Cartas - 04/07/2011

TRÁFICO IMOBILIÁRIO

, O Estado de S.Paulo

04 Julho 2011 | 00h00

Fim de mandato chegando...

É vergonhoso, para dizer o menos, que os vereadores de São Paulo tenham votado em primeira discussão, e após as 23 horas de 30/6, a proposta - inconfessável - do prefeito Gilberto Kassab (PL 271/2011) para a venda do Quarteirão da Cultura no Itaim Bibi, onde funcionam creche, escola estadual e municipal, teatro (recentemente reformado), biblioteca, posto de saúde (que atende mais de 4 mil pessoas por mês), dentre outras atividades associativas, não obstante a tramitação do pedido de tombamento da área, feito recentemente pelo Condephaat. Ademais, consta desse malfadado projeto de lei que o valor venal do terreno seria pouco superior a R$ 38 milhões, enquanto o mercado imobiliário estima em mais de R$140 milhões aquele quarteirão. Com a palavra o Ministério Público.

LUIZ H. FREIRE CESAR PESTANA

cpestanadv@aasp.org.br

São Paulo

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Aberração

De fato, é inacreditável que os vereadores, na calada da noite, tenham aprovado em primeira instância a venda de patrimônio público - o Quarteirão da Cultura no Itaim Bibi - para a especulação imobiliária, deixando claro que atuam não em prol do bem público, mas dos interesses das empreiteiras, pois todos os envolvidos já se mostraram claramente contrários a essa aberração. Estarrecedor constatar a covardia, a falta de caráter e de senso cívico que se apossaram da nossa cidade. O próximo passo provavelmente será lotear o Ibirapuera.

RENATO REA GOLDSCHMIDT

reagold@gmail.com

São Paulo

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ITAQUERÃO

Mão grande

A Câmara Municipal aprovou também em primeira votação o Projeto de Lei 288/2011, do Executivo (leia-se Kassab), que autoriza a Prefeitura a conceder até R$ 420 milhões de incentivos fiscais para a construção do estádio do Corinthians, em Itaquera. Tradução: falta de personalidade política, vulgaridade, pouca-vergonha, furto, peculato, desrespeito ao cidadão, mão grande, safadeza, improbidade e, principalmente, certeza de impunidade.

JATIACY FRANCISCO DA SILVA

jatiacy@estadao.com.br

Guarulhos

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Terceiro Mundo

Sem pés nem cabeça a isenção fiscal de R$ 420 milhões aprovada pela Câmara Municipal para o Itaquerão. Se fosse uma isenção balanceada e mais generalista, daria para aceitar; como aprovada, é típica decisão de Terceiro Mundo.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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Sugestões

Como cidadã que só paga impostos neste país, "sugiro" aos nobres vereadores que quando forem pôr um filho ou neto na escola os levem ao Itaquerão para ter aulas. Com um déficit de 120 mil vagas em creches e pré-escola tendo aula dia sim, dia não, será perfeito, já que o estádio terá capacidade para 60 mil pessoas. Também quando eles ou algum parente se machucarem nas ruas e calçadas esburacadas da cidade, que vão se tratar no centro médico do Itaquerão. E que todas as pessoas de São Paulo possam usufruir gratuitamente o complexo, já que será construído com nosso dinheiro. Pensei que já tinha visto de tudo neste país... É deprimente! Srs. políticos desta cidade, deste país, me poupem de sua presença nas eleições.

VERA OGUMA

vera.oguma@uol.com.br

São Paulo

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KASSAB PERDE

Paulistanos ganham

O Senado aprovou lei estabelecendo que quem deixar o partido pelo qual foi eleito para fundar outro perde o mandato. Como o prefeito só faz política, como o comprovam suas andanças pelo País para criar o PSD, as ruas da cidade cheias de buracos, as enchentes, a má coleta de lixo, a sinalização de trânsito confusa para multar mais, etc... Já vai tarde!

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

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ESTRADAS PAULISTAS

Estado lastimável

Apesar do empenho, a resposta da Artesp (2/7) nada esclarece. Enumera dados, mas nada diz sobre o real motivo de as rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto permanecerem com o leito carroçável em estado lastimável, demonstrando inequívoco desprezo pelo nosso Vale do Paraíba. Aliás, todas as estradas paulistas em nossa região estão totalmente esquecidas pelo governo do Estado. Senão, vejamos. Rodrigues Pinheiro - é só transitar por ela para sentir a falta de manutenção: buracos, ondulações e falta de policiamento em todo o percurso. O único investimento feito pelo governo ali são os odiosos e dispensáveis radares eletrônicos (alta fonte de renda para o Estado). Curiosamente, caminhões e ônibus não são pilhados pelos radares. Oswaldo Barbosa Guisard - em total abandono. Quando ando por ela sinto vergonha de ser paulista. O pior é que só somos lembrados durante as eleições, quando os srs. Geraldo Alckmin e José Serra, com um sorriso irônico estampado no rosto, chegam às nossas cidades para pedir votos. Após as eleições desaparecem. É uma pena que a maioria dos paulistas não saiba votar... Continuando em direção à região sul de Minas Gerais, entramos na estrada que serve a parte do nosso Estado e a Minas. Aí sinto mais vergonha ainda, em especial quando passo no trecho sob domínio mineiro. A diferença é gritante, pois do lado de Minas a estrada é um verdadeiro tapete, demonstrando o desvelo do governo mineiro por seus usuários. Agora, não sei se por vergonha ou outro motivo, Alckmin está tentando fazer alguma melhoria, porém sempre do jeito do governo paulista, ou seja, obras apenas para um curto espaço de tempo - asfaltamento de péssima qualidade. Está tudo lá para quem quiser comprovar o desleixo. Rodovia que liga São José dos Campos a Caraguatatuba - nessa o governo de então, também de Alckmin, cometeu um verdadeiro crime, ao eliminar os acostamentos, pois agora, de uns cinco anos para cá, as batidas são todas frontais e sempre com mortes. Transitem por lá e vejam a realidade. Consultem o Corpo de Bombeiros de São José dos Campos, peçam explicações sobre a maioria dos acidente ocorridos ali e sintam a dimensão do crime praticado. E o pior de tudo: estamos no Estado mais rico da União e é o que menos se interessa por seus habitantes. Esse quadro permanece em nossa região há mais de 16 anos. Não adianta querer desmentir, pois os fatos estão aí para quem quiser ver.

VALTER BANHARA GUISARD

vbguisard@terra.com.br

Taubaté

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"Dinheiro da população financiando o Itaquerão, quando escolas e hospitais estão de pires na mão?!"

FRANCISCO ZARDETTO / SÃO PAULO, SOBRE DESVIO

DE FINALIDADE

fzardetto@uol.com.br

"Mercadante não processa Expedito Veloso porque ninguém é obrigado a se autoincriminar"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O DOSSIÊ DOS ALOPRADOS CONTRA JOSÉ SERRA

standyball@hotmail.com

"O ministro Mercadante quer contratar hackers para descobrir ou encobrir sigilos no governo?"

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE A INVASÃO DE SITES

taniatma@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Morre o ex-presidente Itamar Franco, 81 anos

Senador estava internado para tratar leucemia e apresentou quadro de pneumonia grave

"Morre um dos poucos políticos que sempre foram éticos no Brasil. Aos poucos, estamos perdendo pessoas importantes."

MARC BUENO

"Itamar Franco honrou os cargos públicos que ocupou. Que a minoria de políticos honrados como ele sirva de parâmetro."

REGINA GUIMARÃES

"Independentemente de posições políticas, um homem correto como ele sempre vai fazer falta neste país."

ANTONIO DURÃO

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

SUÍTE 2.806

Nafissatou Diallo, natural da Guiné, camareira do Hotel Sofitel em Manhattan, acusou o ex-chefe do Fundo Monetário Internacional de tentativa de estupro na suíte 2.806. Dominique Strauss-Kahn, o acusado, chegou a ser forte candidato na eleição francesa de 2012. Pela posição que os protagonistas ocupam neste mundo de desiguais, era evidente que Strauss-Kahn sairia ileso para outras investidas don-juanescas, porque já foi criada jurisprudência transitada em julgado: rico não vai para a cadeia. Ficará provado que Nafissatou tentou um golpe, mas escolheu mal a sua vítima. A tradicional figura da Justiça ostenta uma venda tapando-lhe os olhos. Esta a dos pobres. A dos ricos deveria ter os olhos tapados por moedas.''Leis escritas são como teias de aranha. Pegarão os fracos e os pobres, mas serão despedaçadas pelo poderosos e ricos" (Anacérsis).

 

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O PLANO DA CAMAREIRA

Uma reviravolta no episódio judiciário do ex-diretor do FMI Strauss-Kahn, em que os próprios promotores já admitem falsidades da suposta vítima, camareira envolvida com delinquentes e tendo havido a interceptação de uma ligação telefônica, no dia subsequente, em que se discutiram detalhes de como melhor se aproveitarem do fato, põe em realce a enorme responsabilidade da imprensa ao versar problemas dessa natureza. No Brasil tivemos os casos emblemáticos da Escola Base e do ex-deputado e presidente da Câmara Ibsen Pinheiro. As verdadeiras vítimas são simplesmente destruídas.

 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ERRO JUDICIÁRIO

O caso do ex-diretor do FMI revela um erro judiciário grave e a exposição da imagem do profissional competente cuja reputação foi açodadamente enlameada. A famosa camareira que tentou plantar mentiras e atrair os holofotes está envolvida com o crime organizado, segundo levantamento feito, e sua credibilidade é zero. Prender alguém do nome e do peso do ex-diretor do FMI baseando-se num único depoimento demonstra precipitação e um erro judiciário sem precedentes. Quem indenizará os prejuízos dessa aloprada medida da Justiça norte-americana? Comprova-se que o erro judiciário não é privilégio dos países emergentes, mas também é frequente no Primeiro Mundo

 

Carlos Henrique Abrão abraoc@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRESOS NA RUA

 

A presidente Dilma vai colocar na rua mais de 100 mil presos a partir de hoje, para desocupar as penitenciárias e abrir vagas. Essa será não para um partido, mas para os brasileiros que pagam pesadíssimos impostos, a herança maldita da violência que já assola o País, e podemos imaginar o que vai acontecer. Não podemos ir a restaurantes, sacar dinheiro em bancos ou caixas automáticos, ser atendidos em hospitais e usar coletes por causa das balas perdidas. Então, só nos resta pagar os impostos para os nossos políticos se esbaldarem com aumentos e benefícios - e, de quebra, os funcionários públicos.

Parabéns Dilma e ao PT(partido dos trapalhões),POR TÃO BELO ATO.

 

Antonio Jose G. Marques anjogoma@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BANDIDOS SOLTOS

Acredito que, diante das leis do mundo inteiro, as do nosso país estão sendo fragilizadas pela interpretação dos nossos políticos e do poder público. Agora fica assim: a sociedade civil pacífica fica presa em casa e o bandidos, nas ruas, para roubar e matar mais. Parabéns, Poderes brasileiros.

 

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NÓS SEREMOS OS PRISIONEIROS

Se, de um lado, a intenção da lei foi boa, porque liberará muitas vagas em presídios, além de libertar da convivência maligna dos presídios cidadãos perfeitamente recuperáveis, quando soltos, de outro, em meio a um mínimo de possivelmente recuperáveis, teremos bandidos por vocação soltos e que, por certo, colocarão em perigo os lares deste país.

Se o Judiciário deseja cumprir a sua missão, sob o império da lei, o Poder Executivo precisa dar segurança aos brasileiros, como prevê a nossa Carta Magna. Não é justo que os brasileiros fiquem prisioneiros em seus lares, enquanto os meliantes estão soltos e muitos prontos a delinquir.

Muita coisa má vai surgir de tais solturas. E mais uma vez os brasileiros verão que bom mesmo para os governos deste país são os tributos escorchantes que pagam. Aguardemos!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EXPEDIENTE DOS JUÍZES

 

 

Da série perguntar não ofende: será que existe alguma relação entre o expediente flexível dos juízes,

que hoje não têm de trabalhar quando está calor, por exemplo, e a escandalosa demora das sentenças judiciais no Brasil?

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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RESPEITABILIDADE

 

Parece que quebra de contrato passa ser o mais novo aceno do Brasil para o mundo. Primeiro o STF, no caso Cesare Batistti, e agora o Pão de Açúcar, na pessoa do sr. Abilio Diniz. Pelo visto o bom exemplo dado pelo governo federal está encontrando adeptos. Já não bastava sermos mal vistos pelos italianos, agora também pelos franceses. Aonde chegaremos? Como diz o sr. Boris Casoy, ISTO É UMA VERGONHA!!!

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DINHEIRO DE CHOCADEIRA

A esta altura não faltam ministros para defender as falcatruas do BNDES. A bonequinha da Casa Civil já disse que o dinheiro do BNDESPar não é dinheiro público. Tenho certeza que da rede privados também não é. Será que a Casa da Moeda abriu uma filial nos porões da Casa Civil? Tempo hábil e gente sem escrúpulos, com poder de mando, transitando por lá, não faltaram nos últimos oito anos. Já o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior afirmou que os bancos privados não quiseram emprestar o dinheiro para a fusão, então o BNDES resolveu fazê-lo. Ora, se a transação fosse interessante os bancos privados já a teriam feito. Vou dar um voto de confiança ao ministro, prefiro classificá-lo de inocente útil.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SUPERBACTÉRIA NA CASA CIVIL

Devido à gritaria da opinião pública esclarecida com o escandaloso empréstimo de R$ 4,3 bilhões para o Pão de Açúcar comprar o Carrefour, a sra. Gleisi, ministra da Casa Civil da Presidência, disparou o seguinte despautério: o dinheiro do BNDES não é público. Ora, ministra, se não é dinheiro publico, é privado, e se é privado tem dono. Quem seria o dono? Se considerarmos alguns ministros da Casa Civil do governo petista - José Dirceu, Erenice e agora Gleisi -, desconfio que habita a Casa Civil uma superbactéria que ataca os ministros, fazendo-os pensar que todos os brasileiros são idiotas.

 

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PURA POLÍTICA

Os argumentos apresentados por membros do governo justificando a participação do BNDES na operação multibilionária que envolve Pão de Açúcar e Carrefour são, no mínimo, falaciosos. Definitivamente, não é para criar uma "campeã nacional" que o banco público está despejando bilhões de reais oriundos do esforço diário dos pobres mortais pagadores de impostos que somos. Tampouco visa o esquema a criar condições para que produtos brasileiros tenham acesso facilitado a mercados estrangeiros. O que está em jogo é pura política: aliciamento e favorecimento a determinados grupos empresariais que, como bem devem julgar os petistas, saberão retribuir - especialmente em anos eleitorais - as benesses a eles dispensadas. O PT não brinca em serviço. E, como sempre, a sociedade acaba pagando a conta.

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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GRANDES INVERDADES

Os ministros que se levantam para explicar os benefícios que a fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour acarretarão para o povo brasileiro pensam que somos todos idiotas. Dizer que não haverá uso de dinheiro público, como a ministra da Casa Civil e o ministro do Desenvolvimento, é afirmação nem um pouco clara, pois se sabe que o dinheiro do BNDES vem de repasse do Tesouro, que o capta a taxas muito mais altas do que as que o banco de desenvolvimento cobra quando empresta.

Ministros deveriam ficar constrangidos de dizer inverdades, mas parece que na era petista a verdade já se evaporou há muito e ninguém mais se constrange quando é pego dizendo ou fazendo coisas inexplicáveis. Apoiar o financiamento com a desculpa de que haverá possibilidade de os produtos brasileiros irem parar nas prateleiras de Europa é não ter a menor vergonha de dizer besteira. Como bem disse editorial do Estadão, não é função do governo cuidar dos interesses do sr. Abílio Diniz em suas disputas com o sócio que aceitou em 1999, quando estava precisando de dinheiro. Fazer disso uma questão de interessa nacional é um descalabro.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FUNÇÃO DO BNDES

Parece que a amnésia, no governo PT, é contagiosa. Agora foi a vez da ministra Gleisi Hoffmann esquecer que o BNDES é órgão público.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INGENUIDADE E INCOMPETÊNCIA

Que o barulho fosse tão alto (BNDES/Abílio Diniz/Carrefour), isso o desastrado ministro Fernando Pimentel não imaginava. Além de incompetência, demonstrou muita ingenuidade para o cargo que ocupa.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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REPERCUSSÃO AÇUCARADA

Ninguém tem dúvida de que Abílio Diniz decolou do Brasil rumo a Paris, para encontrar com o sócio indigesto Casino, já com a carta de crédito do BNDES debaixo do braço. Eles só não contavam com a repercussão, tão acostumados que estão em nadar de braçada.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A FINALIDADE DO BNDES

O BNDES é um grande instrumento de desenvolvimento e, principalmente, de apoio àqueles que querem aproveitar as oportunidades, trabalhar, crescer e cumprir objetivos de expansão econômica e de bem-estar social. Muitos pequenos e médios empresários conseguirão se tornar grandes se puderem contar com o crédito e o apoio do banco para seus negócios.

Agora o dinheiro do banco, que deve ser carimbado para promover o desenvolvimento, é carreado para a fusão dos megavarejistas Pão de Açúcar e Carrefour. É estranho que o suado recurso público vá servir para fortalecer ainda mais dois gigantes que podem caminhar sozinhos. Melhor seria se tais investimentos se transformassem em linhas de crédito para os supermercadistas menores, para que cada um, em sua área de atuação, possa trabalhar e fazer frente à concorrência dos oligopólios. Essa concorrência pode beneficiar o consumidor!

Recursos de fomento só devem ser aplicados em negócios que possam se ampliar e trazer benefícios sociais à população, que, em última análise, é dona do dinheiro. Financiar as grandes corporações é - como se diz no grande meio agropecuário - o mesmo que enfiar gordura na barriga de porco gordo...

Espera-se que, ao final, o interesse público fale mais alto...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ASSIM CAMINHA O BNDES

 

Lá pelo ano de 1999, Abílio Diniz associou-se ao grupo francês Casino, que passou a ter o controle majoritário do Pão de Açúcar. Segundo o contrato feito, o grupo francês, por ser majoritário, assumiria em 2012 o controle do negócio. Falando em português claro, seria o dono do Pão de Açúcar. Em janeiro de 2010, Abilio Diniz disse o seguinte: "Sou fã de carteirinha do Lula". Em outubro do mesmo ano, após o primeiro turno da eleição, ele pediu: "Espero que o legado de Lula não se perca". Qualquer cidadão comum que tenha o mínimo de inteligência percebe que Abilio Diniz não iria fazer tantos elogios ao Lula a troco de nada. A recompensa chegou por intermédio do empréstimo que o BNDES lhe vai dar para que ele feche o negócio para a compra do Carrefour Brasil. Assim sendo, Abilio continuará a ser o dono do Pão de Açúcar, pois terá o mesmo número de ações que o grupo Casino. E tudo isso será feito com o dinheiro do BNDES, cujo S significa Social, mas que de social não tem nada. Resumindo, o BNDES sobrevive basicamente emprestando aos privilegiados, a juros baixos, o dinheiro dos cofres públicos, ou seja, o nosso dinheiro. Esse banco foi criado basicamente para dar apoio à pequena e média empresa, mas 70% das suas operações são empréstimos a grupos econômicos poderosos que passam alguma dificuldade. Conforme dizia o Nelson Rodrigues, é só.

 

 

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PPNPP

 

Ou o governo explica, nos mínimos detalhes, como e por que o BNDES vai emprestar o nosso dinheiro para o processo de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, ou somos obrigados a acreditar que a administração Dilma Rousseff está criando um novo tipo de parceria, a PPNPP - parceria para negociatas público-privadas. Sim, porque a fusão entre as duas maiores empresas do comércio varejista brasileiro nada mais é do que o resultado mais nocivo do capitalismo, ou seja, essa fusão será a criação de um oligopólio para esse setor, que já vem apresentando nos últimos meses aumentos incomuns dos produtos de suas prateleiras. E pior: a negociata vai ser patrocinada pelo governo mais anticapitalista que este país já teve.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

A fusão é duas empresas sadias ou para salvar alguma falida? Se é a primeira, por que se pagar pelos interesses de duas empresas sadias? E se for a segunda, por que não se tratar como uma mera falência a ser exposta ao público?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PEQUENOS FECHANDO

O dinheiro do povo, via BNDES, está sendo encaminhado para um grande grupo fechar um grande negócio, mas parece que eles não veem os pequenos negócios se fechando por falta de fomento no setor privado. Que tristeza para um país pobre, de Quinto Mundo, gastar milhões com milionários. Se querem gastar milhões com milionários, que gastem com o dinheiro deles. Promotores, que sempre defenderam os interesses do povo, saiam novamente em defesa do pobre humilhado deste país, não permitam que o Pão de Açúcar coma o pão nosso sem açúcar de cada dia via BNDES.

Manoel Jose Rodrigues criticasdomanoel.blogspot.com

Alvorada do Sul (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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GOVERNO MEIA-SOLA

A Vulcabrás Azaleia, localizada em Itapetinga, ameaça deixar a Bahia e se instalar em Nova Délhi, capital da Índia. Com isso, cerca de 18 mil pessoas serão demitidas. E ainda há no governo quem declare que o Brasil não está se desindustrializando. O setor têxtil de cama mesa e banho é a maior prova disso. Quem sabe o gigante Pão de Açúcar/Carrefour, a ser formado, passará a vender arroz e

feijão para chinesinhos e indianos, porque o empregado brasileiro só poderá olhar a vitrine.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LOROTA

Essa lorota de que assim os nossos industriais e comerciantes teriam acesso ao mercado comum da Europa é conversa mole para boi dormir. Que digam os interessados, a quem passo a palavra para avaliar a tal fusão! Teremos mais acesso mesmo? Respondam,por FAVOR!

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O PERIGO REAL E SEUS COADJUVANTES

 

Que conversa é essa de sobreposição de lojas? O perigo real e imediato seria o desproporcional e enorme poder do grupo, especialmente nas futuras negociações com fornecedores, já que os descontos recebidos nunca são concedidos ao consumidor final.

Ou alguém tem percebido qualquer baixa de preços recente nas lojas de qualquer rede de supermercados? E o Cade, hein? Demora mais do que o STF... Pior só o BNDES, que, além de não considerar seus recursos como sendo públicos (!!), quer investi-los em atividade particular, privada, que não necessita de fomento especial e ainda trucidando o setor produtivo.

Esse é o Brasil de Dilma?

 

Antonio Carlos de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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E EU ERA FELIZ...

Depois de oito anos aguentando o boquirroto-mor do planeta, o BNDES/PT (que não deveria se meter em tal assunto) pretende me privar da última alegria: a de ser feliz por não ter (até então) de comprar do Abílio Diniz.

A propósito: a última frase do comunicado do sr. Diniz (em resposta às graves e infundadas acusações que lhe foram feitas pela Casino), "comprometendo-se a defender sempre os interesses da companhia e de seus acionistas", mostra bem que o "negócio" será bom para eles . Já para o consumidor...

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CARREFOUR/ELDORADO

Nos anos 1990 morei em São Paulo, na Alameda Santos. Eu fazia minhas compras diárias no Supermercado Pamplona, na rua de mesmo nome, próximo de meu apartamento. Às vezes, descia aquela rua e ia ao Hipermercado Eldorado. Outras vezes, ao Extra da Brigadeiro Luís Antônio.

O Eldorado foi vendido ao Carrefour. O Pamplona, ao Grupo Pão de Açúcar, que também é dono do Extra. Em outras palavras, se a fusão Pão de Açúcar-Carrefour for efetivada, alguém que more nas imediações de onde morei terá uma só opção de supermercados. Idem para a grande maioria dos moradores de São Paulo. E olhe que essa é a maior cidade do Brasil. Imagine o resto.

O pior é que esse monopólio poderá ser financiado com dinheiro público… Só no Brasil, mesmo.

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BOICOTE

 

Essa malcheirosa ajuda do BNDES para facilitar a fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e o Carrefour vai acabar sendo dada, pois o governo e os desclassificados que colocamos no Congresso estão se lixando para a nossa opinião, e para o interesse maior do povo brasileiro.

A única coisa que podemos, e devemos fazer, é boicotar as duas redes, deixando de nelas comprar e fazendo-as sentir no bolso o tamanho da nossa indignação. Aí, não vai ter BNDES que dê jeito.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DEMONSTRAÇÃO

Carrefour e Pão de Açúcar contrataram advogados criminalistas para demonstrar a lisura da fusão.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PARA ABÍLIO DINIZ

 

Abílio, fiquei muito feliz com a notícia do investimento do BNDES em sua empresa. Eu busco um microempréstimos nesse banco há mais de dez anos, para implantar minha fabriquinha, e não consigo por não ter garantias.

Me empresta 1 milhãozinho, Abílio?

 

 

Nélio Alves Gomes raytomonelio@hotmail.com

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ABÍLIO OU ABELARDO?

Abílio Diniz consegue ressuscitar o Casino... do Chacrinha!

Percy de Mello Castanho Junior webmaster@clubedoscompositores.com.br

Guarujá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MISERICÓRDIA, ANTES QUE SEJA TARDE!

Até maio de 2011, houve na Amazônia uma área de desmatamento de 268 quilômetros quadrados. Gente, a Amazônia está acabando, como a Mata Atlântica, que já acabou. Ainda pensam nos gastos de 2014 e 2016. Que tal pedirmos ao BNDES uma "grana" para o reflorestamento, antes do Abílio Diniz? O povo será o fiador.

Sonia Maria Salzano Gentil soniasalzano@gmail.com

Descalvado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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FOMENTO AMIGÁVEL

 

Inauguramos uma nova finalidade do BNDES: servir aos amigos dos amigos!

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PLANEJAMENTO

O Brasil, de fato, carece desde sempre de um planejamento, nunca houve nenhum governo que dissesse claramente a que veio e o que faria visando o futuro, tudo fica na pirotecnia, pré-sal e celeiro do mundo entre as atuais. Mas se nem para a Copa do Mundo e a Olimpíada conseguimos nos organizar e planejar, fica claro por que temos cidades caóticas, falta de saneamento básico e péssima infraestrutura. E sobretudo agora que o BNDES vai financiar a iniciativa privada para uma megafusão duvidosa, no lugar de livrar os menos favorecidos de doenças endêmicas por falta de esgoto e hospitais.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INFORMATIZAR A COPA

Muitos políticos dos partidos aliados, amigos, cupinchas e até o pessoal da Fifa estão de olho nos ricos orçamentos de obras para a Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. O povo, que pagará tudo, assiste preocupado, enquanto essa gananciosa turma se posiciona para participar em comissões, intermediações e "sobras disfarçadas", que, no sistema atual, tanto encarecerão essas obras. O Regime Diferenciado de Contratações (RDC) é tentativa de intenção duvidosa para tentar agilizar e evitar conluios e acertos no andamento dessas licitações. Por que não utilizar a informática para controlar e abrir todo esse processo? Por que não amarrar as licitações e os orçamentos, com lucros normais e razoáveis, em sistemas informatizados e transparentes, chamando para as concorrências empreiteiras e construtoras, nacionais e estrangeiras? Assim teríamos controle total sobre os gastos e o andamento desses projetos. O trabalhador, já sacrificado com uma carga fiscal de 38% do PIB, quer eficiência e transparência na aplicação de seu suado dinheiro. E nossos governantes, remunerados tão ricamente, devem ter isso como principal obrigação, e não como favor!

 

Silvano Corrêa www.silvanocorrea.blogspot.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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RDC

O discutido Regime Diferenciado de Contratações (RDC) foi elaborado depois de forte pressão da Fifa e da CBF, que sempre usaram da famosa pressão de que se não fosse aprovado a Copa não será realizada aqui, ou determinada cidade ficaria fora, etc., etc. Os superpoderes para as duas entidades gerirem as obras, inclusive com a adição de novos serviços aos anteriormente contratados, sem o necessário controle de preços, não foi aprovado pelo nosso Legislativo, e este era o verdadeiro pulo do gato. Qual será a reação "deles"? Será que vão tirar a Copa do Brasil? Vamos aguardar.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SIGILO DE PREÇOS

Parece que o sigilo vai valer mesmo (nas licitações). Ninguém saberá os valores, (exceção aos que darão as "consultorias" com informações privilegiaras...). Dizem que esse sistema existe em outros países. A diferença é que neles existe Justiça.

Rubens Sousa Pinto rubanfilho@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VAZAMENTO

Será mesmo que neste Brasil, onde a corrupção impera em quase todos os níveis governamentais, dados sigilosos sobre os gastos das obras para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos não seriam vazados, favorecendo os empreiteiros "amigos"? Agora mesmo a mídia relata exorbitantes lucros de empreiteira cujo proprietário é amigo do governador do Rio de Janeiro.

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MISTÉRIO

A corrupção no Brasil aumenta a cada dia, e todos os jornais e revistas publicam prisões de altos servidores do País. Mas o que é mais estranho é que os contraventores e criminosos aumentam seu patrimônio em dezenas de vezes, e como a Receita Federal não percebe essas imensas discrepâncias? Se os bens dos oportunistas crescem assustadoramente, como eles podem explicar a origem junto à RF? Isso é um mistério.

Roberto Banhara Dias Cardoso rbdc@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CORRUPÇÃO

 

A corrupção reina onde não existe uma fiscalização rigorosa. E é justamente a isso que o Planalto quer chegar e os políticos estão loucos de vontade para que aconteça.

Renzo Orlando renzoorlando@netpartners.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TRISTE SEMANA

Está chegando o serviço de banda larga "popular" brasileiro, com limitações para download, a um custo de R$ 35 mensais.?Paris é uma cidade com custo de vida alto, cujos habitantes têm poder aquisitivo muito superior ao dos brasileiros. Lá se pagam cerca de 43 euros mensais, que equivalem a cerca de R$ 90, por um contrato que inclui a telefonia fixa, o acesso à banda larga e à TV a cabo, todos juntos.?Mas não é só isso.? O serviço de telefonia inclui ligações gratuitas de longa distância para telefones fixos em cem países. O Brasil é um deles. ?O serviço de banda larga funciona até 100 Mbps e não impõe limitação para downloads.? O serviço de TV a cabo inclui 150 canais, dos quais 15 são em HD. Basta consultar http://offres.numericable.fr/

No Brasil esse pacote de serviços custaria mais de R$ 300 mensais, e isso sem que se façam quaisquer ligações telefônicas interurbanas - que dirá internacionais! Trata-se do triplo do preço parisiense, por um pacote ainda muitíssimo inferior.?

Como se explica o custo do plano de banda larga que o nosso governo acaba de anunciar? ??Quanto dinheiro público isso vai custar, apenas para garantir mais faturamento, com enorme margem de lucro, para as operadoras conveniadas??

Vamos ainda lembrar que R$ 35 reais não é uma mensalidade acessível para uma família brasileira de baixa renda. Portanto, quem serão os beneficiados por esse programa de governo, além dessas concessionárias?

Tivemos uma triste semana. Nela coincidiram dois anúncios que ofendem a inteligência dos brasileiros: o BNDES aportando R$ 4 bilhões numa empresa controlada por capital estrangeiro e o Ministério das Telecomunicações anunciando esse plano absurdo, também em benefício de empresas que já desfrutam

enormes regalias.

Vejamos quais serão os próximos castigos que os governantes brasileiros vão aplicar aos contribuintes, que lhes pagam regiamente, e aos pobres, cujo acesso à educação é mínimo, insuficiente para entender por que sofrem tanto.

 

Antonio C. Cardoso caco1947@gmail.com

Embu das Artes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OLHOS FECHADOS

Em resposta à mensagem do vereador Carlos Apolinário (Fórum dos Leitores de 1.º/7), torna-se indispensável considerar, sem meandros, as seguintes questões.

Primeiro: não é verdade que os gays estejam acuando a sociedade ou mesmo que a imprensa poderá ser gratuitamente acusada por esse grupo, que assim como os judeus, os negros e os deficientes, historicamente, sabem muito bem o que foi e/ou é a exclusão e o acuamento - este último geralmente promovido por grupos conservadores e passíveis de pouca credibilidade.

Segundo: uma vez que existe uma afirmativa do vereador de ser considerado inimigo dos gays, o que impede o referido parlamentar de buscar o diálogo junto a esse eleitorado e paulatinamente comprovar que esse título não é legítimo?

Terceiro: se realmente existem ameaças por parte dos gays em função de pontos de vistas distintos, o que o vereador, enquanto autoridade, está esperando para acionar o mecanismo de Segurança Pública?

A verdade é que, assim como o mundo optou por fechar os olhos quanto às barbaridades que os nazistas promoveram contra os judeus, talvez em menor escala os gays também vêm sendo inexplicavelmente excluídos. Além disso, todos sabem que, do mesmo modo que os negros, deficientes e demais grupos também foram extremamente ignorados e maltratados perante uma hipócrita sociedade, desta vez são os gays que estão experimentando este ato, em que historicamente parece que só mudaram os personagens.

Possivelmente não deve ser tão difícil para o vereador se recordar de que os deficientes muito recentemente obtiveram algumas vitórias - já que também por muito tempo tiveram da sociedade os olhos (in)devidamente fechados e nem sequer tinham guias rebaixadas para atravessar com segurança uma via pública, por menor que fosse o perigo local.

Além disso, definitivamente não existe nenhum marco expressivo na (pro)criação desnecessária de tantos dias comemorativos pelas Câmaras e/ou Assembleias existentes pelo Brasil, assim como nenhuma razão óbvia para tantas imaturidades por parte daqueles que ainda não entendem que o que está em jogo é tão e somente o SER HUMANO - e não interesses e/ou valores que inoportunamente muitas vezes vêm à tona, tentando inutilmente subestimar a inteligência das pessoas, ao passo que seria bem mais sábio não só valorizar a semelhança, como também se apegar às seguintes palavras célebres: "Amai-vos uns aos outros". E definitivamente ter a coragem de se desapegar de valores fúteis, como opção sexual, dias comemorativos, etc., que não condizem com os direitos básicos que a população verdadeiramente aguarda dos seus representantes.

Por fim, que tanto o vereador como qualquer outro semelhante não se permitam manter os olhos fechados para essa vergonha que ficará para sempre registrada na nossa História, pois nunca é demais perceber que estamos repetindo os mesmos erros que nossos antepassados tiveram com outros grupos sociais. Além disso, os gays são acima de tudo seres humanos que também trabalham e prestam serviços fantásticos à sociedade - entre outros atributos, possuem muito mais competências do que se preocupar com dias comemorativos ou futilidades que pouco (ou nada) agregam à sociedade, assim como à própria opinião pública.

Pierre Magalhães pierre.magalhaes@ibest.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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