Cartas - 04/02/2011

GOVERNO DILMA

, O Estado de S.Paulo

04 Fevereiro 2011 | 00h00

Trabalhando em silêncio

Quem esperava que Dilma Rousseff falasse algo de novo em seu discurso no Congresso Nacional se frustrou. Apontar feitos passados ou indicar setores problemáticos não acrescentou nada. Dilma tem de ser clara nas metas de seu governo, apresentar soluções para pontos críticos. Afinal, para o bem ou para o mal, hoje ela é a presidente do Brasil. Portanto, já está na hora de parar de repetir obviedades como trabalhar em prol dos "superiores interesses do Brasil", porque é evidente que isso já está implícito no seu, digamos, "contrato de trabalho". Mas pode-se pensar também que esse silêncio de Dilma sobre os planos do seu governo seja proposital. Sua discrição extremada sobre os seus planos não indica imobilismo, ao contrário: não passaria de um estratagema para evitar atritos antecipados contra suas reais intenções. Se assim for, preparemo-nos porque vem chumbo grosso! Lembram-se do conteúdo do primeiro programa de governo que Dilma apresentou ao TSE e depois, por causa da grita geral, trocou rapidamente por outro, alegando engano? Pois é, eu não esqueci...

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Arrocho

Nesse "pacto social" (leia-se arrocho) anunciado por Dilma - que, trocando em miúdos, significa aperto no salário mínimo, corte nos investimentos, congelamento da Tabela do Imposto de Renda, a volta da CPMF - e que já está chegando, adivinhem quem é que vai ser o bode expiatório, para variar? Nós, os contribuintes da classe média, claro! Banqueiros e elite são os eternos isentos de qualquer arrocho.

IRACEMA PALOMBELLO

cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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Previdência

A presidente Dilma está examinando a proposta de reduzir de 22% para 14% sobre a folha de salários a contribuição das empresas para o INSS. O objetivo seria aumentar o nível de emprego e impulsionar as exportações. É um equívoco, não é por aí. O orçamento da Previdência Social para este ano está em torno de R$ 280 bilhões. Desse total, os empregadores participam com 75% e nós, empregados, com 25%. Esse é o perfil da receita do setor. Assim, se as empresas passarem a recolher 14%, equivale a diminuir em 21% a arrecadação geral. O INSS perde R$ 56 bilhões. Fecha.

FRANCISCO PEDRO DO COUTTO

pedrocoutto7@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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Desafios

A aceleração da inflação é uma preocupação do governo. A valorização do real é outra. É certo que Dilma vai enfrentar sérios problemas nesse campo e também nos de câmbio, contas externas, procurando conjugá-los com níveis de crescimento superiores a 5% ao ano, com distribuição de renda. Não vai ser tarefa fácil e Dilma tem de manter uma estratégia que melhor conduza ao sucesso desses desafios. Tributar os investimentos estrangeiros especulativos reduz a apreciação do real e aumenta a arrecadação. É pagar para ver se o governo vai fazer o que ainda resta a ser feito. Vamos aguardar.

CARLOS IUNES

carlosiunes @bol.com.br

Bauru

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SENADO

Todos incompetentes?

É incrível que, dentre 81 senadores eleitos, só o "coitadinho" do Sarney tenha capacidade para ser presidente do Senado. Alguma coisa está errada. Ou elegemos somente pessoas incompetentes para essa Casa legislativa ou há muita podridão ali que tem de ser abafada pelo presidente do Senado. Alguém sabe a resposta? Ou vamos acreditar que esse senhor quer mesmo se sacrificar pelo povo brasileiro, continuando no poder indefinidamente? Me engana que eu gosto...

MARINA R. BLANCO

mmalufi@terra.com.br

Olímpia

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As pragas do Egito

Alguns leitores do Estadão, de forma muito apropriada, lamentam a eleição de José Sarney para presidente do Senado e chegam a mencionar a revolta popular dos egípcios contra as suas decadentes oligarquias políticas, representadas pelo presidente Hosni Mubarak, como exemplo a ser seguido por nós. Francamente, não sei se é o caso nem mesmo se cabe essa comparação. Mubarak é Mubarak. Sarney, além de ser Sarney e sua família, foi Jânio, Castelo, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo, Tancredo, Itamar, FHC, Lula e hoje é Dilma. Eleito senador pelo Amapá com pouco mais de 100 mil votos, Sarney não sobrevive fora do poder e, ao tomar posse pela quarta vez como presidente do Senado, chorou lágrimas de crocodilo. Obviamente que de um crocodilo com uma imensa e afiada bocarra. Não há nada pior do que Sarney, nem as dez pragas do Egito.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

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Amador x profissional

Na arte de se perpetuar no poder, Mubarak é amador comparado a nosso incansável Sarney. O egípcio mal consegue emplacar 30 anos em seu país, enquanto o brasileiro se elege desde 1958 com os votos do Maranhão e, mais recentemente, do Amapá. Podem falar o que quiserem, mas o Zé Ribamar entende como poucos os caminhos que levam ao poder.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

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Brasil decente

Se nos mobilizamos nas tragédias espalhadas pelo mundo, vamos usar esta força para nos mobilizarmos por um Brasil decente.

MARISA CRUZ

marisa.s.cruz@gmail.com

Cotia

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VIRACOPOS

Ampliação

Aqueles que decidem as licenças ambientais gostam de chegar em casa e usufruir água e energia. Não seria de maior interesse público dinamizar os projetos, sempre sob amplas compensações ambientais?

FLAVIO LANGER

diretoria@spaal.com.br

São Paulo

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TAÇA LIBERTADORES

Tolima 2 x 0 Corinthians

Nunca antes na história deste país um time brasileiro foi desclassificado na primeira fase da Libertadores. Parabéns ao Coringão pela façanha! Qual será a próxima "conquista"?

FERNANDO BLANK

drblank@ig.com.br

Indaiatuba

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"Será que o principal projeto dos congressistas é quebrar o Brasil?"

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE A AGENDA DE GASTOS DOS PARLAMENTARES

luver44@terra.com.br

"Mais cedo ou mais tarde, o povo se revolta contra os parasitas da Pátria. Cuidado, Brasil!"

WALTER MENEZES / SÃO ROQUE, IDEM

wm-menezes@uol.com.br

"Será que depois da "centenada" vamos assistir a uma "centeumnada"?"

RONALDO GOMES FERRAZ / RIO DE JANEIRO, SOBRE A DERROTA DO CORINTHIANS PARA O TOLIMA

ronferraz@globo.com

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TEMA DO DIA

China espanta clientes dos exportadores

CNI mostra perdas para 67%; de setores como o têxtil, de calçados até os equipamentos hospitalares

"Se câmbio fosse o problema, a Alemanha não teria superávit mensal maior que o nosso anual. A moeda vale quase o dobro!"

ERMES LUCAS

"Os militares fizeram política de substituição de importações, erro aliado à pouca capacidade do empresariado e do governo."

FRANCISCO FELIZ

"Precisamos substituir exportações de produtos primários pelos de maior valor agregado, para a economia crescer."

HÉLVIO ARAÚJO

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

VEXAME HISTÓRICO

 

Ao perder por 2 x 0 para o pequeno Tolima, da Colômbia, o Corinthians deu um vexame histórico, talvez o maior em seus cem anos de existência. É a primeira vez que um clube brasileiro é eliminado na pré-Libertadores e não vai para a fase de grupos da competição. Além da humilhação dentro de campo, fora dele o clube vai perder milhões de reais com essa eliminação precoce. Foi uma verdadeira vergonha para o futebol brasileiro. Ronaldo, Tite e o presidente Andrés deveriam deixar o clube imediatamente. Ao que parece, o Corinthians nunca vai conquistar uma Libertadores.

 

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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UM PEDIDO

Sr. Andrés Sánchez, ainda que o Estadão me concedesse página inteira para que eu listasse todos os seus erros, incongruências e falta de planejamento durante todos esses anos à frente do glorioso (e judiado) Sport Club Corinthians Paulista, acredito que mesmo assim o espaço seria insuficiente.

O senhor não tem competência e nenhuma condição para ocupar esse cargo, sempre tido como um dos mais importantes do Brasil! Por favor, se ainda lhe resta um pouquinho só de lucidez e bom senso, faça essa imensa torcida menos sofrida neste momento de tristeza, mais um, sob a sua nefasta administração: renuncie! Demita toda a diretoria, demita a comissão técnica, a começar desse sr. Tite, que pode entender, sim, de chimarrão, jamais de futebol. Providencie a saída imediata de, no mínimo, meia dúzia de jogadores "come-e-dorme" que infestam o elenco corintiano A começar por Ronaldo! Se o senhor desejava alguém para fazer relações públicas, contratasse a Gisele Bündchen! Além de infinitamente mais bonita, ela não iria querer ocupar um espaço no campo de jogo. Depois de tudo isso, peça demissão em caráter irrevogável e convoque novas eleições o mais breve possível. Faça isso e desapareça, para sempre, do Parque São Jorge!

 

Renato Luis C. Gagliardi lazio@ig.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

 

Antes de qualquer coisa sobre a eliminação do Corinthians da Libertadores, façamos uma regressão. Tudo começou quando bastaria vencer um quase rebaixado Vitória e o time misto do Goiás para simplesmente ser campeão brasileiro. Resultado: dois empates chorados, terceiro lugar e a pré-Libertadores. Normal, é só vencer qualquer timeco das Américas que certamente teremos pela frente. Campeonato Paulista: o mesmo futebol sem criatividade, ataque nulo que depende de Ronaldo. Mas a bola não chega! Dois empates contra times inexpressivos. Algo estava errado e o Tite não viu. Tolima no Pacaembu: 0 x 0 no sufoco. Basta vencer lá. Mas como? Jogando esse futebol? E o Tite não viu! Caiu! Vai cair? Precisa vencer. Tira o goleador e escala mais um volante. E tudo como dantes: o Ronaldo lá, esperando a bola que não vem. Dizer o que dele? As duas únicas oportunidades de gol saíram de seus pés. Um belo arremate e uma assistência. Sou ignorante em táticas, mas não entendo como jogo com três volantes e perco o domínio do meio campo. Expliquem! Agora não adianta chorar. Vamos com algumas alterações ganhar o Campeonato Paulista e com muitas alterações ganhar o Brasileiro. Contratar o jogador certo para o lugar certo. Chega de Fábios Santos e outros. Vamos dar uma olhada no "terrão". Não esqueçam, porém, que lá também tem cabeça de bagre. Precisa ter olho clínico. Quem no Corinthians tem?

Sem mais, vamos em frente que atrás vem gente. Outras Libertadores virão. Timão!

 

Wanderley Rocha www.wanderleyrocha.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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FRACASSO

Enquanto o Corinthians não estiver sendo escalado exclusivamente pelo seu treinador, não levar em conta que nome não ganha jogo e que condição física plena continua sendo requisito essencial para que um atleta vá a campo, continuará sendo o time de Ronaldo e mais dez, colecionando, como consequência óbvia, fracassos e mais fracassos.

 

Odilon Otávio dos Santos

Marília

 

 

 

 

 

 

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BALCÃO DE NEGÓCIOS

Até um leigo já percebeu que o Corinthians virou um balcão de negócios milionários, mas esqueceu o futebol. Desde o presidente até os jogadores mais conceituados precisam repensar sua atuação, pois a torcida já não tolera as jogadas corroídas que vêm ocorrendo no Timão.

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORINTHIANS E LIBERTADORES.

Você foi!

O melhor dos meus planos

E o maior dos enganos

Que eu pude fazer...

Das lembranças

Que eu trago na vida

Você é a vontade

Que eu gosto de ter

Só assim!

Sinto você bem perto de mim

Outra vez....

 

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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NAÇÃO

Sr. Andrés Sánchez, para jogar no Corinthians o atleta tem de ser, mais que brasileiro, "curintiano"! O resto é conversa mole para espanhol dormir... Essa de escalar paraguaio porque fala castelhano já era, "cara"!

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORINGÃO

Pela primeira vez sou obrigado a discordar do Jornal da Tarde. O que aconteceu na Colômbia não é um pesadelo, apenas uma coisa normal que vem sendo repetida há anos. Esperava-se muito de quem não tem nada a oferecer. Acho até que os meus amigos corintianos, que são muitos, deveriam comemorar porque conseguiram um título inédito: VICE CAMPEÃO DO GRUPO X DA PRÉ-LIBERTADORES. Nenhum clube brasileiro tem esse título! E também há um motivo de esperança: em 2110 eles terão um novo centenário e, se o clube resistir até lá, terão uma nova "SANCHES". AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH...

Ricardo Melhem Abdo www.ricabdo.blogspot.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EX-FENÔMENO

Após ser eliminado da Libertadores pelo insignificante time do Tolima, da Colômbia, o Corinthians deveria aproveitar o ex-Fenômeno Ronaldão, 150 quilos, e criar uma nova modalidade de esporte no clube, sumo. O peso está ideal.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

 

 

 

 

 

 

 

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RONALDO E SEU FINAL DE CARREIRA

 

Ronaldo Fenômeno já deve ter percebido onde foi amarrar seu burro. A partir do momento em que chegou ao time do Corinthians, suas chances de sucesso foram resumidas a zero. O final de carreira não poderia ter sido mais medíocre, para um jogador com a sua história de vitórias. Dizem os mais próximos que, quando ele chegou para o primeiro treino em Itaquera, percebeu a estrutura em que estava se envolvendo e largou mão, perdeu o ânimo; por isso o tamanho, com o excesso de peso e a semelhança com Tim Maia, nos dias de hoje; uma pena, pois sua sorte poderia ter sido melhor se num momento desses tivesse sido bem assessorado. As derrotas humilhantes, como a última, para o desconhecido Tolima, demonstram onde foi parar o ex-Fenômeno. Com certeza as pedras serão direcionadas a ele, que sem nenhuma dúvida não pode que arcar com o pesado fardo da incompetência alvinegra, e sim seu lunático presidente, que tem como hábito alardear contra o rival São Paulo. Uma pena, Ronaldo, uma pena!

Paulo Augusto Nunes Ferreira sweetpappa@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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ATLETA DIFERENCIADO

Rivaldo, aos 38 anos e há muito sem jogar, treina apenas uma semana no São Paulo, estreia jogando 90 minutos e ainda faz um golaço!

Já o Ronaldo Fenômeno, no qual respeitamos seu passado vitorioso, joga somente com o nome! Prejudica a mobilidade de sua equipe, porque está com seu peso muito acima do normal. É ainda cúmplice de mais este fiasco do Corinthians sendo desclassificado por uma equipe colombiana que muito bem poderia jogar a Série A3 do Paulista.

Para concluir, o Rivaldo está mais próximo de encerrar sua carreira em alto nível, e com um salário no tricolor dez vezes menor que seu amigo Ronaldo!

Produtividade e profissionalismo cabem em qualquer atividade econômica...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUE DESASTRE!

O Corinthians mais uma vez fora da Libertadores, mas em troca somos o único clube brasileiro eliminado (toliminado) na pré-Libertadores, o que é um feito extraordinário. A medíocre e incompetente diretoria pode comemorar. De nada valeu se ligar a "ilustres" personalidades como o sr. Ricardo Teixeira e o "torcedor" sr. Lula - o tão conhecido "pé-frio". Sr. Andrés Sanches, use o bom sendo, transfira o quanto antes o seu cargo, tão importante, para verdadeiros corintianos, talvez como simples torcedor fique melhor. Continuaremos torcendo, temos muito a ganhar até completar o bicentenário.

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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A DESCLASSIFICAÇÃO

 

Eu sou corintiano e quando vi o Lulla, domingo, em São Bernardo do Campo com meia camisa

ao lado do presidente do clube, senti que o time não iria entrar na Libertadores. O "cara" é pé-frio. Fiquei chateado com a derrota, mas agora fiquei feliz porque perdeu. Mais uma vez os imbecis, idiotas foram pichar muros, xingar jogadores, domingo vão ao estádio protestar.

Eu só gostaria que essa cambada fosse protestar contra nossos políticos corruptos, e não contra time de futebol. Tomara que o Corinthians afunde ainda mais até acabar, assim como todos os times Grandes, pois o futebol já foi gostoso de ver, mas hoje é um negócio rentável para poucos. E ainda tem idiota que veste camisa de time de futebol e beija distintivo.

Continuem endeusando os Ronaldos: enquanto eles estão na boa, os torcedores estão aí passando fome. Triste povo brasileiro, triste País, que ainda é obrigado a conviver com estes tralhas.

 

 

José Saez jsaez2007@gmail.com

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

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POBRE CORINTHIANS

 

Nunca antes na história deste país um time de futebol foi desclassificado na pré-Libertadores. Terá sido o pé, a mão, a cabeça, enfim, o corpo todo "geladérrimo" do Lula? Ou apenas a falta de categoria e/ou interesse do time?

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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ZICA

Está mais do que explicado o fiasco do "Curintchas" na Libertadores: ele foi incensado pelo ex-presidente, no jogo de reinauguração do Estádio 1.º de Maio, antigo Estádio de Vila Euclides (São Bernardo do Campo), onde eram realizadas as reuniões de trabalhadores comandadas pelo grande "trabalhador". Dá para entender, não?!

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MANGALÔ TRÊS VEZES

Eta, Corinthians... Seu sócio honorário, aquele que diz que foi o melhor presidente do Brasil (kkkkkkkk), é pé-frio mesmo. Libertadores? Será que um dia lá chegarão? Abandonem esse velhaco, quem sabe...

 

 

Carlos E. Barros Rodrigues carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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VANDALISMO

Com a eliminação do Corinthians da Taça Libertadores, muitos corintianos invadiram o Parque São Jorge e cometeram atos de vandalismo. Para esses torcedores eu tenho uma boa receita: façam como eu, deixei de ser torcedor do time há mais de uma década. Só voltarei a torcer no dia em que os dirigentes dirigirem o Corinthians com a mesma grandeza do clube, o que, a meu ver, vai demorar muito.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

 

 

 

 

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RONALDINHO GAÚCHO

Para gáudio dos flamenguistas, ele voltou a jogar no Brasil, reinaugurando sua volta num jogo de anteontem. Novidades, nenhuma. Aliás, sim, uma. Cumprimentou e agradeceu a seus admiradores, curvando-se e levantando os braços para cada lado do campo, à moda oriental e sozinho no centro do gramado. Será que aprendeu essa reverência na Itália?

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

 

 

 

 

 

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FICÇÃO OU TERROR?

Noticia-se na internet que a empresa contratada por R$ 1,5 milhão, sem concorrência, para remover o entulho de Teresópolis pode ser fictícia. Cabe publicar, caso provado, quem são os responsáveis pela contratação criminosa, quem são os contratados e encarcerá-los.

Preferencialmente, sob os escombros, em caráter emergencial. Não é possível o povo brasileiro aturar, pacificamente, tanta pouca-vergonha.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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"NÓIS" AQUI OUTRA VEZ

Outra vez o senador José Sarney (PMDB-AP) foi eleito presidente do Senado Federal, sendo sua quarta gestão, inclusive com os votos dos partidos da oposição, traindo seus milhões de eleitores. "Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma" (Cícero, tribuno romano). A oposição não tem vergonha na cara, pois aderiu ao governo, votando no maior representante das oligarquias retrógradas, apesar dos escândalos dos "atos secretos" em 2009, quando pediu a sua cassação. Agora, a oposição já se esqueceu de tudo e o PSDB, com a sua luta interna e fratricida, caminha para a sua origem, o PMDB, como disse Dora Kramer no Estadão. Infelizmente, o governo Dilma não terá mais oposição para fiscalizar seus atos e erros. Caberá ao povo lutar nas ruas pelos seus direitos, como está acontecendo no Egito.

É inexplicável o poder do senador José Sarney, onde está há mais de meio século, tendo um poderio econômico que se estende do Maranhão ao Amapá. Domina e fascina a todos como se fosse um "homem incomum", como afirmou Lula. A explicação desse fenômeno só pode vir de Shakespeare: "Quando o dinheiro vai na frente, todos os caminhos se abrem".

José Sarney, em seu discurso de posse na presidência do Senado, falou: "Não desejava o encargo, mas dele não pude fugir" - tendo que fazer mais um "sacrifício pessoal", ficando mais dois anos na presidência do Senado, perpetuando no poder. Mas chegou a se emocionar ao lembrar que este será o seu último mandato legislativo, pois, afinal de contas, é um "imortal".

"Até quando, José Sarney, abusarás de nossa paciência? Quanto zombará de nós ainda esse teu atrevimento? Onde vai dar consigo tua desenfreada insolência? (oração de Cícero - Catilina).

Cadê os caras-pintada para gritar "fora Sarney"?

 

Cleiton Rezende de Almeida cleiton_rezende@uol.com.br

Araraquara

 

 

 

 

 

 

 

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O CUSTO SARNEY

Será que alguém já fez as contas para saber quanto custa ao Brasil manter o Sarney como presidente do Senado? Quantos bilhões a economia brasileira deixa de produzir por ano por manter nesse cargo um cidadão cujo único compromisso é com o atraso, o conchavo, o toma lá, dá cá nojento e improdutivo que vem sendo a marca registrada da política no Brasil nas últimas décadas, coincidentemente, as décadas em que ele se encontrava entrincheirado no poder? Quanto o Brasil poderia avançar se o presidente do Senado fosse uma pessoa honesta, moderna, dinâmica, produtiva, que fizesse as coisas acontecerem? A revolta no Egito nos dá um fio de esperança de que um dia o povo brasileiro também levante a sua voz para pedir a saída desse cidadão que vem lesando o País há décadas.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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FORTES EMOÇÕES

"Não desejava ser presidente do Senado, estou fazendo um grande sacrifício..." Nobre senador José Ribamar Sarney de Araújo Costa, o senhor me deixou extremamente emocionado ao fim do seu discursos de posse. Além disso, tive uma noite mal dormida, preocupado com suas condições de saúde para enfrentar esses dois anos de tremendas dificuldades. Eu, como médico, o aconselharia a deixar em caráter definitivo a política. O senhor já fez muito por nós, a sociedade brasileira vai entender perfeitamente. Os tribunais nos lembrarão do senhor por muitos e muitos anos, e os cofres públicos, desde já, agradecem.

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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SACRIFÍCIO?!

Que sacrifício, hein, senador? Deve ser uma pedreira ser presidente do Senado, não? E ainda ganhar mal, né? É melhor ser gari, não, senador? Tem mais regalias, né?

 

 

 

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUEM...?

Assumindo seu quarto mandato, quem é mesmo que está indo para o sacrifício, senador?!

Conrado de Paulo conradopaulo@yahoo.com.br

Bragança Paulista

 

 

 

 

 

 

 

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CONTROLE DA JUSTIÇA

 

Entendi, por notícias da imprensa, que Sarney se mantém no poder há tanto tempo e dele dependem tantos políticos importantes como os presidentes Lula e Dilma, graças ao seu controle sobre a Justiça. É incrível, como isso pode acontecer? Aparentemente, esse é o motivo de o Estadão estar sob censura há mais de um ano. Faz sentido, já que não são concluídos os processos judiciais sobre os negócios da família. Provavelmente, nunca serão concluídos. A vida política do presidente do Senado parece, realmente, um "sacrifício".

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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HOME VIL

Sarney diz que o seu bem-estar pessoal é afastado pelo amor à vida pública. Na verdade, é ela que lhe proporciona o tal bem-estar pessoal, caso contrário já a teria abandonado.

João Carlos Braga Jr. cuquineto@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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BRASÍLIA E SARNEY

 

Agora fica claro por que Niemeyer projetou Brasília sem rede de esgotos...

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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REFORMAS JÁ!

No primeiro dia de fevereiro tomaram posse os deputados estaduais e os federais, além dos senadores da República. O presidente do Senado continua sendo José Sarney. Isto é indício de que pouca coisa vai mudar. Há pouco tempo Sarney era acusado e agora sai vitorioso no primeiro dia dos parlamentares.

O jogo de forças em Brasília pode impedir os avanços nas áreas social, política e das reformas.

Os políticos prometem as reformas e faltam à palavra. Agora é hora de o povo se articular exigindo reformas necessárias pra a Nação. Como nas diretas já, vamos nos unir no lema reformas já!

A nova era de paz, justiça e amor está chegando! Todos vamos unidos às reformas!

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

 

 

 

 

 

 

 

 

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AINDA ELE..,

Avante, senador Sarney, porque em terra de cegos quem tem olho é rei e mão que não podemos cortar beijamos.

Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUE PAÍS É ESSE?

Sarney, depois que deu o "golpe branco" com a morte de Tancredo Neves, é o "mandachuva" do Congresso Nacional. Seus liderados, os parlamentares, na maioria, com honrosas exceções, só pensam na grana e no poder pelo poder. É a turma que só quer cargos do governo. O executivo fica refém do Congresso. Uma dívida pública ao redor dos R$ 2 trilhões e um Legislativo que só pensa no próprio bolso! Que país é esse?

 

 

Luiz Fernando D'ávila lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INFLAÇÃO E ESTELIONATO

Duas passagens da folha corrida de Sarney não foram lembradas no editorial "Marca do atraso político" (3/2, A3): entregou o País ao sucessor com uma inflação de 84% ao mês e, com Ulysses Guimarães, comandou o estelionato eleitoral de 1986.

 

 

Rubens Tarcisio da Luz Stelmachuk rtls@bol.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

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MOLEZA

 

 

O sr. Sarney diz que fará sua melhor gestão na presidência do Senado; para tanto não precisa de quase nada, é moleza.

André C. Frohnknecht anchar.fro@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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VOZ DO POVO

Todos os senadores e deputados e a presidente Dilma deveriam ler sistematicamente as cartas dos leitores, especialmente após eventos como a posse dos novos dirigentes do Senado e da Câmara dos Deputados. Foi impressionante a quantidade de leitores que criticaram a permanência de Sarney, sugerindo que não se "sacrificasse" e abandonasse a política, para o bem da Nação.

 

Jair Rosa Duarte jair_rosaduarte@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

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RÉQUIEM

O grande picareta voltou. Se é a última, talvez vire féretro.

 

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

 

 

 

 

 

 

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QUEREMOS UMA OPOSIÇÃO COERENTE!

A propaganda partidária do PSDB na TV foi bonita, elucidativa, participativa, com o ex-presidente FHC respondendo a perguntas que deveriam ter sido respondidas durante os últimos oito anos em que está fora do cenário nacional. Mas, atrasos à parte, como acreditar que o PSDB e coligados estejam aí para fazer uma oposição consciente e firme, se dos 17 senadores de oposição apenas 11 votaram contra Sarney para a presidência do Senado? Com certeza alguém comeu bola, porque contando PSDB, DEM, PPS e PSOL (tradicional opositor de todos) como oposição, somam 17 senadores. Se for para ser oposição, precisa começar desde já, com todos eles mostrando força, coesão e lutando contra o atraso, como disse FHC. Não adianta falar na frente e no voto secreto trair o povo que os elegeu. Queremos ver uma oposição com garra, força e persistência, não apenas enganação e faz de conta!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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O MELHOR CENÁRIO

 

 

Não há cenário melhor para a presidente Dilma governar do que o silêncio da oposição. Que coisa maravilhosa! Ninguém se incomoda com nada e parece que está tudo bem, visto que até a eleição de Sarney foi garantida com o voto dos tucanos. As reformas política e tributária precisam ser discutidas, além de outros projetos importantes engavetados e que certamente dariam muito trabalho a uma classe de senhores que não foram eleitos para trabalhar. Assim a caravana

passa, mostrando que, se continuar o marasmo, o PSDB amargará sua quarta derrota,

conforme sinaliza o jogo.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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COERÊNCIA

 

A democracia brasileira ainda está muito longe de representar a vontade popular. Depois de dois anos em que a mídia divulgou os podres do senador José Sarney (nepotismo, desvio de verbas, 11 pedidos de cassação do mandato, etc.), esse senhor acaba de ser reeleito para a presidência do Senado com o apoio de TODOS os partidos, exceto o PSOL, que se manteve coerente e não aceitou se vender por um carguinho na Mesa Diretora.

Eliseu Rosendo Nunez Viciana e.nunez@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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CUMBUCA ALHEIA

Meter a mão em cumbuca alheia é um grave erro de estratégia. Pelo jeito, Aécio Neves nada herdou da astúcia do avô, nem leu os livros a respeito de Tancredo Neves. Ou ele não teria deixado suas digitais na eleição do líder da bancada do Democratas.

 

Arthur Soares arthur09br@yahoo.com

Belo Horizonte

 

 

 

 

 

 

 

 

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O CONGRESSO NACIONAL

 

 

Degradante, enfadonho e sem um mínimo de sensatez foi o espetáculo oferecido ao povo através dos canais de TV da Câmara e do Senado, no dia das eleições para a presidência daquelas Casas. O que assisti foi a um espetáculo circense da pior qualidade. Um bando de insanos desrespeitando a inteligência dos telespectadores, imaginando que o povo é, em sua totalidade, idiota a ponto de acreditar nas mirabolantes armações antecipadamente conchavadas entre os partidos e essa casta de políticos insensatos que vem dominando o Brasil há mais de 40 anos. Ridículo ver parlamentar com mais de 30 anos no Congresso Nacional desconhecer os procedimentos que sempre foram adotados pela Câmara e pelo Senado durante uma votação. Caras-pálidas, questionar o quê, se todos vocês já sabiam antecipadamente dos resultados que apareceriam no painel eletrônico? Os 70 votos que Sarney teve entre os 81 senadores e os 375 votos que Marco Maia teve entre os 513 deputados já estavam programados dentro da cachola de cada um de vocês. Só os realmente idiotas não acreditam nisso. O desrespeito durante as falas dos deputados Chico Alencar e Jair Bolsonaro serviu para provar que todos já sabiam o que iria acontecer. Os "senhores" senadores e deputados deveriam sentir vergonha, pedir o boné e debandar enquanto é tempo. O deboche protagonizado por Collor e Lindberg, ex-presidente e ex-cara-pintada, foi além de tudo o que merecíamos. Serviu para provar que a maioria no Congresso se iguala. Acorda, povo brasileiro.

 

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

 

 

 

 

 

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SUA EXCELÊNCIA TIRIRICA

 

Vocês não acham que Sua Excelência o deputado Tiririca, para não trair seus humildes eleitores, deveria renunciar ao salário de R$ 26.723,13 para honrar o "pior do que está não fica" e, muito importante, só comparecer ao Congresso vestido de palhaço?

 

Antonio Serra apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

 

 

 

 

 

 

 

 

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LIVRE-SE DO PRECONCEITO

 

Não estou aqui para marcar posição acerca do ingresso de Francisco Everardo Oliveira Silva na "fantástica fábrica de política nacional", mas sim para pedir mais luz, mais foco no que considero estar sendo esquecido na maioria das análises desse fenômeno, e isso provavelmente inclui o que você pensa a respeito do caso.

É preciso ser corajoso para aplacar o incômodo da estranheza, do diferente, do extraordinário, enfim, do "anormal". Mas quando o "esquisito" se credibiliza com a própria história, é inevitável o reconhecimento de valor, de relevância. Sendo assim, é bom lembrar sempre que Tiririca é um artista desde os 8 anos de idade, o que é incontestável. Servindo-me do que há de mais valioso para um ser humano, seu passado, sua história, volto os olhos para o que pode representar, de verdade, começar fazendo arte sob uma lona tosca em Itapipoca e anos depois traduzir-se na segunda maior votação da história de um país. Se pensarmos que o contingente eleitoral brasileiro é expressivo e tem significação mundial, aí, sim, percebemos o tamanho da trajetória.

O artista Tiririca é um sucesso. Não esteve em reality shows, não fez nu artístico, não se casou com celebridade, não se envolveu em escândalos, não buscou fama de maneira transversal. Se hoje é um midiado personagem da vida real, é porque fez arte como "gente grande". Conquistou sua fama trabalhando num dos ofícios por que pessoalmente tenho maior apreço: o de ser artista. Ah! Tem mais uma coisa: aqueles que dentre todas as formas de manifestação artística escolhem fazer rir, trazer graça com suas palhaçadas, desses eu gosto muito. Tiririca, na verdade, é um palhaço.

Vendeu bem o seu peixe e fez do povo seu fiel cúmplice. Contratado pela então gigante do mercado fonográfico, a multinacional Sony Music, vendeu milhões de CDs. Cruelmente rechaçada pelo "grand monde" musical, "Florentina" tomou o Brasil de ponta a ponta e foi uma das canções populares mais executadas no País. Nessa época Tiririca garantiu recordes de audiência para todos os programas de TV e rádio por onde passou. Ele é um fenômeno de mídia que agora se traduz num tipo de "alien" no plenário federal. Ele é compositor e cantor.

Não estou aqui para tentar fazer você mudar de opinião, mas sim contribuir para uma reflexão mais abrangente do assunto. Você já tinha pensado na credibilidade inabalável de um sucesso construído genuinamente a partir da relação do artista com seu público? Pois bem, talvez esteja aí a razão para parar de focar no ingresso de um artista na política e olhar, sim, com olhos bem abertos, para o resultado do trabalho de todos os eleitos - e isso o inclui -, observando de perto o que farão nos próximos quatro anos.

Se os protocolos tão defendidos pela classe política estão sendo respeitados, se os valores nacionais não estão sendo ameaçados, ou seja, se tudo está "nos conformes", como manda o figurino, livremo-nos do preconceito e tratemos isso como assunto encerrado. E todas as vezes que o trabalho sério e digno dos deputados perder ibope para as vicissitudes eleitorais em nossa mente, sugiro lembrar que Tiririca é um artista, um sucesso, um palhaço. Afinal, plenário e picadeiro podem ter alguma coisa em comum. Ou não?

 

 

João Luiz Bernardo joaoluiz@jlbernardo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

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REVOLUÇÃO DA INTERNET

 

Estamos diante de uma nova revolução no Egito, na qual, o povo, independentemente de falsos líderes oposicionistas, por si próprio, conseguiu se organizar pela internet e promover uma revolução que está prestes a romper um ciclo de ditadura corrupta, arcaica e nociva naquele país. Aqui, no Brasil, também vivemos sob a ditadura disfarçada da corrupção e do oligarquismo político, notoriamente observados no Congresso Nacional, onde 513 deputados e 81 senadores, salvo raríssimas exceções vêm, ano a ano, contribuindo para os desvios milionários de recursos públicos sem nenhuma punição. Uma Casa de leis, que deveria levar o Brasil para o desenvolvimento, tornou-se uma apêndice cancerígeno no sistema dos Poderes, perpetuando-se e se alimentando da própria desordem e da ausência de limites, abandonando a último plano a função precípua de fiscalizar e de aprimorar as leis existentes. Oxalá a presidente ou algum novo congressista possa romper esse círculo vicioso e consiga atender à vontade maior do povo brasileiro, que até o momento ainda não fez a própria "evolução".

 

Edenilson Meira merojudas@uol.com.br

Itapetininga

 

 

 

 

 

 

 

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ABAIXO AS DITADURAS

 

É lamentável que estejamos assistindo à luta de populações inteiras sendo massacradas por ditaduras, porque simplesmente querem viver em liberdade. O mundo democrático deve se orquestrar para acabar de vez com esses regimes totalitários em todas as latitudes do planeta Terra. Começando pelo carcomido regime cubano e outros em gestação aqui, na América Latina. A democracia não é e nunca será perfeita, mas ela garante o que há de mais sagrado para o ser humano depois da vida, que é a liberdade. Apoio aos povos insurgentes do Norte da África é o mínimo que os democratas de boa-fé podem fazer agora. Demétrio Magnoli, em seu artigo "Iguais a nós" (3/2, A2), dá uma grande lição de geopolítica para quem quer entender o mundo de ontem, de hoje e do porvir.

 

 

Rubens Muniz Ferraz rferraz4@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MARCA DO ATRASO POLÍTICO

 

O sociólogo Demétrio Magnoli (3/2, A2) está certo quando compara o atual movimento árabe com a derrocada comunista na queda do Muro, mas não aprofunda a análise. Estamos numa crise clara de "pajés arcaicos religiosos" - o socialismo é um religião -, que aos poucos são substituídos pela pajelança econômica e política capitaneada pelo feudalismo medieval ainda vigente. Mas ainda continuamos com o sistema do cacique e do pajé, cujo efeito são as crises econômicas, que resultam nas grandes guerras. A pajelança religiosa em declínio já é um avanço, mas é preciso acabar com o sistema do cacique e pajé, talvez a "próxima revolução", que com certeza acontecerá nas nações desenvolvidas, porque os rebotalhos aos poucos se sentirão livre de seus "caciques divinos"! Tomara que seja!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

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XÔ, FANÁTICOS RELIGIOSOS

 

O Estado de Israel é a única Democracia com D maiúsculo no conturbado Oriente Médio. Um país onde os cidadãos nascidos em seu solo desfrutam direitos iguais, qualquer que seja a sua fé. Torço para que o Egito se torne um Estado laico e democrático e não siga o mau exemplo de países como Arábia Saudita, Jordânia, Síria e República Islâmica do Irã - onde "uns são mais iguais" do que os outros, por causa de seu credo, e onde a democracia é um mero conto de fadas.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O IRÃ APOIA!

Se alguém tinha dúvidas sobre o que pretende, na verdade, a tal Irmandade Muçulmana, basta ler as declarações oficiais do "pacífico e democrático" Irã: que protestos no Egito representam o renascimento islâmico no Oriente Médio. Pela TV estatal, o Ministério das Relações Exteriores iraniano expressou apoio ao levante e disse que os protestos levarão ao surgimento de "um Oriente Médio verdadeiramente independente e islâmico. (...) O Irã apoia as reivindicações justas do povo egípcio e enfatiza que elas devem ser atendidas". O texto pede que povos e governos do mundo condenem fortemente o que, a seu ver, são "ingerências de Israel e dos EUA" para "desviar o movimento de busca de justiça dos egípcios". O Irã também avisa que "qualquer oposição ao movimento do povo egípcio suscitará a ira e o ódio de todos os muçulmanos pelo mundo afora". Tais declarações, vindas de quem vêm, devem ser o suficiente para abrir os olhos dos mais ingênuos, que pensam que a Irmandade Muçulmana quer democracia e liberdade.

 

 

 

M. Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FIDEL

O ditador vitalício comunista cubano, Fidel Castro, falando a respeito das manifestações que estão ocorrendo no Egito, declarou que nem com a influência americana o presidente Hosni Mubarak continuará no poder. "A sorte de Mubarak está lançada e nem o apoio dos Estados Unidos poderá salvar seu governo. Um povo inteligente, de uma história gloriosa, vive no Egito", afirmou Fidel na TV estatal cubana. Com essa opinião do ditador cubano, só podemos entender que, que se Mubarak tivesse feito um governo autoritário igual ao dele, com eliminação dos adversários políticos, sua situação para se manter no poder poderia ser parecida no desempenho de governar os cubanos e se perpetuar para sempre no comando, mesmo sendo contra a vontade de um povo oprimido.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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FORA!

Depois de 30 anos o povo egípcio abriu os olhos. Não aceita mais Hosni Mubarak. Quer democracia, onde há direitos iguais para todas as pessoas. Todas as ditaduras do mundo devem ser extirpadas, pois são sangrentas e injustas. Sem ditadura o homem vive melhor. Fora, Mubarak!

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEMOCRACIA ÁRABE

 

Esperamos que a balança penda favoravelmente às reivindicações por democracia dos povos árabes, e não mais aos ditadores, que são pagos para garantir petróleo ao Ocidente e boa vizinhança com Israel...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

 

 

 

 

 

 

 

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IÊMEN COMPLACENTE

Agora, caro Ali Abdullah Saleh, não adianta pedir que a oposição cancele protestos. O Iêmen vai sangrar, irremediavelmente.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

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