Cartas-05/08/2010

Direitos humanos

, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2010 | 00h00

Proposta brasileira

Um governo que defende a discussão - em silêncio - sem a exposição pública dos violadores dos direitos humanos não pode ser considerado sério. Não bastasse a intenção, envia à ONU carta sugerindo que os seus membros aprovem o diálogo na surdina, no lugar da execração dos violadores dos direitos humanos. Implica dizer que os absurdos cometidos pelos países dominados por ditadores não sejam mais publicados. Que as violências ali praticadas sejam objeto de diálogo, após os fatos consumados, sem que a mídia exponha ao mundo esses abusos. Bem disse o nosso presidente: eu sou um camaleão, mudo conforme a ocasião.

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paul

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ENEM

Vazamento de dados

Mais uma ocorrência lamentável, o vazamento de dados dos alunos pelo site do Inep. Primeiro vaza a prova do Enem, agora vazam os dados dos alunos. E ainda querem que acreditemos que o Enem abre caminho! Só se for para os golpistas (risos).

Maria Virgínia Martins Faria Faddul Alves, professora virginia@fmb.unesp.br

Botucatu

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SEM CREDIBILIDADE

Não bastasse o fiasco do ano passado, quando o projeto político-partidário do ministro Fernando Haddad visando às eleições de 2010 atropelou uma política de Estado da educação, desvirtuando sua importância estratégica para o País, pois o que deveria ter sido implantado com rigor e método foi completamente desmoralizado pelo calendário eleitoral e por interesses inconfessáveis, agora essa pá de cal com exposição indevida e criminosa de dados pessoais de milhões de jovens estudantes. O aparelhamento pelo PT e asseclas transformou órgãos e empresas estatais essenciais ao desenvolvimento da Nação em fontes inesgotáveis de corrupção e incompetência.

Nelson G. Affonseca Junior nelsonaffonseca@uol.com.br

Cordeirópolis

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FICHA LIMPA

Ex-ministro equivocado

Aceitando-se o entendimento do sr. Eros Grau quanto à inconstitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a pesquisa de conduta e a certidão de antecedentes exigidas para o exercício da função de juiz, por exemplo, seriam inconstitucionais (sic). Exigir de nossos agentes públicos um histórico ilibado não é pena, é prudência, prevenção. Também não retroage, porque a situação é fática a partir da solicitação do registro da candidatura. Quanto ao confronto entre moralidade pública e Estado de Direito, a opinião do ex-ministro bem esclarece que está deixando a função de julgador sem conseguir perceber quão distantes estão os tribunais da nossa realidade moral. Finalmente, ação transitada em julgado, no Brasil, ainda é ficção - veja-se o caso da censura ao Estadão!

Honyldo R. Pereira Pinto honyldo@temfoto.com.br

Ribeirão Preto

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A MULHER DE CÉSAR

A matéria Juristas atacam ex-ministro do STF (4/8, A11) apresenta a análise de vários juristas mostrando os equívocos do ex-ministro Eros Grau ao afirmar, em entrevista, que a Lei da Ficha Limpa põe em risco o Estado de Direito. Ao que tudo indica, o ex-ministro esqueceu-se do princípio básico que controla a vida das autoridades públicas: o de que a mulher de César não deve ser só honesta, ela precisa também parecer honesta. Além disso, ocupar um cargo público não é um direito, mas um privilégio, e a Constituição não trata de privilégios.

José Elias Laier jelaier@sc.usp.br

São Carlos

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LAPIDAÇÃO

Adultério

Da série perguntar não ofende. Tendo em vista que o adultério pressupõe a participação de dois personagens (um homem e uma mulher), pergunto: quem são, onde estão e a que pena foram condenados os partícipes dos dois crimes imputados à pobre mulher iraniana?

Adelina Bitelli Dias Campos, procuradora de Justiça aposentada adelinabitelli@uol.com.br

São Paulo

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RESPEITO ÀS LEIS

Se Lula sabe que deve respeitar as leis de um país para não virar avacalhação, por que não segue as leis eleitorais, fazendo delas a avacalhação que está fazendo?

Mohamed Abdalla Kilsan kilsanabdalla@terra.com.br

São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL

Nada de Farc

O PT publicou seu direito de resposta no site Mobiliza, do PSDB, mas em nenhum momento repudia as Farc. Pois é... Aliás, o presidente Lula afirmou na reunião do Mercosul que a "oposição vai perder as eleições presidenciais". O que ele sabe que nós não sabemos? Como Lula pode ter tanta certeza de que a sua Dilma vai vencer? Olho vivo, eleitor!

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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RESPOSTA NADA RESPONDE

O PT só divaga, não justifica e muito menos prova nada. Mas a Justiça Eleitoral (TSE) julgou e considerou ofensivo o que foi dito pelo candidato à Vice-Presidência Índio da Costa: que o PT tem laços políticos e ideológicos com as Farc. Estranho é que na defesa do PT não consta nada, mas nada mesmo, sobre o seu envolvimento com as Farc, que é verdadeiro. Porém, em defesa da "honra" de seus dirigentes e filiados, alega que o PT é democrático, é sustentado pelas contribuições dos seus filiados e pelos fundos públicos, condena o terrorismo, rejeita a violência, o tráfico de drogas, o crime organizado... Inacreditável! E que o governo do PT reforçou a vigilância nas fronteiras, até criou a Força Nacional de Segurança e o Pronasci, retomando para o Estado e para a cidadania territórios ocupados pelo crime... Onde? Afinal, todos conhecem muito bem o PT, não nos deixemos enganar, engano é ruim. Enfim, escreveram tudo isso, mas nada informam sobre as Farc (motivo do direito de resposta). Então, o que é que foi ofensivo? Isso nos leva a crer que até a Justiça Eleitoral, semelhante à Câmara e ao Senado, foi parcial. Será que todos estão no mesmo esquema eleitoreiro? O PSDB nem vai contestar o tal direito de resposta?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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"Diálogo com ditadores historicamente sempre deu excelentes resultados, o melhor exemplo é o que ocorreu entre Chamberlain e Hitler"

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, SOBRE OS VIOLADORES DE DIREITOS HUMANOS

luver44@terra.com.br

"Coisa de INEPtos"

PAULO CÉSAR PIERONI / CAMPINAS, SOBRE O VAZAMENTO NA INTERNET DE DADOS DE INSCRITOS NO ENEM pcpieroni@hotmail.com

"Anac, Infraero... GOL contra"

GILBERTO M. COSTA FILHO / SANTOS, SOBRE OS PROBLEMAS DA AVIAÇÃO

pindorama@estadao.com.br

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TEMA DO DIA

Vazamento de dados do Enem causa revolta

Para Inep, fragilidade do sistema explica quebra de sigilo atingindo 12 milhões de estudantes

"Meu filho inscreveu-se no Enem de 2009 e passou a receber malas diretas de cursinhos. Teria vazado o nosso endereço?"

CESAR DE LORENZI

"Quem ganha com isso? Sou programador e digo que não há como deixar uma brecha de sistema dessas por acaso..."

WILSON JOSÉ OLIVEIRA

"Tentam desmoralizar um processo que dá aos pobres acesso a boas universidades. Educação é negócio de R$ 30 bi por ano."

CLAUDIO CAMARGO

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Do outro lado da praça

O excelente artigo de Roberto Romano "Carta à esquerda" (4/8, A2) mostra bem o posicionamento de nosso presidente: no ponto exato da incoerência. Incoerência com seus primeiros ideais, como "pai dos pobres", como salvador da Pátria em que se traveste. Quando Lula disse, no caso da iraniana condenada a apedrejamento, que "as pessoas têm leis " e que os representantes de outras Nações não podem interferir discordando delas para não virar "avacalhação", prova a sua alienação daquilo que sempre pregou. Quando da morte por greve de fome do dissidente cubano, proferiu a mesma insanidade com a mesma inconsequência, sempre voltando atrás pela percepção tardia das palavras ditas: elas negam a essência do ideal de luta a favor dos fracos que o levou à Presidência do Brasil. Se presidentes não interviessem, como Lula hoje pretende, como estaria a humanidade agora com um Hitler ou um Idi Amin Dada à solta, literalmente aniquilando pessoas por ideais tresloucados? Sem a interferência de outros países, no decorrer dos tempos, que até é escassa tendo em vista horrores como os que ainda acontecem na África, a exemplo, que rumo trágico (mais ainda) teria tomado a História? Lula deveria, sim, unir-se a outras vozes para ajudar populações que têm seus direitos humanos violados, e não ser indiferente, como vem fazendo sistematicamente. É dever de qualquer pessoa comum, o que dizer de um chefe de Estado que se coroou rei para defender os desvalidos?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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"Diplomacia da mesa do bar da Tia Rosa"

Há tempos venho sentindo uma repugnância às aparições e falas do "cara", seja nos noticiários de TV ou rádio, que o artigo do sr. Nêumanne (4/8, A2) veio esclarecer. É uma sensibilidade que sempre tive, que me dificulta suportar o "arrogante ignorante". O pior é que ele ainda se acha (só puxa-sacos riem) engraçadinho. É a "arrognância". Não me resta nada a não ser o analgésico controle remoto. Obrigado, sr. Nêumanne, pelo esclarecimento. Excelente artigo.

Manoel Mendes de Brito voni.brito@itelefonica.com.br

Bertioga

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Lula e os direitos humanos

Neste momento que nos bem exemplifica o tolhimento das liberdades individuais de uma mulher no Irã, quis o presidente Lula tirar vantagem. O significado da oferta de asilo à iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani é claro: nada mais, nada menos que um ato de palanque do nosso excelentíssimo presidente a favor de sua candidata. Se tivesse o nosso máximo mandatário espírito libertário, já teria tido feito, há muito tempo, negociações concretas pela libertação de presos políticos com nações repressoras da democracia, ao longo de seu mandato, o que não ocorreu. Ao contrário, com essas nações só houve o pragmatismo dos interesses comerciais e políticos. Mas o seu oportunismo é crônico e indomável. Portanto, duvido que o nosso presidente verborrágico fizesse uma proposta séria que favorecesse os direitos humanos ao seu colega Ahmadinejah se não estivéssemos às portas das eleições. Tanto é assim que o seu governo agora, quer que a ONU evite censura aos países que violam os tais direitos. Lamentável...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

São Paulo

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Fechar para reforma

O governo brasileiro propõe à ONU que se evite censurar publicamente regimes autoritários. Pensei que já tivesse visto tudo, mas me enganei. Que tal fechar as portas do Itamaraty até a posse do novo presidente? Assim ficaremos livres de ver e ouvir tanta idiotice partindo de uma instituição outrora respeitada em todo o mundo e que hoje não passa de um circo mambembe, escritório de Hugo Chávez, reduto de ideólogos de porão. Em quase oito anos, a trupe nada fez pela nossa política externa além de colecionar derrotas e cinicamente tentar justificar. Envergonha o cidadão brasileiro defendendo o que há de mais podre no mundo. Cria situações embaraçosas para o Brasil e até um certo isolamento diante do mundo civilizado.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Clubinho

Acatando a proposta do Itamaraty lullopetista, o Conselho de Direitos

Humanos da ONU será transformado num ''Clube dos Cafajestes''.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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Por que o apoio aos facínoras?

A imagem do ex-preso político cubano Ariel Siegler Amaya chegando em cadeira de rodas no aeroporto de Miami dá para mensurar o horror e a maldade do regime comunista de Fidel Castro, tão adulado não só por Lula como por todos os petistas.

Muitas vezes glorificado em discursos por inúmeros políticos da esquerda brasileira, como José Eduardo Cardozo e outros, o regime de Cuba é um regime antidemocrático que pune seus opositores com prisões medievais, falta de tratamento médico e impedimento de qualquer relação com o mundo exterior.

Lula elogia esse tipo de ditador a todo momento, recebe homenagens dos assassinos que não observam nenhum direito de seus oponentes e não toleram que haja opinião contra.

É constrangedor para o Brasil que nosso dirigente queira que não haja censura pública aos regimes autoritários, ideia que só foi bem recebida pelos africanos e árabes, todos protagonistas de violações incontáveis aos direitos humanos.

Solidarizar-se com ditadores é compactuar com todas as infâmias que eles perpetram.

A proposta do Brasil à ONU é para aliviar a pressão aos facínoras e torturadores.

Lula aliou-se e apoiou os maiores déspotas do mundo e nem por isso houve alguma melhora nas atitudes deles.

Qual o real motivo desses laços, o que está por trás dessas atitudes?

Dilma Rousseff, como candidata do PT e de Lula, apoia e justifica amizade com os ditadores?

Não vale dizer a infâmia de que ''são negócios''.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Cruz, credo

O jornal The Washington Post classificou Lula como alguém que se deixou seduzir pela fama fazendo o papel do idiota útil, quando tentou defender as péssimas intenções nucleares de seu amigo Ahmadinejad às vésperas de votação de sanções do Conselho de Segurança da ONU. O aval que nosso presidente tem dado a todo tipo de ditadores, a quem respeitosamente chama de amigos, tem denegrido a imagem do Brasil numa escala sem precedentes. O ultimo a lhe impor mais uma humilhação foi mais uma vez seu amigo Ahmadinejad, que o descreveu como mole, humano, por tirar daquele governante impoluto o prazer de lançar a primeira pedra contra uma suposta infiel que agora seu amigo brasileiro tenta salvar, sugerindo enviá-la ao Brasil. A imagem do Brasil está recebendo um reforço sem precedentes para ficar negativamente marcada. Mas resta uma dúvida: essa coleção de fracassos que nosso governante está proporcionando ao já surrado orgulho de ser brasileiro, aliando-se ao que há de mais temerário no campo dos direitos humanos e da democracia, deve ser interpretado como um último desejo de alguém que está na reta final de seu reinado ou é apenas um aviso de que uma nova etapa vai se iniciar, caso seu nome "agora Dilma" saia vencedor nas próximas eleições?

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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Foras múltiplos

O falastrão-mor Lulla da Silva continua a dar seus foras em política externa, um atrás do outro. Não consegue ficar com sua enorme boca fechada, prefere falar besteiras para aparecer de qualquer forma perante o mundo a ficar calado e mostrar mais equilíbrio mental, o que na realidade sempre lhe faltou.

O pior é que seu poste sem tempero, sem sal, comunistoide enrustida, vai indo pelo mesmo caminho com suas mentiras, farsas, dossiês, etc. Não tem ideias próprias, não fala por si, somente ''ventriloqueia'' o que seu ''mestre'' impõe. Uma vergonha!!!

Lulla continua dando seus foras homéricos, denegrindo a imagem do Brasil perante o mundo todo e, caso eleito seu poste, continuaremos a passar as mesmas enormes vergonhas pela péssima qualidade do poste e sua desqualificação para gerir um país da grandeza do Brasil.

Temos que ter cuidado com o poste, para que este não caia sobre nossas cabeças, esmagando-as violentamente.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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EMOCIONAL

Lulla informa na Argentina ser muito emotivo, por isso apelou por Sakineh.

Os cubanos que digam, pois já conhecem o presidente emotivo.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNANTE CRISTÃO

Como governante e cristão, Lula acha que só Deus pode dar ou tirar a vida. Como cidadão brasileiro, acho que só governante sério pode fazer valer a garantia constitucional ao direito à saúde e consequentemente à vida.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas ( MG)

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Uma pedrada

Devo confessar que, por esta vez, estou de acordo com o ''amigo''

Ahmadinejad: Lula é um exaltado que não sabe o que diz.

Adriana Irigoyen adrianairigoyen@hotmail.com

São Paulo

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Cadê os reclamões?

E aí, ''reclamões'' dos direitos humanos? Sim, vocês de vermelho que bradam e queimam bandeira de Israel em manifestações em repúdio a supostas violações dos direitos humanos. Onde estão vocês agora no caso da iraniana que absolutamente nada fez? Saiam às ruas! Enfrentem o Irã! Hipocrisia absoluta.

Leandro Spett spett@hotmail.com

São Paulo

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ATENTADO NO IRÃ

O nosso tão conhecido ''trio de valor'' das Relações Exteriores já deve ter transmitido a sua solidariedade ao grande amigo e parceiro Ahmadinejad, que escapou ileso de um atentado quando se preparava para um comício de que participaria no Irã. Que sorte! O que nos faz lembrar o velho ditado popular: ''Vaso ruim não quebra''.

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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Atentado

Ahmadinejad escapa ileso de atentado. Mas que azar!

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br)

Ribeirão Preto

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E o palpite?

Ué? O presidente ainda não se manifestou sobre o incidente ocorrido na fronteira entre Israel e Líbano? Os brasileiros e o mundo aguardam ansiosamente seu palpite...

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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Bom senso

Em vez de ficar fazendo papel de ''bobo'' e nos envergonhar diante do mundo, o sr. Lula poderia interferir nos problemas internos da Nação. Um exemplo: a situação da censura ao Estadão, que já ultrapassa um ano. Ou seria demais querer que um ''líder'' do seu nível pudesse ter o bom senso de interferir em situações que digam algo com o povo com um pouco de cultura no País?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Segurança pública

Irônicos, não fossem trágicos, os comentários dos tucanos a respeito de ataques de facções criminosas em São Paulo. Sabemos que o PSDB engendrou no Estado uma política de segurança pública digna de escárnio. Basta notar o sucateamento, por exemplo, da Polícia Civil, fato ocorrido sobretudo nos últmos 12 anos. Bom, mas se analisarmos criteriosamente, é natural que tucanos não gostem de polícia...

ANSELMO FERNANDO GRECCO fer.grecco@yahoo.com.br

Votorantim

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Morte misteriosa

Seria bastante interessante que o Ministério Público apurasse as circunstâncias da morte de Yves Hublet, que ousou retornar ao Brasil, foi preso ao desembarcar e morreu.

Paulo Braun paulobraun01@gmail.com

São Paulo

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Haja paciência

A frase ''não somos nós que recebemos professores com cachorros e policiais'', dita por Dilma Rousseff, nada mais é que um argumento ''criado'' para sua campanha. No mês de março de 2010, Maria Izabel Azevedo Noronha, a ''Bebel'', filiada ao PT, presidente do sindicato dos professores, liderando uma greve da categoria em direção do Palácio dos Bandeirantes, disse: ''Estamos aqui para quebrar a espinha dorsal do PSDB e desse governador'' - mostrando claramente a violência e o tom de provocação do movimento.

Com este fato, fartamente noticiado pela imprensa na época, tenta-se agora colocar o agredido na posição de agressor. Isso nos traz à lembrança, em junho de 2000, o governador Mário Covas sendo agredido e ferido por objetos arremessados também por professores em manifestação violenta.

Mauro Issao Hanaki mauro.hanaki@gmail.com

São José dos Campos

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Caos aéreo

O novo caos aéreo nos mostra que a necessidade de novos aeroportos, e bem administrados, não por causa de Copa ou outra besteira qualquer, mas para o funcionamento normal dentro do Brasil. Neste, agora provocado pelo excesso de voos da GOL - e a Anac, como sempre, não tomou nenhuma providência (os incompetentes nomeados pelo governo Lula nunca são capazes de solucionar esses casos) -, novamente pudemos notar como ficam os que ''sobram'' nos aeroportos. Vimos muitas entrevistas de passageiros no rádio e TV e na mídia impressa.

Não seria o caso de lotearem rapidamente a Infraero e fazerem, de vez, uma parceria com empresas privadas para que tudo funcione a contento? O projeto inicial do aeroporto de Guarulhos já previa quatro terminais mais uma pista, o que fez esse governo a respeito? Nada. E os demais aeroportos sob o comando da Infraero estão na mesma situação, com precária administração, e são 19. A malha aérea brasileira necessita de bons aeroportos, e bem administrados. Que estão esperando?

CARLOS E. B. RODRIGUES ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Conspiração

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou, ao se referir aos atrasos dos voos da GOL, que não existe conspiração! E que multa resolve o problema. Conspiração, senhor ministro, é o governo querer levar a Nação a uma ditadura socialista, através de bolsas-esmola. Multas, nós aqui, de São Paulo, acostumados a essa outra "farra" desmedida, podemos afirmar sem qualquer dúvida que não resolvem nada!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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GOL

Aproveitando que esta semana a GOL é a ''Geni'' da vez, pergunto: e aquela dívida imensa que as empresas de ônibus do grupo tinham com o INSS? Houve acordo? Teria havido alguma pressão para o INSS maneirar na cobrança pelo fato de a GOL ter aceitado ficar com a Varig?

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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Duopólio

A forma de agir e de se comportar do governo ao implantar o duopólioi aéreo reflete o caos do setor. Em pleno final de férias, a companhia GOL não consegue decolar e atrasa sistematicamente, além de uma greve noticiada para breve. Acaso se preservasse a Varig a situação não seria bem diferente, com oportunidades

e concorrência? Mas quiseram estancar a sangria de alguns poucos sacrificando a maioria. E a sociedade, que assiste ao desenrolar dos fatos, tem uma antevisão do que serão Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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Cumbica

Por curiosidade, será que alguma autoridade já passou pelo aeroporto de Cumbica, o maior do País, no Estado mais fico da Nação?

Acho que não, pois lá não temos lugar para sentar, há filas em todos os balcões de embarque e, o pior, o serviço de ''alimentação'' prestado é horrivel e com preços ABUSIVOS.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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VAZAMENTOS

O Enem, mais o Ministério da Educação, mais uma turma que trabalha por lá, são uma verdadeira vergonha nacional. São só vazamentos. Perdeu credibilidade.

JOSÉ PIACSEK NETO bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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Vazamento?!

O vazamento dos dados de 12 milhões de alunos inscritos no Enem (CPF, RG, filiação, etc.) ficou disponível no site do Ministério da Educação por algumas horas e já circula na web que o vazamento dos dados foi intencional.

Como é sabido por todos que a campanha do poste conta com o empurrãozinho de todo o alto escalão do governo, não dá para duvidar que estes jovens eleitores terão suas caixas de mensagens entupidas com mensagens pró-Dilma.

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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Outro Brasil

Após tantos erros e vazamentos de informações confidenciais e de identidades de brasileiros, acrescentando a determinação desmedida, até ilegal e antiética, do Lulla para eleger sua candidata, reconhecidamente despreparada para o cargo de presidente até pelos próprios petistas, fico me indagando a respeito da lisura nas próximas eleições. Acredito que vivo em outro Brasil quando leio as pesquisas de intenção de voto para presidente, pois entre meus amigos, esposas, filhos, ninguém declara seu voto para a candidata do PT, considerando-a, além de arrogante e despreparada, também insegura e não-confiável. Portanto, num procedimento de voto eletrônico sem comprovante, sem senha secreta individual, como pode ser assegurada a

lisura desta eleição?

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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Inversão da culpa

A jornalista Carolina Stanisci abre seu texto sobre ao vazamento de dados dos candidatos do Enem com a seguinte frase: ''Apesar de pertencerem à geração que cresceu compartilhando dados e exibindo informações e imagens pessoais na internet com naturalidade, estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) entre 2007 e 2009 ficaram chocados ao saber que seus dados pessoais foram divulgados na rede.'' Trata-se de condescendência com o vazamento, ou então do mais puro pensamento orwelliano. As pessoas que compartilham informações na internet o fazem por vontade própria ou autorizam expressamente um site a fazê-lo. O direito à privacidade é respeitado. O que lemos, na abertura da reportagem, é muito preocupante, na medida em que existe ali, implícita, a inversão da culpa.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O crime compensa

A decisão foi unânime: 15 conselheiros do CNJ votaram pela aposentadoria compulsória do ministro Paulo Medina. Coitado, não vai ter de trabalhar, mas vai continuar recebendo o ''pobre'' (sic) salário mensal de ministro do STJ: R$ 25.386,97! Mais uma vez ficou provado: o crime (prevaricação e corrupção passiva, suposto envolvimento num esquema de venda de decisões favoráveis a empresários do ramo de jogos de azar) no Brasil compensa. E olha nós, os contribuintes trouxas, pagando as contas dessa turma (para não dizer corja)!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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VALE A PENA SER DESONESTO

Vale a pena ser desonesto, discordem se puderem: a cúpula da nossa sociedade pode praticar as maiores imoralidades, por exemplo, vender sentenças, e ser punida com UMA APOSENTADORIA DE R$ 25 MIL mensais por ser juiz.

Qualquer outro servidor tem a sua aposentadoria cassada.

PARABÉNS, BRASIL.

Roberto Nascimento robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

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Punição

Curiosa, para não dizer vergonhosa, a forma como o Poder Judiciário "pune" seus integrantes de comportamento ilícito para a função que exercem.

O cidadão comum, em caso de corrupção, nepotismo ou qualquer outra irregularidade contra a empresa em que trabalha, é punido com a demissão por justa causa, tendo ainda de ressarcir os prejuízos. Algumas vezes, responder a processo criminal e até mesmo ir parar na cadeia.

Já ministro do STJ tem como castigo uma aposentadoria de 50 salários mínimos.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes - ES

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Descrédito

A decisão do Conselho Nacional de Justiça de aposentar compulsoriamente o juiz Paulo Medina, do Superior Tribunal de Justiça, merece algumas observações. Em primeiro lugar, a aposentadoria se dá em função de constatação da possível participação do mesmo em esquema de venda de sentenças. Ora, se há culpa, a aposentadoria é um prêmio, e ele estava afastado há três anos e recebendo o salário integral. Um trabalhador celetista perde todos os direitos trabalhistas quando é comprovada a irregularidade de conduta na área profissional. Por que um juiz tem mantido o salário durante a tramitação da investigação e posteriormente ainda é premiado com a aposentadoria? E seus colegas magistrados como interpretam a situação, que de certa forma pode proporcionar um descrédito em relação ao Judiciário?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PRIVILÉGIO INADMISSÍVEL

A aposentadoria com salário de juízes que vendiam sentenças, como hoje está sendo noticiado, é emblemática. Prova como, apesar dos avanços da democracia entre nós, ainda estamos distantes da norma constituional de que todos são iguais perante a lei. Urge, assim, a mídia e a opinião pública pressionem nossos parlamentares no sentido de reformas estruturantes entre nós, para que tais privilégios inadimissíveis não mais ocorram.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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José de Alencar e a ação de paternidade

Lamentáveis as declarações do vice-presidente da República, José de Alencar - que responde a ação de investigação de paternidade movida por uma professora mineira de 55 anos -, de que não fará exame de DNA por "não aceitar ser chantageado". Ora, desde quando fazer exame de DNA é chantagem ou constrangimento para alguém? Ao contrário. Quem não deve não teme. O inocente quer mais é provar a sua inocência e o exame de DNA é a melhor prova para isso. Alencar dá um mau exemplo ao País, parece achar que está acima da lei e merece ser condenado nessa ação.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Direitos iguais

José Alencar, que se recusa a fazer exame de DNA que esclareceria definitivamente se ele é pai da professora Rosemary, alega que manteve relacionamentos sexuais com prostitutas em seus tempos de jovem e não pode se responsabilizar por isso. Ou seja, mesmo que seja filha dele, ele não tem nada com isso. Quem mandou nascer de uma prostituta?

Essa declaração não mereceria um posicionamento oficial da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e do Ministério da Justiça?

Afinal, prostitutas são também mulheres e crianças nascidas delas têm os mesmos direitos de todas as outras.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeireo

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Danos morais

Durante um programa de entrevistas na TV (madrugada de 4/8) José Alencar desqualificou a mãe de sua suposta filha de maneira contundente , chegando a dizer que se recusa a fazer o exame de sangue exigido para se saber o DNA porque... ''já imaginaram se todos que frequentam a zona tiverem que fazer exame de sangue para fazer teste de paternidade?'' Isso foi o mais suave que ele falou. Pois eu penso que as profissionais do sexo, como hoje os ''politicamente corretos'', mas absolutamente hipócritas preferem chamar as prostitutas, deveriam entrar com uma ação contra o vice-presidente por desqualificar todas elas e suas proles, ao considerá-las indignas de usufruir um direito que cabe naturalmente a qualquer cidadão brasileiro, qual seja, o de identificar legalmente suas origens. Tanto preconceito de quem foi useiro e vezeiro em buscar os serviços das prostitutas me surpreende...

A suposta filha de Alencar, que, por sinal, tem sua fisionomia, deveria também entrar com processo por graves danos morais.

Só me admira que os petistas, tão pontuais em defender e incentivar as profissionais do sexo - chegando o governo a manter no site do Ministério do Trabalho um espaço todo dedicado a que elas melhorem suas aptidões profissionais -, não estejam tomando a defesa desse segmento neste momento em que toda a categoria foi tão insultada.

É só quando lhes interessa? Antes que me esqueça, meus pêsames ao entrevistador pelo nanoconteúdo de seu programa.

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Repercussão da entrevista de Eros Grau

Lamentavelmente, a patrulha político-ideológica desvirtuou as palavras de Eros Grau, que, simplesmente, invocou o princípio constitucional da irretroatividade das leis, sem o que o Estado Democrático de Direito estará irremediavelmente comprometido. O direito é ciência e a aplicação e a vigência das leis, no tempo e no espaço, são, decerto, assunto da mais relevante valia para a garantia dos direitos da cidadania. Falar, portanto, em clamor da sociedade - leiga em matéria jurídica - pode ser muito bonito para a plateia, mas para a Ciência do Direito a ''justiça das ruas'' é mero arbítrio. Pois numa certa época a justiça das ruas escolheu Barrabás...

Benedito Dantas Chiaradia bdantas@uol.com.br

São Paulo

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O merchandising erótico

A entrevista do ex-ministro Eros Grau pode não ter sido intencional, mas facilitou a qualquer ficha-suja encontrar um jurisconsulto de peso que possa com competência e repercussão defendê-lo nas barras do tribunal. Estamos diante de um momento constrangedor do Direito.

Sérgio Paulo Teixeira Pombo sp.pombo@estadao.com.br

Campinas

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Fichas imundas

Não entendi muito o espanto de muitos leitores com relação à entrevista do ex-ministro Eros Grau. Se ele já tem a ficha suja há muito, iria defender o quê? A honestidade, o respeito ao próximo, a idoneidade?

Para um ficha-suja como ele nada mais lógico que defender seus pares.

Lamentamos apenas que as punições para esse tipo de pessoa sejam, na verdade, uma recompensa, um aposentadoria faustosa paga por todos nós, depois de cometer delitos. Ao resto dos mortais brasileiros nos resta o INSS.

Neste país há brasileiros e ''BRASILEIROS''

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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ESTADO DE DIREITO

Representantes da lei não foram instituídos para proteger o que está errada ou que haja brechas nas leis, e sim corrigir quando constatados erros e falhas. No caso da ficha limpa, pode-se sentir que, apesar de ela ter sido aprovada para impedir que os portadores de fichas sujas venham a concorrer cargos eletivos, nota-se que ainda persistem brechas que admitem os de ficha suja concorrerem às eleições. E alguns que fazem parte do grupo seleto de fazer a lei, zelar pela lei e corrigir as falhas nela existentes preferem manter os erros e beneficiar os maus políticos para continuarem renovando os seus mandatos até se tornarem perpétuos.

É de estarrecer a alma de quem espera dos representantes da lei uma atitude de correção, e não de manter os velhos erros contidos na lei para beneficiar os veteranos corruptos e corruptores viciados, ler nos veículos de comunicação que o ex-ministro do STF Erros Grau acusa o Tribunal Superior Eleitoral de ignorar o princípio de irretroatividade das leis. Quando ele fala que a Lei da Ficha Limpa põe "em risco" o Estado de Direito, acredita-se que esse magistrado não pensou que as leis também se tornam arcaicas e inócuas, como o ser humano, que fica velho e um dia deverá passar o seu bastão de trabalho aos novos, que chegam para mudar os costumes fora da realidade presente. É bom lembrar também que, quando mantemos os velhos vícios e costumes e não aderimos às novas exigências, simplesmente quebramos a cara, ou seja, se uma empresa bem-sucedida da década de 90 mantiver as mesmas normas e o "modus operandi", certamente acabará falindo cedo ou tarde.

A lei precisa ser renovada de tempo em tempo para não permitir que brechas e erros verificados no decorrer do tempo continuem prejudicando o País e bem-estar da sociedade. Dizer que a Lei da Ficha Limpa põe "em risco "o Estado de Direito me parece, no mínimo, ingênuo ou "uso da má-fé". O sabedor das coisas erradas, de corruptos, criminosos, fingir que não vê nada, que não tem nada com isso, é simplesmente ser conivente e tão danoso como aqueles que estão sendo banidos pela Lei da Ficha Limpa. Não é possível que em pleno terceiro milênio insista em manter o velho argumento da irretroatividade, dizendo que, uma vez contida na lei, será sempre uma lei intocável. O avanço tecnológico e o mundo globalizado têm feito com que novas leis sejam criadas, outras substituídas, e essa realidade deverá ser revista, modificada sempre que tornar-se necessária.

Paul Morin (Paulo Hirano) paulmorin2002@terra.com.br

Curitiba

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Silvo

Tenho a impressão de que o Tribunal Regional Eleitoral acredita que as fichas de muitos políticos são feitas de prata. Basta passar um produto de limpeza que ficam reluzentes de novo...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Paraty, ô caninha boa , sô !

Moradores de Paraty acham que Fernando Henrique Cardoso é razão política na feirinha. Eu, que não defendo o FHC, entendo que ele seja letrado e tem que ver com o mote Gilberto Freyre - e já não é político há alguns anos. A feirinha não poderia ser palco de discurso do apedeuta, muito menos de sua boneca inflável, ambos são iletrados, não têm nada que ver com cultura, e caso fossem ao reduto paradisíaco fariam mal aos convivas.

Temos de ser justos, a ignorância manda na razão política da hora, os meios justificam os fins, a miséria cultural não foi convidada para o debate de escritores, nem poderia.

Azar dos petistas que existam outros seres na terra, azar deles que a vida exista fora dos sindicatos e das repartições aparelhadas.

Aos moradores de Paraty incomodados, digo que preparem para o próximo evento lulo-eleitoral uma festa da cachaça, aí tudo fará sentido em chamar o copo-mor para a festança.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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FHC + Gilberto Freyre = Macunaíma

Um exercício vergonhoso da mais pura macunaimidade de Fernando Henrique Cardoso, ontem, ''Por que a Obra de Frreyre é para Sempre''.

Falar de ''conservadorismo de Freyre e mesmo seus comprometimentos com situações autoritárias'' é esconder o sol com peneira, deixando de esclarecer a relação incestuosa, indecorosa e, por que não, criminosa de Gilberto Freyre com Salazar enquanto populações inteiras eram dizimadas em Angola e Moçambique.

Falar de Freyre e não esclarecer sua infame atuação em 1º de abril de 1964, jogando os verdugos de Justino Alves Bastos contra colegas universitários, enquanto aquele generalzinho de m... botava os tanques nas ruas do Recife e arrastava pelas ruas com uma corda amarrada ao pescoço os bravos e dignos Gregório Bezerra e Francisco Julião.

Falar de Freyre e não esclarecer que, em troca de umas bostinhas de azulejos de uma velha igreja demolida para ampliação do aeroporto de Lisboa, entrou em transe de bajulação a Salazar, numa babação de ovo que durou até o fim da vida da boneca ditadora lusitana com ecos verborrágicos na imprensa amordaçada do paizeco luso.

São coisas que FHC não diz e tinha obrigação de dizer: Freyre, apesar de seus méritos, era um grande velhaco, um Macunaíma da mais pura estirpe mariodeandradiana, categoria, aliás, que FHC passa a integrar summa cum laude.

Paulo Nascimento paulo.actual@gmail.com

Belo Horizonte

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Restrições insólitas

Gostaria imensamente de conhecer o que se passa na cabeça daqueles que põem em dúvida a homenagem ao escritor Gylberto Freire e fazem restrições à presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na festa literária de Parati. Provavelmente prefeririam Máximo Gorki, cujo féretro pomposo foi acompanhado por Stalin e Molotov, e o indefectível promotor Vichinski. Nossa esperança é que pessoas desse naipe não venham a integrar um eventual governo de Dilma Rousseff.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Matemática de resultados

A explicação matemática de comportamentos de populações ou de grupos de pessoas pode parecer ficção científica. Não é à toa que no encontro de Prêmios Nobel na USP para discutir a teoria dos jogos foi lembrada a trilogia ''Fundação'', de Isaac Asimov. Fiquemos atentos ao que esses matemáticos têm a dizer, pois apresentam soluções de longo prazo, avessa à maioria dos políticos, que almejam apenas imediatismos.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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