Cartas - 09/06/2010

ELEIÇÕES

, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2010 | 00h00

Rasteira

A rasteira aplicada em Fernando Pimentel, em Minas Gerais, pelo alto comando do PT me fez lembrar de cenas ocorridas nos porões do Kremlin, nos tempos sombrios da falida União Soviética, quando a cabeça dos revoltados rolava na calada da noite e ninguém mais ouvia falar do assunto. Ilimitada e vergonhosa subserviência ao poder, sem a mínima compostura de ambas as partes.

JOÃO BOSCO PETRONI

jbpetroni.adv@uol.com.br

São Paulo

Pesquisa

Dilma Rousseff tem 43% entre os "assistidos" pelo governo! Meu sogro tinha razão: o órgão mais importante do corpo humano é mesmo o bolso...

RONY CONTARELLI

São Paulo

Esquerda e direita

O artigo Descompasso, do professor Denis Lerrer Rosenfield (7/6, A2) explicita o que muitos eleitores já sabem, ou ao menos desconfiam: esquerda e direita são referenciais que há muito tempo não fazem mais jus às suas alegadas posições. Distintas em aparência, iguais em essência, esquerda e direita transformaram-se em meros paradigmas a serviço de interesses eleitorais, já que na prática a oposição de hoje repete as práticas da situação de ontem, e vice-versa. Para nós, meros eleitores, sobram as alternativas de votar no estilingue ou na vidraça, sabendo de antemão que esses papéis podem perfeitamente se inverter depois, embora na prática a história continue a mesma, há várias eleições.

FLÁVIO GUIMARÃES DE LUCA

flaviolucca@bol.com.br

Limeira

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DOSSIÊS

Ciro falou

O tal dossiê do PT já era assunto meses atrás. Quem primeiro falou dele foi Ciro Gomes. Está lá, nos arquivos dos jornais.

M. CRISTINA DA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Precedentes

Dirigentes petistas resolveram mesmo interpelar José Serra judicialmente por ter este acusado Dilma Rousseff de ser a mandante da fabricação de novos dossiês montados contra ele. Esqueceram-se de que a Casa Civil, durante a gestão da ex-ministra, era dada a elaborar dossiês, como o feito contra Fernando Henrique e dona Ruth Cardoso. Então, há precedentes!

ENI M. MARTIN DE CARVALHO

enimartin@uol.com.br

Botucatu

Currículo aloprado

Quando alguém que se diz de caráter íntegro se propõe a vender a sua pessoa, a sua imagem, o seu currículo e as suas realizações, não será antiético a ponto de denegrir o seu concorrente. Edificante e honesto será falar dos seus próprios pontos fortes, se é que os tem, e por que vale ou merece o que está pleiteando. Mais grave e vergonhoso do que falar inverdades sobre o seu oponente, pela enésima vez, é não ter posto em prática, durante toda a carreira política, o que seu diploma sugere que aprendeu, se é que absorveu alguma coisa. Se as pesquisas mostram tanta força na sua subida, o que tanto teme no adversário para escarafunchar, escutar, grampear, espionar, arapongar, fabricar dossiês falsos? Não confia no seu taco? Muito menos nós!

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

Eternas desculpas

Mensalão e dossiês nas costas. E cinco multas por desrespeitar a lei eleitoral! Ainda assim, Lula tem a coragem de dizer que seus opositores querem ganhar as eleições no tapetão?! Na realidade, o Brasil é que está sendo derrubado, via lulismo, pelo tapetão da falta de ética e respeito às nossas instituições. Vá esnobar em outro terreiro, soberbo sr. Lula...

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Padrão de campanha

Já que Lulla diz que vai fazer campanha em porta de fábrica sábados e domingos (TSE, elle esqueceu que é presidente!) e fará viagens para inaugurações que, evidentemente, têm cunho eleitoral, como as infrações já cometidas, ella, como filha do dono da bola, quer jogar sem nunca ter participado de nenhuma partida de campeonato. E mais um envolvimento do partido delles em prática de dossiê... Barulho e propaganda é certo, mas cadê a tal da ética, da responsabilidade, do respeito a quem está vendo tudo isso? Depois disso, dá para acreditar que não haverá controle social da mídia? Que o Executivo não patrolará os outros Poderes, em nome de uma política de seu próprio interesse?

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

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ENERGIA CARA

Bioeletricidade

Oportunas as considerações do editorial de ontem (A3) sobre as contas de energia elétrica, hoje uma das mais altas do universo, o que impede o Brasil de produzir mais barato, exportar a preços competitivos e gerar as oportunidades de trabalho tão indispensáveis para o nosso desenvolvimento. Um dos principais motivos é a alta incidência tributária, mais de 45%, acentuadamente maior que a de outros países. Em contrapartida à excessiva arrecadação dos impostos, não temos boa qualidade dos serviços do setor elétrico. A retomada do crescimento nacional continua sendo acentuada preocupação, nos próximos anos, em face da falta da construção das novas usinas hidrelétricas e da consequente promoção da bioeletricidade do bagaço da cana, que apresenta um potencial similar ao da Usina de Itaipu. A energia da biomassa da cana-de-açúcar tem, inquestionavelmente, todos os requisitos para suplementar a oferta da hidreletricidade, além de ser renovável e mais limpa do que a produzida pelas usinas térmicas movidas a carvão mineral ou gás natural.

LUIZ GONZAGA BERTELLI, diretor e conselheiro da Fiesp

lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

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AEROPORTOS

Tartaruga sedada

Só o regime de concessão salva os aeroportos brasileiros (8/6, B9). Pela matéria citada, parabéns aos governadores do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte. Já São Paulo parece uma tartaruga sedada.

SYLVIO GAMA

sngama@gmail.com

Rio de Janeiro

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"Pergunta boba: caro eleitor, se você marcar um almoço com dois arapongas, qual será a entrada, o prato principal e a sobremesa?"

HELENA RODARTE COSTA VALENTE / RIO DE JANEIRO, SOBRE O DOSSIÊ CONTRA SERRA

helenacv@uol.com.br

"Por que a oposição não usa da mesma ferramenta e dá um jeito de divulgar o dossiê da candidata da situação e esclarecer de uma vez por todas sua verdadeira face?"

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, IDEM

laert_barbosa@ig.com.br

"Se Palocci diz não entender de política, o que faz como deputado?"

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A CAMPANHA DE DILMA

robelisa@click21.com.br

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.473

TEMA DO DIA

PIB do Brasil cresce 9% no 1º trimestre

Comparação é com o mesmo período de 2009. Segundo o IBGE, foi a maior alta em 15 anos

"O governo comemora o quê? Todo o crédito se deve aos empresários que investem e empurram o Brasil para a frente."

FERNANDO AUGUSTO RODRIGUES DA COSTA

"Os números divulgados podem ser analisados de muitas maneiras, mas fico feliz, hoje, de ser brasileiro e não grego."

EDUARDO FURTINI

"Comparar com o primeiro trimestre de 2009 não é correto, pois foi o período após a grande crise de crédito mundial."

GERMANO BERALDO

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

Estamos afunhanhadíssimos

Em visita a cidade de São José dos Campos, a pré-candidata à Presidência da República Dilma Rousseff disse que antes do presidente Lula o Brasil estava ''afunhanhado''. Se possível, gostaria que a candidata traduzisse esse termo, porque não o encontrei no dicionário.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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AFUNDANDO?

A ''coroa'', entrevistada, disse que quando o ''cara'' assumiu a Presidência a situação do País era ''periclitante'' e estava afundando. Que absurdo, que afronta, que mentira, passada ao povo brasileiro, ultrajado na sua humildade e pouca escolaridade! Pior é que a falácia foi de uma pré-candidata à Presidência, desorientada, sem princípios e com passado medíocre. Com qualquer cidadão ético, culto, decente, com moral e bem-intencionado que ocupasse a Presidência nos últimos anos este país, com certeza, estaria muitíssimo MELHOR. A grande verdade é que o pobre povo brasileiro, que na palavra do próprio ''cara'' estava na ''m....'', ainda CONTINUA. É... Quem será que está afundando?

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Tudo começa no alicerce

A pré-candidata Dilma, em entrevista, insiste no batido tema da herança de FHC e parece ter fugido das aulas de Engenharia das Fundações. Pois se for verdade que o alicerce de FHC era "tremelento", como disse Dilma, então nada poderia ser construído em cima desse alicerce, como determina a boa técnica.

A Lei da Responsabilidade Fiscal, a estabilidade econômica do real e o fortalecimento dos bancos, contra os quais o PT sempre se manifestou, só na crise de 2009 veio a se lembrar da sua utilidade. São "tremelentos" no conceito da quase engenheira Dilma, que deveria estar tendo, na hora desta aula de Engenharia, lição de guerrilha ou de tiro ao alvo, que devem ser muito úteis na campanha agressiva e sem reconhecimento que ela vem exercendo.

Márcio M. Carvalho

Bauru

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Brasil 2000 e qualquer coisa

O assalto ao dinheiro público é imune a comentários e críticas, mesmo as mais construtivas. A fome, assolada ao aparelhamento organizado pelos estrategistas formados nas guerrilhas cubanas, coreanas e da velha comuna, já enterrada, prossegue, na calada da noite e no esplendor do dia, sob nossos olhos desatentos, nossas atribuições rotineiras, nosso sono digno.

A calhorda da impunidade oficializada pelo ladrão corrói qualquer cofre, saca por sobre qualquer juiz, condena, tal vírus da peste, qualquer frágil brasileirinho, pelo caminho. O Brasil entrará para a História como o maior covil a céu aberto, dando e doando à luz do dia , ainda mais , abençoando e premiando a pior espécie de praga jamais vista, pior que as egípcias, maior que as revoluções de insuportabilidade que a natureza expressa.

A pior doença que uma sociedade poderia ter é aquela que é imposta por uma corja de desqualificados e, que a ignorante e crédula plateia compra, paga e ainda aplaude com votos .

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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Dossiês x arapongas

Estou começando a entender por que o "cara" sempre achou que a eleição no Irã foi legítima e a reclamação da oposição não passava de "choro" de perdedores. Nunca achei que aquilo fosse democracia, muito menos que com "dossiês" seja uma forma democrática de disputar eleições. Imagino como era no Sindicado dos Metalúrgicos. Será que era assim também? Tome cartão amarelo (já que não tem vermelho), né, tse, tse (isto são risos, e não a mosca que faz dormir).

Manoel de Brito brito.voni@terra.com.br

Bertioga

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Seria cômico...

A interpelação do PT ao ex-governador José Serra nos leva a imaginar que estamos num país do faz de conta, onde tudo o que acontece não é como aconteceu, mas sim como os petistas querem que tenha sido. E onde se imagina que os cidadãos são burros, ignorantes e mal informados.

As perguntas beiram o ridículo e o risível, com, por exemplo, aquelas que indagam qual o sentido que Serra quis dar à palavra ''bunker'' ou à palavra ''dossiê''.

A tal interpelação só traduz a alma petista, aquela que quer mudar o lado das coisas e onde a vítima é que é a culpada.

Isso é mostrado em trecho que diz que ''Serra tenta desestabilizar a campanha petista do mesmo jeito que o fez na campanha de 2006, quando a candidatura de Mercadante foi abatida pelo escândalo dos aloprados''.

Aí já vamos para o cinismo puro, já que, além de que a candidatura da época já estava pra lá de perdida e os aloprados são uma invenção petista. Ou agora Serra também é culpado pela existência do dossiê que seria comprado com um dinheiro que nunca ficou explicado de quem era e de onde vinha?

Seria cômico se não fosse trágico.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Dilma vai ficar vesga!

Dilma Rousseff tem de ficar com um olho no peixe e outro nos gatos! Isto é, tomando conta de sua campanha e dos aloprados! Até a eleição correrá o risco de ficar vesga! Aliás, é uma confusão genética do PT, eles têm grandes dificuldades em distinguir o público do privado! Pior, não aceitam que a democracia é um instrumento para aperfeiçoar as instituições, encaram o ato de votar como uma forma de demonstrar suas frustrações pessoais, colocando pretos contra brancos ou pobres contra ricos! Grosseiramente, confundem o processo político democrático com o populismo, como se a Nação fosse um circo, onde o palhaço é o personagem mais popular!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

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Oportunidade de Ouro

Em outubro teremos a chance de fazermos um enorme favor ao País através do nosso voto: acabarmos de uma só vez com o PT e com os sindicalistas. Pense seriamente nisso!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Crescimento do PIB

O presidente Lula qualificou o crescimento do PIB como "exuberante" e "merecido". Será que ele sabe o que representa e como é calculado o Produto Interno Bruto? Duvido! O "cara" não lê jornais, revistas e, quiçá, nem gibis. De brutalidades contra as leis eleitorais, nós sabemos que ele já recebeu cinco multas do TSE, por antecipar, fora do calendário eleitoral, a campanha a favor da Dilma.

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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Direita ou esquerda?

A meu ver, pequena parcela da população consegue definir sua linha ideológica, mas sabe dizer se aprova ou não determinadas ações. Por exemplo, mais de 70% desaprovam as ações do MST, bem como não aprovam candidato muito agressivo. Alguns querem a legalização do aborto e outros, não. Isto nada tem a ver com posições ideológicas, mas com valores que prezam e defendem. Alguns podem se dizer de ''direita'' e aprovar o Bolsa-Família, sem considerar se este tipo de ajuda é eficaz ou não. Outros são de esquerda e gostariam que o Bolsa-Família tivesse um caráter menos paternalista e oferecesse portas de saída, coisa que este governo de ''esquerda'' não se preocupou em fazer. Assim, esta análise deveria focar o olhar do eleitor para questões que o afetem no dia a dia e que dizem respeito à sua realidade e ao seu modo de encarar a vida.

ELIANA FRANÇA LEME efleme@terra.com.br

São Paulo

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Pesquisas eleitorais

Até onde os resultados são confiáveis? Durante o feriado de Corpus Christi tive oportunidade de conversar com pessoas que vieram de fora para visitar seus familiares. Muitos, humildes. Perguntei-lhes se tinham sido pesquisados e em quem disseram que votariam. Na Dilma, disseram. Por quê?, perguntei-lhes. A maioria respondeu: "Por duas razões. Uma, pressão do pessoal do PT, outra, para não perder a Bolsa-Família." Perguntei-lhes novamente: mas vocês votariam em Dilma? Resposta: "O senhor acha que eu voto em bandida? Na urna ninguém sabe em quem eu voto."

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite,com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Porca miséria

Jabor, seu artigo sobre a miséria ("A miséria ja teve uma "função social"") no Caderno 2 de terça-feira é definitivo. Mais uma vez você bota o dedo na ferida... sem dó.

José Roberto de Jesus zerobertodejesus@gmail.com

Capão Bonito

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Perseguições ao Serra

Eu nunca vi tanto dossiê falso, tanta perseguição e tantas falcatruas para desprestigiar um candidato, como o PT faz para com o pré-candidato José Serra. Foi assim para prefeito, governador e, agora, presidente. Depois desta ultima tramóia, podemos imaginar que o candidato é tão perfeito que eles precisam montar esquemas e mentiras para desprestigiá-lo e que a candidata do PT não passa de uma imagem montada e sem luz própria. Para tanta perseguição só podemos imaginar isso, e o povo deveria acordar. Ela deve ser tão ruinzinha que necessitam montar um falso Serra para que ela "apareça"! Quando a campanha realmente começar, o verdadeiro falso cairá e o óbvio aparecerá!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Contraprova

Na página A4 do Estadão de segunda-feira, 7/6, o jornalista José Roberto de Toledo fez uma análise a partir da pesquisa Ibobe/Estado/TV Globo, de que sobrarão poucas opções de discurso para o pré-candidato José Serra durante a campanha presidencial. Disse que o tucano poderá explorar apenas temas como "segurança" e "impostos" e que ele ganha de Dilma entre o eleitorado mais crítico. Que análise! Desafio o comando de marketing peessedebista a conseguir o depoimento de um policial, militar ou civil, a favor de sua candidatura. Vale lembrar que a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) é cria tucana e que Serra, como governador, conseguiu, pela primeira vez na história, fazer com que policiais civis e militares entrassem em confronto físico, bem na frente do Palácio dos Bandeirantes. E o que falar de impostos? Serra pedagiou todas as principais rodovias paulistas, onerando ainda mais o custo do transporte, principalmente o escoamento da produção do interior e isolando centenas de cidades. Aqui, na região de Ourinhos, ganhou até um apelido: Zé Pedágio. Pelo menos as pessoas "mais críticas" que conheço, que não são apenas aquelas com segundo grau completo, analisam as eleições de 2010 de forma diferente.

Bernardo Fellipe Seixas bfellipeseixas@gmail.com

Ourinhos

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Política de combate às drogas

O ex-governador José Serra mencionou querer lutar contra as drogas que vêm da Bolívia. O Brasil produz a química usada para fabricá-las. Se José Serra realmente se dispuser a fazer o que disse, merece apoio! Será um sonho?

É certamente uma esperança, uma fé!

Maria Soledade Ferreira Silvério te.silverio@hotmail.com

Limeira

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SILVÉRIO DOS REIS E AÉCIO

Sem dúvida, Aécio Neves boicota a campanha de José Serra, muito bem explicado por Dora Kramer no artigo de 8/6 no Estadão. Vou além, Minas Gerais é um grande Estado atrasado, que ainda vive e idolatra Tiradentes, JK,Tancredo, Chico Xavier, Zé Arigó, etc .Tudo isso é incompatível com os paulistas, quem lucra é a mineira Dilma.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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ACORDOS DE CÚPULA

Leio no Estadão de 8/6 (A4) que, por decisão do Planalto, em Minas o PT se afastará da disputa pelo governo do Estado, constrangido a apoiar o candidato do PMDB. O presidente Lula, decerto embalado pela boa avaliação nas pesquisas, parece que não se tem preocupado com as tendências e o modo de ser que caracterizam não só o povo das Gerais, mas o de outras regiões do País. Havendo adotado São Paulo para viver, não se debruçou sobre o fato de não obter aqui significativas vitórias. Conta, é claro, com sua fácil comunicabilidade, mas de duvidosa duração se os métodos e objetivos de seus planos sociais merecerem mais acurada análise. Contudo, se, como agora com o obrigado apoio a Hélio Costa, é privilegiada mais a mineirice do que a mineiridade, possivelmente se afigura um novo insucesso em outubro. Como em São Paulo, nada de auspicioso se anuncia à local oposição petista. Enfim, na sabedoria do personagem de Tolstoi, ''tudo vem na hora certa para quem sabe esperar''.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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Cardápio típico

Um tal Pimentel apimentou demais o prato PT-eleitoreiro, a ponto de provocar forte azia na dupla CARA & COROA (ou careta)!

Antonio Wuo wuo.antonio@gmail.com

Mogi das Cruzes

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Demorou para cair

Finalmente o prefeito Gilberto Kassab acertou, demitindo o supersecretário Alexandre de Moraes da Prefeitura. Diz o ditado: ''antes tarde do que nunca''.

José Millei elymillei@hotmail.com

São Paulo

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Bonecos

A ONG Educa Sao Paulo organizou um protesto colocando um boneco de Kassab num buraco ao lado do Terminal João Dias. Se em todo serviço que não funciona fosse colocado um boneco, a população se daria conta de como os poderes públicos são omissos em relação ao dinheiro que recolhem. Bonecos de Lula deveriam ser colocados nas estradas federais esburacadas, nos aeroportos, nos portos, nas filas dos hospitais públicos e nas obras do PAC não concluídas.

Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas

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Nepotismo

Com quase dois anos de atraso, o governo proíbe o nepotismo na administracao pública federal, após o STF ter decidido que era ilegal a contratação de parentes até o terceiro grau. Fica proibido o nepotismo cruzado, quando o responsável por um órgão contrata o parente de responsável por outro órgão. Quantos serão os demitidos? Ficam fora das regras os concursados e aqueles que forem contratados antes do início do parentesco. Atenção, contribuinte, a lei existe, resta saber se ela será cumprida num país onde burlar um concurso público tem sido uma prática constante, vagas são roubadas daqueles que se matam de estudar para entrar pela porta da frente. É o seu dinheiro, o meu, o nosso que está pagando pseudofuncionários. Acorda, Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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LULA, O MARQUETEIRO

Lula tem até o dia 15 para não vetar o aumento dos aposentados. Dia 15 o Brasil estréia na Copa e alguns minutos antes da partida, em rede nacional, ele em tom majestoso anuncia: "Cumpanheiros e cumpanheiras, antes de tomar qualquer atitude a respeito do aumento dos meus queridos aposentados, conversei com o Serra e com a Dilma. O Serra, como era de esperar, foi contra, mas a cumpanheira Dilma me convenceu e eu não vetarei o aumento dos aposentados." Alguns poderão dizer que a lei não permite. Que lei? A do TSE? O que significará 5 mil de multa em face da quantidade de votos que com certeza conseguirá?

Carlos Montagnoli carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

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Tudo de novo outra vez

Depois de um ano, ladinamente o antro da bandalheira política nacional se revigora e se restabelece. Depois que o senador José Sarney se safou da iminente renúncia forçada, graças aos acordos conseguidos nos bastidores e nos camarins da política nacional pelo seu grande aliado Lula, depois que o Senado jogou R$ 500 mil no lixo e desprezou os dois estudos da Fundação Getúlio Vargas que recomendaram ampla reforma administrativa, com corte de gastos e de funcionários, depois, enfim, de dar um tempo para que todos os escândalos de 2009 caíssem no esquecimento, o Senado, presidido ainda pelo último dos caudilhos nacionais e fiel representante da retrógrada política dos coronéis, volta a contratar 1.273 funcionários terceirizados (15 por senador). É de vital importância que a sociedade não desista e permaneça na vigilância explícita de quem são esses contratados, que custarão ao meu, ao seu, ao nosso bolso a bagatela de R$ 55 milhões por ano e se essas contratações proporcionarão alguma melhoria no funcionamento da Casa ou serão, de novo, cabides de empregos para apadrinhados políticos, à beira das eleições.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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Leniência com abusos

Promessa de reforma administrativa não cumprida, e o Senado Federal volta a contratar 1.273 funcionários terceirizados. Um menosprezo absoluto a tudo o que ético e um verdadeiro desrespeito a todos nós, pagadores de impostos. Quando uma instituição tem como presidente uma pessoa como Sarney, que é leniente com a prática imoral de abusos e desmandos, pode-se esperar alguma coisa dela em termos de credibilidade e eficiência?

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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ORGIA NO LEGISLATIVO

Para acabar com a orgia de gastos e ineficiência do Legislativo (isso mesmo, Câmara e Senado), sugiro, sob licitação, objetivando eficiência e seriedade, privatizar o Congresso brasileiro. Vejam bem, no ano passado o Senado contratou auditoria da FGV para sugerir/organizar a Casa. Foi quando ficou constado o que a opinião pública já sabia: excesso de pessoal e de comissionados (havia mais diretores que senadores). Nada foi feito. Até piorou. Num autêntico descaso pela causa pública, ninguém foi severamente punido nem dispensado e agora, conforme divulgado pela imprensa, foi renovada a contratação, sem licitação, de empresa prestadora de serviços contumaz devedora do Senado, além da admissão de uma leva de novos funcionários, antes terceirizados, que serão efetivados. Garanto que, sob licitação, a privatização do Congresso nos poupara mais de 90% (isso mesmo, noventa por cento) dos atuais gastos, além do ganho em seriedade, eficiência e produtividade.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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Dia do Sexo e outros dias

A propósito do Dia do Sexo, instituído pelo Senado, por que estipular data certa, já que eles fazem sexo (no mau sentido) conosco todos os dias? Melhor mesmo é se eles instituíssem o dia do político honesto, no dia 30 de fevereiro.

Sergio Giudice sergiudice@gmail.com

Campos do Jordão

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Energia cara para a indústria

Maiores tarifas, maiores custos de energia, gasolina, etc., maiores juros, maiores impostos, piores estradas, portos e aeroportos, saúde, educação, segurança caindo aos pedaços, etc., etc., menor crescimento nos últimos 16 anos, e Lulala e seus 40 aloprados acham que estão voando em céu de brigadeiro! E há 80% de idiotas ''ibopados'' batendo palmas.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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Energia

Mais uma vez o governo Lula mostra a sua incompetência quando colabora para o aumento abusivo das tarifas, boa parte dele decorrente de diversos ''pacotes de bondades'', em que o governo dá energia de graça com fim eleitoreiro e cobra de toda a sociedade, diminuindo com isso nossa competitividade. Se o governo deseja uniformizar o acesso à energia deveria buscar mecanismos mais justos (para todos) com este nobre fim.

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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Oferta inoportuna

O Lula pode ser comparado ao Barão do Rio Branco. Só que de maneira inversa. Enquanto o primeiro negociava de modo a beneficiar o Brasil, o Lula, com o objetivo de aparecer, só faz propostas que, se aceitas, e diversas já o foram, podem causar danos ao nosso país. É fácil. O dinheiro que deveria ser empregado na melhoria de estradas, saúde e educação não sai de seu bolso, mas sim do bolso do contribuinte.

Jasminor Mariano Teixeira jasminormariano@gmail.com

São Paulo

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Ambiente público e privado

Admiro a forma como Aldo Rebelo apresenta a estrutura da legislação ambiental atual e as controvérsias daí oriundas (''A agricultura e o Código Florestal", 8/6, A2). Leis devem sempre ser aperfeiçoadas e aproximadas da realidade da sociedade. A reserva legal, tema de maior disputa, poderia ser administrada como espaço pago necessário para a coexistência entre o interesse privado e o benefício público, da mesma forma que a calçada de um imóvel em ambiente urbano - não é para circulação de veículos, é bem público, mas é cuidado pelo proprietário ou morador do imóvel. Esse espaço não é totalmente respeitado nas cidades, mas a relação é mais clara com uma aceitação bem maior, o que não acontece com a reserva legal. É claro que as proporções devem ser mantidas e devemos trazer a questão ambiental mais próxima do cidadão, uma vez que é a nossa sobre vivência como espécie que está em jogo.

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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"A AGRICULTURA E O CÓDIGO FLORESTAL"

Viva Karl Heinrich Marx! Viva Lenin! Viva o PC do B! Viva o deputado Aldo Rabelo!

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Código Florestal e Áreas Urbanas

É louvável a intenção de se buscar uma revisão ao Código Florestal, datado de 1965 e que, no curso destes mais de 45 anos de vigência, enfrentou sucessivas alterações e inserções que desvirtuaram a lei em si e a intenção do legislador original.

Analisando cuidadosamente o que correu neste período se verifica que, a bem da verdade, por falta de outras normas relativas ao meio ambiente, o Código Florestal acabou ungido a norma máxima protetiva do meio ambiente - até pela restrição elevada - e o legislador ratificou esta condição, validando-o como restrição mínima para áreas urbanas pela Lei 7.803/1989.

Basta analisarmos o avanço do desmatamento que ocorreu nestes 45 anos em relação a desmatamentos e agressões ao meio ambiente, para se verificar que a lei não foi aplicada e nem fiscalizada como devia neste período.

Esta inaplicabilidade da lei certamente decorreu de falta de estrutura fiscalizatório e também pelo fato de a Lei ser extremamente restritiva, não prevendo, de forma clara, o estabelecimento de contrapartidas, que acaba sendo definida por poder discricionário dos órgãos ambientais envolvidos o que torna a norma frágil.

No que tange às áreas urbanas, vivemos um verdadeiro antagonismo, iniciado pelo próprio conceito na norma, fixado em seu Artigo 1º, que não se aplica à área urbana em si '' As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País...'' .

Não bastasse esta contradição, é de conhecimento público que os leitos de rios e as várzeas sofreram e sofrem alterações constantes decorrentes da ação do homem, no curso da urbanização das cidades, alterações estas que descaracterizaram o curso dos córregos, suprimiram as matas e as matas ciliares, como verificamos no curso das diversas marginais de rios, rodovias e grandes Avenidas.

É lógico que uma norma prevista para aplicação em Florestas e áreas com vegetação intocada não pode ser aplicada em áreas urbanas, por absoluta falta de compatibilidade. Até por conta das intervenções, na área urbana muitos córregos e rios tiveram seu traçado alterado ou foram canalizados, não possuem mais mata ciliar, exigem dragagem constante para evitar inundações, e muitos outros fatores.

Ou seja, a obrigação de respeitar um distanciamento mínimo de 30m de um curso de água, que no conceito da lei serve para preservar a mata nativa existente e garantir a manutenção da biodiversidade da região, na área urbana não se aplica, por ausência absoluta de biodiversidade, de mata ciliar e também de traçado original, sendo muito mais útil a manutenção de viário para dragagem e recomposição arbórea.

Também se verifica nas grande metrópoles, a existência de um grande número de vegetação que não é nativa, em decorrência de um paisagismo inspirado em outros países, e até pela falta de conhecimento da flora nacional, mas que pela lei está preservada, isto além da legislação dificultar o manejo adequado das árvores, porque muitos se esquecem que elas também possuem vida útil, também pegam doenças, também são focos de parasitas e cupins, mas os órgãos ambientais se recusam a autorizar cortes, remoções e substituições, a despeito dos danos e prejuízos que decorrentes de quedas.

Outro antagonismo que verificamos é no Porto de Santos, isto porque, a despeito das inegáveis contaminações severas de todo o porto e do mangue, quer pelos navios, quer pelas operações existentes em suas margens, quer pelas contribuições de córregos contaminados, os órgãos ambientais criam uma dificuldade enorme e insuperável para a realização de dragagens e para a ampliação do Porto, quando o foco ambientalista poderia ser alterado, com estabelecimento de contrapartidas para evitar o aumento da degradação e com a preservação definitiva da Serra do mar ainda intocada, sem que houvesse prejuízo ao desenvolvimento e crescimento da nação.

Se não fossem os homens, não seria necessária a lei, mas já que ela existe, deve prever e regulamentar a todos, ou seja, ao preservar o meio ambiente, a lei também deve impor de forma clara os limites e a forma de estabelecimento de contrapartidas, para que não se fique à mercê do poder discricionário de um órgão ambiental.

Temos de analisar a realidade, os fatos e entender que é muito mais produtivo se fazer um manejo adequado da Floresta Nativa, do que impor restrições em áreas já degradadas, o que desestimula investimento e se perde a grande possibilidade de se reverter a degradação existente com compensações adequadas que não impeçam o desenvolvimento.

Otavio Antonio Malfatto Marques Caetano otavio.caetano@terra.com.br

São Paulo

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Juréia

Li ontem no Estadão. Por essa razão quero expor minha opinião. Sou morador de Iguape, no litoral sul paulista, há mais de 70 anos, portanto, conhecedor profundo da região da Juréia e confirmo o trabalho da Associação dos Moradores, que vive lutando contra o despejo de 360 famílias que habitam aquela reserva ecológica. Durante quatro séculos, quando no início da colonização brasileira, os recursos naturais sustentáveis vêm preservando os ocupantes daquela região. Por que agora o governo deseja promover sua retirada? Se isso vier acontecer, todas as tribos indígenas da Amazônia terão de ser transferidas para Brasília e lá morrerão de fome.

Antonio Rochael Jr. antoniorochael@gmail.com

Iguape

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DESLEALDADE PROCESSUAL

Em editorial na edição de 7/6, o ESTADÃO enalteceu a disposição do CNJ e do Senado, no sentido de impor celeridade aos processos, em especial quando em trâmite nas instâncias originárias.

Dentre as medidas salutares, destacou a que aumenta sensivelmente o valor das sanções impostas aos litigantes de má-fé, que desrespeitam o princípio da lealdade, que ajuízam recursos e embargos declaratórios protelatórios, visando apenas atrasar a liquidação da lide.

Outra novidade festejada, reside na determinação de efetuar depósito do valor equivalente a 50% (cinqüenta por cento) do montante em debate, como condição essencial para processamento de Agravo de Instrumento no âmbito da Justiça do Trabalho.

Tal imposição tem por objetivo inibir o ajuizamento desse tipo de apelo que, segundo estatísticas, representa quase 75% (setenta e cinco por cento) dos recursos examinados pelo Tribunal Superior do Trabalho.

Aos que militam intensamente no setor, as regras aprovadas pela Comissão do Senado, refletem pálida inovação.

Isto, porque atingem, tão somente, os devedores de natureza privada, mantendo-se a deplorável imunidade concedida às entidades de direito público, que não são obrigadas a garantir os seus recursos por meio de depósitos pecuniários.

Prevalecem os privilégios, embora todos saibam que a imensa maioria dos agravos de instrumento são aviados pelos profissionais que atuam na defesa dos órgãos públicos, dentre eles, o pessoal da AGU.

Sem contar que os advogados que militam em prol das pessoas de natureza privada, quando praticam atos de litigância de má-fé, são punidos severamente, enquanto que os que atuam na defesa dos entes públicos, são tratados com muita benevolência, ainda que ajuízem agravos de instrumento inócuos, sustentando "teses" que contrariam de modo frontal a jurisprudência pacífica, sedimentada, e até sumulada, na instância Superior, inclusive contrariando o posicionamento uníssono do STF.

Lembrar é preciso, que para formar o instrumento, é necessário reproduzir as peças principais dos autos originários, sendo certo que na maior das vezes, esses defensores copiam o processo inteiro, de capa a capa, todos os volumes, mais de 1000 (mil) folhas...

É comum o ajuizamento de embargos de declaração contra decisões que repeliram anteriores embargos de declaração, em que se promove discussão de matéria estranha a que foi decidida pelo Regional, inovando temas.

É possível elencar uma penca de atitudes desleais praticadas em casos concretos (todas comprovadas documentalmente), dentre elas, a manutenção dos autos por vários meses (SEM A AMEAÇA DE BUSCA E APREENSÃO AOS AUTOS, DEDICADA AOS ADVOGADOS DOS PARTICULARES, IMEDIATAMENTE APÓS O 5º (QUINTO) DIA DE RETENÇÃO DO PROCESSO); a manifestação posterior, contrariando o que foi escrito anteriormente em relação à mesma questão; o ajuizamento de recurso de revista e agravo de instrumento debatendo matéria inexistente nos autos, como, por exemplo, o pedido de cancelamento de penhora inexistente.

Concluindo, imperioso verberar que as mudanças só serão consistentes, acelerando o procedimento, quando forem implementadas medidas de alcance geral, abarcando a todos os devedores trabalhistas (públicos e privados), aplicando-se de modo efetivo o princípio da isonomia, tornando realidade o comando emergente do inciso LXXVIII do artigo 5º, da Constituição Federal, que assegura, A TODOS, a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade da sua tramitação.

Caso contrário, estar-se-á "tapando o sol com a peneira", "dourando a pílula".

Ulisses Nutti Moreira, advogado ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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Reforma do processo civil

Já que as instâncias superiores federais proferirão decisões vinculantes para todo o País - como se leis fossem -, fica aqui uma sugestão que trará imensa economia ao erário: que tal acabar com o juiz de primeira instância, colocando em seu lugar - e por um décimo de seus vencimentos - um mero amanuense, que ''aplicará'' a jurisprudência imposta pelos sodalícios mais altos?

Benedito Dantas Chiaradia bdantas@uol.com.br

São Paulo

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FUTEBOL PROFISSIONAL ou SHOWBOL

No dia 30/5, o site www.estadao.com.br/estadaodehoje, publicou um e-mail, enviado por mim, com o título FUTEBOL PROFISSIONAL. Possuo uma conta no GOOGLE ADWORDS. Minha mensagem apareceu no GOOGLE, com o título "Cartas.Opinião.Estadao." Assim, fiquei surpreso, com os inúmeros e-mails que recebi, cumprimentando-me pela minha opinião acerca do FAMIGERADO FUTEBOL PROFISSIONAL e solidarizando-se comigo. Foi a semente que cultivarei, pelo resto de minha vida, resto esse que não deve ser muito grande, pois estou com 85 anos!!! Não me conformo com o que os ''cartolas'' (rufiões) fizeram com o belo esporte de minha longínqua juventude, transformando-o em ''showbusiness''! Pratiquei o esporte, como amador perna-de-pau, nas peladas, até 1973, aos 48 anos, quando sofri uma fratura e pendurei as chancas, como se chamavam as chuteiras no meu tempo de jo vem! Sempre bati bola , por prazer e cuidando de minha saúde, não como meio de vida, e aos 85 anos, minha ótima saúde prova que eu estava certo!

O futebol brasileiro nasceu no Braz (com z), detesto Brás, com acento no a e s, sufixo das estatais brasileiras, cabides de empregos e simbolos de ineficência! Também eu nasci no Braz, aos 4 de fevereiro de 1925.

Meu saudoso pai, Caetano Juliano (!887-1961), um dos pioneiros do automobilismo brasileiro, juntamente com seu irmão, Luiz Juliano (1877-1927), nomes de duas ruas no bairro de Interlagos, em homenagem a eles, foram membros da ''Rapaziada do Braz'' (1918), imortalizada numa famosa valsa do saudoso marestro Alberto Marino, e meu pai gostava tanto do bairro que deu a um de seus filhos o nome de Braz (sempre com z).

O Braz, meu bairro, é o berço do esporte mais popular do Brasil. Quem organizou o primeiro jogo de futebol, no dia 14 de abril de 1895, na várzea do Rio Tamanduateí, atual Parque D.Pedro II, foi Charles Miller (1874-1953), também nascido no Braz, chamado o ''Pai do Futebol Brasileiro''. Os times eram formados por funcionários ingleses da São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) e da São Paulo Gas Company ( atual Comgás). Os jogadores eram todos amadores. Batiam bola por esporte, palavra de origem inglesa, ''sport''. Convem repetir o significado da palavra ''sport'' em inglês: physical activity done for exercise and pleasure.

Assim, a atividade para ganhar dinheiro deixa de ser esporte para ser um show pago.

Desse modo, como sou um velho futebolista amador, estou iniciando uma campanha, através do Google e outras empresas de busca, para separar o futebol amador, o verdadeiro e saudável esporte de Charles Miller, do mercenário futebol profissional, para o qual criei o neologismo SHOWBOL, por ser um espetáculo pago e muito bem pago!!!

Os antigos romanos construiam arenas para divertir o povo. O poeta latino Juve nal (a.C.60-a.C.140), autor de Sátiras, imortalizou o dístico ''Panem et circenses'' (Pão e jogos de circo), palavras de amargo desprezo, dirigidas por Juvenal aos romanos da decadência, que nada mais pediam do que pão e espetáculos gratuitos. Os rufiões da FIFA ( Fédération Internationale de Football Association ) e CBF ( Confederacão Brasilrira de Football ) aprimoraram esse dístico, reduzindo-o à palavra ''circenses'' (jogos de circo). Promovem jogos de showbol não gratuitos ( como os romanos), mas muito bem pagos, nas arenas modernas, os estádios grandiosos, em vez de destinar as fabulosas verbas gastas nesses circos modernos à educação, para um povo de baixíssimo nível cultural!!! O pão fica por conta do programa Fome Zer0!

Um exemplo: a CBF recebeu US$ 2 milhões para fazer um jogo treino de showbol no miserável Zimbábue. O famigerado ditador Robert Mugabe poderia ter destinado esse dinheiro à educação e saúde, de seu sofrido povo!

O showbol é o ópio da juventude, não acrescenta nada à saúde dos jovens, ao contrário, tem um profundo poder de alienação. Cria, entre os jovens, fanatismo e dependência, como as drogas!!!

O mote de minha campanha será: FUTEBOL PARA OS JOVENS, SHOWBOL PARA OS CARTOLAS!

BRAZ JULIANO bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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A Pátria em chuteiras...

Nem a poderosa Tanzânia resistiu ao comprometimento e ao patriotismo dos meninos do professor ZANGADO.

Branca de Neve deve estar muito orgulhosa.

GILBERTO MARTINS COSTA FILHO marcophil@uol.com.br

Santos

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SELEÇÃO BRASILEIRA

Por que diabos essa marcação cerrada em cima do Kaká?

Quem não tem problemas com o próprio púbis?

Minas Kuyumjian Neto minaskian@uol.com.br

Cotia

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Overdose de Copa

Que bom que a monotonia da cobertura da Copa será quebrada por um pessoa disposta a causar, e com bom humor. Diverti-me muito com a crítica da Copa de Keila Gimenez, no domingo. Pior que a overdose de futebol antes mesmo do campeonato começar é ter de aguentar as vuvuzelas e o Galvão... Haja paciência!

Parabéns à Keila por chutar o balde tão bem.

Helio Camargo Filho heliocamargo24@hotmail.com

São Paulo

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Começou a Copa do Mundo do Brasil 2014

Com a divulgação pela Secretaria de Esportes, Turismo e Lazer do RJ dos valores do Edital para reforma do Maracanã na casa dos R$ 720 milhões, foi dada a largada oficial para a maior gastança de dinheiro público da história do Brasil. Um estádio que comportava 150 mil pessoas será reduzido a mode stos 76 mil lugares e mesmo tendo sido reformado três anos atrás para abrigar os jogos Pan-Americanos ainda torrará R$ 720 milhões dos cofres públicos, para depois ter o mesmo destino do Engenhão, ou seja, passar para administração de um clube que irá usufruir o investimento feito com o dinheiro do conjunto da nossa sociedade.

Essa Copa do Mundo em 2014 tem cheque em branco, ninguém questiona valores e seguem a risca o cronograma da Fifa, o resto é detalhe, ninguém no governo federal está preocupado com lisura, Lei 8666, Pregão Eletrônico, nada disso está sendo discutido ou levado em consideração, vale tudo e nessas situações normalmente orçamentos passam pelo fenômeno da multiplicação dos valores, saltando para índices estratosféricos.

O Ministério Público assiste calado e depois de tudo pronto, todo dinheiro gasto, aparece com seus relatórios tardios para dizer que vai punir quem nem está mais no poder, ou seja, balela, o jogo nesta hora já acabou, o impedimento não foi marcado e os gols nas contas bancárias em paraísos fiscais já foi validado. A hora é agora!

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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