Cartas - 11/01/2011

GOVERNO ALCKMIN

, O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2011 | 00h00

Precatórios

Alckmin vai aumentar o Bolsa-Família paulista (9/1, A7). Como é mesmo? E quando o governador pagará os precatórios devidos, até agora roubados aos que, efetivamente, trabalharam? Sobram milhões para as campanhas eleitorais e abastecer ociosos, mas não se respeitam aqueles que fazem jus aos seus direitos, ignominiosa e criminosamente confiscados pelos ditos "honestos" representantes do povo, sem contar os que já morreram sem receber o que lhes era de direito, como comprovado pela própria Justiça. Aos 72 anos, sou um, dentre milhares de outras pessoas, já na fase final da vida, que assiste a tal interminável demonstração de desonestidade para com o assegurado e inalienável direito, o qual é sistematicamente posto de lado pelas ditas autoridades (in)competentes e desrespeitosas. Como já escrevi anteriormente, não há o que negar: decididamente, velho não dá Ibope...

FLORIANO SÉRGIO PACHECO

fpacheco3@gmail.com

Águas de Santa Bárbara

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Pedágios

Alguém em sã consciência acha que o governador do Estado de São Paulo revisará as tarifas? O governo arrecada do valor da tarifa 25% de ICMS. Imaginem, assim, quanto dinheiro vai para o cofre do Estado.

NELSON PIFFER JR.

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO DILMA

Trem-bala

Apenas adiar o leilão da construção do trem-bala, ou trem de alta velocidade (TAV), não é a solução. O TAV, tanto na Europa como nos EUA, é uma sofisticação caríssima de transporte para passageiros, lembrando terem eles redes de ferrovias funcionando a contento, tanto para passageiros como para carga. O Brasil sucatou toda a malha ferroviária que já teve, hoje transformada em escombros pela incúria e pela miopia governamentais. As rodovias, salvo algumas exceções, estão abandonadas, onerando o custo Brasil. As hidrovias não saem do papel. O transporte aéreo, neste país de dimensões continentais, é o retrato do caos sem fim instalado. E nada se fala sobre a integração intermodal dos meios de transporte. Nas cidades, os metrôs têm ridícula extensão - a cidade de São Paulo deveria ter, dadas as suas dimensões, pelo menos 400 km de linhas, entretanto, em mais de 40 anos só construiu pouco mais de 60 km. Os portos estão abandonados. Enfim, toda a infraestrutura do País é insuficiente e obsoleta. Hospitais caindo aos pedaços, escolas idem e não preparadas para enfrentar os desafios da atualidade. A violência nas cidades tem dimensões de guerra urbana. E o País é pródigo em relação a outros, para os quais não faltam doações e financiamentos. É justo, com tantos problemas de toda ordem, despendermos a dinheirama de montante desconhecido no trem-bala? Isso é ético? E a Copa do Mundo e a Olimpíada são prioridades, são oportunas mesmo diante de todas as atuais circunstâncias? Mesmo tendo uma dívida interna monstruosa, os gastos mal direcionados e mal aplicados não têm fim. Provavelmente estaremos diante de grandes negociatas, talvez as maiores do século 21, favorecendo poucos e prejudicando milhões de habitantes. É com convicção que afirmo estarmos diante de bombas de efeito retardado que começarão a explodir, tanto de natureza econômica como social - que é o pior. Com meus 80 anos de existência, nunca imaginei estar diante de um Brasil tão traído e violentado. Acordemos antes que seja tarde demais.

JORGE DE AZEVEDO PIRES

jorpires@uol.com.br

Ribeirão Preto

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De heranças

O que o editorial Outra herança maldita (9/1, A3) não aponta são outras razões importantes para o não uso do Orçamento no próprio ano, além das possíveis incompetência administrativa e má administração financeira: uma é o exagero, em muitos casos, de exigências e procedimentos dos órgãos de controle. Em nome da boa e justificável causa de defesa do interesse público e da sociedade, atrasam muitas vezes de forma absolutamente desnecessária a concretização de investimentos previstos que melhorariam para a sociedade o desempenho de serviços públicos.

MIGUEL ROBERTO JORGE, pró-reitor de Graduação da Unifesp

migueljorge@terra.com.br

São Paulo

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Crucifixo despejado

Dona Dilma reformou o gabinete e retirou o crucifixo da parede. Melhor assim, durante oito anos ele observou muitas falcatruas e safadezas. Não sei se abençoou...

HUMBERTO DE L. FREIRE FILHO

hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Religiosidade simulada

Simulação na campanha eleitoral: Dilma candidata frequentando igrejas e sendo fotografada, parece, "orando". Hipocrisia e fingimento que vem de ser documentado com a mudança que a presidente formalizou em seu gabinete de trabalho, retirando símbolos de religiosidade (Bíblia e crucifixo). E não venha dizer que exercer as funções de governar é uma atividade laica, pois fazer campanha eleitoral também é.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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CENSURA

529 dias

Na década de 1940, meu avô Gaspar Berrance foi correspondente do Estadão na cidade de Catanduva (SP). Meu pai, Alcindo Marques, lutou na Revolução de 32. Orgulhosa deles, as palavras ética, democracia e liberdade foram sabiamente plantadas como sementes em seus filhos e netos. Saber que o jornal está sob censura há 529 dias me arrasa o coração. Onde está a Justiça? O pior é ver o sr. Sarney desdobrar-se em sorrisos no governo atual. Até quando abusarão de nossa paciência?

M. LÚCIA BERRANCE MARQUES

kcbarros@hotmail.com

São Paulo

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DIREITOS HUMANOS

"Lei da blasfêmia"

Triste saber que milhares de paquistaneses foram às ruas defender a "lei da blasfêmia", aplicada contra minorias não muçulmanas. É uma boa amostra do atraso, fanatismo, fundamentalismo e intolerância dominantes no Paquistão. Em pleno século 21, parte dos paquistaneses parece viver ainda com a cabeça do século 7, sem a menor noção de direitos humanos, democracia, respeito à diversidade ou modernidade.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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"A continuar nessa taxa de crescimento, a próxima reunião deverá ser realizada no Maracanã"

FABIO FIGUEIREDO / SÃO PAULO, SOBRE O MINISTÉRIO DE DILMA

fafig3@terra.com.br

"O número de pastas é tão exagerado que, em vez de Ministério, deveria chamar-se Maxistério"

JOÃO SARTI JÚNIOR / SÃO PAULO, IDEM

sarti.junior@terra.com.br

"O governo Alckmin deve fazer uma oposição de verdade, e não ficar bajulando por mais verbas"

LUIZ FERNANDO MARQUES / COLOMBO (PR), SOBRE A RELAÇÃO COM O GOVERNO FEDERAL

lufema88@netpar.com.br

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TEMA DO DIA

Livros de Paulo Coelho são proibidos no Irã

Autor afirmou que espera se tratar de um "mal-entendido". Ministério da Cultura acionará o Itamaraty

"Apesar de as obras deste autor serem péssimas, sem conteúdo ou profundidade, a decisão é arbitrária, pois não se pode alijar o leitor de suas escolhas, ainda que sejam ruins."

MAURICIO MATIAS

"Não concordo com a censura iraniana. Não concordo com nenhum tipo de censura."

MARCELO MATTOS

"Até que enfim uma decisão inteligente do Irã!"

EDSON REIS

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