Cartas - 08/08/2010

CALOTE BOLIVARIANO

, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2010 | 00h00

"Negócios são negócios"

Lula é o melhor exemplo de garoto-propaganda: financiou projeto milionário para o metrô de Caracas, incentiva os nossos empresários a investirem na Venezuela, como se Hugo Chávez fosse um parceiro confiável, tachando-o ainda de grande democrata. Se, como presidente da República, Lula merecesse todo o crédito pelo que declara, muitas empresas brasileiras estariam em via de quebrar, como a Braskem na Venezuela, que, na melhor das hipóteses, levará calote, ou, como é de praxe, será simplesmente tomada, como a Petrobrás na Bolívia. Assim mesmo, Chávez é tido por Lula como o melhor presidente dos últimos cem anos, mesmo à beira de levar seu país à falência. Aí me pergunto: será que foi essa visão de negócios que recentemente fez o petista Celso Amorim afirmar que "negócios são negócios"?

AMÂNCIO LOBO

amânciolobo@uol.com.br

São Paulo

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AINDA O DEBATE

Samba de uma nota só

Piano de quatro teclas apenas, duas afinadas entre si, uma dissonante e outra completamente desafinada. Esta última, a leveza do musical monocórdico, monótono, antigo disco de vinil, a girar repetitivo numa vitrola dos anos 60/70. Por conta disso, a agulha gasta, arranhando a "bolacha", impede a audição de sons inovadores, inexistentes, por parte dos ouvintes que, cansados da longa jornada de trabalho, pegam em profundo sono e sonham com um país melhor...

CACILDA AMARAL MELO

cacilda09@uol.com.br

São Paulo

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Nada de novo

Frustrante o primeiro debate para quem esperava acirramento, desmascaramento entre os presidenciáveis. Sobrou diplomacia. Abordaram o que já cansamos de saber e se ativeram ao saturado tripé dos discursos politiqueiros, saúde, educação e violência, realçando alguns projetos, mas sem apresentar soluções factíveis e em quanto tempo seriam implantadas. Plínio, mesmo lúcido, tentou jogar para a plateia, com perguntas capciosas e gracinhas. Política é coisa séria, sr. Plínio! Marina nada acrescentou, tentou definir seu programa, mas sem aprofundamento, e transpareceu ainda continuar no PT quando em defesa do governo a que pertenceu. Dilma desconversou, mostrou-se hesitante e agiu como procuradora de Lula ao enaltecer seus feitos em relação ao governo anterior, o que nada acrescenta de proveitoso para o País, sabendo-se que um deu seguimento ao outro. É o hoje e o amanhã que nos interessa! Não assumiu que é dela que o eleitor quer ouvir proposições: "Eu, se eleita, farei!" Serra fez média, foi moderado nas provocações aos opositores, embora tenha demonstrado mais firmeza nas suas ponderações. É o mais experiente, sem dúvida, não sei se o melhor. Boechat saiu-se melhor entre todos!

HILDEBERTO AQUINO

hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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Erros estratégicos

No debate vimos que nem Dilma nem Serra conseguiram entender nada. Uma pena. Serra critica o governo Lula, como se não percebesse que seus 80% de aprovação claramente demonstram que a crítica não vai levá-lo a nada. O povo está gostando do que vive. Dilma critica FHC porque acha que assim atinge Serra. Eles deveriam é dizer o que vão fazer e como. Mas os dois insistem em tentar "derrubar" o outro. Algumas crianças, até os, digamos, 10 anos de idade, acham que derrubar o outro é legal. Mas com o crescimento percebem que isso não leva a nada. Eles pararam nos 10 anos. Suas estratégias são infantis. O pior é que um deles vai governar o Brasil... por oito anos.

FELIPE ALBANO

felipe@albano.adm.br

Rio de Janeiro

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Pouca criatividade

O primeiro debate entre presidenciáveis na TV por certo aumentou as preocupações do candidato Serra, que se julgava o mais competente, capaz e, sobretudo, com grande domínio desse importante veículo. Deu tudo errado. O debate teve audiência insignificante. E pode ser posta em destaque a observação do candidato Plínio de Arruda Sampaio ao qualificar Serra de "hipocondríaco", pois deu ênfase à área da saúde, mostrando pouca criatividade em termos de propostas e críticas ao atual governo. É a confirmação de que efetivamente ele não se considera oposição?

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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Temas perigosos

Certamente a candidata Dilma "Silva" condicionou sua presença no primeiro debate televisivo à proibição de perguntas relacionadas à política externa, Hugo Chávez, mensalão e corrupção deslavada. Nenhum dos debatedores falou sobre isso, nem mesmo os repórteres da emissora. Ficamos sem saber se, eleita, continuará tomando atitudes dúbias e convenientes apenas aos que estão dentro e nas periferias do poder. Nos três temas abordados - segurança, saúde e educação - disse que continuará fazendo o melhor. Pergunta-se: por que não o fez, chefe que era do gabinete mandatário da Nação?

J. TREFFIS

jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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Adoniran e o "debaute"

Não assisti ao debate da Band, mas esse humor de encomenda do candidato Plínio de Arruda Sampaio chamando Serra de "hipocondríaco" e Marina de "ecocapitalista" é típico de candidatos de aluguel. Sua veia humorística não encontrou nada de "engraçado" para dizer da candidata Dilma? Felizmente, estamos comemorando o centenário de Adoniran Barbosa, um brasileiro autêntico, que fazia humor e praticava a cidadania em suas músicas o tempo todo, não apenas em épocas de eleição. Numa delas, Adoniran falou das mariposas que davam "vorta em vorta da lâmpida pra si isquentá". É só lembrar que a "lâmpida" fica num poste que o quadro se completa.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

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SAKINEH

A primeira pedra

Imaginem o que seria de nós, ocidentais, se certo judeu não tivesse dito há 2 mil anos: "Aquele de vós que estiver sem pecado que atire a primeira pedra" (Jo 8,7). Eis um ponto em que muitos de nós já teríamos de estar agradecidos ao cristianismo. Faz falta ainda captar o resto da mensagem.

RAFAEL DE FREITAS SARTORI

rafaelfsartori@gmail.com

São Paulo

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"Tranquilizem-se as empresas credoras, o "cara" vai lá e, possuidor das chaves do nosso farto Tesouro, certamente socorrerá o companheiro Hugo"

ANTONIO WUO / MOGI DAS CRUZES, SOBRE O CALOTE BOLIVARIANO

wuo.antonio@gmail.com

"No socialismo bolivariano, o que é da Venezuela é tudo do Chávez e o que é dos outros ele quer a metade"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, IDEM

standyball@hotmail.com

"Quem venceu o debate? Ora, foi o futebol"

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO / SOBRE A AUDIÊNCIA REGISTRADA PELO IBOPE

rtwiaschor@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Sonhar faz reter o que se aprende dia a dia

Estudos mostram que sonho atua como ferramenta cognitiva para fixar memórias e informações

"Sempre que algo é muito difícil de resolver, eu sonho e, normalmente, na manhã seguinte, eu vejo uma solução."

FELIPE UEHARA

"Ao me deitar, sempre penso no que vou fazer no outro dia em relação ao trabalho. Isso tem me ajudado muito."

APARECIDO FERREIRA

"Sonhar com algo que estudei é um pesadelo. Só ao dormir se é livre para não pensar em nada sério e descansar a mente."

THOMAS SANTOS DA COSTA

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

PAIÊ!

Parabéns a todos os verdadeiros e abnegados pais que lutam diariamente para trazer paz, estrutura, segurança, educação, saúde, cultura, conforto, carinho e amor ao seu núcleo familiar. Uma irradiação tão intensa que, somados, alcançam a comunidade, o país e o mundo.

Fornecem gratuitamente tudo o que governos omissos e corruptos prometem e não cumprem, usando atualmente a vergonhosa imagem de ''mãe de programa''.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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DEBATE AMISTOSO

No debate os candidatos foram tão amistosos que nem pareciam adversários. Pouco falaram do ''cara'', por que será? Pelas ''pesquisas'' o Serra foi melhor, a Dilma continua emPACada, não serve para ser a ''mãe'' dos brasileiros, falta-lhe muita experiência. Em homenagem ao Dia dos Pais, os brasileiros vão preferir como ''pai'' o Serra, que tem experiência de sobra, vai fazer mais e muito melhor.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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NOSSO TEMPO DE VOLTA, POR FAVOR!

O tão aguardado debate não parece ter sacudido a inércia do eleitorado. Aparentemente, a audiência não passou de 5 pontos. Já se sabia que haveria forte concorrência. O jogo São Paulo x Internacional de Porto Alegre (na Globo) chegou a algo perto de 30 pontos. Pelo jeito há mais são-paulinos do que se imagina! A alternativa seria admitir que o telespectador evitou a chatice.

O debate foi morno. E não há como fugir à realidade. Esse formato não proporcionará grandes alegrias nem aos debatedores nem ao público. Foi democrática a inclusão do candidato do PSOL, mesmo porque ele foi autor de tiradas engraçadas que, eventualmente, serviram para manter acordados os telespectadores. Mas vamos falar sério. Mesmo que esse desempenho o leve a triplicar as intenções de voto, alguém o vê participando de um segundo turno, se houver?

O início do debate já foi calamitoso. Foi perguntado aos candidatos qual seria sua opção entre segurança, saúde e educação. Como se um governante, fosse quem fosse, uma vez empossado, resolvesse atacar esses problemas de forma sequencial, e não simultânea. Pura ficção.

Comprovou-se que Dilma não tem na oratória seu ponto forte. Já na primeira pergunta, ao falar sobre educação, anunciou que mencionaria dois pontos. Nunca saberemos qual era o segundo, pois passou para o assunto seguinte até estourar o tempo. Por sinal, dois minutos é um tempo ridículo para se desenvolver com um mínimo de profundidade, qualquer assunto mais importante, de sorte que não há motivo de preocupação. Se eleita, terá mais tempo para responder. Se na oposição, os oradores serão outros. Ela soltou uns números "esquisitos", ao falar da relação dívida /PIB (que Marina chamou de BIP) de 60% na era FHC (ela afirmou a mesma coisa em entrevista ao Estadão), caindo para 40% atualmente e que atingirá 30% ao fim de 2014. Os dois primeiros números estão errados.

Quanto ao terceiro, torçamos para que assim seja.

O candidato Serra decidiu não "ir no fígado" da adversária, ficando num ataque tímido à condição das estradas e a uma contabilidade que poucos entenderam de cirurgias de catarata, próstata e varizes. Rebateu com facilidade a tentativa previsível de cotejo Lula x FHC, já que nenhum dos dois estaria concorrendo em 2010, e, de fato, política pelo retrovisor somente é importante quando se vai de marcha à ré. Essa tentativa recorrente de comparar o desempenho de uma criança de 8 anos com a de um adolescente de 16, tão ao gosto do PT, é de duvidosa eficácia. O exercício de descobrir o que Lula teria feito no período 1994-2001 em contraposição a um hipotético governo tucano entre 2002-2010 não passa de elucubração mental, mas poderia servir de contraponto a essa doce mania de comparar os governos desses outrora aliados.

Não fizeram falta os golpes baixos. De comum acordo, os candidatos colocaram a cintura ao nível da testa e os golpes se perderam no vazio. Melhor assim.

Por sorte, não se discutiu - houve apenas alusões - a paternidade de iniciativas que levaram o País para a frente. Caso contrário, estaríamos no contexto da piada que discute o mérito da saída de uma lata de refrigerante de uma máquina distribuidora. Seria da máquina ou de quem colocou a moeda depois de instalada a máquina?

A candidata Marina viu seu objetivo de firmar-se como "terceira via" atrapalhado pelo humor ácido de candidato Plínio. Ganhou o rótulo de ecocapitalista, o que não deve tê-la deixado feliz.

Do candidato Plínio vieram propostas radicais, que passam pelo confisco de terras nas propriedades além do limite (arbitrário) de 1000 hectares, auditoria da dívida - com o bordão de "pagar só o devido" - e da jornada de 40 horas, sendo este último assunto algo a se discutir em outro foro. Pode ser que essas propostas originárias do "PT das cavernas - o PT puro e duro" tenham agradado à ala radical do PT, mas é pouco provável que prosperem num ambiente democrático.

As eleições estão se aproximando e parece que debates como esse, com feições de videogame, não servirão para modificar de maneira eficaz as preferências do eleitorado. É preciso outro formato, sob pena de termos de lamentar o tempo perdido em frente à TV.

Por outro lado, se o escritor francês Grégoire Lacroix estiver certo, "elevar em demasia um debate é a maneira elegante de perdê-lo de vista".

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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CASCATA DE ERROS

O debate na Band, que mais pareceu um convescote da esquerda, revelou mais uma vez que o candidato José Serra está no caminho errado. Deixou de tirar proveito do nervosismo de Dilma Rousseff, não inquirindo sobre questões cruciais do governo que ela representa e ao qual pretende dar continuidade. O medo de provocar o presidente Lula é muito grande e com isso vai passando para o povo que é um líder fraco, sem propostas que o diferenciem de Dilma. Talvez nenhum outro governo tenha oferecido um leque tão amplo de equívocos para uma oposição quanto o do PT, excetuando a manutenção dos pilares da política econômica de seu antecessor. Mas no que se refere a educação, saúde, segurança, moradia, saneamento básico, foi uma catástrofe. As reformas tributária e trabalhista, imprescindíveis para a criação de empregos e melhoria da renda do trabalhador, foram esquecidas.

A infraestrutura foi criminosamente abandonada. A política externa, ideologizada. Reservas indígenas criadas sem assessoria dos militares e sem a percepção das consequências para nossa integridade territorial.

Atropelamento das instituições e da lei. Corrupção exacerbada e em todos os níveis da administração pública. Distribuição de dinheiro do contribuinte pelo mundo em detrimento de nossas mazelas. Enfim, uma cascata de erros que a oposição não enxergou.

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

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DECEPÇÃO TOTAL

A não ser que haja mudança radical na forma de organizar debates políticos pela TV e pelo rádio, não vou mais assistir. Parece programa amador, de baixo orçamento, em que seus participantes estão mais preocupados em não errar, sem a possibilidade de discutir propostas concretas de governo. Não por falta de competência pessoal, mas sim em função das amarras que a legislação impõe. Espero que a internet venha dar uma luz a esse tipo de debate e que possamos, sem a rigidez dos minutos para pergunta, resposta, réplica e tréplica, dentro do bom senso, conhecer realmente quem são, como pensam os candidatos e suas reais propostas para as soluções necessárias dos problemas brasileiros.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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A COISA

O primeiro debate entre os candidatos a presidente do Brasil não teve absolutamente nada que viesse a justificar a palavra ''debate''. Mais parecia um encontro de pessoas falando a mesma coisa sobre alguma coisa que era a mesma coisa, onde a única coisa que os participantes tentavam mudar era o nome de quem criou toda essa coisa: FHC ou Lula. Os que viam e ouviam o sonolento evento devem ter ficado o tempo todo tentando adivinhar quem criou a coisa. E muito menos que coisa seria essa. Os candidatos pareciam correr numa pista escorregadia. Certamente os telespectadores teriam ido dormir se não fosse o candidato

Plínio de Arruda de Sampaio, um jovem de 80 anos, com ideias antiquadas e ultrapassadas, que falou com clareza tudo o que tinha vontade de falar.

Os mais novos não tiveram coragem de expor com firmeza as suas supostas novas ideias. Marina, Dilma e Serra pareciam estar participando de um bate-papo medoroso, onde nenhum deles teve coragem de falar com transparência sobre os problemas que iriam encontrar depois de eleitos.

Para o bem geral da Nação, o debate deveria ser entre FHC e Lula.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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INUTILIDADE

Mesmo sem a participação de partidos nanicos, ou de aluguel, este debate da Band teve péssimo aproveitamento dos candidatos, exceto o comunista Plínio de Arruda Sampaio, que foi o mais esperto.

A Dilma Rousseff, demonstrando não dominar as questões nacionais, enrolou o tempo todo. O que mais chamou a atenção na candidata do PT foi somente a transformação física, ou banho de loja...

Da Marina Silva, ainda não se sabe se ela apoia a Dilma, o Serra ou ela mesma. Está sempre em cima do muro.

Já o José Serra, com enorme currículo público sobre os demais, comunica-se mal e até se afoba para responder, Mas ainda assim foi o mais convincente.

Não podemos deixar de ressaltar que, se o candidato do PSOL crescer nas pesquisas, poderá garantir um segundo turno. O que seria bom para o Serra. Porque a

Marina, até agora, não está pagando nem placê...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SEM NOVIDADES

Infelizmente o que acompanhamos no debate pela TV nos diz a verdadeira face da política nacional. Nada de novo e tudo continua na mesma. O que mais marcou foi a falta de compromisso e a amistosidade (falsa) dos candidatos Enfim, nada acrescentou, só vimos o que já conhecemos, além das costumeiras inverdades, pudemos constatar que a líder nas pesquisas foi ''produzida'' não só no visual como nas palavras, que muitas vezes lhe faltaram.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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MESMICE

O debate serviu para se ver a voracidade e a obstinação com que se almeja o poder. Não acrescentou nada que não se saiba sobre saúde, educação, transportes e as mesmas promessas de melhorias das campanhas anteriores. Acorda, Brasil!!!

Angelo Antonio Maglio Angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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FALTOU SANGUE

Que saudade dos debates calorosos e fortes de antigamente. Agora os pretendentes ao cargo máximo da Nação querem usar luvas de pelica e falar o ''politicamente correto'', enquanto nossos problemas exigem soluções novas e corajosas. Quando meu candidato quase chorou, eu também quase chorei, mas de vergonha pelo forçado e piegas da manifestação. O Brasil precisa de líderes com pulso e inteligência, não de ''bonzinhos'' tentando ganhar votos do povo.

Agora é esperar o ''festival de marketing'' do horário político. Os candidatos, em si, ainda não se apresentaram como líderes (que deveriam ser) para enfrentar os problemas reais de nossa sofrida Nação. Ficaram na conversa!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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''NÃOBATE''

O Brasil é mesmo um país bisonho. Só aqui existe jabuticaba, pororoca e jararaca... Só que agora a este rol de esquisitices nacionais se juntou o ''nãobate'', que é um "debate" em que ninguém debate!

E, como tal, o ''nãobate'' da Band serviu para bem demonstrar quão mal este país anda e, ainda por cima, carente de lideranças reais que não sejam esquizofrênicos ideológicos em maior ou menor grau, gente absolutamente desconectada da realidade nacional, viventes num eterno país de faz de conta, esgrimindo números que ninguém entende, acredita ou quer saber!

Quem, por exemplo, já viu um debate sério, pra valer, por exemplo, entre candidatos à presidência dos EUA sabe do que falo no tocante à falta de ''chão'' e de conteúdo que está a caracterizar esta amorfa e chatésima campanha eleitoral no Brasil, onde, além da jabuticaba, pororoca, jararaca e do "nãobate", no vazio do nada discutido e do nada a discutir, onde se evita a todo custo o dedo da contradição direto na ferida do "amigo-cumpanhero" adversário, superaram-se os não-debatedores (amiguinhos de ideologia entre si) acrescentando à lista de bizarrices nacionais a mais nova novidade de uma política nacional insossa, sem sal e sem açúcar, e refiro-me ao ''sanduíche de pão com pão'' servido a nós, eleitores, por esta turminha aí...

Obrigado, mas eu passo!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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ROBÔS

A Rede Bandeirantes tradicionalmente realiza o primeiro debate entre os candidatos à Presidência do País! Eu assisti na íntegra ao referido debate! E percebo que todos são como uns robôs, tudo muito automático, programado, até as caras e os gestos são treinados! Eu acho que falta calor humano e espontaneidade. Os assessores e aqueles montes de papel deveriam ser proibidos. Quando se vai fazer concurso público ou vestibular, todos têm de mostrar competência, ou seja, muito conhecimento, sem poder fazer consultas! Este primeiro debate ficou aquém do esperado. Nada acrescentou ao meu conhecimento, a não ser o poder teatral de cada um deles!

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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MODELO FALIDO

O modelo de debate a que assistimos quinta à noite está completamente falido.

Afinal, vi e ouvi a candidata Dilma fazer diversas afirmações absolutamente inverídicas ou inconsistentes, e não houve condições nem tempo hábil para que seus adversários a contestassem. Exemplos? Com relação à crítica feita por Serra de que o governo Lula não investiu em infraestrutura, Dilma respondeu que em relação às estradas federais muito foi feito e que estão sendo duplicadas (acreditem!); que os portos estão sendo dragados, o que - no seu entender - deve valer por modernizados e ampliados (ouvi direito?); que o atual governo aumentou o controle de nossas fronteiras (é brincadeira?!)... E arrematando, Dilma disse que o problema do crack já está sendo trabalhado (isso é um desrespeito à nossa inteligência). O uso do crack tomou proporções epidêmicas durante este governo, sendo que o Brasil não produz nem uma grama de cocaína... Ela é quase toda ''importada'' da Bolívia, tendo o presidente-hermano Evo Morales já afirmado que a produção de folhas de coca é vital para a economia daquele país. O ''rígido controle'' de nossas fronteiras é que permitiu que os jovens brasileiros dinamizassem a economia boliviana através do uso do crack, chegam a dar sua vida pela saúde da economia da Bolívia Isso é que é ajudar um país irmão...

Será que tantas regras para os debates não foram produzidas para isso mesmo - para impedir a contestação? Dessa forma cada um fala o que quer, e acredite quem quiser ou puder!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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HEMATOMAS

Os candidatos debateram; nós apanharemos, não importa o vencedor.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O DESTINO DA NAÇÃO

O debate da Band mostrou que Dilma é desarticulada e despreparada para presidir o País. Se eleita, dependerá de assessorias partidárias que a levarão a decisões precipitadas ou a paralisar o País. Mais do que nunca o destino da Nação está nas urnas.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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VEXAME

Quem orientou dona Dilma para o primeiro debate na TV parece ter esquecido que os que assistem a esse tipo de evento são aqueles alfabetizados, com nível de escolaridade acima da média, leitores de jornais e, portanto, puderam localizar várias inverdades ditas pela candidata do Lula sem o menor pejo. Que vexame!

Leila E. Leitão

São Paulo

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DEBATE PRESIDENCIAL

Que bom que temos a oportunidade de assistir e avaliar melhor a capacidade, o conteúdo programático, os conhecimentos de cada candidato. De um lado, Dilma fala apenas e tão somente em Lula, sobre os feitos deste governo. Muitas perguntas não foram feitas, dívidas externa e interna em sua abrangência, causas...

Já o candidato Serra mostrou todo o seu currículo, bastante abrangente, e mostra que passou por todos os degraus que um postulante a um cargo tão importante deveria ser obrigado subir por força de lei. Outros candidatos são meros coadjuvantes, representam interesses desconhecidos. Portanto, é bom que outros debates sejam realizados, para avaliarmos melhor e escolher o melhor e mais verdadeiro para o País.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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PITORESCO CARBONÁRIO

Os jornais de um modo geral elogiaram a participação do candidato Plínio de Arruda Sampaio no debate da Band. Pois eu sou uma voz discordante, quero dizer com todas as letras que achei ridícula a participação do candidato do PSOL. Ele falou em igualdade, que estava sendo discriminado nas perguntas. Meu Deus do céu, ele tem 1% nas pesquisas, que igualdade quer? Uma igualdade mecânica, formal, despida de qualquer significado? Que falta total de critério pretender ele, com esse resultado ínfimo nas prévias, que suas opiniões tenham o mesmo interesse para o público espectador que as dos dois presidenciáveis com mais chances de conquistar a Presidência! E que pergunta ridícula a de qual a sua posição a respeito de limitar o tamanho das propriedades agrícolas a 1.000 hectares! Por que os demais candidatos deveriam ter uma opinião a respeito do tamanho de uma propriedade agrícola fixado num número que saiu da cabeça dele sem nenhuma explicação da sua razoabilidade? Assim como ele fixou em 1.000 hectares, poderia ter fixado em 500, ou 1.500 ou 2.000, ou o que fosse, e os demais debatedores sempre teriam obrigação de se posicionar diante do número que ele apresentasse? Não estou nem considerando o desatino completo que significaria estabelecer a lei um limite máximo de propriedades rurais para um país de dimensões continentais como o Brasil, onde existem um Amazonas, um

Pará, os Matos Grossos com mais de 1 milhão de quilômetros quadrados e uma Santa Catarina ou um Sergipe com superfície várias vezes menor. Os jornais deixaram-se levar pelo pitoresco do papel carbonário que o candidato do PSOL assumiu no debate, quando deveriam ter salientado o ridículo da postura que assumiu de diferente de todos os demais e de único defensor dos injustiçados e "discriminados" e o despautério das "propostas" que apresentou.

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

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O RECONVERTIDO

Ciro Gomes deve ter achado o máximo o desempenho de Dilma Rousseff no debate da Band.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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DILMARTA

Quanto ao debate com presidenciáveis na TV Bandeirantes, gostaria que a Dillma tivesse respondido às perguntas feitas pelo candidato Serra, que ela enrolou e ficaram sem resposta. Quanto ao conteúdo geral, alguém percebeu certo trejeito de Marta Suplicy na Dillma? Deve ter feito um intensivão de caras, bocas, trejeitos e cinismo. Até a roupinha "Basic Chanel" era a cara da Marta. Depois desse debate cheguei à conclusão de que Dillma não é um poste qualquer. É um poste com "chips"! Dá pra inserir informações de qualquer petralha!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ZZZZZZZZZZZZZZZ....

Num morno debate, os presidenciáveis praticaram um sonolento ''bate e rebate''. Serra, mesmo sendo um dos mais desinibidos, revelou-se um mero ''defensor dos frascos e comprimidos''. Dilma, atrapalhada e tomada de um certo rubor, não sabia se olhava para a câmera ou para o seu interlocutor. Marina, num estranho balancê, oscilava entre o seu presente no PV e o seu passado no PT. Enfim, no debate desenxabido, Plínio, ''o velho'' (tal como o oficial e historiador romano), mostrou-se o mais aguerrido.

Túllio Marco Soares Carvalho

Belo Horizonte

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SÓ RINDO...

É impressionante a falta de preparo da candidata Lulilma... Ela não tem eloquência alguma, gagueja, disfarça quando não tem argumentos e usa a resposta padrão enrolativa para fugir pelo escanteio (indústria naval?!).

Dá impressão de que colocaram o Pliniossauro de Arruda Sampaio para que o tom vermelho da candidata se tornasse rosa e mais palatável (não funcionou, diga-se de passagem).

Só mesmo o Eduardo Suplicy para achar que ela se saiu bem.

Pena que a maior parte dos brasileiros estava mais preocupada com o resultado do futebol!

Esta é para se divertirem, recebi sexta de manhã.

"PRIMEIRO BLOCO

MARINA: Eu vejo muita convergência aqui, mas eu acho que o Serra é o mais gato!

DILMA: Nós... quer dizer... eu... nós... fizemos...hmmm... fortes investimentos na área de...no Brasil se investia 200 milhões... e eu... ah...

SERRA: Aqui no meu estado de São Paulo nós fizemos trinzo-violoncentos postos de pleitos em quatro anos.

PLÍNIO: Eu sou o candidato da divergência. Eu divirjo de todos vocês e também divirjo de mim, pois sou pela igualdade da divergência.

SEGUNDO BLOCO

PLÍNIO: Serra, você é a favor da lei da gravidade?

SERRA: Veja, Plínio, a lei da gravidade foi estabelecida lá atrás, ainda no governo Fernando Henrique. E aqui em São Paulo nós estabelecemos mais de quinquilhacentos gravitadores públicos.

PLÍNIO: Como vocês podem ver, o Serra é favor do latifúndio improdutivo, assim como a Marina e a Dilma.

MARINA: Dilma, você assiste Passione?

DILMA: Bem...eu... nós... quer dizer, este meu governo fez...hã...mas que...ah... eu considero que é possi...

MARINA: Eu acho que Passione é legal e que o Serra continua um gato!

TERCEIRO BLOCO

MARINA: Plínio, qual sua proposta de política social?

PLÍNIO: Eu sou pelo radicalismo mais absolutamente radical. Sou polêmico. Quero radicalizar o radicalismo.

MARINA: Eu concordo e também discordo, mas sempre concordando ou discordando.

DILMA: Candidato Serra, eu...hã... quer dizer que... nós... eu... acho o Lula muito lindão... você também não acha?

SERRA: Ele é gato, mas o Fernando Henrique é muito mais gato e eu também sou gato. Já você é a maior mocréia.

DILMA: É importante sinalizar... que... eu... hã... não digo que... o Lula... é, ou seja, um gato... quer dizer, que nós quand...

SERRA: Por quê você fala desse jeito e não apóia a APAE?

DILMA: Eu...nós... eu acredito que a APAE não é a...hã... a indústria naval...a que eu...nós... fazemos mais navios que o seu governo.

QUARTO BLOCO

JOELMIR BETTING: A pergunta é para Dilma com comentários de Inri Cristo. Até quando vamos pagar impostos de 300% e juros de 500% nesse país? Dá pra gastar menos?

DILMA: Eu acredito que nós...a um nível que... de...reduza...o...juro...agora estamos numa faixa de desigualdade do podruto...produto...e agora...entra no decréscimo. Isso.

INRI CRISTO: O senhora é a emissário da Lula e eu sou a emissário do mêo pai.

JOSÉ PAULO: A pergunta é para Serra com comentários de Sabrina Boing Boing. O senhor vai vender tudo que nem o FHC?

SERRA: Eu vou fazer quinzilhotões de vendilhação do patrimônio como fizemos em São Paulo e não o que este governo fez nos Correios.

SABRINA: Boing! Boing! Boing! Boing!

PLÍNIO: Vejam o que é discriminação: ninguém pergunta nada pra mim. É porque eu sou polêmico e radical. Sou tão radical que uma vez invadi meu próprio quintal pra fazer reforma agrária. Mas fui expulso pela minha mulher, aquela latifundiária improdutiva.

QUINTO BLOCO

SERRA: Esse debate é muito importante, mas eu sou muito mais.

DILMA: Esse debate é muito importante, mas o Lula é muito mais.

MARINA: Esse debate é muito importante, mas Deus é mais.

PLÍNIO: Esse debate não é importante, pois eu sou polêmico."

Sinceramente...

Marcus Coltro marcuscoltro@hotmail.com

São Paulo

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