Cartas - 15/08/2010

DEBATE NA BAND

, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2010 | 00h00

Dez a zero

Cinco contra um no debate da TV Bandeirantes entre os candidatos ao governo de São Paulo. Geraldo Alckmin, do PSDB, foi alvo de estocadas dos adversários, enfrentando mentiras e arrogância e, mesmo assim, deu de dez a zero nesses candidatos, com muita segurança e tranquilidade. Esse debate ajudou os eleitores paulistas a não terem mais dúvidas em quem votar. Alckmin demonstrou ser um candidato a governador sério, capaz, realizador e com conhecimento dos problemas que terá de encarar quando eleito. Líder nas pesquisas de intenção de voto, essa demonstração no debate o favoreceu para ganhar já no primeiro turno e ajudar José Serra na campanha do segundo turno das eleições para presidente da República.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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O vencedor

Bravo, Alckmin! No debate, matou as cobras e mostrou o pau! Aloizio Mercadante (PT), que nada fez por São Paulo como senador, foi péssimo nas declarações sobre a privatização da Nossa Caixa. Que mico!

ANA MARIA GMACHL

amaeleitora@hotmail.com

São Paulo

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Bicada tucana

O tempo passou e Geraldo Alckmin - mesmo não tendo aprovação de muitos tucanos de alta plumagem aqui pelas bandas paulistas - firmou-se e agora, final e felizmente, tem voo próprio, típico de um real tucano. Foi só dar bicadas com determinação e o resultado está aí, conforme as últimas pesquisas de intenção de voto. Oxalá não haja mesmo segundo turno, pois São Paulo e seu povo não merecem mais discursos e uma campanha fraca, com adversários inexpressivos.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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Pedágios em São Paulo

Todos as pessoas - inclusive os candidatos de plantão - que se manifestam contra os pedágios das estradas paulistas deveriam percorrer as rodovias estaduais e federais dos demais Estados do Brasil. Com raríssimas exceções, todas se encontram em péssimo estado de conservação, pois só recebem remendos em época de eleição, sempre apresentam índice elevado de acidentes graves e a falta de segurança é patente. As estradas pedagiadas em São Paulo são transitáveis, seguras e contam com serviços de atendimento ao usuário de alto nível. Este (des)governo dos PeTralhas se ufana em dizer que tem investido em infraestrutura, quando, na realidade, só tem gasto nosso dinheiro em obras superfaturadas e que lhe rendem mais verbas para o propinoduto. Precisamos dar um basta nesta demagogia castrista que tem sido disseminada pelo País.

CLAUDIO D. SPILLA

claudio.spilla@cspilla.org

São Caetano do Sul

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Governo incomodado

Além do presidente da República, todo o governo federal está mobilizado para vigiar o candidato tucano à Presidência, José Serra. E pouco importa se mensagens ou notas oficiais contenham mentiras pequenas ou grandes. Também não importa se omitem dados negativos do governo Lula (como a Caixa Econômica Federal sobre casas populares). Por que motivo o tucano está incomodando tanto os petistas e seus aliados?

JOSÉ CARLOS CRUZ

cruz.jc02@gmail.com

Osasco

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Candidatos

Vários leitores já escreveram nesta coluna sugerindo que a candidata Dilma Rousseff defina o que entende por democracia e como ela pretende governar o País, se eleita. Ora, nós sabemos que a teoria na prática é outra. Portanto, de nada vale Dilma declarar agora o que entende por democracia, se depois a prática vai mostrar exatamente o contrário. Estamos cansados de ver o governo mentir deslavadamente.

KÁROLY J. GOMBERT

gombert@terra.com.br

Vinhedo

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Da mentira

Nos últimos tempos temos assistido à glorificação e ao uso intermitente da mentira. Ela tem sido usada para enganar o povo e os eleitores. Usada pelos governantes para se justificarem por não terem agido contra a corrupção de seus correligionários e partidários, agora tem sido amplamente dita na campanha eleitoral. E se veem dados errados e inexistentes ou afirmações que não correspondem à verdade. Um exemplo é a afirmação de Dilma Rousseff, em sua entrevista ao Jornal Nacional, de que quando o PT chegou ao poder a inflação era galopante e o País precisava pedir tudo ao FMI. Sem explicar que o risco PT-Lula era o que afetava o Brasil e que, como qualquer país de boa governança. tinha obrigações com o FMI, o que Lula cumpriu à risca. A maior mentira dita constantemente é a história de que Lula pegou um País destruído e o arrumou, negando sempre as virtudes do Plano Real, de FHC, que foi combatido e atacado de todas as maneiras pelo PT, como o sr. Aloizio Mercadante, que, seguindo as opiniões de Maria da Conceição Tavares, economista petista, bradava contra o plano. Mercadante chegou a apostar no desastre total. Dentre outras tantas mil mentiras, vêm agora os números do programa Minha Casa, Minha Vida. A Caixa Econômica Federal omite dados negativos para a administração petista e alega que não há números consolidados. Eles existem e mostram que a conclusão dos imóveis não chega a 2% e no grupo de renda de zero a três salários mínimos o resultados é ainda pior, 1,2%. Escrever sobre a mentira no Brasil de hoje levaria páginas. Só resta saber se os brasileiros acreditam em tudo o que ouvem ou, vivendo sua vida de dificuldades, vão saber filtrar qual candidato não usa da mentira para tentar se eleger. Não é difícil.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Carapuça para o povo

"O fato de uma opinião ter gozado de aceitação geral não significa, de maneira alguma, que ela não seja totalmente absurda; de fato, em vista da estupidez da maioria, uma crença muito difundida é mais provavelmente uma tolice do que algo sensato" - Bertrand Russell (1872-1970), revisitado às vésperas das eleições, quando 80% do povo brasileiro acredita ter os pés no chão. E parece que as mãos também.

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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"O Legislativo faz leis que o favoreçam, o Judiciário fiscaliza quando lhe convém e o Executivo zomba das que não lhe interessam"

VIDAL DOS SANTOS / SÃO PAULO, SOBRE A DEMOCRACIA NO BRASIL

vidal.santos@yahoo.com.br

"Com a anunciada revisão das pensões pelo TCU, muito anistiado está tendo chilique. De raiva..."

A. FERNANDES / SÃO PAULO, SOBRE A "BOLSA-DITADURA"

standyball@hotmail.com

"Morte por adultério no Irã. E o seu presidente é santo?"

CÍCERO SONSIM / NOVA LONDRINA (PR), SOBRE A CONDENAÇÃO DE SAKINEH MOHAMMADI ASHTIANI

c-sonsim@bol.com.br

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TEMA DO DIA

Estádio do Corinthians deixará de ser sonho?

Presidente do clube promete fazer anúncio em um mês. Em Itaquera, obra deve ficar pronta até 2013

"Sou corintiano e apoio a decisão de fazer o estádio. Se a Fifa ajudar, melhor ainda. Mas não vamos depender dos outros."

EUGÊNIO SANTOS

"Seria bom pro futebol, mas fiquemos de olho. Dinheiro público, não. Cada um tem de construir com as próprias pernas."

SANDRO CASSOLATO TEIXEIRA

"O estádio tem de ser em Itaquera por milhões de motivos. O bairro tem toda a infraestrutura para receber jogos."

ALEXANDRE MARTIN FRAGUGLIA

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Dilma com 41% das intenções de votos

A última pesquisa Datafolha aponta Dilma Rousseff com 41% das intenções de votos. Se vier a acontecer, será a maior irresponsabilidade cometida pelo povo brasileiro, bem maior que a eleição de Lula. Estaremos entregando o Brasil, de bandeja, a extremistas de esquerda, com consequências imprevisíveis no campo, na economia, na criminalidade, no regime político, na liberdade de expressão, na liberdade de imprensa, na liberdade de ir e vir, na paz, na democracia. Estaremos comprometendo, seriamente, o nosso futuro, dos nossos filhos e netos. É lamentável que sejamos, no século 21, com todo o aparato tecnológico de comunicação e informações, ingênuos a esse ponto, deixando-nos enganar tão facilmente.

Antonio Henrique de Miranda Junior henriqmj@yahoo.com.br

São Paulo

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Retrocesso

Pela nova pesquisa divulgada sexta-feira, tudo indica que o povo brasileiro, deslumbrado pela aparente ascensão social ancorada no crédito fácil, está a um passo de desimpedir o caminho para o retrocesso político-institucional do País. Ao eleger uma presidente cujo único mérito, de fato, é ser a indicada por Lula, o povo não se dá conta de que estará dando seu aval ao autoritarismo popular, à reestatização, à ineficiência, à escassez, às filas, às paralisações grevistas, à censura, às crises, aos pacotes econômicos e à inflação, além de outras tantas deficiências das quais o País se havia livrado nos últimos 30 anos. O consolo, quando tudo isso voltar, será unir-se aos outros países latino-americanos que lhe serviram de inspiração e pôr a culpa no imperialismo americano...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Ainda há tempo

A pesquisa Datafolha divulgada em 13/8, apontando Dilma Rousseff na liderança com oito pontos de diferença sobre José Serra, não é o fim do caminho.

Às vésperas do horário eleitoral no rádio e na TV, o candidato do PSDB tem até 3 de outubro, tempo suficiente, para mostrar seu programa de governo e suas realizações nos vários níveis em que atuou na vida pública, e que não são poucas, para se contrapor à petista, com fraco currículo institucional.

Logicamente que a hora não é para picuinhas entre os aliados de Serra. Se houver mobilização das bases, e com o eventual crescimento de Marina Silva e Plínio Sampaio, num possível segundo turno, a vitória poderá ser consagrada a José Serra, que tem mais vocação e experiência para tocar as prioridades em segurança, educação, saúde, área social e infraestrutura.

O controle remoto eleitoral está nas mãos dos mais de 135 milhões de brasileiros, que não podem errar mais uma vez. Porque a continuidade de governo populista e demagogo, como o dos oito anos de Lula, será um retrocesso ético, moral e de desenvolvimento manco...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

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Mesmice

Pelas declarações dos candidatos à Presidência da República, em entrevistas, debates, etc., podemos concluir que é melhor parar tudo e todos voltarem para a escola. O último que sobrar apaga a luz. Estamos diante da consagração da mesmice.

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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A coisa anda morna

Tenho percebido que as campanhas deste ano estão tão frias quanto as tardes paulistanas. Nos bastidores da política, todos reclamam. Os candidatos, principalmente os presidenciáveis, parecem ter medo de partir para o ataque. Não querem apontar o dedo para não serem vítimas. Não querem julgar para não serem julgados posteriormente. O que é um político sem ousadia? O tucano José Serra, por exemplo, em evento promovido pela Confederação das Associações Comerciais e Empresarias do Brasil, criticou a "venda" de candidatos por meio do marketing político. Defendeu um horário eleitoral com menos produção e mais propostas, se possível com apenas o candidato falando para a câmera, de improviso. Na opinião do peessedebista, "é preciso impedir que candidatos sejam vendidos como iogurte ou pão de centeio". Disse identificar um processo de ocultação de candidatos na política brasileira. "Ocultar o que o candidato é ou deixa de ser." Não é a primeira vez que um tucano acusa de forma recorrente Dilma Rousseff, do PT, de se esconder sob a sombra do presidente Lula, evitar a exposição em debates e apenas reproduzir o discurso do governo. Sem dúvida, os candidatos precisam se expor, realmente. Afinal de contas, um presidente é quem governa. Não existe terceirização. As pessoas precisam se mostrar mais. As táticas utilizadas são muito tímidas. Até mesmo no debate, que é o momento de maior discussão e de embates clássicos, a maioria fica na retaguarda. Na minha opinião, quem mais se destacou foi quem mais falou e até mesmo interagiu com o público, no caso, Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL. O que atrai a grande massa é a polêmica, são brigas, farpas. Agora me diga, caro eleitor, você realmente viu isso na disputa eleitoral deste ano? Pois é, eu também não. De algum jeito, é necessário pôr fogo na disputa. Do contrário, tudo tende a ficar bem pouco ousado. Não estou aqui defendendo que haja baixaria, como foi vista em alguns casos, no último pleito. Mas um embate ferrenho e uma troca de farpas não fazem mal a ninguém. Ao contrário, quem não fala e não se expõe não é ouvido. As massas querem mesmo é ver discussões e propostas concretas, um exemplo disso foi o último debate na TV entre os postulantes ao governo do Estado, que bateram firme um no outro...

TURÍBIO LIBERATTO turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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Sem medo de ser feliz ou condenado?!

Ter acesso aos arquivos da Receita Federal, às contas do Banco do Brasil e da Caixa Federal e usar informações sigilosas, garantidas pela Constituição, a qual jurou respeitar e defender, para atingir adversários, esconder dados estatísticos desfavoráveis ao governo, divulgar informações erradas, por mais de uma vez, sempre a favor da "causa", e com a maior cara lavada afirmar que não houve interesse eleitoreiro, "ameaçar" membros da Justiça, tripudiar sobre as leis, criar e lotear cargos públicos sem se preocupar com a competência técnica, apenas para satisfazer o apetite voraz dos "cumpanhero", fazer alianças com o que há de pior no cenário político nacional, etc., etc. Se é esta maneira do PT de governar, tô fora

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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INAUGURAÇÃO da TVT

Foi anunciada para o dia 13 de agosto a inauguração da Televisão dos Trabalhadores (TVT), conforme o Estadão de 31/7 (A11), como homenagem ao número 13 da candidata do PT às urnas de outubro. No entanto, parece que, num lampejo de lucidez, resolveu o sindicato concessionário da emissora adiar o evento para o próximo dia 23, com a presença do presidente Lula. Como o descumprimento da lei eleitoral não o intimida, sendo significativa a sua coleção de multas, fará por certo na ocasião a apologia da favorita para suceder-lhe. Só que, estando proibida por lei tal entidade sindical de se envolver em matéria político-partidária, a penalidade poderá ser maior ou de outra natureza e extensão, como o Ministério Público poderá postulá-la em diversa esfera judicial. Mas, por enquanto, tudo é alegria.

Jairo P. Gusman jairogusman@gmail.com

São Paulo

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Vamos brincar de democracia?

Os donos do poder usam e abusam de seus cargos para nele se manter e entornar a seu favor a opinião pública o mais que podem. Durante o período de propaganda política ficamos sujeitos a quase só receber uma mensagem para lá de maquiada dos candidatos, embalada por ritmos fácis de lembrar. Pelo sistema de voto proporcional, votamos num, elegemos outro, e somos obrigados a fazê-lo. E agora o TSE libera qualquer tipo de coligação, jogando às favas qualquer conceito de ideologia de partido. Isso é democracia? Eu quero voto distrital e facultativo, fidelidade partidária (pra valer) e o fim da suplência de senador. Sem isso não teremos minimamente coerência na adminsitratação pública.

Carlos Avila c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

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O povo não é bobo

A continuar faltando com a verdade, até com falsas imagens de sua campanha ou omitindo dados desfavoráveis ao governo Lula, dona Dilma confirmará a frase peculiar de Brizola: "O PT pisa no pescoço da mãe para chegar ao poder'''' ­ no caso atual, para se perpetuar no poder. Ainda esperamos que venham a prevalecer a verdade, a competência e a honestidade nesta importante eleição de outubro. O povo brasileiro não é tolo, como muitos julgam.

Leila E. Leitão

São Paulo

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E A PARANÓIA CONTINUA

Sem imaginação, depois de ouvir de Serra que ela não podia caminhar na garupa de Lula, Dilma fez sua réplica de que Serra não pode ir na garupa de FHC. Esquece-se dona Dilma que quem força tal situação é ela própria, sempre com a pedra FHC dentro do sapato. Mesmo os que não simpatizam com o ex-presidente não conseguem esquecê-lo porque ela não deixa. É o primarismo da candidata, é a falta de criatividade, é a falta de sustentação, pois agora temos confirmado, por Hélio Costa, ser ela a candidata-tampão de Lula por total falta de opção, apesar dos atuais socorros dos comentários do apagado Moreira Franco - que pobreza do PT!

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis, RJ

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Justiça seja feita

Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, pode ser considerado uma das poucas reservas morais deste país. Desvinculou-se desse partido em 2005 por entender que o PT "não cumpria mais o seu ideário". Disse recentemente em entrevista que "Lula quer Dilma Rousseff no poder para continuar mandando no País". Foi ele, então, antes de Serra, quem vinculou Dilma Rousseff à garupa de Lulla. Estranhamente, o PT não processou Bicudo.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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Novos aliados de Dilma

A desesperada aliança do PT com Fernando Collor, José Sarney, Renan Calheiros e Jader Barbalho retrata fielmente a falta de ética do PT na tentativa de eleger Dilma. É a prática da filosofia maquiavélica segundo a qual "os fins justificam os meios".

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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Imoralidade e ilegalidade

Estou recebendo e-mails da Dilma e da Marta em diversos endereços de e-mail que tenho.

Isso não é ilegal, além de imoral? No próprio texto se informa que não é de e-mail cadastrado "Pedimos licença para entrar na sua caixa de e-mails..." Se não respeitam a Constituição agora, quem garante que respeitarão depois, se eleitas?

Fernando Baccari fernando@agenciavegas.com.br

São Paulo

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VOTE CONSCIENTE

Não basta pagar impostos, é preciso saber para onde esse dinheiro é destinado. A corrupção é uma prática antiga que toma novas formas, mas tem os mesmos falsos princípios. Deputados que, em quatro anos, constroem mansões com piscina e têm carros estacionados para cada filho, sem a menor precisão, são candidatos a não serem votados novamente, pois é provável que sejam corruptos. Faltam dois meses para as eleições. Não se deixe enganar, eleitor! Se você ainda não parou para pensar, pense bem! Você é livre! Não aceite opinião de políticos oportunistas. A eleição é a festa da cidadania e da democracia!

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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Mudança para quando?

Para que a Lei da Ficha Limpa adquira papel atuante, na concepção de alguns ministros do STF, é preciso que o candidato processado tenha seu caso transitado em julgado. Só que esse tal de " trânsito em julgado " é reconhecidamente caso de ficção, dado o fato de que nenhum político corrupto é condenado, por mais corrupto que seja, por mais declarada e comprovada a sua desonestidade. Os políticos ficam décadas recorrendo, ficam velhos, e o trânsito em julgado não acontece. Os partidos, que continuam lhes oferecendo legenda, e a inoperância do Judiciário traçam o destino do povo brasileiro: estamos fadados a assistir a esses ladrões, que nos roubam descaradamente, nos humilham, manipulam os desavisados incapazes de perceber quem realmente lhes faz mal. A não ser que haja verdadeira revolução no Judiciário e nos partidos, ambos cumprindo a função de promover a justiça e a ética. É verdade que já houve algumas impugnações de candidaturas em função dessa nova lei, o que nos livra de alguns maus elementos. Mas é verdade também que é difícil processar alguém poderoso. Pergunto aos ministros da Suprema Corte: quando será essa revolução salvadora dos bons costumes?

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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Nunca é demais saber

Napoleão Bonaparte classificava seus soldados em quatro tipos de pessoas.

1. Os inteligentes com iniciativa;

2. Os inteligentes sem iniciativa;

3. Os ignorantes sem iniciativa;

4. Os ignorantes com iniciativa.

Aos inteligentes com iniciativa Napoleão dava as funções de comando: generais, estrategistas, etc.

Os inteligentes sem iniciativa Napoleão deixava como oficiais que recebiam ordens superiores, para cumpri-las com diligência.

Os ignorantes sem iniciativa Napoleão colocava à frente da batalha, para serem ''buchas de canhão''.

Os ignorantes com iniciativa Napoleão desprezava; não os queria em seus exércitos...

Um ignorante com iniciativa é capaz de fazer enormes besteiras e depois, dissimuladamente, tentar ocultá-las, dizia ele.

Um ignorante com iniciativa faz o que não deve, fala o que não pode, envolve-se com gente inadequada e depois diz que de nada sabia.

Um ignorante com iniciativa faz perder boas ideias, bons projetos, bons clientes, bons fornecedores, bons homens públicos.

Um ignorante com iniciativa produz sem qualidade, porque resolve alterar processos definidos e consagrados.

Um ignorante com iniciativa é, portanto, um grande risco para o desenvolvimento e o progresso de qualquer empresa e/ou governo.

Normalmente o eleitor é capaz de identificar os quatro tipos que estão presentes na sua vida, na sua empresa e também na política. Que tal pôr em prática no dia 3 de outubro?

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

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ELA TARDA, MUITO EMBORA CHEGUE

Na página A6 da edição de 13/8, o Estadão informa que o "STF encerra fase de depoimentos no caso do mensalão".

A Justiça anda. Cumprindo prazos, fica lenta, embora assegure, ao final, a satisfação devida à sociedade brasileira.

A fase do ardil - chicanas - está sepultada. A chave de fenda (na representação popular que é a Justiça) deu mais uma atarraxada nos parafusos representados nos adequadamente cognominados réus quadrilheiros.

Bendito seja o dia em que veremos essa corja de ladrões devidamente hospedada em presídios de segurança máxima.

Nicanor Amaro da Silva Neto nicanoramaro@yahoo.com.br

Bauru

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MINEIROS

Anastasia e Dilma querem se unir em Minas Gerais para melhorar seu desempenho eleitorais nesse Estado. Ele, concorrendo a governador de Minas pelo PSDB, e ela, a presidente do Brasil pelo PT. Pertencem a partidos que têm propostas e idéias semelhantes em muitas áreas e em outras, bem distintas. São estas últimas, porém, que podem mudar nosso país para pior, ou melhor, conforme o ponto de vista do eleitor. Anastasia, por origem, formação acadêmica e experiência político-administrativa, atuou com sucesso no que Aécio Neves denominou "choque de gestão". Dilma teve formação básica durante nove anos no tradicional colégio Sion. No ensino médio em escola pública, ainda adolescente, foi atraída para movimentos armados visando à implantação do socialismo no Brasil. Envolvida em atos criminosos, foi presa e torturada. Filiada ao PDT desde sua fundação e, em 2002, após a eleição de Lula, ao PT, atuou com sucesso na administração do setor elétrico-energético estadual (RS) e federal e no segundo mandato de Lula, na coordenação e administração do processo decisório como ministra-chefe da Casa Civil, particularmente na supervisão do grande projeto de Lula, conhecido como PAC. Nenhum deles possui as características de líderes carismáticos. Como herdeiros de Aécio e de Lula, respectivamente, querem formar a dobradinha Dilmasia em Minas para colherem benefícios individuais sem afrontar seus guias e donos do patrimônio político que estão herdando. Para isso devem demonstrar, publicamente, que, se não são completamente afinados entre si, o que seria mais uma das tantas aberrações do processo eleitoral brasileiro, pelo menos nutrem simpatias recíprocas. É nesse ponto que Anastasia trai sua metade mineira, herdada da mãe, e deixa aflorar seu lado italiano expansivo e falante, ao dizer que ninguém deve julgar Dilma pelo seu passado de guerrilheira que lutou para depor os militares do poder e implantar o socialismo no Brasil. O que interessa é o presente e o futuro, diz ele. O que Dilma é, e não o que foi. O mineiro da gema, que somente considera alguém amigo e confiável "depois de comer um saco de feijão juntos", não pensa assim. Para se conhecer alguém é necessário um longo período de convivência. E o passado conta, sim. E muito. Essa precaução se deve a outra constatação muito repetida no meio político: pode-se enganar alguns por todo o tempo, muitos por algum tempo, mas nunca todos por todo o tempo. Quando Lula e Dilma olham para o passado e criticam o governo de FHC e o comparam com o de Lula, mostrando que este último foi melhor para em seguida concluir que Dilma fará melhor governo do que Serra, estão enganando todos por algum tempo. Pois é fácil mostrar aos mineiros sabidos que não se pode comparar a perícia de pilotos de Fórmula I que estiverem utilizando carros diferentes em épocas e pistas distintas. O período de 1995 a 2002 foi completamente diferente do atual de 2003 a 2010. Que tal se a comparação, tão ao gosto de Lula, fosse com um edifício em construção que não conseguia ir para a frente porque balançava e caía, solapado por uma inflação galopante? Nesse caso, FHC trabalhou nas profundezas ocultas das fundações do Edifício Brasil e Lula em cima da estrutura visível que nela se apoiou, respeitando suas características e limitações. Ao contrário dos que muitos pensavam, que Lula ia pôr tudo o que se fez nas reformas da economia e das instituições democráticas por terra, tentando implantar o ideário socialista, ele foi sensato e eficaz, preservando-as. E não fez o que Hugo Chávez está fazendo na Venezuela. O segundo erro da comparação de Lula com FHC é que, mesmo que se aceite Lula como melhor presidente, seja lá pela razão que for, o que isso tem a ver com Dilma e Serra? Este não é FHC e aquela não é Lula. Seu desejo de elegê-la beira a loucura quando afirma que no momento de escolher o seu candidato e ler o nome de Dilma, o eleitor deve lembrar-se de que Dilma é ele. Ou seja, uma recomendação que passa por cima do respeito que o eleitor merece, como se ele fosse bobo e acreditasse nisso. E, também, desrespeito à própria candidata Dilma, que é um ser humano com personalidade, caráter e valores, seguramente diferentes dos dele. Vamos devagar com o andor, porque o "santo Lula" é de barro. Ao contrário do santo que pretende ser, para que sua voz se transforme em voz divina e seguida cegamente, Lula é um líder carismático, de carne e osso, e extremamente ambicioso, que não quer se afastar do poder. Em suma, os mineiros devem pensar bem e sem pressa antes de votar. Escolhendo seus candidatos por convicção sobre as qualidades e limitações de cada um, comparando-os entre si, e não achando que Anastasia é Aécio e que Dilma é Lula. Ilusionismo é coisa para circo, e mineiro não é otário.

Eduardo J. Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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Comparação

O resultado do governo Lulla está para o possível resultado do governo Dillma, assim como consultar-se com a secretária do cardiologista ou cortar o cabelo com a filha do barbeiro.

Ronaldo Oliveira Garcia ronaldo@wanerg.com.br

Belo Horizonte

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Ministério contradizem Serra

Só os ''quarenta'' que estão sob o comando do ''ali babou'' é que dizem maravilhas das BRs (estradas federais). Procurem viajar pelos Estados de Goiás, Minas Gerais e pelas BRs de São Paulo e de todo o resto do Brasil e se deliciem com as buraqueiras e a falta de sinalização, que somente os ''petralhas'' tanto elogiam.

Antonio Carlos Delfim acdelfim@hotmail.com

Presidente Prudente

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CANDIDATA MARINA SILVA

Ao tentar justificar seu silêncio diante do mensalão, a candidata Marina Silva (PV) revelou a finalidade da sua candidatura à Presidência do Brasil: apoiar Lula, incondicionalmente, e continuar ajudando o PT. Não há demonstração maior de apoio ao PT do que evitar falar no maior escândalo de corrupção já visto em nossa História. Marina Silva afirmou, outro dia, que aprendeu com os índios da Amazônia como se preparar para ser cacique. Mas ela aprendeu mesmo foi com o sr. Lula. Aprendeu como se tornar mártir para ganhar popularidade e votos. Não é à toa que muitos já falam na luta da "coitadinha". Nos comentários de rua, nos artigos encomendados de jornais, nos programas direcionados de TV, na internet e nas entrevistas da candidata, a mensagem transmitida é sempre a de uma mulher que lutou corajosamente para vencer na vida e da "defensora da Amazônia". Como se não soubéssemos que a sua luta em defesa da Amazônia se resumiu a comendas, títulos e diplomas concedidos por estrangeiros em troca da exploração da biodiversidade daquela região. A Amazônia necessita é de um governo que fiscalize suas fronteiras e implante uma política de desenvolvimento na região, não de colecionadores de títulos. Esse papo de defensora da Amazônia é só mais uma das lições de populismo que ela aprendeu com o Lula. Quando vejo pessoas tentando provar que a candidata Marina Silva é a melhor opção para governar o Brasil, logo descubro o porquê de estarmos vivendo momentos de incertezas. Pois foi nesse mesmo espírito de solidariedade, de peninha e de exaltação que a maioria dos brasileiros, há quase oito anos, elegeu um "coitadinho" para presidente. Naquela ocasião, as pessoas pareciam inebriadas quando falavam num certo torneiro mecânico que venceu na vida, no defensor da classe operária, no trabalhador que perdeu um dedo da mão no torno e num coitadinho que foi preso e sofreu perseguições. Porém nunca se deram conta do despreparo do tal coitadinho. E como conseqüência disso, desde então, o Brasil parou. Não emergimos para o crescimento e o País mergulhou num emaranhado de escândalos, de mentiras e de corrupção, com um governo terceirizado por sindicatos, por ONGs, pelos sem-terra e por esses espertalhões da política viciados na esbórnia do poder. Penso que tudo isso é porque somos um povo cuja maioria ainda troca o remédio do doutor pela mezinha do curandeiro. Precisamos mudar esse pensamento, porque de incompetentes e demagogos já estamos inteirados com o sr. Lula e sua turma de aloprados, da qual a senhora Marina Silva já fez parte. Quem já trabalhou na cozinha deste governo certamente ajudou na preparação dos indigestos pratos que foram servidos à população. Portanto, nenhum deles merece nenhuma peninha, pois são todos membros uns dos outros.

Francisco Ribeiro Mendes mendes.brasilia@gmail.com

Brasília

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Dirceu e o BNDES

Impressionante a entrevista de José Dirceu ao Estadão, falando sobre o BNDES! Fala com uma propriedade de espantar até fantasma! O ex-ministro, que está sendo julgado por chefiar quadrilha no processo do mensalão, autoritariamente e com propriedade dá entrevista falando sobre assuntos que dizem respeito apenas a quem participa do governo. Ou estou enganada? Disse ainda que se não fossem o BNDES e fundos de pensão o País estaria quebrado, com as crises internacionais de 2008 e 2009. Como assim? Então no Brasil a crise não foi uma marolinha, como propaga a quatro ventos o presidente Lulla? O governo criou então uma barragem fictícia via BNDES e fundos de pensão, que no futuro se pode romper, afogando todos os brasileiros? Dirceu defendeu ainda a internacionalização das grandes empresas. Como assim? Gerando emprego fora do País? Pensei que o BNDES, que é sustentado pelos brasileiros, servisse para empréstimo a empresas brasileiras que gerassem emprego no Brasil, não nos países vermelhinhos do coração da petralhada. O governo ainda terá muito a explicar sobre essa caixa-preta de onde brota dinheiro público a rodo.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Imparcialidade

Enquanto Dilma e Marina foram pressionadas além da conta, pelo simpático casal do Jornal Nacional, sobre mensalão e maracutaias do PT, eu disse à minha esposa: quero ver eles pressionarem o Serra sobre o mensalão mineiro do senador Azeredo. Mas que nada, nem uma só palavra. Onde está a imparcialidade do JN?

Nelson Munhoes familiamunhoes@hotmail.com

São Paulo

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Plínio de Arruda Sampaio (PSOL)

Embora eu não vá votar em Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) para presidente, parabenizo-o por sua coragem e coerência ao defender abertamente a reforma agrária, a legalização da maconha e do aborto, a união entre pessoas do mesmo sexo, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a taxação das grandes fortunas e a extinção do Senado Federal. São todas propostas excelentes, progressistas e que, se fossem aprovadas, certamente tornariam o Brasil um país mais justo, digno, democrático e melhor de se viver.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Atraso ideológico

Impressionante a entrevista feita no Jornal Nacional com Plínio de Arruda Sampaio. Como é possível que atualmente exista tal atraso ideológico?! O homem é mais radical do que foi Lenin ou é Fidel! Só faltou propor um ''paredón''. Entretanto, deve-se reconhecer, é louvável a sua franqueza, ao contrário de Dilma e Marina, que tentam disfarçar suas verdadeiras intenções, não muito diferentes das de Plínio. Que Deus nos proteja!

Paulo Braun paulobraun01@gmail.com

São Paulo

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Livre - falar é só falar...

O executivo-mor da ANP, Haroldo Lima, pode dar palpites sobre quanto a Petro pagará o barril da famosa cessão onerosa, assim, numa boa? Uma fala dessas afeta ou não as cotações da Petro, ou deixa pra lá? A CVM tem algo a dizer ou diante dos "homi" ela se apequena?

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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Aposentados

Depois de passado tanto tempo, não se vê nenhuma providêdencia para regularizar a situação dos aposentados, tão espoliados pelo governo anterior e também pelo atual. Está chegando a hora de votar. Em quem? Em ninguem. Está chegando a hora, vamos errar outra vez?

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa RIta do Passa Quatro

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Eleições e reformas

Parece oportuno, devido às eleições, com debates entre os candidatos, falar do déficit público e da Previdência, independentemente de outras reformas importantes, tais como a tributária, a política e a trabalhista. Com referência à previdenciária, por que não unificar as aposentadorias dos serviços público e privado, inclusive das viúvas beneficiárias, com limites de piso e teto, provável e respectivamente de um e dez salários mínimos? Para não causar um impacto inicial, a medida poderia ser aplicada gradativamente por um periodo de quatro, cinco anos, de forma suportável e adaptável.

Francisco Navas Filho francisconavas@uol.com.br

São Paulo

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Brasileiros são iguais?

Meu marido, rapaz pobre de Macedônia, foi com 14 anos para Checoslováquia trabalhar e estudar. Ao contrário do nosso presidente, apesar da guerra e das dificuldades financeiras, não tendo nenhuma ajuda da família (que superava trabalhando à noite), e com bolsas de estudo devido ao desempenho altíssimo nos estudos, formou-se engenheiro de agronomia e florestal, engenheiro de ciências naturais, e após guerra na Alemanha obteve dois doutorados, em Microbiologia e Ciências Naturais Isso o qualificou para ser responsável pela primeira penicilina produzida no Brasil pela Squibb e depois, durante 20 anos, como gerente de pesquisa e produção de antibióticos pela Pfizer. Contribuindo, claro, sempre sobre o máximo para INSS (até sobre 20 salários). Permanceceu no Brasil, que ele amava, apesar de ter recebido convite e visto de emigração para trabalhar nos EUA. Quando faleceu, recebi do INSS, junto com nossa filha exepcional, 7,8 salários mínimos. Hoje recebo R$ 1.445,75, isso minha filha incluída, que na época recebia um salário a mais para ela. O sr. ministro, Mantega declarou o reajuste dado pela Justiça como inconstitucional. É constitucional o servidor público receber integralmente e reajustado a vida toda e nós, do INSS, pedindo esmola?

Marie Hlavnickova Hadzi Antic mariehantic@uol.com.br

São Paulo

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Vítimas da ditadura

Sobre essa polêmica a respeito da revisão das indenizações a vítimas da ditadura, gostaria de declarar que essas indenizações pecam pela sua origem, ao reconhecer como perseguidas pessoas que estavam exercendo em suas atividades a sua opção política naquela época.

Em minha opinião, elas nem com extrema benevolência poderiam ser consideradas vítimas.

As verdadeiras vítimas da ditadura somos nós outros (os não agraciados com esses benefícios imorais e injustos), que teremos de pagar por muito tempo, ainda, essa conta milionária.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Anistiados

Podemos entender a posição contrária do presidente da Comissão de Anistia, que autorizou a concessão dos benefícios, afinal, é o responsável direta ou indiretamente. As indenizações, muitas vezes milionárias, as pensões com alto valor, que na realidade são aposentadorias, poderíamos considerar como ''injustiças sociais''. Os segurados da Previdência são obrigados a comprovar contribuição, tempo de serviço e idade, já para os anistiados basta o testemunho e o exílio, muitas vezes voluntário. A lei passa por cima dos direitos dos trabalhadores honestos e bem-intencionados, que nunca participaram de guerrilhas, assaltos nem seqüestros, e por isso são discrininados monetariamente. Quem fugiu ou foi à luta fez sua opção. Ainda bem que o TCU está disposto a rever esse abuso com o nosso dinheiro, graças ao Ministério Público, defendendo o contribuinte.

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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Bolsa-ditadura

Uma ditadura, salvo para os déspotas que a perpetram, é dura para todos aqueles que estão sob o seu jugo. Numa ditadura, só é "democrático" a disseminação do pavor em todas as camadas da sociedade que ela quer acuar. Numa ditadura há violência de sobra, e de formas variadas, para todos.

Exemplos não faltam. Estudantes são violentados culturalmente, já que têm acesso somente ao pobre rol de livros autorizados pelo aparato ditatorial. Professores acuados só podem ensinar o que for conveniente. Trabalhadores silenciados perdem o seu poder de reivindicação com o fechamento dos seus sindicatos. Transeuntes inadvertidos que cruzam com uma passeata de protesto recebem generosas bordoadas do aparelho repressivo ou choram copiosamente com o gás lacrimogêneo, tendo gritado ou não "abaixo a ditadura".

Sendo assim, é absolutamente correta e louvável a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de rever as milionárias indenizações pagas, especialmente pelo governo Lula, com dinheiro público (o meu, o seu, o nosso), a uma casta privilegiada de autodenominados perseguidos políticos pela ditadura militar brasileira.

Vale a lembrança do percuciente pensamento do escritor Millôr Fernandes: "Desconfio de todo idealista que lucra com seu ideal."

Túllio Marco Soares Carvalho http://www.tulhadotullio.blogspot.com/

Belo Horizonte

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MAGNATAS DO TERROR

As indenizações para os perseguidos políticos são mais uma aberração brasileira para lesar os cofres públicos. Muitos nem participaram da farsa comunista, cujo objetivo era implantar uma ditadura nos moldes de Cuba, no Brasil. Depois do governo Lula, mais admiro quem lutou contra esses golpistas, que agora estão ricos.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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"TCU determina redução de indenizações políticas"

Se isso vier a se concretizar, o que é pouco provável, devido ao forte lobby dos beneficiados, será feita justiça, visto que o volume das indenizações concedidas beira as raias do absurdo.

Na verdade, os que receberam indenizações milionárias serão penalizados, visto que pagaram honorários altíssímos (entre 20% a 30 %) para obterem tais benefícios que irão perder.

Como a quase totalidade dos que propuseram ações indenizatórias foi representada pelo dr. Luiz Eduardo Greenhalgh, fica tudo em casa. Porém, se alguém for pedir devolução, mesmo que parcial, dos honorários pagos, deverá ouvir algo muito próximo de: ''Que é isso, cumpanheiro?"

Faltaria apenas indenizar justamente quem foi afetado pelos atos terroristas, que recebeu indenizações típicas de acidentados do INSS, ou seja, inferiores ao teto das aposentadorias

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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Indenizações milionárias

Neste país, quem trabalha e paga os seus impostos, independentemente do regime e do tipo de governo, nunca é beneficiado. Neste ano, a infame quantia de R$ 297 milhões já foi gasta desde janeiro até julho. Até o apedeuta sofisticado - aquele senhor que está presidente - tem seus ganhos mensais aumentados para R$ 5 mil. Engraçado, 31 dias preso por liderar uma greve que resultou na demissão por justa causa de milhares de trabalhadores foi motivo para esse senhor receber tratamento VIP no processo da anistia. Outro caso interessante, a viúva do Lamarca recebe R$ 11.477 por mês. Desertor do Exército, virou guerrilheiro, chefiou várias operações que culminaram no assassinato até de pessoas inocentes e, mesmo assim, sua viúva é premiada. A candidata do PT a presidente também está na folha de pagamento, assim como todos aqueles que, na sua maioria, queriam instalar no Brasil o modelo de governo "democrático" da ilha do Caribe. Muitos anistiados realmente merecem esse benefício, pois não pegaram em armas, mas sim na caneta e na música. A pergunta que não quer calar: e o povo que se aposenta por tempo de serviço na atividade privada, quando terá direito a uma aposentadoria digna? Seremos indenizados? Acorda, Brasil.

Claudio D. Spilla claudio.spilla@cspilla.org

São Caetano do Sul

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PROTESTO CONTRA O TCU

Dia 12, pela manhã, fomos surpreendidos com mais um absurdo noticiado por uma autoridade brasileira. A saber, o dr. Marinus Marsico, procurador do TCU, que certamente não sofreu na pele a injustiça da ditadura militar. Ele diz que quem paga hoje pela anistia é sociedade, e não quem oprimiu, mas essa mesma sociedade também paga seu salário de mais de R$ 20 mil e aos pensionistas daqueles torturadores e generais que nos oprimiram. Longe de mim a ideia de defender indenizações que levem ao enriquecimento das vítimas do regime militar. Por outro lado, como entender o que fez a ditadura?

No caso de um operário do Arsenal de Marinha que foi demitido, perseguido e preso por reivindicar o direito de sindicalização e que depois disso foi impedido de trabalhar por mais de 20 anos, ele tem direito a indenização? O argumento do dr. Marsico é contraditório, parcial e está contaminado por alguma ''ideologia'' estranha aos interesses dos perseguidos políticos. A vida, a liberdade, a integridade física e psíquica, a imagem e a honra são atributos inerentes à condição humana, que não advém de nenhum ordenamento jurídico. A natureza confere ao ser humano essas propriedades, restando às leis apenas reconhecê-las. Portanto, qualquer lesão que viole tais atributos deve ser reparada a qualquer tempo, pois os seres humanos nascem com esses direitos inalienáveis e absolutos. Esse texto está disponível para publicação.

Stanley Bueno, operário anistiado do Arsenal de Marinha stanley_bueno@ig.com.br

Nova Iguaçu (RJ)

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Uma bênção...

O TCU decide agora - e só agora... - rever o valor pago a anistiados. Por que só agora, se o absurdo vem ocorrendo há tanto tempo?

Cerca de 9 mil benefícios já pagos ou aprovados, num total de R$ 4 bilhões, serão analisados. Quatro bilhões de reais... Percebem?

Beneficiados como a viúva de Lamarca (!), que recebe, além da parcela de R$ 902,7 mil, também a quantia de R$ 11.477 mensais, vão por a boca no trombone, será uma grande chiadeira. Até o presidente Lula está entre os beneficiários de indenizações a perseguidos políticos, e por isso recebe R$ 5 mil por mês...

Sua estadia de 30 dias na prisão, com direito a saídas para visitar a mãe doente e até a atendimento dentário de emergência, reflete bem as agruras pelas quais passou Lula durante o período militar... Coitado.

A verdade é que a restauração democrática foi uma bênção para os perseguidos, os quais estão quase todos ocupando cargos de poder. E no poder fizeram valer a máxima ''quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é bobo ou não tem arte''. Provado está que bobos não foram nem são. Bobos somos nós, os comuns mortais.

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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PRA QUE SERVE O TCU?

A recente lei feita sob encomenda para um Congresso submisso ao presidente deixou os brasileiros mais preocupados ainda com os gastos estratosféricos do atual governo. Agora o TCU não tem mais direito de avaliar, investigar, coordenar projetos de interesse do partido mandante. Muitos milhões - ou bilhões - serão usados tanto para o bem como para o mal. Felizmente, algo ainda se salva. Graças à iniciativa do procurador do Ministério Público no TCU, Marcelo Marcico, algo será feito para diminuir os imorais valores de indenizações pagos a perseguidos na ditadura. Até agora foram R$ 4 bilhões e existem mais de 9 mil processos para conclusão. Afinal, eles não arriscaram a pele visando a democracia, mas, muito pior, lutaram pela implantação da ditadura comunista comandada por Fidel Castro. Imaginem se tivessem conseguido...

Ao menos uma esperança nesse sentido. E Lula continua criticando a ''zelite'' . Ora. A elite é formada pelos que estão no poder, como ele.

Plínio Zabeu pzabeu@uol.com.br

Americana

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Mamata

Os elaboradores dos cálculos para pagamento das indenizações para os perseguidos políticos poderiam mostrar como chegaram aos valores. Pois, se seguirmos o modelo aplicado para aposentadoria ou indenizações pelo INSS, 1) o cálculo é feito com base no salário do trabalhador; 2) o Fundo de Garantia também o é; 3) o tempo tem que ser de 35 anos para homens e 30 para mulheres.

Pode ser que, como nunca antes neste país, algumas pessoas ''mamem nas tetas do governo". Creio ter lido e ouvido algo parecido com isso, escrito ou falado pelas mesmas pessoas que se beneficiam desse dinheiro.

Seria cômico (para a população) se não fosse trágico (para os cofres públicos).

E ainda um ''ministro'' não quer revisar essa devassa de dinheiro para não impor ônus importante. Só quer analisar coisas banais?

Cláudio Santos Castelhano iafratecastelhano@uol.com.br

São Paulo

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Jogo de despedida

Ronaldo, fora de forma, não joga contra o Avaí. A julgar pelas fotos do Fenômeno divulgadas ontem, Ronaldo é dúvida até para seu jogo de despedida.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI JR. luiz.penchiari@bericap.com

Vinhedo

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Parar por cima

O técnico Adilson, do Corinthians, disse que o Ronaldo ainda não está apto. Quando estará? Quantas partidas jogou este ano? Dá para ver que ele está parecendo uma baleiazinha. Dá um pique de 30 metros e fica ofegante. Já está parecendo ridículo. Não dava para fazer uma autocrítica e chegar à conclusão que é hora de parar, não dá mais para ele? Parar por cima. Depois de tanto que fez pelo futebol brasileiro, pela seleção e nas Copas, vai acabar sendo motivo de chacota e ridicularizado. Quando se fala em Ronado as pessoas já riem. Não merece.

Panayotis Poulis ppoulis@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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COITADO DO KAKÁ

Confiou demais no dízimo.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte santo de Minas (MG)

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