Cartas - 11/09/2010

OPERAÇÃO MÃOS LIMPAS

, O Estado de S.Paulo

11 Setembro 2010 | 00h00

Os amigos

Não bastassem as quebras de sigilo fiscal pela trupe do PT, Lula e Dilma aparecem na TV no horário eleitoral pedindo votos para um ex-governador candidato ao Senado, Waldez Góes (PDT), e para o atual governador, Pedro Paulo Dias (PP), ambos do Amapá, que foram presos pela Polícia Federal por desvios milionários de recursos do erário. Este, infelizmente, é o Brasil transformado pelo Lula. O novo País que o PT prometeu... Precisa mais?!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PÉ-FRIO

Pediu votos para Waldez Góes num dia e olha o que aconteceu no outro...

Cícero Sonsim

c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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INJUSTIÇA!

Prenderam o protótipo de honestidade do PT! O governador do Amapá, melhor amigo de Sarney.

Ronald Martins da Cunha ronald.cunha@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ALIANÇAS POLÍTICAS

Amadurecimento

Segundo a candidata Dilma Rousseff, as alianças com o que há de mais atrasado na política brasileira são resultado do "amadurecimento" político do PT. O "amadurecimento" foi tão rápido que o PT apodreceu.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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NUNCA ANTES NESTE PAÍS

Instituições desmoralizadas

Li e reli o editorial Como nunca antes neste país (9/9, A3). É deprimente, como descendente de família tradicional do sertão do Cariri, lembrar as lágrimas de minha emoção ao ouvir a notícia de que o sr. Lula da Silva fora vitorioso na eleição de 2002. Emoção não como seu eleitor, mas pela consagração de um migrante nordestino e operário brasileiro ter chegado à Presidência de nossa querida e sofrida Pátria. Hoje, envergonhado, uno-me aos cidadãos brasileiros para avalizar a postura editorial do Estadão sobre a hora presente. Como veterano servidor da Nação, causa-me perplexidade o atrevimento do primeiro magistrado do País, permitindo-me estimar que, com o andar da carruagem político-ideológica, estaremos a caminho da instituição da "Gestapo nacional-socialista brasileira", com censura aos meios de comunicação, controle da internet, policiamento do pensamento, subjugo do Ministério Público e da magistratura, domesticação do Congresso Nacional, subordinação das igrejas ao Estado e vasculho oficial da vida particular dos cidadãos. O mais grave são os riscos de as Forças Armadas se esvaziarem no cumprimento da sagrada missão constitucional em face da experiência do novo enquadramento, abaixo do Ministério da Defesa. Risco de nossos guardiães "da lei e da ordem" serem induzidos a exercitar pensamentos doutrinários voltados para o campo externo e, inconscientizados, não se preocuparem com a guerra assimétrica em andamento, já avançada no campo interno. São Paulo não se esqueça dos idos de 1932 e véspera de 1964.

Ney de Araripe Sucupira ney.sucupira@uol.com.br

São Paulo

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ESTRAGO

Parabéns pelo editorial Como nunca antes neste país. Esse texto deveria ser lido em todas as salas de aula e afixado em todos lugares permitidos, tal a força das palavras e a lucidez do propósito. Mas uma pergunta é fatal: quantas pessoas têm acesso a ele? E, das que o leram, quantas realmente terão entendido sua mensagem? Uma ínfima minoria, que pouquíssima diferença representa nas urnas. Quando sabemos que há 15 milhões de brasileiros analfabetos e quase metade da população é analfabeta funcional, já imaginamos o estrago que isso faz numa pseudodemocracia onde o voto é obrigatório! Espertamente os governos nada fazem para reverter tal quadro, pois assim se perpetuam no poder, graças à mediocridade dos que os elegem. Oferecer ao povo brasileiro "consciência cívica e cidadania"... estamos a anos-luz dessa hora. O aforismo predileto do oPorTunista presidente e sua comitiva (ou locomotiva): "Tudo está bem se me convém."

Jonas Tokarski jonastokarski@ricardoxavier.com.br

Campinas

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QUEBRA DE JURAMENTO

Parabéns pela excelente análise do mau comportamento do presidente da República, que atua para defender os interesses de apenas parte da população brasileira, e não como defensor do respeito às leis do País, quebrando o juramento de maior mandatário do Brasil, e não do PT. Infelizmente, apenas a minoria dos brasileiros terá tido a chance de ler o editorial e ainda menos os que terão conseguido entendê-lo.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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ESTADISTA?

Lula nunca agiu como presidente de todos os brasileiros, e sim como defensor ferrenho dos interesses de petistas, tropa de choque, aloprados e companheiros, em detrimento dos demais concidadãos. Essa será mais uma herança maldita que vai deixar por não ser um estadista.

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE DECORO

Se tivéssemos deputados decentes no Congresso Nacional, o presidente Silva teria sofrido impeachment quando disse, no final de 2007, que quem era contra a CPMF era sonegador. Falta absoluta de decoro, que um presidente da República não se pode dar ao luxo de não ter.

Bob Sharp bobsharp@uol.com.br

São Paulo

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COMO NOS ANOS 60

O Estadão e Dora Kramer superaram-se em 9/9 - Como nunca antes neste país (A3) e Presidente partido (A6). Tive a sensação, ao lê-los, de estar vivendo o que meus pais viveram nos anos 60: a luta de um jornal na tentativa de acordar a sociedade do torpor em que se encontra e os recados diretos ao presidente da República, alertando-o para o fundo do ralo moral e ético em que chafurda o País. Tenho a esperança de que o Brasil sairá da neblina, assim como meus pais tinham nos anos 60. Parabéns, o Estadão é muito mais do que exige a dignidade humana!

Paulo Henrique Vieira vieirapv@ajato.com.br

São Paulo

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"Como nunca antes "neçe paiz", um presidente se distanciou tanto da Nação"

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE O EDITORIAL DE 9/9 (A3)

standyball@hotmail.com

"Só porque facilitaste a conquista de bens materiais, queres invadir o nosso lar, a nossa família e tomar a nossa alma? Até quando, Catilina, abusarás

da nossa paciência?"

OSCAR ROLIM JÚNIOR / ITAPEVA, IDEM

rolimadvogado@ibest.com.br

"Em que cemitério está enterrado o Lulinha paz e amor?"

HELENA RODARTE COSTA VALENTE / RIO DE JANEIRO, PERGUNTA PARA DUDA MENDONÇA

helenacv@uol.com.br

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

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TEMA DO DIA

PF prende governador do Amapá e mais 15

Operação visava a desmontar uma suposta quadrilha que desviava verbas destinadas à educação

"Parabéns à PF, que age com fibra para tornar o País menos corrupto. E o Judiciário depois solta essa caterva de ladrões."

JULIA GIOMETTI

"Sempre se desviam verbas destinadas à educação. Manter o povo sem ensino de qualidade é a obstinação dos políticos."

RICARDO JOSÉ FONTES ALMEIDA

"Há seriedade nesse tipo de ação em período eleitoral? O STJ coordená-la basta para garantir a lisura do processo?"

JOSÉ CARLOS SALVAGNI

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Setembro

 

Incensados pela queima da bandeira americana, barbudinhos-bombas destroem e matam.

Passa da hora de dar um peteleco nessa corja. Em tempo: e também em quem os apoia.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com.br

São Paulo

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Terry Jones

 

Terry Jones é o reflexo da classe média norte-americana: antiquada, atrasada e míope. Suas declarações demonstram um grau bastante elevado de falta de discernimento, espírito crítico e senso de realidade. Seu pensamento religioso anacrônico, calcado em teorias alucinantes, é típico da elite WASP, adimiradora da Ku Klux Klan, cuja "ideologia" principal é a segregação de alguns grupos denominados "diferentes".

 Anselmo Fernando Grecco fer.grecco@yahoo.com.br

Votorantim

 

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 A verdadeira razão

 

É de estranhar o fato de ainda nenhum representante do governo federal, como o ministro Celso Amorim, por exemplo, ter atribuído a suspensão da queima do Corão pelo pastor evangélico Terry Jones a uma simples conversinha por telefone com o presidente Lula. Não surpreenderia ninguém mais este, dentre outros vários atos de oportunismo deslavado que este “governo” insiste em capitalizar.  

 

Marcos Ferreira mr.ferreira@terra.com.br

São Paulo

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Maluco quer ver o circo pegar fogo

 

É mesmo o fim da picada, o que não falta é maluco querendo tumultuar as coisas. Com a proximidade da data em que o mundo relembra os atentados de 11 de setembro de 2001, nova polêmica vem tomando conta dos noticiários em todo o mundo. O pastor americano Terry Jones, com jeitão de maluco, sugeriu que na ocasião fossem queimados exemplares do Corão (livros sagrado dos muçulmanos, do Islã). Para lembrar o aniversário  do atentado contra as torres gêmeas, o anúncio foi divulgado pela internet e, devido à ampla adesão, acendeu o alerta das autoridades, preocupadas com as consequências de um ato insano, irracional, desse maluco. A Casa Branca condena a ação, enquanto mulçumanos em várias partes do mundo promoveram manifestação de repúdio e ameaçaram iniciar uma “jihad” (guerra santa) contra americanos, caso o grupo cristão insista em queimar os livros sagrados publicamente. Mas tudo leva a crer que o bom senso vai imperar, o pastor acusa o islamismo de ser obra do demônio e inúmera as razões para atear fogo nas cópias do Corão. Segundo o pastor, a intenção seria “expor a verdade” ao mundo. Porém resta perguntar: qual verdade? É fato que vivemos num mundo onde as pessoas são cada vês menos tolerantes e insistem em impor suas verdade aos demais sem pensar nas consequências. Precisamos lembrar que cada um crê no que quiser e se quiser. Enquanto não aceitamos isso, vamos ser abrigados a conviver com ações que nos remetem à Idade Média. É lamentável! Que fique só na retórica...

 

Turíbio Liberatto  turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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 Construção de centro islâmico no marco zero

 

Verdade ou folclore, consta que o velho Adhemar de Barros dizia que deixaria de se opor à existência do Partido Comunista no Brasil se o deixassem instalar um diretório do seu PSP em Moscou.

 

O mesmo raciocínio deveria valer quando o assunto é a construção de mesquitas ou centros islâmicos no mundo ocidental. Será possível construir igrejas ou mesmo professar livre e publicamente a fé cristã na Arábia Saudita? Ou no Irã? Ou não é fato que recentemente um cidadão brasileiro foi preso no Egito, acusado de proselitismo, por terem sido encontrados exemplares da Bíblia em seu carro?

 

Se temos de ser tolerantes a ponto de quererem que os nova-iorquinos aceitem a construção do centro islâmico a duas quadras de distância do marco zero, porque não se requer essa mesma tolerância por parte dos muçulmanos?

 

Carlos F. Micheletti cfmicheletti@terra.com.br

Ribeirão Preto

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 Desistiu.

 

O pastor americano anunciou a suspensão de planos de queimar o Corão. Ainda bem que ele  ouviu bons conselhos.

 

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Condutas insanas e prejudiciais não podem ficar impunes

 

Não se queima apenas o Corão, mas qualquer livro, religioso ou não, em que foram depositadas ideias, ainda que absolutamente contrárias às nossas ou ao próprio senso comum da humanidade. Não se destrói o Mein Kampf, em que pesem a péssima qualidade da obra e seus efeitos deletérios sobre a raça humana. O pastor pedestre e insignificante conquistou os poucos minutos de celebridade cuja falta o atormentava e já reconsiderou sua posição insana. Contudo declarações públicas que podem provocar comoções de consequências drásticas deveriam ser punidas, civil ou criminalmente, considerada a periclitação das relações estáveis entre os povos que provoca, sob pena de outras personalidades doentias provocarem idêntico estremecimento entre as gentes.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DEUS, JEOVÁ E ALÁ NO SÉCULO 21

 

É chegada a hora de cassar o mandato desses incompetentes, pseudopacifistas, que só sabem exigir e prometer.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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Pior a emenda que o soneto

 

E Fidel agora dá o dito pelo não dito. Depois de surpreender o mundo com declarações ao um jornalista americano sobre a ineficácia do modelo cubano, o velho ditador volta atrás e alega que não foi isso que  disse, inverte os fatores e, só para não variar, põe a culpa dos males do mundo no “império”. Faz-me rir... E eu lá vou acreditar na versão retificada do macróbio tiranete? O jornalista americano levou até testemunha!!! Ele vai negar também a autocrítica sobre a perseguição aos homossexuais no paraíso comunista ou sobre a questão dos mísseis nos anos 60? Na verdade, ele disse tudo isso, sim, conscientemente, e só remendou uma mal ajambrada marcha à ré porque a coisa deve ter pegado mal para a corrupta e incompetente Nomenklatura da ilha caribenha. Fidel pode até já estar gagá, mas burro não é e tem consciência, sim, da m... que fez em Cuba e com os cubanos. Aliás, a volta atrás pode também ter sido engendrada a rogo de seus áulicos latino-americanos do Foro de São Paulo (brasileiros incluídos, claro, e principalmente em época de eleição de “poste”), porque a autocrítica castrista poderia “queimar o filme” deles (dela). Esta última hipótese é muito, mas muito provável. É só ler na mídia as declarações de apavorados velhos “comunas” brasileiros, antecipando a “retratação” do “comandante”: que ele não deve ter dito bem aquilo, foi mal interpretado, coisa e tal... Me engana que eu gosto.

 

Mario Delfin Mendes Suárez

São Paulo

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“El comandante” piscou o olho

 

Mea-culpa de Fidel Castro? Para a nossa geração, que durante décadas ouviu falar “da unidade monolítica e indissolúvel” da URSS, abrangendo não só as Repúblicas asiáticas que a compunham, mas também as nações satélites da Europa Oriental, e depois assistiu ao esboroamento em pó como um castelo de areia daquela ficção burocrático-militar no tempo de um ou dois anos; que observou a China maoísta do mais extremado radicalismo, a China da Política das Cem Flores, do Grande Salto Para Frente, da Revolução Cultural, tornar-se o país do capitalismo selvagem do século 21; para a nossa geração, repetindo, parecia que não haveria mais surpresas que o encolhido mundo comunista pudesse apresentar-nos. Mas eis que de repente “el viejo comandante” surpreende a todos com uma entrevista-bomba a um jornalista americano (!!!) por ele próprio convocado e diz algo que pode perfeitamente ser entendido como um mea-culpa, embora, por razões óbvias, não o tenha dito expressamente: “O modelo (econômico) cubano nem sequer funciona para nós.” As interpretações são muitas, variando das oportunistas, para manter o poder nas mãos do irmão e dele, em vista da necessidade das reformas urgentes combatidas pela linha dura inflexível, ao desejo de melhorar a sua biografia, já que não tarda muito que o líder cubano se transforme em História. Os aliados ficam incomodados, o boquirroto Hugo Chávez se cala e Oscar Niemeyer declara não acreditar, “aguardando um pronunciamento mais claro.” Essas reações externas são normais e compreensíveis, mas eu penso aqui na pessoa dele: como ele, tendo feito uma revolução que implantou um regime que já dura mais de 50 anos, reage diante da sua própria constatação de que não funciona? Sente alguma culpa? Será que não passam pela sua cabeça pensamentos do tipo: meu Deus, o que fiz? Entreguei a minha vida a uma causa errada? Fiz meu país, do imortal campeão de xadrez Capablanca, perder 50 anos de sua História? Estas cogitações me vêm à cabeça porque me lembro de ler declarações de Giancarlo Pajeta, um comunista histórico italiano já falecido, em que confessava sofrer mais no período de esfacelamento do comunismo após a queda do Muro de Berlim, no qual sempre acreditou como um artigo de fé,  do que nos anos de sua prisão nos cárceres de Mussolini. Se Fidel Castro não sentir algo semelhante, sua declaração é puro cinismo.

 

Paulo Afonso de Sampaio Amaral drpaulo@uol.com.br

São Paulo

 

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Pobre Venezuela

 

Fiel discípulo de Fidel como é Hugo Chavez, só vai reconhecer que fez tudo errado daqui a uns 40 anos (já ficou 10 anos no poder).

 Se bobear, a “Nomenklatura" petista é capaz de dizer que Cuba deu errado por excesso de democracia.

 

Luiz Henrique Penchiari Jr. luiz.penchiari@bericap.com

Vinhedo

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O legado de Fidel

 

Em seu mea-culpa histórico, Fidel Castro reconheceu a falência do modelo cubano, inclusive tomando responsabilidade pelas perseguições contra diversos grupos e etnias durante esses 50 anos. Isto é um registro histórico para que as futuras gerações saibam que a ditadura comunista não presta para nada. Oportuna reflexão nestes tempos de eleição aqui, no Brasil.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Ajuste de contas

 

O Fidel Castro passou mais de ano entre a vida e a morte e voltou agora bem liberal e arrependido de tudo de errado que fez. Nada como uma boa conversinha com Deus para mudar a cabeça, hein!

 

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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Milhares de cadáveres depois

 

Fidel, num relance de sabedoria tardia, admite que o regime cubano não funciona, tirou a liberdade do indivíduo, dando pouco em troca, quase nada.

Pena que esta constatação só ocorra depois de milhares de cadáveres. Mas, como diz a sabedoria popular, antes tarde que nunca, ainda dá tempo de explicar pessoalmente isso ao Lula, já que ele nunca lê, antes que ele possa se achar tentado a executar aquelas ideias que os companheiros têm depois de uma boa dose de cachaça.

 

Márcio M. Carvalho

Bauru

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Sem escada

 

Com sua declaração, Fidel Castro deixou muita gente pendurada na brocha.

 

Fabrizio Guidi fabrizioguidi@terra.com.br

Monte Verde (MG)

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Arrependimento Tardio

Como uma espécie de arrependimento, o ditador Fidel Castro  saiu da clausura para reconhecer que o regime comunista falhou. Só não falhou para os que governam a ilha com mãos de ferro. Estes, sim, estão milionários, até os irmãos Castro participam da lista da Forbes dos bilionários do mundo. E seu povo sofrido não tem liberdade nem de ir e vir. Milhões de cubanos perderam a vida na tentativa de sair da ilha, como prisioneiros de consciência  e  no paredón.  Duas gerações que não sabem o que seja o sagrado direito de ir e vir, esse é o legado que o terrível ditador deixa. Mesmo reconhecendo o erro, a ditadura continua. Esse é o sofrimento do povo cubano que vemos hoje, o resto é o resto.

 

Jose Pedro Naisser  jpnaisser@brturbo.com.br

Curitiba

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Fidel, Chávez Lula e Madre Tereza de Calcutá

 

Será mera coincidência a repentina lucidez que levou Fidel Castro a reconhecer erros de seu passado, a dar conselhos pacificadores a Ahmadinerjad, a surpreendente declaração de amor e respeito feita por Chávez aos judeus? Todas essas coincidências, que fariam a Madre Tereza de Calcutá sentir-se orgulhosa, e o fato de Lula simultaneamente estar revelando uma faceta de ditador quando debocha dos juízes, da lei e de seu adversário político parecem revelar a existência de algum plano diabólico traçado no Foro de São Paulo. Basta esperar.

 

 

Amâncio Lobo amanciolobo@uol.com.br

São Paulo

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Roda da Santa Casa

 

As últimas declarações do embalsamado ditador cubano, sobre a situação da economia da ilha, que há cinco décadas vem dirigindo com mão de ferro, há de ter deixado a esquerda intestina na situação daquele pintor que teve retirada a escada, ficando no ar de brocha na mão.

Órfãos de um modelo econômico, sem qualquer alternativa para o discurso até então empregado, será preciso muita astúcia para continuarem a bater na tecla dos pedágios, negando os avanços que o neoliberalismo proporcionou aos brasileiros, todos conectados via celulares, navegando na internet sem restrições.

 

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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Delírio

 

 

Ao reconhecer o fracasso de sua revolução e bajular os judeus, Fidel Castro, no fundo, sonha em ser recebido por Barack Obama na Casa Branca. Primeiro, Cuba Libre tem de deixar de ser só uma bebida.

 

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Múmia

 

Desde que Fidel Castro retornou à cena política, o velho déspota se ocupa em praticar o revisionismo - muito tardio - do retrógrado substrato ideológico que rege o sofrido cotidiano do povo cubano. Depois de declarar que o modelo econômico de Cuba não funciona para o seu povo, o “profeta do óbvio” tenta agora apaziguar os radicais do Partido Comunista, o único e antidemocrático partido da ilha que foi descoberta por  Cristóvão Colombo.

Parece que Fidel acordou de um sono de décadas e se deu conta de que a humanidade está em pleno século 21.  O comunismo, hoje, tal como a múmia de Lenin, exposta num mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou, é uma mera curiosidade histórica.

Só resta saber se os atuais arroubos do “grande comandante” se converterão, efetivamente, em melhoria do padrão econômico, eleições amplas, imprensa plural e pleno direito de liberdade e expressão para os cubanos.

 

Túllio Marco Soares Carvalho http://www.tulhadotullio.blogspot.com/ 

Belo Horizonte

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Até Fidel

Como é a vida! Após décadas destilando ódio, começando pelo "paredón" e prosseguindo com perseguição e prisão políticas, e submetendo por todo esse tempo o povo cubano a um rigoroso regime político, Fidel Castro, enfim, começa a admitir que o comunismo não funciona. Infelizmente, deixou seguidores na América Latina, que aspiram a praticar em seus países o mesmo tipo de regime, imaginado por um parasita chamado Karl Marx, que vivia de mesada. A União Soviética ruiu, todo o Leste Europeu se libertou, até a China vai mudando aos poucos, mas os dinossauros por aqui continuam esperançosos.

 

Paulo Braun paulobraun01@gmail.com

São Paulo

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Ideologia

Depois dessa do Fidel Castro, o que têm a dizer os ideólogos de plantão?

 

Marcos Antonio Scucuglia sasocram@ig.com.br

Santo André

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Só falta morrer

Depois de mais de 50 anos como ditador sanguinário da "ilha paradisíaca" para os petralhas, o réu confesso mudou para melhor?

Todos sabem que, quando uma pessoa está à beira da morte, sempre acontece uma melhora. Fidel melhorou, confessou seus crimes, redimiu-se (???), agora só falta levantar um pouquinho a mão para que o diabo o puxe de uma vez por todas e o leve para as profundezas do inferno.

 

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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Exaustão

Fidel é demais... Nesta altura da vida consegue arrebatar a mídia de todo o mundo soltando uma obviedade que todos estão cansados de saber há décadas: que o modelo cubano se exauriu. Ora, melhor seria dizer que nasceu exaurido, falido e caquético... E justamente por causa disso a ilha vive em estado de permanente decadência desde a década de 50. Visitem Cuba. Para mim valeu muito a pena assistir a um "regime exaurido", foi uma aula desagradável e ao vivo de como a esquerda é capaz de piorar o que já estava ruim. Lamentei muito pelo que vi o povo cubano estar sujeito. Uma viagem sofrida que senti na pele – e no estômago (em Cuba se usa banha de porco na comida, e toda ela é rançosa em função do racionamento de energia elétrica) -, mas necessária para todos aqueles que escolheram usar seus neurônios com independência. E que os eternos apaixonados fidelistas brasileiros não coloquem a culpa no embargo americano pela exaustão cubana, não. O Muro de Berlim e a União soviética caíram na década de 80 - de podres, mesmo.

Mas reconheço, Fidel, assim como Lula, é mestre em se colocar sob holofotes, nem que seja por parolear mesmices e sandices que ele, inteligentemente, divulgou ao mundo, mas zelosamente sonegou a informação ao povo cubano. A frase de Che "socialismo o muerte", de repente, pode ser lida como "socialismo es murte" - por supuesto.

P.S.: Favor avisar aos amigos Zé Dirceu, Lula, Dilma, Chávez et caterva que o charuto cubano vai subir de preço...

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Pouca diferença

O projeto "bolivariano" de Chávez é como a lepra: terrível, evidente, toma de assalto, tritura o que estiver no caminho e se espalha dolorosamente pelo organismo. Lula não precisa se referir a heróis do passado: o Grande Libertador que ele conhece é ele mesmo... E o projeto lulista é como o câncer: avança sorrateiramente, insidiosamente, vai ocupando todos os órgãos, parece que tudo vai bem e, de repente... tudo está tomado! Do STF ao Corinthians, passando pelo Congresso, pelas estatais, pelas agências reguladoras. Qual será o pior? O Lula é um Chávez com um sorriso cínico...

 

César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo

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O México é mesmo aqui...

No Brasil a palavra não vale mais pelo que ela expressa. Sua importância depende do prestígio de quem a profere. Sendo assim, recolhido à minha insignificância, escrevo sem saber aonde elas irão parar, torço apenas para que sejam úteis e sirvam de alerta para os que ainda não acordaram para o disparate que virou a política. Sei que as exceções existem, mas são tão raras que os bons se perdem no meio dos cafajestes, e isso me faz lembrar de um outro país muito parecido com o nosso...

Embora separados por um continente e por diferenças culturais significativas, o Brasil e o México estão cada vez mais próximos no que ambos têm de pior: Violência, narcotráfico, corrupção, pobreza, concentração de renda, políticos inescrupulosos, polícia e Justiça coniventes e também corruptas, e o mesmo discurso de que tudo vai bem. A realidade, no entanto, nos dois países é explícita e chega a doer. O contingente de pessoas vivendo sem perspectivas e de forma indigna é gritante. Os cenários são muito parecidos: as favelas dominam o tecido urbano nas pequenas, médias e grandes cidades nos dois países. Só no Brasil são 25 mil favelas e 60 milhões de pessoas vivendo nelas de forma indigna para seres humanos, ao lado de esgotos a céu aberto, do lixo e da desorganização.

Lá e cá a corrupção, o cinismo, a desfasatez e a mentira permeiam a política e boa parte das instituições governamentais. Segurança pública tornou-se algo praticamente impossível nos dois países, porque os cenários urbanos inviabilizam qualquer tentativa de dominar o crime organizado. Favelas e violência andam juntas em qualquer lugar do mundo e quem mais sofre é quem não tem opção de vida decente. Em comum também o fato de que sem instrução as populações pobres dos dois países seguem alheias, apegadas às migalhas de governos populistas (modelos assistencialistas), contentam-se com "pão e circo". Não por acaso, são amantes do futebol.

A falta de infraestrutura é explícita nos dois países, onde o povo não tem acesso a bom serviço de saúde, nem transporte público decente e a educação é de baixa qualidade . As cidades estão abarrotadas de carros e as obras necessárias não são realizadas no mesmo ritmo da indústria. O único interesse de quem governa é a perpetuação no poder. Tudo isso contribui para que o narcotráfico prospere e tenha as periferias como cenário perfeito, onde pessoas de bem são recrutadas e se tornam cúmplices, graças à falta de emprego e à ausência do Estado onde mais ele é demandado...

 

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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Farsa

Além de parecer uma novela piegas, o programa eleitoral de TV da candidata Dilma Rousseff usa 80% do seu tempo com musiquinhas sentimentais que são de doer no ouvido, e também chega ao cúmulo de utilizar três modelos publicitários para vender uma candidatura como se fosse sabão em pó. O nosso povo só cai nessa farsa se realmente for muito ingênuo, pois com um pingo de inteligência qualquer cidadão percebe que o filme mostrado pelo marqueteiro do PT não passa de uma grande fantasia, ou melhor, uma tremenda fraude. Particularmente, eu gostaria muito de conhecer onde está esse Brasil tão perfeito e colorido que eles mostram na telinha. Disseram que investiram em estradas aqui, no Sul. Gostaria de saber: onde? Só vimos promessas não cumpridas durante sete anos e meio. As rodovias federais Régis Bittencourt e a BR-101 continuam sendo "as estradas da morte". Ficam mostrando só o portal de entrada da favela da Rocinha desde o primeiro programa eleitoral, onde fizeram obras pra inglês ver, que só servem para enganar os "otários" mesmo. O Brasil inteiro tem favelas onde este governo não fez nenhuma obra de saneamento básico desde 2002, quando prometeu fazer uma revolução nesse quesito no País. Quase oito anos se passaram e nada mudou. O PAC é uma gigantesca mentira que só serve para ganhar a eleição. Depois tudo volta a ser engavetado.

Cada vez mais a candidata Dilma me faz lembrar o engodo chamado Fernando Collor, que em 1989 surgiu praticamente do nada, subiu nas pesquisas com um discurso de Brasil superpotência e venceu a eleição, depois acabou se provando um grande desastre como presidente da República e um trauma para o País. Agora, a maioria dos eleitores brasileiros, conforme induzem as pesquisas eleitorais, dão mostras de que não aprenderam a lição.

A História tende a se repetir caso o Brasil siga a trilha incerta dos ignorantes. Eu não tenho dúvidas, já vi esse filme antes.

 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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Dilma evita debates

Dilma visita neto recém-nascido. Ao soldado Mário Kozel Filho foi negada a possibilidade de igual acontecimento. Por que Dilma foge de debates políticos? Será porque tem medo de que possa vir à tona, entre outros, o episódio do brutal assassinato, por bomba, daquele jovem sentinela de quartel?

 

RobertoTwiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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Blasfêmia

Lula blasfemou quando se comparou a Jesus Cristo. Cometeu um desatino quando comparou Dilma a Jesus Cristo. Com o nascimento de Gabriel, neto de Dilma, que acredito não será transformado em cabo eleitoral precoce, só falta ele e/ou ela dizer: "Vinde a mim as criancinhas." Aí o delírio estaria completo.

 

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Uma avó inescrupulosa

Dilma não titubeou em posar para fotos com o neto, assim que este que nasceu, usando a criança para aparecer como uma "doce avó" , que pelo poder usa seu neto para enganar os incautos e desviar o assunto das quebras de sigilo fiscal de pessoas da oposição.

Para quem pegou em armas e fez o que fez, quando era integrante da VAR-Palmares, o netinho é a sua mais nova arma.

Ela não é uma doce avó, e sim uma avó inescrupulosa.

 

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Neto da Dilma

Vendo a fotografia da candidata Dilma segurando o neto, pergunto-me: seria ele a REENCARNAÇÃO do soldado Mario Kozel Filho?

 

Elza D'Ambrosio Busato elza.busato@uol.com.br

São Paulo

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Chululês

"Um elefante é daquele tamanhão, a tromba...o bicho tem medo e se borra todo." Depois do último discurso do nosso presidente, honrando a bandeira, proponho oficializar, em definitivo, nosso novo idioma: o chululês. A razão para a substituição está em seu DNA, caracterizado pelo mais elevado nível e pela grande riqueza de metáforas!

 

Carlos Dranger carlosdranger@gmail.com

São Paulo

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Que linguajar!

"Essa gente que era metida a sabida ficava de quatro para o FMI e quem mandou o FMI embora fomos nós." Ora, por favor! Linguagem de baixo merectrício, não, Lula!

 

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Desodorante vencido

Senhor presidente, as suas desculpas, o seu deboche e os seus truques são iguais a desodorante vencido: quem está perto sente o mau cheiro e o usuário acha que está abafando.

 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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Herança e cana

A preocupação do PT e de Lula não é continuarem onde estão, mas para onde irão, depois da prestação de contas que certamente terão de fazer, caso a oposição chegue ao poder.

 

Peter Cazale pcazale@uol.com.br

São Paulo

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Lula viaja com dinheiro público

A participação do presidente Lula nas eleições 2010 é um direito que ele tem garantido pela legislação eleitoral.

O que nós, os cidadãos, não podemos concordar é que o Lula viaje pelo Brasil usando toda a estrutura oficial da Presidência da República.

Esta semana ele foi a Ribeirão Preto (SP) usando o avião oficial, na cidade circulou usando um carro oficial e estava amparado por toda a estrutura de pessoal da Presidência.

O que ele foi fazer em Ribeirão Preto? Participar de um comício da campanha da Dilma.

Eu pergunto se ele irá ressarcir os cofres públicos pelo uso indevido da máquina pública.

Será que a Justiça Eleitoral não está enxergando esse flagrante desrespeito à nossa legislação?

Se o Lula quer participar da campanha eleitoral pelo Brasil, ele que viaje em aviões comerciais e pague as despesas do próprio bolso.

 

Ricardo Alberto Carneiro La Terza laterza@uol.com.br

São Paulo

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Lula viajou 1.103 dias de seu mandato. E daí?

Não vejo nenhum problema no fato de o presidente Lula ter viajado 1.103 dias de seu mandato. Ao contrário. Nessas viagens, Lula ajudou a integrar o País, além de ter ampliado em muito as relações comerciais e internacionais do Brasil com outros países e povos. A verdade é que Lula "internacionalizou" de vez o Brasil, aproximando-o da América latina e da África e ampliou em muito o nosso comércio exterior e os mercados internacionais para as exportações brasileiras.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Caprichos do cara

Mais um capricho do cara (acho que faltaram as palmadas da mãe): brincando com

o poder, elle vai usar o dinheiro público para ajudar ou bancar o estádio do Corinthians... e

assim ganhar una votinhos a mais.

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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Horóscopo

Impressionante: no Estadão até o cara do horóscopo faz campanha subliminar para o Serra.

 

Ademir Antônio Gargiulo Soares ademir.a.g.soares@terra.com.br

Santos

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Perguntar não ofende...

Felipe Massa derrapou nos treinos livres em Monza. Ordem do box da Ferrari?

 

Gilberto Martins Costa Filho pindorama@estadao.com.br

Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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