Cartas - 06/11/2010

A VOLTA DA CPMF

, O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2010 | 00h00

Começou bem!

Salário mínimo de R$ 600 talvez em 2012; para os aposentados, nem uma palavra; e para completar, a volta da CPMF. Dona Dilma começou bem!

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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E cedo...

Após três dias do pleito, a eleita pode não saber direito como será seu governo, mas já está falando em nova CPMF. Haja fôlego.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

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Lambança

Dona Dilma, será que a lambança e a falta de bom senso já começaram? Os gênios já falam em CPMF? É a criatividade da infelicidade. É só reeditar e a popularidade acabar.

AILTON DIAS PEREIRA

ailton7@ig.com.br

Ribeirão Preto

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Belo golpe

Taí, ela nem entrou como titular no Palácio do Planalto e a CPMF já está sendo preparada. Belo golpe nos que votaram na Dilma. E os políticos da situação estão todos a favor e já se mobilizam pra dar aquela abocanhada, pois o aumento da carga tributária para os peti$ta$ é pouco, ainda mais que Lulla, como ex-presidente, vai viajar. Dizem que ele tem um papel no mundo ajudando os partidos de centro-esquerda a crescerem. Com certeza vai precisar de uma ajudazinha, pois nos oito anos de presidente foi impossível juntar tanto dinheiro pra fazer essas viagens. E não me venham os petistas dizer que quem paga a CPMF são só os ricos. Ontem comentei com a minha diarista: você tem conta na Caixa, vai depositar seu cheque e na hora de retirar pode contar com a boquinha da Dilma!

ANA MARIA GMACHL

amaeleitora@hotmail.com

São Paulo

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Farra das eleições

Segue a farra com dinheiro público nas eleições. Os cofres públicos estão vazios, os farristas são muitos, esbaldando-se à vontade, sem se preocuparem com a cambaleante situação da Petrobrás... Agora, a saída que resta é trazer de novo a CPMF e alegar que é para salvar a saúde brasileira...

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Taxa de sucesso

Acabou a festa. Mas não existe farra grátis e alguém terá de pagar a fatura que o maître balança à mesa. 56% de desprevenidos e 44% de precavidos serão convidados a rachar a conta e ainda aguentar a louça suja. Ricos e pobres, nordestinos e sulistas, "nós e eles" juntos, como o governo sonha na hora de arrecadar sua "taxa de sucesso". CPMF - Compromisso de Presidente, Mentiras Fartas -, mais um tributo sobre a saúde do contribuinte com direito a tratamento virtual.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Votou, dançou

Nos últimos meses a farra do governo federal com o dinheiro público na tentativa de eleger a sucessora de Lulla passou do limite suportável. E agora eleitos e reeleitos já falam em nova CPMF? Está na hora de o povo brasileiro começar a ir às ruas e fazer valer sua opinião. Não suportamos mais impostos. Se Dillma tivesse mostrado em sua proposta de governo a nova CPMF, com certeza o povo teria dito NÃO a ela nas urnas! Mas, como dizem os políticos, passadas as eleições: se já votou, dançou! Temos a maior carga tributária do mundo e ainda querem mais. Que tal enxugar as contas públicas, presidente Dillma, e mostrar que é excelente gestora, como amplamente divulgado na sua propaganda política?

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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"Boa noite, Cinderela"

Ninguém falou na campanha, todos se esconderam com o rabo entre as pernas, mas bastou alcançarem seus objetivos e começam a pipocar governadores a favor da volta da CPMF - deram o bote de víbora peçonhenta. E o povo, que parece ter caído no golpe do "boa noite, Cinderela" e só faz papel de trouxa, vai ter de engolir mais essa. O arrependimento pelo voto dado deve começar a pipocar, mas agora é tarde.

JOÃO ROBERTO GULLINO

jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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Trouxa

Brasileiro é mesmo muito trouxa. Foi na conversa do presidente Silva e votou em peso nela, para em poucos dias ela acenar com a volta do imposto sobre movimentações financeiras. Será que ela vai repetir o que o guru disse no final de 2007, que quem é contra a CPMF é sonegador?

BOB SHARP

bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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Preparem os guarda-chuvas

Em sua raiva contra os senadores que rejeitaram a prorrogação da CPMF, Lulla continua alheio ao fato: os R$ 160 bilhões que foram "tirados" da saúde (leia-se: da patota) ficaram com os brasileiros, dinamizando o consumo e a economia de que elle tanto se orgulha. Infelizmente, o assunto foi um dos primeiros a sair da cartola do novo governo. Com a pressão dos governadores e um Congresso dócil, mesmo a contragosto (huuumm...), vem aí o novo imposto e mais alguma coisa... O sistema nunca foi desmontado: a CPMF poderia ser cobrada amanhã se eles pudessem. Muito seria esclarecido se prestassem contas dos "outros" R$ 160 bilhões: a CPMF cobrada de 2002 a 2007. O que melhorou na saúde?

ALBERTO FUTURO

carlos_futuro@viscondeitaborai.com.br

São Paulo

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Marionete

É tão evidente que só um "abestado" não vê que Dilma Rousseff será uma "marionete" nas mãos do Lula. E aguardem a CPMF, é só uma questão de tempo.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Plebiscito

Se o retorno da CPMF é tão imprescindível para o bem-estar da população brasileira quanto prega o (ainda) presidente Lula, por que não fazer um plebiscito e deixar que os interessados decidam?

RONNY ANDRÉ WACHTEL

ronnywac@hotmail.com

São Paulo

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"Agora ela não é mais herança maldita?"

JOSÉ NOEL TERRA / POÇOS DE CALDAS (MG), SOBRE A CPMF

jnt@pocos-net.com.br

"Os eleitores da Dilma devem estar ansiosos com a nova CPMF (Cada Petista Mais Feliz ou Coleta do Povo Mais Frustrado)"

THOMAS E. PRESCH / SÃO PAULO, IDEM

tpresch@uol.com.br

"Se o Brasil é "um país de todos", por que o Lulla e a corriola do PT se acham donos?"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, DÚVIDAS SOBRE CIDADANIA

standyball@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Sarney admite recriar CPMF no Congresso

Pressão dos governadores pode fazer o tributo ressurgir mesmo sem ser iniciativa de Dilma

"Tomara que aprovem! Muita gente ficará feliz com mais um projeto de igualdade social que mete a mão no bolso de todos."

RENATO BARBOSA

"Quem é contra a CPMF usa o SUS? Cômodo rejeitar um tributo que custeia a saúde pública quando se tem plano privado."

JULIO LOPES

"Se a população não se posicionar, teremos de continuar arcando com essa máquina pública inchada e ineficiente."

CAROLINA FERREIRA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

DILMA E A CPMF

Essa conversa de Dilma, que disse que não irá tomar a iniciativa de propor a volta da CPMF, mas admite o retorno do famigerado imposto para atender a governadores eleitos, é o início da negação de muita coisa que foi prometida pela então candidata de última hora apenas para ganhar votos e simpatia, mas sempre fez parte do seu posicionamento.

Provavelmente governadores eleitos também vão pedir o controle da mídia, a descriminalização do aborto, e por aí adiante.

Eu e milhões de outros otários havíamos entendido que a CPMF não seria recriada nem com esse nem com outro nome, num governo Dilma.

 

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

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TAREFA DE DILMA

A compra dos Rafale da França sempre foi dada como certa pelo governo brasileiro. Apenas o presidente não quis fomentar o assunto em período eleitoral, visando a evitar maiores ataques da oposição ao governo. Também a indicação do 11.º ministro para ocupar a vaga no STF e a permanência de Cesare Battisti no Brasil são decisões que já poderiam ter sido resolvidas, não fosse o presidente tão ausente e corporativista. Sobre a CPMF, permanece o ranço da discórdia que levou à sua extinção. A sociedade alerta e vigilante deve fiscalizar, para que nenhum tributo seja criado, pois a carga de impostos no lombo do trabalhador é aviltante. Se, como diz Lula, quem manda daqui para a frente é a eleita, Dilma Rousseff, então a tarefa é dela e cabe à população aguardar e confiar que a presidente saiba fazer a diferença na hora de tomar decisões, agindo com rigor, transparência e usando de seu "felling" feminino, para colocar "a casa da mãe Joana" novamente nos trilhos. Boa sorte, Dilma.

 

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

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MAIORIA APROVA

Eu tenho certeza que a CPMF, ou algo semelhante, seria bem vista e aprovada pela maioria do povo, para cuidar de sua saúde. Quem não quer ver uma criança sendo bem tratada, ou um filho, um pai, uma mãe ou avós? Quem foi contra? Alguns políticos foram contra só para atrapalhar o presidente e alguns desses "políticos", por ironia, foram se tratar no exterior e levaram até a filha para tomar conta deles, tudo de primeira classe, pago pelo erário! Como foi o caso do sr. Sergio Guerra. Foi muita falta de respeito com o dinheiro do público!

 

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

 

 

 

 

 

 

 

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A MÃO(ZORRA) DO GATO

 

 

Pois é... nem bem se apossou do "trono", dona Dilma Dusheff, digo Rousseff, já ensaia o uso da mão(zorra) do gato (os governadores, não por coincidência, aliados) - "tenho muita preocupação com a criação de impostos ... Tenho visto uma grande mobilização dos governadores nessa direção, não posso fingir que não vi."

Ah! Quanto desvelo! Como a saúde vai ter destaque no seu (dela) governo, e "precisamos" de recursos, aí vem a CPMF, talvez travestida e maquiada, mas o assalto aos bolsos vem aí...

Mas o chefe não encheu a bocarra, inúmeras vezes, para afirmar que a saúde estava 100%? Então S. nova Exa. está a desmentir o grande chefe? Ou os recursos irão - como sempre - para o ralo fétido da malversação dos cofres públicos, como no passado recente, com os sanguessugas, mensalões e mensalinhos, cuequeiros, maleteiros, em suma, os mesmos de sempre!

 

 

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Caetano do Sul

 

 

 

 

 

 

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DÁ PARA COMPARAR?

É difícil ou até talvez indevido compararmos o Brasil com o EUA.

Mas podemos comparar seus presidentes, um vitorioso com as eleições e o outro derrotado.

Pois não é que Barack Obama não fez uma só crítica aos republicanos que o venceram na Câmara e nos Estados, dando uma surra no partido do presidente?

Além de admitir culpa pela derrota, ele conclamou os republicanos a cooperarem com o governo.

E no Brasil, Lula, exultante com a vitória de sua candidata, o que fez?

Satanizou a oposição por causa da perda da CPMF, esquecendo de dizer que vários parlamentares da situação também votaram contra.

Foi grotescamente desrespeitoso com o candidato derrotado e com todos os 44% dos eleitores que votaram em Serra, chamando-os de gado.

Ridicularizou o episódio do ataque a Serra em Campo Grande, mais uma vez aprovando o

malfeito e dando péssimo exemplo.

É, não dá mesmo para comparar.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

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O RETORNO DA FAMIGERADA CPMF

O eleitorado brasileiro deve ficar alerta para mais um engodo do retorno da CPMF. Após

os escândalos públicos no Distrito Federal, Tocantins, Maranhão e outros Estados, além

dos inúmeros ocorridos no Senado e na Câmara, sanguessugas, aloprados, etc., quando foram desviados bilhões de reais dos cofres do governo, sem nenhuma punição, não vamos admitir que venham novamente com essa história de que a arrecadação é para a saúde.

Como já se manifestou neste Fórum o leitor sr. Marcus Coltro, "é só diminuir os cargos de confiança, os cabides de empregos estatais, a corrupção que sangra os gastos públicos e impeça o uso indevidos dos cartões corporativos pelos políticos e suas famílias". A manchete do Estadão de quinta-feira é uma prova: a folha da Câmara Municipal de São Paulo subiu 80% em quatro anos. Quero aguardar as manifestações do governador Geraldo Alckmin e outros aliados sobre o assunto.

 

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

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VOCÊ ESTÁ COM SAUDADE DA CPMF?

Lula nunca engoliu o fim da CPMF. A derrota no Congresso foi indigerível, já que toda a tropa de choque petista e aliada fez forte pressão, capitaneada pela hoje ex-senadora Ideli Salvatti, à época o tanque de guerra do PT no Senado federal.

Era muito dinheiro desviado dos cofres do governo, algo inconcebível de acontecer à revelia do presidente em exercício. Chegaram a argumentar que o povo nem percebia o pagamento deste imposto que nos foi veramente imposto, que aquele porcentual sobre cada cheque emitido saía do bolso do cidadão sem ele sentir... numa argumentação plena de cinismo e achincalhe. Pois a vitória do povo contra a CPMF não foi digerida mesmo e Lula/Dilma, nossos xipófagos na Presidência, querem ressuscitá-la. As forças governistas e aliadas, maioria nas Casas do Congresso, já estão se mobilizando para isso. Pois agora é hora de a oposição e dos 44% de eleitores que votaram contra Dilma se manifestarem fortemente contra a reedição de um imposto que só servirá para encher os cofres públicos, exauridos que foram nos últimos dois anos no afã do presidente Lula de transformar a candidata Dilma em sua co-presidente do Brasil. A sua Cristina Kirschner...

Para resolver a herança maldita da milionária campanha pretendem que o povo pague esse pato, essa dívida. Você está de acordo? Se não estiver, manifeste-se!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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PARA OS OUTROS TEM

Partindo do princípio de que a CPMF pouco ou nada foi utilizada somente para a saúde, somos totalmente contra esse imposto, pois já temos a maior carga tributária do mundo. É vergonhoso o governo Lula dizer que não tem dinheiro para a saúde dos brasileiros, se sempre correu para socorrer outros países com o dinheiro do mesmo povo que morre nas filas do SUS. Dinheiro não falta, o que falta é o empenho e a responsabilidade dos governantes. Portanto, chega de demagogia, tendo em vista principalmente que há milhares de cidadãos que se utilizam dos planos e seguros de saúde particulares. O novo governo não contará com a aprovação da volta dessa vergonha, assim esperamos.

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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ACHAQUE AOS BRASILEIROS

Depois do lindo discurso em que disse que pretendia impor racionalidade às finanças do País, e que não pretendia aumentar a carga tributária, eis que nossa recém-eleita presidente aceita - docemente constrangida - "discutir nova CPMF com governadores".

Não é que ela queira! É imposição dos governadores da base do governo, que não conseguem mais sustentar tanta farra do boi (aumento do número de funcionários públicos, adiantamento aos mesmos - vide Eduardo Campos em Pernambuco -, aumentos constantes ao funcionalismo, sem contar o ralo sem fundo da corrupção, do superfaturamento, etc., etc., etc.

É um pequeno sacrifício para cada brasileiro, diz o governador do Ceará, Cid Gomes.

Não, senhor, não é. Os brasileiros trabalham mais de cinco meses por ano para sustentar essa máquina inchada, ineficiente, que só visa a própria perpetuação, e não bem servir ao contribuinte, que é quem a sustenta.

Se eles não têm ideias de onde tirar recursos para a saúde, sugiro diminuir o número de funcionários públicos, exigir metas de desempenho, diminuir o número de deputados e senadores, diminuir o número de seus assessores, bem gerir as finanças públicas, como uma empresa privada e uma família honrada administram as suas.

Quero ver se não sobra...

Espero também que a oposição, que elegeu os governadores de muitos Estados do País, se posicione decididamente contra mais esse achaque ao bolso dos brasileiros que estudam, trabalham, se esforçam e veem o fruto de seu trabalho parar em outros bolsos.

Quanto ao discurso da recém-eleita Dilma Rousseff, podem esquecer! É possível que no futuro a História o julgue como outro exemplo de double-speak.

Tereza Sayeg, tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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CAMPANHA... E CAMPANHA

Durante sua campanha eleitoral para a Presidência da República, Dilma não se cansava de proclamar, dentre suas prioridades, que ia cuidar, principalmente, da saúde da população mais pobre, dando maior e mais rápido atendimento aos necessitados, acabando com as longas filas nos postos e nos longos meses para se obter uma consulta ou qualquer outra emergência, acabando, assim, com as longas filas de espera. Mas, nunca disse como obter os meios para tais despesas e promessas. Mas agora, firmemente instalada na curul presidencial, a conversa é outra! Retirado o biombo que escondia suas intenções para obter os meios para atender as suas promessas, vem ela, metaforicamente, para iludir seus eleitores e apaniguados, dizer que aceita discutir nova CPMF com os governadores que a estão pressionando para recriar aludido tributo para financiar a saúde. Pobres governadores, suas costas é que vão sofrer com as pauladas que virão! Que hipocrisia!

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

 

 

 

 

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TRIBUTO CIVILIZADO

A pesada carga tributária brasileira facilita a concorrência externa e inviabiliza a indústria nacional. Na contramão, Dilma nem tomou posse e ameaça ressuscitar a famigerada CPMF. Se administrar competentemente os recursos disponíveis, poderá, sem comprometer as promessas de campanha, nos quatro anos de mandato, até reduzir paulatinamente a carga tributária aos 25%, como era dez anos atrás, quando Aloizio Mercadante, cheio de razão, criticava severamente. Dilma tem maioria no Legislativo, tem a faca e o queijo na mão, basta agir para que a carga tributária retorne ao patamar civilizado, suportável. Só depende dela.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

 

 

 

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OS ABUTRES DE SEMPRE

 

 

A sra. Dilma ainda não tomou posse e já estão fomentando a volta da CPMF! Os abutres de sempre mudam suas penas, mas não tiram o olho da caça... O povo não vai aceitar isso. O Brasil mostrou-se nas urnas e a oposição tem o dever de se pôr em luta e impedir que tal vontade se encaminhe. Se a sucessora do Lula deu entrevista e se mostrou ajuizada, que seja coerente e trate de fazer bem a transição e, depois, trate de gerir bem o dinheiro público. Todos nós sabemos o quanto nosso dinheiro foi espoliado no atual governo Lula. O dinheiro não falta aos cofres. O que falta é a administração honesta e o respeito aos cidadãos. Sabemos que isso faltou e já prenunciamos que faltará no próximo governo. Ledo engano o discurso pseudoelegante e democrático. Não há trégua!

Maristela Veloso Campos Bernardo marisvcb@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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ORIGINALIDADE

 

A CPMF será um imposto totalmente diferente: de provisório passará a permanente.

 

Roberto Twiaschor, rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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VAI ENTENDER O PT...

Esperneou um bocado para evitar a criação da CPMF durante o governo FHC. Já no poder, esperneou mais ainda quando a oposição conseguiu derrubá-la. Agora, já discutem a sua volta quando Dilma Rousseff chegar ao Planalto. Sabem o que vai acontecer? Com os partidos opositores menos representativos e sem as grandes lideranças que ousaram contestar as atitudes de Lula durante quase oito anos de governo petista, não conseguiremos evitar a volta desse imposto, que, apesar de provisório, dói bastante no bolso. Como se já não bastasse pagarmos os maiores impostos do planeta.

Thiago C. Andrade thiagocandrade@gmail.com

Recife

 

 

 

 

 

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TRAIÇÃO UM

Ainda na ressaca das urnas, a coletiva imposta na praxe rotineira já denuncia a manobra vil: a CPMF é a bola da vez, patrocinada pelo vingativo sapo aposentando que não engoliu a derrocada de 2007.

A boneca, como de praxe, já acena com a desculpa a ser dada para implantar a volta do absurdo "saque na conta" dos brasileiros, reféns do terceiro mandato petista. Mais, entre risos e afagos, crava fundo e já anuncia o tratamento VIP a ser dado aos invasores de terras, a começar pela revisão das taxas de produtividade agrícola.

Pasme, nem acabou o ano, nem o sapo se recolheu aos seus milhares de novos imóveis, e a sapa-mãe-do PAC e tia do Israel Guerra denuncia, com voz grossa e dedo em riste, os rumos trágicos que já invadem o Natal, que será, certamente, com taxas maiores, menos propriedades e mais, muito mais, a vir por ano adentro. Parabéns aos eleitores democráticos e que Deus os possa ajudar, se não estiver possesso e desanimado.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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A SAÚDE PÚBLICA É UMA CACA

No dicionário do mestre Aurélio, merda, ou caca, se preferirem, é definida, entre outras, como coisa insignificante, ruim. E é a palavra que melhor sintetiza o nosso sistema de saúde há muito tempo. Um sistema de saúde que provoca mortes de pessoas nas filas de espera por todos os hospitais e prontos-socorros do País. Tornou-se corriqueira a queixa dos servidores da área de não poderem atender a população como ela tem direito pela falta de equipamentos e medicamentos, além de receberem salários incompatíveis. Ao mesmo tempo, nossos administradores públicos esbanjam recursos em obras insignificantes (que servem muito mais para os promoverem do que para atender aos interesses da população), em verbas desviadas pela corrupção, da qual somos famosos pelo mudo afora, e inclusive pelas benesses que nosso atual presidente andou distribuindo para os nossos "hermanos". Durante muitos anos nós fomos tungados pela famigerada CPMF, a qual não ajudou em nada a saúde, e agora, decorridos poucos dias após as eleições, governadores eleitos do PSB querem a volta da famigerada "contribuição" e já contam com a simpatia da presidente eleita, como noticiou o Estadão. E nem foram diplomados ainda e muito menos tomaram posse. Não dá mais para engolir essa história de socorrer a saúde com mais uma verba, pois é bem provável que o interesse desses governadores seja no sentido de aumentarem os caixas dos respectivos tesouros. Da mesma forma que ocorreu anteriormente, com certeza essa grana extra irá para vários setores da administração, mas muito pouco para a saúde. E as pessoas continuarão falecendo nas filas de espera dos hospitais. Tratem de ser melhores administradores e o governo federal pense primeiro na saúde do seu povo e depois na eventual distribuição de verbas aos países vizinhos, como fez com o Paraguai. Aí com certeza os respectivos caixas darão o suporte necessário à saúde. Aumentando ainda mais os impostos, que já são os maiores do planeta, qualquer um pode ser governador. Por que não propõem a criação de um imposto exclusivo para a saúde no lugar do IPI, do ISS ou outro qualquer? Isso seria pensar de fato na saúde, e não demagogicamente criar mais um imposto com essa desculpa esfarrapada, imposto que será de algum modo desviado na elaboração do Orçamento Programa.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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AGRADECIMENTO

No último dia 19 de outubro fui submetida a uma cirurgia de vesícula, através do SUS, no Hospital Universitário - Bairro do Butantã/SP.

Foi uma feliz descoberta. Chamou-nos a atenção o atendimento realizado de forma qualificada e humanizada, bem como a excelência de todos os profissionais envolvidos no procedimento.

Quero, através do Fórum, registrar meu profundo agradecimento ao dr. Marcos Barros, cirurgião que me operou, e à sua equipe, pela atenção e segurança transmitida, o que em muito contribuiu para o sucesso da cirurgia e minha recuperação.

O Hospital Universitário é uma referência que deve ser seguida, comprovando que é possível o sistema de saúde pública realizar atendimento com qualidade e respeito ao cidadão.

Marcia Vairoletti marcia_vairoletti@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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A DENGUE DE NOVO!

Os casos de dengue aumentaram. No ano de 2009, várias pessoas morreram por causa da dengue no Brasil. Não contando os casos em que a dengue agravou o quadro clínico de outros pacientes. O forte calor e as chuvas causaram o aumento dos casos. O calor facilita o desenvolvimento dos mosquitos transmissores. Vamos lembrar os cuidados para inibir a multiplicação dos insetos: evite água acumulada, mantenha o quintal limpo de pneus e recipientes que acumulem água e tampar as caixas d’água. Como estas pestes têm um ciclo, não estamos livres da dengue, e a vigilância é o melhor remédio. Com trabalho e oração iremos mobilizar a sociedade para que a solidariedade seja a fonte da vida.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

 

 

 

 

 

 

 

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CUSTO BRASIL

É assustador ler a matéria sobre os custos da Câmara Municipal de São Paulo, fato que ilustra muito bem por que o Brasil custa tão caro e com isso o resultado da carga tributária perversa. Se todas as Casas Legislativas (Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais) sofressem uma drástica redução de despesas, não haveria necessidade de pensar em CPMF e outros tributos. Para o Brasil ficar "socialmente justo" essa vergonha tem de mudar.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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VEREADORES

Gastos da Câmara Municipal crescem 80% em 4 anos (4/11, C1). Precisamos de um Tiririca na Câmara Municipal, para sabermos o que faz e para que serve um vereador.

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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MUDANÇAS NO FOMENTO PROVOCAM PROTESTO

Foi-se o tempo em que os artistas se mobilizavam por causas sociais, principalmente o pessoal do teatro, que teve participação ativa nos momentos mais críticos da ditadura, por exemplo. Hoje eles se mobilizam para defender os seus próprios interesses. É de espantar que a classe teatral e os profissionais da dança pleiteiem pagar menos impostos do que qualquer cidadão comum. E mais espantoso ainda, e até revoltante, que eles tomem dinheiro público (ou seja, dinheiro nosso) e não queiram fazer prestação de contas. Privilégios desse tipo eram, até há pouco, restritos à nossa apodrecida classe política, que sempre encontra um jeito de aplicar a lei de Gérson em seu proveito. É lamentável que os nossos artistas pensem da mesma maneira e reclamem para si esse tipo de vantagens, em evidente desprezo à transparência no uso dos recursos públicos e à população em geral, que os prestigia e aplaude.

 

 

Marco Carvalho mc4show@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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CISÃO

 

Sobre o pronunciamento em rede nacional, ontem, Lulla não tem autoridade moral para

conclamar os brasileiros à união, pois é elle o principal agente de cisão do País.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

 

 

 

 

 

 

 

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ADESISMO

A imprensa mostrou ontem alguns bichos, antes insuspeitos, subindo a escada da Arca de dona Dilma. Agora a fauna está completa, já pode partir.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

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POBREZA

O Brasil é mesmo um país sui generis. Primeiro elegemos um presidente que nunca leu um livro, agora uma presidente que nunca recebeu um voto. Tudo isso representa a pobreza da nossa vivência política e do processo eleitoral brasileiro, que até para decidir se um palhaço é analfabeto se mostra ridiculamente indeciso.

 

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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TERCEIRO TURNO?

 

Articulistas políticos questionam a recusa do Superior Tribunal Militar em fornecer dados sobre presos políticos durante o período do regime da ditadura militar. "Alunos pesquisadores" estariam interessados em saber mais detalhes sobre importantes personagens do atual cenário político brasileiro. Segundo a atual Constituição federal e a Lei 8.159/91 (que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados), todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular ou de interesse coletivo ou geral, contidas em documentos de arquivos, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, bem como à inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas).

Assim, e sem entrar no mérito da relevância dessas "pesquisas acadêmicas", é sabido que a disputa eleitoral findou com um vencedor, democraticamente escolhido pela maioria. O inconformismo dos derrotados deve ser amenizado para que o novo governo possa trabalhar e ser avaliado, já que não é possível realizar um terceiro turno.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

 

 

 

 

 

 

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NÃO ESCONDER A HISTÓRIA DO BRASIL

Bloquear acesso a fatos históricos não é próprio das democracias e da ampla liberdade de comunicação, que envolve não somente os acontecimentos atuais, mas também os pretéritos, como é óbvio. Resgatar todos os acontecimentos que se registraram sob a ditadura militar, indistintamente, é imperativo cuja inibição indevida levou o historiador Carlos Fico, do projeto Memórias Reveladas, a renunciar a seu cargo, ante a informação de que "os acervos estavam fechados". Isso, provavelmente, para blindar a campanha da presidente, no ponto em que poderia ter revelado sua participação em atos de oposição à ditadura mais radicais, o que seria incompreensível para um eleitorado cuja maioria não atravessou e não compreende o significado dos anos de chumbo. A história de José Mojica no movimento Tupamaros demonstra não só que o povo uruguaio compreendeu seu atos, como o próprio presidente se transformou e se demonstra um dos governantes mais racionais e sóbrios da América Latina, respeitando às inteiras as instituições democráticas. E fazer História não é violar a Lei de Anistia, cuja constitucionalidade, em sua destinação recíproca, já foi placitada pelo Supremo Tribunal Federal, ao mesmo tempo que é imprescindível para a superação dos erros do passado e a determinação de nossos destinos atuais. Agora, passada a justificativa, certa ou errada, do momento eleitoral, esperamos que os arquivos, principalmente os do STM, sejam escancarados aos historiadores.

 

 

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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AÇÃO CIVIL CONTRA MILITARES

Reportagem do "Estadão" informa que procuradores ajuizaram ação civil contra militares para ressarcimento de danos envolvendo tortura no período transcorrido em tal regime. Imaginei que a Lei da Anistia houvesse posto um fim a tudo isso. Porém, se a lei não impôs tal limite, eu gostaria de saber se foram identificadas as pessoas, que se acredita serem do sexo feminino, ocupantes de um automóvel que lançou uma bomba e matou um nosso jovem, quase menino, cumprindo o serviço militar e designado como sentinela na porta de um quartel. Não seria o caso, então, de se verificar a autoria e efetuar a cobrança em processo público? A morte não é pior que a tortura? Não seria o caso de se cobrar o prejuízo causado ao País por todos os envolvidos em tal período? Ou estamos diante de um caso, particularizado, apenas para agradar ao rei? Será que em nosso país há Justiça de um prato só?

 

 

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

 

 

 

 

 

 

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ANISTIA GERAL E IRRESTRITA

A notícia publicada na página A12 do Estadão de ontem, sobre ação contra torturadores, deixa uma perplexidade diante da Lei da Anistia ampla e irrestrita e a indagação ao Ministério Público, já que essa lei está sendo descumprida: por que, então, não iniciar procedimento público para punir também elementos guerrilheiros que praticaram sequestros, assassinatos, terrorismo, etc., que iria atingir muita gente do atual governo? Esse MP deveria conscientizar-se de que se trata de um revanchismo unilateral persistente, sem fim.

José Ávila da Rocha peseguranca@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUE COINCIDÊNCIA!

 

O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ação civil pública contra quatro militares acusados de tortura durante a ditadura. Entre as vítimas citadas na ação está a presidente eleita domingo passado, Dilma Rousseff. Os quatro são responsabilizados por torturas e seis mortes entre 1969 e 1970, durante o regime militar. Será que é pura coincidência, ou essa ação imediatamente após a eleição de Dilma é para determinar imediatamente a tendência corporativa do MP para os próximos quatro anos?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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PUNIÇÃO AOS TORTURADORES

O Ministério Público Federal está indiciando os militares que torturaram terroristas, inclusive Dilma. E quem vai indiciar esse mesmo bando de bandidos que em 1968, 1969 e 1970 assassinaram vários militares, inclusive meu colega de farda, o soldado Elias dos Santos, que foi morto na maior covardia pelo bando da Dilma?

Paulo Francisco Siqueira dos Santos paulosiqueirasantos@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

 

 

 

 

 

 

 

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A DITADURA DO ENEM

A quem interessam essas proibições absurdas? Fazer provas sem lápis e borracha é uma aberração! Por que só caneta preta? Quem são os interessados?

Ministro da Educação: V. Exa. vem tentando evitar que um pobre chegue à faculdade desde 2009, quando foi mudado o número de questões. Saímos de 63 questões para 200, depois de muitas reclamações diminuíram para 180. Agora mais estas novidades, estão de parabéns.

Marinaldo Rodrigues de Oliveira marinaldoro@bol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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NOVOS TEMPOS, VELHOS HÁBITOS

 

Em novos tempos para a República Federativa do Brasil com a eleição de Dilma Rousseff para presidente, vale a pena relembrar o trecho de uma circular, datada de 1794, direcionada aos funcionários públicos da França. Embora já tenhamos percorrido 216 anos de História, infelizmente o que a circular francesa preconizava ainda está longe de ser uma realidade na maior parte das nações instituídas e, em especial, na antiga colônia portuguesa.

O trecho abaixo é citado na obra "A linguagem da política", de Harold Lasswell e Abraham Kaplan, publicado pela EUB, em 1979. Eis a peça:

"O funcionário público, acima de tudo, deve desfazer-se da roupagem antiga e abandonar a polidez forçada, tão inconsistente com a postura de homens livres, e que é uma relíquia do tempo em que alguns homens eram ministros e outros, seus escravos.

Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram. As maneiras simples e naturais devem substituir a dignidade artificial que frequentemente constituía a única virtude de um chefe de departamento ou outro funcionário graduado.

Decência e genuína seriedade são os requisitos exigidos de homens dedicados à coisa pública. A qualidade essencial do Homem na Natureza consiste em ficar de pé.

O jargão ininteligível dos velhos ministérios deve dar lugar ao estilo claro, conciso, isento de expressões de servilismo, de formas obsequiosas, indiretas e pedantes, ou de qualquer insinuação no sentido de que existe autoridade superior à razão e à ordem estabelecida pelas leis - um estilo que adote atitude natural em relação às autoridades subalternas.

Não deve haver frases convencionais, nem desperdício de palavras."

O texto continua válido para a esmagadora maioria das pessoas que ocupam repartições públicas em pleno século 21.

Mesmo passados dois séculos de redação da circular, ainda se desconhece o que são as maneiras simples e naturais, decência, genuína seriedade, clareza, isenção de expressões servis. Isso nos menores níveis do organograma do poder público. Quanto mais se "eleva" a função, pior fica o entendimento.

Quem ocupa cargo eletivo, nos tempos que chamamos modernos, se parece mais com discípulos aplicados dos tipos de governantes que deveriam ser esquecidos em suas formas de governos, e não imitados ao pé da letra.

Prefeitos, vereadores, deputados, governadores, senadores, presidentes da República, embora sejam apenas funcionários públicos com respeitáveis salários, mais se parecem com os reis e rainhas que dominavam à revelia do povo e que a este mesmo povo que os aclamava tratavam como lacaios.

A circular bicentenária apresenta traços do que se convencionou chamar de "cidadania" tal qual idealizada pelos gregos na Grécia antiga. Contudo, esta cidadania ainda não foi sequer entendida, quanto mais exercida pela imensa maioria da população mundial.

O texto tem um tom levemente jocoso acerca das ideias que, naquele momento da Revolução Francesa, eram consideradas superadas e dignas de esquecimento. "Sabemos que as velhas formas de governo já desapareceram: devemos até esquecer como eram." Critica-se aqui o poder absolutista dos reis, por exemplo, que nessa época já não tinham a hegemonia da aceitação popular nem contavam com unanimidade entre os membros das cortes.

A observação do passado sempre serve para que se possa agir melhor no presente e, assim, ter um planejamento mínimo para o futuro. Contudo a maior parte dos nossos governantes, em todas as esferas, é ignorante o suficiente para nem sequer conhecer os valores éticos e morais que deveriam ser intrínsecos à sua personalidade. Se não têm conhecimento ou não reconhecem sua importância, como poderão exercê-los?

Emanuel Moura moura.emanuel@gmail.com

Várzea Paulista

 

 

 

 

 

 

 

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HORA DA BARGANHA

Para elegerem a primeira presidente do Brasil, fizeram uma aliança com dez partidos e já deram início às barganhas de cargos, que farão nos decorrer dos próximos meses, o conhecido "festival da alegria" dos aliados. Negociam tudo, principalmente a presidência do Senado e da Câmara dos Deputados, os Ministérios, secretarias, chefias e todo tipo de cargos públicos e nas estatais, além de manter a grande maioria daqueles que já desfrutam essas "vantagens" dos últimos oito anos, tudo por conta do erário, ou melhor, tudo por conta do povo brasileiro. É por isso que os "experts" em política afirmam a necessidade da alternância do poder, justamente para evitar a transformação do País em uma empresa "particular". O eleitor quis assim, assim continuará!

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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A INGRATIDÃO DO LULA

O presidente Burla teve a cara de pau de reclamar que durante todo o seu mandato foi injustamente perseguido pela oposição. Muito pelo contrário, se nesse período o Cambalacho Nacional não fosse tão covarde, seu governo teria terminado em 2005 via impeachment pelo escândalo do "mensalão", Ele passaria o resto do mandato pescando no Riacho Grande lambaris de 20 gramas e contando papo que eram tilápias de 2 quilos. Mal agradecido ele, não é mesmo?

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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FHC, DE NOVO!

De FHC, sem medo de ser feliz, sobre o PT: "A ideologia é a mesma, lutou-se pelo poder"...

É isso aí!

Quando se pensa que a humilhação terminou, sempre podemos contar com um sincero FHC, que, deixando a máscara cair, em perpétuo genuflexo ao poder lulo-petista dilmônico (que gozosamente não se cansam de sodomizar nas urnas esses estranhos tucanos há três eleições presidenciais seguidas), conta a verdade sobre esta pantomima circense-eleitoral que uns poucos sempre souberam existir, não passando mesmo disto, ou seja, que no circo democrático Brasil o que parece ser uma eleição, na verdade, nunca passou de uma briguinha familiar entre priminhos ideológicos, em que vale até mesmo xingar o "titio" FHC, que no final das contas ele perdoa...

Também é deveras muito estranho esse tal circo Brasil, pois é o único no mundo onde uma imensa massa de "palhaços", que pagam muito caro o ingresso, sentam-se anos a fio na arquibancada, indo só de quando em quando, convocados, ao centro do picadeiro onde a família político-circense nacional, fingindo que eles têm alguma importância, em uníssono e bem atuando, fazem de conta que os levam a sério!

Em resumo? Procura-se Oposição em nome do bobo, digo, do povo!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

 

 

 

 

 

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COMPRA DE VOTOS

Passadas as eleições, e refletindo sobre o legado de oito anos de PT que "noço guia" pretende publicar em breve, devo confessar que pouco tenho a me orgulhar, já que vi aqui, na região ABC, uma das piores demonstrações de total falta de decoro, através da compra de votos pura e simples pelos membros da militância petista da região, onde os mais necessitados e com baixíssimo nível educacional receberam churrascos, almoços em bares e padarias de São Bernardo do Campo, culminando, na quarta e na quinta-feira da semana da eleição, com a distribuição de caixas de leite entre os moradores da periferia (Ypê, Jardim do Lago, Café São Bernardo, etc). É incrível, mas o mesmo já havia se passado durante a última eleição para a prefeitura, quando os mesmos militantes (normalmente cabos eleitorais dos vereadores e deputados petistas da região) chegaram a arrancar dinheiro dos bolsos e "pedir o voto no homem" e distribuir fraldas descartáveis às mulheres que haviam dado à luz. Como de praxe, não houve punições. É realmente lamentável o retrocesso que estamos testemunhando e chego a imaginar que, se isto ocorre na rica região do ABC, o que não deve se passar nos rincões de nosso País?

Precisamos cada vez mais de uma sociedade vigilante e uma imprensa livre que acompanhe os escândalos não apenas em época de eleições, mas continuamente, já que este parece ser o único antídoto contra a impunidade.

 

 

Atenciosamente,

 

 

Denise A. Gorab Leme gorableme@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

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RODOANEL

O resultado da concorrência para o pedágio do Trecho Sul e a construção do Leste deixa fumus de perplexibilidade nas pessoas de meridiano conhecimento. Um vencedor com lance 63% inferior ao preço-base é um resultado que aponta para alguma(s) efetiva(s) irrealidade(s). Estas vagueiam por alguns questionamentos dentro de um sem-número de dúvidas, tais como: Os cálculos feitos pela DERSA para a fixação dos preços-base são corretos ou absolutamente irreais? Os técnicos da mesma DERSA estariam absortos pela incompetência? O vencedor da contenda é o detentor da verdade dos preços? Ou apenas se lançou numa aventura sem rumos, mas contando com renegociar os preços num futuro próximo, como ocorreu com o Trecho Oeste? Este grupo tem expertise para essa atividade? Ou apenas o tem no abate bovino e nas peripécias contadas pelo Estadão, pág. E8 de 5/11? Se os preços-base da DERSA são irreais, teriam os demais competidores sido ilaqueados nos seus entendimentos e levados a erro na apreciação do tema? Penso que tudo deve ser investigado amiúde e o governo do Estado deve explícitas explicações, antecedidas da suspensão e/ou anulação da contenda.

 

Roberto De Divitiis roberto@divitiis.adv.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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MARGINAL DO TIETÊ

A queda de braço movida pelo Ministério Público de São Paulo contra a empresa de Desenvolvimento Rodoviário, a Dersa, por falhas na sinalização da Marginal Tietê torna o caso mais caro. Explico: se a Dersa for obrigada na Justiça a pagar a multa milionária, será usado dinheiro do Tesouro paulista. O dinheiro público é resultado dos impostos pagos pela população e certamente voltará para ser aplicado na Marginal ou em outra obra viária. Creio que seria mais barato resolver o caso de outra forma. Ou esqueceram que o custo dessa queda de braço é alto e pago com dinheiro dos impostos pagos pela população?

Valdeir Celestino de Oliveira vcelestinodeoliveira@yahoo.com

Cotia

 

 

 

 

 

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GP BRASIL

Enfim, o esperado GP Brasil vai acontecer no final desta semana. Infelizmente, nenhum piloto brasileiro em condições de disputar o título. Entre os cinco pilotos da ponta, a chance parece apontar para Mark Webber, da Red Bull, e Fernando Alonso, da Ferrari. Sebastian Vettel, da Red Bull, Lewis Hamilton, da McLaren e Jensen Button, da McLaren, não estão descartados da corrida pelo título, mas as chances são pequenas. Se o desfecho final repetir o que aconteceu em 2007 e 2008, pode ser que venhamos a ter como campeão um dos três menos cotados. Nos últimos anos, a zebra tem insistido em marcar a sua presença e prevalecer nos resultados.

Os pilotos brasileiros não tiveram sorte neste ano. O melhor na pontuação entre os brasileiros é Felipe Massa, da Ferrari, seguido por Rubens Barrichello, da Willians. Felipe Massa, apesar de ser um ótimo piloto, a sorte não sorriu para ele e vai ter de contentar em ajudar o espanhol Alonso a conquistar o terceiro título. Pela garra, determinação, arrojo e fama de melhor piloto da F-1 dos últimos tempos, tem impactado nos últimos GPs. E é possível que ele venha a emplacar o seu terceiro título. Alonso tem mostrado que não dorme em serviço e sabe o que quer.

O veterano Rubens Barrichello, da Willians, não deixa de ser um ótimo piloto, mas, infelizmente, a sua máquina não lhe dá condições de sonhar com o título. A verdade é que Barrichello perdeu uma grande chance de se tornar campeão quando correu pela Brown, no ano passado. Dificilmente surgirá uma nova chance tão grandiosa. Mas nada é impossível para quem busca sem esmorecer. Para os pilotos estreantes deste ano, espera-se que apareçam equipes interessadas no desempenho deles e que, sejam times em condições de lutar pelo título.

Os excelentes pilotos como Sebastian Vettel, da Red Bull, Lewis Hamilton e Jensen Button, ambos da McLaren, estão em grandes equipes, mas por circunstâncias imprevisíveis estão com chances reduzidas neste campeonato. Dos três ora citados, o Vettel, apesar de ser um excelente piloto, a nova revelação como futuro Schumacher, repete os mesmos erros que Hamilton cometeu em 2007 e por isso perdeu a grande chance de se tornar o campeão por antecipação e ser o mais jovem da atualidade. Enfim, no domingo, na pista de Interlagos, as emoções vão tomar conta dos fãs da F-1 e se a determinação de Fernando Alonso prevalecer é possível que ele se torne o novo tricampeão.

Paul Morin (Paulo Hirano) paulmorin2002@terra.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

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PROMOTOR AMEAÇA MASSA

É absurdo - e risível - que o promotor de Justiça Paulo Castilho tenha ameaçado o piloto Felipe Massa, da Ferrari, de prisão, caso "facilite as coisas" para o seu colega de equipe Fernando Alonso, no GP Brasil de Fórmula 1, neste domingo, em Interlagos. É o tipo de comentário que depõe contra a imagem do Ministério Público e do próprio Brasil no cenário internacional, tornando-nos alvo de piadas, chacotas e desmoralização pelo mundo afora. Seria cômico se não fosse trágico.

 

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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É DEMAIS

Ora, sejamos realistas. Ajudar uma íngua igual ao Fernando Alonso a ser campeão mundial de Fórmula 1 é demais para nós, brasileiros.

Acostumados com pilotos talentosos como Fittipaldi, Piquet e principalmente o inesquecível Senna, não dá para ficar de coadjuvante nessa categoria que tantos títulos e emoções nos proporcionou.

É um futuro pé de chinelo a caminho?

 

 

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EMPATE NO FUTEBOL

Não poderia deixar passar em branco a inteligentíssima sugestão do colunista Wagner Vilaron para que a Fifa estabeleça que em caso de empate de 0 x 0 nenhuma das equipes ganhe ponto e deixe como está a pontuação de empates com gols, os quais muitas vezes acontecem em jogos emocionantes.

 

 

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

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COPA DE 2014

 

Na questão Copa do Mundo de 2014, é importante o governo paulista e a Prefeitura de São Paulo persistirem no que é papel do Estado realizar com dinheiro público: investimentos em infraestrutura, no sistema viário e transporte público. À iniciativa privada cabe investir para lucrar muito com a realização da Copa no Brasil. Não é papel do BNDES financiar com dinheiro público, a juros modestos, as ações que grandes empresas devem suportar, como fazem a cada Mundial mundo afora.

Tiago Vinícius Matos matostv@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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COPA EM SÃO PAULO

 

Será que ninguém percebeu ainda que o sr. Ricardo Teixeira não quer a Copa do Mundo de 2014 aqui?

E agora que a Dilma foi eleita vai tentar colocar a abertura em Porto Alegre (RS) ou vai ficar em Brasília. Esperemos para ver.

 

Nelson Piffer Jr. pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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