Cartas - 11/05/2010

POLÍTICA EXTERNA

, O Estado de S.Paulo

11 Maio 2010 | 00h00

Desserviço à paz mundial

Cada vez estou mais convicto, pela leitura de editoriais no Brasil e no mundo, que a diplomacia brasileira corre o risco de cometer outro de seus graves erros de avaliação. Usados pelo governo iraniano para ganhar tempo para a conclusão de seu programa nuclear, mais do que outro vexame internacional (a que já estamos acostumados), agora estaremos prestando um desserviço de graves consequências para a paz mundial. Em breve aquele país terá alcançado sua independência nuclear e nós ficaremos conhecidos pela incompetência em tratar de assuntos internacionais relevantes, sendo comparados à inépcia europeia ante Hitler nos anos que antecederam a 2.ª Guerra. Senhores: política externa é coisa de gente competente!

JORGE ANTONIO NAHAS

jgsmi@msn.com

Rio de Janeiro

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CRISE FINANCEIRA

Similaridades

Senti-me de alma lavada com os artigos de Pedro Malan (9/5, A2) e Suely Caldas (B2) sobre as similaridades entre Brasil e Grécia, como manipular dados, gastar inadequadamente e ter um sistema corrupto. Outro ponto é que ambos os países incorreram (ou estão incorrendo) em enormes gastos com Olimpíada, ainda com a agravante de o Brasil ter uma Copa do Mundo no meio do caminho. Não temos garantias de que o País não será a Grécia num futuro próximo, Malan e Suely nos ajudam a pensar melhor nossa relação com o governo, para que no "final da história" não sobre para nós, cidadãos brasileiros, como está sobrando para os cidadãos gregos pagarem a conta.

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

Desafio

Lula, nos sete meses que lhe restam na Presidência, poderia, tendo como referência a Grécia, pôr as barbas de molho. Mudar o comportamento. Governar, em vez de passear e estar em permanente campanha eleitoral. Num lampejo de sobriedade, se não tiver nada a temer, disponibilizar, com toda a transparência, os gastos com cartões corporativos e, numa demonstração de seriedade, de forma exemplar cortar na própria carne, cancelar todos os abusivos benefícios da "bolsa-ditadura", que, de forma indecente, tanto oneram o cofre da viúva. É um desafio. Ele toparia?

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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CONSTRUÇÃO NAVAL

Vamos resgatar a verdade?

Propagandas governamentais e discursos afirmando que a Transpetro acreditou no "impossível" e lançou o desafio de construir 49 navios no Brasil trazem em seu bojo uma inverdade. O Brasil fabrica navios há décadas e chegou a ocupar a segunda posição em construção de mercantes (só perdendo para o Japão) durante parte do período 1956-1973. Os vários estaleiros aqui instalados produziam também navios militares. Nos últimos anos, por falta de encomendas é que vários estaleiros fecharam ou passaram a produzir plataformas marítimas para a Petrobrás. Um dos fatores absurdos que geraram a falta de encomendas foi a praticamente extinção da navegação de cabotagem, que até o final dos anos 80 ainda existia no Brasil, com os famosos "Itas" e outros. Absurdo dos absurdos é que um país com 8 mil km de costa precisa transportar carga por rodovias ao longo dessa costa (até as ferrovias estão sucateadas). Sem falar na navegação fluvial, se considerarmos que Corumbá chegou a ser o segundo maior porto nacional.

EDISON ROBERTO MORAIS

ermorais@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES

Dilma na televisão

Respeitosamente, srs. ministros do TSE, pedimos que os senhores assistam à TV no horário nobre e, assim, vejam pessoalmente a propaganda declarada do PT em prol de sua candidata. São dois vídeos exaltando a candidata, sugerindo que ela seria a continuidade do atual governo e denegrindo o opositor, ao afirmar que este seria a estagnação futura.

PAULO NATALE PENATTI

paulopenatti@uol.com.br

Piedade

Incompetência

Por que o PSDB não consegue demonstrar ao povo brasileiro o que nos mostra o leitor sr. Jaime M. da Costa Ferreira (10/5)?

DEOCILIO MEIRA

deociliomeira@hotmail.com

São Paulo

As aparências enganam

Se para o almirante Mario Cesar Flores "há como uma "difusa percepção" de descompasso entre o usufruto venal do poder, evidenciado nos abusos patrimonialistas e clientelistas praticados" pelas elites políticas, e apenas um "precário retorno em prol da sociedade" (Tendências preocupantes, A2, 10/5), para os homens e mulheres de bem desta nação não há somente uma "difusa percepção", mas uma evidente obviedade. E, ao contrário do que o núcleo duro do poder registra e pensa ser o que ocorre, o número de pessoas que, como eu, percebem aquilo que o almirante diz ser um "descompasso" em todos os sentidos é a maioria. Bem mais que 50% dos votos válidos mais um! Podem até rir sarcasticamente, mas esta minha assertiva ficará exposta e escancarada quando do escrutínio das urnas do próximo pleito eleitoral. O almirante terá uma agradável surpresa.

JOÃO GUILHERME ORTOLAN

guiortolan@gmail.com

Bauru

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OPERAÇÃO WEI JIN

Reportagem histórica

Sensacional a reportagem de Rodrigo Rangel sobre a atuação de Tuma Júnior (8/5, A4). No formato e no conteúdo, traz a marca inconfundível de jornalismo investigativo com respaldo no interesse público, e apenas nele. Minha preocupação é que tais denúncias caiam no esquecimento e na impunidade. Leitor do Estado há mais de quatro décadas, não esqueci que fatos semelhantes apontaram o então ministro do Esporte (edição de 31/12/1998) em ilícitos escabrosos à frente de sua pasta e que caíram no vazio. Até hoje, inexplicavelmente, essa figura pública continua em sua evidência fátua, com a agravante de, nesse intervalo, ter-se envolvido na lavagem de dinheiro grosso do tráfico na Baixada Santista. Que Tuma Júnior e o notório ex-ministro caibam no mesmo latão de lixo da História, que o Estado ajuda a fazer diariamente com sua força moral e seu jornalismo de qualidade formativa.

PAULO NASCIMENTO

paulo.actual@gmail.com

Belo Horizonte

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"E pensar que a UE cogitou de incluir a Turquia... Nada contra os turcos, mas se lhes fossem impostas as mesmas condições, viraria imbróglio Ocidente x Oriente"

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI / VINHEDO, SOBRE O PACOTE DE SOCORRO À GRÉCIA

luiz.penchiari@bericap.com

"Quem disse que não é possível agradar a gregos

e troianos?"

AURELIO DA SILVA BRAGA / BAURU, SOBRE A AJUDA DE

US$ 286 MILHÕES DO BRASIL

branco.braga033@gmail.com.br

"Parece que nem a "ciência pura" está livre da bandalheira política"

ARIOVALDO BATISTA / SÃO BERNARDO DO CAMPO, SOBRE A MATÉRIA "ADESÃO A GRUPO EUROPEU DIVIDE ASTRÔNOMOS"

arioba06@hotmail.com

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL: 2.839

TEMA DO DIA

Lista com convocados à Copa sai nesta terça Dunga será coerente e chamará a equipe dos últimos jogos? Neymar e Ganso dividem a opinião pública

"A "coerência" de Dunga nos renderá um futebol feio, chato e botinudo, que não diverte nem encanta ninguém."

FABIO DE CASTRO

"Não se convoca jogador porque foi bem no Paulistão. Mas levaria o Ganso para ganhar experiência. Neymar pode esperar."

GUILHERME CIMINO

"Ronaldinho Gaúcho no meio, Ganso na distribuição das bolas, Nilmar pela direita do ataque e Neymar pela esquerda."

GILBERTO LAFRAIA

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o Estadão.com.br

Polícia Militar de SP

Já está virando rotina o alto comando da corporação pedir desculpas às mães por seus filhos mortos por excessos praticados por seus subordinados.

Entendo que a função da polícia é manter a ordem e prender pessoas que pratiquem transgressão. Todos devem ser algemados e levados ao distrito mais próximo, para serem enquadrados.

Talvez a PM tenha que rever sua seleção, identificando e não aceitando em seus quadros elementos violentos e que não possuem controle para lidar com situações adversas. Fica a sugestão.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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A polícia tem de ser vigiada

A prisão dos policiais militares apontados como responsáveis pelas mortes em São Paulo, acompanhada do afastamento de dois comandantes, apenas arrefece a indignação popular pelos dois crimes. Também a platitude das palavras do governador do Estado, afirmando que se trata de crimes dolosos - quando há a intenção de matar -, não significa que

outras medidas, no sentido de desestimular ações dessa natureza, não possam ser adotadas. Diante da gratuidade da violência praticada e da total ausência de justificativa para atos praticados por agentes, selecionados, treinados e regiamente pagos para nos prestar segurança, a cidadania não nos permite ficar indiferentes a fatos dessa natureza e a nossa vivência profissional nos obriga a nos manifestarmos a respeito.

Assim, ao secretário da Segurança Pública, que tem demonstrado disposição de valorizar as corregedorias e firmeza no expurgo de policiais criminosos e indesejáveis, fica a sugestão de adotar o exame toxicológico periódico para os seus agentes - mais ou menos como ocorre com os atletas na busca de dopagem -, que se tornaria compulsório

(respeitada as garantias individuais, mas ficando o registro de eventuais negativas) quando se envolvessem em crime, mesmo no caso de ação justificada ! Vale como registro: décadas atrás equipes da corregedoria percorriam a cidade na busca de policiais em situação ou comportamento não condizente com seu cargo ou função - inclusive nos

períodos de folga!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Guarujá

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É SÓ O COMEÇO.

Tenho acompanhado as denúncias que pipocam quase que diariamente, de algum tempo até esta data, no Estadão. Jamais imaginei, contudo, que seria vítima de tudo isso.

Pois foi o que ocorreu em 7 de maio.

Nesse dia, lá estava eu acomodado em uma poltrona da sala de espera de meu escritório, localizada ao lado de um "bebedouro", com a porta da rua aberta para entrada de claridade no ambiente, quando quatro ou cinco meninos, aparentando idades de 11 a 12 anos, alguns fazendo uso de bonés e todos carregando uma sacolinha de plástico, pediram para beber da água daquele aparelho. Autorizei-os, então, para que pegassem os copinhos localizados em um recipiente próprio e eles mesmos os enchessem da bebida.

Sem que pudesse esperar, liderados, ao que parece, pelo maior deles, um moreninho que também usava boné, os meninos começaram a derramar água pelo recinto, acabando por atirar os copos cheios em mim e saindo em desabalada corrida pela rua.

Surpreso pela agressão gratuita e pelo insólito do acontecido, limpei-me, chamei minha funcionária e meu secretário, que não se encontravam no local, e lhes narrei os fatos.

Em seguida, ainda angustiado, resolvi noticiar o triste evento.

Poderiam, alguns, que não enxergam nada além dos limites do perímetro urbano de suas comunidades, rir gostosamente da situação em que me vi envolvido. Outros, talvez, dissessem que isso é irrelevante e que eu, para aparecer, teria enviado esta notícia.

No entanto, aqueles que sabem que a educação é tudo, principalmente para uma sociedade sedenta de consumismo e prenhe de injustiças sociais, entendem que sem amor próprio, sem autoestima, as crianças, nascidas em ambiente promíscuo e impróprio para a convivência humana crescem revoltadas contra todos nós que, pensam, nada fizemos para que pudessem participar da vida.

De nada adianta fazermos belas estradas, avenidas, rotatórias, prédios e festas se não trouxermos essas pobres crianças, que já foram inocentes um dia, para a vida.

Não há juiz ou promotor da Infância e Juventude, conselheiros tutelares ou policiais, por melhores e bem equipados que sejam, que possam frear a onda de violência que já nos atinge indiscriminadamente.

Pior é que somos culpados.

Sim, somos responsáveis, se não diretamente, indiretamente, por não cobrarmos os políticos por insistirem em administrar a violência pela repressão, dando as costas para a prevenção, que deveria basear-se na educação mais primária que existe, desde o nascimento, com vida de nossas crianças.

As nossas casas próprias, os nossos carros, as nossas roupas, as nossas festas, os nossos sorrisos, creiam, devem atormentar essas crianças, fazendo com que dentro delas a força do vulcão da insatisfação e do quase nada que lhes sobra, mais cedo ou mais tarde, estoure de tal forma que atire pelos ares toda uma pouca vida de revolta, tristeza, falta de carinho e atenção indescritíveis, vitimando-nos.

Some-se a tudo isso, o péssimo exemplo dos escândalos de corrupção, acobertados por políticos que querem o poder pelo poder, nada mais.

O momento é grave.

Não podemos esperar.

O País não suportará mais gerações abandonadas.

Crise de segurança decorre de problemas de crise de saneamento básico, saúde e, principalmente, educação, que é o suporte para o crescimento de qualquer sociedade.

Se os políticos não desejam agir pela inteligência, que o façam por economia.

É só o começo.

Oscar Rolim Júnior rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

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Violência Policial

Nessas duas mortes recentes de motoqueiros provocadas por policiais militares, o comando da PM deveria preocupar-se também com o possível uso de drogas por parte de seus comandados, pois só isso poderia explicar tamanha irracionalidade. Neste último caso, na remota hipótese de um jovem reagir à abordagem de 4 homens armados, deveriam ser usados meios não letais, como spray de pimenta por exemplo, ou até mesmo um tiro no pé, coisa que mesmo soldados destreinados poderiam fazer.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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Prisão do chefão da FARC

Tudo articulado e sistematicamente programado. No mesmo dia em que prenderam o chefão das FARC em Manaus, o PT lança propaganda eleitoral com uma Dillma "paz e amor", preocupadíssima com o consumo de crack no País! Tentando se comunicar com voz mansa e de mãe preocupada, falou com uma propriedade como se não fizesse parte do atual governo, cujos oito anos de mandato não só não conseguiram acabar com o tráfico de drogas, como houve um aumento considerável por causa da péssima política de segurança pública exercida pelo governo Lulla, deixando nossas fronteiras totalmente abertas. Em oito anos, os guerrilheiros das FARC que fazem parte do Foro de São Paulo, menina dos olhos de Lulla e PT, tiveram tempo e proteção para montar uma antena poderosa, de grande alcance para contatar clientes traficantes. E só agora decorridos oito anos o governo descobriu? Precisou o candidato Serra declarar que criará um Ministério da Segurança Pública para que o governo resolvesse triturar alguns dos seus (FARC), em troca da continuidade?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Verdade/mentira

Agora que a corrida presidencial já começou, pelo menos a fase das pré candidaturas está a pleno vapor, candidatos dando entrevistas em rádios, revistas e jornais seria importante que regras básicas de vida sejam observadas.

Se um candidato afirmar algo deve ter certeza de que está falando a verdade e de acôrdo com os acontecimentos passados, já que fica muito fácil nos dias de internet e Google achar as informações.

Dilma afirmou que a Lei da Responsabilidade Fiscal foi feita pelo governo PT em entrevista a uma revista.

Será que ela se esqueceu da barulheira que o PT fez contra?

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Milagres do Lula

Pelo que Lula disse, ele está se achando um fazedor de milagres.

Já fez o milagre da multiplicação dos pães e fez o milagre de os pobres virarem classe média.

Só falta fazer um morto se levantar.

Mas, pelo que ele declarou recentemente, está deixando esse milagre para quando subir no palanque da Dilma.

Se ele conseguir, eu vou acreditar que ele é santo.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Motivo de vaia

Lulla e Dilma devem sentir na pele a aversão que os eleitores tem por demagogia e por acusações vazias e infundadas.

Eles precisam saber mostrar como vão fazer para combater a corrupção e o desvio de verbas públicas em seu governo, além de promover um enxugamento da máquina pública, para então, ter dinheiro para investir onde realmente é preciso e necessário para garantir o bem estar do povo brasileiro..... sem paternalismo e sem assistencialismo é claro.

Fóra isso, o resto é só motivo de Vaia...

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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FIM DAS METAS DE INFLAÇÃO

Ao defender o uso da política monetária com o objetivo de administrar o déficit nominal, Amir Khair está, na prática, defendendo o fim das metas de inflação. Além de ser ineficaz do ponto de vista de custo da dívida, uma vez que apenas um terço da dívida está indexado à SELIC, derrubar a taxa básica de juros teria como efeito imediato o descontrole da inflação. Como este não é o único economista do PT a defender este ponto de vista, é de se perguntar se não seria isso que Dilma faria ao chegar ao poder.

Marcelo Guterman margutbr@gmail.com

São Paulo

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PREPOTÊNCIA, MEGALOMANIA OU ...

Lula afirma que não vê possibilidades de perder as eleições. Será que ele sabe de algo que nós ainda não?

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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CAMPANHAS

Somos nós, os contribuintes, os maiores patrocinadores das campanhas políticas. Reportagens da semana passada na mídia confirmam: as empreiteiras respondem por 68% das doações a grandes partidos. Trocando em miúdos: quase 70% da verba arrecadada por PT, DEM, PSDB e PMDB para fazerem suas campanhas milionárias vem justamente das empreiteiras que fecham os maiores negócios com o governo. A lista das principais empresas doadoras coincide com a lista dos que recebem, daqueles que ajudaram a eleger, vultosas quantias na casa dos milhões, e até de bilhões, às vezes. E de onde o governo tira o dinheiro para pagar pelos serviços dessas empresas? Do nosso bolso, caríssimo leitor. As licitações deveriam ser estreitamente vigiadas, diuturnamente.

Iracema Palombello cepalombello@yahoo.com.br

Bragança Paulista

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ELE É CRIATIVO, EM DÚVIDA!

Criatividade não ''lhe'' falta. Domingo deu à luz mais uma pérola: é multi-ideologista, como convém a um ''estadista''. Infelizmente, não lhe foi solicitado que esclarecesse essa sua exótica posição.

Flávia de Castro Lima lgcastrolima@uol.com.br

São João da Boa Vista

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Embuste

Na cerimônia de lançamento do primeiro navio do Programa de Modernização e Expansão da Transpetro, o presidente Lula, como sói acontecer, aproveitou para fazer campanha eleitoral em favor de Dilma. Porém seu discurso foi editado a posteriori, com cortes de trechos mais comprometedores e substituição de sua voz pela narração de uma locutora que dava informações do estúdio, em Brasília. Isso, para mim, é crime em dobro: 1) pela campanha escancarada fora do período permitido e 2) pelo embuste da edição antes de o vídeo ser enviado para retransmissão pelas rádios e TVs de todo o País. Só não vê quem não quer ou está com o rabo preso.

Cléa M. Corrêa cleacorrea@uol.com.br

São Paulo

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FICHAS LIMPAS

Ao assistirmos às articulações petistas para sagrar sua despreparada e irascível candidata à Presidência com o PMDB de Sarney, Barbalho, Jucá, Requião e outras preciosidades da ética política, além de apoios dolorosos de, Maluf, Collor, Paulinho da Força, MST, sindicatos e UNE, submissos a verbas e programas governamentais, o que esperar dos deputados (1/3 do Congresso com problemas judiaciais) quanto às possibilidades de elegermos gente de bem e que possa efetivamente trabalhar pela Pátria?

O Brasil insiste em não levar a sério seu programa de coleta seletiva.

Quem sabe o povo resolva separar o joio do trigo!

João Batista Pazinato Neto pazinato@competence.cnt.br

Barueri

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No ventilador

Esta campanha, medíocre como os candidatos, precisa de alguém que jogue a ex-senadora Heloisa Helena no ventilador. Essa guerreira, autêntica ''Dercy Gonçalves'' da política, diverte a plateia, acusando o mundo e o fundo sem provas -- que ninguém ousa lhe cobrar. Como canta o Roberto Carlos, ''... volte logo; vem dizer tudo de novo.''

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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EDUCAÇÃO

Sábado estava em uma UBS na fila de vacinação. Na minha frente tinha uma senhora de 85 anos, com dificuldades de locomoção, movia-se segurando na grade do muro da unidade médica. Sugeri a ela que sentasse num banco dentro da unidade, quando chegasse a sua vez era só entrar na fila novamente. Ela muito convicta respondeu: "Não, obrigada, eu gosto de participar de tudo, gosto desse movimento, adoro conversar com as pessoas da fila". Um belo exemplo de educação e civilidade para muitos , em particular para os nossos políticos, que vivem passando os outros para trás, pensando sempre em levar vantagens e outras coisas mais sigilosas, só se comunicam com as pessoas em época de eleições, filas só se for do mensalão.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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MERCADANTE E O BNDES

Frase do sr. Mercadante: "O BNDES ajuda São Paulo" (sobre o Metrô). Esse senhor, que pensa em governar o nosso Estado, começa muito mal. Pelo que produz e arrecada, São Paulo é que ajuda o crescimento do Brasil, e a ''participação'' do governo federal em obras em São Paulo é tão somente uma obrigatoriedade, até constitucional, pois vivemos um regime republicano. Por enquanto não necessitamos de esmolas más de investimentos.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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Metrô

É bom que o sr. Mercadante lembre que o empréstimo do BNDES para o Metrô só saiu depois que a imprensa descobriu que tinha ordens do Planalto para não liberá-lo e ''desceu a lenha''. E empréstimo é empréstimo, tem que ser pago.

Armando Gurgel armandogurgel@yahoo.com.br

São Paulo

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Orientação do ministro da Saúde

Parece muito estranha a afirmação do Ministro da Saúde sobre a necessidade de ''sexo diário'' como terapia para hipertensão , quando se anuncia para o próximo mês de junho, o lançamento no mercado farmacêutico, do genérico de uma festejada droga contra a disfunção erétil...

Ernesto Almeida ernestojmalmeida@hotmail.com

São Paulo

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Entrevista com o ministro Temporáo

Mais uma vez o ministro (minúsculo mesmo) se supera, nem parece que ele é médico! Gostaria de saber se também ficou indignado em custear o tratamento dentário da esposa do senador (não sei o referido é de seu partido), pois a classe média que o ministro faz questão de criticar já está cansada de custear as ''bolsas'' da vida das classes baixas sem que estas famílias apresentem contrapartidas (estudo, trabalho...). E o que a classe média gasta com despesas médico-hospitalares é porque o SUS não consegue atender a todos adequadamente, já que para se agendar uma consulta com um dentista o usuário precisa implorar por meses a fio, enquanto a referida esposa do senador foi atendida em consultório particular com despesas pagas pela classe média, através do IR. O ministro deveria se preocupar em diminuir a burocracia do SUS, que faz do usuário uma peteca em busca de guias e troca de guias e receitas para tentar ter o direito, como cidadão e contribuinte, de usufruir o atendimento do SUS, e não criticar os cidadãos trabalhadores da classe média que sustentam este país com impostos absurdos e, além disso, têm de pagar a convênios por um serviço que o Estado deveria fornecer!

Cassia Carlin Malteze cassia.carlin@terra.com.br

São Paulo

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COMODIDADE

Muito cômoda a posição de José Serra ao dizer que não criticará o provável veto do presidente Lula ao aumento de 7,7% para os aposentados acima de um mínimo, ao mesmo tempo que reconhece a necessidade da categoria.

Se reconhece, por que, então, não defende o aumento? Será que a dianteira nas pesquisas lhe confere esse conforto?

Essa postura em cima do muro já dá claros indícios de um presidente ainda pior que o atual para os aposentados acima de um salário, há anos injustiçados e desprezados em seus reajustes.

Habib Saguiah Neto saguiah@mtznet.com.br

Marataízes (ES)

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''ISONOMIA''

Os servidores do Judiciário, que são 125 mil, não têm fator previdenciário, aposentam-se com o último salário da ativa e estão pleiteando 50% de aumento, o que acarretará uma despesa de US$ 8 bilhões.

Já os aposentados que ganham mais que um salário mínimo, que são 8 milhões, têm teto para a aposentadoria e fator previdenciário que achatam ainda mais seus benefícios, reivindicam 7,7% de aumento anual, implicando uma despesa de US$ 5,6 bilhões, e contra isso se levantam jornalistas, consultores, editorialistas, todos carecendo de um maior senso de justiça.

Nada contra os servidores do Judiciário, mas a "isonomia" de percentuais é altamente desejável.

Que tal inverter os percentuais em discussão?

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA gjgveiga@hotmail.com

São Paulo

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PRIVATIZAÇÕES

Em ''Você no Estadão'' (10/5), é transcrita a seguinte frase de João Fabio Bortolanza: ''As privatizações no Brasil trouxeram muito mais prejuízos que vantagens à Nação.'' Ainda bem que não foram privatizadas a Cia. Costeira de Navegação e o Loyde Brasileiro, que devem estar trazendo muitas vantagens à Nação.

Mario Helvio Miotto

Piracicaba

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TELEBRÁS

Atenção, senhores políticos honestos. Poucos é bem verdade. Não deixem que ressuscitem a Telebrás, pois é um cadáver putrefeito que já nos custou muito caro em passado recente. Banda larga nas mãos dos cumpanheiros vai se tornar uma tremenda banda estreita.

Carlos Montagnoli carlosmontagnoli@uol.com.br

Jundiaí

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CASAS POPULARES

O brasileiro tem memória curta ou se deixa levar pela propaganda enganosa com cores partidárias. O presidente Lula, em final de governo e em ano eleitoral, anuncia a construção de 1 milhão de casas populares. Claro que não haverá tempo hábil para esse volume de obras, em função da tramitação legal para aquisição de terrenos, aprovação de projetos, construção e financiamento bancário. Talvez não supere as 200 mil casas, ou 20% do previsto, o que reflete o propósito unicamente eleitoreiro do programa Minha Casa, Minha Vida. Somente no último ano de seu governo percebeu que o Brasil tem um grande déficit habitacional e que os mais necessitados, que se diz defensor, precisam sair das palafitas e das encostas dos morros, para habitações mais dignas. Entre 1979 e 1985, o João Figueiredo, último presidente da ditadura militar, construiu quase 3 milhões de casas populares através do então BNH (Banco Nacional de Habitação), depois incorporado à Caixa Economia Federal. Infelizmente essas verdades são patrulhadas pela grande mídia, enquanto falácias do atual governo são amplamente divulgadas, confundindo a mente do eleitor. Parece que agora somos todos socialistas/comunistas retardatários. É lamentável.

Sergio Villaça svillaca@terra.com.br

Recife

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É fácil gastar o dinheiro alheio

Gostaria de não acreditar que os deputados e os senadores têm de autorizar a ''gastação'' do Lula doando o dinheiro de nossos impostos, como ele faz quase que mensalmente, a países americanos como Cuba, Colômbia, Venezuela, Peru, etc., e agora à Grécia. Entretanto, pelo comportamento desses políticos, que nada mais são do que vaquinhas de presépio, tenho certeza que ele faz isso tudo com a conivência deles. Espero que o eleitor concorde comigo e não vote em todos esses políticos na próxima eleição de outubro, pois é uma questão de moral e decência.

Raul Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas

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CAVALOS DE TROIA

Eis que o nosso influente mais notável - o presidente Lula,(só mesmo na visão de uma revista "Time") - resolve, num ato de absoluta insensatez e desamor pelo seu povo, liberar US$ 286 MILHÕES para salvar a economia grega. Enquanto isso, nega direitos a aposentados; milhões de brasileiros estão subnutridos ou morrem de fome; milhões dormem ao relento, à falta de teto, ou residem em barracos sem a mínima estrutura, por falta de uma política habitacional séria; milhões padecem horrores com a saúde pública cada vez mais agravada pela falta de médicos, leitos, equipamentos e medicamentos indispensáveis à sobrevivência; milhões somos vítimas das drogas que se alastram no seio da juventude, sem coibição efetiva do governo - bairros e cidades já são dominados pelo tráfico e a bandidagem nos encarcera e ceifa vidas. Acordemos! Não dá mais para sermos enganados na ilusão de um Brasil que dizem vai bem enquanto o seu povo vai é mal. Essa é a nossa triste realidade: um caos que nem "cavalos de Troia" conseguem dissimular!

Hildeberto AQUINO hildebertoaquino@yahoo.com.br

Russas (CE)

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ZORBA, o GREGO

Como engenheiro, acompanho, com muita preocupação, a crise da Grécia, berço da civilização ocidental. No mundo globalizado de hoje, qualquer crise, em qualquer país do planeta, produz um efeito dominó. Basta cair a primeira peça e a reação é em cadeia, com efeitos sucessivos. A crise grega lembra-me a conhecida fábula de JEAN DE LA FONTAINE (1621-1695) ''A Cigarra e a Formiga ''. Essa fábula foi traduzida em versos por BOCAGE (1766-1805). Belos versos:

A CIGARRA E A FORMIGA

Tendo a cigarra em cantigas

Folgado todo o verão,

Achou-se em penúria extrema

Na tormentosa estação.

Não lhe restando migalha

Que trincasse, a tagarela

Foi valer-se da formiga,

Que morava perto dela.

Rogou-lhe que lhe emprestasse,

Pois tinha riqueza e brio,

Algum grão com que manter-se

Té voltar o aceso estio.

A formiga nunca empresta,

Nunca dá, por isso junta.''

''No verão em que lidavas?''

À pedinte ela pergunta.

Responde a outra: Eu cantava

Noite e dia, a toda a hora.

- Oh! Bravo! - torna a formiga -

Cantavas? Pois dança agora!

Atualmente, na União Europeia, a formiga da fábula é representada pela operosa Alemanha e a cigarra.

pela simpática Grécia!

Em 1964, foi exibido, no mundo todo, o filme de grande sucesso ''ZORBA, o GREGO'', interpretado pelo ator de origem mexicana, naturalizado americano, Anthony Quinn ( 1915-2001). O filme baseia-se no romance de Nikos Kazantzakis. Conta a história de um escritor inglês que vai à Grécia e pega um navio até Creta, para trabalhar em uma mina que herdou do pai, um grego de nascença. Logo ele conhece um camponês grego, Alexis Zorba ( Anthony Quinn), que também quer trabalhar na mina. Pela sua interpretação no filme, Anthony Quinn ganhou um OSCAR! Os pontos altos do filme são a trilha sonora e a d ança do ZORBA, a cigarra da época !

Estivesse ainda vivo, Anthony Quinn ( Zorba, o Grego) ensinaria os milhões de gregos angustiados de hoje a dançarem ao som da belíssima trilha sonora do filme !!!

BRAZ JULIANO bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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A AJUDA DO BRASIL À GRÉCIA

O sr. Luiz Inácio Viajando Lulla da Silva e o seu ministro da Fazenda, sr. Guido Mantega, dão entrevistas, orgulhosamente, pela asneira que fizeram, afirmando que o Brasil emprestará milhões de dólares ou euros ao FMI para que este ajude a Grécia a sair do buraco em que se meteu. No passado recente, quando precisamos do famigerado FMI, o PT e seus asseclas demonizavam aquela instituição, dizendo que era uma desgraça e explorava o nosso país. Tinha até o slogan: "Fora, FMI! Fora a fome!"

Seria a máxima da incoerência? Ou naquela ocasião o PT pensava apenas em iludir o povo e nas eleições, não no bem e futuro do País?

No entanto, não têm recursos para o ajuste dos aposentados.

Ledo engano desses caudilhos!

Raimundo Félix Silva (Por um Brasil melhor!!!) rfelixdasilva@yahoo.com.br

Niterói (RJ)

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DECISÃO ACERTADA

Apesar de ter recebido muitas críticas, cremos ter sido correta a atitude do governo brasileiro de ajudar a Grécia com US$ 286 milhões. Sabemos que as carências sociais no País são de monta considerável, especialmente nas áreas da saúde, educação e habitação. Todavia o gesto brasileiro tem significado maior que a soma do dinheiro, pois a iniciativa teve boa repercussão no exterior e demonstrou que o Brasil também tem todo o interesse na estabilização dos mercados. Alguns dias de pânico e os prejuízos foram enormes, provocaram vultosas perdas nas bolsas e considerável fuga de investidores estrangeiros. Coexistir num mundo globalizado, infelizmente, tem seu preço.

Francisco Zardetto :fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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GRÉCIA EM CHAMAS

Além da dramaticidade e crueza autênticas que a ampliação da foto escolhida pelo Estadão (Imagens da semana, Aliás, 9/7, J7), a legenda submete-se a complexidade e desdobramentos do fato, com um posicionamento absolutamente correto. Estamos diante de um momento da realidade que cabe mostrar, noticiar; não é hora nem local para opinar. Exemplo de um jornalismo contemporâneo. Parabéns!

Sérgio Paulo Teixeira Pombo sp.pombo@estadao.com.br

Campinas

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SOBRE A CRISE NA GRÉCIA

Que morra o euro!

Viva a velha Europa... Viva a velha ordem!

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

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JEITO LULA...

O ministro Guido Mantega anunciou que o Brasil enviar à Grécia US$ 286 milhões. Pelo jeito, o aposentado brasileiro vai ficar sem reajuste e as estradas federais vão continuar perigosas e cheias de buracos. É o jeito Lula de governar.

Macmiller José Ribeiro macmilleribeiro@gmail.com

São Paulo

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A CRISE ECONÔMICA INTERNACIONAL

O Brasil escapou praticamente ileso da crise do ano passado, que quebrou imobiliárias, bancos, indústrias automobilísticas e outros grandes negócios nos Estados Unidos e serviu para provar que o capitalismo não sobrevive sem o aporte do capital público. Nós sobrevivemos a todas aquelas desgraças recorrendo à renúncia fiscal.

Agora, na crise grega, até onde, numa retração de mercado e de investimentos externos, a economia brasileira aguentaria continuar incentivando a produção e o consumo internos?

As autoridades brasileiras precisam reunir-se com o empresariado e os investidores para traçarem medidas firmes e profundas que evitem ou pelo menos amenizem a chegada da crise que, a partir da Grécia, ameaça todo o mundo globalizado, inclusive o Brasil. Foi o empresariado que ajudou o governo a aguentar a crise americana e só sobrar para o Brasil a dita marolinha. Todos temos o dever de lutar pela estabilidade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SOCIEDADE ELEVADA?

Muito oportuno e exato o artigo de Marcelo Rubens Paiva "Sociedade Elevada", sobre a infeliz decisão do STF de não considerar crime comum a tortura cometida durante o regime militar. Gostaria de acrescentar um pequeno detalhe. Sociedades elevadas e civilizadas não são constituídas somente por leis escritas, mas também por códigos morais e, sobretudo, éticos. Supõe-se que nenhum ser humano, civilizado, é claro, considera a tortura uma prática ética, tenha sido ela realizada antes, durante ou após uma ditadura. Portanto, o STF, ao ater-se à lei escrita e relativizar o ato da tortura, demonstra que nossa sociedade não só não é elevada, mas incivilizada e selvagem. E é nessa condição que atos bárbaros continuam sendo cometidos, impunes, no seio da nossa ''sociedade elevada''.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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MARCELO RUBENS PAIVA

Não se vira a página por decreto. Nunca nada é imposto. Epicteto disse: ''No mais profundo calabouço minha alma é livre.'' Logo, dos dois lados cada um fez o que fez - a guerilha e a ditadura. E a anistia dos ilegais? Essa pode? Tão grande foi a anistia deles que estão aí na boa ''Sociedade elevada é capaz de perdoar''. Perdoar o quê? Os dois ou nenhum?

Qual História traça o perfil estereotipado por um chauvinista depauperado que afirma que pode ser traçado? Galochão, dá uma refletida, se sobrou cérebro.

O começo dessa história foi muito ruim. Horrível, mas não necessita de final pior. Causas devem ser globais, não desabafos de recalques individuais, daquelas que depreciam sorrateiramente as mulheres. XÔ!

Sou contra qualquer tipo de tortura ou posições espúrias.

Rosalina Fujarra Barros Galvão andreafujarra@hotmail.com

São José dos Campos

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ABUSOS DA DEFENSORIA

Crise existencial e monopólio de pobre.

Os advogados privados querem atender os carentes, mas estão sendo impedidos pela OAB e pela Defensoria Pública, que criam regras para dificultar a publicidade e o atendimento ao público, além de tabelas abusivas de honorários.

Daniel Magalhães dammg101@yahoo.com.br

Franca

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PEDESTRE, EDUCAÇÃO EQUESTRE

Sobre o projeto edificante de tentar fazer o carro parar para pedestre passar (10/5, C3), seria oportuno que os estudiosos analisassem mais profundamente o modo como os pedestres atravessam as ruas de São Paulo: fora da faixa, de costas para o fluxo, dando risada, costurando pelo meio dos veículos. Isso fora os irresponsáveis vendedores de muambas, que ficam entre as faixas, ''toureando'' os motoboys, colocando balinhas ensebadas no retrovisor, enfiando água e chocolate pela janela, mais os mendigos e menores de idade fazendo malabarismos, quando deveriam estar na escola! Desde que nas faixas apropriadas, não há razão para não respeitar o ''sinal de vida'', mas para o trânsito fluir deve-se proibir o descrito acima.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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SINAL DE VIDA

O motorista civilizado deveria deter seu veículo antes mesmo do sinal de vida dado pelo pedestre. Assim acontece em várias metrópoles do mundo. Certamente, isso não será possível em certas vias de trânsito rápido e fluxo contínuo, como, por exemplo, na Avenida 23 de Maio, em São Paulo. De resto, na rua o pedestre deve ser o rei. E o motorista apressado deve conter sua neurose, num mundo em que a velocidade do transporte físico perde de longe para o relaciomento eletrônico. O pedestre busca sua residência ou o trabalho, caminha porque caminhar é sadio, ou talvez seja o motorista que conseguiu estacionar seu carro.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Biotônico

Memorável o artigo de memórias intitulado ''O Centenário do Biotônico'' publicado 2ª feira, 10 de maio de 2010, p. C6.

Trouxe-me de volta o perfume e a fantasia da infância!

Aprendi a ler por meio das revistas do Jeca Tatuzinho, e, hoje, sou um dos mais ferrenhos críticos dos descaminhos da alfabetização, o descarrilamento que aconteceu desde que a locomotiva brasileira se perdeu nos meandros sombrios e tortuosos do construtivismo (ver reportagem na Veja desta semana).

http://veja.abril.com.br/120510/salto-no-escuro-p-118.shtml

e a seção de livros que publiquei no site de meu lab aqui na USP (ainda em construção)

http://lanceusp.hdfree.com.br/

Uma confissão inédita e que jamais será repetida: o Biotônico era, realmente, não só muito bom para nossa saúde (eu era criança magrinha que sonhava em fazer um trabalho grande para o bem das pessoas) como, também delicioso. Embora eu tenha sido, sempre, praticamente abstêmio (com exceção de vinho tinto, eventualmente, às referições, como bom descendente de italianos), contam meus pais que, no inverno de 1966 (tendo eu completado 6 anos à época), acordaram sobressaltados no meio da noite com estranhos ruídos na cozinha. Contam eles que meu pai se muniu de coragem e bastão para, pé ante pé, acompanhado à distância prudente por minha mãe, surpreender o gatuno. Quando irrompeu corajoso na cozinha dando voz de comando para assustar o gatuno, qual não foi a surpresa geral! Pai, mãe e irmão de 8 anos caíram na gargalhada quando perceberam quem era o gatuno: Ali, debaixo da mesa, eu, sentadinho no chão, com uma garrafinha recém-esvaziada de biotônico ao lado, a comemorar, levantando o último copinho de biotônico, as lembranças de como o magrinho Jeca Tatu, um dia, se tornou forte de pegar touro pelos chifres!

No dia seguinte levei um sabão!

Mas o sonho era profético: Hoje, aos 50 anos e o porte de prosperidade do médico do Jeca (ver última ilustração de seu artigo), é isso que faço: pego o touro do fracasso escolar pelos chifres, e o domo, doando minha vida às crianças surdas, com paralisia cerebral, com dislexia, e outros acometimentos que, mui infelizmente, uma garrafinha de biotônico jamais poderia curar...! Mas que ela ajuda a ter coragem, ah, isso ajuda! (ou ajudava, antes da mundança da fórmula...)

Meus cumprimentos ao querido amigo José de Souza Martins pelos seus artigos sempre sensíveis e inspirados, que honram a memória, a História, e a identidade de todos nós.

Meu abraço forte e fraterno.

Fernando Capovilla fcapovilla@gmail.com

São Paulo

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