Cartas - 09/03/2011

RODOANEL

, O Estado de S.Paulo

09 Março 2011 | 00h00

Desapropriações

Rodoanel Leste vai desapropriar 16,7 milhões de m² (Estado, 7/3, C5). Mas vai pagar? A quantos metros quadrados de terreno deve corresponder o valor total da dívida do Estado com desapropriações, que ainda não pagou? Está certo que a cidade precisa de novas (e urgentes) obras, que visem ao bem coletivo. As obras públicas favorecem o desenvolvimento urbano e rendem votos. Contrariamente, sendo a liquidação do calote público um assunto restrito a um grupo específico e limitado de cidadãos desapropriados, a má vontade política de saná-lo se manifesta. O pagamento de precatórios é de fraco potencial eleitoreiro - porque diz respeito a poucos - diante da inauguração de uma obra pública qualquer, que atrai muito mais a atenção do grande público. A relação custo-benefício desse problema é desinteressante para o governo. O custo a investir para saldar a dívida é muito mais alto do que seu potencial eleitoreiro. Se faz 20 anos que o Estado não paga um precatório de desapropriação a que eu tenho direito, por um bem que me tomou, quantos anos devem esperar os atuais desapropriados do Rodoanel para verem pagos os seus?

ARMANDO C. DA SERRA NEGRA

a.serranegra@terra.com.br

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Credores e devedores

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de setembro de 2010 sobre precatórios no País estimam em R$ 84 bilhões a dívida total de Estados e municípios brasileiros, para 280 mil credores. Certamente boa parte desses credores é também devedora de impostos. Enquanto não se encontra uma forma definitiva de acabar com a dívida dos precatórios, essa infâmia que o poder público impinge sobre os cidadãos, por que não criar um programa que, na ponta do lápis, possa abater do que é devido pelo Estado o que o contribuinte deve para este? Não seria uma atitude de justiça social e tributária?

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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PETROBRÁS

Dívida

A Petrobrás, maior estatal brasileira, que teve um lucro líquido de R$ 35,2 bilhões em 2010, deve R$ 46,3 bilhões para os bancos estatais BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, quase 40% da sua dívida total, que chegou a R$ 117,9 bilhões em 2010. Em 2006 a empresa tinha crédito de R$ 2,55 bilhões a receber dos bancos públicos - e os investimentos da Petrobrás, de 2006 a 2010, passaram de R$ 16,5 bilhões para R$ 76,4 bilhões. Por que os bancos públicos emprestaram tanto para a estatal, em detrimento das empresas privadas? Faria parte de alguma "manobra" contábil essa dívida tão maior em relação ao lucro?

LUIZ DIAS

lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Agora vai

Esperamos que a Petrobrás não queira aproveitar o momento de tensão na Líbia e decida aumentar o preço da gasolina para ajudar a compensar a expressiva dívida que fez com bancos estatais brasileiros.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO

A outra ponta

Os jornais estão diariamente reproduzindo as opiniões de economistas brasileiros a respeito do cenário inflacionário que enfrentamos no momento. Todos, sem exceção, recomendam a mesma receita: medidas para restringir a demanda. Mas será que nunca ouviram falar da outra ponta, o lado da oferta? Será que não lembram que, se a demanda cresce e a oferta também cresce, os preços não sobem? É assim que fazem os norte-americanos, sempre investindo na capacidade produtiva de suas empresas. Nosso governo tem de incentivar novos investimentos pelas empresas privadas, reduzindo impostos dos bens de capital e expandindo e desburocratizando o crédito para aumento da capacidade produtiva. Seria muito mais eficiente do que a triste, simplória e não criativa contenção da demanda.

SERGIO LOPES

blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

Tribunal de Haia

Com a crise da Líbia veio à tona a questão da legitimidade do Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia, uma suposta corte de justiça criada por alguns países apenas. Há muito tempo os Estados Unidos não reconhecem essa corte e não aceitam que cidadãos norte-americanos sejam por ela julgados. O TPI nada mais é do que um tribunal de exceção, uma vez que não é corte de justiça de nenhum país especificamente. Nenhum grupo de países tem o direito de criar, num determinado país, uma corte para julgar cidadãos de quaisquer nações. Exemplo desse erro foi o Tribunal de Nuremberg, corte marcial temporária (1945 a 1949) formada por quatro países e destinada exclusivamente a julgar crimes de guerra da 2.ª Guerra Mundial - mas apenas aqueles cometidos pelos alemães. Seria como se os países do Mercosul criassem uma corte de justiça do Mercosul para julgar crimes cometidos por cidadãos da América do Sul. Entidades de arbitragem mundiais como as de comércio até podem existir, mas não cortes criminais.

HEITOR VIANNA P. FILHO

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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Como o velho ditado

Façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço, essa é a posição dos Estados Unidos com relação ao TPI. Serve para os outros, mas não para mim.

AZOR DE TOLEDO BARROS FILHO

azortb@globo.com

São Paulo

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ÁGUA

Desperdício e dividendos

Se o Brasil perde R$ 7,4 bilhões por ano por falta de investimentos em manutenção, fiscalização e por má gestão na distribuição de água, imaginem com o resto? Por exemplo, a falta de manutenção na rede elétrica, que tem causado tantos apagões; a falta de manutenção nas estradas; a perda de tempo e péssima logística nos portos abarrotados; os aeroportos, que não comportam o crescimento do País; além da corrupção desenfreada nos órgãos públicos municipais, estaduais e federais. Todo esse desperdício poderia ser sanado por meio de uma gestão eficiente, mas o que garante dividendos políticos aos governantes da vez não é gerir, mas apenas construir.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TEMA DO DIA

Cidade líbia sofre novos ataques

Soldados usam tanques e aviões para bombardear Zawiya, que é controlada pelos rebeldes

"O que me preocupa é a arrogância dos paladinos da Justiça que se autointitulam xerifes do mundo."

CLÓVIS SANTANA

"Kadafi é um homem rancoroso que ama a guerra. Ele está fazendo um grande mal ao povo líbio."

DANIEL COOPER

"Até quando vamos assistir a esses massacres covardes? Nasceram na mesma pátria e estão matando os próprios filhos."

ANTONIO PEREIRA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Amazônia azul

A chamada tirania do petróleo, que hoje mantém os potentados no Oriente Médio sendo eliminada pelo tsumani de rebelião que varre a região, o mundo deve se preparar para profundas mudanças macroeconômicas. Aqui entre nós, deveremos nos preparar para tais alterações, acelerando a exploração racional na Amazônia Azul, o mar que nos pertence, das imensas reservas de petróleo que possuímos nessa parte de nosso território.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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Risco da intervenção militar

A ONU deliberou e comunicou aos Estados Unidos que não invadisse o Iraque A deliberação foi desobedecida .E deste então milhares de iraquianos já morreram, além de soldados americanos. E não se percebe a ´possibilidade de fim do conflito. Pelo visto o atual Governo americano não aprendeu a lição. É o que se deduz diante da ameaça do Presidente Obama de invadir a Líbia, como se isto solucionasse a crise que atinge mais um país árabe. Fica sem resposta uma pergunta, ou seja, para que serve a ONU com toda a sua estrutura? Por que essa crise não pode ser resolvida por um conjunto de nações, sem levar em conta interesses políticos ou econômicos? As ações belicistas dos norte americanos por certo não resolverão o problema e ao contrário, podem ampliar a crise, com o envolvimento de outros países.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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Carnificina

Quantos Líbios ainda morrerão até que a ONU, a OTAN, ou até os Estados Unidos, mesmo que unilateralmente, decidam acabar com a carnificina particular de Kadafi?

Dorival Munhoz Junior junhaomunhoz@terra.com.br

Curitiba

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Genocídio

Em nome do princípio da não intervenção, o mundo livre se cala e permite a barbárie na Líbia. Depois, bem, depois, são erguidos monumentos às vítimas do genocídio, para que sirva de exemplo à posteridade. Infelizmente, a história se repete.

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

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Intervenção na Líbia

O conflito na Líbia atinge perigosamente o ponto de impasse, em que nenhuma das forças conflitantes consegue superar a outra, eternizando-se o desforço bélico com suas malsinadas consequências, em que as posições são mantidas e o sofrimento dos combatentes e do povo recrudesce, como se deu na primeira guerra mundial e dar-se-ia na segunda, se Truman não houvesse tomado a controvertida decisão de bombardear Hiroshima e Nagasaki, levando para o túmulo o maior pesadelo que pode desconstruir um homem. O que não se compreende é que as nações estão unidas numa organização, mas, num momento de intervenção decisiva, o encargo recaia sobre os ombros do Presidente de um dos países.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Como aqui...

O ex-presidente francês Jacques Chirac, com 78 anos, está sendo julgado por ter criado empregos fantasmas, desvios de dinheiro, abuso de confiança e conflito de interesses, quando foi prefeito de Paris (1977 a 1995). Logo após assumiu a presidência da França, exatamente o contrário do que acontece em nosso país. Lá o Ministério Público e o Judiciário são competentes e independentes. Se pelos mesmos ''crimes'' os nossos políticos fossem julgados, será que sobraria algum? E ninguém se envergonha, realmente não somos um país sério! Que nem aqui, não é mesmo?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Beija bota

Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, assinou portaria autorizando o afastamento do país, no período de 06 a 12 de março, de Marco Aurélio Garcia. O assessor especial da ''Presidenta'' irá a Havana com autorização para participar de reuniões com autoridades governamentais cubanas. Pergunto: foi tratar de mais um financiamento do BNDES? foi definir o próximo encontro do Foro de S.Paulo ou somente beijar as botas de Fidel Castro? Com a palavra o Palácio do Planalto e o Itamaraty. A sociedade precisa saber o que é feito com o dinheiro dos impostos. O Brasil tem embaixadas, não precisa pagar moleque de recados fazendo ponte aérea, muito menos, entre Havana, Caracas e La Paz.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Liberdade de imprensa

Todos estão eufóricos com o discurso da presidente Dilma na festa de 90 anos da Folha sobre liberdade de imprensa. A parte mais emblemática é a frase símbolo de seus discursos, ''devemos preferir o som das vozes críticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras''. Achasse mesmo isso, por quê Dilma não pediu ao Superior Tribunal Militar que liberasse acesso ao seu processo antes das eleições, como pedia a própria Folha?

Marcos Lopes Gellis m.gellis@terra.com.br

São Paulo

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A malfazeja reeleição

Prefeitos já estão direcionando suas atividades para as eleições do próximo ano, quando serão candidatos à reeleição. Absurdamente, já se discute o futuro eleitoral dos governadores e da presidente Dilma Rousseff, empossados no dia 1° de janeiro. A máquina pública dos municípios volta-se para fazer asfalto e produzir obras de fachada que possam ser inauguradas antes das eleições. Com isso, os importantes empreendimentos de longo prazo e de infraestrutura são esquecidos, e a população continua sofrendo com a saúde pública sucateada, congestionamentos de trânsito, enchentes, desmoronamentos e outros males decorrentes da desumana opção administrativa imediatista e eleitoreira. A reeleição no Executivo brasileiro foi criada apenas para beneficiar um homem. Já beneficiou dois no mesmo cargo e dezenas de outros em esferas inferiores, e demonstra em nada atender o interesse público. Melhor seria que o político, ao assumir um cargo executivo, soubesse preliminarmente que o exerceria apenas por um período, sem a possibilidade de reeleição mesmo que em períodos intercalados. Para maior fluidez, também poderia se estabelecer apenas uma reeleição para o mesmo posto no Legislativo. Isso garantiria a entrada de sangue novo para a política e nos livraria das carcomidas oligarquias de neocoronéis e de detentores de "esquemas" que tanto infelicitam e maculam o meio. Muito se tem falado sobre a necessidade de uma reforma política. Mas ela só virá com a pressão da sociedade. Só o rolo-compressor social será capaz de obrigar deputados e senadores - que têm a obrigação de votar a reforma - a cortar da própria carne e acabar de uma vez com a maldita reeleição. Isso já ocorreu no episódio da Ficha Limpa. Portanto, não é impossível...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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Pena de morte

Diariamente tomamos conhecimento de crimes bárbaros cometidos contra a vida de pessoas de bem, desgraçando famílias inteiras pelo resto de suas vidas. Tem-se pensado nas mais diversas soluções, sem a certeza de seu sucesso. A pena de morte pode não resolver integralmente o problema mas, na pior das hipóteses, leva o criminoso a pensar duas vezes antes de cometer um homicídio, já que mexe diretamente com o instinto de conservação (quem não teme a morte?) presente em todos os seres vivos. Precisamos repensar a pena de morte, como uma forma de justiça e respeito às dezenas de inocentes que são mortos diariamente em nosso País.

Muricy Garcia Xavier

São Paulo

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Policiais migram por salários

Belo trabalho escrito p/Desembargador Aloisio Paraná com Aloisio Toledo Cesar,em 02/03/2011.Estado pág.A2.tratando da migração de policiais paulistas,por salários muito baixos pagos p/Governo de S.Paulo.Principalmente nas grandes cidades do estado incluindo a capital.Agrava-se a situação da Segurança de S.Paulo tendo em vista que isso ocorre em maior numero entre Delegados de Policia,mas também escrivães e investigadores resultando na perda de profissionais experientes,com salários muito baixos.Acresce a isto as piores condições de trabalho onde ha profissionais que tem de dar conta de 2 ou até 3 delegacias,que ficam fechadas a noite,por falta de gente especializada,ou abertas mas sem pessoal capacitado p/tanto.31% dos municípios paulistas ficam sem delegados ,que acumulam funções sem nada receber além dos parcos e próximos dos 4 mil reais!!!Assim perde-se gente experiente numa área muito sensível da população.O grande problema é a falta de dialogo,como entre outros setores da Administração do Estado como educação,saúde,saneamento,energia,água,luz,onde médicos, professores,policiais vivem a míngua!Parabéns,ainda, ao Estadão,por ceder o espaço para se tratar de um assunto da maior importância, mas muito espinhoso.Corre-se o perigo de haver greves,gerando conflitos,como já vimos.A desesperança e tensão pode por em risco nos, a população que paga os salários dos governantes ,dos deputados e de todos os componentes do ESTADO,por altíssimos impostos. Outros estados pagam bem melhor,com bem melhores condições e riscos menores!

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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Os desafios das empresas que crescem demais

Seus gargalos de mão de obra e infraestrutura; pois bem; sou ex gerente de vendas de uma conceituada multinacional Italiana onde exerci desde a função de Repositor (Promotor de Vendas) chegando a funções gerenciais, com formação de campo e não acadêmica; fiquei maduro; cai do galho, mesmo sendo um agente de transformação e transpiração. Sei formas e formulas de buscar a resposta eficiente do consumidor final, porém o mercado Nacional diferentemente do americano, que pratica o Fair Trade não da espaço ao (Velho) no Brasil; que em minha ótica seriam os formadores de equipe pois tem ótica mercantil.

Então senhores Empresários ditos Empreendedores que sentam em cima da inércia e da ociosidade pensando que treinamento é custo e não beneficio vão pagar caro para encontrar o profissional que atendam suas expectativas pois em sua maioria nada investem em treinamento de Material Humano. tem coisas que não se aprende de forma acadêmica, só a vida e sua transpiração ensinam, então copiem os Americanos que ao invés de somente pensar em margem de contribuição pensam em serem gestores sociais. Se perguntarmos a 1.000 empresários o que é uma Razão Social teremos 1.000 respostas diferentes e nenhuma real do que representa.

Mario Sergio Batista Carneiro carneiro.mario@hotmail.com

Ribeirão Preto

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Aposentadoria

Ao mesmo tempo que me congratulo com o Srs. João Batista Piovan e Odair Picciolli (Forum dos Leitores de 5/3 p.p.), quero acrescentar, citando o meu caso: ''Aposentei-me em outubro/92 na aposentadoria proporcional e atualmente recebo do INSS exatos R$ 1.218,84, isto apesar de até agora continuar contribuindo pelo teto do INSS ( mais de R$ 400,00 ), meu tempo de contribuição perfaz atualmente, um total de 49 anos e 1 mês.Em abril p.f. já está previsto o meu desligamento da Empresa em que trabalho'' vou ter que viver com a remuneração acima;Com a palavra os Srs. Parlamentares, defensores dos Aposentados,-Arnaldo Faria de Sá(SP) e Paulo Paim (RS), pois do que pregam e falam, até hoje, nós aposentados, não vimos nada de concreto.

Francisco de Assis Galli analujgalli@uol.com.br

Itapira

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Os caminhos da Petrobrás

Em pesquisa feita pela consultoria Economática, em 2010 a Petrobrás anunciou lucro líquido recorde superior a R$ 35 bilhões, o maior lucro entre empresas de capital aberto. Já no Estadão de domingo, foi divulgado que a empresa tem uma dívida total de R$ 117,9 bilhões,está subindo exponencialmente. Como consequência ela suga recursos de bancos públicos, só do BNDS levou quase R$ 40 bilhões, que poderiam estar sendo empregados em investimentos na educação, saúde, infraestrutura, segurança, meio ambiente. Há mais de 20 anos que a megaempresa não constrói uma refinaria sequer, as existentes operam no gargalo, sua produção de petróleo é declinante.Num outro período foram construídas, em pouco mais de 10 anos, as 10 últimas refinarias da organização. Se a empresa por absoluta incapacidade empresarial de seus dirigentes, tem que viver de recursos públicos, então que seja parcialmente privatizada a produção e refino de petróleo, para que se gere mais pagamento de impostos, necessários à sustentabilidade do desenvolvimento da sociedade brasileira.Chega de falso nacionalismo, oportunismo de uma despreparada casta sindicalista

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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BNDES

A galinha dos ovos de ouro do ''cara'', à Petrobrás possui um endividamento tão grande quase quanto ela, valor este que chegou em 2010 à R$ 117,9 bilhões, motivo esse que gerou uma megacapitalização, inclusive o governo chegou a modificar as leis, para permitir que a estatal tivesse acesso a crédito no Brasil. Como um dos grandes credores é o BNDES, está explicado o motivo que as pequenas e médias empresas quando a ele recorrem, não conseguem obter nenhum tipo de financiamento. Tanto isso é real que o governo teve que fazer um aporte de R$ 50 bilhões a instituição para dar-lhe continuidade operacional, pois a Petrobrás conforme analistas financeiros, precisará de mais recursos para bancar seus investimentos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Mais crédito?!

Na matéria do Estadão de 06/03 -B8, consta que o grupo Silvio Santos está com dificuldade para receber empréstimos dos bancos! Para quem estranhamente teve perdoado uma dívida de R$ 4,3 bilhões, por fraudes no Banco Panamericano, como se fosse uns trocados a fundo perdido, o mínimo que os bancos brasileiros poderiam fazer é esquecer de vez os negócios do esperto apresentador. Agora, que este acerto inédito da Febraban, com o Grupo SS foi para salvar a reputação da Caixa Econômica Federal, por ter pago uma fábula, com recursos públicos, por um banco bichado como o Panamericano, disto eu não tenho dúvida! Coisas estas típicas da era Lula...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Desperdício de água

Falta manutenção, diz a reportagem. Some-se a isso os prejuízos, pagos por nós, Contribuintes, da falta de manutenção das ruas e estradas esburacadas, das pontes desabadas, do trânsito insuportável (gerando perda de tempo, poluição, desgaste do veículo e de nossa saúde), dos aeroportos superlotados, etc, etc. Nossa, desculpem todos, esqueci que ainda ontem era carnaval e portanto nesta semana nada poderá ser feito para resolver os problemas.... Sarney decretou feriado a semana toda.

Carmine Maglio Neto carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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A bandeira sumiu

Onde estão os fiscais do Prefeito Kassab e do Governador Alckmin, que não observam as

irregularidades cometidas pelo Consulado da Itália, na Avenida Paulista, numero 1972.

Na Frente do Consulado da Itália, há três mastros, um com a bandeira da Itália e outro com

a bandeira da Comunidade Europeia. O primeiro mastro está vazio, sem a Bandeira Brasileira,

o que é um desrespeito ao País em que o Consulado se aloja.Eu como brasileira me sinto

agredida pelo descaso das nossas autoridades e do Consulado.

Sonia Maria Gambá gamba.sonia@gmail.com

São Paulo

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Os donos da legenda

Que falta faz o governador Mario Covas ao PSDB, este que foi um Partido verdadeiro, e se transformou num monumento de políticos vaidosos e pouco preocupados com a democracia do Brasil. Não acredito que haja recuperação com essas pessoas que hoje fazem papel de ''donos'' da legenda.

Ademar Monteiro de Moraes

São Paulo

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Mario Covas

Dez anos se passaram desde a morte prematura, apesar dos 70 anos, de Mário Covas. Esta foi sua última vitória em vida, pois foi poupado de ter que assistir a este festival de bandalheiras impunes que assola e caracteriza a atual vida política brasileira, contra o que lutou a vida inteira. Perdemos, nós, os cidadãos que prezam a ética e a honestidade.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Ainda o Rodoanel

O Estadão de 7/3 publicou mais uma matéria sobre a construção do Rodoanel, desta vez explanando sobre as desapropriações para a construção do Anel Leste, e como não poderia deixar de ser, importa em uma área de 16 milhões de m². Vários leitores se manifestaram a respeito no Estadão.com, alguns acusando aqueles que fazem ressalvas ao projeto de serem petistas. Ora eu não sou petista e nem um ambientalista de carteirinha, mas dada a precariedade da Mata Atlântica na metrópole, que conta com uma área de verde por habitante muito menor do que a preconizada pela Organização Mundial da Saúde, um projeto dessa envergadura merece ser analisado com um cuidado singular, principalmente por passar por regiões ainda bem arborizadas. A reportagem aborda também o Anel Norte, cujos estudos apresentados implicam no desmatamento de uma área de 98 hectares, com o agravante de ali se localizar o maior reservatório de água da cidade. Embora eu não resida na Zona Norte da capital, entendo que seus moradores têm razão quando se posicionam contra o traçado aprovado pelo governo. Um representante do Dersa já argumentou que se aumentarem o arco norte, projetado para ter 44 Km, os caminhões continuarão a passar pelas marginais, para não darem uma volta maior em torno da cidade. Ora não tem cabimento prejudicar aquela área verde e principalmente a represa da Sabesp, para a maior comodidade dos que apenas passarão por São Paulo. O Anel Sul, por exemplo, tem uma extensão de 61 km, então por que o Anel Norte não poderá ter uma distancia maior que aquela pretendida? Por que não restringir totalmente a passagem dos mesmos pelo período noturno por dentro da cidade e cada usuário poderá escolher o percurso que mais lhe aprouver depois que Anel Norte estiver pronto? É lógico que o problema não foi criado pelas atuais administrações e sim por aqueles que ao longo dos anos não planejaram corretamente as cidades em questão e o governo militar durante o qual acabaram com a nossa malha ferroviária, que era a maneira correta de transporte em um país continental como o nosso. Mas não é razoável que se sacrifique a população da metrópole para remendar a política errada adotada anteriormente. Já nos basta a carga de enxofre no diesel, que até 2040 será responsável pelas mortes de 26 mil pessoas na Grande São Paulo, segundo dados obtidos na Rede Nossa São Paulo. Parece-me obvio que a construção de um ferroanel, não como um apêndice do Rodoanel, seria muito menos dispendioso e faria bem menos estragos na nossa região. Afinal de contas a quase totalidade das cargas transportadas pelos caminhões, o são em containers que são adequados para o transporte intermodal, no caso utilizando-se rodovias e ferrovias.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Atravessou!

A escola Lulinha paz e amor, passou com muitas alegorias e a mesma cantilena, levantando o povão e seus integrantes.

Durante a evolução, os carros inflação,dívida, ajuste fiscal e reformas, atravessaram! Contudo, muitos gostaram e cantaram o seu refrão: - Lulinha eu quero você - Eu tenho a Bolsa, sou agora da C - Estou feliz entenda rapaz - Ele com a turma do rouba mas faz.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

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Audiência nos estádios

É triste constatar o fracasso de público dos campeonatos estaduais no Brasil. No final de semana de carnaval, estiveram em campo os 8 maiores clubes do eixo Rio-SP - com mais de 150 milhões de torcedores espalhados pelo país - mas que em seus 8 jogos, levaram menos de 40 mil pessoas aos estádios. Na Europa, um único jogo facilmente leva mais público ao estádio. É uma boa amostra da incompetência e desorganização dos nossos cartolas. O futebol brasileiro tem tudo para dar lucro, com clubes ricos, grandes jogadores, estádios lotados e belos espetáculos. Mas, na prática, vivemos exatamente o contrário : os clubes estão praticamente falidos, com dívidas impagáveis, nossos melhores jogadores jogam no exterior e os estádios estão vazios. Pobre futebol brasileiro, tão rico dentro de campo e tão pobre fora dele''.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Carnaval é compulsório

Vendo as imagens, as mesmas repetidas a exaustão, em todas as edições dos telejornais, onde ''foliões'' com evidentes sintomas de forte ressaca e uso excessivo de muitos produtos nocauteantes a saúde dizem estar se divertindo muito que aquilo tudo nunca foi melhor, fico convencido que o carnaval no Brasil é compulsório e obrigatório, não há nada de espontâneo e alegre de fato, sobretudo nos tais blocos de Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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Carnaval, alegria do povo

O carnaval morreu. Sua tradição de alegria popular entendida como momento de libertação está sendo sufocada pelas exigências do turismo de massa. O carnaval de hoje favorece uma estratégia post moderna do "pane et circenses" ópio dos plebeus romanos feita de paradoxais feitiços nascidos para exorcizar o mal do cotidiano. Entretanto mesmo dentro de padrões comerciais os desfile das escolas de samba são admiráveis obras de engenharia, as baterias compõem rumorosos, mas agradáveis panos de fundo, ritmando a arte de passistas e figurantes, entretanto a elegância deste espetáculo não tem paralelo na péssima qualidade das comemorações de muitas pequenas cidades do interior nas quais sambas, valsas e marchinhas são substituídas por gritaria eletrônica. A sinfonia é substituída pela cacofonia, a euforia é de origem alcoólica, sujeira, falta de higiene e a tradicional má educação marcam suas pesadas presenças. Não falta dinheiro para organizar a festa enquanto as necessidades básicas do município continuam carentes. Os amantes do sossego que se danem.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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