Cartas - 15/01/2011

  CATÁSTROFE NO RIO

, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2011 | 00h00

A estadista

Não votei na presidente Dilma Rousseff, mas reconheço que ela assumiu o louvável papel de estadista ao não hesitar em entrar prontamente na lama para confortar os que padecem na maior tragédia climática do Brasil, no Estado do Rio de Janeiro. Seu antecessor, o ex-presidente Lula, que foi muito mais um narcisista do que um estadista ao longo de oito anos de governo, sempre evitou que a lama das tragédias nacionais sujasse o espelho do seu narcisismo. Apesar do escancarado fisiologismo que está sendo visto na composição do seu staff de governo, tudo indica que a sóbria, séria e nem um pouco verborrágica presidente Dilma fará o egocêntrico Lula vir a ser - parodiando o poema de Drummond - "apenas uma fotografia na parede" da galeria de ex-ocupantes do Palácio do Planalto.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

 

____________________________________________

O incompetente

Presidente Dilma, atitude digna a sua ao se dirigir aos locais onde aconteceu o desastre e manifestar o apoio - com providências tanto financeiras como operacionais - do governo federal. Mas, por favor, não mencione mais o nome de Lula, pois ele sempre se esquivou e não teve competência nos casos de desastres: não sabia como agir, não tinha um palanque para discursar.

ROLF THIEME

kthiemme@gmail.com

São Paulo

____________________________________________

Tragédia brasileira

Nunca antes na história deste país houve uma tragédia tão fatal como a da Região Serrana do Rio. Excesso de chuvas, sem dúvida. Excesso de promessas não cumpridas, declarações demagógicas, hipocrisia e total descaso com a população, também. Excesso de corrupção, de não aplicação e desvio das verbas, falta de vergonha na cara, claro que sim. Só não falta, felizmente, a solidariedade do povo brasileiro, tão sofrido, tão explorado e tão calado.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

____________________________________________

Ajuda aos flagelados

Novamente, em curto espaço de tempo, acompanhamos, inertes, outra catástrofe no Estado do Rio. E também em outras partes do Brasil. Sinto-me envergonhado por não ter como ajudar fisicamente. Ajudar com dinheiro e mantimentos é muito fácil e pouco! As equipes de socorro são insuficientes e deveriam ser aumentadas significativa e urgentemente com bombeiros, médicos e enfermeiros de todo o País, que têm a necessária competência. As chuvas foram anunciadas antes de 9 de janeiro e agora os governos falam em R$ 780 milhões para a reconstrução e "revoadas" de helicópteros. O milagre do PAC ainda não aconteceu! Neste momento de extrema dor, os sobreviventes precisam de muito carinho e assistência psicológica.

JÜRGEN DETLEV VAGELER

vatra_ind@yahoo.com.br

Campinas

____________________________________________

Doações

Quem não gostaria de atender aos apelos da mídia e fazer uma doação às vítimas da tragédia que se abateu sobre os moradores da Região Serrana do Rio de Janeiro? E quem garante que o dinheiro não vai ser desviado no meio do percurso e parar na mão de algum político corrupto?

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

____________________________________________

Outros filhos do Brasil

Lula vai socorrer os filhos do Brasil? Sugiro-lhe que mande os 11 caminhões que levaram sua mudança para São Bernardo do Campo, e o seu conteúdo - que não lhe custou nada, foram presentes -, para socorrer as vítimas das chuvas que perderam tudo. Afinal, também são filhos do Brasil, portanto, seus irmãos. Como ele está muito bem de vida, deve ser grato aos necessitados que o aprovam e mandar mais 11 caminhões carregados, desta vez comprados com seu dinheiro.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

____________________________________________

FAPESP

Contribuição à ciência

As entrevistas na seção Vida& vêm mostrando contribuições de cientistas com visões distintas da realidade brasileira. No domingo (9/1) Miguel Nicolelis fez referências à Fapesp que contrariam a minha visão dessa fundação e se opõem a análises feitas por revistas respeitadas. The Economist (6/1) coloca a Fapesp como um dos motivos por que é hoje oportuno para jovens cientistas do mundo todo, incluindo, claro, os brasileiros no exterior, considerar o Brasil um lugar que tem espaço para crescimento intelectual. A contribuição histórica da Fapesp à ciência brasileira, em particular no Estado de São Paulo, dificilmente pode ser ignorada quando se faz análise factual. Afirmar que as últimas administrações da fundação não foram boas ou usar como argumento que a Science "não dedicou uma linha à Fapesp" é ignorar, olimpicamente, uma realidade. Programas de classe mundial, como, por exemplo, Genoma, Biota, Mudanças Climáticas, Bioen, bem como o apoio à ciência competitiva para os pesquisadores qualificados, são dados, não constituem interpretações e, portanto, não deveriam ser ignorados.

HERNAN CHAIMOVICH

hchaimo@gmail.com

São Paulo

____________________________________________

Com o devido respeito ao professor Miguel Angelo Nicolelis, como grande cientista que é, causa enorme estranheza sua manifestação pouco elogiosa às "últimas administrações" da Fapesp. A falta de referência à Fapesp em artigo recente da revista Science não serve de parâmetro para medir sua importância no cenário nacional ou internacional. E, de qualquer forma, se referências puderem ser usadas como parâmetro, basta ler a recente matéria publicada na revista The Economist (citada pelo Estadão na edição de 7/1), ou ainda outra excelente matéria publicada na Nature em junho de 2010, sobre os avanços da ciência brasileira, na qual a Fapesp também é citada como referência. Contrariamente ao que afirma o professor Nicolelis, a Fapesp encontra-se em fase esplendorosa, com uma oferta invejável de programas e oportunidades para pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, dentre outros. A propósito, o papel da Fapesp e das outras FAPs tem sido absolutamente fundamental para o sucesso dos INCTs, citados pelo professor Nicolelis.

MICHEL MICHAELOVITCH DE MAHIQUES, Departamento de Oceanografia Física, Química e Geológica do Instituto Oceanográfico da USP

mahiques@usp.br

São Paulo

____________________________________________

"Onde está o PAC contra enchentes e deslizamentos?"

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE CATÁSTROFES PRESENTES E FUTURAS

rtwiaschor@uol.com.br

"Que tal investir todo o dinheiro que vai ser gasto com a Copa do Mundo, a Olimpíada e o trem-bala na prevenção das enchentes?"

CONRADO DE PAULO / BRAGANÇA PAULISTA, IDEM

conrado.paulo@uol.com.br

"Agora que tantas vidas se foram? Uma vergonha"

CÍCERO SONSIM / NOVA LONDRINA (PR), SOBRE A AJUDA DO GOVERNO

c-sonsim@bol.com.br

____________________________________________

VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL:1.576

TEMA DO DIA

Kassab troca DEM por PMDB e leva aliados

Articulação inclui ida de parte dos 70 prefeitos do partido em SP, o que ameaça a hegemonia tucana

"Como se a troca de partido fizesse alguma diferença para nós, contribuintes... Pobre e inerte povo."

HAL PO

"O prefeito Kassab não deveria se dar ao trabalho de mudar de partido, são todos iguais."

CLARA LEONOR VAZ GUIMARÃES PRUDENTE

"Não é o partido a serviço da população. É o partido a serviço do político. E esse Kassab tem muito apetite."

FRANÇOIS DESCHAMPS

____________________________________________

 

 

Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

Duas Tragédias

 

Duas tragédias e duas atitudes presidenciais aparentemente diversas. Enquanto centenas de corpos ainda ardiam dentro do Airbus A320 do voo 3054 da TAM que se acidentou em Congonhas, o então presidente Lula fugiu para o Nordeste e mandou Nelson Jobim representá-lo. Fugiu de remorso por ter indicado o amigo e suspeitíssimo brigadeiro José Carlos Pereira para presidente da Infraero e os leigos, mas petistas, Milton Zuanazzi e a amiga do José Dirceu Denise Abreu presidente e diretora da Anac, respectivamente - todos envolvidos no pavoroso acidente. Na tragédia em andamento na região serrana do Rio, Dilma Rousseff não tergiversou: amassou barro nas zonas flageladas. Foi muito elogiada pelos que esqueceram que a indicação de Zuanazzi, petista gaúcho da área de turismo para presidente da Anac, cargo que exige conhecimento de aeronáutica, foi indicação dela. As posturas são somente aparentemente diversas. Têm em comum o DNA do PT.

 

José Sebastião de Paiva j-paiva2@hotmail.com

São Paulo

 

____________________________________________

 

 

 

OMISSÃO

 

Dois pesos duas medidas: quando um funcionário público concursado comete algum erro que traga prejuízo ao órgão em que atua, ele tem de ressarcir o Estado, pode ser processado, punido e até preso; mas no caso dos políticos, eles podem cometer erros e até ser omissos, como foi o caso das tragédias do Rio e de São Paulo. Faltaram com a prevenção que já deveria ter sido feita, um programa de médio e longo prazo que poderia ter evitado toda esta tragédia. De acordo com o Procon, os prejudicados poderão entrar na Justiça para serem ressarcidos, levando com provas e fotos documentadas, mas quem vai pagar é a própria população, pois o dinheiro não vem do bolso dos responsáveis nem dos seus grandes patrimônios. Por isso eles podem errar e errar que não vão ser prejudicados, nem financeiramente e muito menos presos.

 

ANDERSON APARECIDO-SERVIDOR dandersonaparecido@yahoo.com

Hortolândia

____________________________________________

 

 

 

Uso político

 

Na tragédia do Rio de Janeiro há uma quase solidariedade com o governador Sérgio Cabral, que pouco ou nada está sendo exposto ou cobrado. Já a pressão e a cobrança por causa das inundações na cidade de São Paulo revelam o uso político da situação e a verdadeira face da oposição ao prefeito Kassab e ao governo tucano. A diferença é que o carioca é amigo do rei. Ou será da rainha?

 

Macmiller José Ribeiro macmilleribeiro@gmail.com

São Paulo

 

____________________________________________

 

 

 

 

Responsabilidade pelas enchentes

 

São absurdas as manifestações que tentam imputar ao ex-governador José Serra e ao prefeito Gilberto Kassab a responsabilidade pelas catástrofes provocadas pelas chuvas. Este é um problema de décadas e, se há culpados, eles fazem parte do passado político de pelo menos 30 anos. Há uns cinco anos as autoridades paulistas buscam solução, mas não há dinheiro suficiente para aplacar inundações provocadas por aqueles que continuam jogando lixo nas ruas e ocupando irregularmente as várzeas.

 

Klaus Benvenuto klausbenvenuto@gmail.com

Santo André

 

____________________________________________

 

 

 

 

Enchente é enchente...

 

... em qualquer lugar, mas convém refrescar a memória dos mais Esquecidos de que, quando Marta Suplicy era prefeita de São Paulo, em épocas chuvosas como esta, os moradores de São Paulo estavam debaixo d'água e ela veraneava na Europa. Este ano foi a vez de Sérgio Cabral, governador do Rio, passear pela Europa enquanto os fluminenses contam seus mortos. Em São Paulo, o prefeito Kassab mostra a cara e está em todos os canais dando explicações, muitas inexplicáveis, mas não fugiu à responsabilidade que lhe compete. Cabral voltou correndo da Europa quando soube que a presidente Dilma iria sobrevoar o Rio, para não perder lugar na foto. Pobre Brasil, país dos tiriricas!

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

____________________________________________

 

 

 

Cara de pau

 

Se nós fizermos um comparativo das mortes e destruições que acontecem no Oriente, em atentados, é bem provável que daqui a pouco São Paulo atinja os mesmos índices somente com enchentes e alagamentos. E ainda temos de ouvir nosso prefeito dizendo que a única responsável pelo fato é a chuva, alegando que nos últimos 24 anos não houve nenhum investimento no setor para solucionar tais problemas, ou seja, eximindo-se da responsabilidade. E ainda que os piscinões deram conta e corresponderam à expectativa. Parabéns, Kassab, você é o novo "cara", diria "cara de pau".

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

____________________________________________

 

 

 

Deslizamento no Rio

 

O caderno Metrópole do Estadão de ontem contém duas jóias: a entrevista da consultora da ONU Debarati Guha-Sapir e a matéria "D. Pedro II e a enchente de 1862", ambas sobre a tragédia dos deslizamentos no Rio de Janeiro. A consultora é contundente: "O Brasil não é Bagladesh e não tem desculpa para permitir, no século 21, que pessoas morram em deslizamentos de terras causados por chuva." E em outro trecho: "Enchentes ocorrem sempre nos mesmos lugares (...) A segunda grande vantagem de um país que apenas enfrenta enchentes é que a tecnologia para lidar com isso (...) é barata e está disponível. O Brasil só tem um problema natural e não consegue lidar com ele. Imagine se tivesse terremoto, vulcão, furacões..."

Já o diário de D. Pedro II diz: "Ontem de noite houve grande enchente. Subiu três palmos acima da parte da Rua do Imperador do lado da Renânia; acordou o Câmara (,..) e um homem caiu no canal devendo a vida a saber nadar e aos socorros que lhe prestaram." Por aí se vê que desde o tempo do Império já havia problemas de enchente em Petrópolis! E com as consequências que se conhecem e se repetem regularmente, com maior ou menor impacto, todos os anos. E a incapacidade de nossos governantes, sejam eles federais, estaduais ou municipais, igualmente se repete! E agora conseguimos nos colocar entre os "dez mais" no mundo!  O pior é que não é só no Rio de Janeiro, mas também em vários outros Estados. Mas, como dizem, "Deus é brasileiro!"

 

José Adolpho Lisbôa de Souza jalss@mpcnet.com.br

São Paulo

 

____________________________________________

 

 

 

Tragédia natural ou homicídio culposo?

 

Realmente, "não é a chuva que deve ir para a cadeia". Marcos Sá Corrêa, em seu artigo com esse título no Estado de ontem (A18), deu o nome certo às coisas: a tragédia que atingiu a região serrana do Rio e que se pode repetir a qualquer momento em inúmeros outros locais deste abandonado país é crime, por omissão, por incentivo à ocupação de áreas de risco, por falta de destinação dos necessários recursos à prevenção desse tipo de ocorrência, que se repete a cada verão e cada vez com maior gravidade. É crime nas esferas municipal, estadual e federal - mas isso não deve e não pode, mais uma vez, ser usado para diluir responsabilidades e acobertar os criminosos, muito bem pagos em seus cargos públicos pelos contribuintes brasileiros, muitos dos quais tiveram agora sua vida ceifada, sua família destruída e os bens amealhados numa vida inteira simplesmente arrasados. Entre os responsáveis estão alguns que dão entrevistas, sobrevoam de helicóptero os locais destruídos, em trajes imaculados e com expressão grave e condoída no rosto acostumado a simular compaixão, solidariedade e qualquer outra coisa que se revele oportuna para continuarem saindo bem na foto e se manterem no poder, que é a única coisa que realmente lhes interessa. Marcos Sá Corrêa disse, e muito bem: esses homens públicos têm que ser pessoalmente - como pessoas físicas - responsabilizados por seus crimes e colocados na cadeia. Está mais do que na hora de o Ministério Público agir, identificar os responsáveis de hoje e os de ontem e processar esses cidadãos de casta até agora inatingível. Este crime não pode passar em branco, como tantos outros. Este misto de tragédia natural com homicídio culposo praticado com arma político-administrativa, por sua gravidade imensurável em termos humanos, tem de ser um verdadeiro divisor de águas na forma de o Estado brasileiro, em todos os níveis, a começar pelo Judiciário, lidar com este assunto da vida nacional.

 

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

 

 

____________________________________________

 

 

 

Marcos com a palavra

 

"Linchar um político não é a mesma coisa que malhar seus projetos. E os brasileiros estão perdendo mais uma chance de bater com força no projeto de lei número 1876/99, que o deputado Aldo Rabelo transfigurou, para enquadrar o Código Florestal nos princípios do fato consumado. Ele reduz à metade as áreas de preservação em margens de rio, dispensa da reserva legal propriedades pequenas ou médias e consolida os desmatamentos ilegais. Nunca foi tão fácil saber aonde ele quer chegar, folheando as fotografias aéreas das avalanches em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Dá para ver nas imagens o que havia antes nos pontos mais atingidos. É o que o novo Código Florestal vai produzir no campo. Mais disso. (sic)". Palavras sábias do articulista Marcos Sá Corrêa. Parabéns Marcos!

 

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br

Campinas

____________________________________________

 

 

 

HORRIPILANTE

 

O artigo "Não é a chuva que deve ir para a cadeia, de Marcos Sá, é de uma clareza, coerência e justeza raras! Assino embaixo o que escreveu o articulista. E aproveito para dizer que o deputado Aldo Rebelo deveria ter vergonha do indecente projeto para modificação do Código Florestal. Entre outras horripilâncias, o projeto de Sua Excelência diminui à metade as áreas de preservação à beira de rios. Com isso aumenta o perigo de deslizamentos, assoreamentos e desgraças como a que a região serrana do Rio de Janeiro está sofrendo. Se essa inteligenciazinha do PCd B não imaginava os estragos que o seu projeto poderá causar ao País, esta catástrofe, agora, pode servir para lhe provar que seu projeto é desastroso, imoral, perigoso, indutor de mortes e de desgraças no seio das famílias e de desajustes dramáticos na economia do País. O que Marcos Sá Corrêa pensa os brasileiros decentes e coerentes também pensam: há políticos que só merecem cadeia!

 

Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

____________________________________________

 

 

REBELO COM A RAZÃO

 

Caro Marcos Sá Corrêa (sem e-mail), o deputado Aldo Rebelo pode estar com a razão ao "transfigurar" o projeto de lei 1876/99. Quem sabe assim consigamos conter essa onda avassaladora de umidade que desce da Amazônia rumo ao Sul do País.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

____________________________________________

 

SUGESTÃO

 

Para criticar as modificações que foram introduzidas no Projeto de Lei 1876/99 pelo deputado Aldo Rabelo é necessário um pouco mais de conhecimento do assunto do que o autor do texto "Não é a chuva..." epígrafe demonstra. Nossa agricultura é exemplar em todos os aspectos e precisa ser protegida de interesses internacionais que não querem competir conosco. Não é possível aqui, em poucas linhas, demonstrar esta afirmativa. Sugiro que o autor veja em primeiro lugar um vídeo no YouTube da BASFagro, chamado "Brasil: um planeta faminto e a agricultura brasileira" (www.youtube.com/watch?v=aoip-WK3V8o) e leia alguns artigos da senadora Kátia Abreu sobre o tema. Leia mais, conheça melhor e então emita sua opinião.

 

Luiz Carvalho luizcarvalho@vence.com.br

São Paulo

____________________________________________

 

MAIS UM CRIME

 

Tragédia em Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Angra, Alagoas, Santa Catarina, Jardim Pantanal, Marginais de São Paulo, etc... E ainda tem gente defendendo a alteração do Código Florestal para permitir a ocupação de margens de rios e morros. Será que essas tragédias não são suficientes para provar que essa alteração do Código Florestal será mais um crime?

 

Manoel Netto webmaster@axxia.zzn.com

São Paulo

____________________________________________

 

CÓDIGO DE 1965

 

Parece que é necessário a natureza mostrar com suas forças, por meio de tragédias como as da região serrana do Estado do Rio de Janeiro, o que os técnicos em 1965 dispuseram na lei do Código Florestal e que deveria ser observado por grande parte dos políticos.

Margens de rios e territórios com inclinação acima de 45 graus devem ser áreas de preservação permanente. São inaptas economicamente e sua melhor utilização é a proteção da flora, da fauna e, indiretamente, da água e do solo.

Infelizmente, a ignorância de princípios básicos de física, biologia e química do meu tempo de ginásio e científico não permite que grande parte dos políticos entenda a sabedoria dos técnicos de antigamente.

 

Mario Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

____________________________________________

 

Brasil: lugar ou coisa em brasas...

 

A depender das autoridades públicas, o brasileiro é mero sobrevivente dos desmoronamentos anunciados e recorrentes, físicos e morais .

Também é carne de pesca para os drogados, traficantes e assassinos de ocasião, ruas afora. E ainda é presa fácil da Receita, da Mega Sena, do aumento do IPTU, do IPVA, da Selic e de tudo o mais que o mercado financeiro entender de direito.

É, acima de tudo, a massa morna que acata, vota e aplaude, se tiver samba, cerveja e novela .

Que se repitam as desgraças morro abaixo, que se agrave a inflação, já acelerada, que se intensifiquem as epidemias pela lama e que os criminosos, com tornozeleira de araque e licença-prêmio, se multipliquem, sob as togas leais .

Quem sabe, aí, o caos atinja a vírgula necessária e os que ainda restarem possam virar a página.

 

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

____________________________________________

 

BRASIL, O QUE SOMOS

 

A corrente de solidariedade de voluntários e profissionais da área de segurança pública e defesa civil, nos trágicos eventos da serra fluminense, é emblemática. Com isso cai por terra, mais uma vez, a velha mania que temos de culpar o nosso povo pelas vulnerabilidades que temos. Abandonar a "síndrome de cachorro vira-lata" e exigir de nossas autoridades reformas estruturantes são certamente o melhor caminho rumo a um processo de crescimento civilizatório de que a Nação tanto necessita.

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

____________________________________________

 

BRASIL IMUNDO

 

 

 

Enquanto o Rio chafurda na lama, contabilizando até agora mais de 500 mortos, li na imprensa de ontem que uma autoridade governamental se lamentava porque serão necessários mais de R$ 500 milhões para a reconstrução de uma das cidades de região serrana daquele Estado.

Pois bem, ontem, na mesma mídia, notícia dava conta de que a reforma do Maracanã, cuja previsão de gastos era de R$ 700 milhões,

deverá ser aumentada em mais R$ 300 milhões, elevando os custos da bandalheira para R$ 1 bilhão. Viva a Copa de 2014. Viva a Olimpíada de 2016. Já escolhido o logo da Olimpíada, um escandaloso plágio, aqui vai uma sugestão para o slogan: BRASIL, UM PAÍS IMUNDO!

 

 

Ângelo Calmon de Britto angelocbritto@uol.com.br

São Paulo

 

 

____________________________________________

 

Fatalidade e mediocridade

 

Agora é a hora de os nossos magníficos governadores, principalmente o do Rio de Janeiro, e a presidente da República virem a público e dizer: "Não teremos Copa do Mundo, Olimpíada, etc."  O governador e o prefeito de São Paulo, também, nada de dar dinheiro nem área para clube nenhum fazer estádio. Será que eles têm peito? Olha que Lucas Garcez e Prestes Mais vão puxar suas pernas à noite.

 

jose guilherme santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

____________________________________________

 

O terrível preço

 

O problema não é quanto vai custar para reconstruir o que as tempestades destruíram, mas, sim, quanto custou - centenas de mortos! Enquanto a presidente Dilma se esforça para dar verba de emergência para a recuperação das cidades atingidas, está o Sarney - o guia do bando de aves daninhas, os "quero-queros" - voando em busca de cargos e posições no governo! "Até quando abusará da nossa paciência?" ("Catilinárias", de Cícero)

 

LUIZ FERNANDO d'ÁVILA lfd_avila@hotmail.com

Rio de Janeiro

____________________________________________

 

Luto por Beethoven

 

Os cães são conhecidos por sua dedicação e fidelidade desmedida aos donos. Ao ser içada do alto de sua casa envolta pelas águas, dona Ilair só precisava segurar-se na corda. Ao ter optado por levar junto Beethoven, seu cachorro, deveria ter atentado para o fato de que o animal, irracional, iria se debater pelo pânico. E que caberia a ela naquele instante dedicar um esforço maior para segurar o pobre e fiel cãozinho, que perdeu sua vida nas águas.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

____________________________________________

 

Falta de respeito

 

Dia 13 de janeiro, 19 horas: após sobrevoar uma área de catástrofe, com um mínimo de 500 mortos à "flor da terra", dona Dilma, ao lado do governador do Rio de Janeiro (nego-me a escrever o nome desse indivíduo), ambos posaram para a imprensa exibindo camisetas do Fluminense. Será que aquela atitude grotesca e de baixo nível exibida pelo assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, por ocasião do acidente com o avião da TAM, não foi suficiente para ensinar algo a essa "quadrilha" que tomou conta do poder? Será que algum dia nosso país vai ser governado por gente decente? Algum dia o Brasil será um país sério? Ou continuará sendo essa republiqueta sindicalista ad infinitum?

 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

____________________________________________

 

 

 

DESGRAÇA ALHEIA

 

Esta é a grande verdade: presidentes, governadores e prefeitos podem comprar a consciência dos políticos para fazerem acordos espúrios, mas a força da natureza, não. Pela tragédia que se abateu sobre a Região Serrana, a principal culpa está no descaso das autoridades com a prevenção, cuidados fundamentais para evitar acidentes foram esquecidos. Já estamos cansados de constatar como os políticos se aproveitam da desgraça alheia para aparecer e sonhar com possíveis eleitores. O País está triste, enlutado com tantas mortes, o sofrimento dos sobreviventes ainda é pior, porque guardarão na memória as perdas irrecuperáveis

 

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

____________________________________________

 

Contas

 

Enquanto a população conta prejuízos e mortes, "azotoridade" contam lorotas.

 

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

____________________________________________

 

 

 

PARA A PRÓXIMA TRAGÉDIA

 

Passada a temporada de chuvas, com a chegada do sol e a retirada das lembranças das vítimas deste ano, tudo volta ao normal, até a chegada das chuvas de 2012. Seria interessante - apesar de improvável - que as autoridades ao menos promovessem as ampliações necessárias nos cemitérios locais, para que possam ser sepultadas dignamente as vítimas da próxima tragédia, a do ano vindouro, evitando os habituais atropelos. Pelo menos isso, em troca dos nossos impostos.

 

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

____________________________________________

 

 

 

ABAIXO-ASSINADO

 

O descaso das autoridades no Brasil é tanto que deveriam ser enquadradas na Lei da Ficha Suja! Se a consultora da ONU tem todos os dados sobre enchentes acontecidas no Brasil durante dez anos, com estatísticas dos lugares mais vulneráveis para recorrência, com dados climáticos diários, etc., por que aqui, no Brasil, a coisa não anda? Todo o ano, a mesma água e as mesmas tragédias. No dia em que no Brasil for proibido que dirigente eleito demita equipes do governo anterior, coloque apadrinhados sem nenhuma experiência técnica, refazendo a estrutura de governo, aí, sim, teremos dados, pesquisas, elementos técnicos de qualidade. Para conseguir isso só com outro abaixo-assinado pressionando para que mudem a lei, impedindo cargos de comissão e dando preferência aos concursados. Que o governante chegue com sua caneta, seu celular e, no máximo, sua secretária. No mais, terá que governar com os instrumentos existentes, porque até hoje fazem de conta que governam, montam uma equipe incompetente e só pensam nas próximas eleições. Imaginar que na Austrália avisam com um dia de antecedência que ocorrerão enchentes e aqui apenas sobrevoam quando a coisa se tornou manchete dos jornais internacionais é de envergonhar. E querem que em 2014 sejamos o quinto país mais desenvolvido no mundo. No andar dos acontecimentos, nem em 50 anos!

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

____________________________________________

 

 

 

 

Inépcia do poder público

 

Cumpre perguntar: da tragédia de janeiro de 2010 em Angra dos Reis à catástrofe na Região Serrana do Rio em janeiro de 2011, o que efetivamente fez o poder público para evitar a perda de mais vidas em decorrência de deslizamentos de terra sobre residências instaladas em áreas de risco naquela unidade da Federação? Ao que parece, nada. A partir daí, surge a próxima indagação: repetir-se-á a desídia das autoridades até janeiro de 2012?

 

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

____________________________________________

 

PREVENIR NÃO DÁ VOTO

 

No começo do passado , após o desastre em Angra dos Reis, foi divulgado pelos jornais que a maior parte da verba destinada em 2009 ao Programa de Prevenção e Preparação de Emergência e Desastres havia sido desviada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, para municípios baianos (não por acaso, ele disputaria a eleição naquele Estado...) e só 1% dela havia sido destinado ao Rio de Janeiro. O caso nem chegou a se transformar num escândalo porque, com muita habilidade dos interessados, esse assunto acabou caindo no limbo do esquecimento popular, para alívio de todos eles. Mas Geddel, pelo menos, perdeu a eleição... E agora, como terão sido distribuídas as verbas de 2010? E será que realmente chegaram ao seu destino final, tornando possível impedir ou amenizar a nova tragédia que se abate sobre a região serrana do Rio do Janeiro? A verdade é que prevenir acidentes não dá votos... remediar com verbas insuficientes e de última hora aparece muito mais! Mas, e as centenas de vidas que se foram, quem dá remédio para isso?

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

____________________________________________

 

MEDIDAS DRÁSTICAS

 

Parece que não caiu a ficha do(a) administrador(a) público(a) e seus companheiros, ao "vistoriarem" o local da tragédia na região serrana fluminense e apresentarem medidas paliativas, com matizes semelhantes aos das adotadas na invasão ao Complexo do Alemão, via movimentação da Marinha, do Exército, da Aeronáutica, etc. A situação agora requer adoção de medidas drásticas, e para ontem. O contribuinte, o munícipe das regiões atingidas, não necessita de donativos ou esmolas. Esperam algo mais dos administradores, que têm instrumentos jurídicos previstos em lei, ante uma trágica calamidade pública na qual famílias foram dizimadas. É certo que não há rede hospitalar para acolher as inúmeras vítimas errantes e famintas pelos espaços públicos, com dignidade vulnerada pelas medidas paliativas que não resolvem a necessidade imediata e premente. Há, porém, uma vasta rede hoteleira naquela região serrana, não atingida pela catástrofe, a servir imediatamente às vítimas, se não por composição entre empresas e o poder público, compulsoriamente via ato administrativo de desapropriação imediata (ou indireta) com imissão de posse liminar. Resolvidos os problemas emergenciais, voltando a urbe à rotina, apuradas desnecessidades de uso em socorro dos cidadãos desalojados, procede-se à retrocessão. É a supremacia do interesse público, que ainda não disse a que veio, a não ser se lamentar.

 

Gisele Montenegro gamadvsp@uol.com.br

São Paulo

____________________________________________

 

 

Quem é responsável?

 

Em países conscientes e responsáveis, providências são exigidas e tomadas por todos para que se tenha uma vida digna e longeva. Nesses países há uma união de sociedade e governo. Lá a cidadania participativa é levada a sério. Aqui, infelizmente, os políticos estão sempre distantes do povo (a não ser em períodos eleitorais) e se preocupam mais com seus ganhos do que com os muitos problemas que afligem seus representados. Enquanto lá, em muitas cidades, vereador é cargo voluntário, não remunerado, que trabalha com consciência cívica, aqui querem sempre mais e fazem muito pouco pelos seus municípios. Assim, as mais de 500 mortes resultantes dos desastres ocorridos na zona serrana do Rio, e em muitas outras cidades do Brasil, devem ser de total responsabilidade dos políticos, amplamente remunerados, em todos os níveis. Houve displicência e descaso de todos. Deixaram a ocupação de terras ocorrer sem freios. Não impuseram rigor na aprovação e fiscalização de projetos imobiliários, assim como não se preocuparam com o planejamento urbano. Não adianta mandar dinheiro depois do acontecido. Eles são responsáveis, pois não cumpriram seus deveres cívicos, apesar de ganharem regiamente para isso!

 

Silvano Corrêa www.silvanocorrea.blogspot.com

São Paulo

____________________________________________

 

 

 

 

Calamidades

 

Mais de 500 mortos, famílias inteiras desabrigadas, intempéries que continuam a assolar o País e verbas que não foram aplicadas: na esfera federal, por meio do Ministério de Integração Nacional, numa previsão de R$ 425 milhões, apenas R$ 167,5 milhões foram aplicados...

Nessa conjuntura, como pensar em verbas astronômicas para a Cpa que se avizinha? Não há prioridades maiores no País?

Que as autoridades competentes pensem na sua responsabilidade e se comprometam com os desabrigados, com a miséria e os males que depois da trajédia grassam inexoravelmente, O Brasil merece compreensão, desafios permanentes pela sua reabilitação social e humana, e pelo seu crescimento.

 

Ruth de Souza Lima e Hellmeister rutellme@terra.com.br

São Paulo

 

____________________________________________

 

 

COMO EM CAMPANHA

 

 

Sra. presidente,louvável sua presença na ajuda às vítimas das enchentes, mas deixe isso a cargo do pessoal das equipes "amadoras" de bombeiros, Polícia Militar, Aeronáutica, Marinha, Exército, imprensa e Da brava Defesa Civil. Por favor, mantenha seu Ministério "ultraprofissional" fechadinho, soterre seu ministro no motel, alague sua ministra da Pesca, eletrifique seu ministro de Energia, mantenha-os somente lendo livrinhos de reza, assim eles podem ajudar muito mais. As entidades acima citadas podem ajudar muito mais, somente lhes dê um mínimo de recursos, faça de conta que está em campanha eleitoral e verá como tudo funciona. Se realmente quiser ajudar, faça valer todo plano diretor de todos os municipios, aplique a lei como se fora aos

inimigos do rei, aproveite e dê um puxão de orelha em nossa Iemanjá, o prefeito Kassab, aquele que em um ano somente sabe pôr a culpa no pobre São Pedro.

 

 

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

 

____________________________________________

 

 

 

TIRANDO DA RETA

 

 

Como faço parte das pessoas não letradas deste país, mas com alguma vocação para escrever, acredito que para melhorar o desenvolvimento da Nação será necessário que a população se conscientize e passe a votar em políticos não profissionais. Vendo o governador do Rio de Janeiro, sr. Sérgio Cabral, dizendo que nas catástrofes naquele Estado os culpados foram os governantes que atuaram a dez anos atrás, como se em oito anos do governo Lula e quase cinco anos de governo dele não fosse tempo suficiente para fazer algo para impedir essas calamidades, francamente, seu Cabral, mude seus discursos, até porque não somos débil mentais.

 

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

____________________________________________

 

 

Preghiere per Brazil

 

 

Egregi Signori, tutto Brazil sta nelle nostre preghiere e pensieri per la pioggia torrenziale e per le frane che hanno colpito Teresopolis, Campo Grande, Nova Friburgo e Petrópolis. Brazil, preghiate la preghierina a www.de-vrouwe.net ogni Giorno. Grazie, distinti Saluti,

 

 

Matthew R. Dunnigan mrdunnigan@gmail.com

Roma, Italia

 

____________________________________________

 

Um grave erro de Lula

 

 

Alguém deveria ter avisado Lula antes dele anunciar a permanência em solo tupiniquim do assassino italiano Cesare Battisti que sua atitude não era inteligente, estratégica ou o que quer que seja que ele tenha pensado.

O criminoso procurado na Itália deveria ser extraditado por maior que seja a possível desconfiança quanto a sua propalada inocência. Ele matou e deve responder em tribunais italianos pelos crimes que cometeu, ou que ao menos é acusado.

Ao mantê-lo sob custódia em nossas prisões passamos a ser fiadores de um elemento perigoso e cuja manutenção nada traz de positivo ao Brasil.

Já temos criminosos demais a solta em nosso país, temos a "sorte" de ter criminosos do narcotráfico colombiano, da máfia chinesa, das gangues coreanas, da siracusa, enfim, nossa terra é cenário ideal para criminosos formados em universidades do crime pelo mundo afora, não precisamos de mais um a solta.

Por mais que sejamos benevolentes não encontramos uma só razão inteligente para justificar a atitude estapafúrdia de Lula. Ele preferiu comprar briga com a Itália em seu último dia de governo ao invés de cumprir a decisão do STF.

Talvez o ego inflado de Lula as vésperas de sua saída após oito anos de governo e com índices recordes de popularidade tenham afetado seu cérebro e o tenha induzido a tomar esta decisão torpe à luz de qualquer análise jurídica.

Lula saiu do governo e está descompromissado em seu apartamento em São Bernardo do Campo onde pode tomar sua cachaça sossegado enquanto o governo federal tem de enfrentar duras criticas e possíveis sanções do governo italiano.

Há tempos atrás o mesmo Lula se recusou a aceitar boxeadores cubanos, negando a eles permanência em solo brasileiro, mesmo sendo atletas, honestos e com justa reclamação sobre como viviam em Cuba.

Pois Lula recebe o assassino Battisti sem maiores delongas e o coloca na condição de exilado político, vitima do sistema, etc. No mínimo uma atitude incoerente se compararmos o caso do italiano com os cubanos.

 

 

Rafael Moia Filho http://falandoummonte.blogspot.com Twitter - @rafamfilho

Bauru

____________________________________________

 

 

INFLAÇÃO SEM CONTROLE

 

 

 

O ex-presidente reclamou tanto, injustamente, da herança "maldita" do FHC, que não foi a realidade, foi sim uma herança "bendita", e se assim não fosse o seu desgoverno seria ainda muito pior. Os 87% de popularidade, se verdadeiros, foram graças ao assistencialismo, às mentiras e enganações, é só comprovar com herança, esta, sim, "maldita" que deixou para a sua sucessora. A maior "obra" do seu desgoverno foi a dívida do País, interna e externa, que é superior ao dobro de quando assumiu, devido ao excesso de despesas de custeio e com o inchaço da máquina pública (empreguismo). Pior mesmo é a volta da inflação. Oficialmente a taxa parece baixa, mas não espelha a realidade, que é elevada. Para comprovar é só ir à feira ou ao supermercado, onde os preços sofrem aumento toda semana, facilmente já passa de dois dígitos. O ministro da Fazenda, sr. Guido Mantega, disse que não iria deixar "derreter" o dólar, mas está deixando "derreter" o salário do povo. Ande vamos parar? E agora, dona Dilma, o que fazer com a inflação sem controle?

 

 

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

____________________________________________

 

 

O rato que ruge

 

 

O que mais parece fazer falta a Sua Excelência o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é o senso do ridículo, já que seria descabido pôr em dúvida seu preparo teórico. Enquanto exerceu a função no governo do "nunca antes", notabilizou-se por tentativas de segurar a inflação no gogó. Não contente com isso, experimentou fazer apostas tolas, como a de meados de dezembro do ano passado, afirmando que o superávit primário seria de 3,1% do PIB. Não há notícias de ele ter honrado a aposta perdida. Talvez esteja esperando por alguma mágica contábil redentora.

Revelou ao mundo entorpecido a existência de uma guerra de moedas, bem como de uma guerra comercial, como se estivesse descobrindo a pólvora, feliz por encontrar quem ecoasse esses achados.

Agora, na sua luta para segurar a valorização do real - preocupação legítima -, informa-nos que o FSB, nosso glorioso Fundo Soberano, passará a operar no mercado futuro e de derivativos.

Esse fundo, nascido de parto induzido, encontrou mais uma utilidade na sua tentativa de rivalizar com o Bombril. Não é preciso um esforço excessivo de memória para lembrar que o fundo foi criado separando, como se fosse da coxa de Júpiter - num momento de alto superávit primário -, determinada quantia. Não que estivéssemos naquele momento com superávit nominal! Ao invés de usar esse dinheiro para abater uma dívida cara, soltamos uns cocoricós ufanistas, todo o mundo se alegrou e houve festejos como "nunca antes na economia desse pais". Não foi esse, aliás, o único "swap cômico". Ao quitar a dívida pouco onerosa com o FMI, preferimos as delícias da dívida a taxas Selic. (Algo como faria o genro com raiva da sogra, que trocaria um empréstimo camarada dela por uma dívida com o agiota da esquina.)

Pelo que se sabe, o FSB está abarrotado com ações da Petro e do BB. Não tem importância. Lá vai esse fundo guerreiro entrar no universo sem risco dos mercados futuros e dos derivativos. Sem risco de perdas, ainda conforme informou o ministro Mantega do alto de sua competência. Mesmo se o FSB dispusesse dos tais R$ 19 bilhões - cinco vezes o PIB da Groenlândia, sim, senhor -, fica difícil entender qual o peso que algo como 4% das nossas reservas exerceria. Apreciador da alavanca, assim como Arquimedes, Sua Excelência pede apenas um ponto de apoio para levantar o mundo, perdão, o dólar. Sem risco cela va sans dire. E já que o FSB não dispõe de dinheiro sonante, sobrou para o Tesouro, isto é o contribuinte, ou não? (Ou será que o tal tesouro é uma fortuna enterrada na ilha de Monte Cristo) Decerto os demais países que possuem fundos soberanos ainda terão muito que aprender com nosso ministro da Fazenda.

 

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

____________________________________________

 

 

Indústria automobilística

 

Oportuna a matéria de ontem no Estadão sobre a recuperação da indústria automotiva no mundo, especialmente no Brasil. Esse importante segmento econômico desenvolve tecnologia, cria milhares de empregos e tem uma enorme cadeia de fornecimento.

Vender carros tornou-se mais fácil, visto haver melhores condições de crédito e competição. Ter um carro é um sonho de consumo e também uma necessidade em razão da má qualidade do transporte público no Brasil.

No entanto, há alguns poréns. Ano passado, o País produziu para o mercado interno cerca de 3,5 milhões de veículos. Se enfileirássemos tudo isso, teríamos quase 14 mil quilômetros de extensão.

A velocidade com que os carros tomam as ruas de nossas cidades é muito maior do que a pavimentação e melhoria das vias públicas, tornando o trânsito cada vez mais caótico nas cidades. Isso sem falar do aumento da poluição.

Com o asfaltamento e construção de mais ruas tornamos nosso solo mais e mais impermeável, impedindo o escoamento de água em dias de chuva. Somado ao fato do lixo jogado pela população, entupindo galerias e bocas de lobo, já sabemos os resultados, principalmente em São Paulo, Belo Horizonte, etc.

Como a maioria dos veículos produzidos é a álcool, temos maior consumo, consequentemente maior plantio de cana-de-açúcar e o abandono de outros produtos agrícolas (feijão, milho, etc.), levando a um aumento de preços ou até desabastecimento.

Forma-se com isso um grande nó: geramos emprego e impostos, de um lado, e problemas graves e diminuição constante na qualidade de vida, do outro.

Como resolver?

 

André Luís Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

____________________________________________

 

 

LEIS DELEGADAS EM MINAS

 

 

No artigo "Esperança em movimento" (7/1, A2) Fernando Gabeira cita um instrumento que, vergonhosamente, tem sido usado de forma abusiva, nos últimos oito anos, pelo Executivo mineiro, com a conivência do Legislativo. Levantamento do Sindifisco-MG mostra que, enquanto no governo Hélio Garcia (1985) foram editadas 36 leis delegadas, no governo Newton Cardoso (1989) foi apenas uma, no governo Eduardo Azeredo (1995) foram três e no governo Itamar Franco (2000), oito, no governo Aécio Neves o número de leis delegadas chegou a 130, sendo 63 em 2003 e 67 em 2007.

A delegação impede que a sociedade participe do debate da questão tratada pela lei, como ocorreria no processo normal de tramitação de leis no Legislativo O dispositivo é antidemocrático e está previsto na Constituição do Estado de Minas Gerais somente em situações emergenciais. Neste mês, o governo Anastasia (2011), que é de continuidade ao de Aécio Neves, vai editar novas leis delegadas. Questionamos: qual é a situação emergencial do Estado que justifique que o governo lance mão das leis delegadas e por que essa emergência não foi resolvida anteriormente, em 2003 e 2007?

 

 

Lindolfo Fernandes de Castro, auditor fiscal e presidente do Sindifisco-MG comunicacao@sindifiscomg.com.br

Belo Horizonte

____________________________________________

 

 

Santos tem a melhor clínica de nefrologia da região

 

 

Quero relatar o excelente trabalho realizado pela clínica nefrológica de Santos, situada na Santa Casa de Misericódia, comandada pelos drs. Eduardo Gasi, Mohamed Ali Daghastanli, Rosina C. G. Dal Maso, mais uma equipe de médicos residentes e chefes de enfermagem.

A incrível falta de conhecimento de médicos de outros hospitais me fez ter medo de algo que salvaria a minha vida, muitos médicos me assustavam quando falavam que eu deveria seguir esse tratamento, porém, ao ser recebido na Santa Casa de Santos, notei que era completamente diferente do anunciado, por isso a razão de eu escrever ao ilustríssimo Estadão, para que não passem pelo o que eu passei, pois a diálise salva vidas, e não as destrói, dando aos pacientes excelente qualidade de vida, assim como eu tenho hoje.

Agora, durante as minhas caminhadas, porque os rins tiraram meus direitos constitucionais de ir e vir na fase aguda da doença, eu o tenho praticamente devolvido por causa dessas máquinas que os médicos tanto condenavam.

No percurso do meu tratamento conheci pessoas maravilhosas, e quero agradecer a dois médicos em particular, a dra. Soraya K. De Freitas e o dr. Rubens E. P. Lodi, pela maneira competente e humana como me trataram, a eles o meu eterno agradecimento.

Parabenizo a Santa Casa de Misericódia de Santos por possuir e abrigar essa clínica nefrológica de alta categoria, assim dizendo que não vi por histórias contadas, mas presenciei os fatos ao vivo, com meus próprios olhos.

Meus sinceros agradecimentos a toda a equipe e que continem assim, salvando vidas, trazendo benefício nos tratamentos, como aconteceu comigo.

 

HENRIQUE JOSÉ PAREJA RODRIGUES hyasminpareja@hotmail.com

Votorantim

____________________________________________

 

À BALA?

 

Então, agora quem protesta sobre aumentos abusivos dos transportes é recebido com balas de borrachas? Mas quem o Kassab pensa que é? Caro prefeito, é um direito nosso, pagamos impostos ABUSIVOS e recebemos nada em troca. Estamos cansados da arrogância e pretensão dos políticos brasileiros.

 

 

Celia Mendes Di Martino cmendes_18@hotmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.