Cartas - 13/08/2010

ANISTIADOS

, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2010 | 00h00

Revisão de indenizações

Até que enfim alguém teve a coragem de acabar com a "farra das indenizações" e revisar os valores absurdos que premiaram muitos dos que se esconderam atrás dessa farsa de perseguidos políticos durante a ditadura e humilham a grande maioria de aposentados, trabalhadores que construíram este país e recebem migalhas. Parabéns ao procurador Marinus Marsico pela iniciativa.

Celso Nascimento celso@directasa.com.br

São Paulo

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ACIDENTADO

Li no Estadão de ontem (A14) que os beneficiários da anistia a perseguidos políticos recebem indenizações de milhões de reais e ainda vultosas aposentadorias. Entre eles está o presidente Lula, que recebe R$ 5 mil mensais. Eu sofri um acidente de trabalho em fevereiro de 1978 e, mesmo tendo perdido tecido e parte de osso do braço, recebo R$ 214 mensais. E ainda sou obrigado a ouvir dizer que este é um país de todos...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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FOME

Eu estava no voo Vasp n.º 224 em 22/2/1975, quando o avião foi sequestrado por um terrorista. Perdi o emprego porque não consegui chegar no horário ao compromisso que estava agendado pelo meu chefe da época. Fiquei nove meses desempregada - e era arrimo de família. Foram meses de fome. Eu tenho 1,77 cm de altura e cheguei a pesar 48 quilos. Com quem posso falar para receber uma "indenizaçãozinha" dessas que andam distribuindo por aí?

Irene Sandke irene@frettes.com.br

Curitiba

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MEDO

Como ex-soldado da Força Aérea Brasileira nos anos 70, reivindico também esses salários que são pagos aos "perseguidos" políticos. Eu também fui um perseguido pelos chamados revolucionários da época, pois andava na rua com medo de ser assassinado ou sofrer um atentado a bomba. Muitas noites mal dormidas por causa de ameaças de grupos terroristas, isso foi também uma forma de tortura. Que os benefícios não sejam concedidos apenas aos chamados perseguidos pelo regime militar, mas também aos que lutaram para que aqueles não fizessem deste país uma ditadura sanguinária de esquerda.

Walter Francisco Barros walterfbarros@yahoo.com.br

Araçatuba

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LUCRO

Millôr Fernandes é que sabe das coisas: "Pensei que tivéssemos feito uma revolução, e não um investimento." E ainda: "Desconfie de todo idealista que lucra com seu ideal." Sem comentários!

TANIA TAVARES taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL

Democracia

Gostaria muito que alguém perguntasse à candidata Dilma Rousseff o que ela entende por democracia e que tipo de democracia pretende para o Brasil. Entendo ser muito importante esclarecer esse ponto, diante de declarações reiteradas da candidata de ter "lutado contra a ditadura, pela democracia". Sua atuação como membro de grupos de extrema esquerda é bem conhecida, permitindo concluir que democracia não estava em seus planos quando combatia a ditadura e, se eleita, bem poderá pretender "bolivarianizar" nosso sistema democrático. O presidente Lulla, professando a fé política de "torneiro mecânico", pratica a democracia de conveniência, umas vezes pragmática, outras oportunista, e se não chegou a fechar jornais e veículos de comunicação, também não deixou de calar alguns e despachar para o inferno outros, como os pobres boxeadores cubanos. Dilma é extremista por formação. Foi moldada pela VAR-Palmares e, com a influência dos Marcos Aurélios top-top da vida, poderá levar-nos para o buraco. Regina Duarte, onde está você?

Augusto M. Dias Netto diasnetto@terra.com.br

São Paulo

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"O GRANDE PAI"

As ideologias totalitárias, desde o nazi-fascismo, passando pelo comunismo, até as atuais ditaduras, sempre propuseram substituir a célula familiar pela força do Estado - que tudo quer ver, ouvir, e controlar -, abrindo enorme fosso entre valores individuais e a sociedade perfeita proposta pelo Big Brother. Com isso o governo determina e fiscaliza tudo - tipos de casamento, número de filhos, aborto, punições, o que ensinar, proibir, etc. O exemplo mais marcante foi o da China de Mao, mas outros surgem nos dias de hoje. É importante obter dos candidatos a presidente sua posição nesta questão, já que alguns, por sua formação marxista, tendem a enaltecer cada vez mais o poder do Estado sobre o núcleo familiar.

Viviano Ferrantini engferrantini@ig.com.br

São Paulo

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JOAQUIM BARBOSA

Crítica

Agora o ministro do STF critica o Estado. Para nossas autoridades não vale a máxima "quem fala a verdade não merece castigo".

Angelo Antonio Maglio Angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

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FOTO

Será que uma foto no Estadão produz o efeito de curar males da coluna, restabelecendo alguém para o trabalho?

José Roberto Cicolim jrobcicolim@uol.com.br

Cordeirópolis

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ESCLARECIMENTO

Credores do Banco Santos

A informação prestada pelo presidente do Instituto de Previdência do Legislativo do Estado de Minas Gerais, sr. Gerardo Renault, sobre o volume de despesas feito pela administração da massa falida do banco (9/8, B10), segundo a qual, de cada R$ 1 arrecadado, esta administração gastou R$ 0,21, merece ser retificada, a bem da verdade. As despesas fixas da massa no período de 20/9/2005 a 30/6/2010 foram da ordem de R$ 22,6 milhões, equivalentes a R$ 0,03 para cada um R$ 1 recuperado. As despesas variáveis no mesmo período, principalmente processuais e com honorários, totalizaram R$ 11,9 milhões, que, mesmo acrescidas às despesas fixas, dariam uma relação de R$ 0,05 para cada um R$ 1 ingressado na massa. O total recuperado pela massa falida foi de R$ 689,2 milhões.

VÂNIO CESAR PICKLER AGUIAR, administrador judicial da massa falida do Banco Santos S.A.

São Paulo

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"Até que enfim Serra

está começando a demonstrar a que vem"

ULYSSES FERNANDES NUNES JUNIOR / SÃO PAULO, SOBRE A ENTREVISTA AO JORNAL NACIONAL

ulyssesfn@terra.com.br

"Se no governo o PT ficou maduro, com as espúrias alianças caiu do galho, apodreceu"

JAIRO P. GUSMAN / SÃO PAULO, SOBRE DILMA NA TV GLOBO

jairogusman@gmail.com

"Muito cacique pra pouco índio é como consigo ver o Palmeiras sob o comando de Felipão"

NEWTON NAZARO JUNIOR / SÃO PAULO, SOBRE A DERROTA PARA O VITÓRIA NO BARRADÃO

nnazaro@uol.com.br

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TEMA DO DIA

Serra tenta dissociar Dilma de Lula na Globo

Calmo e claro, titubeou ao falar de aliança com PTB e pedágios; "The Economist" crê na vitória do PT

"Serra deu show de segurança, raciocínio lógico e coerência! Com ele, temos um plano para solidificar a democracia."

ANA MARIA SILVA

"Já vi várias vezes candidaturas da situação liderarem até a boca de urna e serem fritadas pelo eleitor na reta final."

CONSTANTINO RIBEIRO

"O casal JN aliviou para o Serra. Não falou sobre educação, por exemplo, o calcanhar de aquiles do PSDB em São Paulo."

MARA CHAGAS FERNANDES

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

VITÓRIA DO INTER

Parabéns ao Internacional-RS pela grande vitória por 2 x1, de virada, sobre o Chivas-Guadalajara, no México, no primeiro jogo da final da Copa Libertadores da América. O Inter tem tudo para conquistar o bicampeonato e trazer a 14.ª Libertadores do futebol brasileiro. De 2005 para cá, com organização e competência, o Inter está sempre chegando a decisões e conquistando grandes títulos, sendo um modelo a ser seguido pelos demais grandes clubes brasileiros.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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AGORAFOBIA NO PALMEIRAS

Os jogadores do Palmeiras parecem padecer de agorafobia, aquela síndrome do medo de lugares abertos. Alguns deles sofrem também de TOC (transtorno obsessivo compulsivo), como Pierre, que não pode ver a linha da área que já faz uma falta no adversário.

Luiz Henrique Penchiari Jr. luiz.penchiari@bericap.com

Vinhedo

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Mano Menezes

Gostei muito da escolha de Mano. Queria pedir só um favor: exija que nossos jogadores aprendam o nosso Hino Nacional. Ficaria muito contente e acredito que Toda a torcida também.

Miriam Ethel Trejger

São Paulo

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CANDIDATOS AO GOVERNO DE SÃO PAULO

Assistindo ao debate entre candidatos ao governo de São Paulo promovido pela Rede Bandeirantes me convenci de que o próximo governador deve ser realmente alguém que tenha de fato preocupação com o crescimento e o desenvolvimento do Estado, sem se esquecer da melhoria da qualidade de vida. Fabio Feldmann mostrou que, diferentemente do que se pensa dos integrantes do Partido Verde (PV), eles não falam apenas em proteção do meio ambiente. Feldmann tem o meu voto.

Hilario Baptista hilariobaptista@gmail.com

São Paulo

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ALCKMIN

Quando governador Geraldo Alckmin criou um subteto para os servidores do Executivo estadual, cujo salário-limite é o de governador - o que não tem nada a ver, porque o salário de um governador é político, com direito a palácio, condução, comida, bebida e dormida -, transformou inclusive os agentes fiscais de rendas responsáveis e grandes aliados para a arrecadação em funcionários de terceira categoria, abaixo do teto salarial de ministros do STF e do Judiciário estadual, sendo para estes 90,25% do salários dos primeiros. Mas como tudo nesta vida tem retorno (a natureza que o diga), terá pela frente como governador do Estado de São Paulo (tudo indica que será) uma senadora do PT, dona Marta Suplicy (que tudo indica também será), o que lhe tirará muitas possibilidades de governança por ser ela justamente do PT e velha inimiga política do PSDB. Como um dos prejudicados com seu decreto, mas sem pendores vingativos, peço que Deus o livre e guarde.

Antenor Azevedo Carrijo car.rijo@terra.com.br

Atibaia

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OS FICHAS ZERO

Fica-se discutindo, com plena razão, o impedimento aos fichas-sujas, que não só deveriam ser banidos da política, como do País também. Porém, ninguém fala dos fichas zero, tais como nossos senadores petistas por São Paulo, que durante todo o mandato nada fizeram de útil, de construtivo, de digno de nota. Eles se escondem do trampo meses seguidos, havendo tanta coisa que a locomotiva do Brasil necessita. Ineficientes e ineficazes, não passariam no período de experiência de 90 dias em qualquer empresa de pequeno porte. E, mesmo assim, ainda querem governar, ministeriar, senatoriar, continuar, perpetuar-se! Cuidado com seu voto, povo paulista! Tem coisa pior querendo se achegar. "The answer, my friend, is blowin'' in the wind..."

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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GOSTEI!

Assisti às três entrevistas no Jornal Nacional com os presidenciáveis. Sem paixão alguma, é fácil constatar que Serra se saiu melhor. Ele foi mais objetivo, mais direto, claro, coerente e não tentou desconversar, nem usar a tática ''maluf'' de enrolar o entrevistador. Dilma inventou fatos e números, como dizer que há oito anos a inflação estava fora de controle e que o governo investirá R$ 270 milhões em saneamento básico numa favela, e impacientou-se com os entrevistadores. Marina foi vaga, além de criar a tese de uma ética um tanto peculiar, ao justificar seu silêncio diante do mensalão.

José Serra, mesmo diante da maior contundência das perguntas - o que é natural, posto que ele é mais preparado e não precisa de condescendência -, respondeu a todas elas sem dificuldade. Gostei.

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O USO DO CACHIMBO ENTORTA A BOCA

A entrevista do candidato do PSOL a presidente, Plínio de Arruda Sampaio, no Jornal Nacional foi arqueológica, como várias de suas ideias, mas fez um bom retrato da Globo, que de tanto ser censurada mansamente no regime militar e tacitamente após se acostumou e agora censura entrevista, não convivendo bem com a crítica e se considerando acima da lei.

Curioso o candidato que defende um partido de nome que é um paradoxo, pois em nenhum lugar o socialismo e a liberdade conviveram, porque a primeira providência dos socialistas, como os do PSOL, no poder foi suprimir a liberdade, inclusive a de imprensa, que o sr. Plínio agora tanto preza.

Márcio M. Carvalho

Bauru

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GARUPA

A ''coroa'' rebatendo o que José Serra disse na entrevista ao Jornal Nacional, da Globo, deu a sua versão de não ter nenhum constrangimento, se eleita, em governar na garupa do ''cara''. Nada de anormal, já que o ''cara'' esteve por oito anos na garupa de FHC, com a continuidade do plano econômico, do plano de exportação de commodities agrícolas e metálicas, dos programas assistenciais e, o mais importante, com a moeda estável devida o Plano Real. Com certeza o Serra é o único candidato que vai preservar a democracia e a liberdade do povo brasileiro. Na comparação o que interessa mesmo é o seu passado e a sua grande experiência.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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TUTELA

Pertinentes as críticas desferidas pelo candidato José Serra à candidata Dilma Rousseff, quando foi categórico ao afirmar que ''não se deve governar na garupa''. Para se postular a Presidência do País, cremos haver pressupostos básicos que devem nortear o percurso de um candidato, como ter personalidade própria, independência de postura, estratégias programáticas de governo bem definidas e claras. Não é o que ocorre com a candidata do governo, uma vez que se refere com constância à figura do presidente Lula em seus pronunciamentos, endeusando-o em demasia. Os brasileiros desejam um presidente que governe com clara visão de comando, não submisso a monitoramento de tutor nenhum.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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''PREPARADA''

Dilma, como Marina e Serra, foram entrevistados no Jornal Nacional, da Globo, e no Jornal das 10, da Globonews. Reclamou a Lula, em Minas Gerais, que foi maltratada na Globo, o que não é verdade. Talvez a tivessem julgado arrogante, pois se portou no estilo ''já ganhei''. Aliás, respondeu que a Baixada Santista fica no Rio de Janeiro, o que prova que não sabe nada do Brasil, nem geograficamente. Logo após foi para a Globonews, onde também foi entrevistada, mas nem sabia que noticiário era aquele. Aí, depois de informada, ela disse: "Boa noite, André, boa noite, Trigueiro..." Que enrascada, um era o André Trigueiro e o outro o Carlos Monforte, dois apresentadores conhecidos de norte a sul do País. Se o preparo de Dilma é desse quilate, qual será o que pretende levar para o Palácio do Planalto, se eleita? Chega de despreparo e arrogância, o Brasil merece gente melhor, como Serra ou Marina. Dilma é casca, e só. Até agora, nesta campanha, nada disse além do que os marqueteiros lhe passaram ou colocaram no tepepronpter. Tudo nessa senhora soa falso, a começar por sua ''nova'' aparência.

CARLOS E. B. RODRIGUES ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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GEOGRAFIA E MATEMÁTICA

Os conhecimentos sobre o Brasil da candidata "Dilmente" Rousseff estão sendo postos à prova em todos os seus pronunciamentos: nunca se sabe onde ela vai colocar os números ou os locais geográficos. Alguns causam apenas desconforto à plateia amiga, que aplaude da mesma forma; a outros, que por sorte têm ao menos um pouquinho mais de escolaridade, causam vergonha, agridem os ouvidos e preocupam. Depois de Lula, se vingar a sua eleita, o Brasil, no mínimo, terá de refazer sua localização geográfica e o ensino da Matemática básica. Que vergonha!

Leila E. Leitão

São Paulo

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FORAS DE DILMA

Estamos à beira de um verdadeiro desastre de proporções maiores que um tsunami, com a possibilidade de Dilma ser eleita presidente do Brasil.

A última dela foi no Jornal Nacional, quando colocou a Baixada Santista no Estado do Rio de Janeiro!

Não foi só esse fora de Dilma, outros foram mostrados anteriormente.

Isso demonstra total ignorância, despreparo e desrespeito ao povo brasileiro, a quem ela e Lulla querem enganar o tempo inteiro.

Caso eleita, passaremos por vergonhas homéricas ainda maiores do que as que passamos com o falastrão-mor do Brasil, Lulla da Silva.

Cuidado!!!

Boris Becker alexbecker@uol.com.br

São Paulo

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A FARSA DOS NÚMEROS

Quando o próprio Ministério da Fazenda erra dados e infla feitos de Lula, fica evidenciado que nenhum número citado pelo governo federal é confiável. Basta ver que, no discurso da candidata, o Brasil melhorou muito em números, mas para aqueles que sabem fazer conta a farsa é desmascarada imediatamente. O que vale para o eleitor? A mentira contada mil vezes ou a verdade provada pelos números? O TSE deveria cuidar desses abusos, visto que o TCU, que é quem deveria fiscalizar, faz vista grossa, enquanto os números superfaturados já estão disponíveis na página da candidata Dilma Rousseff. Não contentes em fraudar números, o governo ainda mente em relação aos números do governo FHC. É preciso uma oposição bastante dura e vigilante para conter a sanha dos petistas, que tudo farão para se manter no poder. Então fica combinado, quando a candidata falar em superávit, PIB, taxa de crescimento, é bom confrontá-la com números reais e desmascará-la em rede nacional. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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RECEITA MÁGICA

Realmente vai ficar difícil o Serra vencer esta eleição. O "cara", sem o menor constrangimento e qualquer ética, sobe no palanque da candidata uma vez por semana. Por outro lado, ella participa de eventos oficiais (Comitê Olímpico Brasileiro, CNT) como se representasse o governo. O "casal 20" da Globo questiona, insistentemente, a Marina Silva e o Serra sobre o mensalão e nem toca no assunto com a Dillma, sendo que foi ella que esteve no coração do problema. Junte-se a isso o Bolsa-Família (ou melhor, bolsa-esmola), a bolsa-presidiário, com direito a preso votar, além de tantas outras benesses que o "cara" concede. Para completar, temos o despreparo do nosso povo.

Sergio Luis dos Santos sersan@netpoint.com.br

São Paulo

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RELAÇÕES PÚBLICAS

A cada entrevista que o pragmático e estudioso José Serra dá, ficam muito mais evidentes o seu preparo e as óbvias diferenças técnicas, educacionais, culturais e de gestão entre ele e Dilma Rousseff. Enquanto um está absolutamente preparado e pronto para assumir a Presidência da República, a outro segue sentadinha da garupa, repetindo um discursinho pré-moldado e populista - será que utiliza ponto eletrônico? -, comportando-se apenas como relações públicas de Lula e do seu governo.

David Neto drdavidneto@drdavidneto.com.br

São Paulo

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GALINHA MORTA

Na entrevista de Serra ao Jornal Nacional, um importantíssimo tema não foi abordado: o aumento de impostos que o governo do Estado vem praticando, através da ridícula "substituição tributária" e nota fiscal eletrônica, que, ao invés de simplificar, vem causando grande confusão nas empresas, num processo antes tão simples, como o preenchimento de um talão de notas fiscais. Serra veio na contramão de Alckmin, que vinha reduzindo paulatinamente a absurda carga tributária que pesa sobre as empresas paulistas, as ''galinhas dos ovos de ouro'' que estão sendo mortas enquanto os produtos chineses invadem o mercado.

John F. Davies johnfdavies@gmail.com

São Paulo

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AO ESTADO O QUE É DO ESTADO

''Não tenho compromisso com nenhum erro. Não faço loteamento de cargos.'' Foi assim que Serra, no Jornal Nacional, descartou a possibilidade de aparelhar as estatais no seu governo. Diferentemente das práticas atuais, pelo que afirma, devem prevalecer, caso vença, a competência e a honradez como critério único no preenchimento dos cargos nas diretorias executivas dessas entidades federais. Mais do que auspicioso, isso é absolutamente necessário. Mas seria suficiente? Exemplos atuais e do passado mostram que isso é pouco. As empresas formadas com dinheiro público em nosso país, infelizmente, só poderão gozar do status de estatais se de fato forem - por força de lei - controladas e comandadas pelo Estado e pelo conjunto de suas forças. Em termos estruturais e de comando, elas estão anos-luz distantes das empresas congêneres dos países do Primeiro Mundo, onde é comum o governo (Executivo) somente poder nomear um terço do seu Conselho de Administração. Os demais membros são representantes natos da sociedade com alguma ligação científica ou funcional com a estatal. Com isso elas se mantêm profissionais, atreladas aos objetivos do Estado (também definidos em lei), sem ''proveitos'' privados e distantes dos espúrios interesses dos políticos, partidos e sindicatos. Essa é a grande diferença que torna insuficiente a boa intenção do candidato Serra e extremamente grave a proposta de fortalecimento do Estado da candidata Dilma Rousseff.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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PEDÁGIO FEDERAL

A candidata do PT à Presidência aponta com o dedo o preço do pedágio das estradas paulistas e ignora que são as melhores do Brasil. Isso porque o modelo de concessão do governo paulista, criado pelos tucanos e mantido pelo então governador José Serra, exige a manutenção das estradas por igual número de anos. Já o modelo Dilma Rousseff de concessão das estradas federais cobra pedágio para a gente enfrentar a morte diariamente. Caminhoneiros, representantes e motoristas de ônibus sabem disso. Sabem também que o candidato do PSDB à Presidência reduziu o preço do pedágio no Estado.

Arthur Soares arthur09br@yahoo.com

Belo Horizonte

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BOAS ESTRADAS

Para trafegar com segurança, dignidade e conforto, seja no Brasil ou na Europa, é preciso pagar pedágio nas estradas. A diferença é que na Europa, mesmo achando caro o pedágio, ninguém abre mão de boas estradas. No Brasil, o petismo e seus aliados tentam enganar a população e esconder as péssimas condições das estradas federais, atirando a atenção para as rodovias paulistas sob o argumento fajuto de que o pedágio em São Paulo é caro. O objetivo é atingir o candidato José Serra.

Mirel Gonçalves Souza mirelgsouza@yahoo.com.br

Santos

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TRÁFEGO E SAÚDE

Falam que falam do custo dos pedágios nas rodovias paulistas. Tenho para mim que transitar numa estrada segura é como a saúde: só damos valor quando a perdemos. Aí são gastos com consultas médicas, exames clínicos, remédios, perda de tempo e eficiência, raiva, desânimo! (Pagar convênio médico não é uma espécie de pedágio da saúde?). A alta probabilidade de acontecerem acidentes em estradas em condições precárias, por falta de manutenção ou negligência na sinalização (como ocorre com frequência nas rodovias federais deste país de infraestrutura emPACada), significa custos muito mais altos, quando não vidas perdidas, para todos, simples usuários ou consumidores dos produtos transportados, que se refletem e são embutidos nas planilhas de custos das empresas não como despesas com pedágio, mas gastos com manutenção (pneus, suspensão, etc.), seguros contra roubos, salários e encargos dos motoristas e auxiliares, tempo ocioso, etc., etc., etc...

Carlos Leonel Imenes climenes@ig.com.br

São Paulo

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GRANDE VALIA

O tipo de concessão de estradas com pedágio adotado pelo governo Lula não funciona bem, isso é fato. E um modelo como o adotado em São Paulo pode ser de grande valia para as debilitadas estradas brasileiras. Esse foi um ponto positivo ''entrevista'' de José Serra concedida ao Jornal Nacional. Uma entrevista que se mostrou mais focada em avaliar o desempenho dos entrevistadores do que dos entrevistados.

João Octavio Dacampo jdacampo@yahoo.it

Caxias do Sul (RS)

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SERRA E AS INCERTEZAS DE SEU POTENCIAL ELEITORADO

O candidato José Serra demonstra portar a melhor qualificação para a Presidência da República, mas deve esclarecer, em sua campanha, pelo menos dois pontos essenciais, que ainda não se encontram suficientemente esclarecidos na consciência de seu potencial eleitorado: o que fará em relação ao movimento sindical brasileiro, que pode ser aperfeiçoado, desde que não seja simplesmente desmontado; qual será a substância de sua reforma fiscal, considerada sua notória inclinação fiscalista e a pungente necessidade de desoneração tributária no Brasil, que carrega uma das mais dolorosas cargas fiscais do planeta, sem que o povo brasileiro tenha retribuição, em serviços, da dinheirama que abarrota os cofres públicos.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PSDB DIVIDIDO

O caráter pusilânime do PSDB fica latente, conforme escreveu um leitor no ''Fórum'', quando temos ''próceres'' da agremiação, de importantes Estados da Federação, como Minas Gerais, Paraná e Ceará, em cima do muro. Verdadeiro ''bate e assopra''. Agora mesmo, vemos o governador de Minas, Antonio Anastasia, dizer na mídia que os tucanos não explorem o passado da dona Dilma na campanha política deste ano. Disse isso e mais na sabatina promovida pela ''Folha'' com os cadidatos ao governo daquele Estado. Portanto, está mais do que na hora de o PSDB decidir o que quer. Ainda há tempo. Acorde, seu Serra, senão o senhor vai perder como perdeu o governador Alckmin, por inércia de companheiros do partido.

Carlos Benedito Pereira da Silvaadvcpereira@hotmail.com

Rio Claro

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CULPADO!

O maior erro de Fernando Henrique Cardoso foi conseguir a aprovação de uma emenda constitucional que criou a reeleição para cargos eletivos do Executivo, sendo o primeiro presidente brasileiro a ser reeleito. Depois de oito anos no poder, posou vaidosamente de estadista, deixando por conta das "forças democráticas" o resultado da eleição de 2002, vencida pelo ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva. Se, na ocasião, tivesse arregaçado as mangas para eleger o candidato José Serra (PSDB), seu ex-ministro da Saúde, do Planejamento e senador por São Paulo, talvez não cedesse o poder, de bandeja, para o seu maior adversário político, que, antagonicamente, depois de cumprir oito anos de mandato, ostentando níveis recordes de popularidade, posa incansavelmente de cabo eleitoral para garantir Dilma Rousseff (PT) como sua sucessora.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MARINA X PT

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse que não vai criticar o PT, partido ao qual foi filiada por 30 anos, porque não age de "forma antiética". E quem é que vai ser ético com a Nação?

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.b

Marília

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ESTRANHA ÉTICA

Atualmente ninguém nega o mensalão, apenas tentam justificar. A justificativa mais hilária foi a da senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo PV: ''Foi um ''erro'' cometido pela minoria.'' O maior esquema de corrupção política mundial, que indiciou 40 pessoas entre políticos e empresários, pode ser considerado ''minoria''? O que seria maioria, então, 50% + 1 dos congressistas, mais a metade dos senadores e todos os governistas, incluindo o presidente da República? Aí, sim, poderia ser considerado crime de corrupção? E eu continuo com o nariz de palhaço, sem entender o meu querido Brasil e seus

digníssimos políticos.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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NINGUÉM TEM QUE SE VANGLORIAR...

... por ser honesto! Isso mesmo Marina Silva! Honestidade é igual a gravidez: não existe meia grávida ou meio honesto. Ou é honesto ou não é! O meio ambiente agradece a sua postura firme e ética!

Cecilia Miklos Dale ceciliamdale@hotmail.com

São Paulo

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CRÍTICAS AOS CANDIDATOS

Vejo nos jornais cartas criticando os programas de governo, a atuação os candidatos no Jornal Nacional e a desesperança dos eleitores na atuação a favor dos cidadãos do que for eleito. Isso se deve ao histórico da democracia após a ditadura, com Sarneys e Collors com fraco desempenho e pouca ética. Menslões e desativação do filtro do TCU, via nova LDO, como está fazendo o Ícaro que está na Presidência, mas só a exerce em benefício próprio e dos companheiros e da eleição do poste, da qual é esforçado marqueteiro. Embora ache que o Brasil só foi descoberto em 2003, critica o que chama de herança maldita, mas cumpre as leis do FHC, que foram elogiadas por Palocci, sem mudá-las. Se Serra não ganhar, nosso futuro será desastroso.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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REFÉNS DE UM NOME

Todos os candidatos ao cargo de presidente da República nas eleições de outubro têm algo em comum: a ameaça ou apoio de um nome - Lula. O PT é um saco de gatos, pode bater, pois quem está dentro merece e não influi na escolha do candidato, mas o nome Lula é o grande fiador de todas as tramoias, de dossiês, mensalão, caixa 2 - admitido por ele mesmo em Paris. E tem imunidade com o respaldo de 80% da população que acha que o governo Lula foi o responsável por sua melhora de vida, menosprezando o esforço próprio do seu trabalhado, esforço produzindo e pagando uma taxa de impostos proibitiva para um país em crescimento. Nas entrevistas os candidatos têm a certeza de que bater em Lula é despencar nas pesquisas, e ele sabe disso, bate a vontade, baixa o nível e pode acabar elegendo sua candidata, que nem pode ser chamada de clone, mas sim de marionete. Dar nome as bois poderia abrir os olhos do povo brasileiro, mas fecharia a boca da urna. Teremos eleições com cartas marcadas e eleitores carimbados, um primeiro grande passo para uma ''ditadura moderada''.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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SEGUNDO TURNO

Não adiantam debates e entrevistas, ninguém vai gastar munição no primeiro turno, o importante agora é chegar ao segundo turno. No momento, qualquer fato novo seria prontamente desmentido, daria tempo ao concorrente de se defender, mesmo que seja por meio de mentiras. Em 1989, Lurian Cordeiro Lula da Silva viu a mãe, Miriam, surgir na televisão e afirmar que seu pai, Lulla, tinha oferecido dinheiro para abortar, numa cena levada ao ar por Collor aos 48 minutos do segundo tempo. Resultado: Collor venceu as eleições.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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MUDAR PARA MELHOR

Entre tragédias, crimes e deprimentes debates políticos, os dias e os meses vão se consumindo. Dentro de pouco teremos um novo presidente e depois virá o Natal, que, como sempre, tentará mostrar que a humanidade é boa, generosa, cheia de altruísmo e bons sentimentos. Aparecerá também a anacrônica personagem vinda das terras frias do norte da Europa, o Papai Noel, que morrendo de calor, suado, malcheiroso, segurando nos joelhos crianças esperançosas colocará dúvidas sobre suas reais intenções. Para substituí-lo me permito sugerir a Befana, uma simpática bruxa de origem celta que com as roupas remendadas lenço na cabeça, chapéu pontiagudo, botas, cavalgando uma vassoura vem voando no dia 6 de janeiro (Dia de Reis), trazendo doces e presentes para as crianças que se comportaram bem e carvão para aquelas que foram más. A Befana, conhecida como mãe anciã nas tradições nórdicas, representava também a sabedoria e ensinava à humanidade os segredos da agricultura, das artes domésticas do artesanato. Ela tinha um bode que às vezes montava quando visitava as casas e era costume ouvir o som do sino que o animal levava no pescoço. Era o sinal de que a casa poderia ser ou não abençoada e todos aguardavam ansiosos por isso. No caso de adoção da simpática bruxa, seria bom que pudesse abençoar o Brasil com o presidente certo, para não sermos obrigados a dizer mais uma vez: deu bode.

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

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ELEIÇÕES

Temos plena convicção de que diversas coisas estão fora de ordem neste

país e merecem uma séria reflexão para mudanças de atitudes. Todos nós

sabemos dos financiamentos ilícitos durantes as campanhas eleitorais,

por exemplo, é um problema sistêmico que ocorre em todo o mundo. Não

há um país que seja invulnerável à influência do poder econômico nos

processos político-eleitorais. O problema é que isso fica oculto no

período da campanha eleitoral. Nós, eleitores, sabemos dessas

falcatruas todas e nunca pensamos em tomar uma medida drástica em

relação a essa lambança existente em nosso falido cenário político.

Para candidatos majoritários, o dinheiro arrecadado sai de

empresários e grupos interessados em levar alguma vantagem caso o

beneficiado seja o vencedor. Isso é certo? Acho que deveria haver um

mecanismo que coibisse tal negociata com futuros governantes. É uma

vergonha que isso aconteça e que toda a sociedade seja conivente com

esses repudiados atos. Os mensalões, as cuecas, as malas, as meias e

outras falcatruas sempre existiram, com outros nomes. Ocorre que hoje,

com a liberdade de imprensa, ficamos conhecendo mais os políticos

corruptos. Portanto, se votarmos com consciência, certamente baniremos

os políticos que descaradamente enriquecem no período eleitoral e os

que vendem nossas esperanças de um futuro promissor sem nos consultar.

Lugar de político ladrão é na cadeia!

Deborah Farah deborah.farah@gmail.com

Rio de Janeiro

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VEREADORES

O Ministério Público no Rio Grande do Sul está apurando graves denúncias contra vereadores que usam e abusam do dinheiro do contribuinte. Vários deles foram flagrados fazendo turismo, enquanto faziam parecer que estavam participando de congressos. Realmente a sujeira no mundo político começa nos municípios, por isso é necessário contestar a necessidade de tantos vereadores, deputados estaduais e federais, uma vez que esse aparato consome grande parte da arrecadação pública, com baixíssimo retorno aos interesses da população.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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O MODELO ELEITORAL DESAFIA A DEMOCRACIA

O número de e-mails que recebo tentando revelar quem é a candidata palaciana é impressionante. Noto que até ex-presidentes vem a público tentar alertar o povo de que o risco de continuidade é muito mais grave para o Brasil do que a proposta de liberdade e pouca interferência na economia do candidato tucano. Fala-se de tudo como se o povo ouvisse alguma coisa, se não os "mise-en-scène" do presidente Lula e seus conselheiros do marketing. O povo está entorpecido e não vai ouvir nada que precisaria...

As elites e as classes minimamente esclarecidas deste país estão percebendo que o risco de essa tal candidata - sem história e sem ''back ground'' para governar o Brasil - ganhar as eleições é muito grande. Isso porque o povão, que mal tem o que comer e não sabe o que é esgoto nem água encanada, beneficiário do Bolsa-Família, não sabe nada a respeito de política nem dos políticos. Não sabe hoje nem saberá nunca. Sabe-se tão somente que o povão vai votar em quem o Lula mandar e não há meios de fazê-lo entender que está sendo usado. Até porque tem mesmo gente esclarecida que ainda não entendeu o significado da vitória de Dilma Rousseff para o futuro do País.

Contudo, ainda pior e que precisa ser questionado não é só se Dilma vai ganhar as eleições, perpetuando este estado de coisas que aí está (favelas, violência incontrolável, saúde pública em colapso, cidades sem obras, trânsito quase parando, transporte público em péssimas condições, rodovias, portos e aeroportos abandonados à própria sorte, infraestrutura em estado de letargia, etc.), mas o que será feito para mudar o quadro político atual e garantir que alguma coisa mude na política em futuro não muito distante.

Precisamos urgentemente refletir sobre o modelo eleitoral que permite a ''qualquer um'' o que não deveria ser para ''qualquer um''. Estamos preocupados com o topo da pirâmide e esquecemos a sua base: a política começa dentro dos partidos (todos corruptos e viciados), passa pelos candidatos aos cargos eletivos (vereadores, prefeitos, deputados, governadores e senadores). A realidade tem nos apresentado indivíduos completamente inabilitados para o exercício do ofício da política, que não passariam numa simples prova para porteiro de Câmara Municipal.

Esses indivíduos, eleitos pelo voto do povo, são os guardiões da democracia, mas será que é a isso que estamos assistindo? A maioria das pessoas que entram na política tem um único objetivo, muito claro, por sinal: ROUBAR ou defender interesses de grupos e perpetuar-se no poder. Se exigimos pré-requisitos mínimos para quem aplica a lei - juízes, promotores, procuradores, delegados e até para um policial militar em início de carreira -, por que não exigirmos de um futuro político que irá fazer leis que afetarão a vida de milhões de pessoas?

Não é possível que as mentes que pensam este país continuem negligenciando algo tão básico! É espantoso o número de indivíduos mau-caráter na política e a quantidade de falcatruas anunciadas diariamente pela imprensa. O cinismo impera na política e, mesmo sabendo que o povo não possui discernimento mínimo para fazer bom uso do voto, o discurso vazio da democracia continua intocável. Mentira de quem diz que todos são iguais. Nosso modelo está falido e só serve a grupos e indivíduos inescrupulosos a serviço da continuidade do que aí está.

Tal realidade bastaria para que a Justiça Eleitoral e o povo esclarecido deste país exigissem mais do que apenas ficha limpa para o ingresso na política. Até porque ficha limpa não diz nada sobre as intenções, as motivações, tampouco sobre o caráter e as aptidões de um cidadão que se interessa pela política. A prática, ao contrário do que tentam mostrar, só nos tem revelado que o modelo não tem capacidade de cercar os mal-intencionados, que se multiplicam como erva daninha. Cercá-los antes que eles entrem é tarefa para quem faz a justiça funcionar...

Com efeito, ninguém minimamente esclarecido ainda tem dúvida de que quem ganha eleição no Brasil não são os talentos para a boa política, nem a honestidade ou mesmo o idealismo que se espera de um candidato - aliá, isso é o que menos importa. Quem ganha são o dinheiro e os recursos de marketing advindos deles, juntamente com a compra de votos. Milhares de candidatos não têm a menor condição de exercer um cargo público, mas ''ganharão'' mandatos e farão uso deles em benefício próprio durante quatro anos (oito no caso dos senadores). Muitos garantirão os recursos para a compra do próximo mandato e ficarão ricos em quatro anos. Nem corruptores nem corruptos serão punidos por isso, pois falta ''estatuto'' para quem vende o próprio voto e para quem compra.

Tal cenário exige de quem tem discernimento mínimo mudança de paradigma em relação ao modelo de democracia que precisa ser desvelado, discutido e aperfeiçoado, se quisermos avançar enquanto Nação justa. O País alcançou sua maturidade e estabilidade econômica, mas continua medieval nas questões sociais, isso por que a política é uma anarquia total. Basta ver que 52 milhões de pessoas são faveladas e vivem ao lado da porcaria e dos ratos nas mais de 25 mil favelas espalhadas pelo País. E 100 milhões de pessoas não têm esgoto nem água encanada em casa...

Será que podemos perguntar que prosperidade é essa anunciada pela candidata palaciana? Onde está a vantagem que a candidata do presidente tenta mostrar ao povo? Para o povo, vale lembrar, bastam pão e circo, sempre foi assim e sempre será. Portanto, dele não podemos esperar nenhum julgamento justo e ele, mais do que orientação, precisa de um governo que possa tirá-lo da miséria e da ignorância que cega, aliena e faz dele apenas massa de manobra.

José Aparecido Ribeiro, especialista em Assuntos Urbanos jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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CHEGA DE PRESIDENTISMO, FEDERALISMO JÁ!

Historicamente, aceita-se que o Brasil é um leito imenso e rico de uma via férrea, onde muitos vagões, pequenos e grandes, só se movimentam em função da única locomotiva que os conduz: o presidentismo concentrado no Palácio do Planalto! Ainda que Tiradentes tenha virado mártir, deixou sua marca de independência em todos os brasileiros patriotas. O fato é que precisamos, acima de tudo, da necessária e urgente autonomia gerencial de cada unidade federativa, transformando cada Estado em entidade independente, como o exemplo dos Estados Unidos, onde a polêmica pena de morte é parte da autonomia legislativa e judiciária de cada Estado. Lembro-me, inclusive, quando lá estive, de que me surpreendi com a autonomia da Justiça americana, permitindo até que os próprios réus optem por sua pena. Como aquele infeliz e arrependido assassino, condenado à prisão perpétua em Nova York - quando lá estive não havia a pena máxima -, pedindo, e obtendo, a transferência de seu julgamento para o Estado onde nascera, o Alabama, lá conseguindo a sentença que ele mesmo achava merecer: a cadeira elétrica! Autonomia federativa tão democrática que dava ao réu o direito de assumir sua pena de acordo com sua própria e autônoma consciência! Pouco tempo depois, na Califórnia, outro arrependidíssimo e jovem assassino e estuprador, na corajosa e democrática autonomia de a magistratura criar punições proporcionais à crueldade do delito, permitiu-se ao estuprador optar entre a pena de morte e a mais horrorosa e cruel punição para qualquer homem jovem: a emasculação! Sabem pelo que optou?! Pela emasculação! E transformou-se em andarilho, a pregar por todo o território americano uma luta contra a violência sexual, mostrando, como prova do grande peso de sua consciência, sua opção pela perda voluntária - como pena máxima - de sua própria virilidade! O Brasil precisa acabar com essa história de falsa democracia e instituir, pela autonomia adulta de cada Estado, o necessário e independente desenvolvimento político, jurídico, econômico, social e cultural descentralizado. Terminando com esse arcaico, cínico e selvagem presidentismo, pior do que qualquer tirania, pois se esconde sob as asas de uma República que só existe para inverter os valores sublimes da verdadeira democracia. É preciso, sem perda de tempo, além do mais que urgente Pacto Federativo, que cada Estado brasileiro se emancipe e se transforme em locomotiva de si mesmo, pois só assim construiremos o Brasil para todos que tanto desejamos!

SAGRADO LAMIR DAVID david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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RESPOSTA

O leitor sr. David Neto pergunta, na sua carta "Política externa" (12/8): "Onde será que Lula e Celso Amorim se graduaram em política externa?''

Essa é fácil, sr. David. Graduaram-se na mesma universidade em que a ''cumpanheira Dilma'' fez mestrado.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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GOVERNO AMBÍGUO

Este governo segue um caminho ambíguo. Vejamos o procedimento dos atuais governantes pseudodemocratas frente aos militares, na época em que governaram o País. Havia verdadeiro ódio aos militares, chamavam-nos de assassinos sanguinários, de ditadores, déspotas, etc. No entanto, jamais um brasileiro viu alguém ser enforcado em praça pública, jamais um brasileiro viu alguém ser enterrada até ao pescoço e ser apedrejada, como acontece no Irã do amigo de Lula, Ahmadinejad. Houve confrontos e mortes, porém era uma luta. Se Lula em discursos combatia os que ele chamava de ditadores, como é que José Dirceu, Dilma Rousseff e muitos outros estão vivos? E se eles não gostavam de ditadores, por qual razão Lula chama Fidel Castro de ''querido'' antes de abraçá-lo? Sabe-se que Fidel matou milhares de pessoas em Cuba quando tomou o poder e continua matando nas prisões. Como é que Lula e Dilma Rousseff aceitam amizades com um tirano sanguinário iraniano como Ahmadinejad, que pendura homossexuais enforcados em gigantescos guindastes? Prende e mata opositores, não há liberdade de imprensa, não comutará a pena de Sakineh, apesar das súplicas de diversos países para que não a executem. Urge que o mundo democrático ocidental imponha uma pena ao Irã por isso, tomando a decisão corretiva de expulsar embaixadores iranianos de seus países para que se acabe com essa matança sem sentido, sem lógica, desumana, terrível, demoníaca. Se Lula e Dilma têm essa amizade enraizada com Ahmadinejad, é porque aceitam essa tirania. Essa tirania, que o governo Lula aprecia e defende, jamais aconteceu no Brasil na época dos militares. Nunca aconteceu no Brasil o que acontece em Cuba, no Irã, na Venezuela, na Bolívia e em países africanos comandados por ditadores que Lula tem visitado. Algo está errado... Afinal, o que aconteceu ao escritor Yves Hublet? A ditadura no Brasil, perto das que esses petistas apreciam, foi ato de grande moderação. E mais: os militares estavam arrazoados, afinal, protegiam o País.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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O SONHO DISSOLVIDO

Em carta enviada ao Fórum, poderá ter parecido que discordo do apoio brasileiro às sanções ao Irã decididas pelo Conselho de Segurança da ONU, defendendo o voto contrário do nosso país. Não foi esse o meu propósito, mas o de comentar a declarada contrariedade do presidente ao cumprir a determinação da ONU. Referia-me aos desacertos em Teerã, onde, sem o Brasil ser parte e aconselhado pelos seus dois chanceleres, assinou ele um tratado, que ora é chamado declaração e, com benefícios apenas para os outros dois partícipes, teve o pior eco na comunidade internacional. E, também, aos olhos desta, vários outros fatos nos deixaram mal. Haja vista que o presidente Barack Obama, em lugar dos anteriores elogios, dedica-nos tal desdém que adiou para as calendas gregas a sua anunciada vinda ao nosso país. Assim se dissolvia na frigideira o sonho até mesmo justificável de termos uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. Os tropeços em Honduras, o menosprezo aos prisioneiros políticos em Cuba e quejandas atitudes malbaratadas igualmente desinflaram o nosso incipiente prestígio com os integrantes daquela instituição. Mais ainda, havíamos cedido às imposições econômicas da Bolívia e do Equador, abrimos embaixadas em países só geograficamente existentes, sobretudo na África, tudo isso para conseguir, com barganhas em nosso desfavor, a tão almejada cadeira, que, segundo parece, ora já se perdeu no horizonte. A propósito, não esclareceu a candidata do Planalto para outubro se também, no âmbito internacional, seguirá seu mentor.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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FAÇA DIREITO

"Boicote a Israel pelos direitos dos palestinos - Campanha contra produtos israelenses ganha adesões". Quanta hipocrisia, sr. Baeghouti, quer boicotar, faça direito, pare de usar seu telefone celular inventado e desenvolvido em Israel, pare de usar computadores e notebooks, pois o chip da Intel e o Windows XP, Vista, Office, entre outros, foram desenvolvido pela Intel e pela Microsoft em Israel, pare de comprar legumes, verduras e frutas que usam irrigação por gotejamento, criado e patenteado por Israel, pare de usar medicamentos, centenas deles desenvolvido em Israel, para de se vacinar com inúmeras vacinas desenvolvidas por Israel. E se tem problema no coração, nem pense em colocar um stent, pois foi criado em Israel. Poderia ficar aqui até amanhã descrevendo tanta coisa que o Estado de Israel já desenvolveu e colocou ao mundo. Portanto, se quer realmente boicotar Israel, faça direito. Mais detalhes http://www.youtube.com/watch?v=saeky9I5T9c

Ariel Krok arielkrok@gmail.com

São Paulo

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