Cartas - 14/09/2011

ARTE DE GOVERNAR

, O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2011 | 00h00

A parceria

Nota-se que o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), vem trabalhando em silêncio e, como bom estrategista político, buscando com a presidente Dilma Rousseff (PT) a coparticipação do governo federal em relevantes projetos que proporcionem benefícios ao nosso Estado (13/9, A6). É a arte inteligente de governar.

JOSÉ MILLEI

elymillei@hotmail.com

São Paulo

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Rodoanel e Ferroanel

Com o anúncio da obra do Ferroanel, que começaria pelo Trecho Norte e cujo objetivo anunciado é retirar milhares de caminhões que atravessam a metrópole, fica mais óbvia a desimportância do Trecho Norte do Rodoanel. Orçada em R$ 6 bilhões, esta obra causará imensos danos ambientais à Grande São Paulo, ao furar o Parque Estadual da Cantareira, principal reserva climática dessa mancha urbana. Ferroanel, sim! E a verba do Rodoanel Norte, investida plenamente na melhoria da quantidade e qualidade do transporte público metropolitano.

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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OBRAS DA COPA

Dispensa de licitações

Confortante para todos os brasileiros a decisão da juíza federal Louise Vilela Filgueiras Borer determinando a paralisação imediata da obra que vinha sendo levada a efeito no aeroporto internacional de Guarulhos com dispensa de licitação, argumentando tratar-se de caso de "urgência provocada", isto é, prática de levar em banho-maria para mais tarde favorecer empresa que mais interesse ao órgão responsável pelo empreendimento. Essa atitude, assim como as passeatas neste mês de setembro, comprovam que o Brasil tem jeito, sim, senhor.

PAULO ROBERTO VENTURA

pr.ventura@globo.com

Campinas

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Outro motivo?

O governo alega que precisa alterar a legislação sobre licitações públicas porque as obras da Copa estão atrasadas. Há algumas que estão sendo feitas até sem licitação (caso do aeroporto de Guarulhos). Não nos podemos esquecer de que a decisão de realizar a Copa no Brasil é de 30/10/2007. Estes quatro anos não teriam sido suficientes para fazer todas as licitações necessárias? Ou a motivação é outra? A pergunta é sempre a mesma: que país é este?

GILBERTO PRADO

boas@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Que país triste!

Como se já não bastasse a notícia, divulgada no fim de 2010 pelo Estadão, do pagamento de despesas num motel com verba parlamentar pelo ministro do Turismo, Pedro Novais, eis que vem a revelação de que esse ilustre senhor remunerava a governanta do seu apartamento como secretária parlamentar. É um escárnio mesmo! Todos nós, pobres mortais pagadores de impostos, financiamos os mais variados dispêndios do honorabilíssimo ministro há anos, como se vê nas reportagens. A pergunta inevitável: há algum outro motivo que justifique a posição de Pedro Novais como ministro da República além do fato de a indicação de seu nome ter sido feita pelo todo-poderoso José Sarney? E a nossa presidente ainda tem a cara de pau de dizer na televisão que em seu governo não existe toma lá dá cá... Que país triste, meu Deus!

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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Cara de pau

O ministro Pedro Novais deveria emprestar sua governanta - paga com dinheiro público - para a presidenta Dilma fazer sua renegada faxina. Em vez de Doralice Bento de Sousa - que recebia como secretária parlamentar na Câmara - bater cartão no gabinete de Novais, cozinhava, organizava o apartamento dele e chefiava a faxina das diaristas. Como "chefe de faxina", Doralice poderia utilizar os meses de salários recebidos para abrir uma consultoria para prestar serviços à presidenta. Se Dilma diz que quer a tal faxina e depois nega que ela exista, é porque tem medo da limpeza pesada. Assim, Dilma, após receber dicas da governanta de Pedro Novais, pode limpar a cara de pau de mais um ministro - esse do Turismo.

PAULO MARTINS

paulomarcelomr@gmail.com

São Paulo

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Corruptômetro

Se a Associação Comercial de São Paulo criou um Impostômetro - que ontem já bateu em R$ 1 trilhão -, por que não criarmos um Corruptômetro, que mediria o valor da corrupção nos três níveis de governo? Poderíamos começar com os R$ 682 milhões do Ministério dos Transportes e dentro de pouquíssimo tempo a Nação saberia de onde poderia vir o dinheiro para a saúde, a Copa do Mundo, a Olimpíada, etc.

MARCELO DA ROCHA AZEVEDO

marcelo@xelcon.com.br

São Paulo

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NOVA CPMF

Nunca desiste

Sobre a matéria Dilma desiste de patrocinar novo imposto para a saúde (13/9, A1), permitam-me uma crítica: o governo nunca "desiste" de extrair mais recursos do cidadão, apenas suspende e transfere a ação para momento mais apropriado e menos exposto à opinião pública. Nunca desiste.

OTTFRIED KELBERT

okelbert@terra.com.br

Capão Bonito

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SÃO PAULO

Sinos das igrejas

Em meio a tantas notícias sobre corrupção e outros crimes, parabéns ao Estadão pela reportagem sobre os sinos que voltam a repicar em São Paulo (13/9, C10), não só enfatizando o trabalho artesanal de seus restauradores, como também historiando o roteiro de outros tantos existentes na cidade. A propósito, vale relembrar o poeta Paulo Bomfim, no trecho do poema Oração à Cidade de São Paulo que diz: "Sinos do meu São Paulo, despertai/ aqueles que morreram em beleza!/ Bronzes da Sé, de São Bento,/ dos Remédios, São Gonçalo,/ oh! dobres de São Francisco,/ orações da Boa Morte,/ preces da Luz, evocai/ a saga de Manoel Preto,/ a febre de Fernão Dias,/ as lutas do Pai Pirá,/ os martírios do Anhanguera,/ as monções flutuando em sangue,/ o verde das descobertas,/ e os gibões que se encantaram/ na mata virgem do tempo!".

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE, membro titular do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

pennatrindade@gmail.com

São Paulo

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"Do trilhão arrecadado, quantos bilhões foram para corrupção?"

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE O IMPOSTÔMETRO

rtwiaschor@uol.com.br

"O "puxadinho" seria para receber o A380? Bota deboche nisso!"

SYLVIO GAMA / RIO DE JANEIRO, SOBRE AS OBRAS NO AEROPORTO DE CUMBICA

sngama@gmail.com

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

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TEMA DO DIA

Brics vão discutir ajuda a europeus

Guido Mantega disse que países emergentes se reunirão para falar sobre uma forma de ajudar a UE

"Os Brics estão podendo, hein? Tapa na cara de quem pensa que só os desenvolvidos têm vez."

OTÁVIO MENEZES

"Não tem que ajudar. O Brasil ainda não é Primeiro Mundo e há muita miséria nas veredas dos nossos sertões."

VICTOR GUARDIA

"Quem diria que viveríamos para ver isso. Estados Unidos e Europa com o pires na mão pedindo ajuda."

ALDO RODRIGO TROMLUÍ

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

NOSSO ENSINO MÉDIO PÚBLICO

O fato de 63% das escolas terem sido reprovadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em 2010, escancara a péssima qualidade do ensino no Brasil. O Estado brasileiro promove um verdadeiro ''estelionato educacional'' contra os estudantes e suas famílias. A escola pública - salvo honrosas exceções - é de péssima qualidade. E a maioria das escolas particulares também deixa muito a desejar. A educação deveria ser a prioridade número 1 de qualquer país que pretenda ser desenvolvido e civilizado. Sem a valorização do professor e com o dinheiro da educação sendo desviado, escorrendo pelo ralo e não chegando até as salas de aula, continuaremos atolados e na rabeira no que diz respeito à educação. Os números não mentem e o fraco ministro Fernando Haddad já deveria ter sido demitido faz tempo.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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FACHADA

O governo estuda aumentar a carga horária diária na escola. Só agora? Tudo bem. Antes tarde do que nunca. Mas que tal começar investindo na qualidade de formação dos professores, melhorar seus vencimentos e oferecer condições de trabalho adequadas. Ficar mais tempo sem estas condições prévias, me parece mais um ato de fachada.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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O RETRATO DO ENEM

O melhor colégio de São Paulo e que obteve a 3ª posição na classificação no Enem ("Vértice"), uma ilha num mar de abrolhos, em que pesem as declarações contrárias de seu representante, forma não só uma elite intelectual, mas uma verdadeira casta, porquanto são admitidos na escola, preferencialmente, os filhos de ex-alunos; corpo docente e discente compõem uma reduzida comunidade, distribuída por pequenas salas de aula, cuja maioria consegue obter ingresso nas universidades públicas, principalmente na USP (60%). Os professores, em boa parte, são ex-alunos e tratados como se deve tratar esses profissionais. A mensalidade é R$ 3.000,00. Nada contra. É importante registrar, apenas, que temos paradigmas a seguir, os quais, no passado, estavam na área pública (Colégios Roosevelt, Caetano de Campos, Alberto Levy, entre outros). Todos esses modelos foram objeto de completa deterioração, no contexto geral da destruição educacional brasileira, herança maldita do regime militar que nenhum governo democrático conseguiu exorcizar. Para recuperar o mínimo de qualidade, sem maltratar o direito constitucional à universalidade da educação, são necessários correta metodologia e dinheiro público. Quanto a este, o estranhável é que a campanha petista presidencial dizia que saía pelo ladrão (antes, devíamos, agora somos credores do FMI, coitados dos europeus, crise aqui é marolinha, o pré-sal vai solucionar tudo, lembram-se?) e agora, perplexo, o governo tateia em propostas e pensa em instituir mais tributo para enfrentar os problemas da saúde. Sem dúvida a maioria dos eleitores dos iluminados realizadores do segundo milagre brasileiro foi vítima de estelionato eleitoral. Tudo continua como dantes nos quartéis dos Abrantes.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SÓ PARA MENINOS

Colégio de São Bento do Rio de Janeiro: politicamente incorreto?

Jorge Alves jorgersalves@estadao.com.br

Jaú

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ENGANAÇÃO

O ministro Fernando Haddad, ministro da Educação deveria vir a público e dizer que a melhora do Enem 2010, refere-se ao desempenho dos melhores alunos que fazem o exame. Eles são estimulados pelas escolas, pois se o aluno é estudioso traz melhor resultado para a escola onde está matriculado e consequentemente melhora o ranking do Enem, pois não há obrigatoriedade do exame. O povo, eternamente disperso e desatento acredita que está havendo melhora na educação. Basta pegar os alunos saídos do Ensino Médio e submetê-los a uma prova de conhecimentos gerais, português e matemática que a surpresa virá. Muitos não compreendem o que leem. O ministro Haddad que há anos ignora o atraso da Educação, será o candidato de Lula para governar a cidade de São Paulo. Será que seus eleitores vão lhe dar o voto sabendo que a melhora na escola pública não melhorou nos últimos oito anos?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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MASSA DE MANOBRA

Aonde quer chegar este país com o recente resultado do Enem? Quando se conscientizarão que educação é um dos pilares para o desenvolvimento de um país? O ensino público piora a cada ano. Já perdeu as primeiras posições que detinha a uns anos atrás. Não há investimento no ensino público. Quem não pode pagar um colégio particular, terá que se sujeitar aos colégios públicos abandonados, caindo aos pedaços, sem professores, sem laboratórios, etc., e, com isto, o nível de ensino decai a cada ano. Parece que isto convém aos políticos. Pois quanto menos esclarecidos melhor para eles controlarem e se manterem no poder. Quem não é esclarecido, vai questionar o quê ou quem? Vira massa de manobra. Por que não cancelam o projeto do Trem Bala e investem o que seria gasto nele, na educação, ou no transporte de massa ampliando as linhas de metrô das grandes cidades?

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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VERGONHA NACIONAL

O resultado do Enem apenas confirma o que todos nós estamos cansados de saber: a nossa Educação é uma vergonha nacional.

Logo ela, que é o pilar de sustentação dos países que conseguem se destacar dos demais. Se o governo tivesse competência para fornecer uma educação de qualidade para todos os brasileiros, todos os nossos outros grandes problemas seriam minimizados. Melhoraríamos em Segurança, na Saúde e, especialmente, reduziríamos drasticamente a corrupção, com o povo sabendo escolher corretamente os seus representantes e governantes.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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ALARDE

Não entendi ainda porque tanto alarde com o resultado do Enem 2010? Já é mais do que sabido, e até mesmo comentado que a educação estadual é um buraco negro sem esperanças no Brasil. Não há surpresa quanto à ínfima quantidade de colégios estaduais que estão numa colocação razoável no ranking de notas para o Enem. Mesmo porque, qual aluno consegue obter um bom desempenho se o provedor da bem feitoria ao povo (Estado) não faz sua parte? O pior é que o resultado real, aquele que só os estudantes sentem, virá no futuro breve, quando alcançarem a tão almejada universidade e se depararem com a mesma situação. O detalhe constrangedor aparece quando muitas universidades hoje em dia, em vez de fornecerem o básico e fundamental aos professores e alunos, fornecem, não sei se comicamente ou hipocritamente, vasos de planta. Acredito não ser recomendável pagar condução com plantas de palmeira.

Pedro Beja Aguiar pedrobejaaguiar@gmail.com

Rio de Janeiro

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MAIS FÁCIL?

A respeito da matéria Escolas no Enem no Estado de segunda-feira, gostaria de acrescentar que nos indicadores dos melhores do Enem, embora a reportagem se refira aos que prestaram o exame, há importantes distorções, pois, ela não diz que , entre os que faltaram estão os melhores alunos das melhores escolas privadas da cidade de São Paulo. Eles não prestam o Enem porque concorrem apenas às vagas da USP e o Enem não tem sua nota considerada para admissão na mesma. Há alguns anos já ocorria uma outra distorção na classificação das escolas na prova do Enem, pois parte da elite dos alunos das escolas privadas não elaborava a redação uma vez que estas não eram computadas para a nota do Enem. Existe ainda outras distorções, algumas escolas participam com seus 100 alunos enquanto outras com seus 1200. Penso que se a reportagem de O Estado de S. Paulo informasse dessas ocorrências, estaria mais próxima da verdade e evitaria que alguns concluam inadvertidamente que ficou mais fácil ter boa nota no Enem do que na Fuvest.

Ulisses Campos ulissescampo@uol.com.br

São Paulo

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PROBLEMA DE GESTÃO

O resultado do Enem de 2010 é mais catastrófico do que se imagina, porque está refletindo para o futuro, o quadro vergonhoso da capacidade laborativa de grande parte do povo, sem instrução básica para que possa atingir melhores condições de trabalho. Quando se observa a maioria absoluta das escolas que obtiveram as melhores médias, são particulares, chega-se à fácil conclusão que o grande problema da escola pública é simplesmente gestão. As escolas públicas seguem o ritual da influência política nas suas administrações, prevalece o compadrio, a ideologia política. Ensino deficiente, professores sob o terror da agressão de alunos, merenda deficiente, e, por trás disso tudo o paternalismo político que não interessa o resultado do Enem, mas sim o resultado das próximas eleições. Foi-se o tempo em que a escola ''''era risonha e franca'''', e ensinava.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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MINISTRO TRAPALHÃO

O ministro da Educação, Fernando Haddad (o trapalhão), acha que basta mudar o conceito de avaliação do Enem sem investir na melhoria do ensino, para mudar a realidade dos estudantes brasileiros. Basta dar uma olhada na lista de pontuação das escolas públicas e privadas, para perceber que continua muito grande a disparidade entre o ensino privado e público no Brasil. As escolas públicas só começam a ser pontuadas quando de cada 10 alunos, 1 a 2 prestaram o Enem. Quer dizer que de alguns milhões de alunos que cursam escolas públicas, apenas 10% prestam a prova em todo Brasil? Essa mudança de conceito, feito mais como propaganda do que realidade serviu apenas para dar um ar de eficiência ao ministro, porque na prática continua tudo igual. Os alunos cujos pais podem e querem um futuro melhor, preferem pagar escolas particulares do que jogar na loteria e ver no futuro seu filho concorrer ao subemprego. Haddad com as bênçãos do "cara" quer ser prefeito de São Paulo dando de esperto? Engana que o povo de São Paulo não gosta!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INACEITÁVEL

Alguém precisa avisar ao Haddad que ele é o ministro da Educação. Esquecendo-se de suas responsabilidades, afirma que o resultado do Enem "é inaceitável". Inaceitável é seu caradurismo! Inacreditável é sua iniquidade dissimulada. Mais uma para coleção de erros do senhor ministro.

Leila E. Leitão

São Paulo

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BURROS DE CARGA

Com mais três anos de Haddad à frente do Ministério da Educação, estaremos todos zurrando. É só o que falta para sermos burros de carga completos.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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HADDAD... E VIVA A EDUCAÇÃO!

Se USP e Unicamp não usam a nota do Enem como critério de seleção no vestibular, desestimulando os melhores alunos a prestar o Exame, conclui-se que nada está sendo feito para que os piores alunos sejam orientados decentemente e façam a nota do Exame subir. 68% das escolas de elite de São Paulo apresentarem desempenho decrescente de 2009 para 2010 é muito preocupante.

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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VANTAGENS PARA OS ALUNOS

Como estudante cursando o 1.º ano do ensino médio do Colégio Albert Sabin e cidadã brasileira, gostaria de chamar a atenção para os prejuízos de um Enem que serve principalmente para o marketing de escolas de elite do que ferramenta para ajudar o aluno na entrada em universidades e para melhorar a educação geral do Brasil. O ministro Haddad ressaltou a importância da participação no Enem dos alunos, isso pode ser interessante para entrar em universidades, mas não traz outras vantagens para os alunos. A não ser que apenas os melhores alunos façam a prova, como sugerido por ele, para talvez alguma escola pública que surpreenda o governo receba a atenção devida. Agora, estar entre as escolas mais bem avaliadas no Enem em São Paulo traz problemas para as escolas privadas que aumentam o preço e a competitividade sem pensar nas consequências, e mais ainda para aquelas que seguem esse exemplo como ideal de ensino. Cada escola deve buscar seu caminho com objetivo sempre de formar cidadãos capazes. E se a nota não é reflexo da qualidade, por que há tanta ênfase em rankings, mesmo que por participação? Enquanto o Enem não for planejado para auxiliar todas as escolas e seus alunos, ainda se tem muito trabalho a fazer.

Carmen Felis Tingas carmenfelis@hotmail.com

São Paulo

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O MAIS IMPORTANTE

Sou leitor do Estadão há mais de 15 anos e pai de ex-aluno da Etec São Paulo, que é a aquela escola que se situa ao lado da Fundação Paula Souza, na Praça Júlio Prestes, no bairro do Bom Retiro. Não concordei com a sequência elencada pelo coordenador de ensino médio e técnico do Centro Paula Souza quando cita, pela ordem, que os motivos da melhora (sucesso?) é atribuída ao maior interesse do aluno no Enem, corpo docente, projeto pedagógico integrado e também ao fato de a seleção dos estudantes se dar por meio de vestibulinho. Deixou para o fim os alunos, a parte mais importante do processo, sem o qual nada seria viável. Os alunos disputam nesta escola um vestibulinho concorridíssimo e só entram os melhores, com vontade de estudar e que exigem um ensino melhor. Certa vez, há alguns anos, aventou-se a possibilidade da extinção do vestibulinho passando o acesso a ser como qualquer escola pública (ainda bem que isso não ocorreu!). O consenso foi total: o mérito e a excelência ficarão fora dessa escola, será ruim como as outras. Todas as escolas públicas que se deram bem selecionam os melhores alunos, aqueles que se interessam em estudar, que darão retorno para este país. Finalmente, creio que a matéria deveria dar mais destaque para este esforço da escola publica de qualidade. O Uol tratou melhor este assunto.

Luiz C. S. Barros lcsbarros@hotmail.com

São Paulo

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E QUER SER PREFEITO?

Podemos encher o peito e dizer "chegamos ao fundo do poço na educação do Brasil". Apenas 13, repito, 13 escolas públicas aparecem na lista das 100 mais bem cotadas. Isso é uma prova de que o Haddad, aquele que o Lula quer fazer prefeito de São Paulo, porque ele se acha o dono do PT e da verdade verdadeira - apesar de que a Martaxa também já era -, além da corrupção no exame e os milhões gastos nisso, não conseguiu grande proeza a não ser achar que milhões de livros escritos com um português arcaico de séculos atrás tenha sido a sua melhor obra. E ainda quer ser prefeito? Acorda, São Paulo!

Mustafa Baruki mustafa-baruki@bol.com.br

Belo Horizonte

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CONSTRUÇÃO DE UM PAÍS MELHOR

Recebi, há algumas semanas, a visita de um grande amigo. Falando sobre nossos filhos, ele lembrou um episódio que viu durante a apresentação da sua filha na escola, deixando-o perplexo. Um dos professores indagado sobre a escolha de sua profissão deu a seguinte resposta: "Estava difícil arranjar emprego na minha área, como engenheiro, então me tornei professor". O mais engraçado, segundo o amigo, é que a observação do professor passou totalmente despercebida, já que os pais estavam emocionados com o desempenho de seus filhos. Confesso que esse episódio não saiu mais da minha cabeça. Como professor, sei o quanto somos responsáveis não só por formar o adulto de amanhã, mas o talento do futuro. Mas o que assistimos é a um triste retrato do descaso que nossos líderes políticos têm em relação àqueles que são fundamentais na educação. Não vejo solução enquanto não se olhar a questão da educação como prioridade. E esse é um cenário extremamente crítico. Uma pesquisa divulgada por uma revista revela que os dois principais motivos pelos quais os jovens repudiam a carreira de professor são a baixa remuneração e a falta de identificação profissional, representando, respectivamente, 40% e 32% das respostas. O desinteresse pela profissão nos leva a um desafio que precisa urgentemente ser enfrentado. O pior de tudo é o cenário sombrio que se aproxima, se nada mudar, corremos sérios riscos de ver um apagão de educadores já que a busca pela carreira está em queda vertiginosa ano após ano. Não podemos deixar que uma das profissões mais antigas e importantes perca o prestígio e deixe de ter o reconhecimento social que lhe é devido. Precisamos de políticas públicas que agucem o interesse dos jovens. Não raro encontramos profissionais que exercem atividade paralela para complementar o dinheiro que mal dá para as despesas do dia a dia. Algo está errado, muito errado. Está na hora de valorizar esse profissional que tem nas mãos a grande missão de contribuir para a formação dessa garotada que em um futuro bem próximo ajudará na construção de um país melhor.

Antônio Dias Neme antonio.neme@superig.com.br

São Paulo

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''OPOSIÇÃO OU COMPLEMENTARIDADE?''

Lendo o artigo de João Carlos Di Genio, veio em mente um quadro bem diferente. No meu tempo de estudante as escolas particulares tinham a conotação de PPP, não a atual PPP, mas sim a de Papai Pagou Passou. Ou seja, naquele tempo a escola particular era principalmente para os alunos que não conseguiam acompanhar o ritmo e a profundidade do ensino público. Claro que lá como cá há as honrosas ilhas de excelência, mas o estudo público era tido como o mais puxado. Tudo mudou logo quando terminei o ginásio de fui para o colégio. A migração das boas cabeças começou a acontecer e a condição dos estudantes das escolas públicas começou a modificar. Não sei se por coincidência ou fato, mas o ano de 1968 foi o marco do início da transformação, e foi uma transformação muito rápida, com uma queda de qualidade visível e sensível a quem naquela época estava nos bancos escolares. Em poucos anos a escola pública foi abandonada por todas as famílias que tinham condições e os bons professores aliciados pelas escolas particulares. Hoje, 40 anos depois estamos muito longe do que foi o ensino público. Vale um estudo, mais aprofundado que os achismos das pessoas, que como eu estávamos envolvidos nos estudos à época. Para mim tem muito a ver com a política de ensino para todos de forma igualitária, não somos iguais, e, portanto, como na hora dos impostos a nossa igualdade está em sermos tratados de forma diferente. A ver com a política de remuneração e incentivos para os professores, a professora que tinha o carro do ano e a casa própria, hoje tem um aluguel, várias escolas a dar aula e usando o transporte público para ir de uma a outra (este também abandonado em detrimento do transporte privado). A deterioração da escola pública tem sim muita culpa do estado atual, pois a excelência da escola privada apenas existe pelo vácuo deixando pelo governo.

Wanderley Moutinho de Jesus wanderleymj@yahoo.com.br

Cotia

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A DERRAMA - 2011

Na terça-feira (13/9), por volta das 12h15, a arrecadação de impostos atingiu a astronômica quantia de R$ 1 trilhão. Tal marca foi atingida pela primeira vez em dezembro de 2008, ou seja, em menos de 3 anos antecipamos o volume anteriormente arrecadado, em 3 meses. O governo federal vem batendo sucessivos recordes mensais de arrecadação nos últimos 8 anos, e ainda quer emplacar a Contribuição Social para Saúde (CSS) por conta da regulamentação da Emenda Constitucional 29. A CSS pretendida pelo governo, nada mais é que o retorno da antiga CPMF, extinta em 2009 e imediatamente substituída pela elevação do IOF à mesma alíquota da CPMF extinta, o que garantiu o aumento da arrecadação nos últimos 3 anos. À época, o presidente Lula declarou que era impossível governar sem os R$ 40 bilhões da CPMF, mas cabe lembrar que em termos tributários, o valor arrecadado por um imposto é resultante da sua alíquota, aplicada sobre a base de cálculo. Assim sendo, se a receita prevista era de R$ 40 bilhões e sendo a alíquota de 0,38 %, por uma simples regra de três, obtém-se que a base tributária seria de RS10,56 trilhões. Como o valor do PIB brasileiro em 2009 foi da ordem de R$ 2,9 bilhões, conclui-se que a base tributária da CPMF seria de 3, 63 vezes o PIB, configurando o danoso efeito "cascata do imposto". Outra falácia que precisa ser atacada é que o dinheiro arrecadado seria "carimbado'''' para a Saúde, quando todos sabem que não existe dinheiro "carimbado" - exceto as notas manchadas de vermelho quando provenientes de roubo de caixas eletrônicos ou aquelas destinadas para as campanhas políticas, via "recursos não contabilizados do PT" ou mesmo caixa 2 do mensalão, quer esse seja Federal ou do DEM de Brasília. Se o governo deseja mais recursos para a saúde, que o faça via aumento de impostos dos produtos que afetam diretamente os gastos públicos com a saúde, ou seja, que aumente a tributação sobre bebidas alcoólicas e o tabaco, tal como é feito em outros países. Outra medida viável seria a regulamentação do jogo, em moldes profissionais e sérios com a implantação de cassinos, não bingos e máquinas de jogos eletrônicos em bares e padarias. A concessão de licença para a exploração de cassinos poderia ser feita através de leilões públicos, via concessão onerosa, onde o preço pela concessão seria definido em unidades básicas de saúde, a serem construídas e mantidas pelos ganhadores das licitações. Dessa forma, o dinheiro arrecadado (além dos impostos cobrados) seria realmente aplicado em saúde e não em ambulâncias superfaturadas ou para a máfia dos sanguessugas, como em casos pregressos. Deixemos de hipocrisia, o jogo já está implantado no Brasil, somente não gera empregos e impostos por falta de regulamentação. Finalizando, cabe lembrar que a "carreira" da Pres. Dilma foi inflada pelo seu mentor (Lula) inicialmente como sendo a melhor gestora (gerente nas palavras dele) disponível, inclusive recebendo o epíteto de "Mãe do PAC". Ora se Da. Dilma é tão excelente gestora, basta se dedicar a gerir melhor os recursos disponíveis, aplicando-os em obras prioritárias ( saúde, saneamento, rodovias, etc.) e não deixar que os tributos extorquidos da população sejam desviados via Dnit/Valec/Ministério do Turismo, entre outros, como recentemente foi demonstrado pela CGU.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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RATOS DE PORÃO

R$1 trilhão foi arrecadado em tributos só nos primeiros nove meses e treze dias deste ano. Já imaginaram se toda essa quantia arrecada fossem utilizadas somente para Educação, Saúde, Segurança Pública e Transportes? Provavelmente seríamos um país de Primeiro Mundo, mas infelizmente ainda há muitos ratos de porão que destroem parte de todo o montante que a sociedade paga de impostos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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SAÚDE SEM AUMENTO DE IMPOSTOS

Que a Saúde no Brasil é um caos todos nós sabemos; que em parte é falta de recursos, também sabemos; que não é possível aumentar mais os impostos é uma unanimidade, principalmente em um país como o nosso, que tem a segunda maior carga tributária do mundo. A alternativa é iniciarmos uma nova atividade econômica ainda não explorada no Brasil, mas que é explorada na maioria dos países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra, França Argentina e ai sim canalizarmos toda a arrecadação de tributos l municipal, estadual e federal única e exclusivamente para a saúde e ao mesmo tempo legislarmos que qualquer desvio deste recurso será considerado crime hediondo. Esta atividade seria o jogo devidamente regulamentado e canalizado para regiões menos desenvolvidas como em São Paulo o Vale da Ribeira no Nordeste o polígono da seca. Todos nós sabemos a clandestinidade do jogo no País e as fortunas de brasileiros que são gastos anualmente em cassinos espalhados por todo o mundo e até mesmo em navios que navegam na costa brasileira

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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TURISMO NÃO EXISTE, CUBRA A SAÚDE!

A distorção mostrada no domingo no jornal explicita claramente o grande ralo de onde jorra o quanto de dinheiro espirra pelas emendas parlamentares, mostrando que não há turismo nenhum. Ainda assim, tem lá um ministro muito bem pago, com um grande "staff" com gente recebendo altos salários. Há ou não corrupção? Total das emendas do Turismo em 2011: R$2.719.938.006,00. Transfira para a saúde!

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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DESVIOS E A SAÚDE

O governado do Rio Sérgio Cabral defendeu a legalização dos bingos para arrecadar recursos para saúde (9/9), o que não seria necessário, caso não houvesse os bandidos em Brasília, ah, desculpe, os corruptos, que desviam grandes quantias para seus assuntos privados. No dia seguinte (10/9), a "presidente" Dilma disse que está fora que cogitação taxar grandes fortunas (de comunista não tem mais nada, exceto a carranca), e que usar dinheiro de jogo de azar para financiar a saúde seria "simbolicamente" mal visto por setores da sociedade. Sra. Dilma, nós brasileiros já vemos de forma simbólica que o Congresso tá mais para chiqueiro que para Casa do Povo. Jogo de azar perto do que vocês fazem em Brasília é fichinha.

Luiz Fabiano Alves Rosa www.politicaemilitarismo.blogspot.com

Curitiba

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''DOENÇA FINANCEIRA DA SAÚDE''

Lamentável a postura do Sr. José Serra, que, em artigo publicado em 8/9 (página A2), ele afirma "Eu era ministro do Planejamento quando o titular da Saúde, Adib Jatene, tomou a iniciativa de criação da CPMF vinculada ao setor, mas já não estava lá quando ele conseguiu aprová-la em outubro de 1996.". Ele falta com a verdade e empurra para o Sr. Adib Jatene a infeliz ideia de criar mais um imposto, com uma finalidade específica, que nem o PSDB e nem o PT cumpriram. Hoje os serviços na área de saúde são precários, quando executados, onde na maior parte do tempo, estes sequer são realizados, deixando a população abandonada a própria sorte. Se ele ainda deseja ser candidato a presidência, poderia começar falando a verdade. O imposto foi ideia do Governo Federal e o Sr. Adib Jatene foi utilizado para dar credibilidade ao projeto, o que em face da situação, não foi possível, razão pela qual ele veio a pedir demissão. O sr. José Serra é uma pessoa muito capaz, mas deve se preocupar em construir ideias baseando as mesmas em premissas verdadeiras.

Eric Fernandes Pedroso ericfernandespedroso@gmail.com

São José (SC)

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LEUCEMIA MIELOIDE CRONICA

O Ministério da Saúde ao limitar a entrega de medicamentos de alta complexidade ao paciente de Leucemia Mielóide Crônica (portaria 90/2011), simplesmente está tomando uma atitude que relembra os velhos e malditos tempos "hitleristas", decidindo quem viverá e quem estará caminhando, inexoravelmente, para a morte. Inaceitável esta postura do governo brasileiro. É preciso lembrar que recursos jamais faltaram ou faltarão quando o tema se refere à favorecimento, compra de votos, conchavos e roubalheiras. Quem sabe essa é mais uma sórdida manobra perpetrada pelos políticos inescrupulosos para que uma nova CPMF seja criada e a emenda 29 não entre em vigor, à título da recuperação da saúde. O fato é que se alguém tem que perder a vida não são os pacientes de LMC (Leucemia Mieloide Cronica) e sim aqueles que roubam a nação, os corruptos, os impunes e todos os seus parceiros diretos e indiretos.

David Neto dr.davidneto@uol.com.br

São Paulo

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O VALE DAS ENCHENTES

O Estado de Santa Catarina pode ser chamado de "o vale das enchentes", pois as chuvas chegam e alagam tudo. As ruas se transformam em rios, as ribeirinhas em lagos e das casinhas só ficam à vista os telhados. As perdas materiais que os moradores das áreas atingidas sofrem, é total. Mesmo assim, as pessoas continuam morando em ares de risco sem tomar nenhuma providência para evitar esse dano. As repetidas ocorrências não têm servido de lição para evitar os danos causados pelas chuvas.

As cidades litorâneas carecem de cuidados especiais, para evitar que as enchentes causem danos todos os anos como se fosse uma chaga maligna. Os fenômenos naturais são naturais, é o homem que procura habitar em locais impróprios e em consequência disso sofre os seus efeitos. O homem altera o curso natural das coisas construindo asfaltos, selvas de pedras, diques, usinas e várias outras obras que impedem de as águas se acomodarem de modo natural. A tendência de acontecer enchentes é cada vez maior e, se não for tomada medidas acertadas, todas as cidades litorâneas vão ficar debaixo das águas e dificilmente será possível reverter essa situação. Nada se muda do dia para a noite. É preciso mudar esse sistema de habitação sem estudo adequado. As áreas de habitação devem ser planejadas e avaliadas meticulosamente para evitar que as enchentes causem danos todos os anos. Os moradores sabem do perigo, mas não fazem nada; bastando que as águas baixem para voltarem as suas casas. As perdas vão se contabilizando a cada ano e nada do povo tomar uma decisão acertada. Se a intenção é ficar em área de enchentes, é preciso que as casas se adéqüem a essa condição. A tomada de medidas acertadas é que vão evitar as perdas constantes que acontecem como vem acontecendo no Estado de Santa Catarina. Existem vários meios de evitar as calamidades geridas pelos fenômenos naturais. Os recursos tecnológicos de hoje, estão em condições de resolver esses problemas desde que, aplicados continuamente pelos órgãos públicos e a população moradores de locais propensos a catástrofes naturais devidamente instruídas.

Paul Morin paulmorin2002@terra.com.br

Curitiba

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ENCHENTES EM PLENO INVERNO

Monitorização oficial de enchentes e inundações de inverno em Santa Catarina: Tá subindo, tá subindo... Tá baixando, tá baixando...

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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INVERNO NO ORIENTE

Passada a primavera árabe e iniciado o inverno no oriente, a invasão da Embaixada de Israel no Egito prenuncia a intolerância e o grave alastrar do conflito. Americanos e europeus sacrificados pelas crises que se abateram sobre os mercados não estão dando a necessária importância ao embate. Fundamental convocação de uma reunião de segurança para delimitar geográfica e politicamente as fronteiras, e aprovar o novo Estado Palestino, diminuindo os confrontos e eliminando as barreiras entre ambos. O calor das disputas e a falta de perspectiva econômica fazem com que as chamas subam e os mediadores precisam estar atentos para que fatores isolados não se transformem em barricadas num inverno sem proporções e de repercussões incalculáveis com reflexos para a região e demais países.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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POR MENOS DE SEIS

Esse é o problema da "queda dos muros" do Oriente Médio, cai um ditador geralmente formado em escolas do Mundo Ocidental, e entra outro formado dentro das "igrejas islâmicas"! Parece que se substitui meia dúzia por menos de seis!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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UNIÃO PERIGOSA

Segundo o embaixador brasileiro no Egito, este país, Turquia e Irã se unirão contra Israel. Um conhecido ditado diz que é perigoso cutucar onça com vara curta. É bom não se esquecer que em 1967, na Guerra dos Seis Dias. Egito e Síria se uniram para destruir o Estado judeu. E deu no que deu.

Adolfo Zatz dolfizatz@gmail.com

São Paulo

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INFLUÊNCIA

Será que a Turquia descobriu que para poder ter alguma influência no Oriente Médio ela tem que ser inimiga de Israel? Onde já se viu um suposto amigo patrocinar o abastecimento para posterior lançamento de mísseis contra civis? Aqui no Brasil isso tem nome - é o amigo da onça! E ainda por cima esperam que Israel engula todos esses sapos? Shalom/Salam deveria ser o objetivo, não o terror!

Joseph Diesendruck joediesen18@gmail.com

São Paulo

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PALESTINA

A criação do Estado palestino jamais receberá apoio americano sem a concordância de Israel. Até podem, os americanos, desafiar o mundo com seu poderio militar nas tais "guerras preventivas", mas jamais contrariar Israel na causa palestina, mesmo com seu outro aliado de peso, a Arábia Saudita,opondo-se à política israelense. O poderio judaico, dentro dos EUA, é o único na face da Terra com a capacidade de colocar governantes americanos de joelhos. O resto é conversa fiada...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

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JULIA BACHA

Congratulo-me com a lúcida e oportuna entrevista concedida a Sonia Racy (Direto da Fonte, 12/9, O Fim do Conflito Passa Pela Revolução Civil), contemplando uma visão esclarecedora da questão palestina. Com inteligência e objetividade Julia mostra que há palestinos e israelenses interessados numa paz justa e duradoura e sugere um caminho, baseado na resistência pacífica, que se for trilhado contribuirá para solução do interminável conflito.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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A SÍRIA PARA O IRÃ

O nobríssimo presidente do Irã, amigon do Chávez e do Lula, solta a seguinte bomba verbal: Damasco pare com a carnificina e dialogue com a oposição? Acho que os encontros dele com os humoristas Chávez e Lula foram úteis - façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço (?). Só pode ser piada de mau gosto ou demência total e irrestrita.

Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro

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11 DE SETEMBRO

Muito bonitas e emocionantes as homenagens às vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, realizadas nesse último domingo nos locais onde ocorreram os atos que há 10 anos marcaram lugar na História, tanto pela ousadia como pela crueldade envolvidas. O povo americano - em particular os residentes em Nova York - dá um exemplo de superação e união ao se reerguer de um trauma tão profundo quanto inabalável. De lá pra cá, porém, atos terroristas continuaram sendo praticados em diversas partes do mundo, levando milhares de inocentes a perderem suas vidas devido ao pensamento maligno dos fundamentalistas islâmicos. É uma pena, mas o 11 de setembro não trouxe uma dinâmica mais amistosa nas relações entre o mundo ocidental e o Oriente Médio, em que alguns governantes, infelizmente, continuam patrocinando grupos que promovem esses bárbaros atos.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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TORRES GÊMEAS

Por que ninguém divulga que não foram só dois, mas três os prédios que caíram? O World Trade Center 7 (WTC 7), prédio vizinho às torres. O WTC 7 também caiu, sem ter sido vítima de nenhum atentado, nenhum avião o abalroou. Existem fortes suspeitas que tanto as torres gêmeas quanto (e principalmente) esse terceiro edifício caíram muito mais pela ação de explosivos do que pelo choque dos aviões. Na verdade, o atentado de 11 de setembro talvez não tenha sido mais que uma justificativa para as invasões do Iraque e Afeganistão. Não teria sido uma mera jogadinha da extrema-direita para recuperar a popularidade de Bush, que conseguiu se reeleger? Como é que pôde um punhado de árabes enganar a CIA e o FBI, o Mossad, e o Conselho Nacional de Segurança, além do controle aéreo? Os norte-americanos, que hoje acreditam na versão do 11 de Setembro, de que foi um ataque terrorista muçulmano, aceitam o massacre de populações civis em vários países islâmicos. Tudo que podemos aceitar é que: acredite quem puder!

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

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''UMA LÁPIDE PARA OS TERRORISTAS''

O artigo de Eugênio Bucci, acima citado, não é merecedor de aparecer nas páginas do O Estado de S. Paulo. Mostra uma visão idiota de que os terroristas devam ser reverenciados como seres humanos. Aliás, a opinião de um professor da ECA deveria refletir melhor o duro momento que nós, brasileiros, vivenciamos no momento: falta de heróis nacionais (ou você, Eugênio, consideraria o Ronaldo Gordo, o Neymar, Robinho, como heróis?), falta de lembrança de um grande Ayrton Senna (quem se lembra dele, da data de sua morte? Há algum movimento na mídia de seus grandes momentos?). Não. O "professor" Eugênio prefere discorrer sobre terroristas com direitos do que sobre os valores dos norte-americanos como monumentos, simbolismo, patriotismo, tudo o que nos falta.

Laerte Barbosa laerte.barbosa@itau-unibanco.com.br

São Paulo

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UM NOVO CAPÍTULO

O ataque terrorista da Al-Qaeda em 11/9 será lembrado na História como o Dia ''D'' do século 21. Nem os EUA nem o mundo foram os mesmos após o choque dos aviões contra o World Trade

Center e o Pentágono. Infelizmente, até hoje os EUA não conseguiram se recuperar do terrível golpe. As Torres Gêmeas continuam ruindo e a cicatriz ainda expõe a ferida aberta no coração de Nova York. Para vingar as quase 3 mil vítimas dos atentados,já morreram mais de 6 mil soldados americanos nas guerras do Afeganistão e do Iraque, bem como no Paquistão, numa estratosférica gastança que supera os US$ 4 trilhões! Como se fossem os dois pilares que sustentavam o símbolo máximo do capitalismo ocidental, a queda do WTC, analisada dez anos depois, mostra que o tirocínio letal perpetrado pelas mentes inimigas atingiu, de fato, o coração e a mente da maior potência econômica e militar do planeta. O fogo continua ardendo, a fumaça pouco se dissipou e o medo é presença constante. A humanidade iniciou um novo capítulo em sua história no dia 12 de setembro de 2001. God bless America!

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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TRAGÉDIAS GLOBAIS E NOSSAS

Se o alto custo da guerra contra o terrorismo leva os EUA a vivenciarem uma década perdida, conforme dizem especialistas no assunto, nós por aqui neste canto de mundo enfrentamos outro tipo de conflito que é o combate a corrupção endêmica que nos envergonha e trava nosso desenvolvimento.Urge assim, como já começamos a ter consciência disso, encetar uma forte luta contra esse câncer ético na gestão pública, para que possamos construir a grande nação tanto sonhamos.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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A ÉTICA PREVALECE

Na comemoração dos 10 anos dos ataques terroristas da Al-Qaeda ao Word Trade Center e ao Pentágono, com a inauguração inclusive de um memorial em homenagem às aproximadamente três mil vitimas, foi possível perceber que a classe política americana não fez uso de declarações populistas e demagógicas aproveitando este evento de triste lembrança para humanidade. E outro fato que merece aplausos também, assim como a imprensa dos EUA, a grande imprensa brasileira nestes dias que antecederam esta comemoração fizeram um retrospecto competente sobre estes covardes ataques. Oferecendo não somente aos milhões de adolescentes que na época eram quase que bebês, mas a toda nossa população, um relato importante destes tristes acontecimentos, que mudou a percepção dos governantes principalmente dos países desenvolvidos, que passaram a investir muitos mais recursos em segurança, e combate a esta praga do terrorismo. Os EUA, ao construir este memorial prometido e entregue no prazo, homenagearam filhos entre os mortos de quase 100 países. E aqui no Brasil, depois do acidente do avião da TAM no aeroporto de Congonhas em julho de 2007, em que morreram 199 pessoas, o tal memorial prometido que seria construído no local da tragédia, até hoje nada se fez. Esta é uma diferença cristalina que existe entre as atitudes de homens públicos americanos e tupiniquins... Fazer o quê!

Paulo Panossian paulopanosian@hotmail.com

São Carlos

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DESRESPEITOSOS

Nos EUA em 11 de Setembro, todos, absolutamente todos, autoridades ou não, independente de partidos, voltaram-se às vítimas e assim continuam respeitando-as até hoje. Aqui, em 17 de Julho, quando do acidente com o avião da TAM, começou com o desinteresse do então presidente Lula em fazer-se imediatamente presente e, a seguir, do comportamento de seu gurú, Marco Aurélio - toptop - Garcia e do aspone que o acompanhava na filmagem, onde, em gestos obscenos, mostravam-se tão só preocupados em isentar o governo do PT de eventual responsabilidade. Educação, cultura, respeito, seja o que for é por aí que começam as diferenças.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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OS CRISTÃOS NO MUNDO MUÇULMANO

Eventos e reportagens que marcaram os 10 anos da tragédia de 11 de setembro trazem vários relatos de como ficou complicado ser muçulmano em países do ocidente. Imagino os motivos, embora não justifiquem. Casos isolados que generalizados, são atribuídos a todos. Afinal, multiculturalismo e tolerância é uma máxima ocidental. Fiquei curioso e não vi nenhum relato de como é ser cristão hoje em um país muçulmano. Será que estão sendo apenas discriminados? Estão seguros? Não se fala sobre eles. Devem estar vivendo muito bem.

Antonio Cavalcanti da Matta Ribeiro antoniodamatta@ig.com.br

Guarulhos

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PAZ

Em 11 de Setembro o mundo relembrou a tragédia do terrorismo. Aviões comerciais, construídos para dar asas aos homens de paz, tornaram-se bombas destrutivas nas mãos de fanáticos suicidas. A maior arma do terror é e continuará a ser a fragilidade do ser humano que estimulado, treinado e doutrinado, é capaz de praticar atos ignominiosos em nome de causas incompreensíveis. É essa fragilidade que necessita ser compreendida e vencida para que a humanidade possa finalmente viver em paz.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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AS DUAS TORRES E O IRAQUE

A morte de cerca de 3 mil americanos causou comoção mundial. A morte de mais de 200 mil civis no Iraque é apenas uma estatística. Será que a morte de tantos árabes, motivada por mentiras grosseiras, não significa nada?

João Carlos Macluf jcmacluf@delta.inf.br

São Paulo

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