Cartas - 11/03/2012

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

11 Março 2012 | 03h07

Rejeições políticas

As contendas pela satisfação de (questionáveis) interesses político-partidários não autorizam partidos a usar nomes em detrimento do País. Foi o que ocorreu no Senado quando da rejeição do nome de Bernardo Figueiredo para a direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres, por ser petista. Na realidade, caberia aos votantes analisar a conduta, os procedimentos éticos e a vida do apresentado, além de seu currículo. O povo não espera a adoção na Câmara Alta da política franciscana do é dando que se recebe, porque o País precisa de homens dignos e competentes, independentemente de siglas políticas, e não de acertos e conchavos partidários, com interesses voltados para objetivos espúrios e inaceitáveis. Então, com os cofres abertos, tudo fica bem para o PMDB?

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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PMDB x PT

O partido da "boquinha" reclama que a comida anda escassa. E com a proximidade das eleições, então, o apetite aumenta.

VIDAL DOS SANTOS

vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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O PT e o PMDB se digladiam por cargos. E o Brasil? Ora, o Brasil, como sempre, pode esperar.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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Interesse das bases

Todos os partidos que compõem a base aliada querem que a presidente atenda a seus pedidos. Todos, sem distinção, visam a interesses próprios. Nada, absolutamente nada, em prol do Brasil.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

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Sequestro relâmpago

Pelo visto, dona Dilma terá de abrir o cofre - e as vagas nos diversos escalões - para pagar o resgate e ser novamente libertada pelos congressistas da base "aliada".

MARA FONSECA CHIARELLI

mara.chiarelli@ig.com.br

Mogi-Guaçu

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Forças terríveis

Ainda há brasileiros que não entenderam por que Jânio Quadros renunciou. Um presidente que se preza não se submete ao Legislativo para formar a sua equipe de trabalho. Legislativo é para legislar, Executivo é para executar, isso o presidente Jânio me disse pessoalmente. E o que chamou de "forças ocultas", infelizmente, ressurge mais uma vez. Quem negocia cargos para administrar não tem competência para governar.

ALDO MATACHANA THOMÉ

aldo@projex.com.br

Ourinhos

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UPP

Dilma recorre a Temer para pacificar a base aliada. Não seria melhor contar com a expertise da Polícia Pacificadora do Rio?

JOÃO BATISTA PIOVAN

jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

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Triste sina...

... a do PT: fazer alianças espúrias em detrimento das legitimamente concebidas. Tudo em nome de uma governabilidade que deixa muito a desejar. Deu no que deu.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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Governabilidade à brasileira

Que diferença existiria entre a abertura do cofre, principalmente em ano de eleições, e acordos entre facções criminosas na demarcação de áreas de atuação?

LAFAYETTE PONDÉ FILHO

lpf41@hotmail.com

Salvador

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Quinhão

Aqui, governabilidade é o rateio do butim.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

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Toma lá, dá cá

Dilma, hoje presidente, deveria ter aprendido mais com a convivência de oito anos no governo Lula. E não estranhar posições de partidos aliados quanto a apoios. Surpreender-se com a recusa de indicação para certo cargo não é esperado de alguém experiente. Foi assim sempre, e mais intensamente na era Lula, com a criação de ministérios - são quase 40, a maioria inútil - justamente para negociações, feitas especialmente para usufruto de vantagens próprias ou de grupos. Agora também não deve estranhar o que está ocorrendo na Itália na questão do trem-bala, tudo tendo que ver com o fiasco que Lula promoveu mantendo livre e com cidadania, aqui, um matador italiano condenado no país dele. Nada, nada, serão muitos milhões de reais de prejuízo para o Brasil. Mais cuidado, sra. presidente, veja bem com quem anda, para não pensarem que saberão quem a senhora é...

PLÍNIO ZABEU

pzabeu@uol.com.br

Americana

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Bloqueio online

O Estadão noticiou em primeira mão (9/3, A7) que o Tribunal de Arezzo, na Toscana, bloqueou cerca de R$ 36,4 milhões ( 15,7 milhões) de contas bancárias que servem ao Itamaraty na Itália, para cobrir suposto calote aplicado pela Valec, resultado de ação judicial, impedindo o uso desses recursos pela Embaixada do Brasil em Roma. Tal medida, partindo do Poder Judiciário da Itália, serve de lição à leniência de alguns juízes brasileiros que hesitam em determinar o imediato bloqueio online em inúmeras ações de execução de título judicial ou extrajudicial, premiando o mau pagador e postergando ad aeternum a necessária prestação jurisdicional.

WALTER ROSA DE OLIVEIRA

walterrosa.adv@terra.com.br

São Paulo

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Trem-bala

Epa! R$ 607 milhões? Quantos dormentes já estão instalados? Os desenhos estão prontos? Vamos acompanhar esse trem?

SILVESTRE PAIANO SOBRINHO

spaiano@uol.com.br

Belo Horizonte

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Ministro novo

A sua competência no cargo só veremos mais à frente. Mas que o nome dele é de cantor de boleros, isso é. Refiro-me a Pepe Vargas (PT-RS), o novo ministro do Desenvolvimento Agrário.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

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Cartas selecionadas para o fórum dos leitores do portal estadao.com.br

 

LEI GERAL DA COPA

Apesar da teatral indignação demonstrada pelo ministro dos Esportes, o comunista Aldo Rebelo, o fato é que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Velcke, estava absolutamente certo quando disse que "o Brasil deveria levar um chute no traseiro para acelerar as obras da Copa". Tanto assim que, pouquíssimos dias depois da declaração, durante uma entrevista à imprensa internacional, a pendenga que se arrastava nos politiqueiros meandros da Comissão Especial da Lei Geral da Copa, da Câmara dos Deputados, desapareceu como que por encanto, e o texto, aceitando todas as exigências da Fifa, foi aprovada a toque de caixa, criando as condições necessárias para que seja enviada para votação no plenário da Casa. A verdade é que seu Jérôme "acertou na veia". Afinal, basta uma rápida olhada para nosso passado recente para perceber que a lentidão da coisa pública no Brasil funciona, no mais das vezes, em atendimento ao conceito de "criar dificuldades para vender facilidades", o que faz com que a melhor forma de superar obstáculos oscile entre dois posicionamentos: 1) Apelar para o "jeitinho brasileiro", basicamente atendendo aos mesquinhos interesses daqueles que têm o poder de decisão; 2) Partir para a pressão, usando de todo e qualquer artifício que possa constranger ou intimidar aqueles que estão "protelando a solução". O Brasil se dê por satisfeito que entre as exigências da Fifa estejam apenas alguns itens que "estupram" nossos usos e costumes, entre os quais a extinção da meia-entrada para estudantes e a permissão para venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Ainda bem que entre as exigências não estavam alguns outros temas igualmente polêmicos, a exemplo da liberação do turismo sexual e/ou legalização do consumo de outras drogas, além do álcool.

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife

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CHUTE NO TRASEIRO

Não estou me pronunciando em defesa de ninguém, porém o termo "chute no traseiro" é uma expressão muito utilizada na Europa, sendo que lá não é considerada uma ofensa nem tem significado pejorativo. E sim, o intuito do dito é apressar ou dar um empurrão em algo que esteja "pendente" ou "atrasado" para andar mais rápido, no caso, as obras para sediar a Copa 2014. Contudo, Blatter preferiu se desculpar e não dar qualquer explicação para evitar mais polêmicas criadas por Jérôme Valcke, ocasião que o mesmo se pronunciou dessa forma. E o governo brasileiro resolveu aceitar a retratação da Fifa. Em contrapartida, a agressão desnecessária, apressada, descortês e antidiplomática de Marco Aurélio Garcia, secretário especial para Assuntos Internacionais (imaginem se não fosse especial), que o chamou em represália de "vagabundo" e "boquirroto", fica assim mesmo?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SOBERANIA

O Brasil e diversos países têm como princípio fundamental a soberania, que pode ser entendida de forma simples como "autoridade plena e governo próprio, dentro do território nacional e em suas relações com outros Estados". No entanto, diante da iminente crise financeira na Europa, a Grécia perdeu sua soberania econômica por imposição da Alemanha. O inusitado foi a perda da soberania moral imposta pela Fifa ao nosso país. É certo que a forma pela qual o francês Jérôme Valcke expressou sua indignação com as autoridades tupiniquins não foi politicamente correta. Mas atire a primeira pedra o brasileiro que nunca desejou fazer o que sugeriu o francês diante da inércia, incompetência, ineficiência, má gestão, ladroagem, falta de compostura, insensibilidade, etc. de muitos governantes dessa pátria amada.

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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AINDA FALTA TUDO

Apropriada e cabível a declaração do diretor da Fifa, Jérôme Valcke, quando sugeriu que o Brasil deveria levar um chute no traseiro. Considerando que o Brasil não tem condição nenhuma de realizar a Copa do Mundo em 2014, acho que foi até bem leve. Falta tudo. Aeroportos, hospitais, transporte, hotéis, infraestrutura e por aí vai. Para o representante da Fifa no Brasil, algo a pensar: com o fiasco, o Brasil não perde muita coisa. Fica feio por uns tempos. Mas quem vai passar vergonha por muito tempo é a Fifa. O Brasil está mais preocupado em ganhar a Copa do que realizá-la. Pelo andar da carruagem, não vai conseguir nenhum dos dois. Obs: Não quero que seja um fiasco, pelo contrário, mas caminha nessa direção.

Leandro Spett spett@hotmail.com

São Paulo

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O PONTAPÉ EVITA O VEXAME

O secretario da Fifa não deveria pedir desculpas nenhuma a este pessoal, que se meteram em uma empreitada da magnitude da Copa do Mundo sem tem competência para tal, além de faltar competência, nada é levado a sério e muitos só pensam em levar vantagens, quanto ao chute no traseiro seria bem merecido se fosse possível, mas como não é, basta exigir que se cumpra todas as exigências, pois a Fifa é quem manda, e não esta meia dúzia de ofendidos que entraram nesta fria graças ao maior fanfarrão da história deste País, o maluco beleza, o metamorfose ambulante que foi certo ex-presidente. Se não levarem um pontapé no traseiro agora, o vexame será bem maior em 2014.

Jose Mendes josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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DESCULPAS

O secretário-geral da Fifa, arrependido de suas declarações ofensivas, pede desculpas ao Brasil. E o Brasil, quando pedirá desculpas ao Brasil?

Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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OPOSITOR

Acredito que o Sr. Valcke expressou a vontade e o sentimento do que os brasileiros - não sindicalistas, não ligados ao lulopetistmo - gostariam de fazer. Finalmente, alguém se voltou contra o petismo. Valcke para presidente!

Newton Carlos Araujo Kamuchena n.kamuchena@gmail.com

São Paulo

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QUESTÕES IDIOMÁTICAS

O secretário da Fifa disse que traduziram erradamente sua frase se donner un coup de pied aux fesses significaria apenas "acelerar o ritmo". Ah, bom! Então o inesquecível Top Top do ministro Garcia poderia ter significado, na época, apenas "tapar para não se ver ". Ainda aposto um café que vai acabar tudo em pizza, pedido de desculpas, etc. e este francês bocudo, mas com muita propriedade, vai seguir comandando a Copa junto com o nosso desgoverno.

Odair Picciolli odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br

Extrema (MG)

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QUE VENHA A COPA!

Pequena análise da nossa realidade. Mês passado, fui à Espanha a trabalho. O tempo que eu, cidadão brasileiro, levei na inexplicável fila da imigração brasileira foi de aproximadamente 25 minutos. Já na tão temida entrada na União Europeia, eu, estrangeiro, levei menos de 50 segundos para passar pela imigração na Espanha. Detalhe: não havia fila. Tinha uma pessoa sendo atendida na fileira que eu escolhi e foi o tempo de eu chegar para ser chamado como próximo. Na saída do Aeroporto de Barcelona, fila de taxis à espera de passageiros. Na volta, para que eu, estrangeiro, saísse da União Europeia, dessa vez pelo aeroporto de Frankfurt, novamente sem fila, levei um tempo menor que 20 segundos. Ao entrar no meu país, eu, cidadão brasileiro, tive que enfrentar 20 minutos de fila. Já na hora de pegar um táxi, que no aeroporto de Guarulhos é pré-pago, fiquei 10 minutos na fila para pagar e retirar o Ticket do Táxi da Guarucoop. Com o Ticket já pago em mãos, fui direcionado a outra fila. Nenhum táxi à espera de passageiros e sim mais de 25 passageiros alinhados à espera de um taxi. Foram mais 30 minutos para entrar num carro da Guarucoop. Total 40 minutos (Fila da compra do Ticket + Fila do Taxi). E que venha a Copa do Mundo!

Anselmo Carlos Fiorini a.fiorini@ig.com.br

São Paulo

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PERSPECTIVAS PESSIMISTAS

Jérôme Valck não deixou de falar a verdade. De acordo com o andar da carruagem, os preparativos para a Copa de 2014 estão bastante atrasados. Infelizmente, as precisões são pessimistas e o cenário em 2014 deverá ser mais ou menos o seguinte: estádios inacabados (inclusive o Itaquerão), aeroportos congestionados, atrasos nos voos, extravios de bagagens, falta de hotéis, transportes coletivos deficientes e inúmeros outros transtornos que os turistas deverão enfrentar. Sobre a segurança nem é bom falar. E, para culminar, só vai faltar a seleçãozinha do Mano não ganhar a Copa.

Adolfo Zatz dolfizatz@gmail.com

São Paulo

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RECICLAGEM

Se o Brasil pretende ganhar a Copa de 2014, aconselho que o técnico da Seleção, Mano Menezes, vá, urgentemente, para a Espanha, fazer um curso de reciclagem no Barcelona com o técnico Pep Guardiola. Craques temos muitos!

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

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HEXA

1. A Nação descalça.

2. A Pátria de chuteiras.

3. A cueca cheia de dinheiro.

4. A impunidade descarada.

5. A governabilidade à pão e circo.

6. Deus é apátrida.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A CORAGEM DE REPETIR

A frase 'Brasil precisa de um chute no traseiro' foi corajosa e muitíssimo bem empregada. É isso mesmo que o Brasil precisa ouvir para aprender a ser um país sério. Essa frase deveria ser dita aqui no Brasil diariamente pela mídia, em alto e bom som. Pena que não exista um macho que tenha a coragem.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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ESTÁ LIBERADA

Por exigência da Fifa, nossas autoridades liberaram a venda e consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol durante a Copa do Mundo. Pressuponho que nossas autoridades não observaram que aqui no Brasil já temos problemas de sobra, ou será que observaram e acreditaram que, com tantos problemas existentes em nosso país, mais um não fará diferença?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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QUEBRANDO O PAU

A violência nos estádios de futebol não deve ser associada ao consumo de bebidas alcoólicas em suas dependências internas. O pau quebra de qualquer jeito porque as torcidas (organizadas) vão para os jogos como quem vai para a guerra. Comemorar gols tomando uma geladíssima desce redondo como a bola. Ânimos exaltados e violência gratuita merecem cartão vermelho e expulsão de campo. Bola pra frente, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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QUESTÃO DE HONRA

Manter a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol durante a Copa do Mundo de 2014 não representa nenhuma quebra de contrato com a Fifa, porque não existe nenhuma minuta, anterior à aprovação da Lei Geral da Copa, exigindo a sua liberação. Se liberar o consumo, o Brasil se curva vergonhosamente diante do interesse de patrocinadores estrangeiros do evento, atropelando a legislação vigente.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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DEPOIS DA COPA

Por causa de um patrocínio a uma Federação Privada, o Brasil vai mudar a sua legislação e aprovar o consumo de álcool nos estádios. Quem nos garante que depois da Copa essa lei não vai se incorporar definitivamente na legislação brasileira para que uns e outros, ou, melhor, os mesmos, não lucrem também com idênticos patrocínios?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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LEI DA VERGONHA

Os nossos políticos ficaram furiosos e velozes em relação a declaração do Sr. Jérôme, da Fifa. Que os Brasileiros deveriam tomar um pé no traseiro para agitarem as coisas, isso é uma grande verdade, e a declaração mostra o relaxo com que fazemos as coisas aqui. Até aí, podemos perguntar quem é este senhor. O que não podemos é concordar com a aprovação de se permitirem bebidas alcoólicas nos estádios.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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DE RICOS PARA POBRES

A Copa é um evento de países ricos para países ricos, o Brasil quis inovar e transformá-la num evento de países ricos para países pobres - em tudo, pobres em dinheiro, moral, ética e vergonha na cara. Está aí o impasse formado com escolas de samba quando o Brasil foi eleito sede da copa 14, cuja finalidade imediata era apenas eleitoreira do sr. Lula!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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A VELHA FIFA

A Fifa ao invés de dar "chutes" no traseiro do Brasil, deveria ter agido com prudência e coerência e ter eleito um país mais apto a promover tal evento, que é a Copa do Mundo. Agora, ficar mandando um garotão, recém saído do banho de sol artificial para nos dar reprimendas, não ajuda nem um pouco a imagem daquela instituição, envolvida em nuvens de dúvidas sobre compras de votos e corrupção, nem para a imagem da gloriosa Terra Brasilis, que assim como a Fifa, é tão afeita a desvios e malfeitos, especialmente nos últimos 9 anos, como nunca antes visto neste país e cuja herança "bendita" do falastrão ex presidente, que nem falar pode mais, tal o estágio da doença que o acomete. Será que a dona Fifa aprendeu a lição ?! Preparem-se para lucrar menos, pois vocês estão lidando com verdadeiros profissionais. Esses, sim, lucrarão muito!

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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OS PAGADORES DA CONTA

Se contribuímos com o INSS anos a fio, senão para termos direito a uma aposentadoria... Portanto, se configura uma injustiça contra a sociedade brasileira, que está financiado em bilhões do FGTS a construção de estádios de futebol e reformas de clubes para a Copa do Mundo de 2014 sem que se tenha o direito a gratuidade na entrada para assistir aos jogos? Como entender isso? Se é o povo quem financia por intermédio do FGTS, certamente, teria de ter o direito de assistir aos jogos gratuitamente, não é justo? Bastaria que o cidadão apresentasse a sua Carteira de Trabalho nas catracas e pronto! E por qual razão pretendem cobrá-los, uma vez que é o trabalhador quem financia? O pontapé é em nosso traseiro!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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COPA X EDUCAÇÃO E SAÚDE

Repentinamente apareceram verbas de todos os lados para financiarem aquilo que a Copa necessita (e que alguns sonham que será construído e operacionalizado em tempo hábil). Contudo, o país continua com as mesmas carências, especialmente nas áreas críticas de Educação e Saúde. Na tentativa de tudo continuar caminhando como já está (para o fundo do abismo), nossos governantes irresponsavelmente liberam verdadeiro tiroteio de notícias sensacionalistas, tentando divergir o pensamento não só das classes menos privilegiadas, como também daqueles que ainda estão "com a cabeça fora d'água". Qualquer ser pensante que conheça nosso país manifesta surpresa perante o vasto capital à disposição de obras nababescas (12 estádios, 14 aeroportos, 120.000 km de estradas, etc...; e que logo após um eventual evento esportivo - seja ele qual for - serão em sua grande maioria imprestáveis para nossa população carente) e a ausência de interesse do governo em direcionar esse montante para o investimento essencial necessário. Na realidade, e seguindo a teoria clássica do achaque governamental desde Roma antiga, o governo federal demonstra querer dar, literalmente: pão e circo (e como está conseguindo oferecer isso!). Proponho uma tomada de consciência nacional, com apoio irrestrito da grande imprensa, demonstrando a real necessidade de mudança da Copa para outro país, antes que seja tarde demais e passemos vergonha eterna na mão de irresponsáveis "nacionais e internacionais", pois quando estivermos com o prazo mais apertado ainda, surgirão (das trevas) os grandes salvadores da pátria, querendo executar obras (que já deveriam estar prontas) imediatamente (e sem as adequadas licitações, visto que não haverá mais tempo), dessa maneira dobrando ou triplicando os orçamentos, e o que é pior, sem controle algum, com toda a certeza! Imaginem o que não falará um Jérôme Valcke quando estivermos com maiores problemas na execução de todo esse circo da Copa... só que ai ele terá razão e terá uma torcida grande junto (apenas a comunidade internacional decepcionada...). Os dirigentes da Fifa são muito mais experientes no assunto do que qualquer um de nossos políticos, e sempre demonstraram certa antipatia na aprovação do Brasil para sediar a Copa; isto posto tenho convicção que a eventual multa de não realização do evento por aqui seria contornada de alguma maneira "governamental", afinal de contas foram eles que meteram o país nesta aventura. Copa sim, mas em outro país, que já tenha feito a lição de casa e investido esse montante astronômico que é necessário naquilo que tem que vir antes em um país: Educação e Saúde! Copa aqui, quando tivermos reunidos condições necessárias para tal; atualmente é uma enorme irresponsabilidade assumirmos essa proposta.

Antonio C. de S. Queiroz Cardoso Filho acardoso@acardoso.com

São Paulo

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TROCA DE COMANDO NA CBF

Assim como já havia feito anos atrás quando a CPI do Congresso Nacional quase o afastou do comando da CBF, mais uma vez o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, tirou uma oportuna e providencial 'licença médica' para tentar se safar das inúmeras denúncias e acusações de corrupção e fraudes feitas contra ele. Pessoas dignas e corajosas costumam enfrentar de frente os desafios e problemas. Lutam o bom combate e não fogem da luta. Se for para cair, caem em pé e sabem perder com estilo e classe. Bem que Teixeira poderia fazer um grande favor ao povo brasileiro e aproveitar a 'deixa' da licença médica para se afastar de uma vez por todas e para sempre do comando do nosso futebol".

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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HAJA MEDALHAS

O presidente da CBF Ricardo Teixeira pediu afastamento de suas atividades por motivo de saúde,assume o cargo José Maria Marim. Quem sabe agora o Brasil ganhará mais medalhas, até porque Marinho é apreciador de medalhas.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BRASIL REAL X BRASIL DE PALANQUE

Os números são implacáveis. O governo errou, para baixo, na taxa da inflação e para cima, no Produto Interno Bruto (PIB). Este é o melhor dos mundos prometidos na campanha? Quanto desses valores negativos está diretamente relacionado a tal governabilidade, novo nome dado à velha chantagem política e ao loteamento vergonhoso do aparelho estatal?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO E JUROS

Mesmo que em tese se possa discutir, e que em outros países não seja assim, na experiência brasileira recente se tornou uma evidencia que juros altos reprimem (não sei se controlam) a inflação. O problema é o tsunami monetário despejado nos bancos dos desenvolvidos, que não tendo nada o que fazer com ele em suas economias estagnadas e de juros negativos, vêm buscar os nossos maiores juros do mundo, valorizando o real e derrubando a competitividade internacional do país. Se baixar muito os juros a inflação volta, e medidas pontuais de estímulos e taxações não vão resolver. Por outro lado, toda essa dinheirama externa seria muito bem-vinda se fosse para reforçar nossa fraca poupança interna no investimento produtivo, diante de um oceano de carências. Na economia globalizada a soberania está nas instituições e não na nacionalidade do dono da fabrica. O cavalo está passando selado á nossa porta, mas para montá-lo precisávamos de um salto do mercado interno. Isso só seria possível com a "refundação" do salário mínimo em linha com a produtividade-padrão da economia, coisa de umas quatro vezes o atual, o que só pode ser feito dentro de um plano no recorte do Plano Real, que realinhasse os preços relativos em torno dessa nova referencia de repartição. Mexe com preconceitos arraigados, mas, por favor, não se trata de "tirar do rico para dar ao pobre", mas de crescer muito mais para todos, dentro de um, novo equilíbrio em que, aí sim, a inflação seria controlada, e não apenas reprimida. A crise ainda vai durar e nessas horas é preciso ousar, como Getúlio - goste-se ou não dele - ousou, na crise dos anos trinta, ao comprar montanhas de sacas de café para queimar, dando suporte à industrialização do país.

Rogério Antonio Lagoeiro de Magalhães lagorog@uol.com.br

Teresópolis (RJ)

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É A COMPETITIVIDADE!

Conforme a matéria do Estadão (9/3), a redução de juros (Selic) é interessante para incentivar o consumo (demanda), o que não é o caso no momento, e o que preocupa mesmo é a falta de competitividade dos produtos nacionais, para melhorar o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

Sempre é bom lembrar também, que a diminuição da taxa Selic não faz efeito tão grande nas taxas de juros cobradas para os consumidores em geral, e é só comparar os juros cobrados pelos bancos estatais como Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, com os juros dos bancos privados. Para fortalecer a indústria nacional, será que uma diminuição dos encargos governamentais , não ajudaria a melhorar de imediato a competitividade do nosso produto para enfrentar prováveis importações?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CADÊ AS REFORMAS?

Aparentemente o objetivo do governo não é mesmo o de governar. Parece que os planos políticos de poder são prevalentes sobre melhorar as condições brasileiras na área econômica e por conseqüência, o índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o custo Brasil, a falta de infra estrutura em geral e outros benefícios de saúde e educação à população. Isso fica muito claro tendo em vista o fato do governo ter uma grande maioria no Congresso e até, uma importante presença no judiciário e no entanto, não busca fazer as reformas prometidas e absolutamente necessárias. Como definiu o Financial Times com muito acerto, o Brasil faz o "voo da galinha". A cada crescimento segue-se inflação em alta, combatida pelo aumento de juros. Isso induz à uma queda do crescimento e para corrigi-lo o governo reduz os juros. Enquanto não realizarmos as reformas, para o que este governo teria condições se interesse houvesse, continuaremos esse "voo". O ano de 2011 foi uma demonstração de que seguimos caminho errado tendo tido a pior taxa de crescimento da America Latina, só superando Cuba e El Salvador e mantendo-nos entre as 10 piores nações em IDH (84º lugar) e ainda uma das últimas colocadas em distribuição de renda. Quanto mais percorreremos nesse caminho já que, com o maior empregador, a indústria, em decadência, o cenário em breve poderá ser de desemprego, estando a taxa atual começando a preocupar?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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APARÊNCIAS

A histeria nacional que caracterizou a eleição de Lula, homem do povo, em 2002, com a promessa de novas abordagens para velhos problemas, impediu que algumas vozes sensatas fossem ouvidas, recomendando vigilância, pois pairava no ar a desconfiança de que a sociedade acabara de cair na maior armadilha eleitoral de todos os tempos. O recebimento, após pouco tempo de governo, de propinas por assessor do chefe da Casa Civil, a ópera bufa e ao mesmo tempo trágica do mensalão, o maior esquema de corrupção de que se tem notícia, com posicionamento ambíguo e supostamente alienado do presidente Lula, constituíram, dentre outros, sintomas que, inequivocamente, revelaram os verdadeiros propósitos dos recém-chegados. Os inchaços ficaram tão expostos que os petistas históricos e idealistas, constrangidos, se afastaram, dando lugar aos pragmáticos que fazem da manutenção do poder um fim em si. E assim, de aparência em aparência, chega-se a 2012 com a triste constatação de um aumento de PIB em 2011 de 2,7%, contra os 3% da Alemanha, em crise, e, segundo a Presidente Dilma, um dos responsáveis pelo nosso fraco desempenho. Agora vêm as medidas emergenciais e apressadas, gerando apreensão na sociedade. Rezemos.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FGV E A VERDADEIRA DEFLAÇÃO

Será que alguém poderia informar aos cidadãos brasileiros o Supermercado onde a Fundação Getúlio Vargas (FGV) fez as pesquisa e constatou uma "deflação nos preços dos alimentos"? Cada vez mais estamos nos aproximando do modus operandi dos nossos "hermanos" argentinos que vivem com ilusões sobre o verdadeiro índice de inflação em seu País. Engana-me que eu gosto Fipe eficiente!

Leila E. Leitão

São Paulo

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FALA MUITO...

Arrotar caviar é com o petismo mesmo! Se esbaldam afirmando que têm US$ 360 bilhões em reservas cambiais! A Dilma dá aconselhamentos até para governos da zona do euro! E que tudo no Brasil, supostamente inventado pelo Lula, está uma maravilha! Pois é! Tudo seria um sonho perfeito, se o governo brasileiro não desse um calote através da estatal Valec, em empresas italianas, no valor insignificante (para o PT) de R$ 36,4 milhões! Resultado: o governo italiano bloqueou as contas da embaixada do Brasil em Roma! Que papelão Dilma...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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NO GRITO

Sra. presidenta, não se ganha nada no grito lá no Primeiro Mundo. Se a senhora quer enfrentá-los, não é choramingando que estão armando um tsunami econômico que se emocionarão conosco. É necessário preparar o País para um bom combate daqui há 20 anos, se providencias imediatas forem tomadas, tais como:

1) Educação de nível para o povo.

2) Diminuição sensível da corrupção

3) Diminuição sensível do absurdo custo Brasil.

4) Infraestrutura adequada para nossa produção

5) Diminuição sensível dos impostos escorchantes.

6) Vergonha na cara e orgulho de ser brasileiro.

Sei que sou um sonhador, não verei isto acontecer, mas pelo menos deixo um alerta para os enganadores do povo brasileiro, um dia este povo acorda e as cobranças acima virão de tal forma e força, que estes enganadores que oferecem bolsa esmola terminarão pregando sozinhos no deserto.

Cesar Romero Galardo crgalardo@terra.com.br

São Paulo

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NÃO SOMOS CRIANÇAS

Acho que a presidenta tá pensando que tá lidando com criança.Como ela faz um empréstimo de bilhões de dólares para Cuba sem o nosso consentimento?Cadê a democracia do Brasil? Cortou tudo: Segurança, Saúde, Educação pra emprestar pros comunistas! Qual a sua ideologia, presidenta?

Sonia Maria Salzano Gentil soniasalzano@gmail.com

Descalvado

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ACORDO GREGO

Os credores que foram forçados a fazer esse acordo com a Grécia, por falta absoluta de qualquer alternativa, acabaram por adotar aquela máxima bastante conhecida aqui no Brasil, após ter o seu uso oficializado pela ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy: se o estupro é inevitável, relaxa e goza.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CHORO NO GOVERNO BRASILEIRO

A presidenta chorou na televisão.Seu feitor Lulla também chorou bastante no começo do mandato, quando era um promissor político justo e social, o impacto de mulher chorando na televisão em horário nobre é muito grande, causa comoção, sentimentos de piedade e até compartilham a tristeza do choroso. Desculpe-me, presidenta, mas, a meu ver, presidente não chora por motivo tão banal. Os navios inaugurados com bilhões públicos e nunca navegados nunca foi chorado, as obras do São Francisco, ferrovias fantasmas, aeroportos saturados, estradas em péssimas condições nunca mereceram uma lagriminha sequer. Tanto ministro trocado e absoluta falta de comando e autoridade é um motivo real para o mais copioso choro, os olhos do Planalto ficam secos para isto! A meteórica ascensão do super empresário Lullinha Jr. é um motivo para baldes e baldes da melhor lágrima possível, olhos secos também. Choro real aparece nos olhos de necessitados do sistema educacional, atendimento nos hospitais públicos, vítimas da insegurança, órfãos dos exorbitantes juros bancários, pagadores de impostos, isto sim é motivo para choro. A observação da Fifa, sócia aí de vocês no Planalto não merece choro,merece risos, até chorar de tanto rir por uma observação tão acertada, vocês todos aí merecem este chute no traseiro indicado pelo Sr. Fifa, nós levamos estes chutes há anos e não choramos tão fácil assim! Vá chorar na cama de seu Palácio ou em São Bernardo do Campo Presidenta, não aumente a insegurança deste sofrido e chorado povo que lhes sustenta,a todos por aí! Presidente é a maior autoridade, o Marechal Rondom dizia que tinha que dar o exemplo para a tropa e carregar seu próprio embornal! Era um comandante!

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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FICHA LIMPA

O articulista Carlos Alberto Di Franco argumenta (5/3/2012) que a Lei da Ficha Limpa representa o clamor da opinião pública. Acho que se isso for verdade, a referida Lei é paradoxal e desnecessária. Pois se o povo realmente quer eliminar os políticos de ficha suja, tal lei não faria sentido. Bastaria o povo utilizar corretamente o instrumento que ele já tem, o direito de voto. Ou seja, votar somente nos candidato honestos. Nesse sentido, os fichas sujas nem perderiam tempo se candidatando, pois saberiam que não seriam eleitos.

Geraldo Magela da S. Xavier beetolado@yahoo.com.br

Belo Horizonte

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RETROATIVIDADE

Ficha limpa está na Constituição. É dever de todo cidadão brasileiro respeitá-la. E se a assembléia legislativa (minúsculo) quiser mostrar um pouco de dignidade e respeito ao povo de São Paulo, essa lei tem de ser retroativa. Doe a quem doer.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@estadao.com.br

São José dos Campos

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NOSSA TORTUOSA PREVIDÊNCIA SOCIAL

O Fundo de Previdência do Servidor Federal (Funpresp) foi aprovado, com recuos do governo, a vaca do leite interminável e generoso. De todo modo, "meno male". Só que a iniquidade entre os trabalhadores comuns, que amargam um teto de aposentadoria de pouco mais de 3 mil reais, e os privilegiados servidores públicos cujos benefícios provocaram um déficit nas contas da Previdência de 55 milhões no ano passado, persistirá por trinta anos, até 2040, quando apenas os primeiros efeitos começarão a aparecer. É provável que esse sistema dicotômico e indefensável da previdência brasileira jamais se aproxime do justo.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DUVIDO

Esse Funpresp vai dar certo? Eu duvido, pois o governo nunca cumpre a sua parte. O futuro dirá. A Previ está cumprindo o seu papel porque o Banco do Brasil não admitia funcionário com mais de 20 anos ou pouco mais de idade. O Banco, como empresa, deve ter cumprido a sua parte, contribuindo regularmente. O poder público, esse é um desastre!... Mesmo a Petro já enfrentou problema.

Minoru Takahashi minorutakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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A BICICLETA E O TRANSPORTE PÚBLICO

Assistimos às "bicicletadas", em busca do respeito ao ciclista realizadas em São Paulo e outras cidades. Temos de entender que o grande fator de risco ao uso de bicicletas em nossas vias públicas não está no trânsito, mas na educação, tanto dos motoristas quanto dos próprios ciclistas. A má formação e a impunidade levam muitos dos condutores de automóveis, ônibus e caminhões a comportarem-se competitivamente no trânsito, como verdadeiras bestas-feras. Mas muitos ciclistas, suas vítimas potenciais, não têm cabeça melhor. Fazem questão de trafegar na contramão, sobre calçadas de uso exclusivo de pedestres e cometem uma série de transgressões, na certeza de que não serão punidos. Na maioria das cidades brasileiras não há como multar um ciclista, pois não existe registro do veículo e nem do condutor. Ambos são informais. Diante de tantos problemas, seria mais fácil os defensores da bicicleta, em vez de tentar impor o seu uso no caótico trânsito das cidades, exigirem das autoridades a implantação de meios eficientes e seguros de transporte público. O veículo de duas rodas, só para o lazer ou até o transporte em áreas menos críticas...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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REMÉDIO

Acompanho a excelente análise de Creso de Franco Peixoto, publicada no caderno Metrópole do Estadão, na edição de 6 de março de 2012. Como muito bem salientado pelo analista, só existe um remédio para um dos maiores males que afetam nossa cidade. É o transporte coletivo. Mas para isso, é necessário que os nossos governantes, atuais e próximos, assumam o firme compromisso de investir o máximo de recursos públicos disponíveis visando melhorar esse serviço público em curto espaço de tempo. Aliás, a bem da verdade, penso que já passou da hora de repensarmos o formato do nosso principal meio transporte, o metrô. Isso porque, como os recursos dos cofres públicos, aparentemente, não são suficientes para a demanda atual, a única saída será delegar a construção propriamente dita e a operação do sistema à iniciativa privada. Finalizando, desafio os atuais e próximos administradores da nossa cidade e estado, a melhorar, consideravelmente, a malha metroviária paulistana, construindo, digamos, uns 100 quilômetros de metrô, seja com recursos próprios, seja com o auxílio privado. E que tal fazer isso no prazo de 5 anos? O assunto é sério e assim deve ser tratado, mesmo porque a cidade não aguenta mais tanto crescimento. Com a palavra, o poder público.

Francisco Antonio Bianco Neto franciscoabianco@uol.com.br

São Paulo

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CONTRA

Sou contra a prática de ciclismo na Av. Paulista. Inclusive é comum o desrespeito de ciclistas, mesmo em grupos, de não pararem nas faixas de pedestres no meio dos quarteirões da avenida, quando os semáforos estão abertos para os pedestres passarem; porem, param nos cruzamentos para não colocarem suas vidas em risco. Pior ainda, e muito comum, são ciclistas transitarem sem lanternas à noite.

Marcus Bastos marcusbbm@yahoo.com.br

São Paulo

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QUANTAS MAIS TERÃO DE MORRER?

Ficar chorando o leite derramado não vai resolve o problema do trânsito caótico da cidade de São Paulo, algo tem que ser feito o mais urgente possível para que acidentes como o que ocorreu com a ciclista Juliana Dias não volte a acontecer. Estima-se que no Brasil cerca de 20 milhões de pessoas façam uso da bicicleta pelo menos duas vezes por semana para se deslocar ao trabalho, escola ou faculdade. A ciclista, bióloga de 33 anos Juliana Dias, pesquisadora do hospital sírio libanês que resolveu trocar o carro pela bicicleta e ir pedalando para o trabalho, e foi atropelada por um ônibus que trafegava pela Avenida Paulista com a Rua Pamplona. Supõe-se, que para desviar de um ônibus que fazia uma ultrapassagem, ela se desequilibrou, caiu e acabou atropelada e morta por outro coletivo que não teve como desviar da ciclista no chão. Fatalidade, falta de atenção, falta de educação no trânsito, o fato é que a educação dos motoristas não chega a ponto de respeitar os milhares de ciclistas que pedalam diariamente por São Paulo, e essa não foi a primeira morte na Paulista de uma ciclista, mas que seja a última. Tem que se investigar para saber se ouve só um acidente ou teve algo a mais. A frota brasileira de bicicleta só fica atrás como a quinta no mundo de, China, Índia, Estados Unidos e Alemanha. No entanto se observarmos cidades brasileiras, veremos que estamos longe de conceder a prioridade devida aos ciclistas que têm a bicicleta como modo preferencial para seus deslocamentos, até porque nossos administradores ainda não tem essa visão de investidor em ciclovias. Vejam só o espaço que os automóveis ocupam nas cidades e o espaço do ciclista, ainda sem contar que a bicicleta não polui e ajuda a manter nossa saúde. Ora, por princípio, todas ruas da cidade são cicláveis e universalmente acessíveis. O que então, é necessário para consolidar a bicicleta como meio de transporte nas grandes cidades? Para que ocorra mudança significativa na mobilidade por bicicleta no país será preciso que os vários níveis de governo tracem metas ousadas para os próximos anos evitando assim que mais e mais ciclistas percam suas vidas tragicamente como foi nesse caso da bióloga Juliana Dias e tantas outras que perderam suas vidas no trânsito por ter optado a andar de bicicleta. É lamentável!

Turíbio Liberatto Gasparetto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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MORTE DE CICLISTA

Até quando a gente vai continuar vendo acidente de trânsito envolvendo ônibus, sem as autoridades tomarem uma providência a respeito? Desde as más situações mecânicas, baixo salário falta de experiência do profissional, até falta de respeito pelos passageiros e pelos pedestres. Eles passam em faróis fechados, basta ver o sinal amarelo dos semáforos eles pisam no acelerador, não nos freios, a coisa mais comum ele tentarem intimidar os outros motoristas de moto, carro, pedestres e até o ciclista. Parece que eles ganham por corrida, não por salários, observa-se todas estas infrações sem ninguém se importar, parece que tudo isso são coisas normais, quantas mortes a gente vai ter que ver até que alguém tome uma providência?

Reginaldo de Paula reg.paula@hotmail.com

Campinas

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EDUCAÇÃO DE MATEMÁTICA

58% dos alunos saem do Ensino Médio sem saber Matemática em SP foi a manchete de texto que li na internet em 7/3. Depois de 17 anos de governo do PSDB à frente do Estado de São Paulo, este é o vergonhoso resultado das políticas educacionais desse partido. No dia seguinte, leio à pág. A2 artigo do tucano José Serra, ex-governador deste Estado e ex-prefeito (por pouco tempo...) da capital, portanto co-responsável pessoalmente pela educação no Estado, criticando acidamente os governos Lula e Dilma pela atuação do Ministério da Educação (MEC). Pergunto: José Serra é cara-de-pau, ou não? Não tem espelho para ver a própria careca? Como pude votar em tal personagem?

Sergio Lopes blackfeet@uol.com.br

São Paulo

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DOIS NEURÔNIOS

O cientista Aluizio Mercadante, que acaba de deixar o ministério da Ciência e Tecnologia para assumir o ministério da Educação em substituição ao gênio Haddad que agora pretende destruir a cidade de São Paulo, declarou que "o MEC (Ministério da Educação e Cultura) não tem culpa de o Brasil ser tão grande". Celso Amorim, o grande ideólogo das Relações Exteriores, atualmente, travestido de ministro da Defesa, poderia aproveitar essa constatação de Mercadante sobre a grandiosidade do Brasil e juntamente com a dona Dilma e em concordância com os três chefes militares, fazer uma distribuição do nosso território. O Paraguai certa vez invadiu a então província do Mato Grosso, o que resultou na guerra do Paraguai (que falta faz um Duque de Caxias !). O governo poderia agora reparar essa injustiça e doar o estado de Mato Grosso ao nosso querido vizinho. A Bolívia queixa-se de que o Acre já foi território boliviano, e segundo Evo Morales foi injustamente trocado por dois cavalos brancos pelo governo brasileiro. Uma grande oportunidade para o Brasil se redimir com os amigos bolivianos, devolvendo o estado do Acre aos seus verdadeiros donos, já que a doação da planta da Petrobras não foi suficiente para satisfazer o cocaleiro ( que falta faz um Barão do Rio Branco !). O Rio Grande do Sul poderia ser devolvido ao Uruguai porque fazia parte das Províncias Unidas do Rio da Prata, hoje República Oriental do Uruguai, e foi tomado pelo Império do Brasil na chamada Guerra da Cisplatina. O estado de Roraima, esse não precisa de mais explicações já teve sua situação definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi doado a ONGs internacionais. Aviso aos navegantes: lá, brasileiro não entra, deixou de ser território brasileiro e passou a ser nação indígena. A cidade de Foz de Iguaçu poderia ser doada a árabes muçulmanos e as cidade de Letícia e Tabatinga para os amigos das Farc. Vejam que para solucionar certos entraves administrativos no Brasil de hoje, não é necessário ser nenhum Albert Einstein. O nosso polivalente Aluizio fazendo uso de seus dois neurônios resolve, desde que não seja em dias de tempestade quando eles entram temporariamente em curto como aconteceu há poucos dias. Pondo-se em prática o acima exposto acredito piamente que até 2014 o Brasil estaria reduzido a um tamanho ideal, passando a ter um território compatível com a pequenez da capacidade administrativa da dona Dilma e seus ministros e assim melhor exercer um possível segundo mandato.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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PRÍNCIPE HARRY NO RIO DE JANEIRO

Que haja esquema de segurança é compreensível, agora, fechar o Aterro do Flamengo, por 4 horas, por causa da ida do príncipe Harry naquele local, é uma ofensa à cidade e aos cariocas.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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COLÔNIA

O brasileiro não tem jeito mesmo! Basta aparecer um tipo fantasiado de príncipe para se humilhar como um colonizado! Sem o mínimo senso de ridículo, diante dele sentem-se maravilhados a todo momento baixando a cabeça e rebitando a bunda.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

Garça

 

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