Cartas - 12/04/2011

GOVERNO DILMA

, O Estado de S.Paulo

12 Abril 2011 | 00h00

Cem dias

Está difícil administrar a herança maldita de Lula. A política fiscal mostra-se tímida e ineficaz diante de tantas promessas e dos acertos com parceiros para assegurar a eleição da presidente Dilma. A alternativa de aumentar juros para frear a alta da inflação, que alegra os banqueiros, atrairá mais capital externo, levando a um câmbio que inibe uma carteira variada de exportação e expõe mortalmente nossa indústria aos importados. Insiste-se num projeto de trem-bala financiado pelo BNDES, em vez de se resolver a crise no transporte urbano das grandes capitais. O governo interfere na Vale, mas não consegue melhorar a eficiência dos Correios nem dar solução aos aeroportos. E agora vamos celebrar a exportação de carne suína para a China, mais uma commodity que só fará aumentar o desequilíbrio da balança comercial e baixar mais o dólar. Isso em cem dias!

CARLOS ÁVILA

c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

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Resumo

Os cem dias podem ser resumidos assim: omelete na Ana Maria Braga, aumento da Bolsa-Família, anúncio do "pacotinho" de cortes no Orçamento, aumento da carga tributária (vide IOF) e demissão de Roger Agnelli. Esperava um pouco mais de Dilma...

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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POLÍTICA ECONÔMICA

Inflação em alta

Prezada presidente, onde está o seu compromisso com o domínio da inflação?! Como dona de casa, já percebi no meu bolso que o mês está acabando antes de 30 dias! A senhora vai melhorar o País ou o povo vai voltar a sofrer com a inflação? Sou da época em que corríamos ao supermercado para fazer estoque de óleo, leite, papel higiênico, carne e frango, para nos defendermos da alta dos preços! Não vá perder o boom do crescimento, lembre-se do que prometeu: inflação no Brasil nunca mais! Sua popularidade está em jogo. Que Deus proteja este país e nossa cesta básica!

CECILIA MIKLOS DALE

ceciliamdale@hotmail.com

São Paulo

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Os fins e os meios

É muito caridoso o nosso Estadão (Mantega no país da fantasia, 10/4, A3). O comissário Mantega não exibe tranquilidade. Enquanto o seu criador exibia uma atrevida ignorância abissal, o ministro da Fazenda ostenta um saber econômico meia-boca. Em comum, um completo desprezo pela realidade e uma fidelidade canina ao princípio aético de que "os fins justificam os meios".

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

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IOF

Sr. Mantega, é incompetência, sim, do governo e do senhor. Se soubessem o que fazer da economia, teriam aplicado esse conhecimento em 2003, e não mantido a "herança maldita" de FHC!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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Ainda a herança

Que nome o tagarela Lulla daria à herança que deixou à sucessora, cujo governo, antes do quarto mês, leva a gasolina a R$ 2,90 e o álcool a R$ 2,28? E ainda a inflação, os preços no supermercado nas alturas... O "cara" (e os companheiros) conseguiu estragar o que FHC tinha arrumado. Imagino o que teria acontecido no Brasil se o Lulla tivesse ganho antes de a casa estar arrumada, no primeiro mandato de FHC.

CARLOS R. GOMES FERNANDES

crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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Câmbio

Sobre a desvalorização do dólar, sugiro a posição contida na frase atribuída a dom João VI: "Se não sabemos o que é melhor para nós fazermos, o melhor que temos a fazer é não fazermos nada".

RONALDO C. DE MENDONÇA

bisaregina@gmail.com

São José dos Campos

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JUSTIÇA RÁPIDA

Panaceia

Com real apreço li o artigo A panaceia da Justiça rápida (11/4, A2), de autoria dos ilustres criminalistas Alberto Zacharias Toron e Fábio Tofic Simantob, acerca das cogitadas medidas de ordem constitucional para encerramento de demandas nas instâncias ordinárias, restringindo-se o acesso aos tribunais superiores a ações rescisórias, na busca da dinamização dos processos. Como advogado militante há quase 40 anos, concordo com os autores e anoto que, no cível, o que eles relatam ocorre de modo similar: a juntada de petições demora às vezes dois ou três meses; as publicações pela imprensa estão atrasadas em semanas em primeiro grau, às vezes em meses em segundo; alguns cartórios judiciais não contam senão com um serventuário por seção. Este é o verdadeiro gargalo da Justiça: a carência de recursos. Infelizmente, neste país sempre se quer resolver as coisas por lei. Nossas leis processuais civis, desde o código de 1974, são boas, bem elaboradas, consideradas modelos por doutrinadores estrangeiros. Se as petições fossem juntas no mesmo dia, ou no dia seguinte, e se houvesse funcionários suficientes nas serventias, etc., a prestação jurisdicional seria expedita. No bom caminho está a recente Resolução 542/2011 do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, corajosamente, determinou o julgamento de processos represados em 120 dias.

CESAR CIAMPOLINI NETO

ccn@ccalvo.com.br

São Paulo

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Rebimboca da parafuseta

É claro que não se pode concordar com os advogados Alberto Zacharias Toron e Fábio Tofic Simantob, que propõem que, na esfera criminal, tudo fique como está, permitindo que pimentas e ervas daninhas permaneçam em liberdade enquanto se aguarda o julgamento do agravo regimentório dos embargos declaratícios da rebimboca da parafuseta. Mas essa proposta de emenda do ministro Peluso não passa mesmo de factoide. Se o STF quisesse retirar o efeito suspensivo dos recursos de terceira instância, seria desnecessária a emenda. Bastaria rever a interpretação do princípio da presunção da inocência (afinal, o STF já não reviu tanta coisa nos últimos tempos?). Pois será lá mesmo, nesse princípio (artigo 5.º, LVII, da Constituição federal), que se esboroará tal proposta, mesmo se aprovada pelo Congresso Nacional.

PAULO REALI NUNES, procurador de Justiça

reali@mp.sp.gov.br

São Paulo

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"Mantega é a herança maldita (uma delas) do governo Lulla"

CARLOS LEONEL IMENES / SÃO PAULO, SOBRE A ESCALADA DA INFLAÇÃO

climenes@ig.com.br

"Depois da gastança sempre vem a cobrança. Socorro, chamem o Malan!"

RENATA VELLUDO JUNQUEIRA / SÃO PAULO, IDEM

rvjun@hotmail.com

"Nem bem se encerrou a temporada de terrorismo do Imposto de Renda, já está aberta a temporada de terrorismo sobre o aumento do salário mínimo"

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA / SÃO PAULO, SOBRE A POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO DILMA

gjgveiga@hotmail.com

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TEMA DO DIA

Ex da Costa do Marfim pede proteção à ONU

Para subsecretário para operações de paz da organização, decisão sobre Gbagbo cabe a Ouattara

"Ora, o homem vai pedir proteção logo a quem? Ao organismo que pegou em armas para caçá-lo? Vá entender!"

CRIS ROCHA AZEVEDO

"Que ironia! Um déspota pedir a leniência para a democracia..."

JOSÉ CARLOS SALIBA

"Esses conflitos só têm um motivo: a venda de armas. Quanto mais melhor."

MARCOS CUNHA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DILMA NA CHINA

Em sua primeira viagem ao exterior, a presidente Dilma vai exatamente a um dos países que integram um grupo especial na economia mundial, o chamado Bric. É uma oportunidade especial de estabelecimento de regras e comportamentos recíprocos no campo comercial, mas também na área política. Como nas relações com a ONU e outros organismos internacionais, onde o entendimento entre países com tal potencial têm muita repercussão. E por certo o diálogo pode permitir os investimentos num campo dos mais importantes, a pesquisa tecnológica. E que vai proporcionar benefícios recíprocos. Esta é uma relação que preocupará aqueles países que insistem em ditar regras ao mundo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TECNOLOGIA

Buscar investimento em tecnologia? Quem diria! Há pouco mais de 30 anos, durante o "famigerado" regime militar, crescíamos mais do que a China atualmente e tínhamos condições de exportar tecnologia para lá. Bons tempos!

Sergio s. de oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte santo de minas (MG)

 

 

 

 

 

 

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EXPORTAÇÃO DE CARNE

 

Brasileiro é muito bobo, comemora as exportações de carne para a China, com bilhões de consumidores. Esperem para ver o preço da carne e a qualidade que sobrará para nós, aqui. Chupa essa manga... Aliás, o brasileiro é o único povo que obedece a um ex-presidente que tem cara de povão, estrebucha, fala de futebol e todos fazem o que ele manda, vota em partido único no poder, e agora eles fazem o que querem conosco. Que legal, "brasileiro é tão bonzinho"! Pagamos os mais altos impostos do planeta, somos devedores a bancos, como os norte-americanos, com uma diferença: eles viajam o ano inteiro, moram num país bem mais seguro e se político pisa na bola sai. Aqui temos desde o fim dos militares o PMDB e o PT no poder. E mais: vereadores, deputados e contratados além do que podemos pagar para ter um país decente. Sem contar que o maior mensaleiro já disse que o mensalão só será julgado depois de 2050. E a gente lá votando nessa "quadrilha".

 

Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

Cotia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ENERGIA ELÉTRICA

 

O preço aviltante da energia elétrica exige providências! O ótimo artigo "E o preço da energia elétrica..." (9/4, B2) demonstra como está impossível para a indústria nacional competir com os chineses e o mundo. Acrescente-se às conclusões do artigo o artificialismo do modelo estrutural do setor, que impede a natural verticalização das empresas de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição), cria empresas "atravessadoras" que só comercializam energia entre elas e exige a onerosa e crescente intervenção do governo nessa cadeia "improdutiva". Com todos esses custos, mais os impostos ultrapassando a casa os 45%, está mais do que na hora de o governo Dilma se reunir com especialistas e entidades representativas dos consumidores para se aprofundar nessa análise, como o fazem os srs. Adriano Pires e Abel Holtz no Estadão.

 

Nilson Otavio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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USINA GALO BRAVO

Os donos da Usina Galo Bravo, pelo jeito, não liam os jornais. O Brasil inteiro sabia da falência da Mesbla, do Mappin e do Banco Crefisul, resultado da (in)gerência do "empresário" (leia-se malandro) Ricardo Mansur. É o maio acrobata do País: faz sumir dinheiro melhor que qualquer mágico de circo. A quem faz negócios com ele pode-se citar tão somente Molière: "Tu l’as voulu, George Dandin!"

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ABRIL VERMELHO

O MST aproveitou o "Abril Vermelho" e invadiu nada menos que 37 fazendas, nas regiões de Araçatuba e Pontal do Paranapanema, ambas no interior do Estado de São Paulo. Creio que a solução para MST seria a presidente Dilma Rousseff assentar todo esse pessoal no município de Boca do Acre, até porque, pela fertilidade do solo no Estado do Acre, o pessoal do MST iria se adaptar bem.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VANDALISMO PERMITIDO

Mais uma vez a CUT tenta realizar a comemoração de 1.º de Maio, pasmem, no parque do Museu do Ipiranga e, pela declaração transcrita pela matéria do Estadão, com o beneplácito da Secretaria Municipal do Verde. É inacreditável como as centrais trabalhistas insistem em realizar tais eventos em áreas totalmente inapropriadas, sempre em prejuízo de áreas verdes, como, por exemplo, a Praça de Bagatelle. Mas essa pretensão da CUT ultrapassa todos os limites do bom senso e da civilidade. Supera de longe a diretoria do Corinthians, que teve pretensão semelhante na apresentação de um jogador de futebol. O Museu do Ipiranga, erguido no local histórico onde dom Pedro I proclamou a Independência do Brasil e contém um acervo inestimável, possui também um magnífico jardim, projetado em estilo francês, dando ao parque um aspecto arquitetônico inigualável, inclusive tombado pelo Condephaat. Eu não moro na região, mas, como brasileiro e paulistano, conheço bem o parque e me revolto ao saber que a Secretaria do Verde informou à reportagem que a "entidade" prometeu recompor toda a vegetação estraçalhada, o que é uma certeza, ou ressarcir os estragos. Ora, se a autoridade da Prefeitura, responsável pelo parque defronte ao museu, autorizar essa barbaridade, deverá pagar pela irresponsabilidade, no mínimo, com a perda do cargo. Porque, se a moda pega, a cada ano os jardins serão destruídos, sem que haja tempo de a vegetação se recompor até o próximo atentado. E isso sem contar o perigo a que estarão sujeitos o próprio museu e o seu acervo. Ora, a Prefeitura construiu o Sambódromo não só para a época do carnaval, mas centrais insistem em danificar praças públicas, em vez de utilizá-lo A promessa de ressarcir os estragos, que ocorrerão, é tão ridícula quanto o autor dessa estupidez.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LIXO DEPOIS DO SHOW

Fiquei indignada, triste e com vergonha de ser brasileira ao ver a quantidade de capas de chuva e papéis nas ruas próximas ao Estádio do Morumbi na manhã de ontem, pós-show do U2. Deveriam fazer uma fiscalização maior e multar essas pessoas que jogam lixo na rua! E não tem desculpa, dizer que não há lixeiras suficientes. Não importa, guarde seu lixo na mochila, no bolsa ou na mão e leve para seu carro ou ônibus até encontrar uma lixeira. Não jogar lixo na rua é um princípio básico de educação. Ainda há um dia de show do U2 esta semana no Estádio do Morumbi. Espero que tomem alguma atitude!

Alessandra Pellicciari pellic@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRACOLÂNDIA PAULISTA

 

A que ponto chegaram as nossas autoridades, é revoltante ver na TV imagens de pessoas consumindo drogas, no centro da capital mais rica do Brasil. O povo deve se perguntar como podem os nossos prefeito, governador, deputados deixar chegar a este ponto, como podem liberar o consumo, é assinar uma sentença de morte para os dependentes de drogas, não acho que a nossa presidenta vai ter força suficiente para parar com tudo isso. Os governantes deste Estado não conseguiram, não é a presidenta, nem com decreto, que vai conseguir mudar tudo isso. Não adianta a sociedade se juntar se os nossos políticos não vestirem a camisa do compromisso e seriedade, pois não parecem estar cuidando de seus Estados como prometeram.

 

Anderson Aparecido dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O CENTRO DE SÃO PAULO

O Estadão publicou ontem (C5) reportagem de um interiorano que é verdadeira e muito triste. Refere-se ao abandono que o centro antigo da nossa capital está sofrendo por parte do atual prefeito. Relata um por um esse abandono, que está transformando o centro antigo da nossa capital num autêntico lixo, apesar de continuar "uma cidade humana e majestosa" - que delicadeza do correspondente!-, realmente, assim a faz o seu bom povo. Apesar do abandono já referido, que me leva ao tempo em que São Paulo era governada por ilustres prefeitos como Prestes Maia, Abrahão Ribeiro, Paulo Lauro e outros, eis que como advogado morava lá, que para conservarem a cidade sempre limpa mandavam lavar todas as noites, de madrugada, todas as ruas do centro com esguichos poderosos. Hoje o prefeito Kassab, que nada fez e nada faz nesse sentido, teve o desplante de fundar um novo partido político, acompanhado da sua caterva, para, por falta de capacidade administrativa, fazer o mesmo com o nosso Estado, o que está relatado na dita reportagem, candidatando-se a governador futuramente. Mas pelo dedo se conhece o gigante!...

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PANACEIA

O artigo "A panaceia da Justiça rápida" (11/4, A2), assinado por dois renomados advogados criminalistas, deu-me a impressão de que eles se opõem a uma Justiça mais rápida. Parece-me que os argumentos contra ela não se sustentam, ao menos, na realidade.

Qual a experiência dos ilustres advogados e dos demais operadores do Direito, no Brasil, com a Justiça brasileira? Lenta, tanto que a prescrição, mormente em matéria penal, está na raiz da impunidade que domina o sistema desde sua origem. A respeito não falta pesquisa, ao menos o levantamento quantitativo.

Ademais, não são os recursos especiais e/ou extraordinários, para o STJ e STF, respectivamente, que entulham aquelas Cortes superiores. Mas as ações como o habeas corpus, que são usadas no lugar daqueles recursos, até contra decisões das Cortes superiores transitadas em julgado. Não se perca de vista que os recursos às Cortes superiores, pela lei, não teriam efeito suspensivo, ou seja, não impediriam a execução dos julgados por si só. É a jurisprudência que deu efeito suspensivo àqueles recursos.

Bem possivelmente, numa Justiça menos lenta, homicidas, réus confessos, poderiam estar cumprindo pena e, bem possivelmente, estar-se-ia ensinando alguma coisa de bom à sociedade: que o crime não compensa.

Por outro lado, eventuais erros judiciários acontecem em qualquer sistema, ágil ou lerdo.

 

 

Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República aposentada anamaral@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA RÁPIDA

A população e a sociedade de um modo geral querem o fim da impunidade. Justiça demorada é injustiça acelerada, os formalismos que nos permitem levar quase uma década para julgamento de um acusado.

E tem mais uma dezena de habeas corpus para se verem livres durante o curso do processo penal. A tradição da Justiça Penal brasileira tem feito o divisor de águas: para o pobre nenhuma observação mais profunda, mas para os poderes econômico e político o tratamento dispensado é dos mais apoiadores das teses segundo as quais a presunção de inocência deve prevalecer, mesmo diante de crimes bárbaros, organizados e de colarinho-branco. Esse atraso na diagramação de um modelo condenatório torna a sociedade refém e mostra, em muitas oportunidades, que o crime compensa.

 

Yvette Kfouri Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ATITUDES GOLPISTAS

Lá vêm de novo os políticos incompetentes, demagogos e caras de pau desviar as responsabilidades que têm em dar segurança à população, revivendo uma decisão que a população já decidiu que é o "não" ao desarmamento. Agem como se a responsabilidade fosse apenas da população e nenhuma deles. É irritante como subestimam a inteligência do povo com essas atitudes golpistas.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CAMPANHA DE DESARMAMENTO

Esperamos ansiosos que os bandidos do Brasil entreguem todas as suas armas ao governo, na nova campanha de desarmamento. Os contrabandistas também devem fazer a sua parte!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SENADOR INEFICAZ

O senador Sarney deveria ter um pouco mais de "desconfiômetro", como se diz por aí. Propor um novo plebiscito sobre desarmamento é um escárnio à população, que já deu sua opinião sobre o assunto. O que ele deveria fazer é propor uma grande operação com as Polícias Civil, Militar e Federal para cortar o fornecimento de armas e drogas contrabandeadas através das fronteiras. Esse é o nosso flagelo, o grande problema do País atualmente. Qual a relação da carnificina do Realengo com armas controladas? Nenhuma. Como sempre, Sarney não tem nenhuma atitude eficaz para o Brasil.

Por que ele não controla o aumento da violência no seu Estado, o Maranhão, que é o que teve a pior avaliação nessa área?

Quando vemos um senador como Sarney, que é presidente do Senado, que pede a censura para um

jornal como o Estadão e quer desarmar a população honesta, ficamos sem saber o que esperar para o futuro do Brasil.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SOLIDAREDADE & DESARMAMENTO

Solidarizo-me com os familiares das vítimas de Realengo, neste momento de dor pela perda dos adolescentes queridos. Lembrando que, numa sociedade com governos incapazes de atender às necessidades de segurança e saúde mental de seu povo, fica-se à mercê de algozes desconhecidos que aparecem com armas ilícitas.

Por isso é justo facilitar a autodefesa para aqueles que assim queiram agir em legítima defesa própria, de seus familiares e irmãos em Cristo.

Porque também se deve respeitar o amparo que legal que nos dão a Constituição federal, o Código Penal e o Código de Processo Penal Brasileiro, que dizem ser direito e dever de todos a segurança pública, prender quem estiver praticando crime em flagrante delito e, em caso de resistência, detê-lo com o desforço necessário à legitima defesa da vida e da ordem.

Uma prova da inércia política da segurança pública é a vista que temos todos, nas ruas das cidades brasileiras, de veículos trafegando com vidros pretos, com motoristas e ocupantes escondidos dentro de seus carros com medo de assaltantes armados, uma vez que pela lei atual é quase impossível a obtenção de um porte de arma, estamos todos desarmados, fato este conhecido de todos bandidos.

Por isso acredito firmemente que o próprio ministro da Justiça, esposa e familiares também só se utilizem de carros com vidros negros, onde não se vê seu interior, por medo de sofrerem roubo por portadores de armas ilegais, jamais apreendidos por ineficaz polícia.

 

 

Walter Lopes Filho walofi@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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OPORTUNISMO

É nauseante o oportunismo indecoroso do ministro da Justiça, do PT, e seus apoiadores ao se aproveitarem dessa desgraça em Realengo para tirar do "stand by" seus liberticidas e ditatoriais projetos políticos-ideológicos bem definidos no PNDH-3. Desarmamento civil e controle da internet, para "evitar" que fatos como esse ocorram novamente. É total a falta de escrúpulos. E o Estadão, que clama pela liberdade de imprensa e está censurado há 620 dias, apoia o desarmamento das vítimas, dando espaço somente a esses ditadores?! Lamentável.

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INGENUIDADE

Desarmamento, outra vez? Quem entrega a arma pacificamente não é um criminoso, nem assassino em potencial, e muito menos um demente ou psicopata, é um cidadão de bem, ordeiro, cumpridor das leis. E até certo ponto ingênuo...

 

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ANTES...

Ok, ministro Cardozo, aceito a ideia de rediscutir o desarmamento desde que ANTES se discutam a redução da idade penal, a pena de morte e prisão perpétua.

Fabio Morganti tao2@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VENDA ILEGAL

O senador José Sarney agora quer impedir a venda legal de armas e desarmar totalmente a população para impedir tragédias como a do Rio. Se sobrasse um tempinho entre a votação do projeto de aumento do próprio salário e a troca da frota de carros do Senado, bem que ele poderia tentar impedir também a venda ilegal de armas e desarmar a bandidagem, não é?

Dorival Munhoz Junior junhaomunhoz@terra.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESARMAMENTO RESOLVE?

Os leitores do Estadão, quase que sem exceção, condenam quem votou contra o desarmamento, grupo no qual me incluo. O desarmamento da população só favorece bandidos contumazes e assassinos ocasionais, como esse do Realengo, porque quem quer armas basta recorrer ao mercado fora da lei. Esses que culpam os antidesarmamentistas de onde acham que vêm as metralhadoras Uzi, os fuzis russos e americanos com mira laser, as pistolas Glock.40, granadas e outros armamentos supermodernos que os bandidos têm? Do cidadão comum que tem seu revólver 22 em casa? Comprados na loja de armas da esquina? Ora, todas essas armas entram contrabandeadas via portos e fronteiras sem vigilância. Quanto ao assassino do Realengo, é muito difícil prever quando um tipo como ele, trazendo embutida em si uma raiva acumulada sei lá por quê, explodirá e a qualquer momento porá fora. As pessoas não estão vendo a violência diária de nossas escolas, onde a juventude anda se pegando "na porrada" e de vez em quando algum aparece armado, e esses praticamente não sofrem castigo algum, mesmo ameaçando bater em professores? Melhor será se o Estado diminuir os gastos com os vagabundos da política e usar essa economia na compra de detector de metais para colocar nas portarias da escolas, mesmos as infantis, como também terem um segurança treinado. Até posso crer que um segurança treinado enxergaria algo estranho nesse criminoso do Realengo, o brecaria na entrada e procuraria saber o que trazia consigo.

Laércio Zannini zanix@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DIREITOS INDIVIDUAIS

A tragédia do Rio de Janeiro ofereceu palco para todo tipo de oportunistas proporem medidas que atentam contra os direitos individuais. Devemos lembrar que o Estatuto do Desarmamento está em pleno vigor. A Polícia Federal detém o controle das armas vendidas a civis. Ela igualmente detém o poder de conceder porte de armas a civis. Pergunto: quantos portes de arma foram emitidos para civis desde 2003? Quantos desses civis cometeram crimes usando as armas e o porte que lhes foram concedidos? Cabe ao Estado, em vez de cercear o direito à autodefesa do cidadão, cumprir sua função, colocando na cadeia os ladrões e contrabandistas de armas e munições.

Rodrigo Arantes do Amaral rodrigoamaral@terra.com.br

Mairiporã

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MINISTRO CRIATIVO

O nosso criativo ministro da Justiça disse que fatos como o ocorrido em Realengo "devem ser combatidos com uma política forte de desarmamento". Sr. ministro, eu entendo que em algumas ocasiões o homem público é surpreendido nos corredores, já que às ruas eles não vão, com perguntas embaraçosas pelos "carrascos" da imprensa golpista, não é verdade? Pergunte ao nobre Sarney! Nesses casos, saia à francesa, vá ao toalete e volte com a cabeça mais arejada, ideias mais claras, convincentes e factíveis. Lembre-se de que 20% da sociedade brasileira é esclarecida. Por favor, não menospreze nossa inteligência.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TERRORISTAS

Ministro José Eduardo Cardozo, já que quer desarmar alguém, por que não começar a investigar, desarmar e deportar "nossos" terroristas, que aqui acamparam e fizeram seus quartéis-generais? É só perguntar ao deputado Vicentinho e ao ex-presidente Lulla onde eles se escondem. Existem várias fotos de encontro entre eles. Gozado que a mídia pouco fala sobre esta facção, que cada dia mais se instala por aqui. No governo FHC já havia denúncias sobre a permanência deles em Foz de Iguaçu e parece que no governo Lulla encontraram finalmente seus pares. Se o ministro aprofundar as investigações já feitas pela PF e tomar providências cabíveis, a população brasileira pacata agradecerá!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ÁGUA COM AÇÚCAR

Chorar pelos brasileirinhos mortos nos parece cena teatral que desaparece ao cerrar das cortinas. Não adianta chorar sobre o leite derramado! Por que o ministro da Justiça não toma providências quanto ao armamento que entra clandestinamente no País e vai parar nas mãos de bandidos, ao contrário de tentar desarmar a população honesta e desamparada em relação à sua segurança? Além de tudo, nossas leis funcionam como água com açúcar para punir bandidos.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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NÃO ENTENDI

 

O ministro da Justiça volta novamente a falar de proibição de vendas de armas como forma de evitar crimes como o lamentável massacre de crianças numa escola carioca. Também se manifestou favorável a rever o malfadado Estatuto do Desarmamento o senador José Sarney, aquele mesmo que proíbe jornais de escreverem sobre temas que não lhe são agradáveis. Será que esqueceram que esta população já se manifestou sobre esse assunto em referendo nacional?

Vale lembrar que o psicopata assassino jamais foi questionado em suas faculdades mentais por qualquer agente de saúde público, adquiriu armas ilegais, munições e acessórios sem ter a preocupação de se enquadrar nas exigências do estatuto. Ao sr. ministro fica a recomendação de fazer um trabalho melhor na fiscalização de nossas fronteiras, por onde entram armas e drogas, e de garantir a apreensão de armas ilegais em posse de criminosos. E quanto ao desarmamento, se o ministro e o senador realmente estiverem levando o tema a sério, deveriam dar o exemplo abrindo mão de suas seguranças armadas e do porte de arma funcional. Após isso, pedir a adesão da população às ideias refutadas em referendo ficará mais fácil.

 

Eduardo Carvalho de Almeida ealmeida2000@yahoo.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRONOMGRAMA

O ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, insistentemente bate na tecla da campanha do desarmamento, como se isso resolvesse e acabasse com as tragédias envolvendo armas de fogo. Primeiramente, sr. ministro, convoque para a reunião os bandidos que vivem nos morros do Rio, traficantes, contrabandistas de armas, etc., para definição do cronograma para a entrega das armas.E só depois o cidadão de bem que tem a sua arma registrada no cadastro Sinarm. Este é o caminho mais fácil.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TRISTE LIÇÃO

 

A conclusão a que chegamos depois da chacina da semana passada na escola municipal do bairro carioca de Realengo é que devemos ficar muito atentos e prevenidos em relação aos insanos que nos rodeiam.

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BENEFÍCIOS TORTUOSOS

Aproxima-se a Páscoa e certamente novos Ananias dos Santos serão beneficiados com o privilégio de comemorá-la fora da cadeia. Privilégio este que as irmãs Josely e Juliana, de Cunha (SP), não terão. Esse assassino covarde cumpria pena por vários crimes, mas em 2009 foi-lhe concedido o direito de passar a Páscoa, triste coincidência, com a família e não retornou para o presídio, de onde nunca deveria ter saído. A estas decisões judiciais é que se dá o nome de justiça?

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SARNEY E O BODE (NA SALA)

A inflação aumentando, o sistema de saúde público uma lástima em termos gerais, o sistema de ensino deixando de dar educação com um mínimo de qualidade, a corrupção campeando, o Legislativo desperdiçando recursos (menção honrosa para o Senado, que já pagou duas vezes à FGV por estudo de reforma que deu em nada), o Judiciário querendo indexar seus salários e censurando o que não deve, a segurança pública capenga incapaz de tirar 7 milhões de armas ilegais das mãos dos bandidos, a reforma político-partidária sendo tratada de acordo com os interesses dos legisladores, e não da população, etc., etc., etc... E vem o presidente do Senado querer fazer um novo referendo sobre armas para tirar o porte dos cidadãos honestos e legalmente aptos, como se o assassino das crianças na escola do Rio tivesse recebido porte para os dois revólveres que utilizou?!

Considerando que o presidente do Senado tem mostrado não só ainda estar com o raciocínio afiado como com seu poder de articulação política intacto, fico me perguntando sobre os reais motivos de sua proposição...

Jorge Alves jorgersalves@estadao.com.br

Jaú

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O MASSACRE DE CRIANÇAS

Nos últimos dias muito se tem discutido sobre o massacre de crianças em escola do Realengo, no Rio de Janeiro. O assunto foi longamente discutido até no Domingão do Faustão, onde dois psicólogos desfilaram suas certezas e o próprio apresentador arriscou alguns palpites. À noite, no Fantástico, foi a mesma coisa, e não foi diferente na Record. Se levássemos a sério todas essas certezas dos especialistas, concluiríamos que o jovem era neurótico, paranoico, neurastênico, psicótico, esquizofrênico, psicopata. Se tivesse a metade do que foi diagnosticado, seria uma pessoa que nunca conseguiria ter convívio social, nem se manter numa escola, o que não era o caso dele, pois demonstrou completo domínio do que iria fazer, foi tudo cuidadosamente planejado, nos mínimos detalhes, desde a compra de dois revólveres, carregadores reserva das armas, quantidade de munição, treinamento de tiro, o que nos leva a crer, que ele não estivesse nem um pouco fora da realidade, que em todo esse período estava bem consciente. Colocou tudo numa sacola, entrou tranquilamente na escola, foi até sua sala de aula, disse que iria fazer uma palestra, abriu lentamente sua bolsa tirou as duas armas sem que seus colegas, nem sua professora, suspeitassem do que ocorreria a seguir. Wellington atirou mirando a cabeça de seus colegas, matou muitos, feriu outros tantos, acabou se suicidando. No meu entender, uma pessoa só se suicida quando chega à conclusão de que sua vida não tem futuro algum, que a morte é a única solução para acabar com seu sofrimento, e não raramente um suicida resolve, também, matar outros - no caso dele, decidiu levar colegas, a maioria de meninas, justamente as mais bonitas da classe.

 

 

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A RESPONSABILIDADE DA MÍDIA

 

No programa do Faustão, o apresentador estava entrevistando uma psicóloga e os policiais que enfrentaram o jovem atirador que matou 12 crianças na escola do Realengo, no Rio. E a psicóloga alertava para o perigo da "glamourização" do crime, como foi feito por algumas das principais revistas semanais, colocando a foto do atirador na capa. Mas não há maior "glamourização" da violência, do crime, da desonestidade, da imoralidade, da traição, da banalização da família do que as novelas da televisão. De todas as TVs. Com raras exceções. Tudo em função do "ibope" e da venda dos espaços de tempo da emissora, por altos preços. Resultado: a degeneração e destruição dos valores, da saúde e do bem-estar das novas gerações. Pode haver maior crime do que esse, em tão grande escala?

Tercio Sarli certezaeditorial@terra.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TEORIA E PRÁTICA

Ainda incrédulo com a barbaridade ocorrida no colégio Tasso Silveira, tenho acompanhado as declarações de experts de diversas áreas e, como leigo (e não conseguir aceitá-lo), da maioria das falas quase nada se aproveita, com raras exceções. Fala-se muito em teoria, mas na prática a situação é bem diferente. Culpam governo, escola... A grande verdade é que os maiores responsáveis são os pais e familiares que, por motivos financeiros ou ignorância, não dedicam a atenção que os casos necessitam e criam verdadeiros monstros. Pelo que acompanhamos, a escola é referência e atua com a liberdade que precisa, é local de apoio à comunidade e deve ser aberta, pois ali não devem existir alternativas (opções). Numa comunidade dessas a escola serve de referência e apoio e, pelo visto, é feito com muita responsabilidade.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ENTRE OVELHAS E BODES

A carta do matador do Realengo falando de ritos de purificação para a morte reúne retalhos religiosos típicos de povos orientais e asiáticos, óbvia confusão mental de necrófilo desorientado, inculto e paranoico que decidiu esvaziar sua cabeça num testamento maluco que, sabia, ninguém levaria a sério.

Vale apenas registrar que "rito de purificação" para a morte não se relaciona a costumes cristãos em qualquer tempo. O cristão se purifica para a vida pelo Batismo de Arrependimento, mas ligar Batismo ao Dia do Juízo não tem fundamento no Evangelho nem na vida cristã.

Pedro de Araujo Filho pegospel@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BULLYING

Agora não há o que lamentar. Restou uma terrível dor e saudade. Incompreensível é a entrada na escola do assassino, não mais frequentador da escola havia tempos, em faixa etária bem superior à dos alunos. Carregando uma bolsa diferente das outras escolares, encurvado pelo peso, procura pelo currículo escolar e fala com uma professora, sem dúvida, com a fisionomia transformada.

Aqui os responsáveis da escola e a Secretaria da Educação do Rio de Janeiro devem uma explicação razoável.

Sem delongas, implantar a guarda vigilância na entrada com vistorias por amostragem e persuasivas. Essa história de "bullying" é uma farsa inadmissível.

 

Jürgen Detlev Vageler vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JUSTIÇA

Vamos supor que o assassino Wellington Menezes de Oliveira tivesse sobrevivido e sido preso.

Seria indiciado por crime hediondo, levado a julgamento e condenado a cumprir, no máximo, 30 anos de prisão, isso se não fosse considerado inimputável e, consequentemente, internado em manicômio judiciário, onde permaneceria pelo tempo que levasse para ser considerado recuperado para viver em sociedade.

Portanto, com cerca de 50 anos de idade, ou muito menos, estaria em plena liberdade.

Teria sido feita justiça? Com a palavra nossos legisladores.

 

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ULYSSES GUIMARÃES / FRASE

"Ulysses não tem grandeza de espírito público. É um político menor, que tem o gosto da arte política, puro gosto do jogo, sem mais nada". O que o Sarney quis dizer com o "sem mais nada" é que, ao contrário dele, dos 300 picaretas do Lula, dos adeptos do mensalão, que não é mensalão porque os pagamentos não eram mensais e os valores não eram tão "ão" assim, vistos os 50 mil do João Paulo Cunha, é que o Ulysses era um político honesto, um político que queria resolver o Brasil, mas "sem" ganhar "mais nada" (dinheiro) com isso.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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EDUCAÇÃO

Depois de ser questionado pelo deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) por uma possível brecha deixada numa resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) para o fechamento do Instituto Benjamin Constant (IBC) e do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), o ministro Fernando Haddad reuniu-se com a diretora dessas entidades para dizer que não pretende fechá-las, e sim oferecer aos seus estudantes vagas nas turmas da educação básica do Colégio Pedro II. Segundo o ministro, a política de inclusão do governo federal, em vigor desde 2008, é ampliar as oportunidades educacionais das pessoas com deficiência. Disse mais: "Todo estudante com deficiência tem direito à dupla matrícula, mas a escolha é dele e de sua família". Ministro, como fica a situação do ensino para deficientes nas demais cidades do País? Conheço uma cidade no Estado do Rio de Janeiro onde o deficiente encontra sérios obstáculos para estudar e o empurra-empurra não para nunca.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda RJ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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SAUDADES DO AMIGO REALI JÚNIOR

Numa noite fria em Paris, creio que era em setembro ou outubro de 1972, com uns amigos, passamos por um grupo de brasileiros, que falavam alto. Passamos a conversar em francês, pois era assim que os "exilados" faziam em relação aos "turistas". Logo percebemos que o grupo nos seguia. Até que ouvíamos o que diziam. E chamavam o meu nome: "Suami". Surpreso, voltei-me e reconheci o Reali Júnior, conhecido repórter de televisão, que só conhecia pelo seu trabalho, e a Maria Drozila, amiga e companheira do movimento estudantil, líder na Faculdade São Bento, da PUC-SP.

Naquela época eu tinha sido um líder estudantil, relativamente bem conhecido. O Reali estava chegando à Europa como correspondente da rádio Jovem Pan. Conversamos e combinamos nos encontrarmos. Fizemos isso por cinco anos, enquanto estivemos na Europa. Depois descobrimos que a Cristiane, minha mulher, havia sido colega, no curso de História da USP, da Amelinha, mulher do Reali.

O Reali e sua família recebiam meio mundo em sua casa, ainda do jeito brasileiro, com o pessoal chegando sem avisar. Um francês jamais faria isso. E sempre chegavam para comer. Sempre nos colocamos como amigos particulares, mesmo sabendo que eles eram uma família generosa e especial com todos. Muitas vezes uns jovens jornalistas estavam por ali, lembro-me especialmente do Roberto Dávila, como do Natali, que concluía seus estudos.

Eram bons amigos. Como esquecer? Quando meu primeiro filho, Rodrigo, nasceu, no início de janeiro de 1976, a Amelinha foi quem ajudou no primeiro banho, filmei isso naquela minha câmera Chinon Super 8, tão especial na época, com todas as quatro meninas deles em volta. Um evento de família, de carinho.

Quando voltamos, a Cristiane veio primeiro. Fiquei para terminar uns trabalhos do meu doutorado na Sorbonne. Pois foi exatamente o Reali quem me ajudou a listar as coisas que iria mandar em cinco ou seis baús por via marítima. Foi uma trabalheira, e ele e a Amelinha sempre alegrinhos, me acalmando. Eu, muito tenso com a incógnita da volta. Não podia imaginar que meses depois, quando já estava no Brasil e os tais baús chegaram, seríamos surpreendidos com os baús pesando a metade do registrado na França. Haviam furtado grande parcela das lembranças que trouxemos depois daqueles anos todos.

Não levaram a memória da amizade, do carinho, que recebemos do Reali Júnior, que agora nos deixa, e de sua Amelinha, tão queridos. Eles continuarão no nosso coração.

Suami Paula de Azevedo suamiazevedo@uol.com.br

Suzano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ADEUS, REALI!

Tanta porcaria para ser extirpada dos três Poderes da República Brasileira, mas temos que chorar e lamentar a perda de mais um conterrâneo de incalculável valor, brasileiro da mais alta constelação e condecoração. Assim é a vida. Descanse em paz, às margens do Sena. Sugiro, em protesto contra toda a classe política brasileira, que a família jogue suas cinzas nas margens do rio parisiense.

José Alberto de Paiva alpai12@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MAIS POBRE

Um enfarte matou Reali Júnior aos 71 anos. Vai fazer muita falta ao Estadão e aos seus leitores. Reali era correspondente do jornal em Paris (França). O jornalismo brasileiro está mais pobre com a sua morte.

Prof. Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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JOIA PRECIOSA

 

Na década de 1950, eu era colega de Colégio Rio Branco e pertencia à turminha de moleques na Vila Nova Conceição da qual participava ativamente o Reali Júnior, sujeitando-se, até, ao vexame de "ficar no gol" porque era "perna de pau na linha". Nosso vínculo era muito forte, em relação ao do restante da meninada. Somos filhos de colegas de profissão e amigos, com dupla relação de compadrio. Dona Maria, dr. Elpídio e meus pais, dr. Petrarca Ielo e dona Lourdes, eram muito próximos e se visitavam constantemente. Então, convivi alguns anos bem de perto com o Júnior e sua família. Presenciei e senti o jovem apaixonado pela linda Amélia. O amigo da melhor qualidade, querido e admirado por todos. Sensível, chorou longa e convulsivamente quando se foi, na adolescência - fato que abalou a Vila Nova -, nosso companheiro João Ricardo de Carvalho. O profissional, novato, mas já brilhante, atento às orientações dos mestres do jornalismo de então, Wilson "Bauru" e Vieira de Melo. Apesar de são-paulino, dava carona a este amigo corintiano aos campos de futebol, arrumando um lugarzinho, com bronca do Raul Tabajara ou do Silvio Luiz, na "perua" da Rádio Panamericana. Seguimos caminhos diferentes, fui para o interior do Estado como juiz de Direito e ele para a França, como jornalista. Nunca mais nos vimos, e me condeno por não ter agradecido elogios que ele fez a meu pai em eventos e no livro "As Margens do Sena". Tornei-me o admirador incógnito, a ler e ouvir tudo o que dizia na Jovem Pan e o que escrevia no Estadão. Ele continuou a ser o mesmo menino apaixonado, o amigo generoso da melhor qualidade e, na minha opinião, a joia mais preciosa da imprensa brasileira.

Espírito puro e democrático, abriu seu coração e escancarou sua casa em Paris para todos os brasileiros, sem distinção, mormente quanto à ideologia política. Se o conheço bem, a única mágoa que levou estava impregnada em sua alma pela indignação com a ditadura militar, que, tirânica e injustamente, puniu seu sogro, desembargador "cassado", e o impediu de salvar atingidos pela meningite, em 1974. Certamente, agora, estará o Junior a entrevistar São Pedro, questionando sua responsabilidade por tragédias recentes que vitimaram milhares de inocentes.

Amauri Alonso Ielo, desembargador aposentado amauriielo@gmail.com

Guarujá

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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GRANDE CRONISTA

Reale Júnior foi um marco no jornalismo brasileiro, seus comentários à beira do Sena sempre foram sucintos e realistas. Não foi só o Brasil que perdeu um grande cronista, mas o mundo.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CENSURA

José Sarney comentou que Reali Júnior foi um grande jornalista, cujo trabalho tinha importante repercussão em todo o mundo. Pena ele não ter pensado dessa forma antes, valorizando o jornalismo por ocasião da censura imposta ao Estadão pelo seu clã.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INESQUECÍVEL

O elegante, intuitivo e intrépido Reali Júnior partiu para a eternidade. Aqui ficam o seu exemplo e o estímulo aos futuros profissionais de jornalismo e às novas gerações de imprescindíveis repórteres para o nosso imenso, rico e angustioso país. Aos contemporâneos e ex-companheiros de trabalho, uma silenciosa lembrança de admiração e afeto pelo inesquecível Realinho.

 

Ney de Araripe Sucupira ney.sucupira@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CONDOLÊNCIAS

 

Nossas condolências à família e ao Estadão pelo passamento do correspondente Reali Júnior.

 

Amadeu Roberto Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PERDEMOS TODOS

Tragédias e acontecimentos funéreos sempre permearam a marcha do homem no seu morrer inevitável. Notícia ruim é o que mais está presente nos noticiários, como essa da morte por enfarte do jornalista Elpídio Reali Júnior, o ''Repórter Canarinho''. Átropos, a parca ceifadora, poderia poupar Reali Júnior e eliminar do nosso meio, antes das tragédias, o Herodes da escola municipal do Rio e viajar um pouco mais longe, até Amsterdam, onde um outro emissário das trevas se julgava senhor da vida e da morte. Perde o jornalismo nacional, perde a sociedade um cidadão que primava pela virtude e pela decência, perdemos todos. Trágica, mas altamente filosófica a frase do escritor Vargas Villa quando disse: ''A vida é uma marcha de vencidos, em direção à derrota final''. Descanse em paz.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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TRIBUTO AO REI

 

Ao lado de tantas notícias tristes e maus exemplos cometidos a toda hora, uma coisa há que realçar: a trajetória de sucesso do cantor Roberto Carlos. Prestes a completar 70 anos, e desde sua saída de sua terra natal, o Espírito Santo, o então menino ganhou o mundo, conquistou o coração dos apaixonados com suas canções românticas e permanece até hoje fazendo sucesso e sendo chamado de rei. Sua vida foi marcada por momentos graves de saúde envolvendo pessoas de seu convívio, mas nenhum fato desviou o menino-rei de seu caminho, a fama não o deixou prepotente e muito menos o levou a perder a cabeça motivado pelo sucesso. Parabéns, rei, a vitória é sua e as palmas são nossas.

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ROBERTO CARLOS

O Caderno2 do Estadão sempre foi bom, mas agora, o de domingo (10/4), Rei Roberto Carlos 70, superou-se, com a história dele. Valeu, Estadão. Parabéns, rei Roberto Carlos, meu filho Gustavo também faz aniversário nessa data.

Joel Sanches Carrilho telenett@terra.com.br

Penápolis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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HOMENAGEM

Emocionante e muito justa a homenagem do Estadão (Caderno2, 10/4) ao "rei Roberto Carlos", que no próximo dia 19 comemora 70 anos.

Revivi "emoções" e lembranças que, sei, nunca irão se apagar de minha memória. Foram anos ricos e de extrema importância para a música popular brasileira.

Parabéns e obrigada, Roberto Carlos, por dividir conosco a sua vida e o seu talento.

Que Deus o abençoe sempre.

Evy Klein Messas evyklein@evyklein.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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