Cartas - 16/01/2011

GOVERNO DILMA

, O Estado de S.Paulo

16 Janeiro 2011 | 00h00

Bom e mau

Não sou eleitor do PT nem votei em Dilma, mas vejo com bons olhos este início de governo, em que a "presidenta" parece estar inaugurando um estilo mais "empresarial", focando no ajuste das contas públicas, exigindo o cumprimento de metas e prometendo cobrar de seus auxiliares resultados e parcimônia nos gastos, com o propósito de fazer "mais com menos". Louvável, ainda, a promessa de que as agências reguladoras terão suas nomeações segundo critérios técnicos. Boas falas. De ruim, além da manutenção do sr. Pedro moteleiro no Ministério do Turismo, a notícia de que as inadiáveis reformas (política, trabalhista, tributária, previdenciária, etc.) continuarão sendo adiadas por não serem vistas como prioridade neste momento. Como no período anterior, em que Lulla teve todas as condições (políticas, econômicas, etc.) para tocá-las, e nada fez, elas vão sendo empurradas, também agora, para um momento mais "oportuno" (que nunca chega), em nome da "governabilidade".

SILVIO NATAL

silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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Solidariedade ministerial

Nem só de críticas vivem os brasileiros. A solidariedade e responsabilidade dos demais ministros para com os da Fazenda e do Planejamento no tema cortes e contingenciamentos, a título de contenção de gastos, foi uma elogiável determinação presidencial. Aliás, ela vem complementada pela iminente atuação do Conselho de Gestão, órgão em que muitos empresários atuarão, pedindo resultados, na forma dos conseguidos pelas empresas privadas, o que fará muita "politicalha" ser posta de lado, beneficiando o País. Numa primeira etapa, parece que a presidente está colocando o aspecto técnico e os interesses do País como lemas fundamentais e acima das safadezas políticas e pretensões destituídas de cunho ético, de sobejo conhecimento da Nação. Outrossim, não se pode deixar de concordar com as considerações da colunista Dora Kramer (14/1, A6) quando analisa a problemática política e técnica a ser enfrentada pela presidente no comando da Nação.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneiro@claretianas.com.br

Rio Claro

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FUNDO PARTIDÁRIO

Dívidas de campanha

Este nosso Brasil está, realmente, nas mãos de trambiqueiros. Com a mesma rapidez e indecência com que aprovaram os aumentos de seus salários, agora, por meio de manobras dos líderes dos partidos no congresso (letra minúscula, pois não honram seus eleitores), ao apagar das luzes de 2010, elevaram em R$ 100 milhões a destinação de recursos públicos para o Fundo Partidário de 2011. Segundo o sr. Vaccarezza - do PT, obviamente -, o fundo "contribui para a democracia". Já não bastasse o custo astronômico para a manutenção do congresso, temos de arcar com o pagamento das despesas de campanha para eleger os seus integrantes. Que democracia cara temos no Brasil! O senhor que estava presidente comprometeu o Tesouro Nacional para a eleição de sua predileta e de seus parceiros e agora a conta fica para os contribuintes. Quando é que o povo brasileiro se vai levantar e combater esta imoralidade?

CLAUDIO D. SPILLA

Claudio.Spilla@CSpilla.org

São Caetano do Sul

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Como empresas

Discordo do sr. Vaccarezza, o Fundo Partidário não "contribui para a democracia do País", contribui é para a safadeza, pois o financiamento público dos partidos retira dos impostos que pagamos recursos que deveriam ser aplicados no desenvolvimento do País e no bem-estar da população (administração responsável, cultura, saúde, segurança, etc.). Os partidos - que deveriam ser limitados a três - têm de ser tratados como empresas, ter os mesmos direitos e arcar com as mesmas obrigações, incluindo o recolhimento de impostos.

VALENTIM JOSÉ CAMARÇO NETO

vjcn@ig.com.br

São Paulo

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Numerologia

Agora, com o PT mais partidos coligados formando a maioria no poder, podemos aguardar muitas outras surpresas absurdas e desagradáveis contra a população no que tange a desvio de verbas, inatividade, etc. Como esta última manobra, turbinando recursos públicos para os partidos poderem pagar dívidas de campanha com o dinheiro do nosso suor. Aliás, coincidência ou não, o índice foi de 62%, praticamente o mesmo do aumento salarial deles. Será efeito de numerologia?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ENCHENTES

Previsão e prevenção

Nunca antes neste país tivemos uma tragédia do porte da que aconteceu na Região Serrana do Rio. Incrível é constatar que em pleno século 21 não conseguimos prever chuvas e mobilizar ações de prevenção. Apenas conseguimos contar os mortos, esperando pelas chuvas do ano que vem.

DENIS SCHAEFER

schaeferdenis@hotmail.com

São Paulo

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Competência e prioridades

Vendo a catástrofe no Rio, dois pensamentos me ocorrem. 1) Dinheiro, competência e vontade política para fazer estádios de futebol em três anos existem, mas não para abordar os problemas que acontecem todos os anos (sem falar em escolas, hospitais, etc.). O Brasil poderia ser humilde e desistir da Copa do Mundo e da Olimpíada enquanto não se cuida do que realmente importa. 2) Saques feitos nas casas de quem teve de sair devem ser considerados crimes hediondos.

LUCIANO MARTINS

luciano_martins@rocketmail.com

São Paulo

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Carlos Lacerda e os morros

Diante de tantas tragédias que atingem indiscriminadamente o povo, deveriam erguer em praça pública uma estátua a Carlos Lacerda, grande comunicador desprovido de bazófias, político de boa cepa e administrador exemplar, por uma simples atitude, na ocasião muito combatida pela imprensa e pela opinião pública: a proibição da ocupação dos morros. Coerente, construiu a Vila Kennedy, para onde levou os moradores da Favela do Esqueleto, dando espaço para a construção da UERJ, no bairro do Maracanã. Todos os governadores deveriam espelhar-se no seu exemplo, para administrar o Estado do Rio com seriedade. Com a palavra a professora Sandra Cavalcanti, secretária exemplar do seu governo.

JOÃO ROBERTO GULLINO

jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

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"R$ 545? Isso é mesmo o fim da picada. E o dele quanto aumentou?"

CLOVIS JOSE RIBEIRO LEAL / SÃO PAULO, SOBRE O NOVO VALOR DO SALÁRIO MÍNIMO ANUNCIADO PELO MINISTRO MANTEGA

cj.leal@uol.com.br

"Ainda é cedo para julgar atitudes e palavras da nova presidente, mas alguém tem saudades do besteirol do anterior?"

JOSÉ WILSON GAMBIER COSTA / LENÇÓIS PAULISTA, SOBRE COMPARAÇÕES

jwilsonlencois@hotmail.com

"Qual será a fantasia? Rei da cocada preta?"

ADRIANA IRIGOYEN / SÃO PAULO, SOBRE LULA NO SAMBÓDROMO

adrianairigoyen@terra.com.br

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VOCÊ NO ESTADÃO.COM.BR

TOTAL DE COMENTÁRIOS NO PORTAL:995

TEMA DO DIA

Novo salário mínimo será de R$ 545

Ministro Guido Mantega corrigiu em R$ 5 o valor antes anunciado em razão da inflação de dezembro

"Estou imaginando o que o trabalhador brasileiro fará com os R$ 5 a mais em seu salário."

OSVALDO KIQUMOTO

"Com a diferença de R$ 5 já dá para fazer o churrasquinho com 1 quilo a mais de pé de frango."

MARLI BARONI

"O salário dos parlamentares foi para mais de R$ 25 mil e o mínimo, que põe comida na mesa do brasileiro, é essa miséria."

CARLOS ROBERTO MARCEU

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Carlos Lacerda e os morros

Ainda bem que nem tudo da História consegue ser apagado, inclusive quando as consequências dos atos dos dirigentes aparecem para cobrar a fatura. Alguns governantes do Rio de Janeiro, como Carlos Lacerda, foram implacavelmente denegridos, massacrados pelos intelectuais e pela opinião pública, porque tentaram impedir o avanço das moradias nas encostas. À época, Carlos Lacerda foi chamado de antipobre, desumano e arbitrário porque desalojou as famílias dos locais de risco. Foram os mesmos intelectuais que acabaram mais tarde ajudando a criar o PT. O mesmo PT cuja presidente Dillma vem de dizer que governos anteriores, inconsequentes, permitiram esse crescimento desordenado das cidades. E agora, intelectuais? E agora, PT? Diante desta catástrofe já anunciada e veementemente ignorada por todos, tenham a palavra! Se fossem religiosos, deveriam estar rezando pela alma daqueles que se foram. Mas, como não o são, resta o que para amenizar sua consciência?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Se a montanha não vem a Maomé...

Talvez a solução para o Rio seja aquela adotada no início do século passado, qunado alguns morros foram demolidos e o material oriundo dessa demolição serviu para aterrar espaços ganhos do mar, como o Aeroporto Santos Dumont, a Praia de Copacabana e o Aterro do Flamengo.

Já que as autoridades não conseguem remover as pessoas dos morros e encostas, então que se removam os morros!

Luiz Henrique Penchiari luiz.penchiari@hotmail.com

Vinhedo

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Janeiro de 2012

Nunca antes na história deste país se viram tantos cadáveres misturados com TVs de LCD, geladeiras, fogões novinhos na lama. O saldo da tragédia serão saudades e os carnês para pagar, símbolos de um governo que só se preocupou em iludir seus eleitores, dando a impressão de que criando condições de consumo estaria tudo resolvido. A população precisa entender que governo bom é aquele que oferece lugar decente para morar, estudar, trabalhar e cuidar da saúde. Nos oito últimos verões as tragédias só mudaram de endereço. Onde será a tragédia em janeiro de 2012?

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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Atitudes inaceitáveis

Que absurdo! Enquanto acompanhamos, perplexos, tentando ajudar as vítimas, diante de tamanha tragédia, parte do comércio local explora a população cobrando preços absurdos pelos produtos básicos. Haja falta de bom senso e respeito ao próximo. Uma triste realidade de parcela da população deste Brasil que mesmo numa triste situação ainda toma tais atitude num total e vergonhoso desrespeito à dignidade humana.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Dois pesos

Se fosse em São Paulo, capital, que tivessem ocorrido deslizamentos e destruição como na tragédia que atingiu a região serrana do Rio, o governo do Estado e a Prefeitura estariam vivendo os piores dias de sua existência. O governador Sérgio Cabral, aliado do Palácio do Planalto e do petismo, é poupado.

Ana F. Campos ana-fcampos@hotmail.com

São Paulo

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Moradias sem risco

É preciso aumentar os benefícios para moradias populares, principalmente em grandes centros urbanos, criando bairros com linhas de ônibus interligados a trem e metrô, e retirar as pessoas de áreas de risco. Podemos criar verdadeiros bairros com infraestrutura e daí por diante criar sistema de proteção de áreas de perigo para impossibilitar a invasão. As medidas jurídicas para desocupação também precisam ser facilitadas. Todas as estradas serranas de São Paulo estão tomadas por moradias populares irregulares. É preciso não ter medo de retirar essas pessoas.

Carlito Sampaio Góes carlitosg@estadao.com.br

São Paulo

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Aos nobres

Exmos. srs. ministros, nobres senadores e nobres deputados, existe uma conta aberta no Banco do Brasil para arrecadar fundos para as vítimas da catástrofe na Região Serrana do Rio de Janeiro. Os senhores, em flagrante demonstração de mau-caratismo e pouca-vergonha, nos impuseram um reajuste de 60% a 130% nos seus salários e de asseclas, portanto, dignem-se a fazer suas contribuições em favor dos desabrigados. Eu já fiz a minha (Documento n.º 69.817.053.400.308/BB), apesar de não ter tido nenhum aumento de salário. Sou profissional liberal e quando preciso aumentar minha renda, aumento minhas horas de trabalho. Aumentar salário na calada da noite é privilégio de nobres na República de Macunaíma.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

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Não há seriedade

Na Austrália as pessoas recebem pelo correio avisos sobre catástrofes climáticas e atendem-nos deixando suas casas imediatamente.

Aqui se diz que não há nenhuma política de habitação. A presidente Dilma disse isso, esquecendo-se de que fez parte do governo anterior por oito anos e nada foi feito.

O mesmo para o governador Cabral.

Se fosse proibido ocupar encostas e fossem retiradas as pessoas das áreas de risco assim que delas se apropriassem, essas coisas não aconteceriam.

Mas as leis daqui são bizarras, não se pode obrigar ninguém a nada.

Veja-se o que acontece com as crianças nas ruas. Elas não são recolhidas porque não se pode obrigar ninguém a cuidar delas. Pais ou (ir)responáveis não são obrigados a dar abrigo e escola aos filhos.

Se fôssemos sérios estaríamos menos preocupados com a colocação do Brasil nos campeonatos de futebol e muito mais preocupados com a educação e segurança das pessoas. Mas não é isso que acontece.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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NO MEIO DO CAOS

Lula é citado por Dilma, Dilma é citada por seus ministros e por Sérgio Cabral, Cabral é citado por seus secretários e por prefeitos, que são citados por vereadores e secretários municipais, enfim, uma corrente escandalosamente ensaiada de subserviência e puxa-saquismo.

Sergio S. de oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ATÉ O CARNAVAL...

As tragédias estão de volta. Chuvas sem fim. Um aguaceiro só. As perdas materiais ficam relativizadas ante o número de mortos.

Chamar de absurdo é o mínimo. Infelizmente, é o caos previsto e repetido. Tão previsto e repetido quanto as caras e bocas de nossos representantes. Tão previsto e repetido quanto as promessas do ano passado e nenhuma cumprida. A solidariedade deles é a pose da foto. Nada mais que isso. No carnaval tudo será esquecido. Por eles e por aqueles que não tiveram perdas significativas. Os que sofreram e sofrem hoje as perdas materiais e, principalmente, as perdas de entes queridos jamais deixarão de lembrar aquilo que lhes foi prometido e não cumprido. Ano novo, político velho. Nós não aprendemos.

Antonio Fernando Ferreira rdseg@terra.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT DE CABRAL

Eu me pergunto o seguinte: por que não entrar com pedido de impeachment contra o governador do Rio? Ele é reincidente específico e demonstra total falta de capacidade para ''gerenciar'' um Estado tão importante! Ademais, será que nos esquecemos de

Niterói e de Angra dos Reis? Outra pergunta: não cabe responsabilidade civil, criminal e fiscal? E, finalmente, já pensaram que morte horrível ser afogado pela lama e outros detritos?! Ninguém merece isso!

Frederico Eigenheer www.eigenheer.com.br

São Paulo

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Catástrofes anunciadas

Toda essa tragédia que está acontecendo no Rio de Janeiro, em São Paulo e em outros Estados já são cartas marcadas, só nossos governantes não enxergam ou não querem ver. Todos têm sua parcela de culpa pela catástrofe que vitimou dezenas de pessoas, em especial no Rio de Janeiro, onde o número de mortos já passa muito de 500, além de um sem-número de feridos e desabrigados. São prejuízos incalculáveis para as famílias e as cidades atingidas pelas fortes chuvas. O cidadão já anda de saco cheio dessa lengalenga dos políticos inoperantes. Todo ano é a mesma coisa. As chuvas de verão provocam centenas de mortes e deixam milhares de desabrigados em diversas regiões do País. Sai governo, entra governo e ninguém faz nada para acabar com o sofrimento dessa gente que por falta de perspectivas governamentais acaba construindo seus barracos em locais de risco. O Rio de Janeiro, a exemplo do ano passado, virou um caos. Fica a questão: se todo ano centenas de pessoas morrem em deslizamentos, por que não são implementadas medidas efetivas de prevenção? Gasta-se mais para amenizar os prejuízos financeiros causados pelas chuvas do que em ações preventivas. Não podemos ficar esperando que no ano seguinte as chuvas tenham menos intensidade e ceifem a vida de menor número de pessoas. Como bem disse a presidente Dilma Rousseff após sobrevoar a região do Rio de Janeiro onde mais parecia que havia passado um tornado ou furacão, moradias em áreas de risco não são mais exceção, mas a regra. Se é realidade que grande parte da população mora em locais instáveis, por que não se buscam soluções definitivas para o problema? A solução passa por ação conjunta de Estado, municípios e União, a fim de que a ocupação das cidades ocorra de forma sustentada. Quantos ainda terão de perder a vida?

TURÍBIO LIBERATTO www.turibioliberatto.nafoto.net

São Caetano do Sul

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Incentivo às tragédias

Você sabia que a Caixa Econômica Federal libera recursos para a população de baixa renda no valor máximo de R$ 10 mil para que , entre outras coisas, possa comprar material de construção, sem exigir nenhum documento que comprove que a casa que está sendo construída ou reformada se situa em área legal? Já para os de média e alta renda, recursos só são liberados mediante a apresentação de um calhamaço de documentos. E é como deve ser. Em última instância, o governo está ajudando e incentivando os mais pobres a morar em áreas de risco, já que nehum controle exerce sobre como o dinheiro emprestado está sendo utilizado. Conclusão: cada uma das mortes em tragédias como as do Rio de Janeiro pode ser creditada à irresponsabilidade de um governo populista que, mais do que tudo, só vê o poder... E para isso compra o voto dos eleitores de baixa renda com programas sociais de quinta categoria!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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ROUBOS EM SÉRIE

A mídia noticia que uma infinidade de casas alagadas ou derrubadas

pelas avalanches ou pela correnteza estão sendo assaltadas e seus

pertences roubados. Isso no Brasil. Já na Austrália os roubos não

acontecem. Será que lá os crimes são investigados, os criminosos

presos, julgados e condenados - sem habeas corpus, liminares e saída

nos dias festivos? Impunidade made in Brasil - e a fábrica está em

Brasília.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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Pequena luz no fim do túnel

Insensíveis à dor de mais de 500 famílias atingidas pela tragédia na Região Serrana do Rio de Janeiro, as manifestações dos políticos só nos causam asco e revolta.

O ministro da Integração Nacional apressou-se a culpar, provavelmente, a ''herança maldita'', afirmando que a catástrofe foi motivada por problemas cuja origem se reportava há dez anos. (Problemas tão graves que nem o "messias'' conseguiu resolver em oito anos!!!)

O governador Sérgio Cabral, seguindo sua tradicional cantilena bajulatória, repudiou as acusações de que faltaram recursos do governo federal. (Fica a pergunta sobre o destino de todo esse dinheiro recebido.)

Providencialmente, a presidente Dilma Rousseff desautorizou o absurdo ''jogo de empurra'', assumindo que o governo federal será o responsável por aliviar, socorrer, amparar e cuidar das vítimas, bem como pelas as ações preventivas destinadas a evitar a repetição dessas tragédias. Enfim, uma pequena luz no fim do túnel!

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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Sem carnaval

A população brasileira e a fluminense, em particular, deveriam somar forças e cerrar fileiras para dizerem não ao carnaval deste ano. Não há nada a ser comemorado. A recente e sempre presente tragédia dita que os recursos públicos e privados irrigados para a festa necessitam ser alocados

e priorizados para reconstrução das casas, dos abrigos, hospitais, minimizando o sofrimento e a dor humanos. É tempo de reflexão e amadurecimento, no propósito de criarmos juízo e não festejarmos o carnaval no cenário dantesco que até hoje nos assusta e somente demonstra a total inabilidade das autoridades no trato do assunto.

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SORTE NA TRAGÉDIA

Para sorte do governo de São Paulo, a lamentável tragédia fluminense está dando forte ibope na mídia em geral e as mazelas paulistas ficam meio que apagadas. Até o ''Paulão'' (o cunhado agregado) está passando despercebido neste desastre todo.

JOSÉ PIACSEK NETO bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

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POPULISMO NÃO RIMA COM GESTÃO

Para uma carioca, é muito irônico ver Dilma Rousseff, afilhada política de Leonel Brizola, chancelando as críticas feitas pelo governador Sérgio Cabral aos governantes levianos que permitiram as invasões territoriais. Uma dúvida: como Cabral vai coadunar o comentário ''quanto menos área de risco ocupada, menor o dano'' com as prometidas e as sacramentadas escrituras de posse definitiva para imóveis construídos nessas áreas?

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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ALÔ, PREFEITURA E SABESP

Sou arquiteto, natural da capital e venho por meio desta apresentar sugestões à Prefeitura e à Sabesp, com o propósito de diminuir a quantidade de águas pluviais despejadas nas vias públicas, contribuindo para as constantes enchentes. A minha proposta é de se fazer obrigatória para novas construções a aprovação de projetos para cisternas, com filtros e bombas, para armazenar águas pluviais para fins de lavagem de pisos, automóveis, rega de plantas e outros fins que não requerem agua potável. Opcionalmente, os imóveis existentes poderiam também instalar sistema de catação e reúso das águas pluviais. Neste caso, em contrapartida a Prefeitura poderia reduzir como incentivo a redução do IPTU, correspondente a um valor a ser determinado pelo benefício desta medida. Outro benefício, a curto prazo, seria na redução da água fornecida e a consequente redução nas contas de água e esgoto.

Nos projetos do meu escritório tenho sempre previsto e instalado cisternas que captam as águas pluviais. Com certeza uma grande vantagem

Gregório Zolko gzolko@terra.com.br

São Paulo

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Gastos públicos x necessidades básicas da população

Acho interessante uma matéria sobre os gastos desnecessários de verba pública com obras, etc., e a população desprovida do básico.

Moro na Barra Funda e sei que existe um projeto da Prefeitura para destruir o Minhocão, passar o trem para o subterrâneo e construir uma avenida. Putz, e os hospitais públicos? E o saneamento básico para zonas críticas? E a educação nas escolas públicas referente ao lixo e reciclagem?

Acho um absurdo gastar um dinheirão sendo que há necessidades básicas importantíssimas para serem atendidas.

O presidente Lula no ano passado enviou uma ajuda para o Haiti que era uma fortuna! Que absurdo, se nem no próprio país ele deu conta de ajudar quem precisa.

Estou apenas manifestando a minha opinião.

Richard Costa richard.sp@optotal.com.br

São Paulo

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REMANEJAMENTO DE VERBAS

A quinta economia do mundo, com certeza destinando verbas astronômicas para custear a propaganda do governo, deveria remanejá-las imediatamente para os sinistrados, evitando as cenas constrangedoras de flagelados implorando a doação de água. Ao invés de fazermos contribuições com duvidoso destino, faríamos melhor se exigíssemos das autoridades planos de contingência eficientes.

Caio Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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Prevenção e planejamento

As preocupações de nossos políticos com planejamento e prevenção de desastres têm se limitado a aumentar custos com vereadores, salários de deputados federais e estaduais, mas nada com relação a verbas e exigências que façam os prefeitos e vereadores cumprir sua verdadeira missão, que é ZELAR pelos munícipes e se cumpram rigorosamente leis de zoneamento de risco, criando locais onde as pessoas possam morar com mais segurança. As leis que se cumprem, e rapidamente, são as dos aumentos dos parlamentares, que todos pagamos compulsoriamente. Já passou da hora de exigir daqueles a quem pagamos para nos governar que cumpram seus deveres, e não apenas usufruam direitos.

Francisco da Costa Oliveira fco.paco@uol.com.br

São Paulo

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DESTRUIÇÃO DOS RIOS

A retirada das matas ciliares nas margens dos rios para a construção de casas é uma das maiores agressões ambientais , que se tornaram muito comuns nas cidades brasileiras, além dos aterros desordenados. Muitas tragédias poderiam ser evitadas se o Brasil aplicasse a legislação ambiental e punisse severamente os crimes ambientais. Não adianta propor medidas paliativas se não implantarem ações sustentáveis que visem a qualidade de vida da população. As cidades podem e devem crescer, entretanto, respeitando as particularidades da natureza local, sem causar danos ao meio ambiente.

FERNANDO MELO fernandofmelo.blogspot.com

Igarassu (PE)

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Prioridades do Brasil

Depois de oito anos de mandato, Luiz Inácio da Silva deixou o poder com 87% de popularidade e um rastro enorme de carências para o bem-estar da população. Será que um dia os brasileiros (a maioria, infelizmente) vão conseguir entender que consumir desenfreadamente não é a única meta para as pessoas? Concordo totalmente que não podemos ter brasileiros com fome, e aí o ex-presidente foi feliz na sua estratégia, a qual utilizou de forma apelativa e para promoção pessoal. Tragédias estão acontecendo todos os anos, ceifando vidas de brasileiros de maneira cruel, legando uma dor que não cessará nunca.

Com tantas obras importantíssimas a serem executadas para que se previnam mais tragédias, o que realmente preocupa as autoridades (diga-se governantes, políticos e empreiteiras)? A construção de palácios, reforma de Assembleias Legislativas, de estádios para realizar um evento de duração máxima de 30 dias que é a Copa do Mundo. Será que era momento de fazer por aqui essa festa? Sem ser estraga-prazeres, acho que não. Quais as prioridades para o País se tornar de fato uma Nação?

1) Escolas decentes, equipadas e com professores valorizados, respeitados e bem remunerados. Aí a educação com certeza deixará de ser um vexame no ranking mundial.

2) Hospitais limpos e que funcionem para atender bem todo brasileiro. Chega de pessoas jogadas nos corredores, no chão de hospitais, por falta de vagas, de médicos e enfermeiros. Urge dar um basta a essa vergonha que é a questão da saúde no Brasil.

3) Transporte público é precário em todas as regiões metropolitanas e nas grandes cidades do Brasil. Aquele que trabalha, ajuda a produzir a riqueza do País vai e volta do trabalho transportado como um animal (que coisa dolorosa). Gostaria muito de ver parentes e familiares dos deputados e vereadores utilizando (diariamente) ônibus e metrô para se locomover em São Paulo (por exemplo).

4) Será que não teremos brevemente problemas com energia elétrica? A demanda é crescente, mas o fornecimento anda a passo de tartaruga. Será que vão esperar grandes apagões e racionamentos para iniciar a corrida energética?

5) E os portos aeroportos? Como isso vai ficar? Não estou falando de Copa do Mundo, penso no escoamento da produção, no comércio com o mundo. Qual foi o grande aeroporto construído nos últimos anos no Brasil? Talvez o Salgado Filho, em Porto Alegre (o qual já está saturado). Que grande obra portuária foi executada? E rodovias? Vamos continuar matando brasileiros de forma rotineira com acidentes provocados pela péssima situação desse setor? Até quando?

É por isso que não consigo entender por que essa euforia em torno do nome de um presidente que ficou oito anos fazendo apresentação circense, piadas com metáforas futebolísticas e fazendo uma massa manobrada rir e bater palmas. E o pior, gastando uma barbaridade sem explicação. Que Brasil é esse que a sra. Dilma anda falando que o presidente Lula nos legou? É o país do crediário? É o país das compras? É o país das mentiras? Vamos falar sério, gente, o que se precisa é trabalhar sério, priorizar as demandas do País, melhorar o cotidiano das pessoas, e não ficar fazendo festinhas esparsas e depois ficarmos todos amarelados e atônitos por tragédias que nos agridem e nos ferem por falta de planejamento e sensibilidade política. Tem mais uma catástrofe à vista, que vai castigar sem dó e nem piedade os mais pobres, que é a inflação, que está renascendo e crescendo. Esse é outro legado do sr. Luiz Inácio a nós, alegres e felizes brasileiros. Acho que será muito tardia a conclusão do embuste que comandou esta Nação nos últimos anos, e a conta vair ser caríssima.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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Ação concreta da presidente

Não pode existir outro meio a não ser a ação concreta da Presidência da República: todo o dinheiro que vai ser jogado no ralo da aventura Copa e Olimpíada, por dever moral e humano, deverá ser aplicado na reconstrução e em novas moradias dignas para os flagelados do Rio de Janeiro e, por tabela, para os esquecidos ''ainda'' de Santa Catarina. O universo em sintonia que é uma vida humana vale muito mais que Copa, Olimpíada e trem-bala. Com a palavra a nossa presidente.

Aloísio Arruda De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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Peso político

Para o governador do Rio de Janeiro, sua reeleição, a eleição de Dilma, a Copa do Mundo (que trará lucros lícitos e muitos escusos), além da Olimpíada, todos têm muito peso político. Mas o povo, ora bolas... Até porque o carnaval já vem aí e tudo se esquece. Pobre Rio.

Alexandre Nacca Netto a.nacca@ig.com.br

São Paulo

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CRIME DOLOSO

A solução para as constantes tragédias que anualmente assolam a Região Serrana do Rio de Janeiro e outras localidades me parece relativamente simples: basta os parlamentares tomarem coragem e criarem uma lei que responsabilize e puna com cadeia sumária pelo menos a atual e as quatro administrações imediatamente anteriores à ocorrência das tragédias. Classifico a omissão das autoridades, se me permitem a pretensão, como crime hediondo e inafiançável. São, realmente, homicídios dolosos cometidos em larga escala. Ceifaram, conscientemente, a vida de mais de 500 seres humanos, trocando as necessárias obras preventivas e procedimentos que eliminassem a ocupação desordenada de áreas de risco por medidas meramente eleitoreiras e atitudes demagógicas, mas que produzem os famigerados votos. Como se trata de serviços que não podem ser realizados em apenas um único mandato, fica aqui a minha sugestão: que a lei açambarque os cinco períodos de governo, de modo a conscientizar os nossos prefeitos e governadores de que essas medidas devem ser adotadas como uma política de governo, e não corretivamente, pois, além das terríveis perdas de vidas, custam muito mais caro. Creio que a população ficaria muito feliz ao assistir a esses dirigentes criminosos mofando na cadeia, sem quaisquer regalias e muito bem trancafiados. Só assim esses políticos tomarão consciência das suas reais responsabilidades, exatamente porque as cenas transmitidas pelas televisões certamente não os comoveram nem os chocaram.

ALFREDO C. PAES BARRETO acpbarreto@gmail.com

Una (BA)

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CAUSA E EFEITO

Se já não bastasse a falta de segurança neste país chamado Brasil onde são cometidos 135 homicídios por dia, ainda para maior desgraça existe a falta de planejamento, e as consequências estão aí como prova ( fatos). É óbvio que fatalidades acontecem, porém as desgraças no Brasil acontecem na maioria das vezes por falta de planejamento, e não precisa ser nenhum sábio para antever os acontecimentos.

Fata tudo neste país, saúde, segurança, educação, caráter, patriotismo, respeito e principalmente Deus, o qual se manisfesta por meio da natureza. Não sou religioso, mas não tenho nada contra religião alguma. Sou contra tudo aquilo que degrada o ser humano, e infelizmente as pessoas se esquecem da lei da causa e efeito. Estamos aprendendo as duras penas (pela dor, pelas desgraças), mas o povão gosta de circo, de mentira, de patifarias, é conivente com a corrupção e adora os falsos ídolos e líderes de barro corruptos.

Não tenho nada contra homem algum, todo homem é igual a mim, porém sou contra tudo o que existe de mau dentro deles que possa destruir famílias, pátria e humanidade.

Mario Antiqueira Rocha m.antiqueira@ig.com.br

São José dos Campos

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PIADA TRISTE

Apesar do tamanho da tragédia, dentro de alguns dias a mídia irá abandonando o assunto, ficando para a população o peso de prantear a perda de seus entes queridos e seus bens materiais. De positivo ficou a entrevista da consultora da ONU, Debarati Guha-Sapir, ao Estado, onde ela reafirma o que todos nós sabemos: a causa de tantas mortes é simplesmente o descaso político. Ao afirmar que o Brasil não é Bangladesh e, portanto, não tem desculpa para permitir que pessoas morram devido a deslizamentos causados pela chuva, vem-me à lembrança uma antiga piada em que Deus, ao criar o mundo, foi interpelado por um anjo sobre o território do futuro Brasil. O tal anjo chamou a atenção do Senhor para a ausência de terremotos, vulcões, invernos rigorosos e outras pragas, ao que Deus respondeu: ''Você não imagina o povinho que eu vou colocar lá''. E realmente é verdade: não adianta culpar nossos políticos-pavões-carrapatos, que só pensam em aparecer e sugar a ''viúva'', como eles chamam a República; afinal, eles foram eleitos pelo povinho.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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A NATUREZA NÃO PERDOA

A cada ano tragédias se repetem em proporções sempre maiores e os políticos vão à televisão fazer sempre as mesmas declarações, que vão liberar um certo valor, números de improviso sem nenhuma lógica, que existe ocupação irregular, culpando aquelas pessoas, que de vitimas passam a culpadas... Não concordo com eles, acho que a única culpa dessas vítimas foi acreditar nas promessas de políticos que não tem nada a ver, acreditar que cantores, jogadores de futebol, torneiros mecânicos, assaltantes e sequestradores poderiam melhorar sua vida. Não podem e não fariam isso, pois seus objetivos são outros, principalmente enriquecer rapidamente. Em suma, são enganadas. Mas a natureza não se deixa enganar e suas respostas são duras e cruéis, vêm em forma de castigo. E o que é pior, castiga geralmente o povo humilde que acredita nestes políticos, que são eleitos e reeleitos com muita facilidade devido a programas de bolsas-esmola, que já fazem parte de qualquer campanha política. O povo pode ser enganado facilmente, mas a natureza ninguém engana!

JOSE MENDES josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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Antes e depois da tragédia

Chuvas, mortes, deslizamentos de terra e outras tragédias passaram a ser notícia no Brasil.

O Sudeste brasileiro, especialmente a Região Serrana do Rio de Janeiro, sofre com chuvas torrenciais. Antes que as águas baixem a situação é desoladora e depois que as águas secam os cuidados com doenças e a perspectiva de reconstrução logo alertam as mentes diligentes do povo brasileiro. Muitas organizações e entidades mandam alimentos, remédios e roupas para restaurar as forças dos irmãos desabrigados. As casas não devem ser construídas sem ordem e na beira das encostas. Todas as coisas devem ter uma ordem e as construções devem ser feitas com vista ao bem

comum de toda a sociedade. As chuvas não podem ser controladas por nossa tecnologia, mas podemos aprender a conviver com as enchentes. Depois das chuvas aprenderemos a amar mais

a mãe natureza e ser mais humildes e menos arrogantes diante da beleza e da onipotência

de Deus. Vamos sair mais sábios diante do sofrimento que as lições nos trazem.

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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BILHÕES NO LAMAÇAL

Todo ano, o mesmo roteiro: chuvas torrenciais, mortes e o governo, cheio de tristeza e comoção, libera bilhões de reais para as prefeituras e governos estaduais. Esse dinheiro, que tem a função de ser usado para reconstruir cidades e prevenir novas tragédias, perde-se no mesmo lamaçal da tragédia. E no ano que vem mais chuvas, mais mortes e mais bilhões... Quem será que está usando esse dinheiro, hein?

PAULO ROGÉRIO LENCIONI paulo.lencioni@leitor.com.br

São Paulo

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O SAPO BARBUDO

Parabéns, ''presidenta'' Dilma, por ter tocado seu pé na lama. Se isso tivesse ocorrido com o ex-presidente naquelas circunstâncias, ele poderia ter sido confundido com um batráquio.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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OBA-OBA

Sr. Cabral, em sua entrevista com a presidente, o senhor defendeu o anterior, ela defendeu o senhor e o anterior, os dois culparam os anteriores ao anterior, pois deveriam ter resolvido todos os problemas para que vocês não tivessem nenhuma preocupação. Até o Alckmim deu uma força para vocês, incluindo São Paulo nessa história, para amenizar a tragédia do Rio. Só politicagem, conluio, para desviar a atenção. Se o senhor recebeu o dinheiro e não investiu na prevenção, então é o incompetente e responsável, ou melhor, irresponsável. Já são quase 600 mortes, quando há um ano já viveram uma catástrofe similar. E o senhor vem dizer que seus anteriores é que eram demagógicos? Ora, sr. Cabral, onde está sua autocrítica? Eles eram e o senhor também é. O senhor passa o tempo todo fazendo festa, oba-oba com o anterior, deixando-o governar o Rio em troca de verbinhas, quando na prática ele tirou os royalties do seu Estado. Qual é o seu compromisso com o povo do Rio de Janeiro? A Assembleia do Rio deveria abrir uma CPI e pedir o seu impedimento. O Brasil agradeceria.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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O MÍNIMO...

A natureza, enfurecida, ataca novamente com enchentes e desmoronamentos de terra, destruindo casas e vidas. Nossos governantes devem tomar decisões imediatas para amenizar sofrimento da população, tirando famílias de áreas de risco, oferecendo casas populares em lugar adequado.Fazer vários piscinões, galerias contra enchentes, alargar e afundar, com limpeza, os rios é o mínimo que

nossas autoridades devem fazer.

Antonio de Souza D''Agrella antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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