Cartas - 08/11/2010

A VOLTA DA CPMF

, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2010 | 00h00

Merecemos

A nova presidente nem assumiu e já está dando o tom do seu governo, ainda com o auxílio do presidente Lula. Além de ter dito à imprensa que a educação não será prioridade porque está bem e de ter-se recusado ao pedido da ONU de se pronunciar contra o anunciado assassinato de Sakineh, ainda falou sobre o marco regulatório das mídias. E agora eles usam os governadores eleitos da coligação para anunciarem o retorno da CPMF, como se não fôssemos os maiores pagadores de impostos do mundo. Gostaria muito de saber para onde vai o nosso dinheiro, já que nada funciona neste país e pagamos muito, muitíssimo, por todos os serviços. Mas acho que devemos merecer. E devemos saudar o povo brasileiro, ao menos a metade, porque consegue votar contra si mesmo. Essa atitude deve ser um altruísmo gigantesco que pessoas como eu não alcançam, porque só isso explicaria tal comportamento, enquanto assistimos diariamente a fazerem festa com o nosso dinheiro - aliás, um dos governadores que anunciaram a volta imposto até já levou a sogra para passear na Europa à custa do erário... Nós merecemos!

SOLANGE DELOCCO COUTINHO

solangedelocco@hotmail.com

Rio de Janeiro

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IMPOSTOS EXTORSIVOS

Ainda que mal pergunte, se o governo precisa da CPMF para a saúde, por que cobra outros extorsivos impostos? Haverá uma CPMF para a educação, outra para os transportes e uma terceira para a segurança? O que está sendo feito com nossos impostos, afinal? O governo não entendeu que a CPMF é uma deformação de governo incompetente na administração de suas verbas. Desculpem, a paciência está curta!

RICARDO MAZZETTI GUERRINI

ricguerrini@hotmail.com

São Paulo

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PRESSÃO

Já temos uma carga tributária de 35% do PIB, mesmo nível de países mais desenvolvidos. Só que lá a pesada arrecadação tem retorno certo e se pode confiar nos serviços públicos de educação, saúde, segurança, etc. E as estradas são "tapetes". Aqui, pagamos igual, mas o nosso dinheiro se perde pelos escaninhos da incompetência e da corrupção. A maior parte vai para pagar um funcionalismo inchado e ineficiente e as muitas benesses distribuídas por critérios quase sempre político-eleitorais. Ou seja, gastam mal o que arrecadam, sem satisfazer ou prestar contas ao contribuinte. E ainda querem mais? A "pressão" de governadores pela recriação da CPMF é uma boa desculpa. Tenho certeza de que a maioria do povo, que já trabalha mais de quatro meses por ano só para sustentar o governo, também gostaria de fazer "pressão"... mas para que ele gaste melhor o muito que já recebe antes de querer mais. Hoje temos "pressão" para uma CPMF-S (saúde). Amanhã teremos uma CPMF-C (Copa do Mundo), depois uma CPMF-O (Olimpíada)? E por que não uma CPMF-B (trem-bala)? A verdade é uma só: se antes a CPMF não melhorou a saúde, por que seria diferente agora? Que cortem os desperdícios, despeçam os "aspones", eliminem os Ministérios supérfluos e apresentem resultados com o que já recebem. Depois, se nos convencerem de que é pouco, venham pleitear mais!

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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INCHAÇO

Em vez de voltar com a CPMF, o governo poderia criar vergonha e enxugar a máquina pública, tão inchada de companheiros!

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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REFORMA TRIBUTÁRIA

Se os governadores eleitos e reeleitos da base aliada que querem a recriação da CPMF, já extinta pelo Senado, tivessem se manifestado na campanha sobre o assunto, fatalmente não seriam vitoriosos na eleição. Dá a entender que esses governadores, principalmente os seis eleitos do PSB, queiram a volta desse famigerado imposto para satisfazer a obstinação vingativa do presidente Lula. Em vez de jogar essa responsabilidade para a sociedade, que já é sacrificada pagando outros inúmeros impostos, que se faça a reforma tributária, dê-se um basta à corrupção e haja mais controle dos gastos e mais eficiência na administração pública.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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CONVERSA MOLE

Contribuintes, anotem os primeiros governadores, todos do PSB, que começaram as ladainhas pela saúde com a volta da CPMF, exatamente dos Estados que mais foram castigados pelos desmandos políticos: Cid Gomes (CE), Eduardo Campos (PE) e Renato Casagrande (ES). Não vamos cair mais uma vez nessa conversa mole. Cada governador que faça sua parte, prometida nas campanhas, e acabe com a corrupção em todos os setores governamentais, que são a vergonha nacional.

JOÃO ERNESTO VARALLO

jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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"SACRIFICIOZINHO?"

DEM conclama oposição a se unir para impedir reedição do tributo (5/11, A4) O famigerado imposto do cheque "é um sacrificiozinho muito pequeno", segundo o governador Cid Gomes. Não é bem assim. Morador em condomínio, pago à administradora, entre outras despesas, o salário dos funcionários (operação 1); a administradora paga aos funcionários os salários (operação 2) e estes sacam os valores no banco (operação 3). Portanto, os salários contribuem três vezes para a União e ainda estão sujeitos ao IR na fonte (que varia de 7,5% a 27,5%). Estou com o DEM!

JOSÉ ERLICHMAN

joserlichman@terra.com.br

São Paulo

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ORGIA ARRECADADORA

Todos sabemos que a CPMF nunca serviu à saúde. Quando Jatene a aprovou, previa-se acréscimo de R$ 7 bilhões, que, somados aos R$ 14 bilhões já no Orçamento, totalizariam R$ 21 bilhões, o que seria o ideal na época. Só que após sua aprovação foram descontingenciados do Orçamento R$ 7 bilhões e tudo ficou como dantes no quartel de Abrantes, ou seja, com os mesmos R$ 14 bilhões. Na verdade, neste país os governantes, por incompetentes, só sabem gerir a coisa pública aumentando impostos. Isso vale para tucanos e PT. Essa orgia arrecadadora cada vez mais esmaga o cidadão contribuinte e atrofia o Estado de Direito, justo e humano. Torna-se urgente movimento popular contra a CPMF.

JULIO BRANDÃO

julio@brandaoramos.adv.br

Marília

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"Mas a promessa não era desonerar a carga sobre os nossos ombros?

Até tu, Anastasia? Nova Inconfidência já!"

ROGERIO VILELA SILVA / SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ (MG), SOBRE A VOLTA DA CPMF

rogervs_sgs@hotmail.com

"E quem acredita que são os governadores que querem a volta da CPMF? Devem ser os mesmos que acreditam em Papai Noel e no PT"

KÁROLY JANOS GOMBERT / VINHEDO, IDEM

gombert@terra.com.br

"Sobre o essencial, que é reduzir gastos supérfluos e desperdícios, não se fala"

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, IDEM

laert_barbosa@ig.com.br

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TEMA DO DIA

MEC cria site para prejudicados no Enem

Erros no cartão de resposta, questões duplicadas e folhas repetidas marcaram o primeiro dia de prova

"Se o MEC for esperto, anula a prova sem esperar a Justiça. Perde-se menos tempo sem prejudicar alunos e universidades."

CARLOS HENRIQUE MARTINS

"Como designer gráfico há 12 anos, sei que a culpa não é da gráfica que imprimiu. Incompetência de quem criou o arquivo."

SHEILA ANGELA SILVA

"Lembraria que, se a prova for cancelada, muitos serão prejudicados também. É fácil pedir a anulação por um erro pequeno."

THIAGO VERONESI

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OUTRA VEZ?

Srs. governadores eleitos, sra. presidente eleita, demos-lhes votos de

confiança nesta mais recente eleição, por favor, não queiram passar-nos

uma ''rasteira'', criando novos impostos. Isso pareceria uma traição ao povo

dos Estados e do País. Estamos cansados e não aguentamos mais tantos

impostos.

Lembrem-se de que salário não é renda, trabalhamos para sobreviver e, no

final das contas, temos de pagar impostos para viver? Renda é outra coisa,

são outros negócios. Para o trabalhador que luta de sol a sol, mora mal,

come mal, veste-se mal, é uma situação injusta estar pagando impostos em

demasia. Os salários líquidos, depois de todos os descontos, inclusive

Imposto de Renda, quando é o caso, são depositados em contas

bancárias e quando a pessoa vai retirar seu dinheiro, como foi no passado,

ainda tem de pagar CPMF? É imposto sobre imposto, nem é mais

impostos em cascata, é uma cachoeira de impostos, é uma verdadeira

cataratas do Iguaçu! Os bancos também cobram inúmeras taxas e eles

estão trabalhando com o nosso dinheiro.

Presidente eleita, governadores eleitos, se querem dinheiro para novos

investimentos, fechem o ''ralo da corrupção'', deixem de destinar dinheiro

para ONGs e obras que não existem, fiscalizem e punam os desvios.

Certamente sobrará dinheiro para a aplicação em saúde pública e também

para a educação e segurança.

Façam parcerias com a iniciativa privada para a construção de postos de

atendimento médico onde sejam necessários, principalmente nas periferias.

As prefeituras doam os terrenos, as empresas constroem os prédios e os

Estados ou municípios cuidam do funcionamento e manutenção.

Srs. políticos, iniciem um novo processo de seriedade e ética nas

esferas federal, estaduais e municipais, para que possamos deixar

algo de bom para as futuras gerações.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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ESTELIONATO ELEITORAL

A oposição tem de ficar muito esperta e atuante. Todos elles, os aliados da eleição de Dilma, já estão à postos para ressucitar a CPMF como se deles fosse a ideia, deixando a eleita em ótima posição, afinal, não é ela quem esta falando no assunto. Com certeza já combinado com Lula antes da eleição para que assim que eleitos propusessem a volta da famigerada CPMF (Lula nunca engoliu a derrota). Há dinheiro, o que falta é parar de desviar, roubar, locupletar-se.

O povo que votou em Dilma arroga-se a dizer que não tem dinheiro nem cheques, então não paga a CPMF, mas esquece que em tudo o que compra (arroz, feijão, cafezinho...) há impostos e haverá aumentos para compensar a CPMF que o dono da mercadoria terá de pagar.

E agora. PT (Tião Viana, Jaques Wagner, Agnelo Queiroz, Tarso Genro, Marcelo Déda), PSB ( C. Capiberibe, Cid Gomes, R. Casagrande, R.Coutinho, Eduardo Campos, Wilson Martins), PMDB (Silval Barbosa, A. Puccinelli) e PSDB (A. Anastasia!), o que vocês dirão aos seus eleitores? Que praticaram um estelionato eleitoral? Não adianta vocês quererem, o POVO já disse que não quer.

Aos que não responderam (Sérgio Cabral, T. Vilela, Confúcio Moura, Anchieta J., Siqueira Campos) e aos não encontrados (Roseana Sarney, Omar Aziz), que saiam do muro.

E aos que já lutaram contra, que voltem a fazê-lo, PSDB, DEM, PPS e outros, além de todos nós, eleitores indignados.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CPMF - O RETORNO

Prezados leitores do nosso Estadão e demais cidadãos de bem deste Brasil:

aqui estão as mais "preciosas" declarações de alguns governadores - inclusive do senhor que está presidente - que já sonham com o dinheiro resultante da tungada nos bolsos dos contribuintes.

Antonio Anastasia (PSBD-MG): "A saúde é a chamada política pública de demanda infinita."

Eduardo Campos (PSB-PE): "Derrubar a CPMF foi irresponsável."

Cid Gomes (PSB-CE): "É um sacrificiozinho muito pequeno para cada brasileiro..."

Lulla "lamentou a extinção da CPMF e acusou a oposição de haver prejudicado a maioria dos brasileiros."

É impressionante como eles têm a cara de pau e a desfaçatez de abrir a boca para falar sobre impostos e contribuições. Eles se esquivam de explicar o destino dos R$ 200 bilhões arrecadados com a extinta CPMF, desde sua criação, e dos demais impostos estratosféricos, pois o sistema de saúde em todo o País se encontra falido, com raras exceções devidas ao esforço e abnegação de médicos, enfermeiros e entidades privadas, os quais se doam em favor da população menos favorecida. A famigerada "governabilidade" sangrou os cofres públicos.

É fácil a tarefa de mudar o estado precário em que se encontram a saúde, a segurança pública, a educação e a infraestrutura. Basta, apenas e tão somente, que sejam cortados os gastos com apaniguados, coibir abusos nos cartões corporativos, eliminar o propinoduto, sanear as contas públicas, eliminar os milhares de cargos de confiança destinados aos sindicalistas e "cumpanheiros", reduzir o número de Ministérios e secretarias que foram criados por este (des)governo do PT e seus compadrios e combater a corrupção generalizada que se instalou em todas as esferas dos governos estaduais e municipais. Vai sobrar dinheiro. É só conferir. Quem se habilita?

Claudio D. Spilla Claudio.Spilla@CSpilla.org

São Caetano do Sul

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PREPARE-SE

Não é coisa da imaginação, é a realidade nua e crua: a CPMF vai voltar. Logo na primeira semana, após a vitória da sra. Dilma, aqueles que ajudaram a elegê-la presidente já estão cobrando pelo serviço. Eles alegam que sem a CPMF não é possível fazer funcionar a saúde. Então, vá, preparem-se porque precisamos de CPMF para combater a insegurança, deixada pelo outro governo; CPMF para tapar os buracos nas estradas, que se abriram nos últimos oito anos; e CPMF para corrigir o descuido com a educação, que se igualou à República do Zimbábue na avaliação do IDH. E já que a nova presidente anunciou que vai dar continuidade à política do outro, podemos ter CPMF para manter o programa Bolsa-Família, CPMF para indenizar os camaradas (companheiros era antes, guerrilheiro fala camaradas) que ainda não foram contemplados; CPMF para financiar dossiês e CPMF para custear advogados para tirar aloprados da cadeia. Cuidado, Lula vai sair, mas o PT vai continuar!

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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A SOCIEDADE DISSE NÃO

Nada bom o começo de Dilma, transferindo a responsabilidade de recriar o maldoso imposto para os governadores.

Já começa a descumprir promessas.

Que os da base aliada concordem, vá lá.

Mas que um do PSDB, o de Minas Gerais, já tenha concordado, ficou muito clara a malandragem do debate proposto.

Quando candidata Dilma fez propostas para a saúde, estas evidenciavam a necessidade de investimentos, mas ela não mencionou o imposto, ao contrário, prometeu não aumentá-los.

Depois de eleita vem propor, com toda a aceitação de Lula, que nunca engoliu essa derrota no Congresso, mais uma carga para toda a sociedade.

Sendo assim, vão propor impostos pra tudo: educação, segurança etc.

O que já se arrecada no Brasil está mal utilizado e mal direcionado.

A sociedade disse NÃO uma vez e agora temos de nos mobilizar outra vez.

Pois o faremos, podem esperar.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ALGUÉM TINHA DÚVIDA?

Se alguém tinha dúvida sobre a recriação da CPMF, era porque não conhecia Lula.

Ele nunca engoliu aquela decisão do Congresso acabando que esse malefício e a

prova está aí. Antes mesmo de tomar posse Dilma já vai cumprindo o que o Seu Rei mandar.

Vem aí uma nova CPMF e vai passar porque agora Lula tem o Congresso na mão.

E o povo? Ora, o povo sempre tem o governo que merece.

E que nos preparemos, porque outras ''maldades'' estão por vir. Ano que vem saberemos delas.

No palanque a teoria é uma. Na prática é outra. Trouxa de quem acredita.

Vai dar com uma mão pequena (aumento no Bolsa-Família e no salário mínimo) e tirar com

uma mão grande: CPMF, novo Imposto de Renda, mais IOF, menos isenção de impostos, e por aí vai.

E a dinheirama toda vai continuar desaparecendo nos ralos do PT. Eu disse nos ralos, e não nos ratos,

que isso é outra história. Se com um Congresso meia-boca Lula e o PT fizeram o que fizeram, nem imaginar

do que serão capazes tendo agora o Congresso sob controle.

Odair Picciolli pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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FACADA NAS COSTAS

Volta da CPMF? Só pode ser piada para aqueles que jamais ouviram qualquer referência sobre o assunto durante a campanha eleitoral. Ou, então, uma facada nas costas.

Foi a maior dificuldade para fazer com que o Senado derrubasse esse maldito imposto. E agora trazer essa sanguessuga de volta apenas para atender à vontade de governadores recém-eleitos? Que nem assumiram e já demonstram que preferem a comodidade de uma receita líquida e fácil, ao invés de enxugarem e varrerem a corrupção de seus Estados?

Deve ser uma brincadeira de mau gosto! Só pode!

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes - ES

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PINÓQUIOS

Fiquei emocionado ao saber que vários governadores estão querendo a volta da CPMF por estarem preocupados com a saúde pública!

Será que ao afirmarem isso o fizeram com cara séria e sem deixar o nariz crescer? Estão é preocupados em inchar seus orçamentos e poderem abrir mais vagas nos cabides de empregos!

Marcus Coltro marcuscoltro@hotmail.com

São Paulo

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SUGESTÃO

Prezada presidente Dilma. Comece Por Maximizar Fortemente, e com determinação, o enxugamento da máquina pública, excessivamente inflada nestes últimos oito anos, e a senhora perceberá que não faltarão recursos para viabilizar todos os projetos de seu governo. Não há necessidade de implantação desse famigerado imposto.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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NÃO AO RETORNO

Peço que todos os brasileiros e brasileiras que estão cansados de pagar uma das mais altas cargas tributárias do mundo, sem receber a devida contraprestação na forma de serviços de qualidade, impeçam o retorno da CPMF.

Já passou da hora dos nossos políticos administrarem com seriedade e responsabilidade os bilhões de reais recebidos por meio de impostos.

Fábio Zatz fzatz@uol.com.br

São Paulo

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ABAIXO-ASSINADO

Se 19 dos governadores eleitos querem a volta do CPMF, eu chamo a atenção para o fato de que MILHÕES DE ELEITORES NÃO QUEREM A VOLTA DO CPMF. Está na hora de fazermos um abaixo-assinado imenso e mostrarmos que também temos algum poder... antes que decidam tudo por nós.

Maria Helena Silva Dutra de Oliveira mhsdoliveira@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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ASSINATURAS JÁ!

Como se não bastasse uma coletiva vendida e apaniguada, entre sorrisos, maneios e rebolations, a crédula mídia se rende ao sorriso marquetado. Nem bem se anuncia a retomada da CPMF, o famigerado saque no bolso dos cidadãos, e se confirma a intenção de rever índices de produtividade de propriedades rurais, assina-se a petição do MST, assim como se rubrica a vingança do molusco moribundo.

Não satisfeita com essa entrada em cena, a cabeleira vermelha muda-se para a Granja do Torto, propriedade oficial de lazer rural, assegura seus voos de helicóptero (à custa de quem?) e se arvora em moradora da residência oficial, embora seu mandato só se inicie em janeiro de 2011.

Quem paga esta conta? O molusco? A dita? Quem deu aval para que paguemos por dois presidentes perdulários e gastadores?

Se o DEM se lamenta pela volta da CPMF, a sociedade que não se coaduna com o golpe petista quer outra coisa, que se façam inúmeros abaixo-assinados, lembrem-se que são 43 milhões de insatisfeitos, que se articulem as listas de reivindicação de postura idônea das oposições perdidas entre urnas, derrotas e muros.

A ver o início da mandatura precoce, sugere-se a avacalhação completa da Nação.

Haja polícia e juízes, haja bolas no Ministério Público, sobrevivam opositores. Enquanto não se sabe quem é quem, sugiro iniciarem-se todas as manifestações de agravo, todos os abaixo-assinados pertinentes, o País já entra no golpe mesmo antes da posse . É inacreditável e é insuportável.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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E NEM TOMOU POSSE AINDA...

Durante a campanha de Dilma mostrou-se à exaustão o documento assinado por Serra em que afirmava que cumpriria o mandato de prefeito até o fim, seguido de "você vai confiar em alguém que não cumpre a própria palavra?" Então, "presidenta", como fica sua posição em relação à CPMF?

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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TROUXA

Impressionante como o eleitor é trouxa. Ir na conversa do presidente Silva para eleger essa mulher para o cargo máximo do País é a maior evidência disso. Passados alguns dias, a CPMF é ressuscitada e só falta ela dizer que quem é contra a ''contribuição'' é porque é sonegador, como o presidente disse no final de 2007, no seu desespero para que fosse aprovada novamente. Não existe imposto mais imbecil que esse -- desculpe, dr. Jatene, foi ideia sua --, mas pagar imposto por movimentar dinheiro, sem operação mercantil ou de serviço, é coisa de quem não bate bem.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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À CUBANA

Quem não votou em Dillma Rousseff não tem motivos para se sentir enganado com o fantasma do novo CPMF, porque sabia que ela seria uma caixinha de surpresas. Mas imagino quem votou acreditando que seu governo seria a fina flor da competência e bondade, como normalmente agem as boas mães. Nova CPMF é ato de madrasta, porque o País tem ultrapassado todos os limites do suportável em cobrança de impostos. Não duvido nada que no final dos quatro anos de governo novas leis virão para achacar ainda mais nossos bolsos, em detrimento da farra governamental. Só falta aprovarem lei como em Cuba, onde mais de 50% do salário dos trabalhadores fica para o governo e por isso mesmo hoje, com a economia estrangulada, querem mudança urgente. Se o projeto do PT é ficar pelo menos 20 anos no poder, com certeza chegaremos lá, afinal, todos os que compõem o governo Lulla/Dillma têm suas raízes na Cuba dos anos 60. Imaginem nosso destino com essas "futurísticas" cabeças!!!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MÃOS AO ALTO, OUTRA VEZ!

Já que o compromisso assumido em discurso pelo próximo governo já começa a perder a validade, após menos de uma semana, fica aqui uma sugestão: como a grande desculpa esfarrapada para a volta da CPMF é financiar o sistema de saúde do brasileiro - faz-me rir! -, o pagamento do seguro-saúde deve ser isentado dessa contribuição, pois não? Aquilo que o governo não dá não pode ser tributado.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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CAPRICHO DE ALGUNS

Agora que o assunto CPMF voltou à tona, gostaria que nos informassem, com seriedade, em que medida a reinstituição desse tributo pode contribuir, concreta e significativamente, para o bem do nosso sistema de saúde pública. Quando aludimos ao ''bem do nosso sistema da saúde pública'', referimo-nos, evidentemente, ao fim das filas intermináveis nos ambulatórios, à falta, nesses locais, de medicamentos e equipamentos imprescindíveis, bem como à existência de acomodações minimamente satisfatórias para os pacientes, além da presença de pessoal qualificado nesse sistema. Não basta o mero apoio de governadores para que se justifique o renascimento dessa malfadada contribuição. É necessário, enfim, que toda a sociedade civil seja inteirada e ouvida a respeito da reinstauração irresponsável (talvez, queira Deus!) desse capricho de alguns.

Eurico Buzaglo eurico_buzaglo@uol.com.br

São Paulo

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O ELEITOR QUE SE LIXE

É estarrecedor verificar, logo após as eleições, que governadores e governo federal já se mobilizam para uma possível volta da CPMF. Durante as campanhas, nem um político sequer tocou no assunto e todos os que foram perguntados a respeito manifestaram-se contrários ao retorno. Isto mostra aquilo que não é novidade para os brasileiros, ou seja, que os nossos políticos não têm o menor compromisso com o povo que representam. O eleitor é importante apenas no momento de obter o voto e depois que se lixe

Além do mais, a carga tributária no Brasil é uma das mais elevadas do mundo, com a agravante de o contribuinte não ter serviços e benefícios compatíveis, dado o péssimo uso que se faz do dinheiro público. Haveria, certamente, dinheiro suficiente para a saúde se o governo tivesse empenho na administração das finanças públicas e evitasse os imensos desperdícios do dinheiro arrecadado. O simples fato de se cogitar da reintrodução dessa taxação bem demonstra que os nossos políticos querem dinheiro fácil, ao invés de gerirem os recursos nada escassos de que dispõem.

Culpa nossa, que nos deixamos enganar pelas inverdades que nos são ditas nas campanhas políticas e elegemos governantes que querem servir-se do País, ao invés de servi-lo.

Roberto de Moura Campos robmouracampos@uol.com.br

São Paulo

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CPMF NUNCA MAIS

A CPMF só serviu para mostrar que é possível a implantação de um imposto único no Brasil, eliminando o grande número de impostos e taxas hoje existentes. Quem não gostou da ideia foram o banqueiros, que ameaçaram cortar as verbas para contribuição de campanhas e, aí, mexeram no bolso dos nossos políticos, que desistiram da ideia.

Agora escutamos de novo a ladainha dos políticos sedentos por mais verbas para dar conta dos enormes gastos e suprir seus desmandos. A população exige que ''antes'' os políticos cortem os desperdícios, despeçam os ''aspones'', reduzam a corrupção e o desvio de verbas públicas e eliminem os Ministérios/departamentos supérfluos. Depois, se nos convencerem de que é pouco, que venham pleitear mais!

Enquanto isso, CPMF nunca mais!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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SOMOS TODOS PALHAÇOS

Os 20% que o governo federal retira da arrecadação da União com a DRU (Desvinculação de Recursos da União) já não são suficientes para a fanfarra? Para que a volta de um imposto que já está comprovado não fazer falta nenhuma para os brasileiros, aliás, falta faz, na saúde. Na época da CPMF já não tínhamos saúde decente, assim como nunca tivemos, como não temos e nunca teremos outros serviços que o governo é obrigado a nos fornecer porque pagamos para tê-los. O dinheiro que deveria estar sendo investido na área social está sendo utilizado em outras áreas que não dizem respeito aos motivos da sua criação. O que fazer? NADA! Por quê? Porque somos todos "palhaços" que não sabem ler e escrever, surdos e mudos, sem atitude para nos defender e defender o Brasil!

Felipe Nunes fe_kcdbc@hotmail.com

São Paulo

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CURIOSO...

Nem mal as urnas ''esfriaram'' ainda e entra em pauta assunto morto e enterrado desde o final de 2007: a possibilidade de ressurreição do malsinado ''imposto do cheque''.

Curioso é que, a despeito de que apenas 53% da arrecadação do tributo era destinada efetivamente para aquilo que ele foi criado, o financiamento da saúde pública, o novo movimento pró-CPMF usa como argumento para a recriação da contribuição... o financiamento da saúde pública!

Ora, se a arrecadação tributária federal - das mais altas do mundo - não é suficiente para tão nobre e correto propósito, é o caso então de sugerir à presidente eleita, que assumirá em 1º de janeiro próximo, que comece, por exemplo, cortando gastos, desaparelhando e desloteando a máquina governamental de compadrios e amigos. Com isso deve sobrar dinheiro para a saúde.

Luiz França Guimarães Ferreira http://blogdoloi.blogspot.com

São Paulo

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DUAS CARAS

Como o político brasileiro muda o seu discurso. Nas campanhas eleitorais (leia-se eleitoreiras) têm soluções para tudo, sabem como e onde buscar recursos sem penalizar a população. Mal passadas as eleições, os eleitos começam a pôr as magas de fora.

Todos, invariavelmente todos, os que disputaram cargos executivos falaram em redução da carga tributária. Agora, antes mesmo de assumirem, já falam em resgatar a temível CPMF.

Meu pobre e tolo brasileiro, se nós, o povo, não aprendermos as lições, não nos unirmos, não nos organizarmos e exigirmos que cumpram o que pregaram, vamos engolir muito mais sapos do que supomos.

O enxugamento da máquina administrativa, a redução dos gastos públicos com mordomias descabidas a funcionários de alto escalão, ministros, secretários, parlamentares (tanto no âmbito federal quanto estadual), o combate feroz ao vultoso comércio da pirataria, a regularização da economia informal, caça às propinas dos agentes de fiscalização e repressão ao comércio ilegal, pesadas ações contra as fraudes, corrupções, superfaturamentos e roubalheira generalizada nos serviços públicos, essas deveriam ser as primeiras preocupações tanto da presidente eleita como dos governadores estaduais.

Engana-se quem pensa que redução da carga tributária gera diminuição da arrecadação. Ao contrário, aumenta o consumo, gera aumento de produção, empregos e mais consumo. O que se ganha na quantidade supera o que se perde na redução das alíquotas.

O exemplo mais recente foi a isenção do IPI para vários produtos, como automóveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que gerou uma expansão do consumo e nos manteve em meio a uma crise sem nos abalar.

Nei Silveira de Almeida neizao1@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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AFRONTA

Sobre a tentativa de alguns governadores, em sua maioria membros do PT, objetivando o retorno do famigerado CPMF, parece-me que tanto a sociedade quanto o governo, a exemplo do que jocosamente dizem sobre a memória do computador em Portugal, que se resume a uma vaga lembrança, esquecem que tão logo ele foi extinto o governo imediatamente elevou a alíquota do IOF (segundo minha leve lembrança) para compensar a perda de arrecadação. Assim, embora não se saiba em quanto o aumento da alíquota daquele tributo compensou a perda da arrecadação da CPMF, o fato objetivo é que esta foi substituída por outra forma de arrecadação, sendo que o retorno do CPMF sem reduzir a alíquota do IOF equivaleria a uma forma de bitributação. Isto sem contar, evidentemente, a afronta dessa iniciativa à posição majoritária da sociedade relativamente à extinta CPMF, na verdade, uma bastarda de uma ideia de imposto único que um certo economista vinha propondo insistentemente na época.

Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br

São Paulo

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DILMA & CPMF

Dona Dilma, ao tempo em que já era candidata, mas não oficialmente, sempre defendeu o retorno da CPMF. Ao ser oficializada sua pretensão, parou de abordar o assunto para não prejudicar sua campanha. Agora já começa a transferir tal exigência para os governadores, sem descartar dialogar a respeito, omitindo-se de seu desejo ferrenho tão propagado antes. É o mesmo comportamento de seu criador - já vai deixando para trás as promessas feitas antes de assumir o compromisso que a espera pela frente. Quantas surpresas surgirão, portanto, quando realmente for empossada? O povo assim quis, o povo assim terá.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis, RJ

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É O FIM DA PICADA!

Nem esquentaram suas cadeiras nos governos dos Estados, pois não tomaram posse ainda, 14 governadores eleitos já se mostram a favor da volta da CPMF, agora com o nome de Contribuição Social para Saúde (CSS).

Ora, parece que querem assumir com dinheiro garantido, sem nem mostrarem seus trabalhos como governantes!

Já vimos esse filme antes, e por que acreditaríamos que iria para a saúde agora, quando por oito anos ou mais os recursos foram desviados para outros fins?

Reforma tributária, promessa da presidente eleita, já! É disso que o País precisa, e não da ressurreição de mais um imposto!

Lígia Bittencourt ligialbc@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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NÃO CONFUNDAM

Percebam, agora os ''governadores'' que querem a aprovação da CPMF, ou melhor, CSS, não é a nova presidente que quer, não confundam. A conotação da CPMF é ''Coitado, Povo Mero Fantoche''. A arrecadação de tributos até outubro já ultrapassou R$1,5 trilhão, e querem mais? Que tal cortar gastos desnecessários ou desvios?

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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ABERRAÇÃO TRIBUTÁRIA

Essa conversa de ressuscitar a falecida CPMF, com qualquer que seja o nome de batismo que lhe deem, é de uma falta de vergonha na cara que não tem mais tamanho.

Era assunto morto e sepultado por imposição da vontade popular, que não via justificativa na existência de um imposto escorchante e que penalizava igualmente ricos e pobres, incidindo em cadeia sobre tudo.

Mais inacreditável, ainda, é essa conversa surgir em seguida a uma campanha eleitoral em que nenhum candidato a qualquer cargo defendeu a sua volta, ou, quando a CPMF era mencionada, era para declararem que eram contra a sua recriação.

Seus atuais defensores de última hora podem esperar.

Não terão paz enquanto tiverem seu nome associado a essa aberração tributária.

Serão perseguidos sem quartel. É só pagarem para ver.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CADA POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE

Os que votaram na Dilma merecem mais quatro anos de governo dos PeTralhas, mentiroso, enganador, incapaz, incompetente, corrupto, oportunista, dos amigos da rainha. Merecem mais mentiras, enganação, mais doenças, tais como o surto de catapora, de sarampo, de tuberculose e outras doenças que estavam erradicas do Brasil há mais de dez anos, o nível baixíssimo da educação, equiparável ao Zimbábue, o último país da lista do desenvolvimento humano da ONU, mais impostos, tais como a CPMF, sobre fortunas, a revisão do índice de produtividade no campo, para facilitar as invasões do MST, mais cometimento de crimes pela impunidade, mais controle da imprensa, restrições à liberdade de opinião, a facilitação do aborto, mais desvios de dinheiro público, mais corrupção. Enfim, mais prejuízos para o povo brasileiro. O pré-sal é uma ilusão muito distante. Não há no mundo tecnologia capaz de extrair petróleo do fundo do mar a mais de 5 mil metros. Nem daqui a 50 anos teremos essa tecnologia e, quando vier, os veículos já serão movidos a energia limpa, como o hidrogênio e a eletricidade, que não são poluentes, como é o petróleo. Acorda, Brasil! E que Deus nos acuda...

Carlos Alberto Ramos Soares de Queiroz soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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MARIONETES

Funcionando como marionetes de segunda linha, a serviço da primeira-marionete, os governadores de Pernambuco e do Ceará apressam-se a assumir a autoria da proposta de trazer de volta CPMF. Além de estúpida, a ideia é traiçoeira, porque nem de longe foi mencionada durante a campanha. Além de protestar contra mais esta tentativa de jogar nas costas da população o custo de manutenção das quadrilhas renovadas, acho que seria oportuno perguntar: o fanfarrão Luiz Inácio não afirmou tempos atrás que o sistema de saúde estava próximo da perfeição? A verdade é que próximo da perfeição está é o cinismo dessa gente.

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com

Campinas

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"REFORMA" TRIBUTÁRIA

Lendo o artigo de Dora Kramer "Demanda de aluguel" ( 5/11), e comparando com as promessas da candidata Dilma de promover uma ''reforma tributária'', fica óbvio que a ideia do retorno da CPMF (agora travestida de CSS) tem o dedo do Lula.

A lógica é simples: Dilma sofre o desgaste, principalmente se aprovada; a oposição faz a gritaria e Lula aparece como candidato a um terceiro mandato, sem qualquer pudor e com o caixa cheio para (des)governar novamente.

Quando Lula perdeu a CPMF, declarou que era ''impossível governar sem os R$ 40 bilhões do imposto'' (sic). Desde então, a Receita Federal vem batendo recordes mensais de arrecadação.

Lula também declarou que esse imposto só os ricos - ''a zelite'' - pagariam, o que é a maior falácia de todas.

No sistema tributário temos a alíquota, que é o porcentual do imposto que, aplicado sobre a base de cálculo, gera o valor financeiro arrecadado do tributo.

Com uma simples regra de três, divido o valor arrecadado (R$ 40 bi) pela alíquota do imposto (0,0038), teremos a base de cálculo sobre a qual o imposto incidiu.

Então vamos lá: R$ 40.000.000.000 = 10.526.315.800 (10 trilhões e quinhentos e vinte e seis bilhões) 0,0038.

A base de tributação é de R$ 10.526.315.800.000 ( DEZ TRILHÕES e QUINHENTOS e VINTE e SEIS BILHÕES de REAIS).

O valor do PIB (2008) foi da ordem de R$ 2,9 trilhões, o quer dizer que a CPMF incidiu 3,63 vezes sobre o valor do PIB (efeito cascata).

Como o PIB não é gerado só pela ''zelite'', quem paga somos todos nós, desde o aposentado (meu caso), ao feirante, à diarista e ao trabalhador informal, visto que o efeito cascata do tributo se alastra para toda a economia, formal ou não.

Não podemos deixar no esquecimento que menos de 72 horas após ''perder'' a CPMF no Congresso o governo aumento a aliquota do IOF para 0,38%, apenas uma coincidência, visto que não tiveram nem o pudor de mudar a alíquota.

Para finalizar, uma pouco da História do Brasil.

A Inconfidência Mineira começou com a ''Revolta do Quinto'', que era o tributo (1/5 ou 20 %) de tudo o que era produzido no Brasil e pago à Coroa Portuguesa.

Em 2009 a carga tributária brasileira chegou a 38% do PIB (sem os R$ 40 bilhões da CPMF), logo, com a CPMF, já teríamos passado dos ''DOIS QUINTOS'', ou seja 40% do PIB.

Convenhamos, fazer ''reforma'' tributária aumentado impostos, só no Brasil.

Na verdade, não precisamos aumentar impostos, basta estancar o roubo e o desvio de verbas.

Do jeito que vai, a ''nossa Coroa - DILMA - custará o dobro da parasitária Coroa portuguesa.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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EXPLORAÇÃO DO TRABALHADOR

Gostaria de entender por que existem ministros sempre prontos a defender o governo quando se trata de aumentar o salário dos funcionários. Explico. Se for para dar aumento, vem logo um defensor dizendo que o aumento irá causar um rombo nas contas do governo. E quando o dinheiro é mal empregado não aparece ninguém obrigando que o dinheiro seja reposto? A volta da CPMF nada mais é do que um capricho do presidente Lula, que na oposição teve seu partido contra a criação da contribuição. Uma pergunta: só se resolvem os problemas da saúde criando impostos? E quem garante que os problemas serão resolvidos, visto que o dinheiro sempre vai para outros bolsos? Por que não fazer a reforma tributária ou, em se criando a CPMF, diminuir outro imposto? O governo só sabe explorar o trabalhador?

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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REI MORTO

Já se sabe que se a CPMF for recriada a carga tributária aumentará. Durante a campanha eleitoral os candidatos à Presidência da República silenciaram sobre o assunto e Dilma Rousseff em alguns momentos criticou a alta dos impostos. Como justificar o aumento na carga tributária, mesmo sabendo que o dinheiro não foi aplicado na saúde? Esse é um empenho pessoal do presidente Lula, rei morto, que não engoliu a derrota que amealhou no Senado quando da sua extinção. Dilma sai pela tangente quando diz que apoiará a vontade dos governadores. Como se sabe, o governo tem maioria para aprovar o que quiser. Resta o esperneio da sociedade, porém, depois dos resultados das urnas, existirá algum parlamentar preocupado com a população? A conferir.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA PERGUNTA

A saúde pública, assim como está, conta com orçamento governamental para funcionar (bem ou mal, agora, não é a discussão). Caso a CPMF volte, ela irá substituir esse orçamento, ao invés de complementá-lo, ou o dinheiro previsto acabará sendo usado em outras pastas?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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MAU COMEÇO...

O discurso ou falatório da presidente eleita, feito no mesmo dia da eleição, por que está mudando? O falado foi apenas para agradar aos eleitores a favor, ou contra? Estrategicamente, na campanha eleitoral nada disseram sobre a CPMF, com o novo nome CSS disfarça melhor, será assim? Também esses governadores, hein...? Agora nem precisará ativar o ''mensalão'', pode dispor do Zé, tudo será mais fácil aprovar com a maioria no Congresso Nacional. Mas, pelo visto, a mitomania, característica do atual presidente e seus asseclas vai permanecer. A revista britânica The Economist publica que a dona Dilma tem de mostrar ao povo brasileiro e à comunidade internacional que não será o sr. Lula de ''batom''? Cá entre nós, os britânicos foram discretos!

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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NO PÉ

Dizem que agora são os governadores que querem uma nova CPMF. Nosso prícipe de Garanhuns não se conforma com o dinheiro que recebeu a menos com a rejeição da antiga CPMF e agora fica insuflando Dilma e os governadores a solicitarem uma nova medida parecida (uma revanche). Esse cara arretado não sabe o que é democracia mesmo, só quer mandar e ser obedecido. Disse ''rei morto, rei posto'', mas já está tomando medidas para que Dilme execute as suas vontades, sem ainda ter sito posto para fora. Será que vai permitir que sua eleita governe ou vai ficar no pé dela o tempo todo para conseguir o que quer? Se agir assim e Dilma tiver personlidade, ela não deverá aceitar esse tipo de ingerências, e deve botá-lo para correr (esse filme já vimos no Brasil mais de uma vez).

CARLOS E. BARROS RODRIGUES carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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ASSALTO COMBINADO

Até a véspera da eleição os plitiqueiros brasileiros jamais aumentariam ou criariam novos impostos. Passada a eleição, cada um com quatro ou oito anos de emprego e mordomia garantidos, na maior cara de pau e cinismo, eles se reúnem, com direito a foto, para combinar o assalto à população, encher o cofre público e garantir o ''por fora''. Dá nauses acompanhar política nesse país.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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MASOQUISMO?

Mal as urnas do segundo turno foram abertas e os candidatos confirmando sua vitória, o eleitor viu, decepcionado, que a vida será bem diferente da prometida na campanha. A campanha é para se eleger. Mentem descaradamente. Eleitos, falam o que não tiveram coragem de falar, como, por exemplo, a volta da CPMF. Nenhum governador deixará de pedir a volta do tributo. Por que não se falou nisso nas campanhas para governador? Algum deles teria a coragem e hombridade de responder? Acorda, pessoal. Neste país se vota a cada dois anos e a cada eleição se vota pior. Não muda nada. É masoquismo?

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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UNIÃO DE MG E MA

O oligarca nordestino José Sarney e o esquisito governador Anastasia, da nova oligarquia mineira, querem a CPMF de volta para sustentar seus feudos, que são símbolos do atraso e do poder de um Brasil de Oitavo Mundo.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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CPMF

Irresponsável será quem a recriar.

Irresponsável é o cabide de empregos que o governo criou.

Irresponsável é o estrondoso aumento das despesas correntes deste governo.

Responsáveis são aqueles que conseguiram acabar com a CPMF.

Responsáveis serão aqueles que conseguirem fazer uma reforma fiscal e tributária para que sejamos um país digno.

Responsável será quem conseguir acabar com os cabides de empregos e reduzir as despesas correntes.

Com esta economia o governo terá dinheiro de sobra para a saúde e para outros investimentos.

José Edgard P. Barretto Neto barrettoneto57@hotmail.com

São Paulo

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