Cartas - 12/08/2010

LIMITES À FISCALIZAÇÃO

, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2010 | 00h00

Mais responsabilidade

Nem a popularidade do presidente da República nem os compromissos assumidos para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 devem servir de desculpa para a irresponsabilidade. Está na hora de exigirmos que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja rigorosamente cumprida e respeitada também pelo governo federal. Não podemos deixar que o governo Lula gaste - e deixe empenhado -, além dos pesados impostos que já pagamos, os que os nossos filhos e netos terão de pagar. E que não nos assombre mais o pesadelo do passado, pois sabemos de triste experiência que, se o governo não puder pagar as contas com dinheiro forte, proveniente de receitas justas, a Nação toda pagará de modo muito pior, com o retorno da inflação!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL

Festival de traições

Vai ser muito difícil para José Serra, apesar de sua indiscutível competência, ganhar a eleição. A razão, como se diz na gíria, está na cara: é o festival de traições a que está sendo submetido por seus pares. De início, o mineiro Aécio Neves (adepto de outro partido, o do "eu sozinho") demonstrou um bairrismo sem fronteiras para impedir um paulista, depois de mais de cem anos, de chegar à Presidência. Em seguida, no Ceará, Tasso Jereissati, demonstrando sua pequenez política e confundindo interesse nacional com amizades regionais, apoia e faz palanque descaradamente com os irmãos Gomes, do PSB, de triste figura. No Paraná temos Álvaro Dias fazendo a mesma confusão, apoiando seu irmão do PDT e sem tempo para Serra. No Rio, ninguém do PSDB se preocupa com a eleição - e armam confusões sem conta. Mas não é só, pois, como é fácil de ver, o DEM não está nem aí para o candidato do PSDB. Aquele garoto que preside esse partido, o Rodrigo Maia, é um "traíra" profissional, pois não só não apoia, como combate o Serra, apesar de ter indicado o Índio da Costa como vice. Realmente vai ser difícil vencer uma eleição com tanto "fogo amigo", inveja, vaidades e bairrismos juntos.

Fernando José Alves ferclea@uol.com.br

São Paulo

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GRAMPOS E DOSSIÊS

Perguntada a respeito da suposta fábrica de dossiês da Previ, a candidata Dilma retrucou ser tão ou mais importante investigar os grampos da época da chamada "privataria". Trata-se de uma excelente ideia. Quem teria grampeado FHC? A CIA, o PSDB?

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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FUNDO 171

O maior erro do governo Fernando Henrique Cardoso foi não ter privatizado o Banco do Brasil, o maior antro de corrupção desde a sua inauguração. Na ditadura só servia aos políticos e às oligarquias nordestinas e agora a Previ é covil de quadrilheiros petistas.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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DIREITA VOLVER

A direita sumiu! O presidente Lula agradece a Deus pelo fantástico lucro que os banqueiros estão tendo. Desde 2002 não existe mais direita no Brasil. E alguém acha que foi o PT que acabou com ela? Que nada! Os petistas é que fizeram um "direita volver" e foram recebidos de braços abertos pela tradicional inimiga. O PT não acabou com a direita, ela é que vai acabar com o PT. "É uma alegria imensa ver que está todo mundo se acertando", disse Lula ao discursar no recanto das maravilhas chamado Fiesp. Difícil saber quem é quem nessa fantástica promiscuidade política. Outro dia uma eleitora perguntou: "O candidato do Lula é o José Serra?"

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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DOAÇÕES

"Espírito comunitário"

Nos EUA, em alguns casos, as contribuições de ex-alunos representam metade dos orçamentos das instituições de ensino superior. Lá, felizmente, pratica-se a socialização do sucesso, enquanto aqui, lamentavelmente, se pratica a privatização do fracasso.

Sergio S. De Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SANÇÕES AO IRÃ

Acordou, companheiro?

Presidente Lula, já estava mais do que na hora de Vossa Excelência tomar uma atitude à altura do caráter dos cidadãos brasileiros de bem, que repudiam essa relação imprópria com um regime sujo, corrupto, antissemita, homofóbico e contrário às mulheres e aos direitos humanos. Xô, Ahmadinejad!

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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CNJ

Sobre Paulo Medina

Em homenagem à verdade e aos leitores desse prestigiado jornal, dentre os quais me incluo, gostaria de fazer importante observação ao editorial Punição inédita do CNJ (6/8, A3). Ali expressamente o Estado afirma que o ministro Medina dificilmente será absolvido, porque os advogados se limitaram a discutir a ilegalidade das escutas telefônicas e a invocar questões processuais. Foi exatamente o contrário o que ocorreu no julgamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Embora o processo esteja eivado de vícios processuais insanáveis que poderiam ser invocados no conselho, por ser o ministro Medina membro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), só enfrentei o mérito da tribuna. Toda a minha defesa, e deixei isso claro, foi no sentido de mostrar que nunca houve corrupção nem prevaricação. Isso foi dito em alto e bom som, ressaltando que assim o fazia até em homenagem ao STJ. Tenho a firme convicção de que o ministro só não foi absolvido pelo conselho porque o relator Gilson Dipp, talvez pressentindo que as acusações eram absolutamente frágeis, trouxe, no final de seu voto, questões que não constavam da representação, questões, pois, que não foram submetidas ao crivo do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Esta surpresa não combina com o Estado Democrático de Direito, mesmo que ela ocorra em processo administrativo. Tenho certeza que no Judiciário, onde tal surpresa seria inadmissível, os mesmos motivos que sustentei no CNJ, de mérito, levarão inexoravelmente à absolvição do ministro.

Antônio Carlos de A. Castro almeidacastro@almeidacastro.com.br

Brasília

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"FHC criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula acabou de criar

a da irresponsabilidade"

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS / MARÍLIA, SOBRE AS LIMITAÇÕES À FISCALIZAÇÃO DO TCU

zambonelias@estadao.com.br

"Estreia maiúscula da nova seleção, com jogadas de arte, ginga e gols.

Valeu, Mano!"

J. S. DECOL / SÃO PAULO, SOBRE O AMISTOSO BRASIL 2 X 0 EUA

decoljs@globo.com

"Meninos da Vila. Entendeu agora, Dunga?"

VICTOR GERMANO PEREIRA / SÃO PAULO, IDEM

victorgermano@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Seleção bate EUA na estreia de Mano

Neymar, Ganso e Pato brilham em jogo classificado pela imprensa como a volta do futebol-arte

"Os meninos do Mano mandaram recado ao Dunga: para jogar bem, futebol não tem idade. Só precisa de atletas talentosos."

PAULO PANOSSIAN

"Se o Neymar e o Ganso continuarem aparecendo assim para o mundo, como é que o meu Santos vai conseguir segurá-los?"

VINICIUS MEDEIROS

"Ganhar amistosos é fácil. Lembram de Brasil x Portugal com Dunga? Show de bola. Na Copa, "o buraco é mais embaixo"."

JOAQUIM CRUZ

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

SHOW DE BOLA

Não poderia ter sido melhor a estreia do técnico Mano Menezes no comando da seleção brasileira de futebol. Ganhamos de 2 x 0 dos EUA, na casa do adversário, jogando um futebol ofensivo, bonito e envolvente, como há muito tempo não se via na seleção. Ficou mais do que claro que o grande culpado pelo fiasco do Brasil na Copa do Mundo foi o ex-técnico Dunga, que convocou pessimamente a equipe e não levou os melhores para a África do Sul por pura teimosia e burrice.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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A ALEGRIA VOLTOU

Dunga, errar é huMANO, mas persistir no erro foi pura teimosia.

Valter Gali vgali@concili.com.br

São Paulo

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ESCRETE CANARINHO

O jogo com morto foi muito bom, vamos ver quando pegar um vivo.

Roberto Castiglioni rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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VIU SÓ, DUNGA?

É só alegria e show de futebol, daqueles que você não quis na nossa seleção que esteve na África do Sul. Está certo que foi sobre um adversário que nunca esteve entre os principais do mundo. Mas preste atenção quando alguma seleção importante jogar com os Estados Unidos em sua casa, note se ela conseguirá dar o show que essa meninada do Mano Menezes deu. Foi um lindo espetáculo, independentemente do placar. Essa molecada vai dar o que falar e deixar o Dunga calado.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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DE PATO PARA GANSO

Preferia ser eliminado com a seleção dos garotos Santastic + Pato + Ramires + Lucas + Hernani a ganhar a Copa com Dunga, Felipe Melo, Julio Batista, Grafite, Josué & Cia. Só o Ricardo Teixeira, que precisou perder uma Copa dando vexame para entender o que toda a torcida queria desde o começo.

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

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MANO, FULANO E BELTRANO...

Com um time desses, o técnico pode ser Mano, fulano ou beltrano (menos o Dunga), que o time joga sozinho. O mérito do Mano vai ser levar o troféu simpatia da Fifa.

Luiz Henrique Penchiari Jr. luiz.penchiari@bericap.com

Vinhedo

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SELEÇÃO

Saudades da época em que a seleção jogava com 10.

Sim, porque jogar com o Gilberto Silva é jogar com 10.

Zoroastro Gustavo Bisi zbisi@terra.com.br

São Paulo

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NOVELA

Se eu fosse da família Marinho, pegaria o infeliz que teve a ideia de impor "Passione" em vez do jogo do Brasil e chutaria a bunda dele pela Vieira Souto inteirinha. Esse é o tipo de executivo que não entende nada de massa e muito menos de atrações. Que imbecil. Onde já se viu tamanho absurdo? Só na Rede Globo, que coisa... O velho Marinho virou no túmulo, com certeza. Por causa dessas imposições é que admiro cada vez mais a Bandeirantes.

Edson Alves dos Santos edsondialves@hotmail.com

São José do Rio Preto

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NADA MELHOR

Num país onde ocorre tanta malandragem, nada melhor do que um mano, um moleque, um pato e um ganso para comandar a seleção nacional de futebol.

Ricardo Granatowicz ricgrana@terra.com.br

São Paulo

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MUDANÇAS!

Quanta diferença na seleção brasileira. Em primeiro lugar, agora temos um técnico equilibrado, coerente e que sabe se relacionar com as pessoas e a imprensa. Em segundo, o time que jogou nos EUA e encantou a todos poderia ter sido, especialmente no ataque, o time da Copa, mas águas passadas não movem moinhos. Seria tão bom termos a mesma alteração no ''comando'' do País. O atual ''técnico'', que de técnico não tem coisa nenhuma, continua a falar bobagens e mais bobagens, ignorando as leis eleitorais. Aliás, pra que leis, se elle tem azia ao ler? Acaba de assinar uma censura ao TCU, afirmou que tenista é burguês. Isso me remete aos tempos de colégio... Enfim, seria fantástico que os brasileiros pudessem ter uma seleção brasileira, não apenas de futebol, a seu serviço para realmente melhorar a vida de todos, apesar das falsas promessas do ''técnico'' atual de que queria ''tirar o povo da m...'' Uma mudança no comando do País seria muito bem-vinda e espero que os brasileiros aproveitem a oportunidade que se aproxima.

Renato Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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ERA MEIJI E ERA MANO

O imperador Meiji (Kyoto 1852 - Tóquio 1912) foi coroado imperador do Japão em 1867, aos 15 anos. Com a revolução de 1868 suprimiu o xogunato e o regime feudal dos damiôs. Em 1889, aos 22 anos, deu ao Japão uma Constituição e introduziu a civilização ocidental, transformando seu país numa das principais nações do mundo. Esse período glorioso do Japão se chama, na História do país, Era Meiji.

Enquanto isso, no Brasil, segundo fotografia de primeira página do Estadão de 10/8 (A1), começou a Era Mano!!! Início da caminhada para os espetáculos circenses de 2014, do showbol, como eu chamo o antigo esporte, o futebol amador de Charles Miller (1874-1953).

Enquanto no Japão do século 19 o imperador Meiji privilegiava os cérebros dos jovens estudantes japoneses, mandando-os especializar-se na Europa e nos Estados Unidos, o Brasil do século 21 privilegia os pés dos futuros heróis da Pátria, preparando-os para o ''panem et circenses'', o showbol de 2014!

Lamento o trabalho dos dedicados professores do curso fundamental brasileiro. Seus alunos sonham em ser milionários, aos 18 anos, com suas fotografias estampadas na primeira página dos principais jornais, cabulando as aulas e praticando o jogo da bola! As dignas profissões de professor, médico, engenheiro, etc., são para pobretões!!!

Esta situação somente mudará quando forem extintas a Fifa e a CBF, antros mais perniciosos para os jovens que os traficantes de drogas.

Braz Juliano bjuliano@uol.com.br

São Paulo

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DEUSES DE ARAQUE

Fico impressionado ainda, não sei por quê, ao ver notícias como esta: o presidente da Coreia do Norte obriga jogadores a trabalhos forçados na construção civil como castigo por terem perdido a Copa do Mundo. Até quando vamos ter gente ordinária assim no poder, como esse ser ridículo norte-coreano? Ou o outro que se julga deus e condena à forca um ser humano que não matou ninguém, apenas não cumpriu regras formais de sociedade? E, pior, existem na América Latina candidatos a filhotes de surucucu como esses... O mundo deve se unir e banir do poder essas amebas. Por muito menos o xá da Pérsia foi retirado, entre outros. Agora que os bichos são cruéis ninguém vai fazer nada? Tenho vergonha de morar no mesmo planeta em que criaturas como essas não são banidas. Aliás, deviam colocar o presidente da Coreia do Norte limpando latrinas de prisão o resto da vida. E o do Irã, algo semelhante.

Roberto Moreira Da Silva rrobertoms@hotmail.com

Cotia

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APOIO A DITADORES

Dizer que Lula assinou ''contrariado'' o decreto da ONU que impõe sanções contra o Irã é ridículo.

Assinou porque tinha de assinar, porque o Brasil tinha de cumprir com o Conselho de Segurança da ONU, do qual faz parte.

Lula declarou sua amizade ao ditador que ordena a morte de seus opositores, condena ou deixa condenar à morte pessoas por apedrejamento, nega o holocausto e afirma que pretende varrer Israel do mapa.

Em nome de um diálogo, que o próprio Irã não aceita, Lula e Amorim se arvoram em líderes morais e apoiam o regime tirânico dos aiatolás, mas condenam Honduras, que teve seu presidente eleito por meios oficiais decentes.

Essa política ideológica adotada pelo Itamaraty atual não é casual.

É uma política antiamericana, em que os transgressores dos direitos humanos têm a preferência brasileira.

Resta saber o que a candidata Dilma claramente pensa de tudo isso, qual a posição que ela adotará na política externa.

Bem explicado, para não haver dúvida.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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POLÍTICA EXTERNA

Onde será que Lula e Celso Amorim se graduaram em política externa?

David Neto drdavidneto@drdavidneto.com.br

São Paulo

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BIZARRICES

Gesto humanitário é um simbolismo muito bonito, mas que cada um o faça com os seus recursos. Mais uma vez o contribuinte brasileiro pagará a conta pela iniciativa do presidente da República de ceder uma aeronave ''pública'' para buscar o sr. Lugo (presidente do Paraguai), trasladando-o até São Paulo. Aqui também foi utilizado um helicóptero ''público'' para levá-lo ao Hospital Sírio-Libanês. Enquanto isso, brasileiros sofrem, e muito, nas filas dos hospitais para serem atendidos, chegando alguns a ficar dentro de uma ambulância porque não existem vagas. Até quando vamos aceitar essa bizarrice sem levantar os ombros e a cabeça? Quantos desmandos nestes oito anos, e esse Congresso nada fez para coibir as atitudes egocêntricas do sr. Luiz Inácio, que faz o que lhe vem à cabeça com nossos impostos, sem dar a mínima satisfação. Creio que o Paraguai não necessita disso.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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RETROCESSO

O projeto de lei de acesso a informações públicas, que vem sendo debatido há oito anos, foi aprovado pela CCJ do Senado e estava pronto para ser votado. Na última hora, o texto foi retirado do plenário, e adivinhem que são os responsáveis pelos requerimentos protelatórios. Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Eduardo Suplicy (PT-SP). Fala sério, esses dois senadores envergonham seus Estados por sua atuação pífia e covarde. O Brasil nunca vai se modernizar enquanto for dominado por cabeças que estão no século passado. Os dois senadores, um do PT e o outro do PSDB, alegram que a discussão precisa ser aprofundada. Quanto retrocesso. O que será que eles temem? Pelo visto, têm o rabo preso. Acorda. Brasil! Seria cômico se não fosse trágico.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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TCU

Lula sancionou lei que permite fugir de fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). Mais uma do nosso estadista de Garanhuns, que nunca deu bola para regras. Se Lula combateu a ditadura no passado, deve ter sido por inveja, pois seu governo vai ficar para a história política do País como o que mais desrespeitou leis e fiscalizações...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COELHOS E CENOURAS

Com notoriedade costumeira, o Estadão de ontem traz em manchete principal que Lula sancionou a lei que permite fugir da fiscalização do TCU. Quem já trabalhou com administração de obras gigantescas sabe: se elas forem fiscalizadas e suas contas aprovadas pelo cronograma financeiro global, e não pelo físico, regulador dos pagamentos periódicos, principalmente se tal contratação for superfaturada, é colocar coelhos para tomar conta das cenouras. Se a Dilma vencer as eleições, com o apadrinhamento do PT, esta lei servira como mensalões vindos dos porões de seus PACs. Cada povo tem o governo que merece!

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

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TUDO PELO POSTE!

Com a LDO, Lulla escapa da LRF e manda o TCU para a PQP.

Silvio Natal snatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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MADURA EXPERIÊNCIA

Refiro-me ao principal título do Estadão de ontem: ''Lula sanciona lei que permite fugir de fiscalização do TCU'' (Tribunal de Contas da União). Na mesma primeira página se noticia que, ''contrariado'', firma ele decreto de sanções contra o Irã. São duas medidas que ilustram a ''experiência acumulada'' a que se referiu a candidata Dilma. E não só revelam o desacerto com que seu partido governa o País e o fragiliza perante a comunidade internacional, mas que a transparência tão apregoada está a serviço do embuste ao rigor das contas nas obras públicas. Trata-se da Lei de Diretrizes Orçamentárias, como vinda do Congresso, poderão dizer os pressurosos acólitos. Porém, se foram vetados 20 pontos de tal lei, a ''brecha'' deixada não foi ocasional, nem sua sanção. Vêm aí os empreendimentos para a Copa de 2014 e já se pode vislumbrar quem se estará beneficiando com a permitida fiscalização só pelo valor global. No entanto, conforme se viu, mídia e os eleitores estão atentos a continuidades e/ou continuísmos que possam advir das urnas de outubro.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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SERRA NO JORNAL NACIONAL

Na noite de ontem o candidato José Serra foi o entrevistado na Globo. As perguntas formuladas pela emissora levaram-no a ter de falar de Lula por três minutos... Depois insistiram em perguntas antipáticas, fugindo do tema ''propostas de governo''. Dilma fugiu de todas as perguntas e não foi molestada. E não avisaram ao Serra que teria 30 segundos para se despedir, cortaram sua fala, diferentemente do tratamento que teve a outra candidata. Deveriam ser as mesmas perguntas e, se fugissem delas, ir para a pergunta seguinte. Serra, a meu ver, foi prejudicado pela emissora de propósito, não lhe perguntando sobre suas propostas de governo, e sim coisas erradas de São Paulo. E as falcatruas do PT? Por que não foram aventadas? Ele saiu como se fosse o responsável pelo mensalão! Quanta criatividade em nome do mal.

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

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COERENTE E PRODUTIVO

Entrevistado no Jornal Nacional, José Serra, pela sua objetividade, respondeu a sete questões importantes e sem fabricar números fantasiosos sobre obras.

Já a candidata do PT, Dilma Rousseff, demonstrou no mesmo programa falta de domínio das questões nacionais e internacionais. Embromou o quanto pôde nas respostas e, em conseqüência, os entrevistadores não conseguiram formular mais do que quatro perguntas.

Ou seja, a produtividade do candidato Serra, além de sua larga experiência na administração pública, foi bem superior à da mãe do PAC.

Isso é característica de um verdadeiro líder. Portanto, Serra pode fazer muito mais pelo Brasil. E os mais de 40 milhões de espectadores da TV Globo tiveram esta excelente oportunidade para decidir seu voto...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CHANCE PERDIDA

No Jornal Nacional, o candidato Serra perdeu uma grande oportunidade de mostrar que é o mais preparado. O entrevistador tinha de citar os pedágios?

Rogério Proença Ribeiro roger_fani@hotmail.com

Araras

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SABATINA

No Jornal Nacional, William Bonner e Fátima Bernardes deram um nó no candidato à Presidência José Serra. Quando Fátima questionou sobre seu vice, Índio da Costa, Serra disse que tem boa saúde e quem vai governar não é ele. Quando foi questionado sobre os pedágios, Serra disse que poderá ter uma estrada boa com pedágio baixo. Eu pergunto: por que hoje os pedágios são tão caros?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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PARABÉNS A SERRA

Parabenizo o candidato José Serra pela entrevista concedida ontem ao Jornal Nacional. Em especial ressalto sua posição relativa ao não-loteamento das empresas públicas. O loteamento de setores do Estado brasileiro é, a meu ver, a razão maior da ineficiência de um grande número das empresas estatais, prejudicando a aplicação de recursos federais e o desenvolvimento da nossa Nação.

Manoel Carlos Carvalho manoelcarloscarvalho@bol.com.br

São Paulo

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AGRESSÃO

Lendo o Estadão de ontem (A8), deparei com a notícia de que seguranças do candidato José Serra agrediram um cinegrafista que, no cumprimento do seu dever, estava tentando dar a notícia, divulgando as imagens do candidato numa lanchonete no ABC.

Fico imaginando: mesmo não sendo presidente, continua com sua imponência, sempre usando da força contra o povo, exatamente como fez com os habitantes da Favela Pantanal, colocando a tropa de choque contra aqueles infelizes moradores que perderam tudo nas enchentes.

Não é à toa que o José Serra está caindo nas pesquisas. O povo vê e sente tudo isso. Trata-se de candidato elitista.

Valter Banhara Guisard vbguisard@terra.com.br

Taubaté

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SERRA ''ELITISTA''?

A campanha do candidato José Serra já começou claudicante com o slogan "o Brasil pode mais". Até o mais ingênuo estrategista político percebe a burrada de quem o concebeu. Poder mais do que já pôde subentende proposta de se fazer mais do que já foi feito, deixando brecha para a inserção do "muito" que já foi feito. Um slogan de campanha teria de ser definitivo, incisivo, terminativo. Não é à toa que, frequentemente, Dilma Rousseff o ironiza.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ELITISMO PREJUDICIAL

Se Serra de fato quer tirar imagem que julga ter de elitista, é fundamental que se distancie, ao menos à vista do povo que provavelmente vote nele, de figuras tais como Fernando Henrique, Sérgio Guerra e outros que participam ativamente de sua campanha. Com o alto índice de popularidade de Lula, não há mais como modificar isso. Em que pese um discurso no mais das vezes extremamente fraco em seu conteúdo (de Lula), é assim que o povo gosta de ouvir, promessas e falácias, de ambos os lados.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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FHC X LULA

Não sei o porquê de tanta dificuldade do Serra falar do governo FHC, quando é solicitado a comparar com o governo Lula.

Não é difícil informar, esclarecer e lembrar que o governo FHC passou por várias crises mundiais e mesmo assim não deixou o País quebrar, e ainda o deixou preparado para quem vinha. O Lula não descobriu o Brasil há oito anos. Não fossem as medidas e ações do governo FHC (base), que começaram no governo Itamar, não estaríamos onde estamos, mesmo com mensalão e ''cumpanheiros'' em cargos estratégicos sem nenhum preparo, justificando a falta de infraestrutura que ainda temos (piorou).

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo

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COMPORTAMENTO

A candidata Dilma declarou que entrou no governo em janeiro de 2003 com inflação galopante, deixada pelo governo anterior. Ela está redondamente enganada: recebeu de dívida para 2003 R$ 22,5 bilhões, que o "Lulinha paz e amor" disse tratar-se de "herança maldita"; agora vão deixar R$ 90 bilhões para 2011 e ela agride, contesta e alega não ser dívida, mas forma investimentos. Como uma ex-ministra, que sempre contesta críticas, se engana a todo momento, pensa, em sendo eleita, em tentar construir uma sociedade justa e fraterna? Ela deve, no mínimo, ser leal e respeitar seus adversários políticos.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

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COLHENDO OS FRUTOS DE FHC

A candidata do PT, Dilma Rousseff, nos seus pronunciamentos, insiste em jogar a culpa no governo de Fernando Henrique Cardoso para justificar a má administração dos oito anos do governo Lula, que só alardeia, mas não avançou em áreas essenciais, de interesse da população, como educação, saúde, transporte e segurança. Só colheu os frutos das realizações do governo anterior, que, apesar de ter enfrentado grandes crises, conseguiu mudanças para melhorar as condições de vida do brasileiro, tais como: o Real tornou-se um plano bem-sucedido até hoje, apesar de que o PT foi contra, acabou com a inflação, aumentou o rendimento médio da população, milhões da famílias puderam comprar o seu primeiro televisor, houve mais controle dos gastos públicos com a Lei de Responsabilidade Fiscal, foi criada a Bolsa-Escola, a Bolsa-Alimentação. Enfim, o Brasil mudou tanto no governo FHC que fez o brasileiro descobrir o poder da cidadania e enxergar um futuro melhor. Sem Plano Real as transformações ocorridas seriam impraticáveis.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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INFLADOS OU MENTIROSOS?

Sou brasileira e não gosto de ser enganada por ninguém.

Os números que a candidata do PT apresentou não são inflados, são mentirosos.

Por que os jornais não usam mais as palavras corretas para apresentar suas notícias?

E o Brasil não estava com a inflação descontrolada no final do governo FHC, muito pelo contrário.

Não seria o caso de o PSDB pedir direito de resposta no mesmo horário, nos mesmos canais e/ou jornais?

Karin Beeler kabeeler@terra.com.br

Valinhos

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HERANÇA MALDITA

Lendo o caderno de Economia de domingo (8/8), pudemos constatar que a verdadeira herança maldita é a que o Lula vai deixar: R$ 90 bilhões, contra R$ 22,6 do FHC, que foi deixada para o Lullinha... Se for o sargento (Dilma) que ganhar, não ficaremos sabendo a verdade, o tamanho do rombo.

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

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DILMA E AS MENTIRAS

O forte da candidata Dilma, a julgar por mais de uma declaração, não é o compromisso com a verdade. Um curso de pós-graduação não concluído na Unicamp; R$ 270 milhões para a Rocinha, quando foram, apenas, R$ 80 milhões; e a herança inflacionária, que não foi nenhuma. Neste último aspecto, ignorar a complexa e genial obra de engenharia financeira que, depois de mais do que longo e tenebroso inverno e vários planos demagógicos e mal-sucedidos, finalmente introduziu a estabilidade monetária no País, com início já no governo Itamar Franco e Fernando Henrique no Ministério da Fazenda, é tripudiar sobre a História, é mentir. Já que a candidata não concluiu seu curso, sugerimos, como complemento, a leitura do debate travado entre Kant, Shopenhauer e Benjamin Constant sobre o significado e a admissibilidade da mentira no plano da ética.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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RECADINHO

Ajudar é sempre bom. A candidata guerrilheira precisa saber que, se mentiras valessem, os presídios estariam vazios.

Lazaro Dutra l.dutradvogado@uol.com.br

Avaré

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PROTECIONISMO

Ao não contestar quando Dilma comentou que a inflação estava descontrolada quando Lula assumiu o poder, o repórter errou muito. Para não caracterizar protecionismo, não seria o caso de haver uma retratação ou um direito de defesa do PSDB?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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PRESIDENTE E MINISTRO

Um país onde é lançada uma cidadã a presidente com o currículo de uma Dilma e nomeia um ministro com o currículo de um Toffoli, esperar mais o quê?

Orivaldo Tenorio de Vasconcelos prof.tenorio@uol.com.br

Monte Alto

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IMUNIDADE

Depois de todo esforço e empenho do Lula para promover Dilma a sucessora dele na Presidência do Brasil, que é o seu maior e único objetivo, com certeza isso lhe trará inúmeras vantagens, caso ela venha a vencer as eleições. Entre elas o fato de estar imune a qualquer tipo de crítica ou comentário negativo enquanto foi presidente do País, e com certeza deve haver diversas situações e atitudes que o povo brasileiro não soube.

Aliás, Dilma ultrapassou José Serra nas últimas pesquisas. Que Deus nos ajude a suportar o que teremos pela frente, caso o quadro não se reverta.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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SOBRE O MENSALÃO

Nas entrevistas da Globo, não teve o menor sentido (para não dizer explícita parcialidade) cobrar Marina Silva, com extrema insistência, e não ter mencionado o assunto com Dilma Rousseff. Você não acha, Bonner?

Ulysses Fernandes Nunes Junior ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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PERGUNTAS GENTIS

Nosso guia considerou que faltou gentileza aos apresentadores da Globo quando dos 12 minutos da presidenciável Dilma, recomendando que ela não perdesse as estribeiras. Sua Excelência cometeu uma grande injustiça. Sobrou "gentileza". E se a dupla tivesse feito as mesmas perguntas relativas ao mensalão - que, como todos sabem, nunca existiu -, como procedeu no dia seguinte durante os 12 minutos da candidata Marina Silva? Teria sido, para ficarmos no terreno das metáforas ligadas à equitação, a repetição do episódio Rodrigo Pessoa montando Baloubet du Rouet?

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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PURO LÁTEX

Já que ela faz questão, sempre, de avisar que foi criada na mata dos seringais, cai-lhe bem a alcunha ''Marina pau-mandado''!

Pô! Será que ninguém ainda percebeu que a dela é roubar votos dos que somente votariam em José Serra, porque ''never, jamais'' (em francês mesmo) sulfragariam nas urnas o nome de Dilma Estela Wanda Luiza ''and so on''? Pau-mandado, mesmo, e de Lula, o estrategista! Com aquela carinha ingênua, ela vai longe...

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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MARINA SILVA E A ÉTICA

Ética é uma daquelas coisas difíceis de definir. Eu escutei uma vez uma definição para a não-ética, que considerei muito oportuna e talvez universal. É algo mais ou menos assim: não-ético é tirar proveito do outro para seu benefício, sem o seu consentimento consciente. Quando a candidata Marina alega não ser ético criticar o PT, vejo que isso não faz sentido segundo a definição usada. Ela não estaria agindo em benefício próprio tirando proveito de outro, mas sim emitindo sua opinião sobre fatos ocorridos. Ele poderia com tranquilidade dizer que não concorda que os fins justicam os meios. A sua incapacidade de criticar sugere algum compromisso com o mal feito.

Carlos Ávila c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES 2010

Já que nenhum candidato se digna a combater a corrupção por causa das alianças espúrias, elegendo qualquer um deles, estaremos reelegendo Sarney, Collor, Quércia, Maluf, Renan, Barbalho et caterva para tomar conta do Tesouro público.

Edvaldo Angelo Milano e_milano@msn.com

Limeira

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NÃO EXISTE

Eu gostaria muito de ver um candidato à Presidência deste país com sangue nas veias, que mostrasse alguma indignação, asco, raiva do estado de podridão moral a que chegamos. Gostaria de ver alguém inconformado com o aparelhamento da máquina, louco da vida com o uso da máquina pública na campanha, estarrecido com o desmonte das instituições. Queria alguém que chamasse ladrão de ladrão, analfabeto de analfabeto, corrupto de corrupto, oportunista de oportunista, sem medo. Alguém que não tivesse medo dos números dos institutos de pesquisas e do patrulhamento remunerado de plantão, dos jornalistas de aluguel, dos politicamente corretos, das vestais de prostíbulo. Queria alguém que nos representasse, esta parcela da população que anda escreve cartas aos jornais, ainda grita, ainda não desistiu, ainda não está anestesiada. Não existe. Não existe mais ninguém.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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CONTEÚDOS E DIRETRIZES

Ouvir as entrevistas e os debates dos candidatos a presidente é bom, para tirar algumas dúvidas, mas os conteúdos e as diretrizes que serão tomadas pelo presidente eleito só saberemos quando, depois da posse, houver as primeiras reuniões com a equipe e seus ministros nomeados. Antes é só promessa de campanha, e promessa de campanha não se cobra, muito menos se cumpre. As decisões poderão ser muito melhores (ou piores) do que foi prometido durante a campanha.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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PRECISAMOS DE ESTADISTAS

O povo brasileiro sentiu a morte do Tancredo Neves porque ele inspirava confiança. Foi um líder que não pôde ser testado. Dia 3 de outubro o povo vai eleger o novo presidente da República. Já deu para "conhecer" os dois principais candidatos à Presidência do Brasil. A candidata Dilma Rousseff tem um histórico de vida um tanto ameaçador. O candidato José Serra é mais confiável, mas não empolga ninguém. Precisamos de um presidente que faça acontecer. O nosso Brasil precisa de estadistas.

Fraterno Maria Nunes fraternomarianunes@gmail.com

Campo MOURÃO (PR)

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VOTAR EM QUEM?

Sinceramente, dá para acreditar que qualquer um desses candidatos tenha coragem de governar para o povo, para o País, e escolher para cargos do governo pessoas competentes e sem compromisso com partidos políticos?

É mais fácil um camelo passar pelo furo de uma agulha. Vamos votar... Em quem?

Jorge T. de Rezende tomaz.rezende@uol.com.br

Taubaté

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O BRASIL CADA DIA MOSTRA MAIS SUA CARA

A semana do telejornal eleitoral trouxe algumas conclusões e poucas esperanças aos eleitores brasileiros: a princesa do botox, devidamente maquiada e travestida sobre a carcaça de ferro, ri, não fala congruentemente e mente; a pastora da selva posa de diplomata sobre corpos dilacerados, anuncia um reinado de paraíso, enquanto a mata arde em novas, repetidas e incansáveis queimadas; o mais preparado pela trajetória pública exagera no remédio, quer mais drogas e se perde no desenrolar de atos, que se tornam inócuos, em face de suas contendoras não terem sido nada, não terem efetuado nada, não representarem nada.

O foco não foi encontrado. Contra nada e ninguém, a campanha do único candidato que reúne história, mandatos públicos e realizações palpáveis se perde a discutir a abobrinha petista, esquece-se de sua realidade e aceita as balelas das "pesquisas". Perde a oportunidade de denunciar, de demonstrar as falsidades, e parece aceitar o joguinho sujo planejado para distrair o já alienado eleitor.

Enquanto isso, dez ou quinze minutos antes de as estrelas brilharem na bancada do casal, roubos mirabolantes, assassinatos cruéis, crimes hediondos, pedofilia insistente, mortes por encomenda, crimes de colarinho-branco repetidos ao inferno e demais atrocidades diárias, cometidas sob as barbas petistas, avexam e achincalham a sociedade brasileira, tornada refém da bandidagem universalizada pelas mãos sujas e gordas petistas, sob olhares meigos e coniventes dos ministros indicados pelo PT que libertam, sempre que possível, os ditos criminosos, tão logo a "lei" brasileira - com o perdão da palavra - o permita, o favoreça e o incentive.

Enquanto o País vai para o brejo, vai à lama e ao reduto comuno-chavista-idiota-petista, os candidatos desfilam suas historias de pobreza infantil, esquecimento do passado, quando interessa, e marcham, feito blocos carnavalescos, pelas salas das famílias brasileiras. Com aval, retórica e destaque das nossas emissoras, ávidas em comercializar sobre os ditos cujos, atores da chanchada espúria do folclore da hora, nem reparam na quantidade de mortos, na taxa abusiva da espoliação do cidadão, nem ligam mais para os drogados que proliferam nas ruas, nem para as armas de ultima geração que diariamente são vistas nas mãos operantes dos bandidos, dos delinquentes irrecuperáveis, dos menores já condenados.

A rotina de miséria e a desgraça anunciada e fomentada pelos alucinados do governo já são vistas como meras correlações do modo, inocentes perdidos, vítimas aceitáveis na guerra, tal como reza o raciocínio da cartilha e da mente doentia dos guerrilheiros que compõem hoje a nata do pensamento que manobra e paga caro pelo apoio de toda essa massa de coniventes, risonhos, cheios de ideologia, camuflados na defesa da chamada "democracia" brasileira.

A baixeza moral, associada à falta de caráter, assolou de vez esta nação e, para lembrar tempos passados, não esquecidos, a "imprensa marrom", hoje tingida de vermelho, cor de sangue e de escárnio, perambula pela veia moral da sociedade que se associa à corrupção dos partidos políticos, cede as salas da sociedade fina e, prioritariamente, premia nababescamente os escritórios de propaganda, os maiores e mais enriquecidos com esta festa .

A farsa eleitoral neste país promete ser festa maior e mais reconhecida que nossos desfiles de bunda de fora na avenida, promete mais lucro comercial que o futebol dos meninos da Vila, promete ser mais atraente para os turistas que a farra do boi, ou das meninas nordestinas, ou, ainda, mais que os juros extorsivos que se aplicam aos "índios" da casa para remunerar o capital estrangeiro. Isto é que é festa, brasileira!

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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CONTAGENS REGRESSIVAS

1) Faltam 80 dias para a definição de quem será o novo presidente do Brasil.

2) Faltam mais de 141 dias para acabar a censura ao Estadão.

3) Já para decidir sobre a NÃO-extradição de Césare Battisti serão necessários mais que 80 dias e bem menos que 141 dias, quando acabará o reinado lulístico.

Quem viver, verá.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PAREM DE CULPAR AS VACAS

Finalmente a coluna "Planeta" do Estadão abriu os olhos para um alerta que venho fazendo há tempos. As montadoras de automóveis deveriam padronizar os milhares de peças e componentes dos autos/caminhões e ônibus produzidos diariamente.

Cada vez que os fabricantes produzem diferentes modelos ou tamanhos de peças (pneus, faróis, janelas, lanternas, parafusos, etc.), toda a cadeia produtiva, desde a mineração, passando pela siderurgia, metalurgia, petroquímica, etc., necessita trocar o ferramental de produção e essa troca demanda tempo e os fornos de produção não podem ser desligados, ou seja, continua-se a consumir energia sem que se esteja produzindo.

Por exemplo, para se produzir 100 toneladas de barras de aço para a confecção das molas helicoidais de uma determinada espessura e depois mais 100 toneladas de outra espessura, deve-se trocar o ferramental de produção, e enquanto isso os fornos estão ligados, gastando combustível.

Se somarmos essa energia perdida com a energia gasta com as peças que vão para o mercado de reposição e que serão obsoletas ao final de um período curto (os modelos mudam rapidamente - montadoras em março já estavam lançando modelos 2011), essa energia perdida é maior do que a energia que se gasta para mover os autos.

Claro que não se quer fabricar um Trabant (aquele carro da ex-Alemanha Oriental), mas as peças invisíveis aos olhos do consumidor e que não interferem no seu gosto podem e devem ser padronizadas. Fabricam-se autos na norma em milímetros e em polegadas - pasmem!

Isto vale também para a telefonia, linha branca, eletroeletrônicos, etc. Vejam: minha filha trouxe de Londres uma TV de plasma de 42 polegadas que ''pifou'' e a Samsung não quer consertá-la por ser estrangeira, como se houvesse TVs brasileiras... Estão cada vez mais fabricando produtos descartáveis. Celulares do mesmo fabricante com baterias e cabos não compatíveis, pode?

Vi, também, uma senhora reclamando de uma lavadora Consul com menos de um ano de uso e que não tinha conserto porque já havia saído de linha. O governo aprovou a lei de disposição de material inservível e as indústrias estão cada vez mais ''colaborando'', produzindo produtos descartáveis e aumentando o lixo eletrônico. E numa verdadeira propaganda enganosa dizem-se preocupadas com o meio ambiente e as ONGs estrangeiras, a soldo das potências, culpam o gado brasileiro pelo aquecimento global.

Victor Hugo (não sou agropecuarista) renard-46@hotmail.com

São Paulo

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