além de falso e insosso, o autor, mais uma vez, como tucano, justifica o título de ''lobo vestido de cordeiro''.

Lembro-me muito bem do governo dele e não tenho saudades.

Gilberto Macedo gilcedo@terra.com.br

São Paulo

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Eleição

Eu não votei no ''cara'' e não vou votar na coroa.

Dalva Regina Pereira drpereira@bol.com.br

São Paulo

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Suposta perda bilionária com pré-sal

Não poderíamos deixar de lançar um reparo ao argumento de que o regime de partilha dos resultados do pré-sal implicará uma perda tributária de R$ 12,3 bilhões, considerando-se que a União, como é óbvio, não pode tributar a própria União, como, de resto, não poderia tributar Estados e municípios. Não se cogita de tributo, mas de participação direta nos resultados, o que não significa perda para os cofres públicos. Esta haverá, em tese, para Estados e municípios, em razão do sistema de centralização dos recursos com a União. E a solução dependerá, fundamentalmente, da atuação política eficaz dos governadores estaduais e respectivos senadores e da orientação do governo federal, para que sejam descentralizados isonomicamente, modo já consagrado de melhor aplicar as verbas públicas em favor da comunidade.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Dia dos Pais

Uma notícia no telejornal ontem da Band mostrou uma criança de 5 anos transtornada e desesperada ao ver seu pai ser preso por soldados israelenses pelo simples motivo de ter desviado água para sua plantação. Ela chorava gritando e agarrava as pernas dos soldados sem entender o que acontecia. Eu, judia de pai e mãe, fiquei horrorizada, emocionada e envergonhada: esses brutos se esqueceram da Ética Judaica. Quando eu era criança perguntei ao meu rabino o que era pecado para um judeu e recebi dele a seguinte resposta: ''Em todos os textos dos ensinamentos judaicos só existe uma única menção a pecado, que é a humilhação imposta a um ser humano ao ser desproovido do seu instrumento de trabalho e sobrevivência''. A reportagem da TV termina com o comentário de que a criança será encaminhada para tratamento psicológico pelo trauma sofrido.

Anette Fuks anettefuks@hotmail.com

São Paulo

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