Cartas - 08/03/2011

CARNAVAL

, O Estado de S.Paulo

08 Março 2011 | 00h00

Ainda é

Impecável, o artigo de Miguel Reale Júnior (Era carnaval, 5/3, A2) retrata com brilho o que é hoje o carnaval no Brasil: um espetáculo que perdeu a espontaneidade característica das diversas manifestações de antigamente. Acrescentaria apenas que, como no famoso conto de Machado de Assis, não foi o carnaval que mudou, fomos nós. Afora as escolas de samba milionárias, persistem os blocos familiares e as brincadeiras, principalmente nas pequenas cidades. Ontem, por exemplo, houve um encontro histórico em minha pequenina Gravatá (PE): a reunião de cinco grandes bandas para tocar exclusivamente frevo, ritmo que sobrevive em Pernambuco.

FLÁVIO TINÉ

flavio.tine@gmail.com

São Paulo

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MENSALÕES

O carnaval de Roriz

Será que, depois de ver nas telas da TV o filme em que aparece recebendo din din de Durval Barbosa e pondo-o numa sacola, a deputada Jaqueline Roriz ainda teve ânimo para pular o carnaval?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Salvos os indecorosos

A manobra nas regras do Conselho de Ética da Câmara que pode livrar Jaqueline Roriz de um processo por quebra de decoro foi feita à época do mensalão do PT e contou com o voto e os argumentos do atual ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, que tinha como estratégia garantir os direitos políticos de vários deputados. Saber dessa manobra ajuda a confirmar que de fato o mensalão existiu, mas, conforme argumento do atual ministro, os eleitores anistiaram os acusados ao elegê-los. Resta saber como vai se comportar o Supremo Tribunal Federal na decisão do mensalão, pois enganar o povão tem sido tarefa muito fácil aos parlamentares brasileiros. Pobre Brasil, puseram as raposas para tomar conta do galinheiro.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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ENCHENTES

Pacote do governo

Das obras que fazem parte do pacote antienchente anunciado na sexta-feira pelo governador Geraldo Alckmin, a remoção dos detritos que assoreiam os Rios Tietê e Pinheiros é a mais significativa - mais importante, para os paulistanos, do que a ampliação das pistas das Marginais do Tietê. Esse trabalho de dragagem será complementado com a construção de muros de até 1,5 m de altura - mais um aleijão arquitetônico na cidade - para assegurar o tráfego de veículos nos trechos de nível mais baixo da Marginal nas épocas de chuvas. Quanto ao aumento do bombeamento das águas do Tietê para a Represa Billings pelo Rio Pinheiros, de fato poderá, pelo menos no curto prazo, amenizar as enchentes do Tietê, mas em detrimento, novamente, da qualidade de vida da região metropolitana. Nós precisamos parar de nos contentar com obras quebra-galhos e começar a devolver aos nossos rios as suas várzeas, já que está comprovado que a cidade não tem área suficiente para a construção dos 90 piscinões necessários para contornar o estrago feito.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Só diques?

As inundações na Marginal do Tietê ocorrem nos trechos em que as pistas são rebaixadas para permitir a passagem de caminhões mais altos sob as pontes. Conclusão: o problema é a igualdade de altura entre as faixas por onde circulam esses veículos e os carros de passeio. Isso seria minorado com certa facilidade por meio da elevação do nível de algumas faixas nesses trechos, separando-as das demais por muretas baixas (como em New Jersey).

RAUL POMPÉIA DE M. FILHO

ricluc@hotmail.com

São Paulo

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Rezemos

Quantos projetos contra as enchentes já foram anunciados e não concluídos? Este é mais um para levar o nosso dinheiro... O governador diz que, se não chover muito, os muros resolvem. Então o plano é rezar? Onde está o planejamento para que a cidade não cresça sem o necessário crescimento da infraestrutura?

CARMINE MAGLIO NETO

carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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Trabalho de Sísifo

Sou formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da USP, turma de 1948. Em 1949 iniciei minha carreira profissional no Departamento de Obras Públicas de São Paulo, onde trabalhei com Prestes Maia, Pedro França Pinto, Alberto de Zagottis, Américo Bove, entre outros de saudosa memória. Acompanho há 62 anos, pois, o problema das inundações na capital. Com base em muitas pesquisas, estudei o sistema de drenagem profunda da Cidade do México (2 mil metros acima do nível do mar), de 1910, em que a construção de poços profundos e túneis permitiu conduzir as águas pluviais para o Golfo do México. No caso do Planalto de São Paulo (720 metros acima do nível do mar), a solução poderia ser idêntica. Da região do ABC, com poços e túneis, as águas pluviais seriam lançadas ao mar em Praia Grande, no litoral. Da região oeste seriam conduzidas para um lago a ser aberto no vale do Rio Juqueri, num local hoje coberto de eucaliptos e sem habitações. Combato o rebaixamento da calha do Tietê desde 1987, por considerá-lo obra inútil e perdulária. Questionei-a na Justiça, por meio do Processo n.º 325/88, que tramitou na 3.ª vara cível do Fórum João Mendes, com ganho de causa. O Ministério Público deveria pedir que o processo fosse desarquivado, a fim de o Estado ser ressarcido dos prejuízos advindos dessa obra, que se compara ao trabalho de Sísifo: realmente inútil.

BRAZ JULIANO

bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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DIA DA MULHER

Homenagem

A propósito do dia dedicado às mulheres, não há como esquecer o nome de Aracy Guimarães Rosa, falecida dias atrás aos 102 anos, como exemplo de coragem e amor ao próximo. Esposa do então diplomata João Guimarães Rosa, Aracy arriscou a vida no consulado brasileiro em Hamburgo, concedendo vistos brasileiros a judeus, alimentando-os e abrigando-os na época do Holocausto. Uma homenagem extensiva a todas as mulheres pela coragem e pelo amor com que lidam com os problemas da vida.

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE

pptrindade@ig.com.br

São Paulo

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Dois portos são fechados na Líbia

Violência impediu operações dos terminais. Um milhão de pessoas precisam de assistência no país

"Kadafi sempre argumentou que seu regime não é uma ditadura. Tentou convencer a comunidade internacional nesse sentido. Contudo, ele é quem detém o controle das Forças Armadas."

MANUEL DA CUNHA CARVALHO

"O Kadafi está acabado, mas é insistente tal qual os nossos políticos de carreira."

EDIVALDO CAMARGO

"O povo está fazendo um êxodo para a África Central."

EDUARDO SARTORI

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Os idosos e as mulheres fazem a diferença

Foi comemorado no dia 27 ultimo o dia nacional do idoso. Não por acaso também em 08 de março será a vez das mulheres, decididamente não pode ser apenas mais uma efemeridade no calendário. Mas sim transformá-lo em momento de reflexão sobre um tema como é esse. O aumento da expectativa de vida do brasileiro é um bom sinal, envelhecer é próprio da natureza humana. A criança ou jovem, desde que não morra antes, por doença ou acidente, será velho um dia. Hoje cerca de 21 milhões de brasileiros tem 60 anos de idade ou mais. O Brasil é hoje o sexto país no mundo em numero de idosos. O percentual de pessoas nesta faixa etária, aliás, que gira em torno de 10% da população total, cresce a cada ano. A valorização de hábitos saudáveis, a evolução da medicina, dos tratamentos e da indústria farmacêutica também ajudam a aumentar cada vez mais a idade máxima. A busca por lazer e entretenimento, por sua vez, fazem com que as pessoas envelheçam com qualidade de vida. Apesar de uma legislação importante como a do estatuto do idoso, implementada em 2003, a situação geral dos mais velhos no país ainda esta muito além do ideal. A maioria, após longa jornada de trabalho e contribuição para com o processo do país, recebe como pagamento uma aposentadoria miserável, que mal da para suprir as necessidades básicas de alimentação e remédios. Muitos sofrem privações amontoados nos corredores do ineficiente e irresponsável serviço publico de saúde. Outros são explorados pela própria família, de forma vil e torpe. Os idosos assim como as mulheres merecem atenção, carinho, respeito. Os idosos tem muito á nos ensinar. Eles merecem mais que um dia, um brinde e vida longa aos nossos velhinhos.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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O suor e o trabalho delas

Com exceção dos geniais produtores da Disney, esse mundo de princesas encantadas, definitivamente não existe. Pode até ser um lugar comum. Mas, ao menos no Brasil, as belas se tornam feras com garras muito afiadas. Num País como o nosso, com dimensões continentais, segundo estudos do IPEA ''de 2001 a 2009 a proporção de famílias chefiadas por mulheres subiu de 27% para 35%. Brasileiras que têm mais anos de estudo, se dividem entre o trabalho e os cuidados com a casa, ganham menos e trabalham mais.'' Em seu primeiro discurso, a presidente Dilma Rousseff determinou que a educação deve ser prioridade. E mais: se o nosso país tiver que ter fome, que seja fome do saber. Palavras encorajadoras, sem dúvida, numa terra onde milhões de mulheres acordam cedo e trabalham tanto para alimentarem seus filhos, muitas vezes até os seus companheiros e, por vezes, algum tipo de sonho delas mesmas. No Dia Internacional da Mulher, todo o nosso respeito e admiração por essa heroína que pode ser muita coisa, menos frágil e medrosa. A brasileira que em seu dia a dia enfrenta todo tipo de adversidades, bruxas e outros monstros. Que não depende de ninguém para fazê-la feliz. Que além de Deus ao seu lado, possui uma extrema capacidade de superar seus limites dispondo de uma garra afiada, sempre a postos para defender os seus e o que é seu por direito.

José Maria Cancelliero rank@uol.com.br

São Paulo

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Conselho de Ética e Jaqueline Roriz

Há quem ainda negue que muitos disputam mandatos apenas pela impunidade que o cargo oferece, através do famigerado foro privilegiado. O conselho de ética da câmara - em minúsculo, por favor, admite que até o mais perigoso assassino, estuprador, ladrão e corrupto não seja condenado, desde que seus crimes tenham sido, mesmo que de forma inquestionável e/ou para promover sua campanha eleitoral, cometidos antes da eleição. Haja vista os rorizes, mensaleiros, etc., etc.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Força ou farsa!

Gostei de ler a opinião do leitor Luiz Nusbaum sobre o conhecidíssimo Paulinho da Força ou melhor da farsa. Fez de tudo e lambeu da cabeça aos pés os deputados e senadores do PT para ser absolvido pelo Conselho de Ética quando foi acusado de desvio de verbas do BNDES. Será que os petistas dos quais o pseudo líder trabalhista diz estar de "saco cheio" não poderiam reabrir aquele caso para que os brasileiros soubessem de quanto foi o rombo? Seria uma boa começar nova faxina no congresso. Será que, porque existe aquele ditado de que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão, o mesmo serve para políticos que engana políticos? A conferir.

Lucio de Castro Mendes lucio1290@yahoo.com.br

Jundiaí

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Andrea Matarazzo no Wikileaks

Não faz sentido essa celeuma em torno de supostas declarações do Secretário da Cultura, Andréa Matarazzo sobre o gov. Alckmin, reveladas pelo Wikileaks. Se de fato houve, foram comentários com um embaixador americano em circunstâncias idas, em 2006, portanto em outro contexto. E, se o Sr. Andréa referiu-se à posição religiosa do Sr. Governador, não vejo qual seria o problema em fazê-lo, uma vez que este é sabidamente um homem de princípios, ético, honesto, eficiente e genuinamente preocupado com o bem estar do povo paulista. Assim, o que se pode deduzir do frisson causado pelas revelações é que não há nada de relevante em relação a esses dois excelentes homens públicos que possa danificar a boa relação entre ambos. Apostar no contrário é bobagem, pois o Sr. Matarazzo é conhecido pela sua integridade, inteligência, simplicidade, eficiência e sobretudo, lealdade e o governador certamente é capaz de perceber o que estaria por trás de tanta ênfase ao episódio. Há coisas bem mais importantes e absurdas a serem tratadas na esfera federal que, aí sim, são de causar arrepios de angústia.

Eliana França Leme efleme@terra.com.br

São Paulo

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Não basta

A ponte Santos-Guarujá, de que trata a reportagem (Estado, 4/3), destina-se principalmente a atender a grande demanda de transporte de carga no fundo do Estuário, mas nem de longe resolve o problema da travessia de veículos leves na Ponta da Praia. Ali atravessam anualmente quase 9 milhões de automóveis e motos pagando mais de R$ 60 milhões em pedágio, que literalmente se transformam em fumaça das balsas. Há anos a população da Baixada arca com custos que, se direcionados para um contrato adequado de concessão, já teriam sido suficientes para implantar uma ligação seca, sem custos para o Estado. Em vez disto, soluções têm sido prometidas há mais de 70 anos sem qualquer resultado prático. Os equívocos da escolha do tipo de obra para a ligação têm sido uma das principais razões de tantas idas e vindas nesse assunto de tanta importância para a Região Metropolitana da Baixada. O último deles foi a contratação pela Secretaria de Transportes do Governo do Estado de um projeto básico de uma ponte estaiada com tabuleiro a 80 metros de altura. A obra é inviável, como será mostrado adiante. Além disto, foi um equívoco trazer para o Estado - carente de recursos para investimento em infraestrutura - a responsabilidade financeira por um empreendimento para substituir um serviço que a população já paga. A ponte não é a solução mais adequada para a travessia da Ponta da Praia. Pretende-se com a altura de 80 metros do tabuleiro atender ao requisito do gabarito de navegação, mas nem isto se consegue. Enquanto a maioria dos navios em operação hoje no porto poderia passar sob a ponte, o mesmo não aconteceria com plataformas para exploração de petróleo, cujas alturas passam de 100 metros, e que necessitam de um porto para manutenção. Privar a Cidade de Santos desta lucrativa atividade no início da exploração do pré-sal não é muito sensato. Além disto, urbanisticamente, a solução é um desastre. A grande altura exige rampas de acesso quilométricas em cada cidade. Ou seja, Santos e Guarujá ganharão seus Minhocões, com toda a degradação que se conhece, por exemplo, na Avenida Amaral Gurgel na Capital. Enquanto em muitas cidades no exterior se demolem as vias elevadas que andaram em moda nos anos 70, não seria sensato construí-los agora. Como se não bastasse, a ponte resulta num trajeto de mais de quatro quilômetros para a travessia de um curso d?água de apenas 400 metros. Quando se computam os acréscimos desnecessários de custo operacional dos veículos, de tempo dos usuários e de tráfego nas duas cidades, a ideia da ponte desmorona. A solução usada em larga escala para travessia de cursos d?água urbanos em que as margens têm pequena elevação é a de túneis imersos. Consistem de galerias pré-moldadas montadas em uma vala dragada a pequena profundidade. A extensão das rampas de aproximação é mínima. Além disto, como tais rampas são enterradas, seu impacto é muito reduzido. As peças pré-moldadas podem acomodar células separadas de faixas para veículos, bondes e bicicletas. Em Roterdã, na Holanda, o Túnel Maas é dotado de escadas rolantes para agilizar a travessia de ciclistas. Aquele túnel tem dimensões muito próximas de extensão e profundidade do que pode vir a ser um túnel na Ponta da Praia. E o grande número de ciclistas que viajam diariamente entre as duas cidades é um requisito que a ponte não atende.

Tarcísio Barreto Celestino tbcelest@usp.br

São Paulo

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Ponte Santos-Guarujá

Li sobre o novo projeto da ponte Santos-Guarujá. Nasci em Santos, morei lá até os 17 anos e meus pais, irmã e família dela ainda moram nesta cidade. Assim, vou sempre pra Santos nos finais de semana e muitas vezes para o Guarujá. Como minha família mora entre os canais 5 e 6, é muito mais perto e rápido pegar a balsa do que ir para a Piaçaguera. O projeto inicial era construir a ponte onde estão as balsas, justamente para poder ou desafogar ou substituí-las, para facilitar o trânsito das pessoas que estão na orla ou arredores já que a estrada é distante. O projeto atual liga novamente 2 rodovias e distante do ponto da travessia de balsas. O que este projeto tem por meta??? Não vai mudar em nada o que já existe e alguém ou ''alguéns'' vão ganhar muito dinheiro! Viva o Brasil!

Alexandre Podgaeti alexpod@terra.com.br

São Paulo

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Muros nas Marginais

Li, estupefato e com atraso de um dia, a notícia sobre a construção de muros ao longo das Marginais de São Paulo pelo governo do Estado (Cidades, C1, 05/03)

Estupefato, pois julgo que os idealizadores do projeto se esqueceram da Lei dos Vazos Comunicantes. Ao bombearem as águas sobre as Marginais para o Tietê, o nível do mesmo deverá se elevar, afogando mais ainda as fozes dos córregos que nele desaguam (Tamanduateí, Aricanduva, Pirajuçara, etc.). Portanto, o sistema proposto vai piorar ainda mais o drama da população que ali reside, e sofre. Estupefato, pois as obras contemplam também a instalação de dois reservatórios com capacidade de 1 milhão de metros cúbicos. Esse volume é totalmente inócuo. Basta uma chuva de 10mm sobre uma área de 10km x 10km (100km2) para se atingir esse volume. Sabemos que essa não é a realidade paulistana. É muito pior. Chuvas de 70mm já ocorreram muitas vezes sobre São Paulo, cuja área urbana é muito maior. O que farão os moradores? Insisto que a solução por mim já apontada antes neste mesmo ESTADO coincide com o diagnóstico do Prof. Dr. Julio Cerqueira Cesar Neto, professor de engenharia hidráulica, ou seja, drenar as águas pluviais de Região Metropolitana para o estuário de Santos, seja por túnel (como propõe o emérito professor), ou por sifonamento, conforme minha proposta. O resto é mero paliativo (ou engodo). Com a palavra o Dr. Geraldo Alckmin.

Geert J. Prange prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

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Pedágio, obras e acidente

No domingo (6/3), por volta das 11 horas, vindo para o Rio, vi um acidente horroroso entre um automóvel e um ônibus. Foi uma batida frontal que arrancou toda a frente do veículo de passeio. O valor do pedágio, R$ 15 nos fins de semana, é extremamente caro para a estrada que é oferecida aos usuários. Tivesse o muro separando as pistas acidentes como esse seriam evitados, pois certamente outros advirão, sem que as autoridades tomem as medidas imprescindíveis junto as concessionárias para que deem aos mesmos toda a segurança possível.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Estradas na capital

Sugestão para os painéis informativos nas rodovias que chegam a São Paulo: não adianta correr, São Paulo já tem 200 km de vias congestionadas. E deixem os motoristas pensando nas possibilidades: excesso de veículos, acesso de chegada a cidade esburacados, lentidão nos pedágios do Rodoanel, os marginais roubaram a fiação de túneis e avenidas, será que choveu e a chuva alagou as Marginais e túneis deixando-os intransitáveis, o temporal derrubou árvores e desligou semáforos... Enfim, bem vindo a São Paulo.

Angelo Antonio Maglio angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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Mortes no feriado

A verdade dói e não dói por acaso, ela costuma ser óbvia e o obvio, regra geral, não é percebido pela maioria das pessoas, inclusive pelos que formam opinião. Para piorar, a palavra no Brasil não vale pelo seu significado, mas pela importância de que a profere. Sendo assim, recolhido na minha insignificância, usarei ela com a consciência de que poucos me ouvirão. Aos que não passarão daqui, isso não me desanima... Por que tantas pessoas continuam morrendo nas rodovias federais que atravessam o país todos os feriados, mesmo com as campanhas e apelos da imprensa, de ONG´s e das autoridades? Existem várias razões para isso, mas o óbvio, como já falamos, continua dando lugar às aparências e ao discurso oficial evasivo e por vezes irresponsável. Todas as vezes que atribuímos à imprudência e as chuvas a causa para as mortes, nos afastamos da realidade e deixamos de avançar para encontrar soluções definitivas para o fenômeno. A indústria automobilística brasileira produz carros cada vez mais potentes, em número cada vez mais elevados. Ano após ano, o acesso ao carro torna-se mais fácil, através da melhora na renda e da disponibilização de crédito fácil para se adquirir um carro. Nosso transporte coletivo vai na contra mão da história e não melhora, incentivando as pessoas a comprarem mais carros. Mais veículos emplacados, mais individuo despreparados para dirigi-los em estradas cada vez mais movimentadas e sem estrutura. "Dados divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelam que a frota brasileira teve aumento de 8,4 % em 2010, totalizando 64.817.974 veículos em todo o país. O estado de São Paulo lidera na quantidade de veículos (20.537.980), seguido por Minas Gerais (7.005.640), Paraná (5.160.354), Rio Grande do Sul (4.808.503) e Rio de Janeiro (4. 489.680)". Com efeito, nossas rodovias continuam as mesmas de 60 anos atrás. Elas foram construídas para atender um modelo de veículos que não existe mais, quase todas com pistas simples, sem proteção de concreto ou aço entre uma pista e outra. Exceto em São Paulo, onde as rodovias evoluíram, o que divide a vida e a morte na maioria das estradas brasileiras são duas faixas de 15cm de largura, que não dão espaço para erros. O problemas é que erros acontecem, motivados por várias razões, inclusive a imprudência. E todas as vezes que um imprudente comete um erro, ele afeta um outro motorista e sua família, que são cumpridores do seus deveres. Portanto a causa de mortes nas rodovias não é da imprudência, uma vez que sobre ela, não há meios do Estado agir, mas do modelo de rodovias que permite colisões frontais. Poucas pessoas sabem, mas 83% das mortes em rodovias federais acontecem por colisões frontais que poderiam ser evitadas, se as pistas fossem separadas ou possuíssem barreiras físicas de concreto ou aço entre elas. O que mais mata são as batidas de frente que acontecem por vários motivos e não só pela imprudência. É quase impossível imaginar todas as rodovias devidamente duplicadas, que seria o ideal para justificar os impostos mais caros do mundo. Pagamos impostos de primeiro mundo e recebemos em troca serviços de países de terceiro mundo. Como duplicar todas é inviável economicamente, pelo menos as rodovias federais com grande fluxo de veículos deveriam já ter sido duplicadas a muito tempo. A imprensa não dá nomes, prefere cobrar das entidades ou do governo central que não tem rosto e isso agrava ainda mais a situação, já que os verdadeiros responsáveis (MINISTRO ALFREDO NASCIMENTO e seus ACESSORES) continuam blindados, inertes e com a mesma cara lavada de sempre, transferindo para os motoristas, que são vítimas, as responsabilidades pela carnificina que não cessa...

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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Beber e dirigir no carnaval

O carnaval é a festa da alegria. Mas pode gerar tristeza quando a mistura de álcool e da direção de veículos decepciona a festa de algumas pessoas desavisadas. Venho lembrar que bebendo... outra pessoa dirija seu carro. Seja humilde, uma latinha de cerveja já desautoriza a direção equilibrada. Gaste com táxi e não gaste com hospital! Amigo, não leve a mal estas advertências pois serve para todos. Feliz carnaval para todos!

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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O sangue nas estradas

Na Líbia, centenas de mortes comovem e escandalizam o mundo civilizado. No Brasil, 95 (nas estradas federais) até ontem, no feriado, segundo informa o Estado, passa corriqueiramente como notícia despercebida, ano a ano. No mínimo, o governo federal deveria pronunciar-se sobre as causas e anunciar providências concretas para sua remoção, porquanto não dá para admitir a inevitabilidade desse mar de sangue em nossa pátria, aparentemente em paz, amor e carnaval.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Sem máscara

Com sua jovial fisionomia rechonchuda de Rei Momo, ao chegar ao sambódromo no domingo, o governador Sérgio Cabral, depois de tanta bajulação ao ex-presidente não pode ser acusado de ingratidão. Para quem já foi à Paris no nobre intuito de andar de bicicleta, chamar a presidente Dilma de ''presidenta Lula'', não deve ser encarado como ''um ato falho'', mas prova inequívoca de que o Rio ainda mantém uma dependência atávica com o governo federal, independente de sua coloração política. O estado fluminense e a cidade carioca parecem não ter alternativa que não seja a das tetas federais, às quais permanecem dependentes.

Roberto Castro roberto458@gmail.com

São Paulo

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O país do carnaval

Nosso país é realmente muito estranho. A população, em sua grande maioria, só se preocupa com Futebol e Carnaval (sem contar a cachaça e a cerveja). Depois de um catastrófico governo como foi o de Lula, que nos legou uma dívida quase impagável, pela qual arcamos juros exorbitantes, depois dos cortes que a Sra. presidente fez (que disseram antes das eleições que não aconteceriam pois as contas do país estavam em ordem), e ainda da votação de salários de marajás para os congressistas e do ''minimus minimorum'' salário mínimo imposto pelo governo, a população nada faz, não protesta (uns poucos como nós no Forum, e só), e estão todos saindo às ruas, às pencas, para ''curtir'' um Carnaval, uma festa popular, onde correm bebidas e drogas à larga. Será que essa população não pensa em outras coisas, como o que fizeram com tudo o que foi arrecadado nestes 8 anos ? Gastaram horrores, mas nada apareceu, só o bolsa esmola (eleitoreira, é claro), que agora recebeu um aumento que nem dá para se acreditar. Dilma, caladinha, vai, cada vez mais, acompanhando os passos de seu antecessor. A inflação está retornando. Lula se apossou, como se dele fosse, de tudo o que FHC plantou, e se gaba disso até hoje, agora em palestras, e nós financiando tudo, até os futuros impostos que aí virão. Esse é mesmo o país do Carnaval, e vamos continuar dançando.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Marchinha para o Brasil

Passa a Escola embalada no soluço da cuíca / no batuque do pandeiro, / do bumbo, do tamborim... / O samba rola, / o frevo esquenta / e o povo, que aguenta / tanta tristeza e incerteza / deixa de lado o cansaço: / se solta, dança e rebola, / canta, pula e esquece assim / sua vida de palhaço / recebendo alguma esmola, / pagando impostos sem fim. Nos conchavos - corrompidos; / na omissão - escondidos; / ignorando protestos / - fantasiados de honestos - / muitos dos legisladores, / congressistas, governantes, / pelo povo escolhidos / como seus representantes / se acomodam, se aproveitam, / se promovem com salários / imorais e extorsivos / - deixando ao povo, de sobra: / o atendimento humilhante, / os impostos sufocantes / muitas vezes aplicados / sem critérios, sem justiça, / sem projetos, sem ação./

Com discurso e propaganda / fantasiam suas cobiças, / incompetências, preguiças; / dançam e cantam, - sem remorsos - junto com a população.

Maria Toledo Arruda Galvão de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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Fantasia , paetês e serpentina

A manobra publicitária que rege esta gestão petista prossegue com sucesso perante o desvario da sociedade brasileira . Joga-se um tema ali, uma discussão acolá e uma serie de duvidas e fofoquinhas pequeno-burguesas por toda a pagina de mídia e, o povinho , engole . Nem o arroubo sangrento que move o norte da África, os povos árabes , os sufocados pelo mundo afora serve de alerta para esta pálida imagem de povo que transita nestas terras varonis feito zumbis comandados pela bolsa família e pela bolsa corrupção . A onda aqui reverte, não avança, retrocede. O mundo caminha e as latino-fazendinhas recolhem o leite e a droga que plantaram com lucro. Sem povo na rua, nada acontece, sem coragem e ação, nada acontece, sem decência e hombridade, nada acontece, sem vergonha na cara, não pode acontecer nada. O Brasil de hoje é nada . Mas, traz vergonha e desesperança . Falta à nossa maravilhosa miscigenação o sangue egípcio, talvez, também, o líbio, talvez, mais ainda, a certeza de que pena de morte, justiça e cumprimento de Leis é verdade , necessária e obrigatória, em terra dominada pelo crime e pela impunidade. E, alguns, se prendem a avaliar o modo de sambar da boneca do ventríloquo ....

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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Portas fechadas

Sábado de carnaval: quem ficou em SP preparou-se para aproveitar as opções culturais da cidade...que decepção! o Instituo Tomie Othake, em Pinheiros, que oferece atualmente duas importantes exposições, uma com obras sobre o Islã atual e outra de Vik Muniz resolveu permanecer fechado!! durante todo o carnaval! Depois de dar com o nariz na porta e me refugiar da chuva na confeitaria em frente cansei de ver casais, famílias inteiras, pais com crianças, da mesma maneira que eu, deparando-se com a porta fechada e indo embora indignados! É um triste país este em que se valoriza mais o consumo-shoppings todos abertos, a confeitaria em frente ao instituto aberta 24 hs do que a cultura!

Vera Cecilia Moraes vceciliamoraes@uol.com.br

São Paulo

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Sátira religiosa

Por que será que algumas pessoas se sentem no direito de satirizar a Igreja Católica, ferindo os princípios da democracia e da tolerância? O ''Bloco das Carmelitas'', cuja fotos foram publicadas ontem, são motivo de grande indignação. Se o mesmo satirizasse a religião judaica, onde estariam os participantes do bloco agora? Certamente atrás das grades...

Lílian Cirne Gentil ligentil@yahoo.com.br

São Paulo

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Festa x comércio

O carnaval é uma bela festa popular, de alegria, beleza, descontração e é uma das maiores tradições culturais brasileiras. Em todo o Brasil, em ritmo de samba, frevo, maxixe, baião, marchinhas, axé e outros ritmos musicais, milhões de pessoas dançam, pulam, cantam e fazem a sua festa. É bom ver que ainda temos carnaval de rua e que os blocos carnavalescos atraem multidões. O carnaval é uma festa do povo, de todos. Pena apenas constatar nas últimas décadas a descaracterização do desfile das escolas de samba, cada vez mais comercial, voltado para turistas e para a TV, como se fosse um grande evento comercial, de marketing, bancado pelos patrocinadores oficiais. A verdadeira alma do incomparável carnaval brasileiro está nas ruas e no coração dos foliões.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Carnaval?

Alguém ainda se recorda do Carnaval de verdade? O Carnaval eram marchinhas, bailes em clubes, alguns blocos de rua, desfile de fantasias, bisnagas de água. Foi sendo dominado pelo samba das escolas, do tipo ''olhaí, geeeeeente'' e ''ziriguidum'', todos iguais, com letras que ninguém decora, nem sabe cantar. Tornou-se uma festa para se ver na televisão. Para participar dela, só pagando muito! Há blocos de rua, sim, que tentam seguir a tradição, mas perderam-se atrás de trios elétricos, que não têm nada a ver com o Carnaval original. Que saudades da ''Cabeleira do Zezé'', do ''Me dá um dinheiro aí'', do ''Alalaô'', ''da ''Aurora'', e de tantas outras marchas que se eternizaram, das festas nos clubes, tão ''família'', tão alegres! Nenhum samba enredo teve a mesma sorte das marchinhas, e ninguém sabe cantá-los. São longos, vazios, iguais e muito chatos. Pouco a pouco, o carnaval deixou de ser tão popular e hoje há até quem reze para que estes dias passem logo. É uma pena.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Invasão

Neste carnaval as invasões por hordas indesejadas de indivíduos estranhos dominaram o Leblon, no município do Rio de Janeiro. Jovens agrediram idosos, sob influência de drogas lícitas e ilícitas, ostensivamente na frente de crianças. A prefeitura mostrou-se incompreensível e incompetente diante das limitações do bairro. Não há capacidade de suporte físico e cultural para acolher tantas pessoas em tal território. Se não houver uma mudança para o próximo ano, as crianças, idosos e demais cidadãos residentes estarão condenados a cumprir pena de cárcere em suas próprias casas, sem terem sido julgadas e condenadas.

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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