Cartas - 10/11/2010

O FIASCO DO ENEM

, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2010 | 00h00

Total e absoluto

Mais uma pérola do presidente Lula: "O sucesso do Enem foi total e absoluto." Em terra onde Tiririca é o deputado mais votado e o presidente nunca soube o que é prestar um exame vestibular ou ter de fazer um cursinho, realmente o MEC e a organização do Enem estão de parabéns. Nem juntando novamente os quatro trapalhões (Dedé, Didi, Mussum e Zacarias) conseguiríamos tanta "palhaçada" por tanto tempo. Quando alguém vai levar a sério a educação neste país?

RODOLFO CARLOS BONVENTTI

rbonventti@superig.com.br

São Caetano do Sul

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MARAVILHA?!

O presidente da República declarou o Enem uma maravilha! Como faz falta na vida ter de se sujeitar a alguma prova, viver a ansiedade de vencê-la, enfrentá-la como meta para o futuro. Além dos erros já declarados, o Enem caracterizou-se por indisciplina, orientadores despreparados, dando informações imprecisas sobre questões e horário, o que levou candidatos a encerrarem a prova de qualquer maneira. Que lástima irreparável! Só o presidente não reconhece...

RUTH DE SOUZA L. E HELLMEISTER

rutellme@terra.com.br

São Paulo

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SUCESSO

E não é que o presiMente tem razão? O Enem foi um sucesso... de incomPeTência! Não é à toa que Sua Excelência se mostrou tão irritadinho...

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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CONFIRMAÇÃO E CERTEZA

O que aconteceu com o Enem é a confirmação da incompetência deste desgoverno em todos os setores e, em particular, na educação. Infelizmente, temos a certeza de que vamos continuar com mais do mesmo.

JOÃO PEDRINELLI

joao.pedrinelli@terra.com.br

Campinas

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O ZIMBÁBUE É AQUI

O Brasil, de acordo com estudo elaborado pela ONU, no quesito educação, está no mesmo nível do Zimbábue, país africano que é o mais atrasado do mundo. Se depender do Ministério da Educação (MEC), que foi o responsável, mais uma vez, pelo fiasco vexaminoso do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Zimbábue, dentro em breve, deixará o Brasil na lanterna do desempenho educacional. Para o governo do presidente Lula, governar o País é tão somente tornar viável a aquisição, pela população, de geladeira e carro com isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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SE...

Se o Brasil fosse um país sério, o ministro da Educação já teria pedido desculpas e sua demissão, pela incompetência na aplicação do exame, e não estaria tentando minimizar a gravidade da situação. Se um aluno que seja for prejudicado, o exame deixou de cumprir a sua missão. Se fosse um país sério...

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

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NA FRIGIDEIRA

Se o ministro Fernando Haddad tinha alguma esperança de permanecer à frente do MEC, deve estar muito preocupado com o ocorrido no Enem. Estão fritando o ministro. É o que dá colocar pessoas incompetentes em postos de tal importância.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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HERANÇA MALDITA

Espertalhões

Parece que os congressistas dos "atos secretos" querem afundar de vez o governo de Dilma. Se já não bastasse a herança maldita financeira que ela vai receber do "padinho" - Orçamento deficitário, dívida interna impagável e aumentando, infraestrutura em frangalhos, máquina pública inchada, corrupta, cara e incompetente (vejam o Enem e as Erenices) -, as excelências, que já ganham e gastam demasiado e prestam péssimos serviços aos cidadãos, agora querem mais aumentos de salários e vantagens, mas não se comprometem a aumentar a defesa dos contribuintes e evitar mais impostos. E o Planalto tem a maioria no Congresso. Maioria de espertalhões.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

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PAÍS EM JOGO

Não precisam aumentar impostos para a saúde, basta diminuir os gastos. É muito simples. Mas, também, nem o Enem conseguem administrar, imaginem governar o País...

SÔNIA MARIA SALZANO GENTIL

soniasalzano@gmail.com

Descalvado

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CPMF

O IOF foi aumentado para cobrir as "perdas" da CPMF. Essa compensação foi usada na saúde?

EDUARDO HENRY MOREIRA

henrymoreira@terra.com.br

São Paulo

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PRECATÓRIOS

Tesouro pode garantir até R$ 40 bi em obras, mesmo as de risco, como o trem-bala, mas os precatórios continuam desonrados...

ARMANDO C. DA SERRA NEGRA

a.serranegra@terra.com.br

São Paulo

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EQUIPE DE TRANSIÇÃO

Não entendi! Não foi eleita a candidata da continuidade, a mãe do PAC, a responsável por todos os "bons" resultados do atual governo? Então, qual a necessidade de uma equipe de transição, além de gastar os R$ 2,8 milhões?

WAGNER GONÇALVES DOS SANTOS

wag.santos@terra.com.br

São Paulo

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PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

O que Dilma tem de fazer ao assumir o governo? O mesmo que Lula fez, é só dar continuidade à herança maldita que receber.

WAGNER RIBEIRO SOARES

wagner_soares@metrosp.com.br

São Paulo

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G-20

Em guerra

É como colocar 20 galos de briga dentro de uma rinha e tentar estabelecer regras para eles!

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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"Estudantes Nacionais Embromados Mais uma vez!"

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE O FIASCO DO ENEM

taniatma@hotmail.com

"No parâmetro lullo-petista, a educação, assim como a saúde, está à beira da perfeição"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, IDEM

standyball@hotmail.com

"Ah, até que enfim consegui entender! O tal "bilhete premiado" de que tanto a dona Dilma falava era, então, a famigerada CPMF?"

ADINILTON FERRAZ DE CAMPOS / SÃO PAULO, SOBRE A COGITADA VOLTA DO IMPOSTO DO CHEQUE

adicampos@ig.com.br

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 3.256

TEMA DO DIA

Ministro critica posse de TVs por políticos

Em evento, Franklin Martins nega que debater regulação da mídia tenha o objetivo de restringi-la

"Concordo com ele, mas acho que é uma desculpa do Franklin para dar um jeitinho de amordaçar a imprensa."

CELSO BODINI

"Não sei o que acontecerá. Como o governo irá contra senadores e deputados, que podem emperram votações nas Casas?"

VANESSA MENDES

"Apenas os indivíduos podem criticar e observar a imprensa. Cabe tão somente à sociedade essa prerrogativa."

FELIPE OLIVEIRA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

UM SUCESSO!

Lula declarou que o Enem foi um sucesso. Não poderíamos esperar outra declaração dele, que, na sua megalomania desmedida, só vê como sucessos tudo o que é feito pelo seu governo.

É assim que ele vê a sua política externa, a saúde e a educação, todas fracassos retumbantes como esse exame do Enem.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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NOTA ZERO

Lula acha que o Enem foi um sucesso porque ''foram mais de 3 milhões que participaram''... Presidente, o senhor nunca fez um vestibular e desta vez está reprovado. Ninguém está falando de quantidade, mas sim de qualidade, um assunto, aliás, em que seu governo merece uma solene nota zero!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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SORTUDO

Não há como negar a sorte do presidente Lula. Este Enem seria a ''bala de prata'' que o PT tanto temia.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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É BRASIL

Segundo Lula, o exame do Enem foi um sucesso absoluto, o que foi relatado pelo seu mais incompetente ministro.

O resto é fofoca da oposição.

Nunca antes na história deste país vimos tanta incompetência nem tanta cara de pau.

É assim que o povo gosta, nisso ele tem razão.

Mas gosta justamente porque não tem educação, essa que é tão desmoralizada e maltratada no Brasil.

E é por isso mesmo que vamos continuar com a educação do jeito que esá, lá no final da fila dos países.

Assim o povo não tem capacidade de avaliar a mistificação dos políticos.

Isso é Brasil.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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ESPERAR O QUÊ?

Todo ano (no governo petista) hão de se registrar problemas com o Enem, e o ministro da Educação vem à televisão com desculpas esfarrapadas e que não convencem. Mas vai querer o quê, de um governo cujo chefe ''nunca antes" em sua vida se preocupou em ESTUDAR?

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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NUNCA ANTES...

... neste país um governo teve tanta incomPTencia em governar, ou melhor, continuar um governo.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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VENEM

O Venem (vexame do Enem) tende a se agravar quando o presidente Lula, num de seus arroubos discursivos. diz que "não será um errinho qualquer que vai botar tudo a perder" e que "tem gente que não se conforma que o Enem tem dado certo". Em primeiro lugar, é bom que se diga que os dois erros crassos foram protagonizados no governo Lula, até então o Enem sempre fora confiável. Mas, como o presidente se prende aos 82% de popularidade, pensará que os estudantes não têm discernimento para avaliar que esse vexame poderia ter sido evitado, não fosse o loteamento de cargos, o velho guarda-chuva que abriga companheiros. Para azar do Ministério a Educação, sempre foi procurado quando alguém quer encostar um incompetente. O teste acabou revelando a fragilidade do órgão. Como sempre, Lula tomará a decisão depois que o desgaste não puder ser evitado. Mais uma oportunidade para a sra. Dilma levar em conta quando formar sua equipe, e não ficar pondo a culpa na imprensa. Nem posso pensar que esse tempo está terminando...

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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ESSA IMPRENSA NÃO TOMA JEITO!

Mais uma vez a imprensa é culpada. Segundo Lula, o exame do Enem foi um sucesso extraordinário e um jornal de Pernambuco não agiu com seriedade (sic). Ao gosto do presidente, em analogia com o futebol, lembrando o técnico Claudio Coutinho, o Brasil é o "campeão moral" na organização de exames para estudantes.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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HERANÇA MAIS QUE MALDITA

Continuamente vemos o presidente do País a achar um culpado para todos os erros, que foram muitos, e agora também para mais um ''escorregão'' na aplicação do Enem. A culpa sempre é daqueles que torcem contra os ''perfeitos companheiros'' ou mesmo da imprensa. Essa ladainha já está desgastada, até hoje, depois de quase oito longos anos, Lula nunca assumiu os erros de seu desgoverno, sempre trata a tudo com completa incompetência e desprezo. Pobre de quem está herdando essa herança mais do que maldita.

Leila E. Leitão

São Paulo

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TUDO É SUCESSO...

Na indigerível ótica de Lula, o último e desastroso Enem foi um sucesso! Assim também ele certamente deve ter achado o mensalão, os sanguessugas, Vedoin, dossiês fajutos, quebra de sigilo fiscal da Receita contra opositores, propinoduto da Casa Civil, etc...

Dá para o Brasil avançar na educação com um presidente desse calibre?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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BOBO DA CORTE

Enquanto aqui, no nosso país, a educação vive avacalhada, o bobo da corte vai a Moçambique mentir sobre educação e, pior, envergonhar-nos com palavras nada convenientes para um chefe de Estado. E nós vamos ter de engolir o poste.

Paulofrancisco siqueira dos santos paulosiqueirasantos@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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CAUSA

A situação do Enem nada mais é do que o reflexo de um governo semianalfabeto. Vergonhoso!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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OUTRA VEZ

Com a sequência de lambanças cometidas pelos coordenadores do Enem, o presidente Lula deve estar pensando: esses "cumpanheiros" são um bando de aloprados...

Virgìlio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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INCOMPETÊNCIA

O que deveria ser um exame de competência pré-universitária veio a ser uma prova de incompetência governamental. E pela terceira vez consecutiva. Safa!

Paulo Braun paulobraun01@gmail.com

São Paulo

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DO PRÓPRIO VENENO

Durante a imunda campanha eleitoral, os petralhas e sua militância encheram nossas caixas de e-mails e usaram blogs divulgando notícias falsas contra José Serra. Entre tantas, uma delas afirmava com todas as letras que ele acabaria com o Enem.

Pelo jeito, mesmo que tivesse saído vitorioso da eleição, a notícia não se confirmaria. O próprio PT conseguiu acabar com o Enem.

Bem feito! Agora, que venham a CPMF e o aumento de salário de todos os parlamentares, igualando-os aos do Supremo.

Mais uma vez o PT prova de seu próprio veneno.

Votou na ''presidenta''? Agora aguenta!

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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MERCADANTE

Após as severas críticas à educação tucana paulista, qual seria a opinião do senador

Aloizio Mercadante sobre a notória ''incompetência continuada'' no Enem lullopetista?

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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INTERESSES ESCUSOS

Tudo bem. O inchaço da máquina pública com a "cumpanheirada" é um claro sintoma de incompetência e, portanto, uma porta de entrada de interesses escusos. Em sendo assim, e diante das inúmeras trapalhadas cometidas por quem de direito, será que não serão propositais tais erros, para ajudar os que são contra o Enem, que no seu projeto original era muito bom? Tantas presepadas dão o que pensar.

Carlos Montagnoli carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

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NADA DE NOVO

Num país onde o presidente da República seria reprovado numa prova dissertativa sobre limpeza pública para habilitar garis, a prova do "enemquechova" tá boa até demais...

L. Dutra l.dutradvogado@uol.com.br

Avaré

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AVALIAÇÃO

E nem conseguem organizar uma prova de avaliação, porque a sua prova de avaliação sempre dependeu dos anos de filiação partidária e só isso.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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PRECISA MAIS?

E nem uma justificativa convincente até agora aos alunos.

E nem uma prova devidamente planejada.

E nem um pingo de respeito com aqueles que estudaram.

E nem mesmo um pedido formal de desculpas do MEC a todos os que se esforçaram em vão.

E nem... Será preciso dizer mais alguma coisa da educação no Brasil?

Flávio Guimarães De Luca flaviolucca@bol.com.br

Limeira

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GESTÃO MOLUSQUENSE

Esse erro grosseiro cometido no exame do Enem prova, uma vez mais, que a equipe que assessora o presidente Lula é fraquíssima, para não dizer uma nulidade. E não é só no MEC, gostaria de lembrar a confusão, este ano, das vacinaçlões contra as gripes. Muitas pessoas, como eu, ficaram sem a vacina da influenza e acabaram pegando uma gripe fortíssima. Esse é a famosa gestão molusquense, que dizem que Dilma vai continuar. Que Deus nos salve desses governos popularescos (nem populistas são). Vamo-nos preparar para a nova CPMF

(a vingança tardia, com a mão da gata).

Carlos Eduardo de Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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DEMISSÃO

Se o Haddad tivesse vergonha, pediria demissão do cargo.

Se o presidente Lula tivesse noção do estrago, demitiria o ministro.

Gilberto Lima Junqueira glima@keynet.com.br

Ribeirão Preto

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BASTA DE AMADORES

Ainda estou em dúvida se o melhor nome para assumir o Ministério da Educação do governo Dilma Rousseff seria o Tiririca ou o ET de Corguinho (MT), o companheiro Bilu. Se é para fazer palhaçada ao se aplicarem exames ou mesmo cometendo erros astronômicos, e deste modo transformar o Enem num circo ou coisa de outro planeta, que ao menos seja pelas mãos de um profissional.

Haddad, sob todos os sentidos, é um amador!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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LICITAÇÃO

Outra vez o Senado convoca o ministro da Educação para se explicar sobre as falhas no Enem. O homem está cotado para continuar no Ministério da Dilma. Não atrapalhem. É assim que elles querem que funcione a educação pelo menos até 2022. Se querem deixar a impressão de que no Congresso ninguém sabia que isso ia acontecer, mesmo depois dos problemas causados durante a LICITAÇÃO, tudo bem. Até parece que os deputados e senadores não fizeram pressão para determinadas empresas. O povo não é idiota.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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A FICHA CAIU

Recado singelo ao eleitor petista: poucas horas, CPMF de volta, salários aumentados de congressistas e presidente. Ainda faltando sete fatídicas semanas para Natal e o ano-novo, o que esperam os petistas?

Quantos mais golpes a sociedade brasileira terá de engolir pela fúria e ganância do golpe eleitoreiro e partidário do PT?

Posta na rua a confrontação pela cor, pela classe social, pelo regionalismo, que trará o moribundo como presente de grego ou como vingança ao eleitor brasileiro? Censura na mídia, na TV? Sigilo quebrado oficial pela Receita? Contas e números grampeados pela Polícia Federal? Mais, ainda, partidarismo no STF?

Haverá emprego para mais de 55 milhões no funcionalismo público, com direito a greve e 13.º?

Será melhor passar o Natal fora do País?

E o Enem? Nem isso eles conseguem fazer?

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ROMBO

Não são nenhuma novidade os sucessivos erros ocorridos com relação ao Enem. Esses erros foram descobertos porque o Enem está diretamente ligado ao público estudantil e aberto à observação de todos. Imaginem o que não deve estar acontecendo em todos os Ministérios, repartições públicas, estatais, com a quantidade de "cumpanheiros" empregados sem nenhuma qualificação, provocando milhares de prejuízos aos cofres públicos. Pessoas totalmente despreparadas em cargos de chefia, tomando atitudes totalmente desbaratadas e sem nenhum fundamento. Dá para imaginar o rombo que acabam jogando para debaixo do tapete? Esperamos que o TCU se vire em milhares e reveja tudo, porque os incompetentes têm de pagar. Apesar de que dinheiro público neste governo é tratado como dinheiro achado na rua. Não é de ninguém!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FALCATRUAS

Se conheço bem o nível de falcatruas que ocorrem atualmente nas instituições oficiais...

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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JUSTIÇA

A nossa eficiente Justiça, que leva décadas para concluir o julgamento de processos simples, agora aceita se envolver nas trapalhadas da prova do Enem, como bem mostra a matéria ''Justiça acata liminar e suspende prova do Enem; MEC admite erros'' (9/11, A18). Como bem sabido, a prova do Enem foi criada no governo de Fernando Henrique Cardoso como instrumento de avaliação do ensino e vinha cumprindo com eficiência essa função. Todavia, alopradamente, o governo Lula resolveu transformar a prova do Enem em vestibular e aí as confusões começaram. A solução dos problemas dessa prova agora como vestibular só pode mesmo ser encontrada pelas autoridades do próprio MEC, estruturando-se adequadamente para cumprir essa nova função - que vinha sendo bem cumprida pelas universidades -, e não com os complicadores que só a nossa Justiça sabe fazer, arrastando eventual solução por décadas, que é sua característica.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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PALHAÇADA

Segunda-feira, num cursinho na cidade de São Paulo, foi falado, pelos próprios alunos que estavam na sala onde a situação se vislumbrou, que muitos estudantes puderam usar o celular o tempo todo para acompanhar a hora, sem proibição do fiscal.

Sou mãe de um aluno que rachou de estudar no ano de 2010 e agora vem o MEC dizer que alguns alunos foram prejudicados. Faz-me rir. Meu filho foi prejudicado, pois não pôde controlar o seu horário, afinal, não caberia perguntar a todo momento que horas eram. Foram prejudicados TODOS os alunos que agiram corretamente e não levaram nem usaram relógio e celular. Meu filho é um daqueles palhaços que acreditaram no ministro da Educação, que disse que a proibição era para todos, ou seja, que a prova era séria e todos seriam tratados igualmente.

Maria Teresa Siloto Azevedo Palu teresa.palu@uol.com.br

São Paulo

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CONSULTA

Quem faz o Enem está sob pressão, sente ansiedade e nervosismo. Seu futuro está em jogo. Quem organiza o Enem, claramente, não está à altura.

E vai ser muita sacanagem com os alunos se cancelarem mesmo. Isso deveria, no mínimo, ser opcional. Não é justo para quem fez tudo certo! Que tal se, num sinal inédito de respeito, os alunos fossem consultados?

Sandra Piccino sandrapiccino@hotmail.com

São Paulo

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AO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

Fico triste por saber que dentro desse Ministério tão importante para o crescimento do povo brasileiro existam INCOMPETENTES de tamanha crueldade a ponto de prejudicarem estudantes que se comprometem e acreditam em provas do tipo do Enem, tão divulgadas e tão mal organizadas.

Erros como esses deveriam ser punidos e os responsáveis, apresentados à sociedade, como resolução. Porque, se fossem praticados na empresa privada, os responsáveis seriam exonerados, mandados embora, "escafedidos" da empresa, com a imagem denegrida no meio, por incompetência absoluta.

Triste saber que o nosso país, que tanto amo, até mesmo o Ministério da Educação não tem comprometimento nem respeito pelos jovem que vão ajudar nosso país a evoluir e crescer, podendo transformá-los em povo que resolve tudo com jeitinho.

Não quero que meu filho se tranforme naquele que dá jeitinho para tudo, quero que ele acredite em organizações, que acredite que vive num país que tem problemas, mas que existem pessoas que podem mudá-lo para melhor.

Meus pêsames, sr. ministro, o senhor está cercado por pessoas incompetentes e sem noção (como dizem os meus filhos)

Uma mãe triste,

Tania Malardo tania1087@terra.com.br

Ribeirão Preto

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SEMPRE PODE PIORAR

Gostaria de deixar meus agradecimentos à juíza Karla de Almeida Miranda Maia, que conseguiu provar a todos que as coisas sempre podem piorar.

Para ela, não bastaram o ano inteiro de estudo, a tensão da semana que precede as provas, as dez horas agonizantes de duas provas mal elaboradas, um gabarito errado. Não, tudo isso não bastou, ela tinha de deixar pior, e punir os estudantes mais uma vez.

Os precários argumentos da juíza, que talvez não se tenha informado sobre a elaboração da prova do Enem, consistem em que a realização de outro exame por um número estimado em 2 mil pessoas que foram lesadas com as cópias errôneas da prova acarretaria em injustiça com o restante dos participantes.

Claramente ela não conhece o método usado para a criação da prova, que consiste em construir um banco de dados de perguntas com o mesmo nível de dificuldade, e depois selecioná-las. Portanto, é cabível refazer a prova, com questões diferentes, mas com a mesma dificuldade.

É óbvio que isso não seria o mais apropriado. Mas o que fazer, então? É mais justo jogar no lixo dois dias de extremo esforço de 3,5 milhões de candidatos que fizeram a prova, por conta de um erro na de 2 mil pessoas? Mais justo para quem?

Acredito que o justo é levar em conta que a prova já foi realizada por milhões de estudantes que sonham com uma vaga numa boa universidade pública, e muitas vezes não têm recursos para bancar uma particular. Refazer o Enem agora seria extremamente prejudicial, visto que as datas fatalmente coincidiriam com formaturas e outros vestibulares.

Além disso, as provas, que claramente exigem um grande desgaste físico e intelectual, se refeitas, iriam não só prejudicar o calendário de milhões de pessoas, como também acarretariam um desempenho piorado dos estudantes nas suas grandes maratonas de vestibulares.

Se a preocupação da juíza é evitar prejuízos aos candidatos, é valido lembrá-la de que, se a prova for cancelada e refeita em outros dias, a injustiça será maior.

Os alunos que, em sua maioria, seguiram à risca as solicitações do Inep e, apesar das dificuldades, completaram a prova com mérito, e agora esperam receber o resultado de seu esforço, deparam com questões judiciais sobre a prova que realizaram.

E o mais interessante, que tenho notado ao longo dessa discussão, é que pouco se ouviram os estudantes, que em sua maioria esmagadora não querem a anulação da prova.

È fácil pedir a anulação quando não se estudou o ano todo para isso, não se fez a prova, não se conhece toda a tensão do ano do vestibular, todas as privações, todas as horas dedicadas exclusivamente ao estudo.

Acho que a nossa querida juíza se esqueceu dos tempos em que ela prestava vestibular, e não pensou nos estudantes ao criar toda essa confusão.

Fernando Candido de Oliveira Filho am_fernando11@hotmail.com

Americana

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DE NOVO, NÃO

Fica óbvio que quem quer tanto o cancelamento do Enem não leva em conta o quão sacrificante isso é para os estudantes que se prepararam o ano inteiro. Muitos deles farão ainda várias outras provas, e uma a mais faz muita diferença, sim! Ninguém leva em consideração os vestibulandos que se saíram muito bem nessa prova e não querem pôr em risco os pontos obtidos. A excelentíssima juíza Karla não se deve lembrar de sua época de estudante, pelo visto...

Laís Zampol Dell''Antonia lalizampol@gmail.com

Ribeirão Pires/SP

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DESCASO DA UNE

Estou no terceiro colegial e esta foi a terceira vez que prestei o Enem. E pela segunda vez essa prova se mostrou, apenas, mais um sistema falho do governo federal.

Não é só a prova extremamente mal redigida, com perguntas mal elaboradas e que mostram a total indiferença dos governates com os estudantes que me deixa indignada, mas também o descaso da UNE. Onde está a suposta organização que deve defender os direitos dos estudantes e ainda não se manifestou? A mesma organização que na época das eleições se posicionou rapidamente a favor da situação?

Será que essa total omissão da UNE se deve ao fato de que o mesmo governo que aplica o Enem é aquele que controla e fornece subsídios ao sistema UNE?

Para mim, essa é mais uma pergunta sem resposta, que só nos mostra o real sentido de país emergente.

Milena Malteze Zuffo mimalteze@hotmail.com

São Paulo

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VAMOS JOGAR FORA APENAS A ÁGUA SUJA

Mais uma vez, o Brasil é surpreendido com a absurda incompetência de um dos setores fundamentais de um país: a educação. Diante dos problemas ocorridos no ano passado, que levaram até ao cancelamento do Enem, deveria haver neste ano uma tropa de elite cuidando de todas as fases do processo. Lamentavelmente, não foi o que aconteceu.

Os novos erros cometidos dão voz aos abutres de plantão que querem desmoralizar o Enem, instrumento fundamental de democratização do ensino e que rompe com a fórmula simples dos vestibulares - os quais só favorecem as grandes corporações educacionais.

O exame contempla, de forma vigorosa, a capacidade do aluno em seus amplos aspectos e abandona definitivamente a decoreba, ao valorizar a capacidade crítica e o raciocínio do estudante. Ano após ano, as provas têm amadurecido e aproximam-se muito do que seria o ideal, sempre difícil de ser alcançado, nem por isso uma meta que não deva ser buscada incessantemente.

Ao trazer a público o verdadeiro estágio da educação em nosso país, o Enem desmascara grandes corporações educacionais e escolas incompetentes que cobram altos valores nas mensalidades por um ensino, muitas vezes, deficiente. Professores mal preparados, escolas padronizadas, alunos transformados em robôs. Tudo isso é revelado pelo exame.

Por isso, a desmoralização do Enem cai como uma luva para essas instituições (algumas, públicas...). É inaceitável andarmos pela periferia das grandes cidades e constatarmos o estado em que se encontram muitas das escolas públicas. O paradoxal é que muitas escolas particulares, de invejável aparência arquitetônica, encontram-se no mesmo estado de abandono intelectual.

Por outro lado, diante do burburinho da mídia, setores do Judiciário apressam-se a tomar decisões não pautadas pela lógica, e sim pelo subjetivo. A prova do Enem é baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), o que significa que os erros cometidos no processo pelos "tresloucados" e não corrigidos pelos "aloprados" não comprometem a prova como um todo. Justiça aqui é repetir a prova apenas para os prejudicados, pois comprometer todo o exame seria penalizar milhões de estudantes que se dedicaram o ano todo para enfrentá-la. Seria, como se diz no interior, jogar fora a água suja junto com a criança. Não é o caso.

É fundamental que o governo e a população compreendam que a educação é um ativo muito mais importante do que o pré-sal. É na educação que está a consolidação de um país que se propõe a ser mais do que um produtor de commodities. A educação abre as portas da tecnologia, da humanidade, da cidadania, da liberdade, do desenvolvimento e da vida plena.

O Enem está fazendo essa revolução. É preciso preservá-lo e apoiá-lo. Agora, não podemos aceitar os atos daqueles que verdadeiramente conspiram contra o País. São esses incompetentes que deixaram, mais uma vez, que o exame fosse alvo de descrédito diante da sociedade. São esses inacreditáveis "assessores", portadores de "cargos de confiança" que, sem nenhuma competência, tomam de assalto o Estado brasileiro. É espantoso, nesse sentido, o silêncio tumular da União Nacional dos Estudantes (UNE). Estará ela efetivamente morta?

Enilson Simões de Moura (Alemão), vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), presidente do Sindicato dos Empregados em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo (Sindbast) sindbast@sindbast.org.br

São Paulo

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PIOR DO QUE ESTÁ FICA, SIM!

Os recentes e absurdos erros no Enem 2010 descortinam a dura realidade a que estão submetidos os aspirantes a uma vaga nas universidades federais brasileiras. Mais do que isso, escancaram a inépcia do excelentíssimo ministro da Educação, o senhor Fernando Haddad.

As estimativas do Inep apontam para cerca de 90 mil estudantes prejudicados pelos erros de impressão e gabarito. Dado o alto índice de abstenção do já desmoralizado exame, esse número representa aproximadamente 2% dos Sísifos que, assim como eu, passaram o fim de semana fazendo prova. São muitos os prejudicados e poucas as chances de o Inep fazer valer a miraculosa "análise caso a caso" proposta pelo Mister Haddad.

Não bastassem os crassos erros já citados, a prova manteve a tradição e incorreu novamente em questões mal elaboradas e com imprecisões. O consagrado Curso Anglo de São Paulo, em sua correção online do exame, indica cinco questões como "sem resposta" ou com mais de uma alternativa correta. Além disso, a qualquer pupilo de concordância nominal é perceptível a incorreção no primeiro período do texto da questão 124 (prova amarela), entre outras ocorrências. Isto é, a simples "checagem de matrizes" não teve o esmero digno de quem se dispôs à maratona de 180 testes em dois dias.

Irresponsabilidade e descaso. É dessa forma que o MEC, sob a insígnia do ministro Fernando Haddad, trata os estudantes brasileiros. Um exame que, dentre seus objetivos, tem a função de preencher mais de 80 mil vagas em universidades não pode, em hipótese alguma, apresentar erros como os que já se vêm acumulando há dois anos. Sua Excelência, deputado Tiririca, que me perdoe, mas, além de não saber escrever, não sabe fazer previsões. Pior do que está fica, sim! Fora, incompetência! Fora, Haddad!

Renato Arruda, aspirante a uma vaga em Medicina arruda.renato@gmail.com

Ribeirão Preto

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FALTA DE CIDADANIA

E nem ata e nem desata esse nó no pescoço dos estudantes brasileiros. A juventude brasileira, o bem mais precioso desta nação, está é sentindo muita falta de cidadania. Não venham cobrar depois! Até tu, Enem?

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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OPINIÃO DE UM BOM ALUNO

O Enem falhou mais uma vez. Como se já não bastasse ter feito uma prova mal elaborada e extremamente cansativa, o Inep, com sua tremenda incompetência, prejudicou os alunos que estudaram o ano todo para esta ocasião. Noticiários têm informado sobre os problemas que o Enem apresentou este ano: erro nos cartões-resposta, erro na impressão das provas amarelas, entre outros. No entanto, eles não apontaram o erro mais absurdo da prova: a sua própria elaboração. Não se pode negar que a ideia que o Enem representa é boa, contudo não se pode apresentar uma ideia boa numa palhaçada de prova. Em primeiro lugar, colocar um texto que apenas menciona o assunto de que a questão trata e não auxilia na elaboração da pergunta ou resolução da resposta não é "contextualizar o conteúdo e fugir da decoreba". É um teste de paciência para o aluno. No primeiro dia de prova o maior problema não foi a troca dos títulos no gabarito, mas sim a quantidade absurda de textos, que, em 70% das vezes, nem precisavam ser lidos, logo, são inúteis, e isto é inaceitável num exame que tem a pretensão de "contextualizar o conteúdo e fugir da decoreba". Até mesmo aquela questão de História na qual jornalistas se preocuparam tanto em mostrar o erro das datas das decisões de dom João VI. Ficaram tão preocupados com o erro da data que não perceberam que o texto inteiro era inútil. Além disso, Matemática se trata de pensamento abstrato e rigor nas resoluções. O Enem tentou implantar o tão idealizado raciocínio lógico na ciência mais lógica e exata que existe, a única que não necessita de nenhuma outra complementar: a Matemática. Não é necessário contextualizar a prova de Matemática para se obter raciocínio lógico. Desculpem-me os elaboradores do exame, mas o trabalho que vocês fizeram ficou horrível.

Pedro V. Chama, candidato que não foi prejudicado pelas falhas do Enem e obteve um resultado excelente no exame pedrovchama@hotmail.com

São Paulo

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POLITICAGEM DA UNE

Caros colegas da UNE, sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Itajubá e entrei na universidade pela porta da frente, por meio de um bom e velho vestibular, vim de uma escola pública e somente após cinco anos de luta, consegui entrar. Mas entrei. E fico envergonhado com a postura dessa organização quando pretende simplesmente passar a mão na cabeça do MEC em detrimento dos estudantes.

Vejamos, é justo aplicar uma nova prova aos prejudicados? Se o TRI é a salvaguarda do Enem, como se aplicará uma prova de igual dificuldade quando alunos prejudicados terão maior tempo hábil para estudar? Pois sim, até a decisão de se aplicar uma nova prova aos prejudicados levará pelo menos um mês, e este tempo já é suficiente para ferir a isonomia do certame. Mesmo que se aplique uma prova de igual dificuldade, não há como medir quão mais preparado este universo de prejudicados estará em relação aos demais. E em se tratando de uma prova classificatória, a única forma de garantir isonomia é aplicar a MESMA prova, no MESMO dia. Se isso não é possível, então não há isonomia.

Existe uma grande diferença entre as provas aplicadas no ano passado e este caso, pois aquelas pessoas estavam prejudicadas por uma CALAMIDADE PÚBLICA e não puderam estudar como os demais, mesmo havendo maior tempo, pois as próprias condições locais impediam isso, elas estavam mais preocupadas com onde dormir que com a fórmula do Movimento Uniformemente Variado.

Então, parem de fazer politicagem e façam aquilo que vocês devem fazer: defender os interesses dos estudantes. Proponham soluções que garantam a isonomia e preencham de forma JUSTA as poucas vagas disponíveis em nosso sistema de ensino superior público. Quanto mais se brigar pela manutenção deste Enem, menor será o tempo para aplicação de um novo exame ou, então, para que as próprias universidades se organizem independentemente, sendo assim, não se perde o semestre por falta de alunos.

E não me venham com essa história de que um novo exame é desumano, pois anos atrás se prestavam quatro, cinco, às vezes mais vestibulares em um único ano, contando com viagens e tudo mais. Isso é choradeira de quem nunca enfrentou uma maratona de provas, fazendo um vestibular por fim de semana.

Abraços e sejam sensatos.

Carlos Henrique (Caique) Martins caique.martins@gmail.com

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JUSTIÇA E VERDADE

Quanto à anulação do Enem 2010, temos algumas considerações. Os candidatos que estão preparados farão novas provas e terão boas notas. Os que estavam nervosos terão outra experiência para melhorar seu desempenho. E os que foram prejudicados com erros de impressão nas provas não sofrerão com a injustiça de serem diferenciados e não ser levada em conta a igualdade de oportunidades a todos.

O MEC deve responsabilizar-se pelo erro de permitir a impressão de provas com erros grosseiros, fazer novas provas e aplicá-las agora com o rigor que tais exames exigem.

Ou damos o exemplo de seriedade aos jovens ou estaremos a ensinar o jeitinho brasileiro até nos exames que definem o futuro do Brasil e da juventude.

Justiça e verdade são caminhos retos para o bem de todos.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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COMO MELHORAR O ENSINO NO BRASIL

O ensino nas escolas públicas ,que é umavergonha no Brasil, melhoraria muito se todos os funcionários públicos fossem obrigados, por lei, a pôr os seus filhos em escolas públicas. De repente a qualidade do ensino começaria a melhorar substancialmente. Tão simples assim. Será que algum deputado teria coragem de encaminhar um projeto de lei com essa proposta?

Károly J. Gombert gombert@terra.com.br

Vinhedo

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DILMA E A EDUCAÇÃO

Seguindo os passos de seu orientador, a presidente eleita tem mostrado a mesma miopia que seu chefe usava e abusava. Disse Lula que a saúde no Brasil era quase perfeita (deboche ou gozação?). Agora, vem Dilma dizendo que não precisa mexer na educação. Essa mesma educação que atravanca o nosso progresso no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), colocando-nos num pífio 73.º lugar. Essa mesma educação que não consegue levar a sério a prova do Enem, que passa a ser o calvário dos jovens estudantes que têm nele talvez a única possibilidade de ingressar num curso superior. Não esqueçamos também a dificuldade de critérios para escolha de livros recomendáveis para leitura dos alunos. O correto e desejável será mudar toda a estrutura, do porteiro ao manda-chuva.

J. Treffis jotatreffis@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CAFEZINHO

O sr. Lula falou ontem, no seu programa ''Café com o Presidente'', que nos seus oito anos de (des)governo todos os setores ganharam, os ricos, os pobres, os trabalhadores rurais, enfim, todos os setores, ninguém pode reclamar. Pena que as principais obrigações do Estado, a educação, a saúde, a segurança, a moradia, a infraestrutura aeroportuária, portuária, rodoviária, etc., estão muito piores do que antes. Por que será? A culpa deve ser dos seus antecessores... Quem a dona Dilma vai culpar? Aceite um café.

M. Teresa Amaral mteresa0409@estadao.com.br

São Paulo

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MEDALHAS A GRANEL

Como cidadão brasileiro, quero parabenizar os nobres deputados da não menos nobre Câmara Federal, por outorgarem a Medalha do Mérito Legislativo ao sr. João Pedro Stédile (MST), em solenidade marcada para o dia 1.º de dezembro. Como cidadão brasileiro, tenho uma sugestão e um pedido. A sugestão: para que não cometam injustiça, os parlamentares, autores da ideia deveriam aproveitar o momento histórico para também homenagear os fundadores de dois outros conhecidos movimentos cívicos nacionais, o PCC e o CV. Agora o pedido: com estarei em férias nesse mesmo mês, gostaria de ser convidado para essa cerimônia em Brasília e assim poder registra em áudio e vídeo mais essa excrescência gerada por esse Congresso a serviço de um governo que rasgou a Constituição, não conhece ética e sepultou os princípios morais para permanecer no poder.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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REALMENTE INACREDITÁVEL!

Parabenizo o leitor sr. Milton Bulach pela sua oportuna e patriótica carta publicada ontem no Fórum do Estadão. Ela é um chamamento à vergonha dos "mui nobres deputados federais'', para que não pratiquem o mais escraboso ato pedregoso contra a conciência nacional dos brasileiros, outorgando a Medalha do Mérito Legislativo a um indivíduo inescrupuloso, esbulhador, destruidor e incentivador de invasões de propriedades rurais produtivas, João Pedro Stédile, enfim, um terrorista e agitador perigoso, que já devia estar no fundo de uma cela, mas, infelizmente, continua impune. Se essa injusta e vergonhosa homenagem realmente se der, a Câmara dos Deputados moralmente deve ser implodida, para livrar o nosso Congresso e o nosso Brasil desse nefasto acinte. O MST é a demonstração inequívoca da ineficiência da administração dos três Poderes de nossa infeliz República!

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

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BANDIDO CONDECORADO

Se realmente ocorrer a outorga, pela Câmara dos Deputados, da Medalha do Mérito Legislativo ao bandido chefe do MST, João Pedro Stédile, como se anuncia, a Nação estará em perigo, terá chegado ao fim da linha. Será a reedição da condecoração do igualmente criminoso Ernesto ''Che'' Guevara pelo presidente Jânio Quadros, a poucos dias da sua renúncia, em 25 de agosto de 1961. As forças patrióticas do Brasil não podem ficar de braços cruzados diante de tamanha afronta misturada com deboche ao País e aos brasileiros de bem. É hora de o Ministério Público Federal e o STF agirem.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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O MAL QUE SE ENRAÍZA

Na saída de uma visita ao Museu do Holocausto em Washington, em conversa com marido e filhos, fiz uma pergunta que, imagino, seja a única que de imediato vem à cabeça de todos diante de tantas atrocidades cometidas naquela monstruosa perseguição: o que faz tantos seres humanos chegarem àquele grau de bestialidade? Uma propaganda constante e massiva, um exército de "soldados" reforçando o conteúdo dessa propaganda, a construção de um mito e seu endeusamento são as primeiras respostas. E há outras. Quando vejo traços dessas situações aqui, perto da gente, bate um desconforto. Alguns vão dizer que há exagero de minha parte. Mas trata-se de um problema grave, na verdade. Na eleição ocorrida há pouco, o que mais vimos foi o presidente Lula jogando os pobres contra os ricos, "porque os ricos não querem ver o pobre melhorar de vida...", ou "nós contra eles", criando um distanciamento entre os brasileiros do Norte e os do Sul e entre os de condição social diferente. Só uma pessoa com muito pouco discernimento não vai perceber que essas falas são perniciosas e perigosas, a ponto de criarem uma situação de ódio e sentimentos segregacionistas, hoje sentidos na internet, muito violentos. O povo paulista, então, é alvo constante dessas injustiças: é arrogante, é "elitista", não elegeu Netinho senador porque ele é negro, "se acha" superior ao resto do País. É hora de dar um basta nesses ataques e o Ministério Público há de prestar atenção em todos eles: desde o ataque destrambelhado da jovem estudante de Direito paulista, que se mostrou contra nordestinos, até e principalmente os de autoridades de maior visibilidade, como Lula, que com seu peso, por transferir influências, vem colaborando de forma eficaz para o aprofundamento desse hediondo preconceito entre irmãos. Se é que não o está criando. Esse discurso permanente do presidente ganha eleições, mas, a meu ver, deixa sequelas. Graves.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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FÉRIAS

Lula, depois das férias, vai assumir um instituto. Seria o Butantã?

Robert Haller robelisa@click21.com.br

São Paulo

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