Cartas-04/08/2010

RESPOSTA DE TEERÃ

, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2010 | 00h00

E agora, Lula?

Ahmadinejad disse não. Sakineh vai ser apedrejada. E agora, presidente, vai lutar pelos direitos humanos ou calar-se por medo de seu amigo persa? Melhor, era tudo blefe político ou V. Exa. tem mesmo um compromisso moral?

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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PEDRADAS

Em mais um lance demagógico, messiânico e irresponsável, o nosso guia ofereceu asilo à pobre condenada à morte por apedrejamento, punição oficial e bárbara aplicada no Irã. Além de criar mais um mal-estar diplomático, pois agora também o "incomodado" é o seu coleguinha de bravatas, sr. Ahmadinejad, o inquilino do Planalto que aniquilou nossa diplomacia agora a exibe para alvo de pedradas de todo o mundo civilizado! Por que não te calas?

Eduardo A. De Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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ETERNO DESINFORMADO

Até os iranianos acham que Lula nunca sabe de nada. O porta-voz do governo xiita disse que o nosso presidente é emotivo e sua proposta de asilo é "desinformada". Se Lula soubesse que meter-se na vida alheia é um erro crasso de diplomacia, não estaria expondo o Brasil ao ridículo...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MARITACA

Quem fala muito dá bom-dia para cavalo...

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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NO LUGAR CERTO

Enfim ficou claro o papel do ministro Celso Amorim no governo Lula: promotor de eventos.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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FICHA LIMPA

Eros Grau

Não gostei das respostas do ex-ministro do STF Eros Grau na entrevista ao Estadão (3/8, A12). Com a empáfia e arrogância que lhe são peculiares, exagerou ao dizer que a Lei da Ficha Limpa constitui uma ameaça ao Estado de Direito. Para Grau, essa lei - que surgiu por iniciativa histórica da sociedade, cansada de ver a impunidade de notórias figuras do mundo político envolvidas e apanhadas em escabrosos casos de corrupção, de ver o Legislativo e o Judiciário fazerem muito pouco ou quase nada nessa matéria - é "deslavadamente inconstitucional". Muito interessante! O direito do povo brasileiro de se ver livre de malandros, ladrões, canalhas e afins do cenário político nacional e da vida pública não é levado em conta, na visão do ex-ministro. Gostaria de lhe perguntar se ele levaria para sua empresa ou seu escritório alguém sabidamente desonesto e sem probidade, porque não "existem provas" contra ele. A defesa premente que faz do direito dos que pretendem se candidatar, mas barrados pela Justiça quando "ainda não foram julgados culpados", e porque isso compromete os fundamentos da democracia, dá o que pensar. Tem-se a impressão de que o "Estado de Direito" de Eros Grau está sendo arguido no interesse de algum padrinho político. Para terminar, digo que não votaria em Eros Grau se se candidatasse a algum cargo eletivo porque não consegui entender o seu conceito pessoal de moralidade.

Gilberto Motta da Silva gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

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A sumidade continua assumindo. Dize-me quem te nomeou e eu te direi como votarás.

Ronaldo J. Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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JÁ VAI TARDE

Em boa hora se despede o ministro Eros Grau, é menos um contrário à moralização do País. Se constitucional ou não, o que importa é o clamor para salvar a vida pública e a própria democracia, ao que demonstrou extrema sensibilidade o TSE e, notadamente, o seu presidente. A propósito: a censura mantida pelo STF ao Estadão é constitucional?

Lafayette Pondé Filho lpf41@hotmail.com

Salvador

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FICHAS-SUJAS

O que estamos ouvindo de alguns ministros do STF e de outros tribunais, de juristas, advogados, políticos com ficha suja e palpiteiros em geral é um absurdo. Ninguém quer ou está pedindo a "retroatividade da lei", como alguns pregam. Se assim fosse, na promulgação da Lei da Ficha Limpa, todos os políticos no gozo dos respectivos mandatos e ocupantes de cargos públicos seriam sumariamente cassados ou impedidos de neles continuar. Isso, sim, é retroatividade. O que queremos - a sociedade brasileira - é que na inscrição da candidatura para as eleições deste ano, realizada após a promulgação da lei, os tribunais vetem a de todos os que se enquadram nas condições impostas pela lei, ou seja, esta será aplicada a evento - a inscrição da candidatura - realizado após a sua promulgação, e não antes. Vamos deixar de bobagens, de sofisma, nhenhenhém e barrar os corruptos, os aproveitadores da coisa pública, esses inescrupulosos que usam da boa-fé da população para se locupletar.

Roberto Aranha rcao@globo.com

São Paulo

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AEROPORTOS

Juizados

Ao menos em São Paulo, o próprio Judiciário vem contribuindo para o inexpressivo número de atendimentos nos Juizados Especiais instalados nos aeroportos, na contramão da louvável iniciativa do CNJ. Provimento do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região restringe o atendimento nos Juizados dos aeroportos aos desembarques ocorridos nas últimas 24 horas. A título exemplificativo, se o passageiro tem sua bagagem extraviada e a companhia pede prazo de 24 horas para recuperá-la, mas não o faz, passadas essas 24 horas o passageiro não pode mais buscar os Juizados dos aeroportos. E acaba sendo prejudicado ao tentar resolver extrajudicialmente o problema, o que é uma antítese das formas de resolução dos conflitos de interesse. Parece-nos irrazoável esse provimento restritivo, que deixa ociosa a estrutura criada, tornando os Juizados nos aeroportos um serviço "para inglês ver". Restringir por quê? Eis a questão.

Marcelo Hartmann marcelo@hartmannefelberg.com.br

São Paulo

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"Que fora, hein, Lula? Que tal oferecer o lugar a um criminoso comum de Cuba?"

ULYSSES FERNANDES NUNES JUNIOR / SÃO PAULO, SOBRE O ASILO À "INCÔMODA" IRANIANA

ulyssesfn@terra.com.br

"Por que só os servidores são cortados por irregularidades? E os outros?"

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE CORRUPÇÃO

robelisa@click21.com.br

"A Colômbia tem os terroristas das Farc e São Paulo, os do PCC..."

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE AS AÇÕES CRIMINOSAS DOS ÚLTIMOS DIAS

taniatma@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Irã recusa proposta de asilo feita pelo Brasil

Teerã considera o "emotivo" Lula "desinformado" sobre a mulher condenada à morte por adultério

"Nossa política externa, corretíssima, move-se sob o influxo: Sou homem. Nada do que é humano considero alheio a mim."

EDSON LUIZ SAMPEL

"A causa é justa, sim. Também critico Lula: é pra este Irã que ele, Dilma e Amorim defendem o direito de enriquecer urânio."

ANA PAULA DA SILVA

"Não entendo quem prefere falar de política. Por Deus, o marido dela já estava morto. Se a mulher é viúva, cadê o adultério?"

CHRISTOPHER WIEGERING

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Fichas-sujas

É realmente inconcebível entender o ponto de vista do ex-ministro do STF Eros Graus (entrevista dada ao Jornal Estadão em 3/8). Apesar de todos os seus méritos e títulos, esse homem age como um juiz/advogado amador e ingênuo ao defender a tese de que candidatos seguramente sem moral nenhuma possam se candidatar. Em certo momento da entrevista ele diz que o eleitorado não é ''imbecil'', se não o fosse, senhor juiz, Collor, Maluf, Barballo, Sarney e muitos outros que oneram os cofres públicos e ignoram a opinião pública, tal como o senhor mesmo diz em determinado momento de sua infeliz entrevista, não se perpetuariam no poder, tal como ocorria no século 16.

A democracia está em perigo não porque o senhor diz que isso cassa direitos políticos de homens que estão respondendo a processos, mas não julgados (e quando serão?) em última instância, de exercer cargos públicos. Muito pelo contrário, é assim que se solapa a democracia, porque vai crescendo na sociedade a sensação de que vocês, de colarinho branco, nunca respondem pelos seus erros, e isso, sim, é perigoso.

Quando perguntado ''por que o STF nunca condenou homens públicos acusados de improbidade ou peculato'', o senhor responde: ''Não havia provas conclusivas ou fundamentadas''. Meu Deus, até os EUA querem prender Paulo Maluf, a Interpol está atrás desse homem. E o que foi o caso Palocci (?), momento em que lincharam o pobre caseiro Francenildo Costa? Sem falar do banqueiro Daniel Dantas. O que foi aquilo senão uma afronta à democracia?

Dostoievski já dizia, para conhecer uma sociedade visite os seus presídios. Aqui veremos que só há negros e mulatos presos, brancos (minoria, mas porque são pobres) e ricos não vemos nunca. Isso, sim, e pode ter a certeza disso, é que denigre uma democracia, caro ex-ministro, e não o impedimento dos fichas-sujas! Ainda bem que o senhor já está aposentado!

Luiz Fabiano Alves Rosa fabiano_agt@hotmail.com

Curitiba

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Inversão de valores?

Eros Roberto Grau deixou a cadeira de ministro de Supremo Tribunal Federal (STF) convencido de que a Lei da Ficha Limpa põe ''em risco'' o Estado de Direito. Sr. ministro, não sou jurista, sou médico, mas tenho plena convicção de que quem põe em risco o Estado de Direito são as quadrilhas institucionalizadas, algumas provenientes de sindicatos, que se aboletaram nos três Poderes da República.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Moralizar é fundamental

O ex-ministro do STF Ero Graus afirma que a Lei da Ficha Limpa é manifestamente inconstitucional. Como engenheiro, entendo que a lei deve estar para o homem, e não o homem estar para a lei: a intenção da Lei da Ficha Limpa é moralizar um pouco, e isso é fundamental. Por outro lado, quando eu voto num candidato é porque já pesquisei muito a seu respeito e levo em consideração mais os seus valores morais. Jesus Cristo e a maioria dos santos tinham a ficha muito suja para as autoridades da época e isso jamais tirou os seus méritos pessoais e divinos. Tomás More foi um superficha-suja para o rei Henrique VIII e sua corte porque não quis pactuar com as suas baixezas. A verdade é que nunca me arrependo de votar nos meus candidatos escolhidos a dedo. Boa eleição!

Luiz Antonio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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Na ótica de Grau

O ex-ministro do STF Eros Grau, em sua entrevista ao Estadão, diz que "Lei da Ficha Limpa põe em risco o Estado de Direito". Matéria amplamente discutida por juristas, deixa claro à sociedade que a lei tem aplicação retroativa.

Mas o que na realidade põe em risco o Estado de Direito é a permissividade de as nossas instituições acolherem, e há muito, através do voto, cidadãos inescrupulosos que regularmente surrupiam o erário, esculhambando a ética, e o desrespeito, aí, sim, à nossa Constituição.

Eros Grau, com todo o respeito, presta com a sua imprópria declaração um desserviço como ex-magistrado da mais alta Corte brasileira, porque pode influenciar negativamente colegas, com relação à Ficha Limpa, nos tribunais pelo Brasil.

O megaesforço de cidadania da população que colheu milhões de assinaturas para aprovar este importante projeto no Congresso não pode ser desvirtuado às vésperas de uma eleição majoritária.

E Eros Grau, se tivesse fortes razões para negar a retroatividade da lei, deveria ter se pronunciado durante os debates que antecederam sua aprovação, ou logo após... Neste momento cheira oportunismo!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Literalidade da lei

Leio no Estadão que o professor Eros Grau, preso à literalidade da lei, define o ''ficha-limpa'' como o ''CIDADÃO QUE NÃO TENHA SIDO CONDENADO POR SENTENÇA JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO''. Daí há de se perguntar: se esse cidadão já está condenado em primeira instância, em segunda instância, também na instância infraconstitucional, e quiçá, se o processo foi ao STF, pela Corte Maior, mas a decisão no STF está aguardando, por meses, a apreciação de embargos declaratórios, por exemplo, na visão do ex-ministro, esse cidadão é ''ficha-limpa'', mesmo com todas as condenações? Pela declaração que consta da entrevista, o ex-ministro não teria dúvidas em votar nesse cidadão (?).

Horácio Roque Brandão hbrand@globo.com

São Paulo

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Justiça demorada

O ministro do STF Eros Grau, despedindo-se do cargo, em entrevista dada ao Estadão disse que a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional porque, para ele, o réu deve ser declarado culpado apenas quando esgotados todos os recursos cabíveis inscritos na nossa Constituição. Ora, ex-ministro Grau, nós, brasileiros, honestos, trabalhadores, respeitadores das leis, pagadores de impostos, também achamos, desde que o julgamento seja feito em até, no máximo, seis meses a contar da primeira instância, quando o réu é apontado. Mas no Judiciário ações demoram décadas e essa foi a única maneira que a população achou para se blindar contra esses ladrões de verbas públicas. Compradores de voto. Enriquecimento ilicito e tantos outros crimes que lesam muito mais o povo brasileiro do que diz a Constituição. Ou, então, por que S. Exa. não lutou para mudar a Constituição nesses anos em que atuou no STF? Fácil falar quando se está saindo, concorda? Melhor aposentar-se mesmo e se dedicar a escrever seus maravilhosos e "sensuais" livros (sic)!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Radicalismo

O ex-ministro do STF Eros Grau, recentemente aposentado, em longa entrevista ao Estadão saiu do seu ofício vomitando fogo contra muitos procedimentos usados no andamento da administração da coisa pública, na órbita judiciária e legislativa, como as transmissões pela internet dos julgamentos do seu próprio ex-tribunal, contra decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra o Congresso Nacional, e notadamente contra a moralizadora Lei Complementar 135, da Ficha Limpa, a qual qualificou como "francamente, deslavadamente inconstitucional", e por ai vai. Com relação a esta lei, disse que ela "põe em risco o Estado de Direito" - de políticos corruptos, cujas sentenças penais condenatórias ainda não transitadas em julgado não poderiam ser admitidas como fichas sujas para impedi-los concorrerem ao próximo pleito eleitoral. Pergunta-se: os tribunais eleitorais já tomaram decisões contra essa interpretação? Se tomaram, por que o espírito da Lei da Ficha Limpa é "deslavadamente inconstitucional", se sua ''mens legis'', sua intenção e dos seus legisladores, visam a moralidade pública? Tais decisões não podem ser modificadas por outra exegese legal? O ex-ministro precisa ser tão radical?

ANTONIO BRANDILEONE abrandileone@uol.com.br

Assis

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Já vai tarde

Lendo as declarações do ex-ministro Eros Grau na entrevista no Estadão, estarrecida fiquei diante da barbaridade proferida por um ex-ministro da mais alta corte do País, ao dizer que a Lei da Ficha Limpa põe em risco o Estado de Direito! Como, excelência? Risco teremos nós, o povo brasileiro, se esse tipo de gente, que comete todo tipo de delito, conseguir cargos nas Casa Legislativas de todo o País. O senhor, para ocupar os cargos que ocupou em sua vida profissional, teve de apresentar ficha limpa e reputação ilibada, senão não seria aceito. Agora, essa de defender bandidos, dizendo que só com sentença transitada em julgado, aí, sim, a pessoa não poderia pleitear cargos, desculpe-me, é afagar bandidos em demasia.

Temos casos emblemáticos em nosso país, de muitos políticos que até filmados foram com a mão na botija, como se fala na gíria popular, e outros que nem podem sair do País, pois serão presos. Ora, ora, sr. Grau, vemos que o senhor enquanto ocupou a toga no STF julgou as pessoas ideologicamente, e não baseado na mais pura justiça.

Saiba que não vai deixar saudades, muito ao contrário, estamos aliviados em vê-lo longe do STF, que anda por demais ideológico.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Direito adquirido?!

Estávamos cansados de esperar que os partidos políticos fizessem sua parte e selecionassem os candidatos, vetando os fichas-sujas; que o Supremo fizesse a sua parte, julgando os políticos quando acionados, mas o que víamos era chover liminares garantindo-os por mais um tempo, até que seus mandatos acabassem; e que o Legislativo fizesse a sua parte e criasse uma lei que nos desse a garantia que não teríamos mais políticos ficha-suja. Sem êxito. Daí mandamos ao Legislativo a nossa vontade e, após muita pressão, saiu uma lei toda remendada, na tentativa de não garantir nada, mas que serve para peneirar um pouco o joio. Bem, o objetivo do legislador, no caso, é realmente não ter nenhum ficha-suja candidato. Não se trata de uma atividade (ficha suja) que teve sua classificação alterada, pois já era assim conhecida, apenas não interessava aos políticos tal proibição. Não me parece que seja "direito adquirido" dos fichas-sujas que lá estão poderem continuar. Contudo, se o ministro pensa o contrário, acho que ele já está seis anos atrasado para se aposentar.

Manoel Mendes de Brito brito.voni@terra.com.br

Bertioga

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Ficha Limpada

Se o cidadão roubou, matou e estuprou, mas já cumpriu a sua pena, pode-se candidatar à vontade. Neste país tem jeito para tudo, acabaram de criar os "fichas-limpadas"!

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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Moral ilibada

Com respeito à entrevista ao Estadão, o ex-ministro do STF dr. Eros Grau, o qual cumprimento, diz que a Lei da Ficha Limpa é inconstitucional.

Pois bem, entendo que, se quisermos um dia moralizar este país, temos de eleger homens de moral ilibada politica, social e economicamente. Se existe a inconstitucionalidade na Lei da Ficha Limpa, mudem Constituição para que as leis morais se enquadrem nelas, sempre em beneficio do povo. Quais foram os congressistas que durante dois anos de trabalho elaboraram a última Constituição, que hoje se encontra em vigor? Provavelmente teriam eles deixado ''brechas'' para que num futuro próximo pudessemn encontrar a inconstitucionalidade em casos específicos. Temos de escolher, nas eleições, homens que legislem honestamente, sem ver o interesse próprio do seu uso, caso contrário, a democracia no Brasil rastejará, pondo em risco o Estado de Direito para todo cidadão brasileiro.

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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Não tem jeito

Sempre vai aparecer um ministro para livrar a cara de fichas-sujas, como aconteceu nesse episódio em que o atual presidente do STJ suspendeu os efeitos da sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo e beneficiou o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff, José Filippi Jr. (PT-SP).

O ministro Hamilton Carvalhido não viu dolo na contratação sem licitação de uma banca de advogados quando Filippi Jr. era prefeito de Diadema, mesmo sabendo que o escritório contratado era o do notório advogado petista Luiz Eduardo Greenhalgh.

Assim, não tem lei Ficha Limpa que dê jeito.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Abuso de direitos

A entrevista com o ex-ministro do STF decepciona porque revela a pricipal e pétrea razão por que a falta de moral e ética de inúmeros políticos com más intenções se perpetua e cresce: o alegado trânsito em julgado ou, respectivamente, sua demora. Um Maluf, com seu exército de advogados, se eterniza na vida pública do País e se gaba cinicamente de nunca ter sido condenado, enquanto é condenado no exterior. O País está assistindo ultimamente não a uma castração dos direitos políticos, senão, ao contrário, ao aumento ilimitado dos abusos desses direitos. De onde o povo pode esperar uma melhora neste contexto, quando um jurista com a biografia do entrevistado se mostra tão insensível e letárgico? O Estado de Direito, esta conquista da humanidade, não pode ser tão mortífero ao sentimento popular de justiça.

Gerhard Fink gerhardfink@uol.com.br

Atibaia

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Letra morta?

Avaliada em GRAUS, a Lei da Ficha Limpa tende a cair para zero. Resta-nos, portanto, acionar a Lei do Porrete, em lugar de qualquer outra que poderá ser também escamoteada.

Antonio Wuo wuo.antonio@gmail.com

Mogi das Cruzes

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Banimento da vida pública

O clamor público fez com que o Congresso aprovasse e o presidente sancionasse a Lei Complementar 135, de 4/6/2010, com o objetivo de impedir a candidatura de políticos com ficha suja.

O entendimento de um cidadão comum é que quem tenha sido condenado por um colegiado do Poder Judiciário passou a ser inelegível. Em outras palavras, passou a ser condição de elegibilidade que o candidato tenha tido probidade administrativa. Isto como pressuposto de que manterá a moralidade para o exercício de mandato almejado, considerada a vida pregressa

Na prática estamos verificando que certos juízes estão considerando que poderá ser candidato aquele que tenha a "ficha limpada". Entendem que o conceito deixou de ser uma condição de elegibilidade para uma condição de condenado. Cumprida a pena, estaria novamente em condições de ser candidato. Seria o caso daquela advogada do Rio de Janeiro que fraudou o INSS em milhões de reais. Como já cumpriu, a pena poderá ser candidata. A ficha dela estaria "limpada".

Mas a ideia popular é de que o infrator seja banido da vida política. Tal qual ocorre nos países desenvolvidos, onde o próprio político se retira da cena. Quando não se suicida ao ser flagrado.

E não precisa fraudar. Basta mentir no exercício do cargo. Também é verdadeiro que o próprio eleitor deixa de sufragar seu voto em favor daqueles que atentam contra a ética e a moralidade.

No Brasil existem vários casos de políticos que cometeram impropriedade, renunciaram para impedir a aplicação de penas e acabaram retornando ao exercício de mandatos pelo voto dos eleitores.

Entendo que resta a responsabilidade aos formadores de opinião e às organizações civis de insistirem em manter vivos na lembrança do eleitorado os nomes dos candidatos ímprobos e que se aproveitaram do erário.

A alegação de que não sabiam ou que não leram o que assinaram os torna muito menos confiáveis.

A segunda etapa para dar maior qualidade ao nosso corpo político é a alteração do processo eleitoral, transformando as eleições proporcionais por distritos eleitorais.

Hélio Mazzolli mazzolli@terra.com.br

Criciúma (SC)

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Retroatividade

Data Venia do sr. dr. ex-ministro do STF Eros Grau, mas a Lei da Ficha Limpa nada tem de retroatividade. Seria assim se a lei houvesse retroagido para alcançar os mandatos vigentes e passados de todos os fichas-sujas que, sabidamente, estão ou estiveram na ativa e continuam com as benesses do cargo. Mas a nova lei vem apenas para impedir - futuramente - que aquele que tenha condenação por colegiado não possa vir a se candidatar. A ação de vir a se candidatar é futura e, portanto, a lei se aplica ao futuro, mesmo que este futuro esteja próximo (aplica-se já para as eleições de 2010). Nada tem de retroativa. O princípio da irretroatividade está mantido, intacto. A legalidade não foi ignorada. Apenas, o passado ''legal'' do candidato passa a ser requisito, muito bem-vindo, por sinal. Por certo que o digníssimo sr. dr. ex-ministro Eros Grau não gostaria de ver nenhum ficha-suja eleger-se nas próximas eleições...

Anamaria Andrade anamaria.andrade@globo.com

São Paulo

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Fator retroativo

Eu, como ignorante em questões jurídicas, gostaria de entender melhor o que ilustríssimo ex-ministro do STF, doutro Eros Grau, quer dizer sobre a irretroatibilidade da Lei da Ficha Limpa e que essa seria um deslavado desrespeito à Constituição.

Gostaria de saber da excelência por que, por exemplo, só para citar um exemplo, veio uma lei e ceifou, pelo maldito fator previdenciário, as aposentadorias de quem já estava contribuindo para o sistema, como a minha, que depois de 30 anos de contribuição num sistema com mais cinco anos para gozar de meu direito, tive aproximadamente 30% de redução de meu benefício.

Ô, dotô, fais isso com nóis, não. Todos não somos iguais perante a lei?

Otavio de Queiroz otavio.solaris@hotmail.com

São Paulo

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Pelo jeito, pelo voto não tem jeito!

Assim foi na Venezuela, na Bolívia e agora no Brasil. Estou falando da falta de oposição política aos atuais governantes dos três países que citei como exemplo.

O que existe por aqui, na verdade são opositores fictícios e orquestrados, uma vez que os atuais partidos brasileiros são todos de esquerda, com o mesmo desígnio de instalar no País um regime socialista, cada um ao seu estilo, é claro, mas todos visando a substituir a nossa tão sonhada democracia, assim como já o fizeram os companheiros Hugo Chávez e Evo Morales, entre outros governantes latinos em seus respectivos países.

Socialismo, aliás, que nunca dá certo, pois aniquila o dinamismo das pessoas ao laurear igualmente o capaz, o incapaz, o útil, o inútil e o trabalhador, o preguiçoso. E isso acontece, é claro, se aplicado o socialismo ao pé da letra, o que já é ruim, mas o que normalmente vemos na prática é pior ainda, porque os detentores do poder ficam sempre com o bônus, ao dividirem entre si a riqueza, enquanto o povo fica com o ônus e dividindo a pobreza.

Por isso as pessoas que vivem em regimes assim e que não concordam com a situação, além perderem a ambição de estudar e trabalhar, já que tudo o que conseguirem com seu sacrifício, obrigatoriamente, será repartido com quem nada fez por merecer, ainda tentam fugir de seus países, deixando muitas vezes suas famílias e sua própria história para trás busca da liberdade perdida.

Por tudo isso é que persisto na ideia de alertar as pessoas para a importância de existirem oposições fortes e atentas a tudo o que acontece no campo político do nosso país, da mesma forma que defendo a existência de partidos de esquerda, de centro e de direita, pois só assim haveria de fato um equilíbrio capaz de bem conduzir nossa democracia rumo ao desenvolvimento sustentável com ordem e progresso que tanto almejamos.

Do jeito que a coisa está e com tantas falcatruas e mentiras no ar, realmente não dá mais para continuar. E para mudar tudo isso é necessário exigirmos dos nossos representantes públicos um giro de 180 graus no rumo da política e da nossa História, através duma bela reforma política, com participação de todos os segmentos da sociedade. Esta reforma deve ser capaz de frear os conchavos e a corrupção, a conivência e a impunidade de nossos representantes públicos e governantes mal-intencionados.

E só abiscoitaremos de fato esses objetivos se houver um acompanhamento ferrenho e uma exigência imutável do povo brasileiro, indo às ruas quando necessário, a fim de manifestar a vontade de mudarmos para melhor, sempre mobilizados e enfocados no bem comum e da Nação como um todo. Isso mesmo, mobilizados da mesma forma e com o mesmo entusiasmo de quem torce pelo Brasil nos jogos da Copa do Mundo. Torcer pelo Brasil nos esportes e pelo nosso time do coração nós sabemos, e muito bem, então por que não o fazemos por um Brasil livre e decente para nossos filhos e netos?

Outra coisa que temos de fazer o quanto antes é perder a mania de bajular, aplaudindo e endeusando os políticos que nos visitam, principalmente em ano eleitoral, e exigir de todos eles, de fato, leis que nos devolvam a saúde, a paz, a segurança, a liberdade e a dignidade que a cada dia estão nos tirando sem muito alarde, para que os menos atentos ou anestesiados não perceberem e assim não possam reclamar.

Ah! Não nos podemos esquecer igualmente de exigir dos nossos governantes a volta da valorização das pessoas de bem e, principalmente, da instituição chamada família, que simplesmente está sendo varrida da sociedade brasileira não só pelas modificações e pelo abrandamento das leis, mas principalmente pela impunidade, pois de uns tempos pra cá tudo pode e quem for contra é tachado de discriminador.

A meu ver, estas e outras tantas que inventam a cada dia têm contribuído para o crescimento da violência, agigantando os que agem fora da lei e deixando acuado e oprimido quem as cumpre de fato.

Walter Luiz ferreira walllterluiz@yahoo.com.br

Santa Cruz do Sul (RS)

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Imprensa

Incrível como em época de eleições os políticos são tão simpáticos com a imprensa.

Adoram aparecer na mídia, querem comentar sobre tudo, mentindo ou não, falam e falam...

Aparecer na imprensa, de graça, é o melhor marketing que existe.

Depois que chegam ao poder, muda tudo.

Fogem da imprensa como o devedor foge do cobrador.

Às vezes respondem a uma ou duas perguntas, mas nunca respondem o que foi perguntado.

Se o político vai mal, a culpa é da imprensa. É tudo dirigido pela direita burguesa - ou esquerda burguesa?

A imprensa manipula os dados, distorce os fatos, dizem esses políticos.

Não será o contrário?

Tiago Homem de Melo de C. Silva tihmcs@ig.com.br

Campinas

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Língua peçonhenta

Sobre a observação de Dilma Rousseff insinuando, com a sutileza de uma manada de elefantes, que José Serra precisa tomar tranquilizantes, fica claro que, se a candidata do PT morder a língua, corre o risco de morrer envenenada.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Pesquisa

Em sua carta publicada em 2/8, o leitor sr. Olympio F. A. Cintra Neto diz que, ''se a diferença a favor de Dilma aumentar e a candidata Marina Silva (PV) mantiver os 7 pontos, poderá nem haver segundo turno''. Perdoe-me o sr. Olympio, mas parece o Galvão Bueno narrando: ''O jogo está empatado, mas se fizer mais gols que o Cotínthians no segundo tempo, o Palmeiras sairá vencedor.''

CLÁUDIO MOSCHELLA arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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Na reunião do Mercosul

Agradeço ao presidente Lula pelo esclarecimento. Disse ele: ''Eu estava num comício ao lado da minha candidata que é uma mulher." Ah, bom! Pensei que poste não tivesse sexo.

Luiz Nusbaum Lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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O melhor estadista

''Espelho espelho meu, existe um presidente melhor do que eu?''

Lula, a menos de cinco meses de deixar poder, já chorando pelos cantos e vociferando que tudo de bom que aconteceu no Brasil foi ele que fez: Lei de Responsabilidade Fiscal, Plano Real, etc.

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

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COM O NOSSO DINHEIRO

O presidente da República alega que está fazendo campanha para a candidata delle fora do expediente. Como se ele fosse um funcionário comum, que bate o cartão de ponto na entrada e na saída. Não tenho dúvida de que ele é desqualificado para o cargo que exerce, mas chegar a esse ponto é brincadeira. Mas, já que ele acha que é um simples funcionário público, sugiro que comece a viajar em voos comuns, pagos com o dinheiro dele ou do partido e que a imprensa, quando fizer a cobertura desses eventos, não o coloque como presidente, e sim como o sr. Luiz Inácio. Aí fica um pouco mais justo.

Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber se o sr. Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, vai convidar o sr. José Serra e os demais candidatos para irem ao Rio de Janeiro à sede da entidade e se ele vai dar um uniforme personalizado a cada um, como fez com a Dillma. Ou ele também tem candidato para apoiar?

Sergio Luis dos Santos sersan@netpoint.com.br

São Paulo

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Ministério de Dilma

Caso Deus não seja brasileiro e, portanto, Dilma seja eleita, alguns ministros já estão nomeados: Agricultura: João Pedro Stédile.

Relações Exteriores: Marco Aurélio Garcia.

Casa Civil: Franklin Martins.

Banco Central: Ricardo Berzoini.

Fazenda: José Genoino.

Incra: Gulherme Cassel.

Comunicações: Lulinha, filho do Lula.

Aguenta, Brasil.

Marco Antonio Soares marco_antonio_so@uol.com.br

São José dos Campos

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QUEM LIDERA AS PESQUISAS?

Com os resultados da última pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República, a estimada presidenciável Dilma Rouseff aparece como a preferida dos brasileiros à sucessão de Lula. As regiões Norte e Nordeste parecem intransponíveis para José Serra. Apenas no Sul o candidato tucano lidera com certa folga. As chances de uma prolongação de quatro anos do governo petista parecem evidentes. Embora as pesquisas nem sempre retratem exatamente o que ocorre nas urnas, é notável a possibilidade de vitoria da ex-ministra da Casa Civil. Evidente! Digo, pois um cidadão pode não ter competência para interpretar um texto, mas sua forte convicção dilmista é inegável. Eleitores que nem sequer frequentaram escola ? vejam bem, não estou criticando, muito menos subestimando esses brasileiros. Ademais, por que um brasileiro deveria ter freqüentado a escola para se tornar um bom eleitor, se o seu próprio presidente da República cursou só até a quarta série do ensino fundamental? E está justamente aí o grande colégio eleitoral da candidata petista. Estratégia tarimbada do seu partido, buscar votos nas camadas mais populares brasileiras. Buscar votos agora para alguém que nunca recebeu um voto, afinal, quem é Dilma Rousseff? Uma aí, que recebeu treinamento para ações de guerrilha no Uruguai, sim, guerrilha, assim como as Farc, da Colômbia. Onde se mostrou uma ótima limpadora de armas, como ela própria declarou ao jornal Folha de S.Paulo. Economista, é verdade, formada pela Universidade de Campinas, mas apenas graduada, visto que seus "diplomas" de mestrado e doutorado eram falsos. Desde que a esquerda tomou o poder, Dilma tem tentado sepultar Estela, Patrícia, Luiza e Vanda. Para quem não sabe, Estela, Patrícia, Luiza e Vanda foram os codinomes que Dilma Rousseff portou no passado, quando militou na esquerda radical, praticando atos que diante de qualquer código penal são considerados crimes. Dilma tem tentado a todo custo fazer com que esqueçam esses nomes ligados a seu passado bandido. Assim, pouco comenta seus crimes, supostamente cometidos em luta "pela liberdade" e contra a "ditadura opressora". Apenas explora o fato de ter sido "torturada". Seus companheiros de armas, muitos dos quais ocupando altos cargos no atual governo, já comentaram o passado de Dilma. Entre as ações que lhe são imputadas há assaltos a bancos e o célebre roubo do cofre de Ademar de Barros. A candidata petista também não se recorda do destino dos milhões de dólares desta última ação por ela planejada, segundo seus ex-companheiros. Ex-guerrilheira, assaltante e acusada de falsidade ideológica, Dilma possivelmente será a próxima presidente do Brasil. Nós nos vemos dia 3 de outubro.

João Octavio Dacampo jdacampo@yahoo.it

Caxias do Sul (RS)

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Vitória do Pinóquio

Se o Serra perder a eleição para a Dilma, será a maior demonstração de incompetência da oposição: uma derrota para um boneco movido por cordões que volta para o armário assim que acaba o espetáculo. Já tivemos algo parecido quando o Cacareco, um rinoceronte, foi eleito com grande votação. Será uma vitória de um Pinóquio que manipula uma marionete num país de brincadeira!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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O mestre

O que mais falta para nosso presidente ensinar aos brasileiros? Ele criou o Estado brasileiro (opinião dele).

Agora está ensinando aos empresários o capitalismo (opinião dele).

Ele se julgava Deus, agora já ultrapassou esse estágio. O que mais falta? Chamar todos os brasileiros de idiotas?

Everardo Miquelin everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

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DESCIDA DE SERRA

Há poucos meses Serra estava mais de 20 pontos na frente de Dilma, nas últimas pesquisas ele já está cinco pontos atrás. Surpresa? De certo modo, sim, mas tudo tem sua explicação. A primeira é a forte coligação capitaneada por PMDB/PT. Outra é o engajamento de numerosos governadores. Tem ainda mais, e pior, há poucos dias foi publicado na imprensa um esquema que mostrava duas estruturas políticas de campanha, ambas coordenadas diretamente por Lula. Uma delas atuando em nível de comando centralizado, envolvendo seus principais assessores, sendo a outra em âmbito estadual, ambas com reuniões semanais de avaliação, demonstrando, claramente, que a campanha facilmente atingirá todos os estratos da sociedade brasileira. Enquanto isso, no PSDB não existe estrutura alguma, ao contrário, todos os caciques, vendo Serra cair nas intenções de voto, correm na direção oposta, provocando verdadeiro desmanche. Seu presidente Sérgio Guerra se mostrou surpreso com a candidatura de Serra, Tasso Jereissati disse que não confia nele, ambos queriam Aécio, o menino levado que oferece seu apoio, mas vai jogando suas cascas de banana, enquanto anda em direção ao Senado. Ciro Gomes, que foi humilhado por seu próprio partido, para sobreviver só tem um caminho, o Ministério prometido por Dilma. Lula, com seus 80% de aprovação, vai viajando pelo País com seu trem-bala, levando a mala de sua candidata, fazendo-o suar por todos os poros, mas conquistando preciosos pontos no Ibope, prometendo bolsas, Olimpíada e Campeonato do Mundo. A continuar assim, Serra não precisa se preocupar com seu Ministério de notáveis.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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Leniência da Justiça

O presidente está engabelando a todos com a sua disposição de comparecer a atos político-partidários visando a apoiar sua criatura. Ele engana candidamente ao se portar como mero servidor público. Pois não o é. Sua condição é a de agente político, que participa diretamente da formação da vontade superior do Estado, sendo titular do cargo estrutural do Estado, e não da administração pública ordinária, participando do esquema fundamental do poder, desempenhando as atividades funcionais no topo do primeiro escalão do governo. Também o são os governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, que exigem sistemas diferentes dos regimes estatutários comuns aos demais servidores públicos para regrar sua atividade políticas e para punir as infrações funcionais que cometerem.

São julgados politicamente e por isso devem se portar como representantes de coletividades de milhões de cidadãos, como é o caso do presidente Lula.

Ele não cumpre, burocraticamente, expediente administrativo. No entanto, faz o que quer. Mas é presidente 24 horas por dia, o que não ocorre quando se licencia oficialmente.

Zomba da Justiça, dos adversários e do povo. Deve ser enquadrado por, no exercício do cargo, participar de ato político-partidário. Se a Justiça continuar leniente e omissa, devemos orar ao Deus-Pai que o enquadre, já que se considera imortal, acima do bem e do mal.

PS: Sou bacharel em Direito pela USP e sei disso, pois consta da doutrina do Direito Administrativo brasileiro. E o juristas não o sabem? Até onde irão a arrogância e a prepotência do presidente?

Paulo Roberto Farat prfarat@hotmail.com

Praia Grande

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Herança Maldita

O que se pode esperar de um amigo de tiranos, que os defende e os aquinhoa com nosso dinheiro para investimentos naquelas republiquetas e ditaduras, em detrimento da nossa miséria em termos de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura? O que se pode esperar de um traidor dos princípios mais básicos da ética, da moral, para quem os fins, mesmo que sejam ilícitos, justificam os meios, também deploráveis? O que se pode esperar de uma pessoa que está presidente e faz troça do judiciário, interfere no legislativo (em letras minúsculas mesmo, pois agem em conluio com este senhor)? O que se pode esperar deste (des)governo que está mantendo as mais altas taxas de juros do planeta e duplicou a dívida interna, levando-a a quase R$ 1.5 bilhão? O que se pode esperar de um pretenso chefe de Estado que manipula o seu próprio partido para enfiar sua candidata (o poste) goela abaixo do povo brasileiro, sem se preocupar com as regras da democracia, e gastando o dinheiro público para alcançar suas próprias metas de megalomaníaco? O que se pode esperar? Simples: nada, a não ser o estado caótico das instituições deste pobre Brasil. Seu legado será, realmente, uma herança maldita. Que o povo brasileiro aprenda a votar com seriedade.

Claudio D. Spilla claudio.spilla@cspilla.org

São Caetano do Sul

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PM MATA SETE

Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV, mas PT disfarçada) criticaram o governo de São Paulo. Interessante, o mesmo acontece no Rio, no Recife, no Espírito Santo e não se ouvem palpiteiras tão rápidas. Será que é por eles apoiarem o grande chefe?

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

São Paulo

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Segurança pública

A carta do leitor sr. Benone Augusto (3/8) parece piada. Ele questiona a autoridade de Mercadante pra falar de segurança pública. Realmente, o senador não deve ter a mesma autoridade de Alckmin quando foi governador, deixando as facções criminosas dominarem os presídios de São Paulo, o que culminou nos inesquecíveis ataques do PCC. Alias o mesmo Alckmin que tem o cinismo de vir pedir novamente o nosso voto, para continuar fazendo da segurança pública do Estado mais rico do Brasil uma verdadeira vergonha.

Márcio Dias marciooliveiradias@ig.com.br

São Paulo

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PCC (?)

Diante dos acontecimentos do último fim de semana, políticos e candidatos a sê-lo, usaram o tema para se promover e atacar o governo de São Paulo e seus seguidores. Como disse o governador, eles não ficariam quietos e estavam prontos para mostrar quem comanda a segurança no Estado. Só ontem a Rota derrubou sete. Será que os aproveitadores vão atacar o fato ou vão se calar, pois sabem que o povo não é bobo?

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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TERROR EM SÃO PAULO

É quase unânime a opinião entres os paulistas de que tem o dedo do PT nos atentados violentos, sempre em época de eleições para o Executivo. Como o PT é o pai da progressão de pena e outras benevolências para criminosos, e tem relações com as Farc, a Guarda Revolucionária do Irã , por que não teria com o PCC?

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Poder paralelo

Assim como PCC e milícias são poderes paralelos, com a Dillma, o Lulla, Dirceu e companhia também serão um tipo de poder paralelo?

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com

Jales

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Vale tudo?

Em 2006 ocorreram vários ataques na cidade de São Paulo. 2010 que é ano de eleições e novamente há indícios de novos ataques... Afinal, a quem interessam essas ''ações''? Será coincidência ou realmente existem políticos que para vencer eleições acham que vale a pena aterrorizar uma cidade inteira?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Crimes e companhia

As ações coordenadas postas em prática nos períodos pré-eleitorais, agora, como em 2006, só reforçam as denúncias de que o PT mantém e fomenta parceria, com afinidade ideológica que se estende com tanta facilidade aos atos ditos criminais, por serem contra as leis, contra o senso de respeito aos direitos individuais, entre eles, a própria vida. Assim tem sido nas invasões promovidas pelos movimentos ditos sociais, que destroem propriedades produtivas, pelas mãos vermelhas do MST. Assim tem sido nas cidades, pelos ataques de supostas facções lideradas por presidiários, sejam ao líder da Rota, seja aos desavisados guardiões da ordem pública nas ruas. Talvez se explique pelo passado de sequestradores de alguns dos atuais ministros de governo, talvez pela inspiração também das Farc, talvez, mesmo, pelo exemplo do presidente em deliberadamente achincalhar a Lei Eleitoral, depois de ter permitido e isentado todos os golpistas flagrados em crimes de várias ordens, em seu mandato de governo.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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Atos de bandoleiros

Não é novidade o que vem acontecendo sobre os atos de bandoleiros no Estado de São Paulo. Primeiro foram as greves, passeatas para tumultuar o trânsito já caótico de São Paulo e agora atentados contra a Rota e incêndio de ônibus e carros. Tudo o que for possível será feito para prejudicar a imagem de José Serra, não importando quem serão as vítimas dessas lambanças. Talvez coisas piores aconteçam até as eleições, por isso é bom se cuidar.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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Desfaçatez

Soam ridículas e, na minha opinião, equivalem a um "gol contra" as declarações de Geraldo Alckmin e José Serra defendendo a questão da segurança pública em São Paulo, recorrendo a artifícios como estatísticas, as quais ninguém sabe ao certo como são elaboradas e com base em que informações. A verdade nua e crua que se recusam a admitir (até porque implicaria reconhecer que ambos falharam clamorosamente na condução desse assunto tão espinhoso) que o setor de segurança pública em São Paulo dá mostras evidentes de que chegou a um ponto de exaustão de modelo, de sucateamento, cuja prova mais notória e que está diante do alcance do cidadão comum (não as tais pesquisas em que se apoiam para jogar sujeira para debaixo do tapete) é o incontestável estado de falência da Polícia Civil paulista, cujo efetivo de delegados, escrivães, investigadores faz tempo está muito abaixo das reais necessidades de aparelhamento do órgão. Só para lembrar, São Paulo paga a delegados de polícia salários menores do que os Estados mais pobres da Federação. O resultado disso tudo é uma crescente desmotivação, gente torcendo para que o tempo passe depressa só para se aposentar, outros debandando para outras carreiras mais promissoras, acúmulos de processos, Ciretrans abarrotadas e uma taxa pífia de casos elucidados. Seria este o modelo que ambos defendem para o País caso Serra seja eleito presidente?

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

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Tomada de posição

O PT sempre mostrou simpatia pelas Farc.Agora, com os atentados contra a Rota, esperemos que sua candidata não fique do lado do PCC!

Jose Eduardo Bandeira de Mello josedumello@terra.com.br

São Paulo

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De novo!

Outro que morre misteriosamente!

Yves Hublet morreu ou foi mais um que...?

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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Peteleco merecido!

Como se previa, o sr. Lula, depois de levar um peteleco do Irã no caso da condenada à morte naquele país, agora está tentando jogar a culpa no Obama, por sua intromissão no assunto enriquecimento de urânio.

Renata Velludo Junqueira rvjun@hotmail.com

São Paulo

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Asilo a iraniana

O que motivou ou ''sensibilizou'' Lula a oferecer asilo político a uma mulher condenada à morte por apedrejamento em seu país?

Será pelo fato de ela ter sido condenada à morte ou pelo fato de se tratar de uma mulher e que a execução se dará por apedrejamento?

Pois se Lula quer com seu gesto mostrar ao mundo que o Brasil é um ''paladino'' dos direitos humanos (o que de forma alguma é verdade), deveria então dar abrigo a todos os milhares de ''inocentes'', fracos e oprimidos, mulheres, etc., que estão no ''corredor da morte'' de países como os EUA, a China ou o próprio Irã...

Luiz França G. Ferreira luizfgf.adv@gmail.com

São Paulo

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Guindastes

O embaixador do Irã no Brasil, fiel ao islamismo e ao Estado teocrático, que rege as leis de seu país, deu um "puxão de orelha" no presidente Lula, amigo dos últimos ditadores existentes no planeta Terra. A advertência feita ao nosso presidente diz respeito à mulher condenada à morte por lapidação depois de ser julgada adúltera. Nos próximos dias mais nove condenados serão enforcados ao mesmo tempo por tráfico de drogas. Depois de mortos os corpos serão pendurados em hastes de guindastes e ficarão expostos ao público por mais de dez horas. O Islã não aceita pedido de clemência para os condenados à pena capital. Se tal lei fosse aplicada aos nossos queridos e amados traficantes, todos os guindastes do mundo ficariam à disposição do Brasil!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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Entre idas e vindas

Um dia não quer interferir nas decisões de outros países, outro dia interfere, esquecendo-se do que afirmou anteriormente aos brados e veementemente. A última é que, mudando de postura, quer asilar a iraniana condenada a apedrejamento em seu país por adultério. Nosso presidente Lula teve quase oito anos para "aprender" a ser ponderado, comedido com as palavras, mas, com tamanha popularidade, para que cometer essa convencional atitude de verdadeiros líderes e sábios? Quem sabe não está contando com os oito anos de sua Dilma, caso eleita presidenta, para finalmente amadurecer, dizer coisa com coisa? Eu é que não quero pagar para ver!

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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Nobel da Paz

Quanta petulância. Não obstante os títulos comprados que lhe foram conferidos pelos jornais comunistas europeus e o perdão da dívida de inúmeros países africanos, vem agora o presidente Lulla apelar para que a iraniana Sakineh Ashtiani, acusada de adultério, obtenha asilo no Brasil. Essa interferência em assuntos que não lhe dizem respeito, muito menos ao Brasil, só tem uma justificativa: trata-se de mais uma manobra para transformá-lo em defensor dos pobres e oprimidos, com o objetivo único de levá-lo ao Prêmio Nobel da paz. Será que Lulla pensa que o Comitê Nobel norueguês é formado por bobos que acreditam em suas mentiras, tanto quanto os 80% dos brasileiros que aprovam o seu desgoverno?

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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Apedrejamento x forca

Ah, bom. É confortável saber que a Justiça iraniana cogita de substituir a morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani pela forca. Sem dúvida, um procedimento quase caridoso, considerados o sofrimento e a lenta agonia causados por sua alternativa. Enquanto isso, nossa ''metamorfose ambulante'' continua buscando a condição de protagonista internacional, ao propor o asilo de Sakineh no Brasil, quando em outros momentos escarnece de prisioneiros políticos cubanos, louva Ahmadinejad, protege Cesare Battisti, hospeda Zelaya e faz agrados a seus controversos amigos da vizinhança, através de expressivas benesses à custa do contribuinte brasileiro.

Geraldo de Menezes Gomes gdmgomes@gmail.com

São Paulo

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Avacalhou

Quando a gente pensa que estava tudo combinado, o amigão Ahmadnejad deixa para subalternos informarem a dimensão de sua amizade com o nosso presidente, que vez por outra afirma que não sabia do que deveria saber. Foi poupado do trabalho. A relevância do País no cenário internacional acompanha a do seu líder máximo, ou seja, em franco declínio, por mais que os factoides tentem fazer parecer diferente. A mensagem poderia ser traduzida: ajudem no assunto da bomba e recolham-se à sua ignorância de sivícolas. É o que dá a mistura de afinidades pessoais com assuntos de Estado, sobrepor a agenda de um partido ao interesse maior de uma nação. Só falta agora insistir na tese do diálogo a qualquer custo e chamar para resolver isso numa rodada de cerveja.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

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Fiasco

Lula é ridicularizado na imprensa internacional por sua proposta ao Irã no caso Sakineh, a adúltera condenada à morte. O Brasil merece e pode mais!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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