Cartas - 06/02/2011

APAGÃO NO NORDESTE

, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2011 | 00h00

Caia fora

O que tem a dizer o PMDB sobre os constantes apagões no sistema elétrico? Afinal de contas, esse partido reivindica e efetivamente indica os dirigentes desse setor desde o governo anterior, como integrante da base aliada e, portanto, com o direito de partilhar cargos no Executivo e aprimorar o governo (não é assim que o PMDB justifica as reivindicações?). Mas a realidade é que os apagões se repetem, prejudicando a população: agora foram mais de 50 milhões de pessoas do Nordeste que ficaram várias horas sem energia elétrica. O PMDB quer partilhar o governo, mas pelo jeito não tem quadros com competência para dirigir o setor elétrico. Caia fora, então.

SERGIO LOPES

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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Tudo por dinheiro

O novo apagão parece ter sido para comemorar o novo aliado do senador José Sarney que entra em Furnas, Flávio Decat. Mais um apagar das velinhas desse aparelhamento estatal, para mostrar que o Brasil andou à ré nos últimos oito anos de governo petista, com o sucateamento do sistema elétrico. Que está nas mãos do atraso. Dos coronéis feudais. Dos cargos políticos. Do tudo por dinheiro. Na pressa para aprovar novos empreendimentos que gerem "renda" para os dirigentes, esquecem-se de que o que já existe envelhece, como eles, precisando de manutenção. Para que entendam como deveria funcionar, vou exemplificar: o sistema elétrico brasileiro precisa de manutenção, igual aos políticos que correm para os modernos hospitais paulistas para se tratar, e não pode ser deixado ao léu, como estão os hospitais em seus Estados. Preciso desenhar?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Cheiro de boicote

Esse apagão no Nordeste, exceto no Maranhão, cheira a boicote do PT e do PMDB, com o intuito de ofuscar o bom desempenho da presidente Dilma Rousseff nestes primeiros 3o e poucos dias do seu governo. O objetivo é colocar o Nordeste - reduto dos coronéis, infelizmente - contra a administração, até agora, competente e não voltada para os fisiologistas desses dois partidos. Isto é, o sarney (esta minúscula e as seguintes são propositais) e seus asseclas não estão satisfeitos com a nova forma de governar, no que a presidente está corretíssima. Ou seja, saiu do picadeiro e da fanfarra - leia-se lula - para a austeridade e a competência, como deve ser a administração federal. Então, estão procurando minar o governo, que se mostra austero e competente, exatamente no reduto em que a presidente teve maior apoio eleitoral. Esse lobão, cria do sarney, deveria ser demitido sem nenhuma complacência. É melhor a presidente sofrer um desgaste com esses políticos fisiológicos, que só pensam em si, do que se deixar queimar perante o povo brasileiro. Estamos de olho. Avante, Brasil!

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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OPOSIÇÃO

Novo partido politico

O PSDB já deu provas inequívocas de que não poderá continuar sendo o partido líder de uma oposição que não cumpre o seu papel. As bases de um novo partido de centro-direita já deveriam estar sendo alinhavadas pelo DEM, pelo PPS e dissidentes do PMDB, do PSDB e do PSB, visando 2014. A semente teria de ser lançada agora, durante o governo Dilma, aproveitando as bombas de efeito retardado (inflação, câmbio, desindustrialização, juros, infraestrutura, gastos públicos, divida externa/interna, balança comercial) deixadas por Lula, que explodirão em suas mãos - já que a mídia domesticada não conseguirá escondê-las por muito tempo. Esses assuntos deveriam ser corajosamente apresentados à sociedade ao longo destes quatro anos, uma vez que a presidente Dilma estará totalmente engessada pelo PT-PMDB, com liberdade apenas para cumprir o script deixado por seu criador. O mutismo e a falta de ação não representam uma estratégia de governo, mas sim a constatação de impotência diante de problemas tão diversos e de alta complexidade. Cumprindo sua árdua missão como uma sacerdotisa crente em seu senhor e conformada com seu sacrifício, Dilma tentará pavimentar a volta de quem não foi. Para impedir essa desgraça nacional urge que brasileiros acima de ideologias, partidos e interesses pessoais se unam e retomem as rédeas da Nação em 2014.

SERGIO VILLAÇA

svillaca@terra.com.br

Recife

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Faltam vontade e coragem

Não é por falta de motivos ou de assunto, há muitas razões para a oposição começar a aparecer. A primeira e mais importante é honrar os 43 milhões de votos que recebeu. Depois, a lambança e a sem-vergonhice nas disputas de estatais, a maquiagem do superávit, a confusão do salário mínimo, a nomeação de apadrinhados de Sarney e de ministros pouco merecedores de confiança e muitas outras. Porém parece que o DEM sumiu e o PSDB está em situação não muito promissora, com brigas e disputas internas incompreensíveis para o cidadão que votou na sigla. Portanto, motivos para fazer oposição não faltam, o que falta é vontade e coragem. Oposição, onde está você?

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurrray@hotmail.com

São Paulo

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O velho PSDB

No horário político de quinta-feira tivemos o prazer de ouvir Fernando Henrique Cardoso responder a todas as perguntas que lhe foram dirigidas com serenidade e segurança, mostrando total conhecimento e como se deve comportar um ex-presidente de um país. Mas tenho uma pergunta: não está na hora de o sr. Fernando Henrique arrumar o PSDB e fazê-lo voltar a ser o que era?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Oportuno ressaltar

Do programa do PSDB exibido em rede nacional, uma fala de Sérgio Guerra foi oportuna: "A tarefa de construir um País não depende apenas dos governos ou dos políticos, é de todos nós, porque todos somos responsáveis pelo País". Quando se lê a frase "a ética, para mim, não tem sido só palavras, mas exemplo de vida inteira", proferida, nada mais, nada menos, que pelo presidente do Senado, José Sarney, eleito pela grande maioria de Suas Excelências "pais da Pátria", não se pode mesmo esperar pelos políticos para construir o País.

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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"No Brasil, até apagão está desmoralizado"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A MERA "INTERRUPÇÃO TEMPORÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA", SEGUNDO LOBÃO

standyball@hotmail.com

"Com esse ministro, que não sabe a diferença entre volts e watts, e políticos em tantos cargos técnicos, é bom Dilma se preparar para outros apagões"

PANAYOTIS POULIS / RIO DE JANEIRO, IDEM

ppoulis@ig.com.br

"Não foi apagão. O sistema é ultramegamoderno e essa falha é raríssima. A Polícia Federal investiga se foi o FHC que tirou um fusível..."

MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO / FLORIANÓPOLIS, IDEM

crisrochazevedo@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Romário assina ponto e vai jogar futevôlei

Deputado federal não participou de sessão na Câmara e foi alvo de um flagra nas areias do Rio

"Enquanto Romário se diverte na praia, decisões importantes estão sendo costuradas em Brasília e o povo que votou nele está sem representação."

EUGENIO SANTOS

"Outro ano e o que há de diferente no cenário político? Nada."

LUÍS EMILIO DE MORAES

"No segundo dia de mandato já deu provas de que o povo que o elegeu não é prioridade para ele. Trágico."

JOSÉ BRASIL

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

APAGÃO MORAL

A grande verdade que as mentiras acobertam é que os Ministérios no Brasil são disputados à foice pelos partidos do governo e seus aliados, não para que se tornem um exemplo de gestão e de competência. Com suas polpudas verbas, os Ministérios viram objeto de desejo dos poderosos coronéis da política brasileira, que ainda existem, sim, senhor, e como se viu na última semana na eleição para presidente do Senado permanecem em plena atividade. Os ministros, ora os ministros, esses são reles testas de ferro de toda uma máquina corrupta e rançosa, que atendem prontamente às ordens de seus padrinhos. No atual Ministério, o ministro da Educação não consegue realizar uma prova de avaliação, a ministra da Pesca não distingue um lambari de uma tilápia e o ministro das Minas e Energia não sabe trocar uma lâmpada. As verbas, que no caso do Ministério de Minas e Energia deveriam ser destinadas à manutenção e modernização dos equipamentos e instalações de geração e distribuição de energia, foram para empresas pertencentes aos compadres do padrinho poderoso, por um valor superfaturado e cuja maior parte retorna hierarquicamente e em forma de comissão para cada um dos funcionários públicos, deputados, senadores que participaram e cooperaram para que aquela empresa fosse classificada para a execução daquela manutenção. Vêm daí os bens incompatíveis com os salários desses funcionários e políticos, que nos acostumamos a engolir diariamente. Tudo na administração pública funciona dessa forma, todo mundo sabe, a sociedade brasileira sabe, eu, você sabemos e dona Dilma também sabe. Enquanto isso não mudar, o Brasil não muda.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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APAGÃOZINHO DO PT...

Um apagão em gestão da oposição, para o petismo, é sinônimo de impeachment. Como o que ocorreu em 2001, os corneteiros comandados por Lula gritavam palavras de ordem: "fora, FHC". Lembram?!

E neste segundo apagão da era petista, que atingiu sete Estados do Nordeste, com grandes prejuízos para milhões de habitantes, os dirigentes da Chesf, com apoio do embromador ministro Edison Lobão, disseram que "foi um efeito considerado raro"... Esclarecedora resposta!

Este é o Brasil do lulismo, que com suas retóricas tenta hipnotizar a sociedade como se de otários fosse.

A única diferença é que na última gestão o Lula é que defendia o indefensável, falando suas asneiras. Agora, a oculta Dilma manda seus incompetentes para ludibriar o povão!

Este é um prenuncio de mais quatro anos de apagão, no Executivo federal...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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APAGÃO DA DILMA

Robusto, um do melhores do mundo o, nosso sistema elétrico de geração e transmissão é, infelizmente, chegado num apagão. Já sofremos com o badalado apagão da era FHC, o da era Lula e agora o primeiro da era Dilma Rousseff.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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NÃO FOI APAGÃO

Santinhos, por favor, não noticiem o apagão que não houve, nem saiam dizendo que ele durou mais de sete horas em Crato (CE) e mais de cinco horas em Salvador, por exemplo, porque isso é delírio dos moradores de lá e espetacularização do nada. Não foi um apagão. Foi uma falha no fornecimento, apenas. O sistema é ultramegamoderno e essa falha é raríssima. A Polícia Federal investiga se foi o FHC que tirou um fusível. E este assunto está encerrado!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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JOGO DE EMPURRA

O ministro Edison Lobão declarou que a falha que provocou um apagão no Nordeste está sendo pesquisada. Essa pesquisa, ministro, é igual aquela do apagão de 2009, que deixou mais da metade do País às escuras e até hoje não se sabem as reais causas? Falou-se em ventos fortes, isoladores trincados, etc., mas a real causa não aparece em nenhum relatório, simplesmente porque ninguém quer assumir a incompetência. É um jogo de empurra. Esta é a verdade.

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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MÃE OU MADRASTA?

Querem apostar que vão dizer que caiu mais um raio nas linhas de transmissão do Nordeste, originando o mega-apagão? Aquele que deixou mais da metade do Brasil às escuras pouco tempo atrás foi causado por um ''super-raio", segundo o governo explicou na ocasião. Já que não podem mais jogar a culpa na herança maldita, vão ter sempre de explicar as ocorrências negativas, sejam enchentes, desmoronamentos, apagões, jogando a culpa na mãe natureza... Que, ao que parece, é madrasta da Dilma!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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MAUS SINAIS, MAU GOVERNO

Apagão na Bahia, 87% do Estado sem energia. O Lobão apresenta desculpas iguais às do apagão do PT, o maior de todos na História do País. O Tiririca não tem patrimônio, mas vai ter, muito grande, muito em breve. O Battisti continua na lida e na página pendente, o STF continua em cima do muro, da linha, e espera a chance de safar-se de tanta responsabilidade maldita que colocam em sua mesa. O estádio da zona leste é o pior de todos. Paz e acordo no Congresso, todos são amigos, todos têm reajuste de salário e sobram verbas para todos, felicidade geral do acordão da boneca calada, na sombra, tal como quem prepara bote certo.

Pergunta-se ao brasileirinho o que quer da vida: pagar cinco meses ao ano para sustentar essa cambada de safados, ou ir às ruas, que tal, como os egípcios? E peitar os safadões que lhe tiram dinheiro do bolso com as mãos, as cuecas, os discursos, as promessas e os impostos mais aviltantes do mundo moderno?

Faça greve, use o meio petista de sobreviver, não assista à TV, não vá aos estádios, não compre ingresso no carnaval, não ligue para o BBB, boicote os postos da Petrobrás, não faça crediário nem troque de carro.

Vá a Brasília e acampe em frente ao Congresso até que eles - os coisa ruim - sejam afastados, exija a Constituição, exija a justiça, aplique-se a lei direta, mire-se nos exemplos históricos da evolução e saneamento social, para cada dois bandidos, um xerife, armado, pronto a cumprir ordens.

Há teoria de que um exemplo bem dado reflete em toda uma comunidade. O que estamos esperando para dar exemplos?

Para entendedor inteligente e indignado, menos de uma letra já faz a diferença.

Aos atos!

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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O FIM DO MUNDO

Sinais dos tempos? Luís Inácio da Silva, aquele que não gosta de ler e nunca quis estudar na vida, é doutor honoris causa. José Sarney, o oligarca incomum, tem vaga vitalícia na Academia Brasileira de Letras e na presidência do Senado Federal. O irrevogável Aloizio Mercadante é Ph.D. sem nunca ter ido às aulas de orientação. A mãezona Erenice Guerra condecorada com a Ordem do Rio Branco. O criminoso Cesare Battisti, prestes a gozar asilo político no ''Brasil de todos''. Fernando Collor, o ''caçador de maracujás'', como dizia Lula, hoje descasca doces abacaxis na Petrobrás, com o aval da presidenta da República, Dilma Rousseff, esta que só sabe o que dizer quando está lendo um discurso produzido por sua assessoria. É o fim do mundo!

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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TRISTE SINA

A semana passada começou com a posse dos novos parlamentares em Brasília, os deputados federais e senadores. Apenas se troca de caras e nomes. Os problemas são os mesmos, os vícios, idem, e a canalhice de sempre. No linguajar bem popular, "troca-se o cachorro, mas a coleira é a mesma". A atividade política no Brasil é uma herança maldita secular que vem desde o período colonial, passando pelo Império, desaguando na República, sempre com a marca da corrupção, da bandalheira, da roubalheira e do assalto aos cofres públicos! Ser político no Brasil de há muito é sinônimo de corrupto, ladrão, canalha, sem caráter. Mil personagens fazendo apologia dos maus políticos foram criados na TV, no cinema, nos jornais, nas novelas, etc. Não é pra menos. Os inúmeros escândalos que pipocam todos os dias na mídia são de deixar qualquer meliante corado de vergonha.

Com um Congresso que reúne o que de pior existe na sociedade brasileira ali representada, bem lembra o Brasil colônia, quando os maiores criminosos do Reino eram sentenciados e uma das piores penas era ser mandado para o Brasil. Na Corte a pior condenação, o pior castigo já tinha endereço certo: os quintos dos infernos - Brasil. Diz a tradição que o primeiro advogado aportou por aqui por volta de 1530. Era um ladrão de cavalos em Portugal. Que triste sina! Todo criminoso, todo condenado, inclusive pela Santa Inquisição, que de santa não tinha nada, era despachado para este fim de mundo. Era morte certa nas mãos dos índios, naufrágio das caravelas, doenças tropicais, etc. Enfim, está no DNA dos brasileiros esta cruz, esta sina. Não é à toa que figuramos entre os primeiros países de elevado índice de corrupção.

O novo Congresso tomou posse na terça-feira, eleição das Mesas da Câmara e do Senado e reunião mesmo para valer na quinta-feira. E onde estava o ilustre deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro sr. Romário de Souza Faria? Em Brasília? Não! Romário batia uma bolinha com amigos na praia, à luz do dia para todo mundo ver! Errado? Não, "magina"... Sua Excelência se cansou de ter subido ao Planalto goiano, precisava naturalmente recompor-se. Nada como um futebolzinho na praia. Na verdade, quem em sã consciência acreditava ou acredita que Romário vai levar esse mandato a sério? Quem não presta neste episódio não é Romário, é o eleitor carioca, que a exemplo de outros brasileiros não sabe votar. Quem ele, Garotinho e sua trupe precisa mais? Pelé tinha razão.

Pelo menos 30 deputados federais se licenciaram na mesma semana para assumirem cargos nos Estados. Até aí, nada demais. Acontece que na maioria dos Estados brasileiros um secretário de governo ganha entre R$ 11 mil e R$ 15 mil. Então, já sabem os parlamentares, quando se trata de resolver problemas deles, há saídas legais para tudo. A maioria escolhe continuar recebendo o gordo salário de deputado federal, mais de R$ 100 mil. Esses R$ 26 mil que anunciam são apenas a base. E as vantagens? Quer dizer, assume um suplente recebendo o mesmo valor, enquanto o titular também continua recebendo como estivesse atuando em Brasília. Este país tem jeito? Tem conserto? Alguém acredita que um dia estaremos entre as nações ricas, civilizadas e sem corrupção, sem maus políticos?

Iranilson Alves da Silva iranilson.iranilson@bol.com.br

Araçatuba

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ESTATURA

Em seu 1° dia como parlamentar, Romário foi menor que seu apelido.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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EXCESSO DE CONTINGENTE

O povo egípcio acha que tem problemas porque não imagina a quantidade de múmias que temos estocadas em Brasília. Sob a direção de dois exemplares bem fossilizados - na presidência e na vice-presidência do Senado -, elas discursam bobagens, reclamam que ganham pouco, fazem intercâmbio de ataduras conforme os interesses particulares, loteiam sarcófagos. Só não colocam moedas na boca, mas na cueca, na meia, na bolsa. Costumes tropicais.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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A DITADURA BRASILEIRA E A MÁFIA

A derrubada do governo na Tunísia, os protestos no Egito e em outros países por um regime democrático, com mortes de civis, é vista pelos brasileiros como uma demonstração da união de um povo contra um regime ditatorial e corrupto, o que não temos por aqui... Será? Não temos uma máfia que nos cobra proteção, mas temos uma máquina arrecadadora voraz, implacável, que é quase tão maléfica. Não temos ditadura formal, mas temos regiões do País controladas por famílias, de geração em geração, como uma ditadura (da dentadura). Não pagamos taxas de proteção, mas aqui, na cidade de São Paulo, foi criada uma inspeção veicular que obriga os proprietários de carros a passarem por vistorias anuais e carros com mais de dois anos de uso devem passar por reparos que superam em muito o valor do IPVA, pois os motores são danificados pela máfia dos combustíveis que vendem misturas de solventes e álcool e não temos fiscais ou leis suficientes para pôr fim a esse absurdo. Para passar pela inspeção existem dois caminhos: ou repara o automóvel ou apela para o jeitinho brasileiro, alugando catalisadores, carburadores, motores e outros componentes danificados não pela má conservação, mas pelo péssimo combustível. Vendidos nos postos. Temos, sim, ditadura, e máfia, essa da inspeção, arrecadando anualmente quase R$ 400 milhões. E a indústria do radar investindo pesado, enquanto ao seu lado carros e caminhões de outras cidades soltando fumaça preta rodam impunes.

Vivemos num país mafioso e temos, sim, ditadura! Não temos um povo com coragem de dar um basta aos abusos cometidos pelos eleitos pelo povo, e para o povo, que governam para si e para máfias criadas dentro da lei.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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AUMENTO DE SALÁRIOS

Oportuníssimo o artigo do professor Roberto Macedo sobre o ultrajante aumento de 62% que se concederam os congressistas (3/2, A2). Tão inexplicável quanto inadmissível é a aparente resignação diante do assalto, praticado covardemente contra o povo desarmado. É ensurdecedor o silêncio dos partidos ditos de oposição, dos parlamentares que ainda guardam algum resquício de dignidade, do Ministério Público, da OAB, da imprensa e da sociedade organizada. Não causa estranheza que o fato, injustificável sob todos os títulos, como argumenta o articulista, tenha ocorrido no apagar das luzes do governo Lula. Essa audácia advém de um caldo de cultura de soberba e zombaria, cultivado por quem despreza as leis na certeza da impunidade. O Brasil que pretende erradicar a miséria, e luta pela igualdade de direitos de seus cidadãos, deve se mobilizar contra essa afronta. Ou seremos todos cúmplices.

Celso L. P. Mendes socelta@uol.com.br

São Paulo

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CANSEI, CANSEI, CANSEI!

Paga-se a um deputado federal, entre salário e benefícios, cerca de R$ 60 mil para ele comparecer por algumas horas ao Congresso, fazer nada ou até mesmo dizer algumas bobagens e votar visando apenas interesses políticos.

Paga-se para um professor primário a miséria de cerca R$ 1 mil, que abatidos os descontos dá uns R$ 850 para ele trabalhar oito horas por dia em classe e mais umas quatro ou cinco horas em casa para preparar as aulas.

Aposentadoria do professor? Uma merreca, depois de 35 anos de trabalho.

Aposentadoria do deputado? Integral, depois de dois mandatos, oito anos.

O que seria mais importante para o País, um deputado gazeteiro, corrupto e descompromissado com o povo ou um professor dedicado, honesto e tendo como objetivo ensinar nossas crianças a serem bons brasileiros?

Dadas as respostas lógicas, por que dar um aumento de mais de 60% a quem já ganha salários astronômicos para um país ainda pobre e menos de 6% para o trabalhador?

Qual o valor maior do trabalho de um deputado, dos que trabalharam, em relação ao trabalho de um professor ou de um simples trabalhador, que justifique tamanha diferença na sua remuneração?

Perdemos a vergonha de ter vergonha.

Perdemos a vontade de ter vontades.

Perdemos o ânimo de ter ânimo.

Perdemos a coragem de ter coragem.

Perdemos a noção do que é ter noção.

Deixamos-nos transformar em bois tocados a vara.

Como uma naja, fomos hipnotizados pelo canto político.

Como ratos, corremos atrás do toque da flauta.

Como formigas, carregamos um peso muito maior que nós mesmos só para agradar à rainha.

Que orgulho humano ver aquele povo do Egito apanhando, batendo, quebrando a cabeça, mas indo em busca do ideal, da liberdade e pondo fim à ditadura. E nós, por aqui, mansinhos, na doce ilusão de uma democracia que mata de fome os que querem ser honestos e trabalhar e enche as burras dos corruptos e aproveitadores da mansidão popular.

Vou mudar de profissão. Vou ser político, que é no Brasil a melhor e mais lucrativa profissão.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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O VERÃO DA POLÍTICA

Lendo o artigo de Fernando Gabeira (4/2, A2), fica claro que não apenas a classe política, mas também a sociedade está anestesiada. Diante do avanço econômico recente, cuja solidez e perenidade ainda estão em fase experimental, a sociedade parece que resolveu abdicar de seus valores morais e éticos. Precisamos de um "capitão Nascimento" que se disponha a formar uma verdadeira tropa de elite na política.

Ricardo Salles www.endireitabrasil.com.br

São Paulo

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A PLATITUDE DOS POLÍTICOS

Fernando Gabeira, com sua habitual percuciência, registrou que as mortes nas cidades fluminenses, Belo Monte, Furnas, a complexidade e os riscos da exploração do petróleo em águas profundas, assunto a que o Estado está dando especial destaque, com quatro matérias previstas e uma conferência final, e o incêndio da plataforma Cherne, no limiar dos trabalhos da Petrobrás, as contradições entre as declarações do FMI e do governo brasileiro sobre as metas do superávit primário, e outros fatos de extrema relevância, não geraram nenhuma preocupação à classe política, em paz na calma de verão. O barquinho? Deriva, num mar sem porto.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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POSSE DOS SUPLENTES

Em dezembro de 2010 foi votado e decidido que a posse do suplente é do partido, e por cinco ministros do STF.

O que a gente lê nos jornais é que a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais darão posse ao primeiro colocado da coligação.

Será que a lei não deve ser respeitada? o STF não manda mais nada? Ninguém respeita a Corte? Então, por que temos o STF como o último recurso do Judiciário, se não é respeitado?

Está na hora de esses políticos respeitarem as instituições ou então o País estará fadado ao fracasso e à falência total.

João Carlos Fernandes joaocarlos.baden@badentintas.com.br

São Paulo

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CASO DE JOSÉ ANÍBAL

A legislação eleitoral brasileira precisa mudar. Com urgência. É preciso impedir, por exemplo, que os eleitos para os Parlamentos possam sair para ocupar outros cargos, principalmente nos Executivos. É que nesses casos eles podem ser substituídos por um suplente eleito por regiões distantes do seu reduto eleitoral. O que provoca uma situação esdrúxula para o eleitor, que se vê enganado. Afinal ele votou num candidato que foi eleito, mas não vai representá-lo. E em alguns casos surgem declarações contraditórias de eleitos que aceitam os convites de Executivos, como no caso do deputado federal José Anibal, que vai ocupar uma das secretarias em São Paulo. Em recente reportagem num jornal paulista ele declarou: ''O fato de estar secretário é uma circunstância, pois a delegação que recebi da população é para ser deputado''. E então, como ele justifica o fato de que não vai exercer essa delegação? Por que não se discute uma forma de o deputado ser eleito por uma região apenas, e mais, seu

suplente também? Para evitar essas contradições e comportamentos que de certa forma decepcionam o eleitor, que se sente desprestigiado pelo candidato que ajudou a eleger.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SÃO SEMPRE OS MESMOS

Como acreditar nos políticos? Eu já não entendo mais nada. O que é ficha limpa e ficha suja? Não sei o que significa isso. Será que um suposto e novo Freud explicaria?

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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STF E MENSALÃO

Os povos árabes não acreditam mais nos gênios das lâmpadas, nos tapetes mágicos, ou nas mil e uma noites, e exigem liberdade e progresso. Aqui o julgamento do mensalão ainda não puniu nenhum dos 40 ladrões, muito menos o Ali-Babá...

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

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O QUE ESTÁ FALTANDO?

Parece totalmente anárquico, mas que tal se o Estado de São Paulo deixar de enviar 50% dos impostos federais a Brasília, até que se perceba uma atitude decente dos representantes do povo na Câmara e no Senado? É, mas o Estado de São Paulo também tem suas histórias de ''maracutaias'' e impunidade. Certo! Mas ainda é a locomotiva deste trem que insiste em correr fora de qualquer bitola moral! Creio que mais anarquia do que se vê hoje em Brasília, impossível! A notícia do Estadão online (4/2) ''Planalto deu mais dinheiro a emendas às vésperas de eleição no Congresso. Segundo levantamento no Siafi, liberação de "restos a pagar" para emendas cresceu 17% em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2010; PMDB, cuja bancada ameaçou retaliar em votações importantes, foi o partido mais beneficiado, com R$ 12 milhões'' serve como alerta e denúncia. E o povo na ''vida de gado, povo marcado, povo feliz''? A ''demoniocracia'' se instalou na Câmara e no Senado, muito diferente do que deve ser a democracia. ''Quousque tandem?'' Nada disso! O meu limite expirou. Sessenta anos de vida e ver a juventude comprada por falácias e grana para a sede da UNE? Cadê a oposição? Onde, quando vamos parar?

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

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FESTIVAL DE ROUBALHEIRA

"Operação no Maranhão prende família de prefeito, que foge" 4/2, A8. Até quando vamos ler que políticos fazem fortunas ao longo de seu mandato e após a Polícia Federal apurar que houve desvios-furtos os que praticaram continuarão soltos? Lembramos o caso do ex-governador Zeca do PT, que até o momento é um bon-vivant, e o sr. Waldomiro Diniz, então? Nosso Judiciário tem de se fazer presente, pra valer (buscando o que foi furtado e colocando o que praticou o crime atrás das grades), pois, não podemos continuar com este festival impune de furtos do dinheiro do povo - PÚBLICO!

Edivelton Tadeu Mendes etm_mblm@hotmail.com

São Paulo

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PARTIDOS POLÍTICOS

Estamos começando mais um ano legislativo com uma nova bancada em Brasília, e com ela, em breve, as não menos novas negociatas obscuras e impudicas entre os partidos. Não é à toa que os partidos políticos foram considerados, em recentes pesquisas, as instituições com o menor grau de confiabilidade entre os brasileiros. Infelizmente, é mais do que verídico, afinal, os partidos políticos brasileiros atuais são organizações burocráticas que se fundamentam na ideologia da representação política, e não no acesso direto do povo às decisões políticas. Servem apenas como escudos para as falcatruas de seus filiados e a garantia de votos em troca de cargos e de míseros trocados, constituindo uma verdadeira fábrica de impostores e oportunistas.

E em anos ímpares, como o de 2011, a ausência de pleitos eleitorais e, consequentemente, uma frieza política, torna a situação mais grave. Eles simplesmente somem, viram as costas ao povo e se encarregam apenas de discutir e negociar seus podres poderes e interesses futuros em Brasília.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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MERA CONSTATAÇÃO

E tudo continua igual. Os mesmos assaltos, com as antigas crias dos antigos deputados e senadores que renunciaram para não serem cassados. Somos obrigados a ler e ver todos os dias essas indecências, essas promessas e essa nossa presidente que ainda não disse nem mostrou a que veio. O dinheiro correndo solto no Senado antes da votação e nós, pobres brasileiros, tendo de engolir esse Sarney com 70 votos e, ainda por cima, dizendo que está fazendo um sacrifício! Onde está a oposição?! O Sarney enfiou o pé na jaca o ano passado e por pouco não foi posto para correr. Agora leio que o Renan Calheiros, depois de todos os escândalos com pensões pagas à amante e à filha com dinheiro de construtoras que serviam ao governo, está querendo voltar, e voltar para ser o presidente do Congresso! Para Comissões de Justiça são apontados justamente os envolvidos em escândalos! Assim não dá!!!

É só o salário minimo que não pode subir! Como é que o Pedro Simom tem a caradura de dizer que com R$ 16 mil não dá para ele viver? E o que dizer de R$ 545? A presidente do Brasil teve um aumento de 126% em seu salário e os outros muito mais do que isso, e o pobre trabalhador que realmente sua a camisa tem de se contentar com os parcos R$ 545!!! É essa a erradicação da miséria que a presidente quer para os brasileiros! Com esses parcos R$ 545 a miséria nunca vai acabar e o governo vai continuar gastando Bolsa-Família, Bolsa-Refeição, bolsa-isso, bolsa-aquilo, e é isso mesmo que o PT quer! Pagar uma miséria para os brasileiros e dar as bolsas para se fazerem de bonzinhos e angariar votos do povão analfabeto para as próximas eleições!!! Deixar o povo dependente dessas Bolsas, pois enquanto isso acontecer os votos do Nordeste estarão garantidos.

Cláudia Bezerra de Menezes cacaubeme@uol.com.br

São Paulo

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FAZ-SE O CAMINHO AO ANDAR

Difícil caminho é obrigado a percorrer o povo de qualquer país subdesenvolvido: devido à falta de um bom nível de educação, de acesso a informações, costuma adaptar-se a sistemas cheios de distorções, onde muita coisa ruim passa despercebida especialmente quando a economia atravessa um bom momento. Fica difícil para a população de tais países perceber que a corrupção corrói grande parte dos recursos que poderiam torná-la mais próspera se aplicados a seu favor; acaba achando normal que dinheiro esbanjado enriqueça uma minoria, enquanto poderia favorecer milhões de pessoas. Não sabe que instituições frágeis e suscetíveis de domesticação pelo poder central impedem que a Justiça seja cega e justa e que as leis sejam observadas e aplicadas para todos, sem exceção. Custa-lhes perceber que não tem, por causa do atraso, saúde de qualidade, saneamento básico, e com isso é a que mais padece com doenças, com eventuais catástrofes e a consequente falta de atendimento, prevenção e cuidados. Acostumada que está aos desmandos, ignora que governantes devem estar no poder para servir-lhe, e não para se servirem-se dela; de tão submissa não sabe que poderia ter muito mais chances de ter sua vida melhorada se os políticos fossem éticos, honestos e preocupados realmente em oferecer-lhe condições de vida digna e cheia de perspectivas. Costuma contentar-se com afagos, com medidas simpáticas e paliativas e, se possível, com crédito fácil e mais consumo, de forma tão paternalista quanto possível. Mas hoje, para um boa parte da população, ainda que empobrecida e injustiçada, existe o acesso à internet, o que de alguma forma, acaba trazendo-lhe aos olhos, ouvidos e boca que a realidade pode ser diferente, bastando que os homens públicos sejam honestos e voltados genuinamente para o seu bem-estar. Este processo de percepção vai ficando cada vez mais rápido, o que nos permite concluir que a melhor lição que se abstrai do levante do povo egípcio é que a era dos ditadores de plantão e dos governantes e políticos corruptos, ainda que populares, estará chegando ao fim. Hugo Chávez e os irmãos Castro que se cuidem e outros líderes latino-americanos e africanos também, pois ficou claro que ''povo unido jamais será vencido''. Cedo ou tarde os que não andarem na linha serão desmascarados e o povo vai lembrar que poderá sair às ruas sem necessidade de lideranças de nenhum partido para reinvindicar um destino melhor. Afinal, ''faz-se o caminho ao andar'' e manipulações ideológicas à esquerda ou à direita não mais respondem às demandas da população. O que valerá é a capacidade de um povo para construir seu próprio destino.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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O NOVO E O VELHO CONGRESSO

Acredito que nada de novo acontece no Congresso Nacional. As velhas raposas, experientes no uso e abuso do nosso dinheiro, ainda estão por lá e naturalmente vão contaminar os novatos. Enguanto não se fizer uma reforma política necessária e com seriedade, que estabeleça a revogação de tantas reeleições, bem como as vergonhosas aposentadorias e pensões, não teremos pessoas que nos possam representar com dignidade. A sociedade precisa promover uma grande discussão a esse respeito. A reforma política é essencial para moralizar nosso Congresso.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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SEM CURA

Não há psiquiatra que cure a minha depressão nem médico que tire a minha dor causadas pelos

desatinos dos políticos brasileiros.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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OPOSIÇÃO

O governo Dilma e o PT não precisam se preocupar com o PSDB como partido de oposição, pois, conforme o andamento das coisas, estão criando um ''particular'' e ''exclusivo'', que é o PMDB. Acredito que com essas disputas políticas sujas teremos quatro anos difíceis pela frente, não ? É pagar para ver!

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O PREÇO DO VOTO

Segundo pesquisa feita entre os deputados que comporão o novo Congresso, o PT, partido da presidente Dilma Rousseff, é a favor de tudo o que não presta. Senão, vejamos: a maioria dos petistas quer o voto em lista fechada, aquele sistema que elege deputados sem rosto, a maior parte da bancada petista se disse favorável à descriminalização do aborto, também se declarou contra o plebiscito sobre a redução da maioridade penal e a favor da nova CPMF.

Caso as matérias sejam votadas, o eleitor já sabe o mal que fez elegendo esses párias para representar o Brasil. De verdade, os deputados petistas querem um Brasil à la Cuba, onde ao povo são dadas migalhas, enquanto eles se refestelam do banquete pago com o dinheiro dos contribuintes. Esse é o preço do voto.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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Clube dos 500

Finalmente parlamentares já empossados: são mais de 500, fora assessores, auxiliares, seguranças, etc., se sacrificando por nós... Uma verdadeira população que custearemos com nossos recursos. Será que haverá ao menos tempo hábil para que todos se manifestem, ou se esquecerão depressa do povo que os elegeu? É só esperar para ver!

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

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ALIADOS EMPREGADOS

Já que ''somos todos iguais perante a lei'', também quero uma vaga de funcionário fantasma da Casa.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

São Paulo

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APROPRIAÇÃO INDÉBITA

A maioria dos brasileiros sofre da "síndrome" da desonestidade - é um vício: não consegue se hospedar num hotel sem levar uma "lembrancinha". Assim foi o Lula: hospedou-se por oito anos do Palácio da Alvorada e, depois de tanto tempo, achou que podia levar umas "lembrancinhas", o que, dado o seu volume, se caracteriza - juridicamente - como apropriação indébita ou roubo.

Na sua mudança, que não foram só "lembrancinhas", levou, entre tantas coisas, um antigo crucifixo que dona Marisa argumentou ser dele e que já existia lá há décadas. Quer dizer, além de roubar "legalmente" por tantas vias transversas, inclusive com os "sigilosos" cartões corporativos, ainda leva todo o mobiliário, mantimentos, bebidas e presentes recebidos, que, oficialmente e de direito, pertencem ao governo. E os órgãos competentes fecham os olhos e o povo aplaude a "esperteza" do ex-presidente. Só mesmo um governo corrupto e um povo ignorante aceitam tal comportamento de um elemento sem princípios éticos. Haveria que se exigir, pelo menos - por respeito -, a devolução do crucifixo, pois de nada servirá para sua dita "religiosidade". Nem para dona Marisa, que, para quem já esqueceu, encenou uma farsa ao beijar a própria mão em vez da do papa João Paulo II. A família da Silva, apesar da fortuna amealhada, continua pobre de espírito.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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VÍTIMA DO PÉ-FRIO

Em vez de os corintianos brigarem com o clube por causa da última derrota, deveriam torcer para que o ex-presidente Lulla se apaixone por outro time! Esqueceram que apenas um jogo antes da Libertadores Lulla e comitiva ex-governamental estiveram prestigiando o Timão? Está mais do que evidente que Lulla é um tremendo pé-frio! Não se esqueçam da Copa do Mundo, cujos jogadores foram a Brasilia receber cumprimentos do presidente e voltaram nas oitavas de final. Aconteceu a mesma coisa com vários outros esportistas que receberam as bênçãos do ex-presidente. Torçam, torçam bastante, corintianos, para que Lulla tome birra do time e parta para outro! Só assim ficarão livres do maior pé-frio que o Corinthians já conheceu!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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URUCULULA

Lendo as inúmeras cartas de desabafo de leitores culpando o ex-craque Ronaldo e o desqualificado presidente Andrés Sánchez, fico me perguntando se só eu é que vejo que, além da óbvia contribuição desses dois para os fracassos do time, o principal problema do Corinthians é ter a má sorte de haver sido escolhido como clube do coração pelo maior pé-frio da história do Brasil: o Lula.

O verbete "uruculula" não foi cunhado por acaso.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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