Cartas - 08/05/2010

ECONOMIA

, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2010 | 00h00

Puxão de orelhas

Parabéns a Celso Ming pelo texto Perfidia de tu amor (7/5, B2), um belo puxão de orelha nos gestores públicos irresponsáveis onde o governo acertou e o mercado errou sempre. Como diria Adam Smith, laissez faire, laissez passer (deixai fazer, deixai passar). Nos últimos anos assistimos ao triunfo do "deixar passar" e ao mesmo tempo vimos que os Estados nacionais gastaram mais, aumentaram seu déficit, endividaram-se e agora, depois dos dois últimos anos, o resultado dos excessos dessa festa foram desemprego, falta de crédito e queda nas bolsas. O mais engraçado é que no auge da festa ninguém reclamava de bancos, subprime nem de agências de risco. Acredito que uma reforma no sistema bancário mundial seja necessária, assim como uma profunda reforma nos gastos e na mente dos gestores públicos.

ROBERTO SARAIVA ROMERA robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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Mercados comuns

Embora o Brasil tenha saído na frente, ao assinar em 1991 o Tratado de Assunção, que criou o Mercosul, com mais três países, tivemos a sorte de não partilhar moeda comum. Em 1992, 12 países europeus assinaram o Tratado de Maastricht, criando a União Europeia, que, em janeiro de 1999, resolveu instituir o euro como moeda escritural comum. Por causa desse arrojo amargam, até hoje, problemas quase impossíveis de ser solucionados. Se tivéssemos incorrido no mesmo erro, levando em conta as dificuldades tradicionalmente impostas por nossos hermanos argentinos nas trocas recíprocas, talvez a moeda comum transacionada hoje fosse um desvalorizado neuro.

SERGIO S. DE OLIVEIRA ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PREVIDÊNCIA E SAÚDE

Aumento de 7,7%

Da série perguntar não ofende: se há dinheiro para pagar tratamento dentário de mulher de suplente de senador, pernoite de hotel para o chefe da máfia chinesa e até segurança ineficaz para a filha de Lulla em Santa Catarina, por que não dá para pagar míseros 7,7% aos aposentados?

ANGELA CARACIK angelacaracik@terra.com.br

São Paulo

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Nossos deputados aprovaram o reajuste de 7,7% para aposentadorias acima do salário mínimo, retroativo a 1.º de janeiro. O governo sempre se mostra muito preocupado com essa despesa adicional. E me pergunto qual a preocupação do governo com o impacto causado por meias, cuecas, panetones e todas as outras soluções criativas - ainda não reveladas - para desvio de dinheiro público...

TALITA A. M. RIBEIRO escrevapratalita@terra.com.br

São Paulo

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Generosidade do Senado

Em ano eleitoral, tudo se promete, as ideias "brotam" na mente dos parlamentares. Agora pretendem que os empregadores paguem, ao menos em parte, plano de saúde para os empregados domésticos. Quem tem a obrigação de dar bom atendimento médico ao povo é o governo. Se o SUS não funciona a contento, a conta deve recair sobre os empregadores? E justamente quando aumenta o número de empregados com carteira assinada? A classe média não vai suportar tanta pressão.

CLÉA M. CORRÊA cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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FUTEBOL

Palmeiras

Há muito o Palmeiras deixou de ser o Palmeiras. Na diretoria, a vaidade sobrepõe-se à razão. Vejamos: o sr. Belluzzo demitiu o técnico Luxemburgo. Até aí, tudo bem. O Jorginho, como interino, levou o time à liderança do campeonato com folga. Mas a vaidade de trazer Muricy para afrontar o São Paulo foi maior que a razão. Como desculpa, Jorginho é inexperiente. Muricy destruiu o padrão de jogo do time com sua costumeira retranca e perdeu-se o campeonato mais ganho da história. (Ganhou um inexperiente.) No Paulista, novo fiasco, demite-se o Muricy e vem o superexperiente Antônio Carlos a jogar na retranca com três volantes e um centroavante. Mais uma vez o vexame na derrota para um time sem muitas credenciais. No Brasileiro, Obina e Maurício saíram a tapa e os afoitos proclamam ainda no vestiário: "Não jogam mais no Palmeiras." Diego Souza, que não joga nada há muito tempo, ofende a torcida e é paparicado pelos diretores. Hoje o Palmeiras é uma caricatura dos times que já vi jogar, do time que inaugurou o Mineirão com a camisa amarela. Bons tempos...

SALVADOR LANDULFO salvador@camiladuarte.com

São Paulo

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O Zorro protege os fracos e oprimidos. O meu Palmeiras apanha de todos eles... Mas, ainda assim, não deixo o meu Verdão.

JOSÉ I. SARAGIOTTO MATTÉDI jacymattedi@globo.com

São Paulo

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TORCIDA ARRUACEIRA

Pacaembu

Sou contrária às chamadas "balas de efeito moral". Sugiro que a polícia use canhões - com potentes jatos d"água, lógico! Desmoralizariam os bagunceiros, proporcionando-lhes uma refrescada nos ânimos, e auxiliariam nossa Prefeitura, que tanto tem descuidado dos jardins e praças da cidade!

MARIA CECILIA BARBOSA mcbchi@gmail.com

São Paulo

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OPERAÇÕES URBANAS

Esclarecimento

Alguns esclarecimentos, a aperfeiçoar informações do editorial Operações urbanas (5/5, A3). O estudo do Secovi elaborado pelo urbanista Jayme Lerner foi apresentado aos jornalistas Eduardo Reina e Rodrigo Brancatelli em março, mas publicado no jornal depois, e simultaneamente ao anúncio das operações urbanas pela Prefeitura. Essas operações são criadas para gerar recursos para serem implementadas transformações urbanísticas importantes para a cidade, e não para atender a reivindicações do mercado imobiliário. O Secovi concorda que falta às operações em vigor planejamento urbanístico da área do perímetro da operação. E propõe novo modelo de ocupação para a cidade, que atinja áreas mais abrangentes às operações mencionadas. O conceito é de implantação de polos de desenvolvimento autossustentáveis e urbanisticamente planejados, ao longo dos eixos metroferroviários.

CLAUDIO BERNARDES, vice-presidente do Secovi-SP secovi@secovi.com.br

São Paulo

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"Me engana que eu gosto"

BENI ALGRANTI / SÃO PAULO, SOBRE O PACOTE DE "BONDADES" DO GOVERNO LULLA ÀS VÉSPERAS DE NOVA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

beni.algranti03@gmail.com.br

"O programa do PT levado ao ar pela TV na quinta-feira foi pura propaganda eleitoral! O TSE antecipou o processo?"

M. CRISTINA DA ROCHA AZEVEDO / FLORIANÓPOLIS, SOBRE CAMPANHA ANTECIPADA

crisrochazevedo@hotmail.com

"José Serra está contente: é dos carecas que elas gostam mais..."

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE A REJEIÇÃO FEMININA A DILMA ROUSSEFF

rtwiaschor@uol.com.br

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TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.614

Tema do dia

Brasil negligencia o tratamento de esgoto

Por dia, natureza recebe 2,3 mil piscinas de detritos; as 81 maiores cidades tratam só 38% do esgoto

"Invasões de mananciais, ocupação desordenada e falta de investimento além da falta de educação explicam os números."

DANTON JANUÁRIO

"Saneamento básico nunca rendeu votos aos políticos. É obra subterrânea, não pode ser vista e, logo, não interessa."

GIOVANNI LEOPOLDO ROZZA

"Estou chocado. É inacreditável saber que as pessoas não se importam com o destino final do esgoto."

PAULO FELIPPE

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

CAUSA

Depois da última atitude da diretoria do Corinthians - demissão de equipe de preparadores físicos menos o Lulinha -, podemos entender a causa dos últimos insucessos da equipe. Como em Brasília, ali quem manda são os ''amigos do cara'', não poderia ser diferente.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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AOS CORINTIANOS DE VERDADE

Não devemos nos envegonhar, nem tentar achar culpados desta eliminação precoce.

O time teve garra, raça, coragem, deu o sangue, características que são exigidas de qualquer jogador de nosso time. Valorizaram ainda mais as camisas já vestidas por Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rivellino, Sócrates, Zenon, Casagrande, Neto e tantos outros ídolos que definiram as características que os jogadores corintianos deveriam apresentar. Agora não devemos culpar nosso técnico, pois ele buscou em todos os jogadores as características que nós prezamos. E que tantos engravatados, donos de pranchetas e técnicas modernas de treino, fizeram ficar de lado, tentando aparecer mais do que as estrelas em campo, os quais em uma derrota logo culpavam um jogador e provocavam sua exacração por uma parte da torcida (que não representa a verdadeira massa corintiana) que só valoriza a briga e a idiotice. Não devemos culpar nossos jogadores, muito menos nossa grande estrela. Um jogador que poderia estar aposentado, desfrutando lugares paradisíacos, mas não, deu-nos a honra de termos em nossa lista de jogadores alguém que é o maior artilheiro de todas as Copas, reconhecido no mundo inteiro. Vale lembrar que ele também se sente honrado por vestir nosso manto, e sem ele talvez não tivéssemos chegado nem à fase de grupos desse título que insiste em nos fugir. Portanto, não devemos escutar a mesquinharia de uma parte da torcida que já provocou o incêndio de nossa primeira sede, no Bom Retiro. Devemos seguir o exemplo do londrino Arsenal, tão grande quanto nosso idolatrado time e que também não tem um título europeu equivalente à Libertadores, e deixar nosso comandante no cargo, pois a cada temporada iremos alçar voos mais altos. Não nos envergonhemos, agora devemos ter mais orgulho de sermos corintianos. Tirem suas camisas da gaveta e as vistam, pois somos representados por homens com sangue de verdade, e não por sanguessugas que só pensam em dinheiro, perdem pênaltis se querem derrubar o técnico e nos xingam.

De um corintiano racional e passional.

Bruno Malteze Zuffo brumalteze@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIFICATIVAS INFUNDADAS

Ronaldo, em vez de ficar concedendo entrevistas e pedir respeito, deveria, isso sim, desculpar-se com os torcedores corintianos pelo péssimo futebol que tem apresentado. Ele ganha um salário astronômico e até agora não justificou sua contratação. A diretoria e a torcida já tiveram muita paciência com ele. Suas justificativas carecem de fundamento. Várias vezes ele declarou que não mais nada a mostrar a ninguém. Se é assim, só lhe resta abandonar o futebol para sempre. É apenas uma questão de bom senso.

Adolfo Zatz dolfizatz@terra.com.br

São Paulo

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NUVENS CORINTIANAS

O peso das derrotas corintianas avexa o torcedor-mor. Nem toda a grana, todo o prestígio, toda a facilidade de trazer o Fenômeno, o lateral que cuidou da meia na hora errada, outros tantos bons jogadores, nem toda a agressividade posta pelo presidente do clube contra o rival que possui o maior estádio próprio, nem as chacotas safadas do filho em parceria com o fracassado presidente alviverde visando alguns jogadores, nem toda a violência permitida de seus torcedores guerreiros armados e baderneiros, nem nada conseguiu levar o pretenso Timão ao sucesso em nada, seja a Copinha, desfile carnavalesco, Paulistão, Libertadores. Faltam o Brasileirão e o Dilmão. Não se poderia somar a tal série de fracassos a perda na queda de braço com Barack Obama, seja na batalha de Honduras, seja no concurso da "Times". Mas que a fase parece negra e duradoura, não há como negar. Nem mesmo o estádio novo para a Copa, que insistem em viabilizar para o Timão, a forçar a recusa ao Morumbi, parece mais vingar. Considerando o peso do time e a falta de peso da candidata, o futuro aponta para mais dois cálices vazios na mesa do torcedor.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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RONALDO, O SACRIFICADO

Fiquei tão sensibilizado com a entrevista do Ronaldo (Corinhians) no dia seguinte à eliminação da Libertadores da América que quase fui ao pranto. Alega que depois de muitas cirurgias ainda sente muitas dores e que vive sacrificando a vida, pois não tem fim de semana e outras "cositas más". Ora, meu caro, renuncie a tudo e vá viver com os milhões que você tem acumulado (até com justiça), mas vir com esse babado para amansar a fúria corintiana não cola. Se a sua vida é composta por sacrifícios, imagine a vida de milhões de brasileiros que não têm nem a menor idéia do que seja uma boa educação, um tratamento médico e dentário decente e uma alimentação digna. Haja paciência para ler e ouvir tanta balela.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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RESPEITO

Sr. jogador Ronaldo do Corinthians, o fracassado (mais uma vez) da Libertadores! O senhor falou que o torcedor precisa respeitar mais o jogador de futebol, quem sabe ele mereça o mesmo respeito que o senhor e comitiva aplicaram naquela final contra a França, respeitosamente, ninguém ficou sabendo o que aconteceu de verdade. Respeitosamente, o sr. jogador Roberto Carlos se curvou para arrumar as meias, enquanto a bola estava em direção de sua área, assim como respeitosamente jogadores se arrastam em campo por 90 minutos, coisa de profissional que respeita o consumidor! Em respeito ao público pagante e torcedor, jogadores derrubam o técnico e, respeitosamente, no outro dia voltam a exibir o excelente futebol.

Creio que, se falta respeito por parte do torcedor, falta ética por parte de muitos profissionais,se acaso souberem o que é Ética!

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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EXEMPLO

Ronaldo, eu não sou torcedor do Corinthians, torço pelo Santos F. C., mas, inquestionavelmente, sou um seu admirador, pelo que você representou e continua representando no futebol brasileiro e, principalmente, pela sua educação no trato com o público, a imprensa e os clubes. É raro um atleta de futebol do seu nível técnico e econômico ter um comportamento como o seu. Parabéns, Ronaldo, você é um exemplo.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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SANTOS F. C.

Vendo o programa esportivo da Band em que foi entrevistado o presidente do Santos, quero aqui dar um recado a ele. Te conheço há mais de 50 anos, convivemos num clube em São Paulo e você já era uma pessoa metida e sem nenhuma humildade. E agora, depois de muitos anos, eu o vejo pior, mais metido e prepotente, achando que o Santos F. C. foi fundado em 2010. Será que o efeito Lulla baixou em você? Pois nosso presidente acha que o Brasil foi descoberto em 2003, sob sua gestão. E pela suas declarações, você está esquecendo o passado glorioso do Santos, construído por vários presidentes, técnicos e jogadores, inclusive aquele a quem você fez desfeita no programa de ontem, o Luxemburgo e o ex-presidente do Santos. Não esqueça, o mundo é redondo e a cada 24 horas ele dá uma volta.

L. A. B. Moraes labmoraes@uol.com.br

Santos

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FAXINA GERAL

Discordo do jogador Ronaldo do Timão quando diz que a torcida está com ele e reconhece o esforço do time. A meu ver, ele não se cuidou, não perdeu peso e não se dedicou como deveria, então, não posso desculpar o ex-Fenômeno nem o time pela vergonha do Pacaembu. O técnico Mano Menezes também montou muito mal a equipe e o presidente Andrés Sachez fez um péssimo planejamento para o ano do centenário. Precisamos de uma faxina geral no futebol corintiano, a começar pelo seu presidente.

Eliana Oda linaoda@bol.com.br

São Paulo

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INCOMPETÊNCIA

Em complemento ao desabafo do leitor sr. Paulo Augusto N. Ferreira ("Centenário"..., 7/5), devemos lembrar que a principal causa do fracasso do time está relacionada à venda de três jogadores depois da conquista da Copa do Brasil, no ano passado. Venderam sob o pretexto de que os jogadores tinham propostas irrecusáveis, mas pouquíssimo dinheiro entrou para o clube. Como consequência da insatisfação da torcida, trouxeram uma série de atletas, a um custo muito maior do que seria manter os três que saíram, e o resultado esta aí. Um time que não se encontrou em campo. De quebra, perderam um Brasileirão que estava muito fácil de ganhar com aquele time. Incompetência da presidência, da diretoria e da comissão técnica.

Ricardo Algranti ricardoalgranti@uol.com.br

São Paulo

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MANO MENEZES

Em entrevista na televisão, ao ser questionado sobre a escalação do time, o técnico Mano Menezes disse que a torcida conhece qual é o time titular, como se nem mesmo ele conhece o seu time principal. Fora, Mano!

MIGUEL RIBEIRO DA SILVA mrsierra@ig.com.br

São Paulo

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DESCLASSIFICAÇÃO

Corintianos e palmeirenses, creio que há um dito popular (aqui, em São Paulo ) de que todo corintiano é um pouco palmeirense, e vice-versa.

Na verdade, acho que somos, sim, neste momento irmãos de sofrimento, pois somos atingidos por diretores irresponsáveis que nos fazem ir ao estádio, crer que o impossível vai acontecer e depois somente vêm à mídia pedir desculpas.

E o pior: o nosso "gordinho corintiano", que ganha R$ 1 milhão por mês, vem à mídia pedir respeito ao pobre torcedor - que tira do salário o ingresso para ver atuações melancólicas do mesmo e há dois anos o mesmo não consegue perder 20 quilos.

Srs. Sanchez e Belluzzo, façam um favor a suas torcidas apaixonadas por futebol. Como diz Raul Gil, "peguem seu banquinho e saiam de fininho".

Gilson Moreto gilson-moreto@uol.com.br

Santana de Parnaíba

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PARA, BRASIL!

Finalmente está chegando o dia da convocação dos jogadores para a Copa do Mundo. Foram anos de intenso trabalho, análises, reuniões, viagens e Dunga agora, embora exausto depois de tanto trabalho, vai divulgar sua lista. Realmente, técnico da seleção brasileira deve ser uma pessoa muito bem preparada e experiente. Boa sorte, "professor". Será que no Brasil alguém sabe o nome completo do Dunga? Família não vale. E o Brasil vai caminhando...

LUIZ RESS ERDEI gzero@zipmail.com.br

Osasco

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DECEPÇÃO COM O FÓRUM

Está ficando difícil ler este Fórum ou dele participar. Ontem (7/5) foram 15 cartas, entre jornal impresso e portal, falando de futebol. Um mero esporte ocupando um espaço nobre, que se pressupõe reservado a questões importantes na vida da cidade e do País. Participantes contumazes, conhecidos de longa data, falando de futebol! Que decepção.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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SERRA, O CONTINUÍSMO?

Serra diz que não é situação nem oposição. É um água morna? E então, se eleito, poderá dar cargos aos petistas? Serra mostra-se leniente com a oposição ao afirmar isto e, isso não agrada aos eleitores democratas, uma vez que os petistas apresentaram projetos de cunho comunista como PNDH-3, que determina o cerceamento da imprensa, que dá poder de polícia aos fiscais da receita dentre outros, e Serra concorda com isso? Serra precisa dizer à Nação seu programa de governo porque os eleitores precisam saber se ele vai mudar, ou se não vai mudar: Serra estaria dando a dica de que é também o continuísmo?

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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FICHA LIMPA

Para garantir candidatos a cargos eletivos sem problemas com a Justiça, organizações populares recolheram mais de 1,5 milhão de assinaturas que deram origem a um projeto de iniciativa popular denominado Ficha Limpa. E que depois de muitas negociações foi finalmente aprovado pela Câmara dos Deputados É mais uma lei, e se fossem outras as circunstâncias nem sequer deveria ter sido proposta. Afinal de contas, o candidato tem de passar pelo crivo inicial do seu partido. E o eleitor tem a obrigação de avaliar em quem está votando. E mais, precisa fiscalizar o trabalho de todos os eleitos, o que não acontece. Que a nova lei sirva ao menos para promover o debate, a discussão sobre um assunto que é da maior importância, pois os eleitos têm responsabilidades, entre as quais, trabalhar no interesse da comunidade.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O POVO PODE MAIS!

É incrível, mas fica evidente que o País está sendo governado por fichas-sujas, que, ao se mostrarem contrários à aprovação do projeto popular denominado Ficha Limpa, cometem o crime de lesa-pátria, pois desprezam o artigo 1º da Constituição, que diz que ''o poder emana do povo''. Precisamos dar um basta ao políticos ficha-suja e ao partidos políticos que os aceitam em seus quadros. Nas eleições de outubro o povo precisa fazer uma revolução saneadora, utilizando o voto consciente, sua arma mortal contra os candidatos ficha-suja, e aí, sim, caminhar a passos largos para obtermos um Brasil melhor e mais justo. O povo pode mais!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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SANTA MODÉSTIA

E o Brasil (Lula), não vai ajudar a Grécia?

Celia H. G. Rodrigues celitar@hotmail.com

Avaré

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VÍRUS CHINÊS

Costumo sempre, classificar a cúpula desse governo, tanto no Legislativo como no Executivo, com um adjetivo ''quadrilhas''. As matrizes, tanto no Legislativo como no Executivo, têm praticamente a mesma idade. Existem há pelo menos sete anos, época em que se instalou no País a República sindicalista, posteriormente sacramentada pelo mensalão com a finalidade de extinguir a oposição. As matrizes se dicotomizaram, evoluíram e hoje temos verdadeiras facções especializadas. A última que veio à tona está encastelada no Ministério da Justiça, tem interesses na China. É especialista em globalizar a corrupção. Não deixa de ser mais um grande feito desse governo, onde o trambiqueiro e o mau-caráter têm espaço garantido.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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ESTRANHEZA

Ao ler a página A2 de O Estado de S. Paulo de ontem, concluí que o Brasil está perdido, realmente está nas mãos de um bando de incompetentes e muitas vezes mal-intencionados, embora instituições como o IBGE, o IPEA, a FGV e instituições internacionais de reconhecida competência tenham opinião oposta. Até aí, tudo bem, pode ser que seja uma técnica de acompanhamento das ações do poder público. O que me causou mais estranheza foi a preocupação com a campanha da candidata Dilma, sendo que, pelas pesquisas publicadas e os comentários de vários analistas de plantão, ela não vai bem. O autor do artigo se diz contrário ao PT e ao mesmo tempo preocupado com o futuro da candidata. Creio que seria conveniente não alertá-la.

Renato N. Rangel renurangel@gmail.com

São Paulo

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DILMA NA WEB

Fiquei consternado com a notícia que o site oficial da candidata Dilma Rousseff deixou de atualizar o "Fala Dilma". Desta forma, nós, eleitores, ficamos privados das ideias, dos planos e intenções, das experiências de vida, da cultura da favorita do rei, digo, presidente Lula. É uma pena.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES

A campanha pró-Dilma, fora de hora, feita por Lula, foi parar no TSE. O que Delúbio, Silvinho, Meirelles e Palocci têm em comum? Todos usaram as teses jurídicas do doutor Márcio Thomaz Bastos e do advogado indicado por ele para tentar driblar a Polícia Federal. Ex-defensor dos assassinos do índio pataxó e dos veteranos de medicina da USP acusados de afogar um calouro, o advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos sempre moveu uma verdadeira guerra contra a Lei 8.072, de 1990, a Lei dos Crimes Hediondos, tendo conseguido provar a inconstitucionalidade da proibição da progressão de pena para os condenados por crime hediondo, que constava do parágrafo 1º do artigo 2º da Lei 8.072, de 1990, a Lei dos Crimes Hediondos. O habeas corpus do pastor evangélico Oseas de Campos, condenado há 12 anos de prisão em regime fechado por ter molestado crianças de seis a oito anos de idade no acampamento em qu e trabalhava, foi conseguido pelo milagroso efeito das mãos do acaciano Márcio Thomaz Bastos - que só aparece em fotos com a mão queixo, fazendo pose de pensador. Quanto terá pago a dona "Daslu Tranchesi" pela sonegação de mais de R$ 1 bilhão, e que recentemente reabriu sua fabulosa loja, que é uma das mais caras do país? Da Camargo Corrêa Márcio Thomaz Bastos cobrou a bagatela de exíguos R$ 15 milhões para ser seu advogado. Do doutor Roger Abdelmassih, acusado de autoria de 56 crimes de atentados violentos ao pudor, hoje estupros por mudança legislativa; adivinhem só quem foi pago para ser seu defensor? Só uma pergunta: Por quê o Presidente da República, que se considera um estadista, e consequentemente uma pessoa acima de qualquer suspeita, responsável pela promoção e manutenção da lei no âmbito nacional, precisaria do aconselhamento permanente do mais caro criminalista do país?

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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NOMES ESTRANGEIROS

A respeito do artigo publicado na quinta-feira do sr. Roberto Macedo, sobre nomes de edifícios, assunto que sempre me incomodou, lembrei-me de uma aula de Psicologia nos idos tempos de faculdade, quando o professor dr. Enzo Azzi disse uma frase que nunca me saiu da cabeça: "O brasileiro sofre de um irracional complexo de inferioridade!"

Dito por um italiano, muito me impressionou, e acho que resume toda a questão. Chega de Daianes, Maicons, Marys, Richardisons e outros bichos, quando temos os mesmos nomes em bom português, livrando os pobres agraciados de todas as futuras complicações em documentos. Informaram-me que na França existe um Livro nos Cartórios onde estão todos os nomes permitidos para registro das pessoas, evitando assim nomes ridículos ou que possam causar constrangimento. Verdade ou não, acho uma excelente idéia para registro de pessoas e/ou edifícios. Que tal o Estadão, jornal castigado pela censura, fazer uma campanha no sentido de mais orgulho pelo nosso lindo idioma e acabar de vez com o tal complexo? Afinal, é o nosso maior patrimônio cultural, pois é da palavra que nascem as idéias, daí a preocupação dos ditadores de todos os tempos de dar um cala-a-boca nas pessoas e na imprensa.

Hilda P. Jesus henriquecamargorep@terra.com.br

São Paulo

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ROBERTO MACEDO

Talvez possa ajudar na continuação da pesquisa e de teses futuras do editorialista a razão de comprar ou mesmo lançar prédios habitacionais com nomes estrangeiros, senão, vejamos: os mais abastados são atendidos pelo Bradesco em seu PRIME, no Itaú pelo PERSONNALITÉ, pelo HSBC em seu PREMIER, pelo ABN em seu VAN GOGH. De que forma, então, se pode chamar a atenção de pessoas desse naipe?

Este é o país em que vamos vivendo.

Marcos Horta de Lima marcoshorta@hortaeng.com.br

São Paulo

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DE OUTRO MUNDO...

Prezado sr. Roberto Macedo, fazendo referência a seu artigo "Prédios com nomes de outro mundo", também me incluo e me incomodo nessa percepção de nomes estrangeiros dados aos edifícios.

Há alguns poucos anos, queria dar um nome à minha microempresa e fui fazer uma consultoria quanto a esse nome.

Para minha surpresa e indisposição, foi-me dito que tinha, sim, que dar um nome em inglês. Ora, essa!

Por outro lado, noto que esses muitos condomínios horizontais, de casas, fora de São Paulo, têm nomes brasileiros e muito simpáticos: Quinta da Boa Vista, Fazenda Kurumin, Fazenda da Grama e outros.

Lucia Bessa l-bessa@ig.com.br

São Paulo

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TRÊS EM UM

Gostei muito do artigo ''Prédios com nome de outro mundo'' (6/5, A2). Concordo plenamente com o excesso de ''estrangeirismos'' na nomeação de prédios de todo tipo. Isto demonstra a falta de identidade que o brasileiro se esforça em demonstrar, quase com a mesma intensidade com que os estadunidenses expõem sua bandeira nos filmes. Moro em Criciúma (SC) e lá um prédio dedicado a consultórios médicos foi nomeado ''Millenium Saúde Center''. Três línguas em um só nome, é um recorde! Aqui, em São Paulo (onde estou neste momento), fui ao ''Higienópolis Medical Center''. Poderia muito bem ser ''Centro Médico Higienópolis'' (na verdade, acho até que fica melhor). Tentei pensar em uma solução para isto. Em primeiro, veio a idéia de uma lei que proibiria a utilização de línguas estrangeiras se houvesse algum erro quanto à ortografia (o que acontece muito), ou, então, se não houvesse um motivo real, histórico, para a utilzação (afinal, ainda somos decendentes dos imigrantes, e também devemos respeito a eles). Mas acho que criar mais leis num país que não as cumpre seria dar soco em ponta de faca. Então pensei que alguém (quem?) deveria criar um estímulo, uma campanha, estimulando a utilização de nomes em língua portuguesa, inclusive sugerindo personalidades locais, estaduais ou nacionais, e até mesmo ensinando a sua história e seus feitos. Os próprios prédios ou condomínios poderiam divulgar ou expor os motivos da escolha e a história por trás do nome. (Minha mãe acabou de citar também o mesmo problema com nomes de lojas.)

João Vicente Edom Castelan, cirurgião geral joao58@hotmail.com

São Paulo

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BÔNUS

Todo santo mês eu compro créditos (pré-pago) para o meu celular. Sempre que há promoções eu participo! Seguindo as recomendações da operadora, faço o cadastramento, que normalmente tem validade por um ano! Mas existem promoções que têm inúmeras regras, sempre dificultando o entendimento do consumidor! Além do que recebemos indesejáveis mensagens e, se apertamos a tecla errada do celular, já tem cobrança automática! Reflexão: mundo moderno, o celular é a arma, o assalto acontece quando fazemos uso dos nossos celulares! "Nos interesses obscuros, é complicado ser claro". (conexão errada).

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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CINE BELAS ARTES AMEAÇADO DE FECHAR

É lamentável que o Cine Belas Artes esteja seriamente ameaçado de fechar suas portas, por falta de patrocínio. O Belas Artes é um cinema independente, ''de rua'', que passa filmes de arte, tem a melhor programação de filmes e é um verdadeiro patrimônio cultural paulistano. Seria uma grande perda não só para os cinéfilos, mas para todos que valorizam a cultura e a arte. Não é possível que o cinema passe a ser monopólio de shoppings centers e dos ''Cinemarks'' da vida, na indústria do entretenimento. E, mais grave, é o fato de que cada vez que é fechado um cinema de rua, todo o seu entorno decai de maneira inexorável, em prejuízo direto para o bairro e seus moradores.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A HORA DO QUEBRA TORTO

Do nosso Ignácio de Loyola Brandão (Caderno 2, 7/5):''Quebra torto, para que não sabe, e eu me incluía nesse grupo, é o café da manhã, o almoço, o desjejum do pantaneiro. Ao sair em busca do gado, ele montava a cavalo com a matula. As distâncias no Pantanal são inconcebíveis para nós. Cavalgar dez horas é um nada. O tempo e as distâncias são algo à parte nesse mundo onde a pressa é inútil. Depois de horas e horas, o cavaleiro, cansado, começa a se alquebar e ia se entortando. Então, estava na hora de desentortar. Hora do Quebra Torto.'' Há muito tempo o Brasil já transpôs a Hora do Quebra Torto.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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FAZER O BEM COMPENSA?

"A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo" (Abraham Lincoln) Se de uma hora para outra, todas as empresas privadas do Brasil decidissem usar os mesmos métodos de gestão utilizados pelos administradores públicos, em pouco tempo seríamos um país falido. Não que o modelo privado de gestão seja tão mais eficiente, mas porque o estatal é totalmente fracassado sob vários aspectos. Esta também seria a conclusão de qualquer cidadão com acesso aos relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU), órgão encarregado de analisar as contas dos 5.564 municípios do país. Dados das auditorias de julho de 2007 detectaram haver irregularidades em 55 das 60 prefeituras fiscalizadas. O trabalho dos auditores da CGU também tornou evidente o desrespeito pelo contribuinte ao revelar a existência de algum tipo de fraude em 92% de todas as licitações guiadas pelo poder público nestas cidades. Isso quer dizer que, em muitos casos, de cada R$100 gastos em remédios, ou merenda das crianças, por exemplo, apenas R$ 8 foram corretamente aplicados. O restante perdeu-se no ralo da corrupção que, quase sempre, caracteriza a marca da administração pública. Neste cenário, não é difícil explicar a incapacidade das prefeituras de realizar investimentos. Mesmo com a carga tributária beirando 40% do produto interno bruto (PIB), as receitas, "quando" sobram para investimentos, não ultrapassam 3% do orçamento na maioria dos estados e municípios do país. A fatia maior do bolo, infelizmente, vai para o custeio da máquina pública, tão deficitária quanto ineficiente. De julho de 2007 a março deste ano, outras sete edições do programa da CGU produziram relatórios praticamente idênticos. Agora considere por um momento uma situação diametralmente oposta a que até aqui se apresenta. Ou seja, um quadro onde a redução progressiva das despesas, obtida com economias nas compras públicas, permita o aumento das receitas para fazer investimentos. Pregação vazia? A experiência inovadora, segundo a ONU, é de Maringá, berço do primeiro Observatório Social (OS) do Brasil, instituição da sociedade civil criada em 2006 e hoje também presente em Ponta Grossa e 42 cidades da federação. Atuando no acompanhamento de processos licitatórios, desde a divulgação dos editais, até a entrega dos bens e serviços, voluntários treinados pelo SEBRAE, Tribunal de Contas e CGU sugerem métodos de gestão que contribuem tanto na redução de preços, quanto para a qualidade dos serviços, evitando desperdício de dinheiro do contribuinte. Quanto isso vale? Somente nos seis primeiros meses de 2007, as sugestões propostas pelo OS, e acatadas pelos agentes públicos de Maringá, evitaram o desperdício de R$ 9,6 milhões aos cofres do município paranaense. Impedir que um lápis escolar de 30 centavos, seja comprado por 3 reais pela Secretaria de Educação, ou evitar que o contrato de R$ 50 milhões com a empresa do lixo seja assinado por conter indícios de falcatrua, talvez seja a menor missão dos Observatórios Sociais. Em médio prazo, com a disseminação de uma cultura cívica que valorize as múltiplas funções dos tributos, o que se espera é um Estado perene onde prevaleça a cooperação mútua e transparente entre sociedade e governo, criando condições para o fim das desigualdades e o resgate da tão sonhada justiça social. E enfim, responder com certeza a pergunta que da titulo a esta opinião. Sim, fazer o bem compensa e muito. E a recompensa vale tanto, quanto vale o respeito a dignidade e o orgulho de ser brasileiro.

Caio Graco de Araujo e Campos caioarcom@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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