Cartas - 11/03/2011

JOSÉ GENOINO

, O Estado de S.Paulo

11 Março 2011 | 00h00

Uma coisa é uma coisa...

A nomeação de José Genoino, ex-guerrilheiro do PCdoB no Araguaia e réu no processo do mensalão, para ser assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim, é uma mensagem contundente. Na definição do próprio Genoino, "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa". Ser aposentado pelo Congresso deve ser uma coisa e ganhar salário de cargo em comissão deve ser outra. Depois dessa, qual é mesmo a incoerência de Gilberto Kassab no troca-troca de partidos?

VALDEIR CELESTINO DE OLIVEIRA vcelestinodeoliveira@yahoo.com

Cotia

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Poder de fogo

Estou curiosíssimo para saber dos "conhecimentos bélicos" de José Genoino que o credenciaram para o cargo de assessor especial do ministro da Defesa.

ALEXANDRE FUNCK

afunck1@gmail.com

Bragança Paulista

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CONDENAÇÃO

A força de Paulinho

A Justiça Federal condenou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), por improbidade administrativa e irregularidades na aplicação de R$ 2,85 milhões em recursos públicos, verba que fazia parte do Programa Banco da Terra e era destinada à compra e obra de infraestrutura da Fazenda Ceres - 302 alqueires para o assentamento de 72 famílias de trabalhadores rurais no município de Piraju, interior paulista. Paulinho diz que não se pronuncia porque não sabe nada sobre isso. Pronto! É o que basta, no Brasil de hoje, para que ele seja considerado inocente. Que força tem esse Paulinho!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA

Liberdade de julgamento

O excelente e oportuno artigo do juiz federal Ali Mazloum (Liberdade de imprensa e de julgamento, 9/3, A2) resgata a importância da independência do juiz e o significado dessa garantia para a justiça e a própria democracia. Ainda que não estejamos sob um Estado de polícia, pois há mecanismos de controle eficazes, não se pode esquecer de que juízes e tribunais são desqualificados quando não chancelam prisões ou se contrapõem aos abusos que ferem garantias constitucionalmente asseguradas. O caso da Operação Têmis - em que o ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, dando um exemplo de que é possível investigar sem necessariamente prender, foi atingido - demonstra o grau de perversidade a que chegamos quando se "ousa" descontentar a Polícia Federal. Aliás, no caso da Operação Navalha, o próprio ministro Gilmar Mendes chegou a ser identificado como integrante de uma suposta lista de propina de um empreiteiro logo após ter revogado a prisão preventiva de um dos investigados.

ALBERTO ZACHARIAS TORON

aztoron@terra.com.br

São Paulo

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Leis frouxas

Tem razão o juiz Mazloum, ao afirmar que os órgãos de Estado devem proceder à persecução penal e os juízes, ao julgamento. Mas a legislação criminal frouxa do Brasil ainda é a garantia da impunidade. De que adianta a condenação a algumas dezenas de anos se, cumprido um sexto da pena, o criminoso tem direito à progressão de regime e, ao ganhar as ruas, bye, bye... Lamentavelmente, o Estado faz de conta que condena e o bandido faz de conta que cumpre a pena.

JOSÉ C. SCALAMBRINI CARNEIRO

ze_ca@terra.com.br

São Paulo

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O público perde o respeito

Há diversas formas de covardia, e uma delas pode se manifestar na opção por um julgamento que evite a reforma pelo Supremo Tribunal Federal. Por outro lado, é oportuna a lição de Ronald Dworkin na obra Uma Questão de Princípio: "Os tribunais não têm nenhuma defesa automática contra decisões impopulares porque os juízes não têm nenhum temor direto da insatisfação popular com seu desempenho. Pelo contrário, alguns juízes podem sentir prazer em desconsiderar entendimentos populares. Assim, se os juízes tomarem uma decisão política ultrajante, o público não se poderá vingar substituindo-os. Em vez disso, perderá uma parte de seu respeito, não apenas por eles, mas pelas instituições e processos do próprio Direito, e a comunidade, como resultado, será menos coesa e menos estável".

ANA LÚCIA AMARAL

anamaral@uol.com.br

São Paulo

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Judiciário imperial

Se a toga não serve ao tartufo, tampouco deveria abrigar juízes insensíveis à nossa realidade, que insistem num Poder Judiciário estruturalmente imperial, em pleno século 21.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@temfoto.com.br

Ribeirão Preto

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CONFLITO NA LÍBIA

Andrei Netto

Quero transmitir à equipe do Estadão minhas felicitações pela libertação do jornalista Andrei Netto, mantido ilegalmente preso pelas autoridades líbias. Mantive-me, desde o início, apreensivo com a notícia do seu desaparecimento, em particular diante dos relatos sobre atos de violência contra outros jornalistas que cobrem o levante democrático do povo líbio. As declarações do repórter sobre a violência de que foi vítima indicaram ser justificada minha apreensão. A Comissão de Relações Exteriores do Senado convocou o chanceler Antonio Patriota para fazer uma apresentação sobre a onda revolucionária que percorre o norte da África e o Oriente Médio. Aguardamos ansiosos o depoimento do ministro, sobre o que ocorre na região e sobre episódios particulares, como a prisão do jornalista. Deixo registrada a categórica oposição do Senado aos regimes que se mantêm no poder à margem do respeito aos valores da democracia e dos direitos humanos. Esperamos poder contar com o valioso depoimento de Andrei Netto sobre sua experiência na Líbia. Deixo ao jornalista uma palavra de elogio, pela coragem e determinação em cumprir a mais difícil e desafiadora missão que lhe pode caber: a cobertura de guerra. Sua experiência evoca-me Winston Churchill na Guerra dos Boers, na África do Sul. Ao jornal, meus parabéns por manter a tradição de cobrir diretamente, com a perspectiva brasileira, os momentos mais significativos da realidade internacional. São beneficiados os seus leitores, entre os quais me incluo.

JOSÉ SARNEY, presidente do Senado Federal

ASIMPRE@senado.gov.br

Brasília

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TEMA DO DIA

Repórter do "Estado" é solto na Líbia

Andrei Netto está bem, abrigado na casa do embaixador brasileiro, e deve deixar o país na sexta-feira

Graças a Deus, graças a Jesus Cristo que o repórter está bem. Que volte logo para a sua família."

PAULO CESAR SEMBLANO DA COSTA

"Lula, que chamou Kadafi de "amigo, irmão e líder", está feliz com envolvimento correto do Itamaraty nesse episódio?"

PAULO PANOSSIAN

"Repórteres não podem ser agredidos ou presos sem acusação de crime. O caso é grave e merece repúdio internacional."

SILVIO SOZZA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Folia no Rio

O carnaval de rua do Rio piora a cada ano, com a complacência da Prefeitura. Ao invés dela se posicionar na condição de autoridade e exercer seu poder coibindo os abusos e fazendo valer e respeitar os direitos dos que não curtem o carnaval, se alinha com os baderneiros. Ruas eram fechadas, extraoficialmente, sem que houvesse motivo para tal. A rua não era de lazer, não era concentração de bloco, não havia desfile. Só porque uma meia dúzia resolveu brincar na rua, foi fechada e ficou por isso mesmo. Obrigado, prefeito, entendo, ano que vem tem eleição, o Sr. é candidato e não é bobo.

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

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Nas estradas de Minas

Trinta e cinco mortes nas rodovias federais que atravessam Minas Gerais e apenas uma não foi por colisão frontal. Mesmo com todos os esforços e com o discurso de que a culpa é da imprudência e não do modelo de rodovias os números continuam crescendo e revelando que o problema não está sendo atacado como devia. Dizer que a culpa é dos motoristas imprudentes não evita que as tragédias aconteçam. Eles sempre existiram e continuarão existindo. Sobre eles, o Estado não tem controle. Enquanto o modelo de rodovias que permite dois veículos cruzarem em sentidos opostos, em alta velocidade, sem barreiras físicas de concreto ou aço entre uma pista e outra, continuar existindo, os números de mortes continuarão crescendo. Minas tem 7 milhões de veículos e as mortes aqui são muito maiores do que em São Paulo onde tem 22 milhões de veículos e as rodovias são duplicadas. Trinta e quatro, das trinta e cinco mortes por colisões frontais nas rodovias federais de MG que ocorreram no feriado de carnaval, poderiam ter sido evitadas se as pistas fossem separadas ou tivessem proteção entre elas. As autoridades preferem continuam enxugando gelo e transferindo a culpa para os motoristas... O essencial não é discutido: O que tem a nos dizer o Ministro dos Transportes sobre o recorde de acidentes em rodovias do País? Nenhuma equipe de reportagem dignou-se a falar com a autoridade máxima do assunto. O número de mortes é maior do que os de um acidente aéreo ou das guerras que se desenrolam pelo mundo,189 no total e no local dos acidentes. E mesmo assim o político não tem as rodovias como prioridade. Para Alfredo nascimento a prioridade são as hidrovias da Amazônia. (discurso feito em sua posse que já é a terceira vez à frente do Ministério dos Transportes). O assunto continua sendo tratado apenas pela Polícia Rodoviária Federal que tem a missão de fiscalizar. Os resultados mostram que só isso não resolve. As medidas de fiscalização são eficazes em alguns trechos, mas não podem estar presente em toda a extensão das rodovias. É importante lembrar que todas as vezes que um motorista imprudente encontra um prudente no seu caminho, o segundo acaba pagando com a vida o que poderia ser evitado se pelo menos as rodovias federais fossem minimamente seguras e duplicadas. Contra os imprudentes, o remédio é rodovias seguras, mais atitudes e menos discurso.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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Acabou...

Acabou o nosso Carnaval o que nos deixa diante do início de novos dias. Blocos, como o dos Desabrigados manterão seus desfiles em busca do Aluguel Social, de R$ 400,00 que nunca vem. Escolas de Samba, como a Unidos da Desfaçatez desfilarão ao longo do ano nos Sambódromos (leia-se plenários) do Rio, São Paulo e, é claro, Brasília. Na tela da TV, em frente à Rede Globo, a gente faz papel de bobo. Feliz 2011 para todos.

Gilberto Martins Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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Carnaval e torcidas organizadas

A presença de escolas de samba ligadas às três organizadas da capital paulista, Mancha Verde, Gaviões da Fiel e Dragões da Real, no Carnaval/2012, parece causar apreensões e até o desejo implícito de que haja grandes confusões entre elas. A preocupação é legítima, mas só a Dragões é nova aí, pois a Mancha e a Gaviões já convivem, sem maiores problemas, no grupo especial, há seis anos. Para o ano que vem Paulo Serdan, da Mancha, que é, no meu modo de entender, uma das pessoas mais esclarecidas nessa área, propõe, inclusive, que a apuração final seja feita em lugar fechado para evitar possíveis desacertos. Isso já dá a entender que com boa vontade, prévias reuniões sérias dos presidentes de torcidas e algumas palavras de ordens bem explícitas dadas por quem de direito possibilitará uma festa bonita sem maiores erros, não obstante os profetas da desgraça desejarem que dê problemas para, depois de venderem notícias, pleitearem, tonta, hipócrita e ineficazmente, a extinção das organizadas.

Vanderlei de Lima contatosvanderlei@gmail.com

Amparo

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Com a pulga atrás da orelha

Não se questiona a bonita e justa vitória da escola Beija Flor no carnaval do Rio.Mas algumas notas da Mangueira foram de deixar qualquer leigo com a ''pulga atrás da orelha''. Algumas notas 9,0 foram muito mal vistas( Alegorias e adereços e Bateria ) e deixou mesmo uma forte impressão de que nem tudo é correção nestes julgamentos. As comunidades trabalham um ano inteirinho por aquele momento e o mínimo que se possa exigir é que haja transparência e correção na hora das avaliações. Neste ano coisas estranhas aconteceram . Mais do que o normal.

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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Mudanças culturais

A música erudita e a popular foram as vencedoras do carnaval, em São Paulo e no Rio, onde deveria reinar exclusivamente o samba. Sinal de tempos de inter- e transculturalidade ou adoção de fórmulas que buscam e copiam o que já é sucesso para se associar a ele, multiplicando-o?

Adilson Roberto Gonçalves priadi@uol.com.br

Lorena

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Carnaval do Rio

Que o rei Roberto Carlos merece ninguém discute, mas quem assistiu aos desfiles como eu, não entendeu o porque de algumas notas. No quesito bateria por exemplo, alguns jurados devem ter coxilado na hora do desfile. As notas recebidas pela bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel foram descabidas, senão absurdas; além de uma nora 9.0 para a bateria da Mangueira que inovou com uma longa parada na bateria. Tais notas suscitaram desconfiança na neutralidade de certos jurados e na vitória da Beija Flor.

Paulo Augusto Nunes Ferreira sweetpappa@uol.com.br

São Paulo

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Esse cheiro de mofo

Paulo Barros, o carnavalesco da Unidos da Tijuca, está coberto de razões. Se o enredo da Beija-Flor fosse "Do Mar das Pérolas e das Areias do Deserto à Cidade do Futuro - Dubai, o Sonho do Rei Maktoum", não pegaria nem o 5º lugar. Com o "rei" Roberto Carlos, unanimidade nacional, mesmo vivendo grandes emoções... sem palavras, não há jurado que aguenta.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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Indigestão

Muito mais que o almoço à Shirin Abad, a azia maior de uns e outros ficou com a leitura do ocorrido nos jornais.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O ditador da vez

O discurso dos ditadores e tiranos do oriente médio tem sido sempre o mesmo, os invasores do Ocidente querem roubar seu petróleo, e que resistirão até o fim na sua guerra santa. Na verdade o que acontece é o oposto. Vem a guerra de palavras, chega na chantagem da destruição dos campos petrolíferos, atinge ao ponto do escudo humano de civis inocentes e acaba como sempre:fuga e esconderijo com os milhões pilhados dos recursos do seu País a custa da miséria humilhação e opressão do seu povo. Para Saddam Hussein não deu certo. Kadafi é o ditador da vez.

Roberto Cabral cabralhoje@bol.com.br

Maringá (PR)

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Líbia

Conjugando a '' ajuda '' aos rebeldes líbios

eu proponho

tu estudas

ele equaciona

nós vacilamos

vós enrolais

eles, os líbios, morrem

Stanislaw Cordeiro ratles2@hotmail.com

São Paulo

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A ONU acima das potências

Razões terão os Estados Unidos para manter, em todos os mares , porta-aviões altamente equipados para futuras e eventuais atuações bélicas que, nos azados momentos, as estratégias que Pentágono poderia indicar e seriam ou não adotadas. Há históricos precedentes bem e mal sucedidos, que não vêm ao caso, mas, sem dúvida, tal vigilância ainda constitui um alerta sobretudo aos desatinos que tiranias de décadas, a afogar direitos humanos, findam culminando. Igualmente, sem se afastar as boas intenções, que as infraestruturas econômicas nunca deixam de apoiar, não se pode dizer que obtiveram o esperado êxito as recentes intervenções no Afeganistão e no Iraque, como também não é de bom tom lembrar-se o Vietnã. Mas, sob Obama, mudou-se o espectro e deve-se louvar a ''hesitação de Washington'', a que se refere o ESTADO (10/3, A10). O governo ianque é agora o principal opositor a uma imediata intervenção militar na Líbia. A dupla Barak-Hillary considera viável o que todo o mundo espera, mas dever antes ter o aval do Conselho de Segurança da ONU. Sem dúvida, a sangrenta reação de Kadafi aos ventos da liberdade há de ter fim com a sua deposição, mas se findou a época, sobretudo prevalente na chamada Guerra Fria, em que duas potências, com discórdia, dividiam o policiamento do planeta.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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Situação embaraçosa

À manipulação errada do telefone celular em que postava mensagens no Twitter, custou uma situação embaraçosa á ministra da Secretaria de Coordenações Social da Presidência ,Helena Chagas. Na mensagem , a ministra reenviou por equívoco, mensagem que havia recebido de um maluco aonde ele denegria a imagem de Sarney,Lula e outros políticos.Para nossa sorte o controle que dispara as bombas atômicas do mundo, não estão acoplados no celular da ministra,se não estaríamos perdidos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Descoordenação motora ou ato falho?

A ministra Helena Chagas (Comunicação Social) efetuou um retweet (retransmissão de mensagem twitter que havia recebido) em seu microblog. Alertado por um assessor, disse ter sido um ''engano de operação'' atribuído a à sua ''total descoordenação motora''. Ao enviar a mensagem que incluía Sarney e Lula na ''raça devoradora'' que ''envergonham e dão nojo'', a ministra pode ter cometido um ato falho em concordar com o texto ou, realmente, ter se enganado. Em tempo de mídia social e vigilância de milhões de seguidores do Twitter, as autoridades precisam se precaver mais e não agir como cidadãos comuns, pois uma mensagem sua tem significado ''oficial''. É muito perigoso que autoridades ajam dessa forma, assim como ministros do governo anterior, e até mesmo o ex-presidente Lula, que assinaram documentos e decretos ''sem ler'' como o declararam após a repercussão negativa dos mesmos. Serenidade e ponderação é o que se espera de nossos governantes e seus auxiliares diretos.

Edison Roberto Morais ermorais@uol.com.br

São Paulo

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TV Brasil

O governo Lula já findou, mas continuam surgindo fraudes e escândalos que aconteceram no seu governo. O Estadão de hoje, dia 10/01, aponta em sua capa a fraude da TV Brasil apurada pelo TCU. Envolve Claudio Martins (filho do ex ministro Franklin Martins), e até o próprio, com o fato de terem contratado a TECNET, empresa na qual trabalha Claudio, e da qual o ex-ministro tinha sido presidente do Conselho de Administração. Quanto mais se mexe com as trapalhadas de Lula, mais ela cheira mal. Franklin também mostrou a sua verdadeira face. Vamos aguardar o que mais será apurado na ''herança maldita'' deixada por Lula.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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A caravana passa

TCU confirma fraude em licitação da TV Brasil. Continuo, todos os dias, a ler noticias, ver vídeos, ouvir comentários, assistir ''condenações'' de acusados de corrupção. Não vejo punição nem, em especial, dinheiro recuperado. Continuo, todos os dias, a comprovar a máxima: Os cães ladram e a caravana passa.

Carmine Maglio Neto carminemaglio@yahoo.com.br

São Paulo

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Escândalos

Diariamente, logo pela manhã, ao abrir um jornal constato que o Governo petista instalado no Palácio do Planalto chafurda mais e mais na lama. Com ele afundam a honra e o caráter do povo brasileiro.

José Carlos Cruz

Osasco

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Mais uma...

Há um festival de absurdos que nos assola diariamente e é difícil enumerá-los dado o imenso número de notícias e episódios.

Se não fosse verídico imaginaríamos que era invenção de humoristas ou de terroristas dispostos a fazer de nosso país um grande hospício. Uma delas é a última sobre o ex guerrilheiro combatente do Araguaia, ex presidente do PT, ex deputado, mensaleiro ainda atual José Genoíno. Não tendo conseguido se reeleger nem com a ajuda de Tiririca agora ganha seu prêmio de consolação sendo nomeado assessor de Nelson Jobim no Ministério da Defesa. Isso não passa de um reconhecimento ao petista que jurou por todos os santos que não havia nada de errado com a contabilidade do partido que presidia, no ápice do escândalo do mensalão ( que Lula quer fazer crer que nunca existiu ) deu entrevista no programa Roda Viva da TV Cultura afirmando ser tudo uma conspiração e vertendo lágrimas sobre sua prisão como guerrilheiro, episódio sobre o qual todos sabemos a verdade.

No Brasil só morre pagão quem não é petista.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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PMDB

Que vergonha! O PMDB, o maior partido do Brasil, ocupa uma sala com 146 metros quadrados sem pagar o aluguel por isso desde 2008. A última vez que pagou um aluguel de um mês, foi no ano de 2008 R$5.621,00. Depois disso, babau teta pública! Mas de acordo com informações de funcionários da tesouraria do PMDB, nada mais foi pago desde então. Se o aluguel estivesse sendo pago corretamente, já teriam entrado nas contas da Câmara mais de R$200 mil, é dinheiro público evaporado nas mãos dos peemedebistas. Isso, enquanto a Câmara esteve sob a direção do ex-deputado Michel Temer, e ainda, os cofres públicos irão contemplar esse partido com R$33 milhões, dinheiro tirado da sociedade brasileira. O Brasil, realmente está precisando de uma grande reforma moral, antes que lhes acabem.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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Pretensões de Kassab

As pretensões de Kassab sobre a formação de um novo partido e uma eventual candidatura ao governo do estado, tem recebido o incentivo e o apoio de seus pares, políticos e amigos que estejam pensando em levar vantagem, sejam elas quais forem. Seria como o anúncio da construção de um novo aeroporto no

interior do estado ou a mudança da capital para região distante da cidade de São Paulo. Todos que quisessem se beneficiar, de alguma forma, correriam para adquirir terras adjacentes e garantir bons lucros no futuro. Políticos principalmente, amigos, correligionários e os que buscam vantagens, podem estar com Kassab mas, e a população estará de acordo?. Apoiarão as pretensões do atual prefeito? Nos últimos tempos, a mim ele não tem agradado.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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PDB

Os políticos brasileiros vão ter agora mais um meio para penetrar no castelo dourado onde se manipulam as astronômicas verbas que alimentam o pantagruélico apetite por dinheiro dos nossos legisladores e governantes. Não é propriamente a chave do tesouro, mas o veículo - "ônibus político" como já está sendo chamado - para lá chegar. O PDB de Kassab será o trigésimo partido político a ingressar nessa bacanal sem ética em que se transformou a política brasileira onde, para atingir seus objetivos, agremiações eleitoreiras convocam para os seus quadros, contraventores e criminosos "sub judice" e até analfabetos funcionais que lhes possam render votos.

Arnaldo Amado Ferreira Filho amadofilho@terra.com.br

São Paulo

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A orfandade de São Paulo

Por inexperiência ou ingenuidade, a gestão de Luiza Erundina à frente da Prefeitura de São Paulo foi um fiasco. Chalita também não me convence com seu ar de moço bom e guru de autoajuda. Mas não posso deixar de louvar as opiniões dignas e éticas dos dois quanto ao descalabro promovido pelo Sr. Kassab, com quem desperdicei meu voto nas últimas eleições. Ao juntar o oportunismo e apetite do PSB com os seus próprios, Kassab cria um Frankenstein político que deve atender pelo nome de PDB ou coisa que o valha. Erundina e Chalita engrandecem suas biografias ao querer deixar o partido para não se ver afundados numa legenda-trampolim e ao lado do próprio Kassab (e outros menos relevantes nas urnas, como Paulo Skaf e Guilherme Afif). O PSB pode ter no Nordeste a expressão e representatividade de um Eduardo Campos. Em São Paulo, é o ovo da serpente de um novo PMDB sem escrúpulos, a semente de um ''Partido Da Boquinha'', sempre ao lado de quem estiver por cima. Pesquisei o nome de seu Presidente local, Márcio França. Mesmo ''ficha-suja'', acabou aninhado como Secretário de Turismo pelo recentíssimo ex-adversário... Alckmin! Em resumo, nesse balaio de gatos, nessa ação entre amigos, nesse conluio de projetos meramente pessoais, Erundina e Chalita fazem bem em se mandar. São Paulo, órfã de líderes, naufraga moral, política e - abandonada à própria sorte - literalmente.

Jussara Siqueira jusiq33@gmail.com

São Paulo

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Reforma para aperfeiçoar

A reforma política voltou mais uma vez à pauta. O senado até já começou a coletar sugestões sobre onze temas. Este temário reformador ficou balofo, um pouco menor seria melhor. Mas esta é a pauta. O Estadão tem feito um grande serviço ao dar inteligibilidade às propostas em circulação e também espaço editorial às opiniões reformadoras. Os vários textos que saíram sobre as mazelas da coligação proporcional têm sido salutarmente contra-balançados com outras alternativas. Se eu fosse propor o modelo que mais me apetece, defenderia uma guinada para o parlamentarismo e o voto distrital puríssimo. Mas a temperança me faz ver ''reformas'' muito mais como etapas de aperfeiçoamento do que como oportunidades de revolução. Para se fazer uma curva é necessário se aproximar com a velocidade correta, escolher o melhor contorno, manter a estabilidade e sair dela com força para voltar a acelerar. Nossas naus institucionais, a meu ver, também pedem algo assim. Por isso, preferia ver pulular mais as formas de se melhorar nossos atuais institutos eleitorais do que a propaganda dos substitutos diletos de cada um. Esta atitude destrutivo-construtiva esquece que há uma tradição que os lastreia. Exemplifico minha súplica com três dos nossos ornitorrincos eleitorais. A lista aberta é um dispositivo que fortalece o eleitor. O coeficiente eleitoral fortalece o partido. A coligação proporcional pavimenta a governabilidade no nosso presidencialismo. Naturalmente, os três dispositivos precisam ser melhorados para se evitar estelionatos eleitorais. Não só o do voto em fulano que acaba elegendo beltrano, mas também a desertificação de eleitos em zonas verdes de eleitores. É o caso dos votos do interior que só fazem aumentar o número de vagas para os candidatos da capital. Ao invés de acabarmos com a lista aberta, poderíamos valorizar este instituto com medidas simples. A lista aberta do partido não comportaria número de nomes maior do que o de vagas em disputa. A mesma regra valeria para as coligações. Seria facultado aos partidos subdividir sua lista geral em sublistas regionalizadas. Nesses casos, para facilitar a eleição de representantes de minorias cujo eleitorado raramente está geograficamente concentrado, os partidos poderiam também oferecer uma sublista especial, não zoneada, junto com as sublistas regionalizadas. O coeficiente eleitoral não precisaria ser abolido, bastaria mudar a ordem de sua aplicação. Atualmente o coeficiente eleitoral distribui as vagas entre as listas e depois há a classificação do nome mais votado até o menos votado. Se as vagas passagem a ser distribuídas primeiro entre as listas, depois entre as sublistas, depois entre os partidos coligados e só no fim entre os nomes, as principais distorções da coligação proporcional seriam evitadas, mantendo aberta a chance de coligações ideológico-programáticas, ainda que hoje tenham serventia puramente fisiológica. A sucessão dos cargos eleitos pelas listas proporcionais que ficassem vagos obedeceria a ordem de classificação da lista do partido ou da coligação. A vaga proporcional seria portanto da lista proporcional. Esgotada a lista e mantida a vacância aí sim se fariam novas eleições. Apesar das nossas idiossincrasias, tentemos pelo menos uma única vez aperfeiçoar uma tradição, mesmo que à contra-gosto. Quem sabe assim, os partidos se constrangem em engavetar tudo novamente.

Alexandre Pires alelucas@gmail.com

Santo André

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Negócio da China

Que beleza o cidadão ser parlamentar nesse país, um verdadeiro negócio da China. Pode ser condenado pela justiça federal, municipal ou estadual que nada acontece. É o caso do deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), tantas vezes ocupando as páginas dos jornais por ilícitos praticados durante seu mandato e agora condenado por improbidade administrativa e irregularidade na aplicação de recursos públicos. O juiz João Batista Machado impôs a Paulinho o pagamento de multa civil, a ser revertida para a União, de cerca de R$ 1 milhão. A ação civil movida pela Procuradoria da República aponta "esquema de atos

fraudulentos orquestrados pelo corréu Paulo Pereira, presidente da Força Sindical e coordenador da Unidade Técnica do Banco da Terra, responsável pela operacionalização do Programa da Fazenda Ceres". Por outro lado, o deputado disse que não sabe de nada. Isso nos faz lembrar de alguém que em oito anos sempre negou as falcatruas de seu governo usando do mesmo expediente: "Não sei de nada". Que vergonha! Até quando vamos tolerar essa safadeza e esse descalabro dos homens que são eleitos para fiscalizar as contas e proteger os cidadãos?

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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Quem sai aos seus não degenera

A deputada distrital Jaqueline Roriz (PMN/DF) pediu seu afastamento da Comissão de Reforma Política da Câmara, alegando: ''Aprendi que os interesses da sociedade, de um grupo político, devem prevalecer acima de qualquer interesse individual ou vontade pessoal e, neste contexto, solicito a minha substituição na Comissão Especial representando o PMN. Continuarei contribuindo com propostas que façam com que o País encontre mecanismos eleitorais ainda mais democráticos, que ajudem a minimizar as injustiças sociais do nosso Brasil.'' ( é muita cara-de- pau e pura indecência estas declarações, partindo de quem parte) Mesmo porque, não abriu a boca para falar do vídeo em que aparece acompanhada do maridinho, quando foi pegar dinheiro com o mesmo Durval Barbosa, que denunciou o ex- governador Arruda, quando este foi filmado recebendo propina das mãos de Durval. Depois desta filmagem aparecer nas TVs de todo o país, aconteceu o inquérito da PF, em que Arruda foi apontado como chefe de uma organização criminosa para desviar recursos públicos por meio de empresas contratadas por seu governo, e este acabou sendo cassado. Esta senhora Jaqueline merece bem aquele ditado: '' quem sai aos seus não denegera'', já que é filhinha de Joaquim Roriz, que dispensa apresentações.Infelizmente não será cassada, pois seus coleguinhas defenderam a tese de que investigação por quebra de decoro só abrange atos praticados no curso do mandato. Assim se posicionaram o líder do DEM na Casa, ACM Neto (BA), Luciano Castro (PR-RR), Jovair Arantes (PTB-GO) e Ricardo Berzoini (PT-SP). Sabe como é , amanhã pode ser um deles a bola da vez. Brasil, um país de pulhas!

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Filha de Roriz

Filha de Roriz a deputada Jaqueline Roriz, foi filmada em situação que parece estar roubando o povo, talvez num processo de corrupção. Quantos políticos já foram filmados cometendo este crime, contra a nação, que mal exemplos estão dando para a sociedade, o que a gente vai poder exigir dos nossos jovens? Que as autoridades não deixam este crime ocorrer sem punição exemplar e sem devolver o dinheiro lesado dos cofres públicos. Será que um funcionário público concursado, teria o mesmo direito de roubar os cofres públicos sem serem presos e retirados seus patrimônios conseguido com este dinheiro ilícito? Todos tem direitos iguais perante a lei ou não?

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

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Demagogia

Brilhante sob todos os aspectos, a matéria trazida pelo ilustre magistrado Ali Mazloum (publicada na pág. 2, 09/03/2011- quando de forma inequívoca explicita a reconhecida demagogia inerente à espetacularização das operações efetuadas por determinado órgão federal. Efetivamente, não passa de um hipócrita e falso aquele juiz que profere sentença baseada em noticiário de jornal e da mídia em geral e não fundamentada exclusivamente na prova dos autos - base da verdade esclarecedora e de forma discreta. Parabéns ao honrado e reconhecidamente competente magistrado.

Jorge Massad jorgemassad@uol.com.br

São Paulo

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Tartufo togado?

Estou indignada com a forma com que o juiz federal Ali Mazloum expressou-se em sua coluna ''Liberdade de Imprensa e de Julgamento'' (Estado, 9/3, A2).

Usou expressões antiquadas e exageradamente formais contrastando com outras em que fez uso de termos carregados de ironia e deixando transparecer que o ataque tem um alvo. Se a referência, entre outros, é ao caso Nardoni...desculpe Meritíssimo, mas estamos fartos de impunidade. Daí a manifestação popular tão desprezada por Vsa. Como leitora, imploro ao jornal que selecione melhor os seus colunistas! Não dê espaço ao ''puxa-saquismo'' e ao ''tiro ao alvo''.

Margareth Magalhães marg.dm@ig.com.br

Santos

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Esperançoso

O artigo ''Liberdade de imprensa e de julgamento'', de 09/03/2011, do Juiz Federal Ali Mazloum, reacende a esperança de que ainda temos juízes preocupados com o interesse público, com a justiça, não apenas com seus próprios salários e mordomias. A coragem de se colocar o dedo na ferida e escancarar esse lado oculto do judiciário nos ajuda a compreender porque tantas injustiças são cometidas. É de juízes assim que a sociedade precisa.

Paprises Verny paprises@gmail.com

São Paulo

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Liberdades

Primoroso e verdadeiro o artigo do juiz federal Ali Mazloum ''Liberdade de Imprensa e de julgamento''. Espero que os magistrados brasileiros leiam e aprendam com a profundidade das palavras do ilustre articulista. Devia ser divulgado por todo Judiciário. Parabéns ao Estadão, parabéns ao Dr. Mazloum.

Rafael de Oliveira Pinho faculdade@amigosdoislam.org

São Paulo

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Em defesa do Estado de Direito

O artigo do Juiz Ali Mazloum publicado anteontem (9/3) merecia estar na primeira página do jornal. É muito bom perceber que magistrados que defendem o Estado de Direito não estão calados.

RICARDO CAMARGO LIMA rcl@mcr.adv.br

São Paulo

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Liberdade de julgamento

Nossos cumprimentos ao Juiz Federal Ali Mazloum, por sua exposição erudita do direito e politicamente correta (''Liberdade de Imprensa e de Julgamento''). Oxalá tenha passado o momento das ações espetaculosas e midiáticas, cujos componentes eram prisões preventivas arbitrárias, algemas degradantes, personalidades destruídas, embora posteriormente inocentadas. A boa justiça, que parece eternizar-se no imaginário brasileiro, faz-se com simplicidade, energia, comedimento, imparcialidade e coragem, como afirma o articulista.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Castelo de Areia

Engana-se o Ministério Público quando entende que o STJ tende a não arquivar a investigação "Castelo de Areia" da Polícia Federal, devido ao depoimento secreto de um doleiro, que aponta negócios de cambio paralelo e cita como envolvidos na grande tramoia, além dos três executivos da empreiteira Camargo Corrêa, vários políticos, instituições e autoridades. É justamente pela implicação de políticos, Instituições e autoridades, que o caso tem grande chance de ser arquivado, como soe acontecer no país da impunidade.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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CPMF

A insistência de alguns pela volta da CPMF (Contribuição Permanente para a Maximização das Fraudes) só pode ter caráter escuso. A única forma de melhorar o atendimento público da saúde reside em modificar radicalmente a gestão, ir ao encontro da eficiência e evidentemente racionalizar e reduzir os custos que envolvem o atendimento (diminuição acentuada do tempo para os diagnósticos das patologias, prevenção e gerenciamento das doenças crônicas, medicamentos, judicialização, métodos diagnósticos, próteses, etc), enfim, fechar as torneiras da má utilização, do desperdício, da ineficácia e da corrupção.

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

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Reajuste dos aposentados

Mais uma tungada nos bolsos dos aposentados! De grão em grão, logo logo todos aposentados estarão recebendo um salário mínimo. Arrocha os velhos, Dilma!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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Forbes

A lista da Forbes com os bilionários não impressiona na economia global.Entretanto,se considerável parte da população mundial vive com renda irrisória,estes bilhões poderiam ser aplicados em programas sociais contingenciando a fome,as doenças e a miséria do século 21.Apenas o primeiro lugar ostenta 122 bilhões recursos que se aplicados,minimamente,trariam menos desigualdades e minimizariam as perspectivas de

guerras que ameaçam sempre a paz e a dignidade humanas

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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A economia em crise

Muito provavelmente a crise dos países ricos em 2008 vai chegar a todos. É apenas questão de tempo. A desvalorização cambial do dólar, do euro, etc, por exemplo, é uma consequência dessa crise. Não adianta o Brasil questionar. Precisa agir rápido. Interessa continuar fazendo reservas bilionárias de dólares? Interessa manter a alta de juros que, cada vez mais, endivida e fragiliza o país? Por que não retirar, por exemplo, o que for preciso do mercado, através do compulsório? Afinal, a finalidade não é reduzir a demanda? Observação: a China tem elevadas reservas, mas não tem dívida.

Antonio Negrão de Sá negraosa1@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Seria herança bendita?

São mais de cento e vinte bilhões de reais os Restos a Pagar, provenientes do governo anterior. O Ministro Guido Mantega deve gostar de dançar na corda bamba, pois que serviu a dois senhores, aliás, a um senhor e a uma senhora, na atualidade.Certamente não irão dizer, nem ele e nem seus assessores, que se trata de herança maldita. Também não poderão qualificá-la de bendita. Então, todos quietos e calmos. Vão pagar só um pouco do débito. A enrolação fica por conta de todos os dançarinos que gostam do samba da corda bamba...Mas, a pouco e pouco, as verdades vão aparecendo. E pensar que pagam duzentos mil para ouvi-las em tom mavioso...

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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Cortes

Parece até coisa de cartomante! Suely Caldas, em seu artigo de 20/02/11, neste jornal, intitulado: "Dilma e os erros do passado", onde comentava o corte de R$ 50 bilhões anunciado pelo governo, fazia a seguinte "premonição": "...Mas se o ministro aparecer com novo empréstimo ao BNDES, transformando débito em crédito, não há como recuperar a confiança." "Bingo"! Eis que ouvimos na semana passada, o ministro em questão anunciar aporte de R$ 55 bilhões no BNDES. Infelizmente é muito difícil confiar no ministro, incluindo na cota do mesmo, o seu histórico de afirmações descabidas, a exemplo de quando justificou o vazamento dos dados da receita, durante a última campanha eleitoral, afirmando que o problema sempre aconteceu; ou ainda, tentando desqualificar comentários de técnicos do FMI, fazendo alusões ao comportamento "conservador" do mesmo, sem levar em conta a procedente crítica a qual estava sujeita a nossa economia. Acredito que o problema do ministro está na forja onde foi concebido o seu papel à frente da fazenda, para onde sempre foi seu objetivo ir e donde não se vê ausente. Esta forja pressupunha dar sempre boas notícias de acordo com a conveniência do momento, tentando sempre deixar as más notícias fora do noticiário, e não sendo possível dessa maneira, enfeitando-as feito pavão, para que os incautos vissem apenas as plumas do mesmo, cabendo aos jornalistas e mais atentos procurarem o que se escondia debaixo das plumas. Essa verdadeira, ostentação de pavão, parece ser um vício nacional, e estamos ainda longe de outros países, onde podemos levar em conta os discursos dos seus signatários, a exemplo do presidente do FED americano, Bem Bernake, cuja fala é ao estilo "doa a quem doer"! Talvez seja por isso que os EUA são o "porto seguro", mesmo estando em dificuldades, para onde os investidores rumam sem pestanejar, quando as "crises batem na porta". Por aqui, nas "terras tupiniquins" continuamos na mesma, com muita desconfiança, pois apesar do ferreiro ter mudado, a forja (por favor não vamos fazer trocadilhos com a palavra, rs.) continua a mesma.

José Nestor Cavalcante Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

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Carnaval 2011

Roberto, Beije a Flor.

Decio Franco de Almeida bdfpartners@uol.com.br

São Paulo

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