Cartas - 09/11/2010

ENEM

, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2010 | 00h00

Dúvida

Quem organiza o Enem é o INEP ou é inepto?

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

___________________________

DE NOVO...

INEPtos II, o retorno.

PAULO CÉSAR PIERONI

pcpieroni@hotmail.com

Campinas

___________________________

TIRIRICA

O Brasil que explora o pré-sal, apura eletronicamente em poucas horas milhões de votos e se vangloria de ser pentacampeão mundial de futebol é o mesmo Brasil que não consegue organizar decentemente uma prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Talvez porque a educação no Brasil seja menos importante do que um posto de gasolina, um político em Brasília ou um gol de Tiririca.

ROBERTO VIEIRA

robervieira@uol.com.br

Recife

___________________________

ALFABETIZAÇÃO

O governo deveria extinguir o Enem, que só serve para demonstrar o fracasso da educação no Brasil, considerando que a esmagadora maioria dos alunos do ensino médio mal consegue alcançar nota 5 em Português e Matemática. Quando saem alfabetizados do curso médio, é motivo para soltarmos rojão! Só por isso é que vaza o gabarito... para evitar maior fiasco. Que vergonha!

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

___________________________

VERGONHA

Sinceramente, não me recordo de tantas falhas no Enem no governo FHC, com o ministro Paulo Renato, que foi o idealizador do exame. Será que havia mais competência no Ministério da Educação naqueles bons tempos?

LUCIANE LUTZ

lucianelutz@gmail.com

Nova Europa

___________________________

ZUMBI

Tal qual um zumbi, o Enem transformou-se num pesadelo para os alunos de todo o País, revivendo a cada instante sua crônica incompetência, com falhas inconcebíveis e inaceitáveis, num enredo canhestro de aflição e tormento para jovens que buscam aprimoramento educacional. Quando o índice de desenvolvimento humano (IDH) retrata a educação brasileira semelhante à do Zimbábue, em colapso pela guerra civil e pela hiperinflação, e a presidente eleita afirma que a "educação está bem encaminhada", fica demonstrado que a política educacional da incompetência veio para ficar. Pobre País.

NELSON G. AFFONSECA JUNIOR

nelsonaffonseca@uol.com.br

Cordeirópolis

___________________________

CPMF

O Ministério que culpa o termômetro (a metodologia do IDH) pela doença (a posição medíocre do País no quesito anos de escolaridade) é o mesmo que não consegue organizar de maneira minimamente decente uma prova importante. Infelizmente, não há CPMF que salve este pobre Brasil de tanta incompetência.

MARCELO GUTERMAN

margutbr@gmail.com

São Paulo

___________________________

DESMORALIZAÇÃO

Para um país que necessita urgentemente de melhorias em seu sistema de ensino, é vergonhoso constatar que um dos grandes legados do governo Lula na área educacional, se não o maior, é a total desmoralização do Enem. As trapalhadas, que já haviam ocorrido em realizações recentes do exame, voltaram a aparecer na edição deste ano. E há quem diga que o presidente considera o ministro Haddad um dos mais brilhantes de sua equipe. É por essas e outras que Lula tanto honra os diplomas que não tem.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

___________________________

INCOMPETÊNCIA

Mais uma vez os (ir)responsáveis pelo Enem mostraram sua incompetência. A proibição do uso de relógio num exame com hora para terminar é de um sadismo inominável! Se proibiram, qualquer que tenha sido o motivo, deveriam pôr à disposição, por exemplo, um relógio de parede em cada sala. Não se pode tirar um recurso sem a substituição adequada. Pobres candidatos!

TADAIUKI YAMAMOTO

tadai@ig.com.br

São Paulo

___________________________

ESTÁ TUDO DOMINADO

Onde estão a UNE, a Ubes, os sindicatos de professores e outros órgãos de defesa dos estudantes e da educação no Brasil, neste momento de vergonha nacional, com mais essa bola fora do Inep, desmoralizando mais uma vez o Enem? Não ouvi nenhuma crítica desses outrora combativos movimentos. Estão todos no bolso do governo, calados e gozando as suas benesses. Como se diz nas favelas, está tudo dominado!

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

___________________________

POBREZA NOS EUA

Megalomania

Demos muita risada aqui em casa com a notícia de que nossa representante na ONU externou a preocupação do Brasil com a pobreza nos EUA. Nunca antes havia ocorrido isso. Megalomania pega?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euros@ig.com.br

Itatinga

___________________________

RIR PARA NÃO CHORAR

Estadão, 6/11, página A22: a embaixadora do Brasil na ONU preocupa-se com a pobreza nos EUA e dá conselhos de como superá-la. Página A33: no ranking paralelo de desigualdades regionais, o IDH-D, o Brasil caiu 15 posições em razão de desigualdade de renda e falta de acesso à saúde e ao saneamento básico. O Brasil merece ou não o governo que tem?

OSMAR VALENTIM

oval1@uol.com.br

Vargem Grande Paulista

___________________________

MST

Inacreditável!

Os mui nobres deputados federais outorgarão a Medalha do Mérito Legislativo ao fundador e comandante do MST, João Pedro Stédile, no dia 1.º de dezembro. Alguém poderia explicar-me o mérito que esse senhor tem? Será pelo fato de sem-terra terem agredido recentemente o prefeito de Borebi (SP), que foi internado com traumatismo craniano?

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

___________________________

"Ainda que mal pergunte, os responsáveis pelas provas entendem alguma coisa do assunto?"

PANAYOTIS POULIS / RIO DE JANEIRO, SOBRE OS SEGUIDOS FIASCOS NO ENEM

ppoulis@ig.com.br

"Quem não tem competência não se estabelece. O MEC devia seguir esse conselho"

FLÁVIO DE CASTRO LIMA / SÃO JOÃO DA BOA VISTA, IDEM

lgcastrolima@uol.com.br

"A incompetência recorrente no Enem é a cara do ensino brasileiro"

LUIGI VERCESI / BOTUCATU, IDEM

luver44@terra.com.br

___________________________

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.824

TEMA DO DIA

Justiça suspende Enem em todo o País Para juíza da 7ª Vara Federal do Ceará, medidas tomadas pelo MEC não solucionam o problema

"Que um dia o Enem tome a forma e proporção que merece."

DANIEL BRUCE

"Houve problema em 0,043% das provas e a juíza quer anular o Enem. Qual o porcentual de erros judiciais nas sentenças proferidas no Brasil? Será que todas deveriam ser anuladas?

RINALDO PONTI

"A melhor de todas as alternativas é refazer o Enem somente para os candidatos prejudicados da prova amarela."

REGINA GUIMARÃES

___________________________

Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

PROVA DO ENEM

Incompetência. Inépcia. Irresponsabilidade. Descaso. Faltam-me palavras para qualificar a desastrada prova do Enem. Qualquer estagiário de um simples escritório, ao elaborar um relatório, confere o conteúdo e o resultado da impressão várias vezes, para verificar se não há falhas, pois sabe que se algum dado estiver errado corre o risco de ser despedido. É inadmissível imaginar que uma prova de tamanha importância a ser aplicada a milhões de alunos, e envolvendo tamanha responsabilidade, sim, é inadmissível que ninguém tenha tido a "ideia" de conferir se aquilo que foi produzido estava correto. Cabeças precisam rolar e uma investigação sumária do Ministério Público faz-se necessária para cobrar o ressarcimento dos prejuízos aos incompetentes de plantão.

Daniel Rocha dadaro@uol.com.br

Caieiras

___________________________

COMPETÊNCIA X APADRINHAMENTO

É muito cinismo por parte do MEC, através do diretor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). ''Missão cumprida'' (...) ''falhas acontecem'' foram as palavras do ilustre funcionário na tentativa de minimizar a responsabilidade do governo pelos problemas havidos nas provas deste ano. A ''falha'' nas ''revisões'' é prova, inconteste, de que os funcionários (ir)responsáveis estão aquém do preparo exigido. Nenhuma novidade: preparo e sinergia entre os órgãos envolvidos (não só nesse ministério, diga-se de passagem) são assuntos inexistentes nos setores em que a competência é substituída por apadrinhamento.

E o nosso $$$ vai escoando pelo ralo e muitos milhões mais serão gastos, tendo em vista que o correto é cancelar essa prova. E quanto aos estudantes? Que se lixem, não?!

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

___________________________

CARAPUÇA

Mais um show da incompetência lullo-petista. ENEM assim Lulla e seus apaniguados se envergonham.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

___________________________

DE NOVO?

Mais uma vez, o governo Lula dá uma inequívoca demonstração da sua incompetência no trato com a educação. Mais uma vez, e por dois anos seguidos, a prova do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), coordenada pelo Ministério da Educação do governo Lula, está na eminência de ser anulada. Mais uma vez, a prova ministrada a mais de 3 milhões de estudantes brasileiros no último fim de semana apresentou erros primários de impressão, de montagem e de aplicação. Mais uma vez, a sociedade brasileira está sujeita a sofrer um enorme prejuízo, por pura incompetência de um governo cujo principal mandatário passou os oito anos de seus dois mandatos fazendo a apologia da ignorância e do analfabetismo. Estranho seria se tudo desse certo...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

___________________________

CAI A FANTASIA DA EFICIÊNCIA

Nada como um dia atrás do outro. Nada como um governo atrás do outro para tirar a fantasia ridícula da eficiência capenga. Assim, Lula deixa para Dilma sua herança maldita, constante, por enquanto, de novo escândalo de desorganização no Enem; novo escândalo no INSS de desvio de R$ 1,7 bilhão ao ano; uma conta a pagar de R$ 50 bilhões (além da dívida interna de quase R$ 2 trilhões), que o ministro Paulo Bernardo não sabe de onde tirar - isso só para começar. Em contrapartida, a CUT e os sindicatos já começaram a "dialogar" com o governo pleiteando aumento do salário mínimo para R$ 580 e para os aposentados 9 vírgula qualquer coisa %. Convenhamos, não teria sido melhor a CUT e os sindicatos terem elegido Serra, que, mesmo tirando toda a graça, tal detalhe já estaria resolvido sem eles precisarem trabalhar para se sacrificar por tão pouco. Tais problemas se resumem a um único fato: incompetência de gestão. Assim, se incluirmos também a volta da CPMF aos fatos que aí estão, certamente o arrependimento surgirá, sem falta.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

___________________________

FALTA DE EDUCAÇÃO

É simplesmente inacreditável o tal Enem.É uma verdadeira piada de mau gosto.

Esse ministro Haddad, da Educação, é realmente muito fraco. Será reprovado no próprio Enem. É uma vergonha nacional. Por favor, presidente Dilma, esse não! É falta de educação sua continuidade. Livre-nos disso.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

___________________________

TIRIRICA

Mais uma falha no Enem, desta vez por erro nos cabeçalhos das respostas. Provavelmente o PT colocou o Tiririca para revisar o material...

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

___________________________

CONFUSÃO

Uma sucessão de erros grotescos nas provas aplicadas pelo MEC para o Enem desde de outubro de 2009 me leva a crer que o que deveria analisar os conhecimentos de nossos alunos em todo o Brasil virou sinômimo de piada de mau gosto, pela incompetência de seus responsáveis. É lamentável.

Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

São José dos Campos

___________________________

REPROVAÇÃO

Os responsáveis foram REPROVADOS pelo segundo ano consecutivo. Pior, não vai dar em nada, ou seja, de novo quem perde são só os estudantes.

VERGONHA.

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

___________________________

COMPARSAS CONIVENTES!

Os estudantes que foram prejudicados no exame do Enem certamente não têm o que reclamar, afinal, a maioria votou pela continuidade do governo do PT! Note-se o silêncio sepulcral da UNE e da Apeoesp, comparsas coniventes da incompetência do MEC!

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

___________________________

CONFORMISMO E IMPUNIDADE

A criação do novo Enem tinha como proposta unificar o sistema de seleção de candidatos para as universidades de todo o Brasil, como acontece em muitos outros países. O único problema é que se esqueceram de, antes de tentar igualar o sistema de seleção ao de outros lugares, igualar a organização e a competência dos profissionais envolvidos na realização do certame.

Após os problemas do Enem do ano passado, acreditei que as pessoas envolvidas seriam responsabilizadas e os erros não se repetiriam, mas isso não aconteceu. Como em 2009, houve falhas graves na realização das provas e, aparentemente, as autoridades responsáveis não compreendem que a negligência delas em relação à estas provas está prejudicando milhões de jovens e fazendo com que a instituição perca credibilidade.

As falhas deste ano prejudicaram, sim, muitos candidatos, mas o cancelamento da prova poder ser ainda mais prejudicial. A confecção de outra prova leva tempo e será muito difícil encontrar uma nova data para a sua realização devido à existência de concursos de outras universidades. Além disso, o atraso dos resultados do Enem prejudicará diversas instituições que optaram por utilizar a sua nota parcial ou integralmente para selecionar candidatos.

Já que o objetivo era igualar o sistema ao de outros países, vale ressaltar que, se essas falhas ocorressem em qualquer outro lugar, os envolvidos seriam responsabilizados logo da primeira vez e a repetição dos erros seria inadmissível. O Brasil pode não ter um sistema de seleção unificado ou a organização necessária para realizar provas confiáveis, mas temos conformismo e impunidade de sobra.

Victoria Petenati da Rovare victoria_darro@hotmail.com

São Paulo

___________________________

SUSPENSÃO DO EXAME

Mais uma vez, os brasileiros presenciaram a falta de seriedade da elaboração e aplicação do Enem. Com o cancelamento do exame, fica difícil o estudante encontrar motivação para conquistar uma bolsa na faculdade. O porcentual de cadernos de prova com erros talvez para nossos governantes seja pequeno, míseros 0,003% dos 10 milhões impressos. Ocorre que no nosso Brasil há um porcentual bem maior de pessoas que viram suas dúvidas sobre a credibilidade do exame se transformarem em certezas.

Renan William Candido, estudante bolsista do ProUni

São Paulo

___________________________

ORGANIZAÇÃO VERGONHOSA

Sou estudante e participei do Enem nos dias 6 e 7. A falta de organização do exame que tenta ser o ''vestibular do Brasil'' é vergonhosa e motivo deste e-mail.

No primeiro dia de prova, além dos cabeçalhos trocados, minha sala teve outro problema: as duas primeiras candidatas, ao entregaram o gabarito e o caderno de questões e se retirarem da sala, não assinaram o gabarito. A fiscal, sra. Sônia Rodrigues, que deveria verificar os papéis antes que cada candidato se retirasse, não o fez, percebendo o erro minutos após a saída de ambas as candidatas. Em vez de falar com o coordenador e manter o silêncio para que os outros não fossem prejudicados, os dois fiscais ficaram conversando e a coordenadora entrou com o walkie-talkie ligado e pedindo informações sobre as moças. Tudo isso em alto e bom som. A situação durou alguns minutos e, depois de muito atrapalharem, os funcionários finalmente fizeram silêncio.

No segundo dia de prova, os problemas foram maiores. Primeiro: no início da prova, o celular de uma candidata tocou. A coordenadora, sra. Regina Esteves, deixou que o celular tocasse e não repreendeu a garota. Alguns minutos depois, o celular voltou a tocar e a fiscal Sônia permitiu que a candidata abrisse a bolsa, pegasse o celular e, teoricamente, o desligasse. Segundo: algum tempo depois, quando eu estava na questão 150 (ou seja, já tinha feito o rascunho da redação e quase 67% da parte de testes), o fiscal sr. Márcio Moura veio me interromper para dizer que eu não podia utilizar lapiseira e borracha. Argumentei que já tinha feito a maior parte da prova, inclusive a do dia anterior, utilizando esses instrumentos, e ninguém fez nenhuma reclamação. O sr. Márcio, então, respondeu que estava cumprindo instruções do edital e eu me recusei a utilizar somente a caneta, dizendo que o gabarito, único documento que seria válido na correção, seria preenchido a tinta preta, como a organização do Enem tanto exigiu. O caderno de questões poderia ser riscado com caneta, lápis, etc., pois, se eu não o levasse comigo, seria jogado no lixo. O fiscal chamou, então, a coordenadora, sra. Regina, que repetiu os mesmos argumentos fracos e sem sentido do sr. Márcio, obrigando-me a utilizar a caneta preta.

A partir daí, meu nervosismo, que já não era pequeno (afinal, estava num exame vestibular importante), aumentou consideravelmente. Não tive tranquilidade para fazer o resto da prova com o mínimo de segurança, nem para revisar o rascunho da redação com visão crítica suficiente. Porém terminei a prova, preenchi o gabarito - com caneta preta -, entreguei-o ao fiscal e saí da sala.

Já pensando em mandar um email de reclamação ao Inep, anotei o nome das pessoas que trabalham com o Enem com que lidei. A coordenadora, sra. Regina, depois de eu ter anotado seu nome, quis saber o meu e confirmar a sala em que eu estava. Dei-lhe essas informações.

Espero sinceramente que a aparente incompetência desses funcionários seja o único problema com que lidarei. Se tiverem desvios de caráter; se, por algum motivo, meu gabarito ''sumir, for perdido'' ou qualquer coisa do gênero, a questão mudará de nível e o Ministério da Educação, o Inep e todos os envolvidos vão responder por isso na Justiça.

Marina Azzi Nogueira mackinha@gmail.com

São Paulo

___________________________

OUTRO ENEM SUSPENSO

E o os organizadores do Enem -- que não se presta mais à avaliação do ensino praticado pelas escolas brasileiras, transformou-se em aspirante a substituto do vestibular, pois as notas são usadas para ingresso na universidade - deram atestado de incompetência, de novo.

Provas com questões repetidas, faltando questões, etc., etc., fizeram o exame ir parar na Justiça e já existe até uma suspensão da prova, por juíza da 7.ª Vara Federal do Ceará, a pedido do Ministério Público.

O MEC está descuidando demais desse exame, que representa o ingresso na universidade para os formandos do segundo grau por todo o Brasil, ou não está dando o devido valor a uma prova que deveria ser cuidada com o maior carinho. Muito dinheiro público é gasto para a realização desse exame e desde quatro anos atrás os problemas vêm acontecendo, cada vez mais graves. Ano passado vazou a prova da gráfica.

O ministro da Educação esteve ontem na televisão dando desculpas esfarrapadas, dizendo que apenas uma pequena porcentagem do total de provas estava com problema de impressão, que havia um número muito maior de provas "sobressalentes" sem erro e que por isso o problema não era grave. Ora, se existiam provas sem erro suficientes, por que entregaram aos estudantes justamente as erradas?

E cá pra nós, a empresa encarregada de elaborar e imprimir as provas não conferiu uma amostra da impressão, antes de mandar rodar toda a quantidade necessária? Todo mundo, qualquer pessoa confere um prova de qualquer trabalho antes de autorizar a impressão. E ninguém do Ministério da Educação ou seu preposto conferiu a elaboração da prova, para evitar os erros, para ver se estava de acordo, para detectar a bagunça feita com repetição de questões, falta de outras, questões iguais com números diferentes e questões diferentes com mesmos números?

Ninguém dá importância, apenas manda fazer e pronto, seja o que Deus quiser, apesar de todo o dinheiro que é gasto nisso? Ninguém pensa no stress dos estudantes, antes e durante a prova, que se prepararam, estudando muito, e vão ter de passar por tudo novamente?

E a maioria votou na continuidade disso que aí está.

Luiz Carlos Amorim lc.amorim@ig.com.br

Florianópolis

___________________________

TUDO MAIS OU MENOS

Pela resposta do governo para os novos erros do Enem, vamos precisar aceitar, daqui para a frente, que algumas cartas postas no correio cheguem atrasadas ou não cheguem, que alguns aviões saiam com atraso ou não saiam, enfim, que tudo aquilo que é de responsabilidade do governo fazer ou supervisionar para que saia correto saia mais ou menos, devido ao grande número de atendidos.

Vamos achar normal que nada mais saia 100% correto, mesmo que isso cause prejuízos aos interessados

Adelaide O. V. Santos adelaidescs@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

___________________________

QUI PRODEST?

A quem interessa denegrir o Enem?

Sérgio Luís Salvador sergiosalva@ibest.com.br

Serra Negra

___________________________

RETRATO

Se o exame do Enem só da confusão, é sinal de que o MINISTÉRIO da EDUCAÇÃO é uma lástima, pois não é capaz de acertar um exame desses. O que esperar deste governo no ramo da educação? Será esse Ministério o retrato deste governo? Será que nosso povo tem o governo que merece?

Ciro Bondesan dos Santos

São José dos Campos

___________________________

ACERTAR É HUMANO

Que vergonha os constantes erros na prova do Enem. Agora vão dizer que errar é humano! Nada disso. Acertar é humano. Nós chegamos à Lua por causa dos acertos, o avião da TAM caiu por causa de erros. Nós temos antibióticos e vacinas por causa de acertos, e não por causa de erros. Que mau exemplo para os futuros profissionais.

Helga Szmuk helgasz@uol.com.br

Florianópolis

___________________________

O INADMISSÍVEL

A prova do Enem ultrapassa os limites daquilo que podemos chamar de "erro admissível", uma vez que é perceptível a falta de organização, planejamento e principalmente respeito aos candidatos. Candidatos estes que vêm estudando há (no mínimo) um ano para realizar uma prova que, além de ter uma série de questões ambíguas e mal formuladas, simplesmente não foi revisada! Pois erros como a inversão de gabaritos e questões repetidas, rapidamente identificadas pelos tão treinados e desrespeitados candidatos, poderiam ter sido facilmente evitados. E é nesse momento que o presidente do Inep não compreende a confusão que envolveu a prova, quando diz que "os candidatos prejudicados seriam reavaliados", uma vez que nós, candidatos, além de perdermos em torno de 45 minutos de prova, fomos psicologicamente prejudicados com a indecisão em relação ao que fazer com o gabarito (chegaram a dizer que a prova seria corrigida no próprio caderno de questões! E que dessa forma não era possível rasurar o PRÓPRIO caderno!)

Somam-se aos erros grosseiros na prova a imposição de regras sem fundamento algum, como a proibição do lápis e borracha. O Ministério da Educação que me desculpe, mas somente aquele que jamais estudou de verdade aceitaria ser impossibilitado de utilizar tais materiais. É importante ressaltar que, se o governo temia que houvesse cola durante a prova (eu só desejo saber qual o tipo de cola que se pode escrever num LÁPIS, mas isso é outra discussão), então, por que não distribuir um lápis com borracha a todos os candidatos? O que, aliás, não seria nada mais natural pra um país que diz lutar para melhorar a educação.

E, por fim, se não tivessem proibido o uso de relógios durante a prova, os organizadores talvez percebessem que, caso eles mesmos utilizassem esse artifício "recentemente inventado e tão desprezível", talvez a prova do Enem não fosse tão desorganizada, desrespeitosa e desqualificada para avaliar alunos, muito menos alunos de um país inteiro. Ao que tudo indica, enquanto aqueles que organizam a prova não souberem se planejar, é estranho demais exigir dos alunos que o façam.

E peço, por favor, que não venham dizer que a distribuição do lápis e da borracha não cabe no bolso do governo, pois seria interessante que fosse divulgada a "pequena" quantia que vai sair do dinheiro publico para refazer esse exame.

Caroline Castrucci Ingold ligia.ingold@terra.com.br

São Paulo

___________________________

UMA FALTA DE RESPEITO

Estudei o ano inteiro pra chegar à prova e o fiscal não ter informação de nada.

Já havia passado cinco questões para o gabarito quando o fiscal disse:o gabarito está trocado, as questões de 1 a 45, na verdade, estão no lugar das questões de 46 a 90, e vice-versa!

Aquilo me atrapalhou, à 4h15, porque, além de eu me preocupar com as cinco questões que tinha passado erradamente, ficava toda hora conferindo o gabarito, se eu estava trocando as questões.

Após a aplicação da prova, vi na TV que cada lugar teve uma orientação destinta. E agora? Perdi mais um ano da minha vida? QUE VERGONHA DE PAÍS.

Letícia Gagliardi Coelho lecoelho02@hotmail.com

Campinas

___________________________

NÃO PODEMOS TER PAZ?

Moro no Morumbi. Inscrevi minha filha para exame do Enem e ela foi parar na Vila Mariana. Como se não bastasse, a segunda fase foi no domingo, ao meio-dia, num dia de jogo no Estádio do Morumbi, São Paulo x Corinthians, corrida de Fórmula 1 em Interlagos, e o término das provas foi às 18 horas. Não é uma maravilha que, além das confusões causadas pelos organizados "COMPANHEIROS DELLE, LULALÁ", ainda Não SOUBESSEM desses eventos para atormentar o fim de semana dos paulistanos? Não podemos ter PAZ nem aos domingos? Como sempre, as trapalhadas de que ELLE nunca SABE. E mais: contestam as informações do IDH. Quem esse Haddad pensa que é? Deus, como o seu criador?

Fred Moyses fredemoyses@uol.com.br

São Paulo

___________________________

IRRESPONSABILIDADE

A aplicação do Enem com falhas de redação e/ou de conteúdo é a mais absurda falta de competência do Ministério da Educação, que deveria primar pela exatidão de suas provas. O histórico de erros e enganos, nos últimos cinco anos, comprova a irresponsabilidade das autoridades no ensino e em suas avaliações.

Kleber Gilberto de Araujo Jr. karaujojr@hotmail.com

São Paulo

___________________________

CREDIBILIDADE

O ''desempenho'' dos srs. Fernando Haddad (ministro da Educação) e Joaquim José Soares Neto (presidente do Inep) no Enem, com vazamento da prova no exame anterior e, agora, com os erros grosseiros cometidos (cabeçalhos trocados, duplicação e ausência de questões), credencia ambos à imediata e sumária demissão. A credibilidade dessa importante avaliação nacional jamais será reconhecida enquanto esses dois incompetentes continuarem a justificar o inadmissível.

José Cretella Neto jcretellaneto@gmail.com

São Paulo

___________________________

INDESCULPÁVEL

Os adjetivos mínimos que encontrei para qualificar o Inep e a coordenação do Enem foram: incompetentes e irresponsáveis.

1) Colocaram minha filha para fazer a prova do outro lado da cidade, distante somente 23 km de minha residência.

2) A unidade do local da prova (Uniban), situada à rua Bela Vista, 739, encontra-se numa região de ruas curtas, estreitas e muitas delas sem saida (vide http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-br&tab=wl ). E para complicar, aos sábados realiza-se a feira semanal, a rua fica interditada das 5 às 15 horas. Para complicar um pouco mais, chovia torrencialmente por volta do meio-dia. Dá para imaginar o que aconteceu com o trânsito na região? Local de dificial acesso, não há estação de metrô nas proximidades e as linhas de ônibus são poucas.

Minha filha teve de caminhar por mais de duas quadras sob chuva, chegar encharcada ao local, para não perder a prova.

Muitos participantes devem ter perdido os exames nessa unidade, vi muitos saltando de veículos, no meio do trânsito, distantes do local, sob a chuva, e saírem correndo em direção ao local da prova.

Locais como esse jamais deveriam ser utilizados para um evento de tal proporção.

Questiono:

1) Não existia a possibilidade da realização da prova numa unidade qualquer mais próxima a minha residência?

2) Não havia a possibilidade de usar instalações situadas em locais de mais fácil acesso, mais próximos de estações de metrô e mais bem servidos por linhas de ônibus?

Instalações universitárias com grandes áreas estão disponíveis por todas as regiões da cidade e com certeza muito mais bem localizadas.

Não há desculpas aceitáveis. Lamentável. Como lamentável foi o fato ocorrido com o exame do ano passado.

Arnaldo José Rodrigues anarisa@uol.com.br

São Paulo

___________________________

SUSPEITA PERMANENTE

É inadmissível a prova do Enem ter essa "tradição" de permanente suspeita. Quando não é o vazamento dos resultados, são os erros nos formulários. Em qualquer país civilizado o ministro da Educação estaria "dando aulas" em outra escola. A Nação precisa ter mais credibilidade, principalmente entre os jovens, futuros dirigentes dos vários setores do Brasil.

Decio Franco de Almeida bdfpartners@uol.com.br

São Paulo

___________________________

POBRE BRASIL

O Inep mostrou toda sua InePTidão na "organização" do exame do Enem. Pena que a educação não esteja como a saúde, segundo avaliação de Lula em abril de 2006, à "beira da perfeição".

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

___________________________

CORRUPÇÃO

Se o MEC não tem capacidade para realizar o Enem, que passe a bola.

Os realizadores não têm capacidade para realizar, mas têm para desviar a verba empregada.

É só copiar de livros de mestres e pagar os direitos para quem sabe das coisas e não é corrupto.

Não conseguem realizar um teste legal porque são corruptos.

Ivo Lobo ivoslobo@itelefonica.com.br

São Paulo

___________________________

POR QUE TANTA SURPRESA?

Para as coisas passíveis de aferição, onde o blá, blá, blá não prevalece, fica bem caracterizado o que aconteceu com o Enem 2009 e 2010, ou seja, mais evidência é impossível: o padrão Lula/PT de qualidade e competência está ali bem registrado, com todas as digitais. O resto é balela!

Pedro Paulo Santos santospedrop@hotmail.com

Sorocaba

___________________________

SONHOS CEIFADOS

As provas do Enem são mais uma forma de mostrar a incompetência latente neste governo. Mais uma vez milhares de jovens têm seus sonhos ceifados por mais uma manobra feita por alguém deste governo, que faz licitações fraudulentas para contratar empresas de amigos, para depois fazerem algo em detrimento a juventude brasileira. Onde está a nossa gloriosa Polícia Federal, que não investiga mais este escândalo vergonhoso? Passam os anos e o que vemos são concursos e provas para concursos públicos federais serem alvos de fraudes e desvios para fins escusos.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

___________________________

QUALIDADE DO ENSINO

Acreditem! Mais um fiasco no Enem e o ministro Fernando Haddad não tem a dignidade de pedir demissão. Este governo Lula não avançou um palmo sequer na educação nacional durante oito anos e eles ficam se vangloriando de ter criado várias universidades pelo País. Ora, se não conseguem sequer realizar uma provinha de vestibular, então podemos concluir qual é a qualidade do ensino nessas instituições recém-criadas. Os ensinos fundamental e médio estão abandonados no País inteiro e a contrapartida do Bolsa-Família, que exigia o comparecimento das crianças na escola, deixou de ser cobrada para não atrapalhar a campanha da Dilma. Hoje temos um presidente que faz pouco-caso da educação formal e uma futura "presidenta" que forjou o currículo, eis o Brasil do futuro, e 56% ainda acreditam nisso.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

___________________________

ISTO É UMA VERGONHA!

Como se não bastassem as centenas de participantes que na penúltima edição do Enem tiveram suas provas de redação anuladas por causa de erros sistêmicos, agora uma vez mais ocorreram erros primários na elaboração das provas de sábado e questões com duplo sentido nas provas de domingo, evidenciando o relaxo com que é tratado o ensino no Brasil.

Situações essas, diga-se de passagem, bem compreensíveis, advindas de um governo cujo presidente se vangloria de ter chegado ao posto tendo apenas o ensino primário.

Com diria Boris Casoy, ''isto é uma vergonha!''

Pedro Pinto da Silva pedropintosilva@yahoo.com.br

São Bernardo do Campo

___________________________

A EFÊMERA FAMA DO CNE

O Ministério da Educação, neste governo, continua em sua triste trajetória de proporcionar aos meios de comunicação manchetes que denigrem a sua imagem e justificam as críticas que recebe a mancheias. Não bastassem os vexames anuais do Enem, desta vez foram os membros do Conselho Nacional de Educação (CNE) que resolveram ter o seu minuto de fama, propondo a censura ao livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, um dos maiores escritores da Pátria. Não conheço os membros atuais desse conselho, nem faço questão de conhecê-los depois dessa, mas tenho certeza que nenhum deles está à altura do grande escritor. A minha geração foi abençoada por ter tido a oportunidade de navegar no mar do conhecimento humano através das obras infantis de Monteiro Lobato. Desconhecido de grande parte da população, na verdade sua obra é muito mais importante que aquelas que se tornaram mundialmente famosas, com justiça, diga-se de passagem, como as dos irmãos Grimm, entre as quais Cinderela e Branca de Neve. Lembro-me de que acompanhava com facilidade as matérias em minha escola por causa da leitura completa de sua coleção, pois os temas estavam facilmente fixados em minha mente, exatamente em razão do que havia assimilado dos livros de Lobato. Foi através de suas obras que tomei conhecimento mais específico do folclore brasileiro, da mitologia grega, da amplitude da geografia global, da importância da história mundial, enfim, dos inúmeros ramos das ciências e das artes. Jamais soube que alguém da minha época se tivesse tornado racista por ler os livros do inesquecível autor, porque naquela época as comparações, embora erradas, de uma raça ou pessoa com objetos ou animais tinha para a grande maioria das pessoas apenas o sentido jocoso, aliás, como ainda é hoje. Como disse recentemente em artigo publicado no Estadã o o sociólogo Demétrio Magnoli, o brasileiro realmente racista "tem vergonha de aparecer", ou, em minhas palavras, é um cretino enrustido e com certeza não é por ter lido Monteiro Lobato. Em compensação, saíamos da escola efetivamente alfabetizados e com sólidos conhecimentos sobre os assuntos tratados nos diversos currículos, e não a meia-boca a que lamentavelmente assistimos nos dias de hoje e os absurdos praticados pelos formandos das gerações atuais. "O mano" ou "a mana" completam o seu curso e não são capazes de se manifestar de forma inteligível. É pena que a coleção de Lobato não possa ter sido reeditada e atualizada, para servir na sua plenitude às gerações que se seguiram, mas jamais perderá a sua importância e só uma mente desprovida de grandeza pode pensar sequer em criticá-la, quanto mais censurá-la. Estes são os assuntos que deveriam preocupar os membros do tal conselho, e não encherem a paciência com censuras descabidas e ofensas à memória de um dos maiores escritores do Brasil.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

___________________________

LEITOR-MIRIM SE POSICIONA

João Vitor Zanata, leitor-mirim de apenas 11 anos, faz uma defesa realista a respeito da discussão do livro "As Caçadas de Pedrinho" (7/11). Bom seria para o Brasil termos mais jovens leitores e críticos acerca do tema. O preconceito está na cabeça das pessoas e cercear a liberdade do cidadão não passa de censura, travestida no PNDH-3, em construção pelo governo atual. Proibir o livro é desconsiderar a História do Brasil. Pior do que ver esses "pseudoentendidos em literatura" é saber que ainda existe a exploração do trabalho infantil, milhões de crianças fora da escola, além dos casos de pedofilia, e parece que esses fatos não incomodam os encastelados do poder. Vergonhosa apelação, quando desqualifica o papel do professor e subestima a inteligência dos leitores, sejam eles adultos ou mirins.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

___________________________

MONTEIRO LOBATO? OS NEGROS? E AS MADRASTAS?

Ora, ora, ora, vamos acabar com todos os contos de fada agora! Normalmente a criança escuta a palavra madrasta pela primeira vez quando assiste aos filmes Cinderela, Branca de Neve, João e Maria, entre outros. E as madrastas são todas más. Quer maior preconceito do que esse? O dicionário! Lá diz que a palavra madrasta significa pessoa pouco carinhosa, ingrata, má. Os livros de Monteiro Lobato serão recolhidos? E o que pensam, então, em fazer com os DVDs e os dicionários nas livrarias? Já que querem acabar com tudo o que traz preconceito, vamos lembrar de acabar com esses contos de fada ''do mal'' que nos dão tanto trabalho, afinal, quando conhecemos nossos enteados, já chegamos nos explicando: ''Sou sua madrasta, mas sou boazinha.''

Já que é assim que o Brasil resolve os problemas, ''resolva'' o nosso também!

Roberta Palermo, presidente da Associação das Madrastas e Enteados (AME)

São Paulo

___________________________

AGRADECIMENTO

Agradeço aos colunistas João Ubaldo Ribeiro e Marcia Camargo pela defesa de Monteiro Lobato (que também foi colunista do Estadão) na questão do parecer do CNE patrulhando o livro "Caçadas do Pedrinho".

Na minha adolescência a Igreja queimava livros de Monteiro Lobato e Jorge Amado. Não quero ver acontecer o mesmo episódio novamente.

Isabella Montenegro, autora do livro "Japinha e Dito-kun" essete2002@yahoo.com.br

Florianópolis

___________________________

JOÃO UBALDO E LOBATO

Realmente vergonhosa essa mania de ver racismo em tudo, até nos livros do nosso Monteiro Lobato. Gostei da defesa de João Ubaldo! Estaríamos nós vivendo um "1984" de Georges Orwell? Essa história boba de "politicamente correto" num país pacífico como o nosso deveria ser aplicada à pouca-vergonha e à impunidade, e nunca à literatura infantil.

Rosemay Maluf Zarif

São Paulo

___________________________

PAULISTA DE TAUBATÉ

A todos que, como eu, estão ainda estupefatos com a pecha de racismo atribuída à obra de Monteiro Lobato quero lembrar que esse grande gênio da literatura brasileira era PAULISTA, de Taubaté. Ora, sabemos que hoje está na moda pisar nos paulistas, sob qualquer pretexto, embora há décadas nosso Estado, com sua riqueza, venha carregando o Brasil (principalmente, hoje, na prestação de saúde de qualidade) e recebendo todos, de todos os cantos, do País e do mundo, sem preconceitos, sem racismo, sempre de peito aberto. Afinal, dizem, somos ''elite''... Sobrou até para Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Tia Nastácia, Visconde de Sabugosa, meu Deus...! A alma de Monteiro Lobato deve estar se torcendo de tanto rir com tamanha ignorância! Quanta dor de cotovelo, não?

Atenciosamente,

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos

___________________________

OLHAI OS OVOS

A fúria dos que cercam a eleita para censurar e matar a liberdade de expressão é tamanha que, depois de atacar "Caçadas de Pedrinho", vão acionar Deus, porque Ele não tirou licença ambiental para construir o mundo. A mobilização para calar os cidadãos acaba de derrubar a máscara: só quem não tem consciência tranquila teme a liberdade de imprensa. Temo pelos ovos que sairão da Granja do Torto. Serão de serpente?

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

___________________________

SEGREGACIONISMO EM CURSO

Mayara Petruso, uma estudante de Direito, estará sendo processada criminalmente por ter posto em seu Twitter frases consideradas preconceituosas. Sou nordestino, moro no Sudeste há 43 anos e nunca sofri ou pelo menos me senti discriminado no Rio de Janeiro ou em São Paulo, cidades onde, respectivamente, morei e moro. Porém tenho notado que nos últimos cinco anos têm surgido movimentos no sentido de rivalizar cidadãos que sempre conviveram em harmonia, trabalhando, produzindo e contribuindo, independentemente de região, origem, cor e religião praticada, para fazer o Brasil crescer como um todo. A OAB-PE, através de seu presidente, Henrique Mariano, emitiu nota que classifica de preconceituosa a frase de Mayara em seu Twitter e vai processá-la porque é inadmissível que uma estudate de Direito tenha atitudes contrárias às funções sociais de sua profissão, e pergunta: ''Como alguém com esse comportamento vai se tornar uma profissional que precisa defender a justiça e os direitos humanos?" O sr. Mariano facilmente teria a resposta à sua pergunta se atentasse para a conduta do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e sua equipe de governo, que há anos, rezando pela cartilha marxista - dividir para dominar, prega a política do ''nós'' e ''eles'', do trabalhador e do burguês, da raça branca e da raça negra, do território do índio e do teritório do não índio, imprensa democrática e imprensa fascistoide, sem-terra contra latifundiário, escola pública e escola privada, cotas em universidades, além de censurar a imprensa e tentar crucificar Monteiro Lobato. Tudo isso desemboca no PNDH-3, sem dúvida, uma excrescência, mas que qualquer jurista tem a obrigação de ler pelo menos uma vez. Na verdade, a estudante, consciente ou não, está fazendo o jogo desse governo em sua política segregacionista de dominação. Aliás, diga-se de passagem, dirigido por um pernambucano e que, em discurso proferido em 28 de março de 2008 em seu Estado natal, defendeu veementemente o conterrâneo, bandido e mau-caráter Severino Cavalcante, ao afirmar que ele havia sido vítima das elites paulistas e paranaenses. Sr. Henrique Mariano, isso é discriminação e eu não vi nehuma nota da OAB de Pernambuco contestando o fato. Coerência também faz parte da verdadeira justiça. Não entre nessa de querer jogar o BRASIL contra o BRASIL.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

___________________________

A MODA DA CENSURA

Parece que a censura ao Estadão, que estranhamente permanece sem resultado judicial, animou os que em tudo veem preconceito e discriminação. A vítima do momento é Monteiro Lobato, autor de mérito incontestável e, sobretudo, ainda insuperado na literatura infantil. Decerto os ''politicamente corretos'' se voltarão agora contra Euclides da Cunha. Lembremos que se referiu ele, iniciando o capítulo III de O Homem, em Os Sertões, ao ''raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral''. Até quando irá a caça às bruxas?

Jairo Polizzi Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

___________________________

MUSCULANDO A PACIÊNCIA

Em apenas uma semana de ''coadjutoria''..., com notícias falando de punição a militares (e a Lei da Anistia, morreu mesmo?), da ameaça de volta da CPMF (vendeta ou gula?), de censura à obra de Monteiro Lobato, acusado de incitação ao racismo (ataque de idiotismo?), eu percebi que conviver sob ''esta'' democracia será um exercício intensivo de musculação para minha santa paciência. Mais 4 ou mais 40 anos? Eu me recuso a deixar esta m...ercadoria para meus netos...

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

___________________________

"MIGUEL REALE, 100 ANOS"

Prezado dr. Miguel Reale Júnior. dentre tantas qualidades de seu pai, o senhor escolheu falar sobre o valor que dava à pessoa humana e ao estabelecimento da harmonia com base na solidariedade.

Num mundo repleto de egoísmo, encontrar alguém que se pauta pelo exercício da virtude da alteridade é, sem dúvida, a certeza de sua imortalidade.

Parabéns pelas belas palavras.

Érika Terrell Ferreira Laranjeira erika.terrell@terra.com.br

Limeira

___________________________

ÉTICA E JUSTIÇA SOCIAL

Tocante e inspirador o artigo do dr. Miguel Reale Júnior (6/11, A2) sobre as reflexões de seu pai, as quais incluem o pensamento de que ''a crise do capitalismo não é econômica, mas ética''. A meu ver, certamente também a base da crise das hipotecas nos EUA, cujos efeitos deletérios naquele país sabidamente se propagaram por todo o mundo, fazendo-se sentir até hoje. E empresto esse pensamento do dr. Reale para derivar o que eu e certamente inúmeros outros percebem como a ''crise da democracia'', cuja raiz é obviamente ética - vide os tantos escândalos de corrupção ocorridos no nosso país desde sempre e em especial nos últimos anos. Donde se conclui que a ética é o fio condutor da verdadeira justiça social. Que a presidente eleita e os nossos políticos se inspirem no dr. Miguel Reale e se conscientizem de que, sem a ética perpassando a política, os ditos programas sociais só ficarão, se tanto, a um terço do caminho do seu objetivo.

Lenke Peres

Cotia

___________________________

INESQUECÍVEL

Como ex-aluno de Filosofia do Direito, turma de 1945, do emérito professor Miguel Reale, na velha e sempre nova Academia de Direito do Largo de São Franisco, ao ensejo do seu centenário, não poderia deixar passar em bancas nuvens tão gloriosa efeméride. Orgulhoso de ter sido seu aluno, reverencio sua memória, na expressão mais sincera do meu respeito a tão notavel vulto da inteligência jurídica do nosso país. Lembro-me de que o professor Reale, quando se referia e citava o pensamento dos colegas mundiais sobre a origem do Direito, dizia: "Hoje eu digo que o Direito"... e dava sua própria opinião de filósofo da matéria. Que força de expressão e de inteligência! O artigo do seu ilustre filho, que honra o nome do pai, Miguel Reale Júnior, publicado sábado no Estadão, é não só uma demonstração de um filho generoso e agradecido, como também a continuidade da obra de um pai inesquecível. Como uma modesta homenagem minha e dos seus ex-alunos da turma de 1945 (por minha vontade própria), quero lembrar aqui uma frase escrita pelo professor Reale, logo após a morte de sua querida esposa, em artigo no Estadão que, se não me falha a memória, é uma verdadeira noção filosófica do que seja a vida humana: ''A vida não teria razão de ser se não existisse a morte.''

Esta afirmação é basilar para justificar o que somos.

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

___________________________

FALTOU DEUS

No centenário de Miguel Reale, seu filho escreveu no Estadão falando de fé, razão, ética, paz social, caridade, solidariedade, liberdade, justiça e humanismo.

Dr. Miguel Reali Júnior, faltou o essencial: DEUS!

A fé em Deus é a fonte de todos os valores!

Fé e graça podem conduzir a humanidade à ética e à paz social!

''Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua Justiça, e tudo o mais será depois acrescentado'' (S. Mateus, 6,33).

Difícil de entender por quem lamenta a queda do Muro de Berlim e entende possível a solidariedade baseada em valores puramente humanos, sem Deus.

Paulo Vieira da Rocha, ex-aluno de Miguel Reale pvr50@hotmail.com

São Paulo

___________________________

A VISÃO ULTRAPASSADA DAS ''LUNETAS NOVAS''

Algumas posições políticas incomodam, pela falta de visão e pelas incoerências. Nas "Lunetas novas" (7/11, A2), o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, que foi presidente, mostra o seu retrato de corpo inteiro. Segundo os seus velhos colegas do Cebrap, ele sempre teve uma gravata maior que ele mesmo. Queriam dizer que a vaidade se sobrepunha à personalidade. Se possível fosse, poderia chamar-se o imperador FHC, o único. O próprio rei. O seu governo, que teve importante participação de políticos, intelectuais e uma grande base partidária, reduziu-se ao "quando eu desencalhei um barco". Faltou pouco para dizer que esse barco era, na realidade, um imenso transatlântico. Seria ufano demais. Decepcionante a visão de quem postula o reconhecimento como estadista. O "eu sou" absoluto faz parte de um perfil autoritário. Hoje, sr. presidente, os governos devem-se compor de equipes e cada vez mais de propostas e de projetos político-partidárias em defesa do bem coletivo de uma Nação que dá legitimidade às eleições.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomdemoura@hotmail.com

Campinas

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.