Cartas - 11/02/2011

CORTES NO ORÇAMENTO

, O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2011 | 00h00

Herança

Curioso o anúncio dos pretendidos cortes. Não demorou muito para o ministro Guido Mantega verificar o que é bom para a tosse! Como será que o pessoal do atual governo vai identificar a herança recebida?

LUIZ ANTONIO S. L. DE MACEDO

luizmacedo@uol.com.br

São Paulo

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Populismo

Agora dá para entender a derrota de José Serra nas últimas eleições. As contas não fecham, a inflação dispara, o superávit é déficit, etc. E dona Dilma ficou com a "herança bendita" do populista. Por que o Congresso Nacional não convoca o ex-presidente, responsabiliza-o pelas contas que não fecham e o faz pagá-las?

ARTHUR BIAGIONI JUNIOR

biagioni.jr@uol.com.br

Campinas

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Gastança

Quais são os reais motivos do corte de gastos do governo? Esta semana fomos agraciados com a feliz declaração do sr. Guido Mantega a respeito da intenção do governo de reduzir custos. Se for mesmo posta em prática essa iniciativa, é com certeza excelente e merece parabéns. Não podemos, no entanto, ser cegos diante dessa notícia e não querer saber o que causou os gastos excessivos que estavam sendo feitos anteriormente. Gostaria realmente de acreditar que isso ocorreu em razão de uma política anticíclica do governo a fim de evitar problemas para a economia do País, injetando mais dinheiro num momento de crise global. Todavia algo me faz crer que essa gastança excessiva tenha sido motivada principalmente pela necessidade do PT de fazer o sucessor do ex-presidente Lula. Nunca teremos certeza do real motivo, mas seria um dos maiores casos de "compra de votos" da História.

EDUARDO VILAS BOAS

duvilasboas@usp.br

Mogi das Cruzes

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Mágica

Antes das eleições, tudo estava uma maravilha. Nunca antes vimos governo como este, diziam. Agora tudo mudou. Cortes e mais cortes. Só R$ 50 bilhões... A inflação subindo. A dívida interna nunca esteve tão alta. Quando eles falam em R$ 50 bilhões, podem ter a certeza de que será bem mais do que isso. E o povo foi enganado de novo. Viva!

TIAGO HOMEM DE MELO SILVA

tihmcs@ig.com.br

Campinas

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SISTEMA S

A galinha do vizinho

Cumprimentos pelo editorial O olho do ministro no Sistema S (9/2, A11). Apontaria uma incorreção, quando menciona que o Sistema S é coordenado pela CNI, que, na realidade, administra o sistema da indústria (Sesi e Senai); já o comércio, via CNC, o Sesc e o Senac; a agricultura, por meio da CNA, o Senar; e o setor de transportes, pela CNT, Sest e Senat. Em todos os setores posso asseverar que é total a transparência do sistema, auditado pelos conselhos fiscais das entidades em âmbito estadual e federal, além do TCU e da AGU. Fosse o Ministério da Educação tão rigoroso com seus recursos, não haveria necessidade de ficar de olho na galinha do vizinho. De outro lado, enfatizo que não se trata de dinheiro público, mas de contribuição paga pelos empresários para custear a educação e cultura dos seus funcionários, sendo apenas recolhido o INSS, que cobra tarifa pelo processamento dos recursos, como um banco comercial cobra por título pago ou recebido, não compondo o Orçamento da União. Em passado recente as entidades que compõem o sistema assinaram compromisso com o governo de destinar parcela substantiva da receita compulsória líquida para um programa de gratuidade, o que, no âmbito do comércio, está muito além do avençado. Não há que pôr reparo na atuação das entidades, em especial do comércio, Sesc e Senac, que acompanhamos, não há como negar ou obscurecer os relevantes serviços que elas prestam à população em todo o território nacional, fazê-lo é um desserviço à classe laboral e ao Brasil. O fato real é que o governo não se incomoda com suas incapacidades, e sim com a capacidade do setor privado de realizar, o que remete sempre as ações a questões ideológicas e oportunismos políticos.

MARCO AURÉLIO SPROVIERI

msprovieri@sincoeletrico.com.br

São Paulo

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AVIAÇÃO

"Burrocracia" brasileira

Cheguei dos EUA numa aeronave nova da fábrica, na Flórida, e relato as diferenças no procedimento, custo, atendimento, aeronavegabilidade e comunicação. A começar pela carga tributária, mais de 25% do custo total, um absurdo. Saí da Flórida sem burocracia, num voo visual, em que não é necessário um plano de voo predeterminado, mesmo sendo internacional. Abasteci o tanque de 480 litros por US$ 450 - no Brasil, o mesmo combustível vai de R$ 3,60 a R$ 5 o litro. Durante a viagem, no Caribe parei em cinco destinos e a variação vai de US$ 1 a US$ 1,30, no máximo. Bastou chegar ao Brasil para começarem os problemas. Em 23/1 parei em Boa Vista e para sair de lá no dia seguinte passei por uma maratona burocrática de cinco carimbos de autoridades (Polícia Federal, Receita Federal, Anvisa, etc.). Depois de quase duas horas de burocracia, a parada seguinte foi em Manaus. Assim que pousei pedi à torre que informasse o abastecimento da Shell para encher o tanque. Demora de uma hora e meia, num calor infernal de 33 graus e com o tempo mudando rapidamente. A Infraero disse que o pessoal da Shell fora avisado, mas a empresa disse que só fora informada no instante em que foi abastecer. Não há concorrência nos aeroportos brasileiros, ou é Shell ou BR. Por que aeronaves com matrícula estrangeira têm direito a combustível mais barato em Manaus? Anac e Infraero são o suprassumo da ineficiência e o brasileiro paga o combustível de aviação mais caro do planeta pela falta de concorrência. Já os buracos negros na comunicação no sobrevoo da Amazônia nos fazem pensar sobre o Sivam. Aonde foram parar o dinheiro, o equipamento e o aparelhamento dessa área, onde não há rádio? Esse é o retrato da aviação no Brasil: custos abusivos, as leis são excessivas e as omissões, escondidas.

LUIZ HENRIQUE CHAVES D"AVILA

luiz_davila@terra.com.br

São Paulo

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STF

Novo ministro

Se muito não me engano, o dr. Fux veio para sacramentar o fim da Ficha Limpa, assistir à prescrição do mérito do mensalão e favorecer a não extradição do terrorista italiano Cesare Battisti.

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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"Como reduzir gastos, com o aumento de salário que os políticos tiveram?"

CICERO SONSIM / NOVA LONDRINA (PR), SOBRE O ANUNCIADO CORTE NO ORÇAMENTO DA UNIÃO

c-sonsim@bol.com.br

"PT, 31 anos! E daí? Igualzinho aos outros... "

JOSÉ PIACSEK NETO / AVANHANDAVA, SOBRE A MESMICE DOS PARTIDOS POLÍTICOS

bubapiacsek@yahoo.com.br

"O fim do anacrônico coeficiente eleitoral seria um importante passo para uma reforma minimamente séria"

ALEXANDRE FUNCK / BRAGANÇA PAULISTA, SOBRE A REFORMA POLÍTICA

afunck1@gmail.com

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 1.563

TEMA DO DIA

Mínimo será votado na quarta, diz Vaccarezza

PSDB defende o valor de R$ 600, DEM sugere R$ 565 e o governo quer um mínimo de R$ 545

"Que o aumento venha com uma redução da carga tributária, pois a indústria venderia mais e pagaria mais impostos sobre o "excesso" de mercadorias vendidas."

DAVID RODRIGUES

"Uma vergonha. Tanto drama para dar um mísero aumento."

CARLOS ROBERTO MARCEU

"Ainda haverá "discussão" a esse respeito? A presidente já declarou que não aceitará qualquer proposta acima de R$ 545."

THEUBALDO JUNIOR VACCARI

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

TESOURADA

O Estadão noticia uma tesourada no Orçamento da União de 2011 que nosso Parlamento qualifica como um tsunami. As emendas parlamentares engolem da economia brasileira nada mais, nada menos, do que R$ 21 bilhões, dos quais serão cortados R$ 18 bilhões, portanto, 70%. Será que os nossos congressistas acham que no Brasil o dinheiro cai do céu? Ou desconhecem o mais comezinho princípio de economia pública (receita e despesas)? São economistas ou oportunistas?

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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CRECHES

O dia em que os pais, até certo ponto desesperados, deixarem de fazer mais de uma inscrição para cada criança que aguada vaga em creche possivelmente não haverá mais fila de espera por uma vaga. O jeitinho brasileiro consegue burlar qualquer sistema, entre eles o de inscrição para vaga em creches na cidade de São Paulo.

Ana F. Campos ana-fcampos@hotmail.com

São Paulo

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NATALIDADE

A taxa de natalidade do país vem caindo paulatinamente desde os anos 1980, segundo o IBGE. Caminhamos velozmente rumo a um perfil demográfico cada vez mais envelhecido. Graças à Deus, a taxa de mortalidade infantil também caiu. Assim, podemos verificar que não teremos um fluxo consistente, aumentando gradativamente, de crianças para justificar a construção de creches e mais creches na cidade de São Paulo. Por exemplo, deslocar crianças por meio de um transporte seguro até os locais onde existem vagas, pode ser a solução.

Andrea C. Carvalho spdeiacarvalho@gmail.com

São Paulo

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RFFSA

Estarrecedor o que o Estadão divulgou sobre os desperdícios existentes na RFFSA/DNIT em particular. Isto é de fato um dos sete horrores do mundo (em contraposição às sete maravilhas do mundo), mas para quem conhece o serviço público sabe que isto se deve em grande parte a se querer acabar com o Estado de chofre, a partir da Constituição de 1988. Antes quase tudo pertencia ao Estado, vilão da história, e foi passado para a iniciativa privada por meio das privatizações, terceirizações, quarteirizações, etc. Agora, sim, infelizmente com muita razão o Estado pode e deve ser considerado vilão, porque as coisas só pioraram, a não ser quando Estado transferiu a responsabilidade para o usuário sob pagamento de altas sobretaxas e altos pedágios. Consta que democracia sem Estado eficiente e do tamanho adequado ainda não existe.

Luiz Antonio da Silva lastucchi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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GOOGLE NO EGITO

É irresponsável, para dizer o mínimo, o discurso do executivo do Google do Egito. Suas colocações descaradamente incitam a violência, pregam a tomada do poder pela força e têm caráter tão fundamentalista como outro qualquer. O ativista não tem o mínimo senso de democracia pois o exemplo que dá é de que qualquer povo insatisfeito com seu governo teria direito de derrubá-lo pela força. Ao invés de propalar banho de sangue, o jovem executivo faria melhor se usasse seu poder para agregar consciência democrática ao pobre e sofrido povo egípcio.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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AÉCIO X SERRA

Pelo visto, nas declarações do senador tucano Aloizio Nunes, naturais são somente as pretenções e as intenções políticas do Serra. Se o Serra era o canal natural nas eleições do ano passado, por que o Aécio não pode ser agora, em 2014?

Renato Baccarini renatobac@uol.com.br

São Paulo

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SERRA EM BRASÍLIA

O ex-governador de São Paulo e candidato derrotado à presidência em 2010 José Serra fala em união das oposições e conclama à pacificação dentro do PSDB. Falta a ele, infelizmente, fazer uma autocrítica séria e profunda sobre as suas ações políticas, estas sim que provocaram o distanciamento de grande parte da militância e de simpatizantes da legenda. As atitudes que ele diz agora condenar são exatamente aquelas presentes em toda a sua trajetória política, que sempre apostou no confronto para superar potenciais adversários. Fica aqui o recado, um pouco de autocrítica não faria mal algum ao ex-governador.

Fernanda Cardoso cardoso.fernanda216@gmail.com

Betim (MG)

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ZOOLÓGICO

Na Câmara do Deputados, não há apenas escorpiões, há também porquinhos, burros, asnos...etc.

Edward Brunieri ebsolucao@uol.com.br

São Paulo

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ROMÁRIO NA CÂMARA

Romário não está com a bola toda como deputado federal?

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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PALETÓ NA CADEIRA

Há algumas décadas, quando o governo federal ainda estava no Rio de Janeiro, havia o ''golpe do paletó na cadeira'' em que funcionários públicos deixavam seus paletós no encosto de suas cadeiras e saiam para outros afazeres ou lazeres. Essa ''boa prática'' acabou se espalhando para outros estados e até mesmo para algumas empresas particulares. Na última 5a feira o deputado recém-empossado Romário usou técnica parecida. Marcou o ponto em plenário e meia hora depois ausentou-se. Mais tarde foi flagrado jogando futevôlei em uma das praias do Rio de Janeiro. No mínimo, trata-se de flagrante desrespeito às muitas centenas de milhares de eleitores que, certamente, ao votarem em candidatos reconhecidamente despreparados para cargos parlamentares, o fizeram como protesto pela enorme frustração com os políticos. Esperavam, no entanto, que pessoas simples como Romário e Tiririca, dentre outros, poderiam entender seus anseios, por terem vindo do povo, e começarem a aprender e trabalhar dignamente, como o faz a grande maioria de seus eleitores. Não podemos assumir que durante os próximos 4 anos, esses neo-políticos não venham a alterar seu comportamento, porém, é necessário que a presidência da Camara, imediatamente, adote uma postura de, ao menos, uma repreensão pública desses políticos que se ausentam sem qualquer justificativa. Além disso, passar a efetivamente descontar as faltas que não sejam realmente por motivos justificáveis, como ocorre com milhões de brasileiros ao faltar no seu dia de trabalho. Quem ganha nababescos vencimentos, com enormes benefícios e uma grande corte de assessores, no mínimo, deveria ter a decência de honrar os votos e cumprir o seu dever. Infelizmente, nos últimos anos em nosso país, se colocaram os direitos à frente dos deveres, quando na maioria das sociedades, inclusive entre os animais, todos têm que cumprir o que é esperado deles para poderem usufruir de seus direitos legítimos e não aqueles que são pleiteados porque fazem parte de regulamentação ou legislação imperfeitas. Deputado Romário, o senhor pode jogar futevôlei na praia por 4 dias da semana (sexta a segunda-feira), pois já possui esse privilégio adicional de poder trabalhar 3 dias na semana e term ais de 30 dias de férias por ano, não precisa desses expedientes que diminuem os homens públicos e lesam o povo e reduzem sua esperança de um Brasil melhor.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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BARGANHAS

Ao ver uma reportagem do aumento de 15% que o presidente do Egito, deu aos funcionários públicos para terminar as greves e trazê-los para o seu lado, me lembrou a época das eleições em algumas universidades públicas, uns mês antes e meses depois a gente nota o aumento de gastos com comissionados, e gente nova em cargos que nunca existiram, com pomposos salários, só para garantir que sejam os primeiros da lista a ser mandada para o governador escolher, apesar de ela ter "autonomia".

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

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TOLERÂNCIA PRESIDENCIAL

Não consigo ver a tão falada competência da presidente Dilma. Afinal não é só porque não fala desmedidamente como seu antecessor que ela é melhor. Primeiro porque não recebeu herança nenhuma, o Brasil que ela administra é o mesmo que ela administrava enquanto Lula ficava fazendo discursos. Portanto se há muitos problemas ela já fazia parte disso e da origem deles. Teve que engolir muitos ministros e ainda os mantém. Alguns deveriam ter sido defenestrados no segundo dia como o da Educação, o da Fazenda e o das Minas e Energia. Ao rever as preciosas declarações do sr. Edison Lobão sobre o último apagão, desculpe, interrupção temporária de energia e comparando com a de 2009 tive a sensação de estar vendo um programa humorístico. Se a presidente atura isso, imagina o resto...

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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BOM INÍCIO

Parabéns à presidente Dilma pelo início de seu governo, só falta repatriar os R$ 45 milhões jogados na UNE, esse dinheiro poderia servir para investigar a corrupção no Brasil. Enquanto isso a Prefeitura do Rio vai dar R$ 3 milhões às escolas de samba, ...brinca, ...vai brincando, uma hora dessas o Egito chega por aqui, e não vai ter camelo pra todo mundo.

Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

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TREM-BALA

Os Correios querem participação no projeto do trem-bala, a Eletrobras foi intimada pelo Planalto a também participar. O próximo sócio será a Igreja Universal do Reino de Deus.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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ORA, VEJA!

Como Lula gostava de lembrar o desmentido conselho de FHC para que esquecessem o que antes escrevera, o último ex-presidente também deve esperar que se olvide sua tão relevante atuação na porta das fábricas, quando comandava os metalúrgicos em greves e qual a finalidade desses movimentos. Ainda recentemente, em 23.8.2010, seu então ministro Franklin Martins, na inauguração da TV dos Trabalhadores, relembrava comovido o sindicato de São Bernardo, que sempre se levantou ''por melhores salários''. Parece que nunca antes neste país se viu metamorfose tão significativa.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL E OS JUROS ALTOS

Todas as vezes que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decide elevar a taxa Selic, a dívida do governo também aumenta, porque ela estar atrelada ao juro básico da economia brasileira. Recentemente iniciou-se um ciclo de alta após a taxa ter ficado estável em 8,75% desde julho de 2009 e, mês passado (01/2011) chegou a 11,25%, um aumento de 2,50% no decorrer deste período. O presidente Lula ao terminar os seus oito anos de governo, pagou por volta de R$ 1,2 hum trilhão e duzentos bilhões de juros dos serviços das dívidas. Porque os juros praticados no nosso País estão entre os mais elevados do Mundo. A propósito, se o governo estivesse baixado, reduzido os juros pela metade, ele teria ao término dos seus dois mandatos economizado pelo menos uns R$ 600,0 bilhões para investir. Isto significaria aproximadamente à equivalência de dez PAC"s. Mas, o governo gastou muito e, mal. Aliás, não teve o comprometimento com o saneamento financeiro da Nação. Além disso, ele recebeu uma dívida interna por volta de R$ 658,0 bilhões em 01.01.2003 e entregou por volta de R$ 1,7 hum trilhão e setecentos bilhões, em 01.01.2011. Sobretudo, a preferência do governo Lula era controlar a inflação com aumento de juros em vez de cortar despesas, ajustar a máquina burocrática e evitar desperdiço, enfim, deveria ter feito o que fez FHC, a opção pela austeridade. Ele precisava fazer melhor a lição de casa, mas não fez, é tanto que a dívida só cresceu e o governo pagou de juros, em 2010, por volta de R$ 130,0 bilhões. Todavia, porém, para capitalizar o BNDES o governo captou recursos e emprestou ao banco R$ 180,0 bilhões, sendo: R$ 100,0 bilhões em 2009 e R$ 80,0 bilhões em 2010, a juros (6% a.a.) subsidiados, juros menores do que os praticados no mercado financeiro. Pôr outro lado, o governo captou recursos no mercado financeiro a preço de mercado, ou seja, a taxa Selic. Decisão esta que, acarretou prejuízo e mais aumento da dívida pública. Enquanto isto, em 2010, no nosso Brasil 35% da população estava passando fome. O País precisando de política coesa de ajuda, no lugar de projetos isolados. As pessoas não tinha suas principais necessidades básicas atendidas. Mas, o governo para aparecer perante às comunidades estrangeiras, estivera sempre ajudando outros Países. por exemplo: doação para a reconstrução de Gaza, conforme Lei nº 12.292, de 20 de julho de 2010. No entanto, o povo atingido pelas chuvas no Nordeste, Santa Catarina e Rio de Janeiro ficando à esperar. Se não fosse a solidariedade da população de outras Regiões, mandando até coisas já usadas, a situação teria sido muito pior. No entanto, porém, esses recursos que se deixou de economizar, com a pratica de juros altos e outros, bem que poderiam ter sido utilizados em investimentos na infraestrutura do País. Como custo Brasil: graduação e qualificação da mão de obra do trabalhador, atendimento ás pessoas mais necessitadas, transportes de carga, transportes público de passageiro, melhoria das estradas, no setor aeroportuário, na saúde púbica, na segurança, na educação e, outros. Enfim, o governo Lula não teve consciência, demonstrou que não era administrador, se estivesse feito economia, praticado a austeridade nas contas públicas, hoje o governo Dilma teria condição de dar um aumento ao salário mínimo acima, maior do que R$ 600,00 para os assalariados e consequentemente teria também redução os juros, que com certeza estaria numa taxa por volta de 6% a.a. Juro e inflação são dois instrumentos perversos dentro do campo da economia que transferem rendas dos mais pobres para os mais ricos. O governo Lula desperdiçou oportunidades, deixou de transformar o País em uma nação mais competitiva. A impressão que se tem é que a opção dele foi a transferência de recursos financeiros do setor público para o setor privado. Os bancos estão com os bolsos cheios, enquanto isso, à população trabalhadora resta trabalhar mais (até 5 meses por ano) para pagar os impostos e, continuar bancando os lucros dos bancos.

Francisco Aureny Braz franbraz55@estadao.com.br

Barueri

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FOI MUITO PIOR

O pós Lula foi muito pior e 3,5 vezes maior do que o pós FHC, adivinhem por quê? Só agora tomamos conhecimento que o desgoverno do ex-presidente foi realmente um grande desastre, não é mesmo sr. Guido Mantega e sra. Miriam Belchior? O corte de R$ 50 bilhões do orçamento é extremamente preocupante. A presidente Dª Dilma corta mais R$ 7,7 bilhões das emendas individuais dos nossos diletos parlamentares, realmente a coisa está feia! A dívida do país do desgoverno Lula é superior ao dobro da dívida deixada pelo seu antecessor FHC, que o Lula teve o desplante de chamar de herança ''maldita''. Para bom entendedor, imaginem se o Lula não respeitasse a continuidade do plano econômico do FHC e que o momento internacional não tivesse sido tão favorável, como foi, o desgoverno Lula teria sido muitíssimo pior. A inadimplência de Janeiro-2011 é a maior desde 2002, só não perceberam que tudo isso iria acontecer, os experts em economia, Procuradoria, Ministério Público, Judiciário, tanto é que nada contestaram até agora, por que será? A inadimplência é consequência da inflação alta, salário mínimo de miséria, do custo de vida elevado, enfim da perda do poder de compra. O crédito foi oferecido como ''cachaça para índio'', e quem não paga, depois de cinco anos pode ''limpar'' o seu nome, que bom! Foram 15 milhões de brasileiros que saíram da linha de pobreza, agora estão indo direto para os registros do Serasa e do SPC. Foi bom para quem tinha (ou tem) dinheiro na ''cueca'', mas péssimo para quem está devendo até as ''cuecas''. O ''Brasil da campanha eleitoral não era real''? É óbvio que não! Nunca antes na história deste país se deveu tanto, além da inflação recorde, que forçará o aumento das já elevadas taxas de juros. Sem mencionar o assistencialismo e empreguismo, nada a haver com a justiça eleitoral? Uma simples constatação mostrará que são incomparáveis os governos do Lula e do FHC...O do Lula foi muito pior!

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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VERDADES

Agora podemos de fato avaliar como Fernando Henrique Cardoso, entregou o país ao Lula, na ocasião de passar a faixa presidencial, um Brasil nos trilhos somente tendo que deixar andar. Em contra partida, Lula entregou à Dilma um país com ''pepinos apodrecendo'', que fez com que se tenha que tomar atitudes imediatas para não sermos devorados novamente pela ''inflação''. Face a isso, justifica-se o empenho de Lula em fazer Dilma sua sucessora, pois não saberemos à metade da missa rezada por ele nesses últimos oito anos.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SINDICALISMO

Agora vem o Lula meter o pau no oportunismo dos sindicalistas. Quem te viu, quem te vê! Tem outro nome para isso, além de "cara de pau"?!

Iracema Palombello cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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METAS NA SAÚDE

"Mais de 70% dos brasileiros desaprovam o SUS''. A saúde ''quase à beira da perfeição'' está quase atingindo a total desaprovação.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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