Cartas - 10/01/2011

CHUVAS E TRAGÉDIAS

, O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2011 | 00h00

O povo pobre sofre

Mais uma vez o Brasil conta seus mortos e os milhares que perderam todos os seus bens materiais com as chuvas de verão, que já viraram rotina nos grandes jornais e telejornais. As pessoas choram e lamentam a perda dos entes queridos que morreram nos deslizamentos, principalmente na Região Sudeste. O mais difícil é entender que isso já acontece há mais de 20 anos e ninguém põe a mão na ferida, que é a falta de habitações seguras para as famílias de baixa renda. Elas não têm acesso aos programas habitacionais, as prefeituras não se interessam por conjuntos populares, querem mesmo é o IPTU dos grandes condomínios - para estes os recursos são elevados, para o povo a burocracia emperra. O pior de tudo é que se combatem os efeitos, e não as causas, que estão no assoreamento dos rios, os quais recebem todos os dejetos, esgotos sem tratamento, lodo, lamaçal, e não é feita a limpeza nos canais e córregos das montanhas de lixo que ali se acumulam. A qualquer chuvinha eles transbordam e invadem as ruas e residências. Fica o alerta aos governantes. Enquanto isso, o povo pobre sofre e paga a conta - muitos com a própria vida. Com tristeza,

JOSÉ PEDRO NAISSER, ecologista

jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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Inundações recorrentes

A cada chuva forte que cai na cidade de São Paulo, as inundações se repetem e as tragédias acontecem, sob os olhares displicentes dos responsáveis pela administração pública, que se propôs a resolver o problema. Os candidatos a prefeito e a governador sempre têm soluções. Mas após assumirem o cargo o que se vê é a repetição das rotineiras inundações, para martírio dos paulistanos. Por que não fazem um projeto de obras viável e que realmente acabe com tanto sofrimento, perdas de bens e de vidas? Solução existe. Mas será que algum dos políticos responsáveis pela administração da cidade e do Estado de São Paulo está disposto a trabalhar sério para resolver isso?

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Qual a surpresa?

É curioso o espanto nos noticiários com as chuvas e os estragos que elas estão causando. Moro na cidade de São Paulo e nada é feito para melhorar há pelo menos 50 anos, a única coisa que muda é que a cada ano mais um local passa a ser de risco. E piscinão não conta como obra, pois é enxugar gelo... E olha que já tem piscinão precisando de um piscinão. Perto da minha casa, por exemplo, numa das poucas áreas verdes, começaram a desmatar para a construção de barracos irregulares e nada acontece, ninguém vê ou fiscaliza, mas o meu IPTU chega na data certa, sem nenhum problema de atraso. Outra coisa ruim é que toda essa água que cai, e não é pouca, é toda perdida, pois acaba indo para os Rios Tietê e Pinheiros, que são lixões a céu aberto, o cartão-postal da cidade para quem chega de fora do País. Ah, uma coisa não muda: no verão sempre chove!

MARCELO DE MOURA

mdemoura@globo.com

São Paulo

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Heroína

Tocante a cena mostrada na TV, no sábado, da costureira Fátima arriscando a vida para salvar seis cães da cheia do Aricanduva. São exemplos de solidariedade e cidadania que honram São Paulo. Obrigado, Fátima!

ARSONVAL MAZZUCCO MUNIZ

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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PEDÁGIOS

Estradas de ouro

Para viajar para o Rio de Janeiro em ônibus confortável pago cerca de R$ 100, ou seja, uns R$ 0,25 por km, e o ônibus paga pedágio. Para usar a Rodovia dos Imigrantes pago R$ 18 por cerca de 80 km, ou seja, R$ 0,22 por km, e eu dirigindo o meu carro. Com certeza o Brasil é também o campeão de pedágio caro. Conhecemos o serviço prestado naquela rodovia, a qualidade da estrada, a morosidade nos fins de semana prolongados. Nada justifica um pedágio tão elevado. Uma auditoria feita por um governo sério daria fim e justiça a essa cobrança.

ODAIR PICCIOLLI

pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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Excessos

Reclamo da quantidade de pedágios nas estradas de São Paulo e do valor cobrado. Neste fim de ano viajei entre São Paulo (capital) e Cambará, no norte do Paraná (divisa do Estado), um percurso de menos de 400 km, e passei por nada menos que 18 pedágios, pagando um total de R$ 118,70. Está cada vez mais difícil sair de São Paulo, mesmo de carro.

THEREZA A. DE ALENCAR SABOYA

thesaboya@uol.com.br

São Paulo

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Artesp responde

Em resposta à carta da leitora sra. Virginia A. Bock Sion (6/1), esclarecemos que o pedágio é o principal recurso para investir na ampliação e modernização das rodovias, o que inclui obras, serviços e manutenção. Desde o início do Programa de Concessões Rodoviárias do governo do Estado, somente no Sistema Anchieta-Imigrantes já foram investidos mais de R$ 3 bilhões em obras que incluem a construção da pista descendente da Rodovia dos Imigrantes. Na operação e manutenção do sistema foram investidos outros R$ 3,8 bilhões, com recursos oriundos da arrecadação dos pedágios. Vale destacar ainda que o valor médio por quilômetro nas rodovias paulistas é de 10,2 centavos de real, abaixo do de países como Japão, Espanha, Noruega, França, Portugal, México, Itália e Polônia, que têm os seguintes valores médios, respectivamente: R$ 0,38, R$0,19, R$ 0,17, R$ 0,16, R$ 0,14, R$ 0,13, R$ 0,12, R$ 0,11.

RAFAELA PIRES, Assessoria de Imprensa da Artesp

imprensa@artesp.sp.gov.br

São Paulo

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CONTROLE DA MÍDIA

Serviço fúnebre

Faleceu sexta-feira em Brasília o projeto de censura bolivariana, vulgo controle social da mídia, que tinha como pai Franklin Martins e como padrinho Luiz Inácio Lula Silva. Deve ser enterrado na Esplanada dos Ministérios, tendo como coveiro responsável o ministro Paulo Bernardo. Deixa o projeto uma centena de gatos pingados de viúvas inconsoláveis, ávidos de uma imprensa oficial dependente nos moldes da Venezuela, de Cuba e do Irã. Viúvas essas já abaladas pela queda de seus filhos mais velhos, o Muro de Berlim e a União Soviética.

MÁRCIO M. CARVALHO

mmcoak@hotmail.com

Bauru

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TEMA DO DIA

Dilma tem 60 obras do PAC para inaugurar

Em média, presidente poderia fazer cinco inaugurações por mês ou mais de uma por semana

''Vai ser difícil inaugurar 30. O caixa do governo está quebrado. Gastaram muito em propaganda e esqueceram das obras.''

OSVALDO KIQUMOTO

"Ela deveria comparecer a pelo menos umas 50 inaugurações e convidar o Lula para representá-la nas outras 10...''

FRANCISCO MOISÉS DIAS DA COSTA

''Acredito que a metade será cumprida até a data. Agora, a oposição tem que ajudar, né?''

FLAVIO SOUZA RODRIGUES

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

ENCHENTES

Qual será o argumento desta vez para justificar o catastrófico transbordamento do Rio Aricanduva, na sexta-feira, em São Paulo, a ser divulgado pelo nosso ilmo. sr. prefeito Gilberto Kassab? Será que para solucionar o problema ele e os ''traíras'' dos vereadores que nós elegemos alegarão ser necessário e aprovarão um novo reajuste do IPTU?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A CIDADE RECLAMA

De há muito a administração da cidade de São Paulo perdeu a relação de identidade com as pessoas. É notório o descompasso entre as medidas de resposta mediante desastres ou calamidades, como os alagamentos, e a rotina de investimentos direcionados que possam solucionar os problemas urbanos a priori, ou seja, na prevenção e preservação da qualidade de vida dos munícipes.

A megalópole cresce em ritmo descomunal e os problemas se agravam em progressão geométrica, que reflete a falta de capacidade da administração pública de exercer o controle ideal, melhor dizendo, a ação em tempo hábil, a forma de evitar os agravamentos, a maneira de proteger o cidadão das situações irreversíveis, anuais, infelizmente.

O exercício de uma política de bairro e de quadra é imperativo no contexto da megalópole, os investimentos públicos e privados diários alteram a realidade urbana, que não consegue ser revisada para conter a escalada de problemas de circulação, transporte e manutenção de infraestrutura, que se torna renovada em cada minuto da readequação tecnológica, que é requerida pela massa crescente de consumidores. O plano habitual de organização da administração pública já revela seus pontos de estrangulamento, a máquina burocrática que suporta as licenças e fiscalizações na cidade não atende ao ritmo alucinante dos investimentos, e as conseqüências são inevitavelmente comprometedoras da qualidade de vida urbana, refletindo-se na escalada da corrupção e da insegurança que o vazio da autoridade e da presença atuante necessária do poder público organizado traz aos problemas diários, localizados, que infernizam a vida dos cidadãos.

Há que ser revista a política de controle e gerenciamento da cidade em suas inumeráveis questões que não estão sendo atendidas corretamente, em tempo hábil e com a preocupação social de valorização da cidade. O modelo, já antigo e não mais producente, coloca a cidade sob traumas diários que a organização atual de poderes delegados não consegue mais resolver, muito menos planejar e antecipar soluções.

As estruturas, que antes funcionaram, já se mostraram caducas e improdutivas, as ações públicas, a modo de dizer, são hoje ambulâncias a atender fatos graves irreversíveis, trânsito alucinado e sem controle, acidentes naturais e provocados, enchentes, deslizamentos, travamentos de vias ininterruptos, pontos de acúmulo de atividades sem respaldo de circulação adequada, sinalização urbana fora de controle de fluxo, tempos irreais a comandar fluxos variáveis, desleixo com a situação de pedestres, travessias mal planejadas, mal executadas e menos ainda orientadas são causas de enormes transtornos diários para a população, que se vê só para sobreviver ao caos que resulta da falta de controle dos espaços públicos.

A festa eleitoral sempre traz as promessas disto e daquilo, muitos aquilos que são, de fato, necessários e urgentíssimos, pelo fato de que a maior parte das ações importantes não ter sido realizada, seja lá por que razão.

A verdade é que a cidade acorda cedo, dorme tarde e vive intensamente a rotina agitada que se renova e se incrementa diariamente, pela soma de pessoas, de veículos, de motos, de negócios e de novas gerações que precisam de espaço, de circulação e de segurança pública, o meio ambiente de todos, a rua, que é responsabilidade do poder público.

A fragilidade do sistema de controle urbano, desde as agências de controle, aprovações e licenças até a prática efetiva vista na rua, é evidentemente falha, desencontrada do ritmo do requerido.

Já passa da hora da necessária revisão de procedimentos, de número de pessoas envolvidas, de melhor gerenciamento dos recursos, das ações e da presença efetiva do administrador público (seus representantes) próximo ao cidadão.

Nenhuma cidade pode resistir ao abandono, nenhuma cultura permanece sem alimento e cuidado, mormente em se tratando de uma megalópole desta envergadura.

Urge a revisão de códigos, de posturas, de ações, de gerenciamento e de redirecionamento de investimentos, sob pena de esta cidade "maravilhosa" sucumbir ao desalento e ao abandono .

E ao caos, inevitável.

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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MAIS ENCHENTES

O sofrimento no trânsito tem sido a sina do brasileiro, o poder econômico tem incentivado o poder da posse e o carro tornou-se o mais precioso bem.

"Briga de transito causa morte". Assim o carro virou dono e o dono virou escravo.

Antes de a engenharia se dedicar a fabricar carros, devia se dedicar ao planejamento urbano. Ruas, estradas, pontes, piscinões, transporte, informações e controle do clima, etc. Mas onde estão os letrados que deveriam fazer e não fazem?

O que pode se esperar de um povo que elege um deputado sem, no mínimo, um curso de Mobral e um presidente que aprendeu a ser presidente no cargo, como ele mesmo afirma?

Só resta lamentar! "Laisser faire, laisser aller, le monde va par lui même" ("deixar fazer, deixar correr, o mundo vai por ele mesmo"). Isso leva aonde o mundo quer, não aonde você quer. Não chora depois!

Moussa Simhon moussa_ simhon @hotmail.com

São Paulo

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IMPOSTOS PARA QUÊ?

Por que pagamos tantos impostos e não vemos qualquer retorno? Em São Paulo, pagamos o caro IPVA do carro para ficarmos presos nos congestionamentos, e também o elevado IPTU sem qualquer urbanismo

na cidade e com insegurança geral, muitos prédios assaltados. E melhoria praticamente zero. Inspeção veicular, mas a poluição é mesmo elevada com 6 milhões de carros circulando pela cidade. Imposto

sobre lucro imobiliário pela ganância do órgão arrecadador. Imposto sobre a renda de milhões de assalariados que ganham para a sobrevivência. ICMS sobre a cesta básica e os alimentos

inflacionados. Imposto sobre serviços apenas com o intuito de receber das prefeituras, que pouco fiscalizam. Em geral, os impostos de nada servem. Por tais motivos, sem uma plural reforma tributária

o cidadão comum estará condenado ao subdesenvolvimento para manter a onerosa máquina administrativa estatal.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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VÁRIOS VALORES

Gostaria que alguém esclarecesse - principalmente neste caso, a OAB -, pois para mim tem algo errado com relação a alguns impostos, especificamente os que recaem sobre os imóveis.

Para pagar o IPTU usa-se o valor venal, para pagar o ITBI usa-se o valor de referência, para pagar o lucro imobiliário usa-se o valor de aquisição, isto é, conforme a conveniência e com o objetivo de arrecadar cada vez mais, o mesmo imóvel pode ter vários valores. Se o fato gerador desses impostos é um só, não entendo como isso pode ter base legal. Será que a OAB pode dar um parecer a respeito?

Carlos Alberto Duarte carlosalberto@ibg.com.br

São Paulo

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DEPOIS DAS FESTIVIDADES VEM O PESADELO

Após as festas de fim de ano, os paulistanos começam retomar o corre-corre diário. Porém janeiro já começa com inúmeras surpresas desagradáveis para os moradores do ABC e da capital: o incontestável aumento da tarifa do transporte público. Para empresários, o reajuste está aquém do necessário. Entretanto, para os assalariados a soma dos centavos a mais no fim do mês representa produtos a menos na mesa de casa e contenção de gastos no lazer da família. Não esquecendo o aumento do IPTU, da mensalidade escolar e do plano de saúde, sem falar no pagamento do IPVA. Para quem tem filhos o desembolso é ainda maior este mês. Além de pagar a matrícula, há a lista de materiais escolares e os tais uniformes, já que os pimpolhos crescem e a roupa, não. Em meio a tantos aumentos não há como deixar de lado o pífio reajuste do salário mínimo, que passa de R$ 510 para R$ 540 (ou R$ 550, ainda em negociação). Em contrapartida ao mínimo miserável, os parlamentares aprovaram em sessão relâmpago reajuste para eles próprios que ultrapassa 60%, antes de saírem para as tão merecidas férias, já que trabalham demais durante todo o ano em prol dos cidadãos brasileiros...

Turíbio Liberatto www.turibioliberatto.nafoto.net

São Caetano do Sul

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LESADOS NOVAMENTE

Nós, pobres contribuintes, estamos acostumados a ser lesados a cada virada de ano com aumentos de impostos. Este ano não foi diferente e já recebemos várias boas notícias: a tabela do Imposto de Renda não foi ajustada, o que vai nos levar a pagar cerca de 5% a mais de impostos que abocanham os nossos salário, reajuste do IPTU, que no ano passado já nos premiou com quase 30% de aumento (o mais engraçado é que para cobrar o IPTU o imóvel sofre o reajuste da inflação e para o Imposto de Renda, não, para que se possa morder um pouco mais!). E ainda, vamos ajudar a pagar 62% de aumento salarial para os nossos deputados tiriricas! O que mais me espanta é que nenhuma desses eleitos e que estão recebendo esse generoso aumento questionou o não reajuste da tabela do IR. E o que me espanta mais ainda é a imprensa, que esta se manifestando muito timidamente e deixando estes fatos passarem como se fossem normais! Será que nos estamos acostumando com este lesa-povo? Vamos reclamar mais fortemente contra tudo isso? Não podemos deixar esses fatos passarem impunemente!

Flávio Perondi flaperon@uol.com.br

São Paulo

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AS NOVAS TAXAS PARA COLETA DO LIXO

A nova legislação municipal, em São Pauo, que obriga os comerciantes e outros geradores de mais de 40 quilos de lixo,

a pagar pela coleta não faz parte e já não está inclusa na cobrança do IPTU e de outras taxas arrecadadas pela municipalidade?

Como os pedágios, esse pagamento não estaria fazendo parte, apenas, de um novo sistema arrecadatório?

Estão transferindo para a inciativa privada a arrecadação de impostos, taxas e outras contribuições com a promessa

de que um melhor serviço de arrecadação poderá representar melhores contrapartidas de serviços como limpeza pública, como

aconteceu com as melhores praças de pedágio? As estradas contuaram sendo as mesmas, mas os pedagiômetros registram

altos índices de arrecadação.

Sinésio Müzel de Moura sinesiomdemoura@hotmail.com

Campinas

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O LIXO NOSSO

Algumas considerações sobre o sempre lúcido texto de Washington Novaes ''O lixo, agora entre avanços e dúvidas'' (7/1, A2). A lei sancionada pelo presidente não poderia ser modificada por ele, pois cabe ao Executivo apenas aprovar ou vetar o que vem do Congresso, não reescrever. Convém esclarecer que o PET também é um plástico. Ações comunitárias são pouco valorizadas em regulamentações. Se eu reciclo todo o lixo que produzo, tenho composteira em casa e destino ao aterro apenas 2 kg por semana advindos de uma família de quatro pessoas, não tenho sequer o abatimento da taxa de lixo da prefeitura, nem qualquer outro estímulo, como o projeto do IPTU verde. Não que eu precise disso, mas seria um sinal de boa vontade do poder público de realmente querer que algo sustentável aconteça, não apenas lançar leis para, de um lado, dar uma resposta à sociedade e, de outro bem forte, ser arrecadatória. Há praças em todos os bairros. Quanto custaria bancar uma pessoa que conheça jardinagem para receber o lixo orgânico e transformá-lo em adubo e aplicar na própria praça, atuando duplamente nas melhores condições ambientais?

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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AUTOMÓVEIS E TAXAS

Tenho lido muitas queixas referentes aos impostos e taxas que incidem sobre o transporte individual, o carro. Tudo bem. Mas em nenhuma das cartas que li os signatários propõem o uso dessas taxas e impostos a favor do transporte público. Se os carros tiverem um custo baixo, logo nossas cidades estarão colapsadas. Ninguém pensa em transporte público, só querem a privacidade. É bom lembrar que em breve não caberão mais carros em São Paulo. Que os impostos e taxas sejam para o transporte público, a única solução, e que cada dia custem mais, como em Londres, por exemplo.

Francisco Xavier Fernandez fcoxav@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA, VERGONHA!

Se não bastassem as rotineiras inundações urbanas, somos vítimas também, de inundação em importante rodovia privatizada, como a Rodovia Anhanguera, obstruída na quinta-feira num trecho entre São Paulo e Jundiaí.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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"TAXAS MÁGICAS"

Com relação ao comentário ''Taxas'', do leitor sr. Leonilson (6/1), sobre os impostos e o apelido da ex-prefeita Marta, cabem algumas considerações. A Marta ganhou o apelido de ''Martaxa'' porque quando assumiu a Prefeitura ela criou algumas taxas novas, por exemplo, a taxa do lixo e a taxa da iluminação. Como o povo não aguentava (e não aguenta) pagar mais impostos, apelidou-a de Martaxa. O engraçado é que antes da eleição ninguém falou (ou fala) que vai criar taxa, imposto ou qualquer que seja o nome da cobrança. Depois de eleitos, alegam que não dá para administrar e criam ''taxas mágicas'' que resolvem tudo. Quanto aos impostos que o leitor mencionou, eles estão por aí há tanto tempo que fica difícil descobrir o criador. Só vamos torcer para a Marta, no Senado, não inventar a ''taxa do Enem'', a ''taxa da viagem'', a ''taxa para receber aposentadoria'', etc.

Wagner Rodrigues Antunes wagner.senay@gmail.com

São Paulo

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PROMESSAS DE CAMPANHA

O prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP), quando era candidato, passou a campanha inteira chamando sua

principal oponente de ''Martaxa''. Pois bem, devemos chamá-lo de ''Taxab'' agora?

Convém lembrá-lo de que ganhou as eleições prometendo que não aumentaria nem criaria novas taxas, impostos,

contribuições ou afins. Na campanha para governador vai prometer a mesma coisa?

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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FENÔMENO

A volta do litoral paulista nos dias 2 e 3 de janeiro foi uma coisa ''nunca antes vista'', mostrando que, apesar de o Estado de São Paulo possuir ótimas rodovias, elas não conseguem suportar o excesso de veículos. É hora de repensar, principalmente, se não vale a pena investir em ferrovias para transporte de passageiros, pois a continuar como está em breve será impossível locomover-se com veículos para vários pontos sem a devida segurança. Nada de ''trem-bala'', mas de ferrovias com trens confortáveis para o interior do Estado e o litoral, e outras ligando as capitais do País.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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IPTU

As municipalidades de todo o Brasil, são mais de 5 mil, deveriam agir conforme o Estatuto do Idoso e privilegiar situações que favoreçam uma velhice amparada. Julgo que uma viúva ou viúvo que possui único imóvel, que já é bem de família, e tenha pago por mais de 30 anos consecutivos o IPTU deveria estar isento desse tributo. A grande maioria, há poucas exceções, necessita desse valor para custear as próprias despesas, remédios e planos de saúde. Recolhemos, desde o nascimento até o fim de nossa vida, verdadeiras fortunas para o Estado. Enquanto nos países do Primeiro Mundo a velhice ganha contorno preferencial, inclusive com apartamentos sociais e visita de assistente e psicóloga, o mínimo que deveriam fazer é isentar do imposto aqueles cidadãos que já contribuíram por mais de 30 anos, sendo único imóvel residencial e não apresentasse área construída superior 300 metros quadrados. Oxalá algum legislador tome a iniciativa ou entre edil e alcaide surja um novo horizonte para a terceira idade neste país.

Yvette Kfouri Abrão abraoc@terra.com.br

São Paulo

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DETRAN x POLÍCIA

A intenção do governador Geraldo Alckmin de retirar o Detran da Secretaria de Segurança Pública, onde era subordinada ao Controle da Polícia Civil, passando para Secretaria de Gestão Pública, é um ato de extrema coragem e que trará imensos benefícios para segurança e para administração pública. Realmente é necessária coragem para desmontar esquemas dentro órgão, que sabemos não serem muito lícitos, e que se construíram na base do princípio ''criamos dificuldades para vender facilidades''. Os benefícios serão claros: policiais que viveram desempenhando funções burocráticas e administrativas agora serão deslocados para atividades típicas da polícia. Detran deve ser tocado por técnicos, com formação e treinamento específico para as questões do trânsito, e não policiais, inclusive tratando o cidadão como menos ARROGÂNCIA do que se observa atualmente. Congratulo nosso governador por este ato.

João Marcos Fernandes jmf.dentista@bol.com.br

São Paulo

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METRÔ

No caso de nova licitação para a Linha-5, se constatado que houve cartelização, as empreiteiras deveriam de ser punidas não apenas com a perda de contratos, mas com a justa indenização pelo atraso na instalação do metrô e suas consequências sociais e econômicas para a cidade de São Paulo e seus habitantes. Basta de impunidade!

Gilberto Dib www.dib.com.br

São Paulo

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KASSAB

Como pode Gilberto Kassab ter 55% de aprovação, conforme divulgado no final do ano? Sua maior obra foi a propaganda paga! Porém houve: a) aumento desproporcional do IPTU; b) uma cidade suja, escura e triste com a tal da Cidade Limpa; c) despesa com a implantação de pequenas placas nos meios fios, sinalizando estacionamento controlado e que não funciona; d) indicação eletrônica nas vias especiais de ônibus, indicando chegadas dos veículos e que ninguém acompanha; e) sem solução para as enchentes; f) trânsito congestionado com controle de câmaras e o aumento das multas aplicadas. Comparecendo a solenidades com a camisa fora da calça e de mangas arregaçadas, para ter um aspecto populista, ele deve estar deslocado no DEM!

José Erlichman joserlichman@terra.com.br

São Paulo

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SERVOS DA GLEBA

Não faço parte dos 55% de paulistanos que aprovam Kassab, e vou explicar por quê.

O sr. Kassab faz política à moda antiga, ou seja, não nos trata como cidadãos, com direitos e deveres, e sim como servos da gleba, que devem ser explorados ao máximo e a quem nada é devido.

Caso contrário, como explicar os sucessivos aumentos no IPTU e agora o aumento da famosa taxa de inspeção veicular, que no primeiro ano era restituída e agora já não o é? Como explicar os subsídios constantes às empresas de ônibus sem exigência de melhoria de seus serviços?

Só esse tipo de mentalidade pré-Revolução francesa, em que o Estado se serve dos cidadãos, e não os serve, é que pode explicar também que haja dinheiro para tantos radares que controlam o rodízio, se o carro passou pela inspeção, etc., etc., mas que não haja verba para semáforos inteligentes e outras medidas que poderiam aliviar o trânsito de São Paulo e, por conseguinte, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes.

Por essas e por outras, apesar de jovem na idade, considero-o um político de mentalidade antiquada, como, aliás, o é a maioria dos políticos nos três níveis de governo "deççe" país.

Votei nele mas não o farei nunca mais.

Tereza Sayeg tereza.sayeg@gmail.com

São Paulo

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INSPEÇÃO VEICULAR

Se bem conheço as relações da administração pública com as empresas concessionárias dos serviços públicos, esse ''recurso administrativo'' interposto no início do mês pela empresa responsável pela inspeção veicular no Estado de São Paulo contra o congelamento da tarifa cobrada pela inspeção é coisa previamente combinada.

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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FINEP

O ex-senador Mercadante, agora ministro da Ciência e Tecnologia, está pensando em transformar a Finep, empresa pública de execelente performance na aprovação de projetos de alto conteúdo tecnológico, num banco. Estranho, porque banco para financiar tais projetos temos o BNDES, que, aliás, empresta recursos com juros subsidiados. Vejo tal atitude como mais um artifício do PT para acomodar seus asseclas.

Marcos Antonio Scucuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

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ECONOMIA E DEMOCRACIA

Excelente o artigo de Fernando Gabeira "Esperança em movimento" (7/1, A2), onde pontua que desenvolvimento econômico e democracia não correm necessariamente em paralelo. Não se pode esquecer, entretanto, que um dos grandes responsáveis pelo estado de coisas do nosso Parlamento, tão bem descrito no artigo, é o próprio povo que o constituiu através do voto. Povo este composto, na sua maioria, por pessoas carentes do discernimento e maturidade necessários para saber escolher seus representantes. Enquanto não houver evolução nesse sentido, não haverá esperanças de termos um Congresso verdadeiramente representativo.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA MAIS CÉLERE

A redução do número de recursos é essencial e seguramente tornará a Justiça mais célere no Brasil. Há recursos em excesso, muitos deles meramente protelatórios, como aqueles sobre decisões interlocutórias, que só servem para "amarrar" o andamento do processo e adiar sua definição. Nosso sistema processual é arcaico e necessita de uma ampla reforma, na busca de celeridade, eficiência e rapidez na solução dos conflitos. Hoje, o cidadão brasileiro não tem o real e verdadeiro acesso à chamada "ordem jurídica justa" e o Judiciário não cumpre minimamente sua função de dar a cada um o que é seu. A Justiça é cara, lenta, morosa, ineficiente, burocrática e injusta. Paulo Maluf, com razão, é um dos poucos brasileiros que se dizem satisfeitos com a Justiça brasileira. Infelizmente, por aqui ainda vale o velho ditado que diz: mais vale um mau acordo do que uma boa demanda.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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E A NOVELA CHEGOU AO FIM...

Deitando e rolando, o famigerado jogador Ronaldinho Gaúcho, encerrou a novela em que se transformou sua volta ao futebol brasileiro, ludibriando os ingênuos cartolas

do Grêmio e do Palmeiras, e assinará com o Flamengo. Como um clube que deve mais

de R$ 400 milhões em impostos federais, a ex-técnicos e ex-jogadores que disputam na Justiça o cumprimento de seus contratos, pode pagar

uma multa millionária ao Millan e salários de mais de R$ 1,2 milhão ao jogador? E tudo vai ficar assim mesmo...

João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo

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INDIGÊNCIA DE PENSAMENTOS

A novela do Ronaldinho Gaúcho, Somália e agora Amy Winehouse mostra toda a indigência do pensar e agir dos brasileiros que comandam o lazer dos brasileiros no futebol e shows musicais. Dinheiro grosso jogado no ralo da contradição das necessidades reais do povo sofrido.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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O PALHAÇO

A torcida do Grêmio chamou o Ronaldinho Gaúcho de mercenário. Isso não é nenhuma novidade. Mercenários jogadores e políticos temos a rodo.

O cara agora famoso e dentuço, e ainda se acha alguém.

Acabou e esqueceram de avisá-lo, só o Flamengo, com uma "presidenta" que não é do ramo, não sabe disso.

O cara veio do nada, o Grêmio investiu e agora, no apagar das luzes, que por um compromisso moral deveria encerrar a carreira lá, faz um papelão desses?

E o Palmeiras também está certo em desisitir e dizer que o cara deveria montar um circo. Cara já tem.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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IRRESPONSÁVEL

Essa novela da situação do Ronaldinho é mais uma amostra do nível do País. E para piorar os meios de comunicação dão ampla cobertura a essa verdadeira palhaçada. E saber que um cara irresponsável como esse ainda vai ganhar mais de R$ 1.000.000 por mês. Pobre Brasil!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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BOTINUDO

E o Felipe Melo agrediu outro jogador. Realmente acho que ele deve ter algum distúrbio mental. Algo não funciona bem na cabeça dele. Foi expulso do jogo em que o Brasil foi desclassificado da Copa pela Holanda. Todos viram o pé que ele levantou na cara de um jogador e a pisada que deu em outro, que ocasionou a expulsão. E ainda tem gente que acha que a imprensa o persegue ou tem algo contra ele. Deveria ser banido do esporte. E pensar que o Flamengo queria contratá-lo... Ia ser páreo duro saber quem é mais botinudo, se ele ou o Willians.

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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PRESIDENTE ALOPRADO

Andrés Sanchez, o incompetente presidente do Corinthians, o famoso "cem anos, sem nada", declarou à mídia, para o pessimismo dos mais otimistas, que não vê a hora de terminar o mandato e ir para casa descansar. Pasmem! Falta ainda um ano para que isso aconteça! Sr. aloprado cartola, escreva uma carta de demissão e vá para os quintos do inferno. E não se esqueça de levar junto os dinossauros que trouxe apenas para enfeitar o Parque São Jorge. Já vai tarde, presidente!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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PASSAPORTE ESPECIAL!

Não são apenas os filhos dos deputados na ativa que possuem passaporte diplomático. Tem filho de deputado cassado do mensalão que também tem. Se procurar, vai achar!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PARABÉNS À OAB

O sr. Marcos Cláudio, filho do sr. Lula - ambos cidadãos comuns -, ficou irritado com os jornais e chamou de ''babaquice da imprensa golpista'' a divulgação da ignominiosa obtenção de passaportes diplomáticos a que ele e seu irmão caçula tiveram acesso. Tal reação ilustra um baixo nível de compreensão acerca dos princípios morais e legais nos quais uma República democrática deve se basear. Parabéns à OAB por externar imediatamente sua reprovação com relação a mais esse triste episódio comandado pelo sr. Lula - ressalte-se, um cidadão comum. E, claro, ficamos à espera da devolução dos passaportes...

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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VIGIAR É PRECISO

Após repercussão negativa junto à população, o filho mais velho do ex-presidente Lula, Marcos Cláudio, anuncia que vai devolver o seu passaporte diplomático, concedido de forma facciosa e inadequada pelo Itamararty, através do chanceler Celso Amorim. O que é mais importante a considerar nesse episódio dos passaportes é o seguinte: se não fosse a imprensa livre, sempre vigilante na defesa dos interesses maiores da Nação, não há dúdidas de que esse apaniguado iria navegar em águas cristalinas, usufruindo esse benefício indevido sem a menor cerimônia. Ainda bem que esse malsinado projeto de regulação da mídia que o governo de Lula queria nos impor parece que não está encontrando eco na administração de Dilma. Para o bem de todos nós.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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QUE FAMÍLIA...

"Parabéns aos brasileiros que são recebidos com carinho em todo o mundo graças ao ex-presidente e não a imprensa golpista." Esta frase só poderia ser do filho de Lula, o Marcos Cláudio Lula da Silva, que ganhou certamente muitos outros privilégios durante oito anos de governo de seu pai, e mais um passaporte diplomático ilicitamente concedido pelo ministro Celso Amorim a pedido da família Silva...

Esse sr. Marcos primeiro deveria saber que Lula só teve visibilidade política antes de ser eleito presidente, porque essa mesma imprensa acreditou que eram verdadeiras as promessas de que, no mínimo, iria combater a corrupção e privilégios institucionais que tanto seu PT criticava, se chegasse ao poder.

E o que nós assistimos na era Lula foi a uma epidemia de desvios de recursos públicos, produção de dossiês, propaganda enganosa, etc.

Por outro lado, o turista brasileiro é bem recebido no exterior porque desde Cabral a hospitalidade tupiniquim encantou e encanta os milhões de imigrantes que aqui vivem e ajudam a construir esta Nação.

Agora, entre muitas outras personalidades importantes que poderia citar, e que construíram condignamente a imagem do nosso país, somente o Pelé e o Antonio Carlos Jobim são suficientes para colocar o Lula no chinelo em termos de legado internacional.

E provavelmente nem em Cuba, Venezuela, Bolívia, Irã, que o ex-presidente ficou de cócoras para estas nações sem a autorização dos brasileiros, estes povos citados lembram com carinho de Lula, mas dos brasileiros, sim!

Realmente Marcos Silva, que talvez não goste de ler nem de estudar, teve a quem puxar! Soberbo e muito desrespeitoso com a História do Brasil, é um perfeito papagaio de seu pai...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ÚLCERA

Amorim (o Zé Piriquito, conforme Lula o chamava) de nada serviu ao Brasil, apenas a Lula. Sua política internacional foi um desastre, mas acabou dando passaportes diplomáticos para Lula e a família toda. Estava ele as serviço de Lula ou do Brasil? Rio Branco ficou com úlcera depois dessa.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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OLHO ABERTO

Alguém sabe para o que serve o passaporte diplomático? É a passagem para uma fuga rápida e sem burocracia. A familia que o possui, juntamente com cidadania de outro país, assim que os seus (mal)feitos começarem a aparecer (maior inflação desde 2006), puxa o carro rapidinho e se acomoda em novo lar. Agora, será que esse novo país vai recebê-los de braços abertos, depois da sacanagem feita a ele? Abra os olhos, consulado italiano, tem gente querendo entrada livre.

Neusa Carmen Abbud Gubeissi neusacarmen@yahoo.com.br

São Paulo

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SAÍDA DIPLOMÁTICA

Para o uso adequado desses passaportes especiais, bom seria se os usassem para sair do Brasil e nunca mais voltarem.Isso, sim, seria uma verdadeira saída diplomática.

Jose Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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BARGANHA

Para melhor digirirmos essas duas cerejas que coroaram o bolo da administração Lula, proponho uma pequena barganha: concessão de mais duas dúzias de passaportes diplomáticos para Lula distribuir entre seus parentes e agregados, e em troca decreta-se a extradição de Cesare Battisti para a Itália.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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EX-GOVERNO LULA

O Lula nunca me convenceu de que seu governo visasse ao bem do País. Desde o princípio ele demonstrou esse comportamento mesmo em atitudes prosaicas, como quando, depois de empossado, continuou a usar a estrelinha do PT na lapela (até que alguém lhe deu um toque e ele trocou pela Bandeira Nacional), ou quando plantou flores em forma do seu símbolo partidário no jardim do Alvorada. Essa mentalidade confirmou-se no aparelhamento do governo em cargos e mais cargos para os seus companheiros e permaneceu até o fim, entre outros exemplos, quando ele criou uma crise diplomática com a Itália para garantir a permanência de um terrorista de esquerda aqui.

O Brasil? Ora, o Brasil que se dane...

Diva Azevedo Andrade Mazbouh div.am@uol.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE OU PRESIDENTA?

Há muitas gramáticas, entre elas, a normativa e a descritiva. A normativa é considerada autoritária por muitos atuais linguístas por questões ideológicas, pois ela mostra as normas da língua. A descritiva é a que descreve, como diz seu nome, como as pessoas falam, sem julgamentos de certo ou errado. É claro que, dessa forma, existem muitas formas de se dizer a mesma coisa, visto que mesmo, errada pelos conceitos da gramática normativa, será registrado como existente pela gramática descritiva. Pela lógica da língua portuguesa, presidenta jamais existiria, mas por ser palavra registrada em dicionários descritivos passa a existir e ser imposta como legítima e castiça. Pelo Aurélio, presidenta pode ser até a mulher de um presidente, e nunca ninguém se referiu assim a dona Marisa. Da mesma forma que a expressão ''brasileiras e brasileiros'' é absurda, visto que em nossa língua o plural se dá pelo masculino. No entanto, tudo se faz pela tal inclusão, menos incluir o povo e as póvoas nas letras. E pensar que a gramática normativa surge para regular o entendimento das leis, contratos, etc.

A vantagem de se escutar alguém falando presidente ou presidenta é que em uma letra ele já mostra seu posicionamento político-ideológico. Nunca foi tão fácil!

Enquanto isso, em Liliput continuam discutindo de que lado o ovo deve ser quebrado.

Lucilia Simões lulu.simoes@hotmail.com

São Paulo

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