Cartas - 10/06/2010

SANÇÕES AO IRÃ

, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2010 | 00h00

Derrota acachapante

O governo Lula sofreu uma derrota humilhante no Conselho de Segurança da ONU ao tentar defender a política calhorda do regime criminoso do Irã. Para nossa vergonha, o Brasil passa recibo de otário perante o mundo ajuizado. O Congresso Nacional deveria abrir uma CPI para julgar os responsáveis pela lamentável aventura internacional do governo petista.

TOMÁS CAVALCANTI DE ARRUDA

tomasarruda@terra.com.br

São Paulo

Goleada

Com o revés de 12 a 2, consolida-se nova derrota da diplomacia lullista. Nenhuma novidade. Com esse time de pernas de pau nas Relações Exteriores, o País já se acostumou a levar goleada.

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

Verdadeira dimensão

Por um bom tempo o presidente Lula, apoiado em custosa máquina de propaganda, exibiu ao mundo suas habilidades de animação de auditório. Não perdeu evento, nos quatro cantos do mundo. Tornou-se conhecido e até admirado no exterior. Isso inflou seu ego e ele se pôs a ensinar de tudo a todos. Quis fazer o mesmo a respeito de enriquecimento de urânio, com o presidente Obama e com o Conselho de Segurança da ONU. Deu uma violenta tropeçada. E ainda tenta insistir. Estão se reduzindo, ele e a sua diplomacia, à sua verdadeira dimensão.

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

ELEIÇÕES

Bolsa-Família

O Bolsa-Família dá menos votos nas regiões do Sul do que nas do Centro e Norte do País. Conclui-se que onde o nível de escolaridade é baixo fica muito mais fácil manter o coronelismo. Pobres Norte e Nordeste.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Crise energética

Poucos dias atrás o governo noticiou que iria pôr em funcionamento todas as termoelétricas do País por causa da estiagem. Mentira! Os reservatórios estão repletos, vários acima de sua capacidade, com os vertedouros abertos. Na realidade, com o aumento de gasto de energia durante os jogos do Brasil na Copa, o governo está em pânico de que haja novo apagão, e isso seria fatal para suas pretensões de nos enfiar goela abaixo sua candidata, dona Dilma. Eu adoraria ouvir os jogos do Brasil pelo radinho de pilha e enterrar definitivamente a candidatura de tal senhora!

CARLOS ROBERTO B. BARSOTTI

cbarsotti@hotmail.com

São Paulo

À Drummond

Brasil, Brasil, vasto Brasil/ Seu dia maior é o da eleição/ Se o nome da Dilma fosse Abigail/ Seria uma rima e não uma solução.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

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DOSSIÊS

Feitiço contra o feiticeiro

O que mais espanta não é o surgimento de dossiês ou a montagem de uma estrutura para produzi-los, e sim a recalcitrância, para não dizer burrice, em usá-los, haja vista os resultados em passado não muito distante, sem esquecer a falta de ética e moral dos objetivos e métodos na produção. É bom lembrar: sempre que algum emergiu do lodo, voltou-se contra seu patrocinador.

CARLOS FERNANDO BRAGA

cafebraga@yahoo.com.br

São Paulo

Dossiê é uma série de documentos falsos distribuídos para desmoralizar alguém. Nada mais. É assim que deve ser dito ao povo.

OSCAR ROLIM JÚNIOR

rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

A "cultura dos dossiês" faz do PT o partido da ecologia: sempre cabe mais um araponga!

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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GREVE NA USP

Vandalismo epidêmico

Pela recorrência dos fatos, envolvendo os mesmos, há nova matéria em curso na USP: arrombamento e assalto a bens públicos.

ANTONIO WUO

wuo.antonio@gmail.com

Mogi das Cruzes

Estapafúrdia a greve anual, com invasão da Reitoria e danos notórios, não só materiais, a um centro de conhecimento. Enquanto a Justiça não determinar ao governo do Estado que faça um expurgo de gente que nunca mereceu estar lá, a imagem da USP será vilipendiada ano após ano.

MACMILLER RIBEIRO

macmilleribeiro@gmail.com

São Paulo

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CÓDIGO FLORESTAL

Esclarecimento

A propósito da matéria Código Florestal reduz área protegida (9/6, A16), as regras de preservação do meio ambiente não são as estabelecidas desde os anos 60. O Código de 1965 exigia uma proteção mínima de 5 metros, alterada posteriormente para a exigência de 30 a 500 metros. A regra proposta de 7,5 a 15 metros é só para rios com até 5 metros de largura, ampliando a escala até 500 metros de acordo com a largura do curso d"água. A exigência de reserva legal permanece a mesma da atual legislação - 20% na mata atlântica, 35% no cerrado e 80% na Amazônia -, exceto para a propriedade de até quatro módulos, permitindo aos Estados cumpri-la de acordo com suas condições. O projeto estabelece moratória de cinco anos, definindo que até lá não será permitida a abertura de novas áreas (desmatamento) para uso da agricultura e pecuária. Os Estados realizarão - nos limites das regras nacionais - o zoneamento ecológico e econômico para melhor proteger o meio ambiente e a atividade produtiva. O esforço feito é no sentido de tornar lei o que o decreto presidencial de dezembro passado tentou fazer ao adiar a entrada em vigor de dispositivos impossíveis de ser aplicados. Em alguns Estados, quase 100% das propriedades estão na ilegalidade (RS); no caso de São Paulo, teria de se desfazer de 3,7 milhões de hectares produtivos - 19,9% da área total - para atender aos requisitos da legislação em vigor.

ALDO REBELO, deputado federal (PCdoB-SP)

Brasília

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"Honduras virou patinho feio nas republiquetas latinas. Respeitar a Constituição? Onde já se viu isso?"

ARIOVALDO BATISTA / SÃO BERNARDO DO CAMPO, SOBRE A REINTEGRAÇÃO NA OEA

arioba06@hotmail.com

"O grande mérito do governo Lula está na continuidade do Plano Real, de Fernando Henrique"

PAULO DE SOUZA CAVALCANTI / RIBEIRÃO PRETO, SOBRE O CRESCIMENTO DO PIB

paulo_souza_cavalcanti@ig.com.br

"Perguntar não ofende: os fabricantes de cadeirinhas para crianças prometeram ajudar a campanha eleitoral de algum partido?"

MOACYR CASTRO / RIBEIRÃO PRETO, SOBRE A RESOLUÇÃO 277 DO CONTRAN

jequitis@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Perda de apoio não preocupa Alckmin

Tucano diz que não se perturba com possível perda de apoio de parte das lideranças do PP e PTB

"O povo paulista não merece mais quatro anos de PSDB. São taxas, tarifas, e não podemos esquecer dos pedágios."

HENRIQUE LUZ

"Preferimos pagar pedágio a morrermos em estradas esburacadas. Quem não estiver satisfeito que se mude."

PAULO AFONSO BON

"Alckmin não está preocupado com o apoio dos outros partidos. Os cargos mais importantes já foram loteados."

CARLOS ROBERTO PEREIRA ALMEIDA

Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

CADA MACACO NO SEU GALHO

O Conselho de Segurança da ONU aprovou as sanções contra o Irã, como era de se esperar. Lula, que já conseguiu os holofotes almejados, deve recolher-se à sua insignificância e nos próximos dias sentar-se à frente da TV e apreciar a Copa do Mundo de Futebol da África do Sul. Esse, sim, ao contrário de política Internacional, é um assunto em que nosso presidente pode dar palpite.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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SANÇÕES AO IRÃ

O ''cara'' falou que as sanções ao Irã foram impostas por ''birra''. Como é possível terem sido impostas por ''birra'' se a votação na ONU pela aprovação das sanções foi por 12 países, contra 2 - Brasil e Turquia - e uma abstenção - Líbano? Por que tanta ingenuidade das nossas Relações Exteriores, será que desconhecem que somos aliados dos EUA? Perdemos o respeito aos EUA, vamos retroceder no tempo? Como é possível considerar o diálogo ou o acordo firmado com o Irã, quando nunca demonstraram CONFIANÇA à comunidade internacional? De que adianta nos apresentarmos ao mundo com essa política exterior de ''pacificadores de araque'', será que pretendemos nos isolar dos países democráticos e nos aliar às ditaduras ou democracias ''disfarçadas'', como tem ficado evidente com os relacionamentos com BOLÍVIA, CUBA, VENEZUELA, aos quais passamos a ser subservientes, e agora IRÃ? A arrogância, petulância e prepotência não podem prevalecer em nosso país, sobrepondo a vontade popular. Como provar que o objetivo de eleger a pré-candidata à Presidência não é para implantar uma ditadura em nosso país? Se a admiração pela ditadura é tão grande, por que o ''cara'' não se muda para a Coreia do Norte, junto dos seus grandes amigos e assessores Garcia e Amorim? Antes que seja tarde, que prevaleçam as sanções ao IRÃ.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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O BOBO DA CORTE

O Irã foi exemplarmente punido pelo Conselho de Segurança da ONU, mas um tirano como o Mahmoud Ahmadinejad estava precisando ser colocado no seu lugar, pois as suas ideias são demoníacas. E com isso nós, brasileiros, mais uma vez somos enxovalhados pela inconsequência, inconveniência e incompetência do Lulla, que, na verdade, é um bobo da corte querendo sempre aparecer à nossa custa.

Paulo Francisco Siqueira dos Santos paulosiqueirasantos@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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BECO SEM SAÍDA

O "cara" (de pau), revelando sua megalomania ao extremo, insurge-se contra a decisão do Conselho de Segurança da ONU, que impôs sanção ao Irã sobre o enriquecimento de urânio, dizendo que tal decisão ''foi tomada por birra''. Ora, o que ele pretende, se somente Brasil e Turquia votaram contra? Pretende aliar-se ao Irã no caso de uma possível contenda? Esse "cara ainda" vai levar nosso país a um beco sem saída se não houver uma intervenção urgente do Congresso para consertar essa insanidade. Que tal interditá-lo?

Erasmo Wixak

São Paulo

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UNHA E CARNE

"Nada vai mudar. A República Islâmica do Irã vai manter suas atividades de enriquecimento de urânio." A postura iraniana guarda incríveis semelhanças com a de Lula. As instituições são solenemente ignoradas e prevalece a vontade dos reizinhos de plantão. Não é à toa que Ahmadinejad e Lula se entendem tão bem!

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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DIPLOMACIA FALIDA

De nada adiantou nosso presidente Viajando Lulla da Silva querer posar de grande estadista, mediador mundial, defensor de bandidos e ditadores. Voando pra lá e pra cá a bordo do Aerolulla, à custa do contribuinte brasileiro, queimando nosso querosone, Lulla demonstrou mais uma vez a incapacidade do Itamaraty em questões mundiais ou mesmo regionais. Nem precisamos lembrar o fiasco do caso Zelaya,que acampou na embaixada brasileira na capital de Honduras, de lá saindo escorraçado e humilhado. Lulla mostra a fragilidade com que as questões internacionais, os conflitos regionais são tratados por nossa falida diplomacia. A ONU acaba de impor a quarta rodada de sanções contra o Irã desse famigerado Mahamoud Ahmadinejad e, de quebra, não só desatourizou o tal acordo firmado entre Lulla e o premiê turco, que igualmente apoia esse projeto de ditador de Teerã, como impôs o peso dos grandes.

Lulla em mais de uma vez quis ''peitar'' Washington. Até parece que a poderosa secretária de Estado, Hillary Clinton, ia ceder para o ''sapo barbudo''. E pior: a sra. Clinton agora está exigindo que a OEA não só reconheça, como receba de volta à entidade o governo estabelecido em Tegulcigalpa. Aí, sim, a humilhação sobre Lulla será pior, pois esses governantes dessas republiquetas de bananas, desde a Argentina até o México, se curvarão sob pressão do verdadeiro, do legítimo ''cara'', o ilustre ocupante da Casa Branca, e num passe de mágica Honduras voltará a ter assento na OEA. Lulla terá que engolir em seco, ou melhor, com uma boa aguardente, esta vergonhosa derrota, que humilha os brios do povo brasileiro, ao ver nosso país ''passar um mico'' do tamanho do universo! É uma vergonha para os brasileiros sérios, coerentes, que amam a liberdade, a democracia e respeitam os direitos humanos, a Carta da ONU, ver o presidente ''brincar'' com a vida das pessoas que vivem sob esses governos tirânicos - Cuba, Líbia, Irã, Venezuela, sem contar países que desrespeitam a liberdade de imprensa, como Bolívia, Argentina e outros. Lulla não só vive aos beijos e abraços com esses ditadores que oprimem seus povos, como dá apoio, envia dinheiro suado do povo brasileiro e tenta dar uma de valente, de poderoso, ao enfrentar Estados Unidos, Rússia, França, Alemanha, defendendo sanguinários ditadores, como é esse Ahmadinejad. Lulla esteve por lá num périplo em busca de apoio e hoje é alvo de gozações e deboches na imprensa mundial. Ao dirigir-se para a visita a Irã, Lulla recebeu ''forte'' apoio do emir do Qatar. Alguém sabe onde fica o Qatar? Quem é seu governante? É para rir dessa verdadeira palhaçada, desse imbróglio em que Lulla se meteu. O que a Turquia, esse Qatar representam em termos mundiais? E nossos interesses econômicos mundiais é que ficam em jogo e podem ser grandemente prejudicados por conta desta visão distorcida da realidade histórica mundial. Lulla precisa voltar aos bancos escolares e estudar História mundial, rever seus conceitos sobre geopolítica, interesses estratégicos e econômicos do Brasil. Depois que deixar a Presidência, devia ingressar pelo menos nesses cursos do EJA e tentar aprender um pouco sobre as relações mundiais, a história entre judeus e árabes, os problemas entre turcos e armênios, as ligações Norte-Sul, a globalização e seus reflexos no mundo moderno. Lulla precisa conhecer mais sobre China e entender a cabeça do sr. Hu-Jin Tao e compreender que os chineses nunca iriam apoiar as ações perpetradas pelo ditador iraniano. Enfim, com todo tempo livre após o final do ano, o presidente que até sonha em ser secretário-geral da ONU, precisa pelo menos aprender a língua portuguesa corretamente e em seguida aventurar-se pelo inglês.

Iranilson Alves da Slva iranilson.iranilson@bol.com.br

Araçatuba

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BRASIL NO PASSO ERRADO

Enquanto 12 nações votaram a favor das sanções contra o Irã, nosso preclaro (sic) presidente (e equipe de Relações Exteriores) considerou ''um equívoco'' essa aprovação e que o Conselho de Segurança da ONU ''jogou fora uma oportunidade histórica de negociar tranquilamente o programa nuclear iraniano". Ou seja, enquanto países como Estados Unidos, França, Alemanha, Reino Unido, Rússia e China, com corpos diplomáticos tradicionais e experientes, e seus tarimbados Ministérios de Defesa, decidem num sentido, Lula, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia pensam e votam no oposto. Nessa seriíssima ''marcha'' para um mundo melhor e mais seguro, quem será que está certo? Parafraseando velha anedota, dona Marisa Letícia, dona Mariza Amorim e a distinta companheira de Marco Aurélio Garcia devem estar na assistência oficial declarando: "Olha lá nossos maridos... os únicos que marcham no passo certo." E ainda querem que o Brasil seja votado membro efetivo desse Conselho de Segurança?! Com tanta miopia e ingenuidade vai ser muito difícil!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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INÚTIL

Para impor sanções aos países árabes a ONU é sempre eficientemente rápida, como se fosse um assunto corriqueiro, aliás, como vem sendo. Acaba de impor severas sanções ao Irã apenas por estar tentando enriquecer urânio. Já Israel, com seu arsenal de milhares de bombas nucleares, ataca quantos navios de ajuda humanitária deseja, mata quantos civis quiser nesses mesmos navios e vagamente recebe um puxãozinho de orelhas. Parabéns ao Brasil por votar contra! Eta, Organização inútil e desigual!

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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SEGUNDA DIVISÃO

Depois desse vergonhoso 12 a 2, em seguida a outras derrotas acachapantes e sem vencer nada, fazendo uma analogia entre a diplomacia brasileira e o futebol, para facilitar o raciocínio do nosso presidente, gostaria de perguntar se ele não acha que o Itamaraty F. C. está à beira da segunda divisão e necessitando mudar o técnico e os jogadores para escapar da degola. Como torcedor, suplico por providências urgentes, antes de ter que aturar dos outros países o coro: "Ão, ão, ão, segunda divisão." Nós não merecemos.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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A HORA DA VERDADE

De um lado China, EUA, França, Reino Unido, Rússia e mais sete países, entre eles o Japão. Do outro, Brasil e Turquia. De que lado estará a razão? Respostas aos cuidados de Marco Aurélio Garcia e Celso Amorim.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL-IRÃ

É uma vergonha constatar a posição brasileira no Conselho de Segurança da ONU. O que nós, como nação, temos em comum com o Irã? Nada, absolutamente nada. Trata-se de um regime fascista, com um líder supremo que faz as vezes de um ''Fuhrer'', uma Guarda Revolucionaria idêntica a uma SS. Um país desestabilizador, que promove o terrorismo e esmaga os anseios democráticos de seu próprio povo.

A ideologia totalitária do PT está a impingir ao Brasil um rumo cada vez mais perigoso e prejudicial. Lula demonstra sempre um amplo regojizo ao encontrar-se com líderes totalitários e antidemocráticos, como Chávez et caterva.

Cabe refletir para onde iremos caso Dilma Rousseff, ela mesmo uma orgulhosa terrorista pretérita, seja eleita.

Jose Severiano Morel Filho zzmorel@uol.com.br

Santos

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ORGULHO DO QUÊ, MESMO?

O povo brasileiro pode se orgulhar da posição independente do Brasil, frase do grande Celso Amorim. Chanceler, não menospreze nossa inteligência. Isso não é independência, isso é idiotice. Por conta dessa sua independência, nós perdemos uma refinaria para o cocaleiro do Chapare, dileto amigo de seu chefe, e começamos a pagar mais pelo gás boliviano. Também passamo a pagar três vezes mais pela energia elétrica gerada em Itaipu, depois de o falso bispo que governa o Paraguai forçar e o Brasil aceitar a quebra de um contrato internacional que vigorava havia 36 anos. Tivemos, por ordem de Hugo Chávez, a expulsão de empreiteiras brasileiras do Equador quando lá executavam obras, sob contrato, e seu Itamaraty covardemente calou-se. Isso para não falar do Mercosul, que de união aduaneira passou a não ter nada. Hoje a Argentina dita as regras que lhe são convenientes e o Brasil, com toda a propalada independência, aceita. Sr. Amorim, peça demissão. O brasileiro que não é Bolsa-Bamília, que não é bolsa-ditadura e não faz parte do esquema, merece pelo menos ouvir algo mais inteligente.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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DECEPÇÃO

Lamentável a decisão injusta, parcial e suspeita do Conselho de Segurança da ONU de aplicar sanções ao Irã, devido ao seu programa nuclear. Fica claro que os EUA dão as cartas e mandam de fato na ONU. E o programa nuclear e a bomba atômica de Israel, como ficam? Ninguém fala em sanções a Israel, mesmo após os recentes atos de pirataria, sequestro e barbárie praticados pelos israelenses em águas internacionais. São claramente dois pesos e duas medidas. O presidente dos EUA, Barack Obama, é uma enorme decepção e traiu a esperança de milhões de pessoas, em todo o mundo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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ISRAEL x FLOTILHA HUMANITÁRIA

Algumas peças desse quebra-cabeça não estão se encaixando. Embarcações que diziam levar apenas ajuda aos palestinos, mas não quiseram ser vistoriadas, traziam em sua tripulação uma cineasta brasileira, residente no EUA, filha de coreana, que contou sua versão ao mundo. Mas, por coincidência, outra brasileira, radicada em Israel, a médica Ana Luiza Tapia, que acompanhou a operação israelense, dá outra versão sobre armas encontradas escondidas atrás dos sacos de mantimentos (o que não foi noticiado pela imprensa). Desta confusão toda - pois alguém está mentindo - surge agora, com atraso, a informação de que o senador Suplicy foi convidado a participar da caravana, mas recusou por ter "inúmeros" compromissos aqui. Muito bem, então há que se perguntar: por que logo um senador brasileiro, e não outro cidadão mais ligado aos trabalhos humanitários? Estranho, muito estranho que haja um petista envolvido na confusão. E será mesmo que ele tinha tantos compromissos assim ou não quis se envolver em algo escuso? A reação da opinião mundial - ainda mais com nove mortos - foi imediata e impactante, antes mesmo de serem averiguados os fatos, com grita geral, principalmente de Lula, cuja antipatia por Israel está mais que patente.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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"A REBELIÃO DOS CANÁRIOS"

Ainda sobre episódio do bloqueio a Gaza e sua repercussão na mídia, que provocou mais uma onda anti-Israel no Brasil e no mundo, lembrei-me de do artigo "A Rebelião dos Canários" escrito em 2004 por Pilar Rahola, intelectual espanhola, católica, considerada uma das mais importantes pensadoras atuais. Coloquei abaixo alguns trechos que resumem a importante mensagem desse artigo, que aborda de forma brilhante o tema que ainda hoje se discute no mundo. Ainda sobre este tema, seguem mais abaixo dois textos contundentes que valem a leitura. O primeiro é do advogado brasileiro não-judeu Sergio Coelho e o segundo, de um jornalista americano do Washington Post, publicado no jornal O Estado de S. Paulo.

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"Os mineiros tinham, até bem adiantado o século XX, uma técnica infalível para proteger-se nas profundidades da rocha: os canários. A pequena ave, mais sensível que o homem à falta de oxigênio e aos gases tóxicos, morreria primeiro que estes se nas minas houvesse gases venenosos ou demasiado monóxido de carbono. Se os mineiros vissem os canários morrerem ou asfixiarem-se, sabiam que deviam abandonar a mina à toda velocidade. O canário era o primeiro que sofria por um mal que acabaria por matar a todos. Em Skopje, na ex-Iugoslávia, encontrei certa vez um ancião que havia sobrevivido à história eriçada de guerras de seu país. Me contou o segredo de sua sobrevivência: "Quando os judeus são perseguidos ou escapam, é hora de fazer as malas". O ancião iugoslavo tinha razão: na história moderna, os judeus foram os "canários" do mundo. Elementos minoritários e vulneráveis da sociedade, os judeus foram sempre o primeiro alvo dos movimentos de destruição e desumanização.

Na Inglaterra covarde do "apaziguamento", Winston Churchill denunciava o verdadeiro caráter da Alemanha Nazi. Um regime que começa perseguindo os judeus __ dizia Churchill __ cedo ou tarde ameçaria a liberdade e a vida de todos. A temperança moral do mundo é posta à prova. Se os judeus podem ser perseguidos ou assassinados impunemente, raciocinam os tiranos, então pode-se passar para o próximo passo. Todas as grandes ditaduras de nossa época (nazismo, stalinismo, esquerda, direita) tiveram os judeus como o alvo predileto ... Todas terminaram por causar milhões de mortos de todas as nações. Durante a Guerra Fria, o mundo pareceu ter aprendido. O Ocidente se deu conta de que Berlim era o canário que não podiam deixar morrer. Enquanto a ditadura comunista construía o muro de Berlim, John F. Kennedy visitou a cidade sitiada e clamou "Eu sou um berlinense". Estava enviando uma mensagem clara e forte: se Berlim é atacada, todo o Ocidente o é. Se deixamos Berlim cair, isolada e fechada em um mar de forças hostis, então nós seremos os próximos.

Se o gás mata o canário, cedo ou tarde matará o mineiro. E isto é o que sucede hoje em dia com o fundamentalismo islâmico. O integralismo é o novo totalitarismo que ameaça as sociedades ocidentais. Agora, bem, suponhamos que em uma mina, os canários dizem basta! Basta de morrer para alertar os mineiros de perigos iminentes. Basta de sofrer, porque de todos os modos os mineiros não nos prestam atenção e seguem envenenando-se lentamente com os gases tóxicos da mina. Basta de morrer gratuitamente, porque a triste verdade é que aos mineiros não importa. Basta de asfixiar-nos por nada, porque a única coisa que recebemos é o ódio e não a solidariedade dos mineiros aos quais salvamos. Basta, porque os mineiros jamais aprenderão a lição e jamais entenderão que se nós morrermos, morrerão eles também. Nos negamos a ser as cobaias da mina; vamos fazer o que fazem todos os demais: defender nossa própria vida antes de tudo. Esta é a legítima eleição de Israel hoje."

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O REI ESTÁ NU

Sergio Coelho

Todos conhecem a história criada por Hans Christian Andersen de um Rei muito tolo e vaidoso que recebeu de um espertalhão a oferta de um tecido mágico, que ''só as pessoas inteligentes poderiam ver'', para confeccionar as suas roupas.

O Rei, desconfiado, mas temendo que descobrissem a sua imensa burrice, convocou os seus Ministros, que também não ousam dizer que não havia tecido algum ali. Convencido pelo espertalhão, o Rei comprou o tecido ''mágico'' e passou a sair completamente nu pelas ruas da cidade enquanto as pessoas, atônitas e incrédulas, achavam que eram elas as burras ou loucas, e não o Rei.

De fato, há certos momentos em que as reações coletivas, pelo seu absoluto descompromisso com a realidade, os fatos e os registros existentes, nos fazem desconfiar da nossa própria inteligência e sanidade. Fui invadido por essa sensação quando tomei conhecimento da reação da comunidade internacional por ocasião do incidente no qual as forças armadas israelenses acabaram alvejando e matando nove integrantes de uma suposta missão humanitária que se dirigia de barco à Palestina.

Israel é um país pequeno, encravado no meio de nações potencial ou efetivamente hostis, já tendo muitas delas expressado o interesse de simplesmente exterminá-lo do mapa. A preocupação do Estado de Israel com a segurança, portanto, é não somente justificável como absolutamente essencial à sua própria existência, como tem sido demonstrado ao longo do tempo, desde a sua criação.

Nesse contexto e em meio a inúmeras e constantes ameaças, o mar territorial israelense foi invadido, em 31 de maio de 2010, por um grupo supostamente imbuído de objetivos humanitários. Instados a retornar, os invasores insistiram em seguir em frente, foram abordados pelas forças de Israel e resistiram de forma violenta, iniciando um confronto que terminou com a morte de nove ocupantes da embarcação.

Até aqui, parece que poucas dúvidas podem existir quanto aos fatos. Naturalmente, as versões são distintas quanto ao que, de fato, ocorreu no interior da embarcação, e os registros insuficientes para alcançarmos a verdade com precisão absoluta, mas algumas conclusões são possíveis pela análise das imagens existentes, dentre as quais merece destaque a do soldado descendo por uma corda totalmente desprotegido e sendo violentamente atacado antes de chegar ao convés. Além disso, as imagens registradas pelos israelenses mostram, também, claramente, os ocupantes do barco atacando com golpes de barras de ferro os soldados que ocuparam a embarcação.

A partir desses fatos e dessas imagens, disponíveis para quem quiser ver, algumas conjecturas são possíveis, e nenhuma delas, por maior que seja a má vontade do observador, aponta para o homicídio deliberado e imotivado de pessoas inocentes pelas forças israelenses. Muito pelo contrário, a versão de Israel de que os ocupantes do barco tomaram as armas de alguns soldados e passaram a atirar parece muito mais plausível e compatível com as imagens existentes do que a das supostas vítimas, que alegam que os israelenses invadiram o barco atirando. Apesar disso, a comunidade internacional, maciçamente, condenou Israel de forma enfática e imediata, através de medidas diplomáticas e manifestações públicas da mais extrema dureza. Incrivelmente, não é a primeira, nem a segunda vez que isso acontece. Apesar de permanentemente ameaçados e tratados como alvo explícito de boa parte dos seus vizinhos, qualquer reação de Israel tem sido sucedida de uma mobilização internacional ardorosa e virulenta, como se a defesa de um país - qualquer país - ameaçado por todos os lados pudesse ser feita somente com diplomacia. A história de Israel é prova concreta do seu compromisso com a diplomacia e com a negociação, mas a comunidade internacional parece que só tem olhos para buscar (ou fabricar) o deslize, o excesso. Na história de Andersen, uma criança, um dia, apontou para o Rei e disse o que nenhum adulto teve coragem: ''O Rei está nu''. E só assim todos ficaram em paz com a sua alma e novamente convencidos da sua inteligência e sanidade. Eu não sou judeu e nem israelense, mas como cidadão do mundo aguardo ansiosamente pelo dia em que alguma criança possa apontar para a questão de Israel e mostrar o que ninguém parece querer ver.

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THE WASHINGTON POST

Charles Krauthammer

O mundo está escandalizado com o bloqueio israelense à Faixa de Gaza. A Turquia denunciou sua ilegalidade, desumanidade, barbaridade, etc. Os usuais suspeitos das Nações Unidas, o Terceiro Mundo e os europeus juntaram-se ao coro. O governo de Barack Obama titubeia. Mas como escreveu Leslie Gelb, presidente do Council on Foreign Relations, o bloqueio não é só perfeitamente racional, mas perfeitamente legal. Gaza sob o controle do movimento Hamas é um inimigo autodeclarado de Israel - uma afirmação reforçada por mais de 4 mil foguetes lançados contra território israelense ocupado por civis. Mas, tendo prometido manter uma beligerância incessante, o Hamas diz ser a vítima quando Israel impõe um bloqueio para impedir o grupo de armar-se. Na 2.ª Guerra, num ato considerado internacionalmente legal, os Estados Unidos realizaram um bloqueio da Alemanha e do Japão. E durante a crise dos mísseis, em outubro de 1962, os EUA bloquearam (e mantivemos isolada) Cuba. Navios russos carregando armamento que se dirigiam à ilha retornaram porque os soviéticos sabiam que a Marinha americana os abordaria ou os afundaria. Israel, contudo, é acusado de crime internacional por fazer exatamente o que John F. Kennedy fez: impor um bloqueio naval para impedir que um Estado inimigo adquira armas letais.

Mas os navios que seguiam para Gaza não estavam numa missão de ajuda humanitária? Não. Do contrário teriam aceitado a oferta de Israel de levar a carga a um porto israelense, onde seria inspecionada e depois levada de caminhão para Gaza. Então, por que a oferta foi rejeitada? Porque, como admitiu uma das organizadoras da flotilha, não se tratava de ajuda humanitária, mas de derrubar o bloqueio, ou seja, acabar com o regime de inspeção de Israel, o que significaria transportes ilimitados para Gaza, armando o Hamas de modo ilimitado também.

Israel já interceptou por duas vezes navios carregados com armas iranianas destinadas ao Hezbollah e Hamas. Que país permitiria isso? Mas, mais importante ainda, por que Israel precisou recorrer ao bloqueio? Porque é a única opção de Israel, já que o mundo condena como ilegítimas suas defesas ofensiva e ativa.

Sendo um país pequeno e densamente povoado, cercado por Estados hostis, Israel, nos seus primeiros 25 anos de existência, precisou adotar uma defesa ofensiva, travando guerras em território inimigo (caso do Sinai e das Colinas do Golan). Nos casos em que foi possível (do Sinai, por exemplo) Israel trocou território por paz. Mas quando a paz foi rejeitada, Israel reteve o território, mantendo-o como zona de proteção. Assim, reteve uma pequena faixa ao sul do Líbano para proteger seus povoados ao norte. E precisou sofrer muitas perdas em Gaza, para não expor as cidades israelenses na fronteira aos ataques terroristas palestinos.

Pela mesma razão os EUA travam uma guerra ofensiva no Afeganistão: você os combate lá, para não ter de combatê-los no território americano. Mas, diante de uma pressão externa avassaladora, Israel cedeu. Foi dito aos israelenses que as ocupações não eram apenas ilegais, mas estavam na raiz da insurgência contra o país. Portanto, sua retirada e a remoção da causa, traria a paz.

Terra por paz. Lembram? Bem, durante a década passada, Israel cedeu terra - retirando-se do sul do Líbano em 2000 e de Gaza em 2005. E o que recebeu em troca? Uma intensificação da beligerância, o lado inimigo armando-se fortemente, múltiplos sequestros, ataques na fronteira e anos de ataques implacáveis com foguetes lançados de Gaza. Israel então precisou adotar a defesa ativa - uma ação militar para desbaratar, desmantelar e derrotar os mini-Estados terroristas armados que se estabeleceram no sul do Líbano e Gaza após a retirada israelense. O resultado? A guerra do Líbano, em 2006, e a operação em Gaza, em 2008-2009.

Os israelenses enfrentaram uma nova avalanche de denúncias e calúnias por parte da mesma comunidade internacional que havia exigido a retirada de Israel, trocando primeiro terra pela paz. Pior, o relatório da ONU, que basicamente considerou criminosa a operação em Gaza e ignorou o que motivou a ação no local - a guerra de foguetes lançada pelo Hamas, não provocada por Israel - efetivamente tirou toda a legitimidade de uma defesa ativa israelense contra seus inimigos terroristas autodeclarados. Sem uma defesa agressiva, nem uma defesa ativa, Israel adotou a mais passiva das defesas, ou seja, o bloqueio para impedir o inimigo de armar-se. Mas ela também não deverá ser considerada legal. Até mesmo os EUA estão agora achando que deve ser abolida. Mas, se nada disso é permitido, o que resta, então? E essa é a questão. Que foi entendida pela flotilha de imbecis úteis e simpatizantes do terror, pela organização turca que financiou a empreitada, pelo coro automático anti-Israel do Terceiro Mundo na ONU, e pelos europeus sem resistência que tiveram problemas mais do que suficientes com os judeus. O que restou? Nada. O objetivo da campanha internacional implacável é privar Israel de qualquer forma legítima de autodefesa. Por que, apenas na semana passada, o governo Obama uniu-se aos chacais e reverteu quatro décadas de prática americana, assinando um documento de consenso destacando Israel como país possuidor de armas nucleares - tirando o direito legítimo de Israel recorrer à derradeira linha de defesa: a dissuasão. O mundo está cansado desses judeus perturbadores, 6 milhões - novamente esse número -, recusando todos os convites para um suicídio nacional. E por isso são implacavelmente demonizados e constrangidos a se defender, mesmo quando antissionistas mais comprometidos - os iranianos em particular - preparam abertamente uma nova solução final. (TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO)

Marcelo Szpilman marceloszpilman@globo.com

São Paulo

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''ESSES JUDEUS PROBLEMÁTICOS''

Excelente artigo do colunista Carlos Krauthammer! Finalmente a publicação de uma visão realista e livre de noções preconceituosas. O leitor do Estadão agradece!

Miriam Batia Katz miriedukatz@hotmail.com

São Paulo

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UMA MEDIDA, VÁRIOS PESOS

Para dizer o mínimo, extremamente elucidativo o artigo do colunista Charles Krauthammer (9/6), em relação ao claro desafio e provocação dos travestidos humanitaristas, pois, se fossem estas as reais intenções destes grupos, existem muitos canais para tal finalidade, disponibilizados inclusive por Israel. De qualquer maneira, a comunidade internacional, por interesses que também se distanciam dos objetivos estritamente humanitários, tem se juntado a este coro histérico. É preciso elucidar os exatos conceitos para embargos, segurança, defesa e soberania. Israel é um Estado legalmente constituído, onde vivem civis, mulheres e crianças, que diariamente convivem com inimigos em todas as fronteiras. Quais as concessões feitas pelos países árabes para a busca da paz? Qual Estado barganha ter paz por devolução de terras conquistadas? Enquanto as flotilhas ''humanitárias'' avançam, a comunidade internacional se esquece das várias vidas perdidas nos conflitos internos entre os próprios grupos terroristas, e que o Irã mantém e avança em seu projeto nuclear, lamentavelmente visto como um ''modelo'' para muitos países do Terceiro Mundo.

Peggy Beçak peggy@informemercosul.com.br

São Paulo

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ISRAEL

Após 65 anos do holocausto, parece que o mundo perdeu a memória e a vergonha e somente esperava um fato aparentemente pacífico (flotilha turca) para colocar Israel outra vez na posição de demônio do mundo. Antes eram os judeus os culpados por todos os males do mundo, agora (para ser politicamente correto?) é Israel. Mas no final dá na mesma. Mídia (Estadão incluído), esquerda e direita, sem exceção, colocam a existência de Israel em dúvida. Mas não se preocupem, desta vez somos fortes e mmuuiiiito bem preparados, e ninguém vai nos levar como carneiros ao abate. Se vocês têm a coragem de nos dar um espaco, rechaçamos com argumentos todas as mentiras e difamações, e nosso desavisado presidente. Israel não bombardeou a flotilha do ihh=Hamas, e parabéns a Charles Krauthmer (Washington Post/Estadão, 9/6). Duvido que tenham coragem de publicar esta carta.

Moise Cohen comoise@gmail.com

São Paulo

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A HIPOCRISIA DA AJUDA "HUMANITÁRIA" PARA GAZA

Bloqueio naval, segundo o Dicionário Aurélio, é um ''cerco ou operação militar com que se procura cortar a um porto as comunicações com o exterior''.

Mesmo que o propósito da ''frota da amizade para Gaza'' fosse apenas humanitário (?), teria que se submeter a uma completa vistoria dos bloqueadores, até para provar as suas boas intenções e a sua isenção. Se não o fizesse, estaria mostrando claramente seu desejo de driblar o bloqueio naval, seja para esconder alguma coisa ou, simplesmente, para desafiar e provocar desnecessariamente os bloqueadores, sem a menor chance de sucesso. Guerra é assunto sério. Não é um palco para que alguns tenham seus dez minutos de fama na televisão, bancando de pseudo-heróis de araque. Tampouco é lugar para levar crianças para um "passeinho", como foi feito.

Falando em forma genérica, que bloqueio que se preze seria esse se fosse ''furado'' por qualquer tipo de embarcação não autorizada pelos responsáveis do bloqueio? Se Israel os tivesse deixado passar, seria motivo de chacota e total desrespeito dos seus inimigos. Tendo sido alertados inúmeras vezes pelos israelenses, que não deveriam tentar "furar" o bloqueio naval imposto a Gaza (ao Hamas na realidade) e ainda, dispondo de meios legais e aprovados por Israel (Cruz Vermelha Internacional e N.U.) para fazer chegar a tal possível ajuda humanitária, os ativistas, ao desafiar e enfrentar a Marinha Israelense, apenas deixaram escancaradas as suas reais intenções de arrastar Israel a um confronto, criando um cenário teatral para uma farsa internacional de péssimo gosto. Quanto à abordagem israelense em águas internacionais, a mesma está amparada na Lei Internacional pelo Tratado de San Remo, de 1920(*), que permite abordar navios, mesmo em águas internacionais, que tentam atravessar bloqueios marítimos à revelia. Obviamente que é para lamentar a morte dos nove cidadãos turcos, que só aconteceu porque eles tomaram a decisão de arriscar suas vidas, desafiando deliberadamente as forças militares israelenses. Eles mesmos declararam, antes de embarcar na Turquia, que queriam ser mártires. Atentem para o fato fundamental que os soldados da abordagem só atiraram depois de terem sido atacados e já correndo real perigo de vida, evidenciado até nas filmagens feitas pelos próprios ativistas. Não teria havido mortos nem feridos se os soldados não tivessem sido atacados. A reação israelense à tentativa de quebrar o bloqueio foi mínima, apesar dos mortos e feridos de ambos os lados, já que em outros tempos, em 1946 mais precisamente, a "gloriosa" Marinha inglesa atacou com seus canhões desde longe e quase afundou um navio de passageiros realmente civis, de judeus sobreviventes dos campos de concentração que tentavam chegar às costas de Israel para reconstruir sua vida. Mas havia um bloqueio naval inglês tentando impedir a chegada dos sobreviventes, para atender aos pedidos dos árabes. Naquele incidente houve uma enormidade de mortos e feridos, todos civis, a bordo do navio que tentava atravessar o bloqueio britânico. Esta é a forma clássica de dissuadir os navios que tentam quebrar um bloqueio naval: o afundamento com tiros de canhão, desde longe, para não correr riscos. Obviamente que Israel não fez nem fará uma coisa dessas, até porque não interessa que sejam perdidos os mantimentos realmente necessários para a população civil de Gaza e que não representem perigo potencial nas mãos do Hamas.

(*) O manual de San Remo, da Cruz Vermelha, que reúne as principais convenções da lei internacional usadas na questão de conflitos no mar diz:

SECTION V : NEUTRAL MERCHANT VESSELS AND CIVIL AIRCRAFT

Neutral merchant vessels

67. Merchant vessels flying the flag of neutral States may not be attacked unless they:

(a) are believed on reasonable grounds to be carrying contraband or breaching a blockade, and after prior warning they intentionally and clearly refuse to stop, or intentionally and clearly resist visit, search or capture;

(b) engage in belligerent acts on behalf of the enemy;

(c) act as auxiliaries to the enemy s armed forces;

(d) are incorporated into or assist the enemy s intelligence system;

(e) sail under convoy of enemy warships or military aircraft; or

(f) otherwise make an effective contribution to the enemy s military action, e.g., by carrying military materials, and it is not feasible for the attacking forces to first place passengers and crew in a place of safety. Unless circumstances do not permit, they are to be given a warning, so that they can re-route, off-load, or take other precautions.

Todos os itens validam a ação israelense, assim como legitimam a reação dos soldados, mas aqueles do item (a) são os particularmente relevantes: eles são suspeitos BEM razoáveis, anunciaram a intenção de violar o bloqueio antecipadamente, foram avisados e oferecidos uma alternativa de rota e para descarregar e rejeitaram os avisos.

Sérgio Sinenberg sergio.sinenberg@uol.com.br

São Paulo

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INVASÃO DA REITORIA DA USP

Falta só a metralhadora nas mãos do terrorista que aparece na

capa do Estado de quarta-feira e que, certamente, está a

serviço da eleição de uma ex-colega para a Presidência da

República.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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CHEGA DE BADERNA!

Foi com crescente indignação, até a fúria, que li a matéria de ontem (9/6) acerca da invasão da Reitoria por ''funcionários'' da USP. E aí me vieram perguntas à cabeça:

a) Desde quando baderna é ''medida de força'', reservada esta ao Estado, em nosso (sociedade) nome? Depois, quem são esses vagabundos ordinários que decidem quando e onde a exercitarão?

b) Quem não trabalha não ganha. Se o ponto foi cortado e os dias, descontados, onde está o ''ataque ao direito de greve''?

c) Em que lugar do mundo um ''professor'' como Luiz Renato Martins chama uma invasão com arrombamento e quebra de paredes de ''gesto de grande envergadura'' e o seu reitor, de ''coisa sem legitimidade''?! Rua para o safado! (Isto aliás é regra entre os PeTralhas e assemelhados. Um deles, muito famoso na rede de blogs dessa canalha e que se alcunha ''professor Armando'', recentemente declarou que a senadora Kátia Abreu, do DEM, não poderia ser contada entre as dez senadoras da República ''porque não é MULHER e nem SER HUMANO''!).

d) Se a greve advém de mera reivindicação salarial, o que um partido, o PSOL, está fazendo lá, prestando solidariedade e se imiscuindo no orçamento universitário autônomo?

e) O magnífico reitor se for à Justiça e utilizar-se de força para desocupar prédio público, estará praticando ''violência''? Coragem, sr. reitor!

Sei que existe, e respeito, a chamada autonomia universitária, mas, como paulista pagador de impostos, EXIJO que a sua Reitoria remova os vagabundos invasores de lá e os acione pelos prejuízos causados. E que proíba a entrada no câmpus do vagabundo-mor, Claudionor Brandão, o insuflador de badernas ideológicas travestido de técnico em ar-condicionado, de há muito demitido da USP.

BASTA de baderna, do estupro consentido da lei e da tolerância dos bons com as atitudes depudoradas e violentas dos maus! CHEGA de sem-vergonhice e covardia!

Richard Smith richardsmith2@gmail.com

São Paulo

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REITORIA CONSAGRADORA DA VIOLÊNCIA

A pequena entrevista do reitor João Grandino Rodas sobre a última invasão da Reitoria ds USP por funcionários e alunos desclassificados é muito mais deplorável e desalentadora que a própria invasão, com destruição, que está em curso (9/6, A16). Determinar que a "Guarda Universitária (...) não entrasse em confronto" é o mesmo que proclamar sua inutilidade. É o mesmo que inúmeras vezes, em vários Estados, se fez e se faz com as Polícias Militares diante de invasões do MST. Dizer que "o prédio foi tomado à força, por um grupo não-majoritário de funcionários e alunos (...)" é confessar a competência desse "grupo não-majoritário" e a incompetência dos que oficialmente respondem pelo câmpus, pela Reitoria, pois ele mesmo, reitor, completa: "Eles não respeitam ordem judicial. Vamos esperar.'' Dizer "responder com violência só pioraria a situação, que seria usada para galvanizar a opinião pública", para se esquivar aos instrumentos de força oficiais do Estado, é desconhecer as funções desses instrumentos e acreditar em sua infalibilidade pessoal de saber como reagiriam as populações. "Vamos esperar" o quê, reitor? Que eles destruam completamente o patrimônio físico da Reitoria, do câmpus? Já foram cobrados os danos e furtos das últimas invasões aí consentidas? Ou apenas para depois dizer irresponsável e covardemente: "Eles estão usando a violência sozinhos"? O magnífico reitor, jurista, advogado, não sabe que o uso da força física legal quando necessária, no momento azado, não é violência nenhuma? Talvez não saiba, mas 13 anos atrás o ex-guerrilheiro José Genoino, deputado federal então, pelo Jornal do Campus (USP), ano 15, nº 182, 23/4-6/5/1997, mas separada dele como Edição Especial de apenas 4 páginas, com o título "Marcha vitoriosa", diferenciou claramente: "Ao invadir fazendas, os sem-terra usam a força. (...) A reação armada dos fazendeiros ou da polícia são exemplos do uso da violência." Vê-se assim todo o ridículo de sua penúltima resposta: "Continuamos abertos à negociação."

Na Folha de S.Paulo, 28/3/2010, página A3, o magnífico reitor publicou o artigo "USP, quousque tandem", ao qual respondeu no dia imediato, pelo mesmo jornal, o titular professor Paulo Roberto Olivato-IQUSP (Painel do Leitor, 29/3/2010, p. A3): "(...) posso dizer que é imoral, sim, qualquer invasão da USP, e não deve ser tolerada em nenhuma hipótese. Cabe, sim, ao Ministério Público, ao Judiciário e à Polícia Militar (poderes constituídos) tomarem as medidas cabíveis para coibir as reiteradas invasões (...)"Que podemos esperar depois das providências procrastinadoras de S.Exa. e de sua frustradora entrevista?

Claudio Meirelles Chaves, médico aposentado (FMUSP, 1954) claudiochaves@brasilereformaagraria.com

Piracicaba

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PROFESSOR: O DILEMA DA INVISIBILIDADE

Um dos grandes dilemas do professor nos dias de hoje é a certeza de que seu trabalho é pouco reconhecido pela sociedade e que a maioria dos educadores só é vista nos momentos de revelação de deficiência da escola. O dilema da invisibilidade hoje faz parte do contexto de ação dos educadores que não são notados, respeitados ou valorizados plenamente pelos membros da sociedade ou dos grupos políticos que administram o País. Exemplos do processo de invisibilidade dos professores são muitos, mas vale a pena citar alguns, como, por exemplo, a forma como os educadores são tratados ao chegarem no espaço da escola e precisam gritar, bater na mesa ou buscar meios autoritários para se fazerem respeitados ou acreditados. No contexto atual, vemos que as escolas não conseguiram desenvolver processos de valorização dos educadores que vão além do poder de reprovar ou promover uma possível exclusão dos alunos numa possível demonstração de autoridade.

A situação de invisibilidade dos professores é provada no momento em que as gestões de escola são hoje baseadas exclusivamente nos interesses dos alunos ou dos pais, que geralmente pouco vão à escola, desconhecendo métodos, técnicas e ações pedagógicas, limitando-se exclusivamente ao processo de verificação de notas e buscando a culpabilização dos educadores em caso de insucesso de seus filhos. A invisibilidade se transforma nesta ocasião em processo de acusação e questionamento da ação pedagógica que vai atrapalhar o desenvolvimento das crianças.

A invisibilidade do professor é comum também na vida política do País, que não cria mecanismos de valorização dos educadores, não apenas no critério salarial, mas no contexto de geração de ideias que procurem dar a estes a valorização que merecem e o enaltecimento em relação ao crescimento do País, que precisa de educação de qualidade para gerar desenvolvimento científico e tecnológico. A invisibilidade dos educadores se caracteriza na falta de espaço para divulgação de atividades ou ações pedagógicas de êxito ou que merecem reconhecimento, o que faz com que compreendamos que mostrar a desgraça da escola sempre é objeto de sucesso midiático ou de geração de debates ou questionamentos.

Os professores carecem de visibilidade em termos de importância de seu trabalho e de geração de uma mobilização forte da sociedade em busca de um processo firme de ideias que provem a importância do educador, que hoje só acontece em romances ou filmes da sétima arte. A visibilidade do professor carece de mudança no contexto da vida política e econômica de nosso país, que precisa ser gerido de forma democrática e que procure colocar o social como prioridade, partindo célere para a geração de uma ideologia de respeito e consideração aos que hoje desempenham seu trabalho com as mínimas condições e com o mínimo de respeito pelos que discursam sobre educação e, no poder, acabam gerando ações políticas que levam nosso país a uma situação humilhante em termos de avaliações e projeções no quesito educação. É urgente tornar o professor visível e altivo, para o bem da educação e de toda a população que, hoje analfabeta e inculta, não se deu conta do processo de alienação e de desvalorização promovido de forma proposital para dar continuidade a processo de perpetuação no poder daqueles que aí estão para garantir os privilégios de uma minoria em detrimento dos verdadeiros interesses populares.

Francisco Djacyr Silva de Souza, professor, mestre em Educação djacyrsouza@gmail.com

Fortaleza

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"ETANOL, PETRÓLEO E MATRIZ ENERGÉTICA"

Foi publicado no Estadão de 9/6 artigo do sr. Marcos Sawaya Junk que trata do fato de que o etanol é um dos mais promissores biocombustíveis da atualidade. Ele cita as vantagens da cana-de-açúcar brasileira sobre o milho americano na fabricação do etanol e cita ainda o potencial de redução de gases do efeito estufa do etanol de cana em relação ao tanto que a gasolina comum produz de CO2. Embora os números sejam expressivos, e não há como duvidar de que o etanol é um combustível muito mais limpo do que os derivados do petróleo, devemos lembrar que ainda assim ele polui. Ele gera CO2. Em outras palavras, o etanol é uma energia muito importante; mas em curto prazo, uma vez que ele apenas diminui a emissão de CO2. Ele cita ainda que a cana poderia ser aproveitada também para a produção de energia elétrica, com um potencial estimado de 13.000 MW. Na minha opinião, o Brasil deveria aproveitar outras fontes de energia alternativas, como, por exemplo, a energia eólica. Hoje, segundo nota publicada pelo Ministério de Minas e Energia (Nota Técnica Eólica 2009), o Brasil possui um potencial de geração de 143.000 GW. E esse potencial deve aumentar nos próximos anos, quando sair o Novo Atlas Eólico adaptado para a nova geração de turbinas eólicas, com torres mais altas e capazes de produzir mais energia. Comparada com a cana-de-açúcar, portanto a energia eólica seria capaz de produzir nada menos que 11 mil vezes mais. Isso sem contar outras formas de energia limpa, como a fotovoltaica (através de painéis solares) e a que aproveita energia das marés. Como disse, a cana tem o seu valor e, sem dúvida, é uma alternativa válida hoje. Mas temos de pensar no futuro, numa matriz energética realmente limpa e eficiente.

Paulo Henrique Soares paulosoarespr@yahoo.com.br

Curitiba

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LIDERANÇA EM BICOMBUSTÍVEIS

Muito oportuno o artigo "Etanol, petróleo e matriz energética", de autoria do presidente da Unica, Marcos Jank). Começa mais uma safra na Região Sudeste, em meio a grandes expectativas de expansão nos mercados, uma crescente concentração no setor sucroenergético e a reestruturação financeira, após quase dois anos de preços retraídos. Diante deste quadro, urge a necessidade de contarmos com um melhor planejamento, estabilidade e previsibilidade da produção, no sentido de atendermos à atual demanda, evitarmos grandes oscilações de preços e começarmos a pavimentar o caminho rumo à liderança mundial no setor de biocombustíveis.

A decisão da Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA de considerar o etanol produzido a partir da cana um combustível capaz de reduzir a emissão de poluentes é o resultado de um formidável trabalho que a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) tem desempenhando junto ao Congresso e governo norte-americanos.

Assim como, vale destacar o papel de liderança da entidade no sucesso do Protocolo Agroambiental no Estado de São Paulo, que estabeleceu normas e procedimentos de preservação e conservação dos recursos naturais, antecipou o fim da prática da queima, melhorou as condições trabalhistas e reforçou o conceito de sustentabilidade dentro do setor sucroenergético.

A Unica também teve um papel preponderante nos investimentos em pesquisa e tecnologia também possibilitaram decifrar o genoma da cana, combater pragas, aumentar a quantidade de variedades da planta, aumentar a produtividade e consolidar o caminho rumo ao etanol celulósico (3ª fase).

Todavia, cientes de que estamos falando de uma atividade privada, é fundamental sermos capazes de compatibilizar seus interesses com os interesses do Estado. Defendo a definição do papel estratégico da bioeletricidade e do etanol na matriz energética. Hoje, estas questões se dispersam em vários ministérios e secretárias, com diferentes linhas de abordagem, interesses e grau de atuação.

Destaco também a necessidade de elaboração de um marco regulatório específico para os biocombustíveis, capaz de melhorar o planejamento, assegurar estabilidade e a previsibilidade na produção. Para tanto, defendo as seguintes propostas:

- Alíquota nacional de ICMS;

- Fortalecer as comercializadoras e rever a atual estrutura de comercialização;

- Estabelecer um tratamento tributário diferenciado para os biocombustíveis;

- Definir as responsabilidades quanto ao transporte e a logística, fortalecendo parcerias entre governo e iniciativa privada (ex.: PPPs) para viabilizar a construção de alcooldutos, hidrovias e ferrovias;

- Garantir a warrentagem como um instrumento anual, com recursos orçamentários garantindos;

- Estabelecer uma estratégia de comercialização internacional dos biocombustíveis;

- O estabelecimento da bioeletricidade como fonte energética prioritária em complementariedade à energia hídrica;

- Monitorar e fiscalizar o cumprimento das exigências socioambientais.

Ninguém discute as excelentes perspectivas para o nosso setor sucroenergético, afinal, temos as melhores condições geográficas, climáticas, culturais, econômicas e tecnológicas. Portanto, o papel do Brasil pode ser - e será - extraordinário e estamos nos preparando para isto.

Arnaldo Jardim, deputado federal (PPS-SP), membro da Comissão de Minas e Energia e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dep.arnaldojardim@camara.gov.br

Brasília

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ETANOL E ENERGIA

O artigo do Marcos Jank está muito bem claro e direcionado para a defesa do setor sucroalcooleiro brasileiro. Apesar das fortes críticas quanto às relações trabalhistas na lavoura da cana, é o setor que mais se tem modernizado e equacionado esse problemas, que remontam a meio milênio. Também já foi mudada a terminologia nos postos de combustíveis, chamando o álcool de etanol. Falta ainda mudar o nome de gasolina para blenda (ou mistura) etanol-gasolina, pois se tem ainda a falsa ideia de existir gasolina pura alimentando nosso motores. O próximo passo no desenvolvimento tecnológico será o incentivo ao etanol de segunda geração, que poderá converter em mais combustível o excedente da palha e do bagaço que não for transformado em eletricidade na cogeração. É a tecnologia do etanol celulósico, sem aumentar a área plantada. A pressão da cana sobre o pasto para gado é desproporcional: se aumentar em 15% a área plantada, significa 1 milhão de hectares, cerca de 0,5% de toda a área de pasto. Apenas uma ressalva: a energia é sempre transformada, e nunca gerada. Também não é infinita, mas não há dúvida sobre a abundância da energia solar e que transformá-la em combustível líquido é a melhor solução, copiada e invejada mundo afora.

Adilson Roberto Gonçalves, professor da Escola de Engenharia de Lorena -USP priadi@uol.com.br

Lorena

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MUDANÇAS NO CÓDIGO FLORESTAL

Jamais votaria no Aldo Rebelo. Mas confesso que estou convencido das suas boas intenções, quando apresenta, como relator, as propostas de mudanças no Código Florestal. Este é um assunto polêmico e, por mais que seja discutido, a decisão não agradará a todos.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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COMUNISTAS

Depois da derrocada ética, moral e ideológica do PT ( ex-Partido dos Trabalhadores), chegou a vez do seu parceiro de ''lutas'', o PCdoB. Quem diria que o ex-comunista Aldo Rebelo, que passou a vida vociferando contra o capital e o latifúndio, se transformaria em '' musa '' da bancada ruralista e inimigo do meio ambiente. Já não se fazem mais comunistas como antigamente. O lema dos comunistas, ''paz, terra e pão'', foi transformado em ''poder, cargos e dinheiro'', não necessariamente nessa ordem. Nada como ser pragmático, como seu chefe-mor, e mandar tudo o que falou às favas. A múmia do Lenin, em Moscou, deve ter saltado do sarcófago e conversando com Marx no além, dizendo: "Onde foi que erramos?"

Que vergonha, Aldo Rebelo. Quando estudante, acreditei no que você falava. O PT começou a enterrar os sonhos e as utopias de milhões de pessoas e você jogou mais uma pá de cal. Porém, apesar de vocês, traidores, o sonho por um mundo mais justo nunca morrerá!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

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CRIME CONTRA A NATUREZA

O projeto apresentado pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), propondo alterações no Código Florestal, entre elas, reduzindo de 30 metros para 7,5 metros a área mínima de preservação ambiental às margens dos rios, conforme publicado no Estadão de ontem, é um crime contra a natureza.

Essa proposta precisa ser vetada, como também precisamos vetar nas próximas eleições deputados como ele, que apresentam propostas danosas como esta.

Francisco Ribeiro Neto fr.neto46@uol.com.br

Taubaté

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FOICE E MARTELO

Depois de tomar conhecimento do texto do relator da Comissão Especial de Reforma do Código Florestal Brasileiro, deputado Aldo Rabelo (PCdoB), chego à conclusão de que, no símbolo que representa o comunismo internacional e os partidos comunistas, a foice é muito mais do que o martelo.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Está em curso no Brasil um projeto de reforma, através de uma revisão, importantíssima, que não tem recebido um destaque especial por parte da mídia, notadamente da televisiva, que alcance o público menos afortunado culturalmente, porém o que mais sofre as consequências da morosidade da nossa Justiça: a revisão do Código de Processo Civil, entregue ontem ao Congresso Nacional pelo ministro Luiz Fux, do Superior Tribunal de Justiça. As famílias brasileiras são as que mais sofrem, principalmente quando há uma separação conjugal ou a adoção de um menor necessitado. No primeiro caso aqui aventado, são tantos os recursos e processos para tratar da mesma matéria que chega até mesmo uma das partes a abandonar a busca de seus direitos ante as visíveis protelações, amparadas pela lei, da outra.

Porém os autos continuam nos cartórios, onde são comuns aquelas pilhas de papéis que nós nem sabemos o grau de dificuldades até para controlá-los. Esta reforma é das mais urgentes e os congressistas têm uma imensa responsabilidade de aprová-la, de maneira a modificar o que hoje é a causa de um desgaste emocional imenso para aqueles que sejam obrigados a socorrer-se da Justiça.

Roberto Cursino Benitez benitez.gimenez@hotmail.com

São José dos Campos

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NOVO CPC

Como historiador e advogado, saúdo o projeto de lei da reforma do Código de Processo Civil Brasileiro. O atual, de 1973, gestado em pleno início da filosofia neoliberal da economia globalizada e da ditadura militar entre nós, tem como objetivo protelar ''ad aeternum'' as demandas judiciais, que só beneficiam as grandes corporações, facilitando os grandes escândalos entre entes públicos e privados. Urge, assim, que o Congresso aprove o mais rápido possível tal projeto, para que, após sanção presidencial, tenhamos um CPC digno de nossas necessidades.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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LAMENTÁVEL

A admiração que se tem de um advogado para um jurista, sendo ele advogado ou juiz, quando o mesmo é bom e tem conteúdo é indescritível. Todavia, quando subverte a ciência do direito, para quinquilharias de arrumação ou ainda subterfúgios, para arrumar ou consertar suas falhas e mazelas, transforma-se em horror a ele e suas falas não científicas. O ministro Luiz Fux (Estadão, 9/6) está afastado da realidade nacional e das demais. Por exemplo, dizer que o juiz tem de respeitar a jurisprudência é a mesmíssima atitude do advogado de Hitler à época do inicio do fascismo. É tirar a autonomia de julgamento dos juízes. Quando fala de aventuras jurídicas, parte para outra teratologia não científica e jurídica, ao dizer que vão multar e multar. Por que não passar o Judiciário para a Receita Federal? Pelo menos, de multar eles entendem. É a supremacia do Estado sobre o cidadão e, mais ainda, é a supremacia e a falsa teoria de que o Estado tudo pode e o cidadão e os advogados são culpados de tudo. Para encerrar, labora mal na prática, pior na teoria e muito pior ainda nas conclusões, quando revela que sua teoria é de plantão e de palpites, ao dizer, como Deus na Terra que, arriscaria um palpite... Lamentável. Com todo o respeito aos bons livros que o ministro já nos ofertou, é demais jurista transformar-se em palpiteiro jurídico. O pior de tudo é dizer que o código de 1973 foi feito para europeus. Foi um dos melhores códigos processuais existentes - científico e jurídico. Que falta nos faz o professor Frederico Marques, Pontes de Miranda e outros mais cientistas do direito. Tomemos cuidado, para que não se faça um código processual por mês... Só nos faltava mais esta.

J. Pacheco Alves, advogado há mais de 30 anos jpachecoconsultor@gmail.com

São Paulo

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PLANOS DE SAÚDE

A ANS discute reajustar os planos de saúde segundo sua eficiência (8/6, A19).

Isso está parecendo mais um "jeitinho" para autorizar aumentos nos preços. A alegação é que existem empresas que não atingem o "padrão" de eficiência. Ora, se não atingem esse padrão, então essas empresas deveriam ser fiscalizadas, multadas e até fechadas pela ANS. Da eficiência resulta o bom atendimento dos clientes, que é um dever das administradoras de planos de saúde, e para tal não têm que ser "mais" remuneradas, afinal, o bom atendimento é uma obrigação.

Quem tem uma agência reguladora como essa não precisa de inimigo.

Gustavo Guimarães da Veiga gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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