Cartas - 17/04/2011

PAPEL DA OPOSIÇÃO

, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2011 | 00h00

FHC e o "povão"

Uma análise de contexto e um mínimo de boa-fé na interpretação permitem perceber o sentido da referência ao "povão" feita por Fernando Henrique Cardoso em recente manifestação pública. É evidente que não se trata de desapreço a essa imensa parcela da população. Seria burrice, em especial para um político, e burro FHC não é. Obviamente, foi um alerta a seu partido para que evite o erro de disputar prioritariamente esse eleitorado menos informado, posto que tal disputa demanda populismo irresponsável e demagogia barata (métodos preferenciais do lulopetismo, imbatível nesse campo), expedientes que, por suposto, não estão no DNA do PSDB. E pode servir também de recado a Serra e Alckmin, cujas ridículas e acovardadas campanhas presidenciais não defenderam com o devido brio o capital político construído no governo FHC, que tem por lastro precisamente a outra parcela da população (mais bem informada e muito decepcionada), a ponto de a última campanha ter pretendido, miseravelmente, pegar carona na popularidade de Lula.

ROBERTO BARONE

rbtob@hotmail.com

São Paulo

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Foco de atuação

A interpretação de Lula sobre o artigo de FHC (15/4, A9), desqualificando sua análise quanto ao papel da oposição, demonstra ou má-fé ou atraso de raciocínio. Lula precisa entender que não se trata de esquecer o "povão", já cooptado pelo PT, mas de um chamado ao PSDB para que dê prioridade às novas classes médias, que contêm parcela do "povão", e aos jovens ainda não ligados a nenhum partido político, e os conquiste, definindo assim um foco de atuação. Mais uma vez Lula não perdeu a oportunidade de criticar FHC, pois não se conforma por ter perdido duas eleições para ele, e no primeiro turno, com os votos do "povão".

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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Exterminador

O sr. Lula perdeu mais uma chance preciosa de ficar calado. Seus comentários sobre o artigo de FHC para a revista Interesse Nacional, cuja publicação, na concepção dos petistas, só atende aos interesses da "zelite", foram para lá de infelizes. Ainda mais em Londres, onde as pessoas sabem ler e escrever. Para ganhar a simpatia do "povão" e bancar sua manutenção no poder, seu governo quase exterminou a classe média, que pagou com sua dignidade as loucuras que cometeu para que sua aprovação alcançasse os 87% orgulhosamente destacados por ele e seu bando de aloprados. Agora estamos pagando a conta, sob a ameaça da volta do dragão da inflação. Não temos saudades do sr. Lula. Espero que o povo veja o erro que cometeu e ele nunca mais volte ao cenário político.

RICARDO A. ROCHA

rochaerocha@uol.com.br

São Paulo

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Ciumeira danada

Se restasse alguma dúvida sobre o artigo O papel da oposição, de FHC, agora não resta mais. Bastou ler as "críticas" de Lula e sua falta de compreensão do texto para me dar a certeza da exatidão do artigo. FHC está certíssimo.

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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JUROS E IMPOSTOS

"Guiness"

Juros nas nuvens e impostos altíssimos. Quem sabe de melhor receita para dólar farto e barato, além de dificuldade para produzir e exportar manufaturados? E o nosso solerte ministro da Fazenda, Guido Mantega, fica inventando, a conta-gotas, mais tributação! Eis o Brasil deles.

ULYSSES F. NUNES JUNIOR

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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COPA 2014

Tudo como dantes

Os jornais noticiam que o Brasil não conseguirá ficar pronto para a Copa do Mundo de Futebol. O País não está pronto para os usuários normais, por que estaria para a Copa? No penúltimo ano haverá aquela correria que já conhecemos, aditamentos de contratos, benefícios para os novos amigos do rei, enfim, tudo como dantes no quartel de Abrantes.

MAURICIO VILLELA

mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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Atraso nos aeroportos

Leio que o atraso geral chegou aos nossos aeroportos. Inicialmente, eu pensava em ir à Copa no Rio de Janeiro pelo trem-bala, mas a Balabrás atrasou. Agora, estava planejando ir de avião, mas, pelo visto, o atraso também chegou aos aeroportos. Minha esperança é que o nosso ministro esteja certo e tudo seja como informa a Ilha da Fantasia, ou seja, mentiras da imprensa e cronogramas sendo cumpridos. Oremos.

NELSON CARVALHO

nscarv@gmail.com

São Paulo

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Falta tudo

Só falta agora o governo ter o cinismo de pressionar o Ipea por ter revelado o que qualquer um que viaja dentro ou para fora do Brasil sabe: os aeroportos do País são um lixo. Falta tudo, inclusive brio para assumir os problemas.

SARAH COELHO

sh.coelho@terra.com.br

São Paulo

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POLÍTICA EXTERNA

Conselho de Segurança

Liderança é um atributo que se conquista. Quando imposto, dá a ideia de tirania; quando negociado, fica-se a dever favores. O Brasil nem sequer alcançou a liderança regional, a não ser na retórica do governo saído, que se esmerou em aplicar uma política externa ambígua. Antes de mais nada, o governo deveria resolver as mazelas internas e fazer a devida correção do curso da política externa, que, aliás, já se denota. E depois o tão almejado assento no Conselho de Segurança da ONU viria naturalmente.

CARLOS FERNANDO BRAGA

cafebraga@yahoo.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NO PERU

Transferência de esperteza

O jornal espanhol El País noticia que desde janeiro dois militantes do PT se encontram em Lima com o objetivo de moderar o discurso de Ollanta Humala. Só não foi expedida uma "Carta aos Peruanos". A sociedade brasileira ficará grata em saber quem são esses cavalheiros, se são servidores do governo e quem custeia suas despesas e sua remuneração.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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TEMA DO DIA

Metrô de SP terá 5 mi de usuários até 2014

Aumento de linhas será de apenas 13%, enquanto a quantidade de usuários deve subir 43%

"O Estado deveria triplicar a verba disponível até que nós tenhamos o dobro da quilometragem atual."

EDUARDO GODINHO

"Como usuário de transporte publico, é lamentável o descaso e a lentidão na realização de obras de melhorias do Metrô."

PEDRO VIZCAYA

"Devemos tentar nos adaptar com o que temos, já que não vejo melhorias a curto prazo, nem para a Copa do Mundo."

MARCELO BASILIO

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

Caso Jaqueline Roriz

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando Jaqueline Roriz será julgada realmente?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cícero Sonsim c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Roriz, Barbalho ...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Qualquer um de nós está sujeito a um deslize qualquer”. Assim pronunciou-se a senhora Elcione Barbalho, deputada federal ao defender sua colega Jaqueline Roriz (vejam os sobrenomes “ilustres”). Qualquer um de nós, quem cara-pálida? Não nos inclua entre seus pares, por favor.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Máfia política

 

 

 

 

 

 

A deputada Jaqueline Roriz, filmada recebendo dinheiro  ilegal, (não foi denúncia anônima) está sendo apoiada pelos congressistas para não  perder o mandato, porque caixa 2 é  o que todos fazem – repetindo Lula. Já o deputado Antonio Reguffe, que abriu mão de várias vantagens imorais, – no meu ponto de vista – que os contribuintes pagam mas não têm, está sendo boicotado por abrir mão dessas vantagens. Esse tipo de “democracia”, em que os políticos usam dinheiro público como se deles fosse,  não serve aos cidadãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Bem no alvo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma dúvida: haverá exceções nesse tão falado referendo (ou refedendo?) para o desarmamento da sociedade? Por exemplo, poderemos jogar tortas na cara de políticos caras de pau? Poderemos dar estilingadas no traseiro de senadores decrépitos? Poderemos usar buzina de ar comprimido para acordar senadores paulistas que, literalmente, dormem no emprêgo?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Preocupante

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Frases do ministro Luis Fux, recem nomeado para o STF por Dilma Roussef ao portal G1: "Não [se] entra na casa das pessoas para ver se tem dengue? Tem que ter uma maneira de entrar na casa das pessoas para desarmar a população" !!E mais (sobre o resultado do referendo) "povo votou errado" !

 

 

 

Preocupante, muito preocupante...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Plebiscito oportunista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como estamos em plena "ditadura socialista do pudê", o senhor Zé Bigode vai "impor" o plebiscito, porque afinal a Constituição ... que Constituição?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Plebiscito

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um novo plebiscito para que? Já houve uma tentativa de desarmamento anteriormente que resultou uma nulidade. Mais uma vez o governo ignora o principal e quer discutir o secundário. Bandido não entrega as suas armas nem  compra, de maneira legalizada nas lojas, conseguem-nas facilmente de forma clandestina. O governo tem que se preocupar  em combater o crime, zelando pela segurança da população.  Se o governo quer gastar, que gaste informatizando as entradas das escolas, mediante cartões eletrônicos emitidos para os alunos. Isso permitiria o registro da presença, saídas antecipadas, faltas, etc. Além disso, deveriam ser colocados detectores de metais nos portões para evitar a entrada de armas no ambiente escolar. Com consulta popular, o governo apenas faz de conta que discute o assunto. Lamentável.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Desarmamento

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nada mais lógico que seja de Sarney a iniciativa oportunista, demagógica, e desrespeitadora, de nova tentativa de desarmamento, após a tragédia do Realengo. Essa brincadeira de mau gosto vai custar R$ 1 bilhão aos cofres  públicos. O problema a ser enfrentado é nas fronteiras, portos e aeroportos. Mas falta competência. Nisso que dá termos de aturar medalhões superados, e passados da hora de se aposentar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O assassino

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os novos vídeos do assassino do Realengo revelam algo diferente do que se esperava de um psicopata. Ele aparece gravando mensagens lidas, com aparente domínio dos sentimentos, muito consciente do que estava planejando, muito magoado pelo que diz que sofreu e solidário com os que sofrem da mesma forma. Parece bom que a Sociedade pense duas vezes antes de simplificar as coisas e concentrar suas considerações apenas em seus atos, e não em seus aparentes motivos...

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Acontecimento na FFLCH-USP

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Passado o calor do momento, é dado ao homem falar a respeito de idéias que o inquietam. Essa semana os alunos da FFLCH, faculdade de Ciências Humanas da USP, viram algo muito próximo do calamitoso. Cenas que me permitiram jorrar lágrimas ao passo que percorria os corredores, que me guiaram por todo o dia, modificaram minhas aulas (aquelas que dei) e sensibilizaram terceiros, até então indiferentes aos manifestos sempre extremistas e, até certo ponto, inadequados, provenientes desse núcleo. Levantar às 5 horas da manhã, percorrer a cidade e me preparar para um dia longo e exaustivo fazem parte da minha rotina, o que não implica, porém, nenhum sentimento de auto piedade ou mesmo insatisfação; é esse o encaminhamento das escolhas. Chegar, contudo, à Universidade logo pela manhã, reconhecer o ar mais puro da cidade de São Paulo na brisa fresca que vem através das árvores e caminhar até a sala de aula, é algo que me preenche de prazer. O sol desponta ao longo do horizonte e os grandes vãos entre os prédios da cidade universitária acumulam uma sensação de liberdade e grandeza, sem opressão, sem pressa. A sensação de que, em meio a isso, se instalam pensamentos e pesquisas, mentes e idéias que dilatam seu furor por todo o mundo é, particularmente, dignificante. Minhas manhãs são, em suma, motivo de grande restauração interior. Qual foi, então, meu choque, ao chegar na escadaria da Faculdade de Filosofia e me ver impedida de continuar o caminho pelo acúmulo de lixo que se instalara, de forma muito bem organizada e divida, ao longo dos degraus. Foi preciso parar e entender. Não tinha ido à faculdade no dia anterior, não me situara dos acontecimentos de até então. Dei, naturalmente, a volta, e entrei pela porta principal da Faculdade de Letras. Meu trajeto por dentro dela parece-me, até agora, ter sido em câmera extremamente lenta, absorvendo cada detalhe. Pelo chão se espalhavam copos sujos de café, restos de comida, terra. Tudo o que havia nos lixos fora espalhado pelos corredores. No andar de cima há murais para cada departamento, onde deveriam estar as notícias, reportagens, avisos. Tudo fora violentamente rasgado e unido àquela balbúrdia. Nos banheiros, as poças de urina pelo chão ainda não eram o que chamava mais atenção, mas sim os sanitários entupidos de papéis e completamente inutilizáveis. O caminho até a sala de aula merecia cuidados e desvios de algumas concentrações de lixo, acumuladas no canto das paredes para desempedir a entrada. Tivemos aula. O departamento de Letras Modernas, do qual faço parte, acabara de se reunir com a diretora da Faculdade, que decidira não se submeter àquela pressão. Além disso, esse é um departamento extremamente sério e rigoroso no âmbito do respeito ao aluno e à educação como um todo. Acordamos que não enfrentaríamos qualquer hostilidade, se houvesse; não havendo, ficamos em sala. Os fatos são evidentemente plausíveis no que diz respeito à necessidade de manifestação: os funcionários da limpeza, que há dois meses não recebem seus salários, procuraram chamar atenção para sua causa. Digno, justo. O que é preciso considerar, no entanto, é o fato de a empresa que os assiste ser terceirizada e estar em processo de falência. Desligada da Universidade, não encontra nela nenhum vínculo de trabalho ou exigência, desde então. Não saberia dizer que informações chegaram até esses funcionários, mas o fato é que suas necessidades, não estando devidamente atendidas, impulsionaram ações no sentido de chocar. Fomos vítimas desse abalo social e da expressão corrente do brasileiro frente às intempéries que o assolam: a violência. Na manhã seguinte, no final do primeiro horário, assistíamos a uma aula de Literatura Alemã. Enquanto discutíamos as tendências kafkianas de expressar um universo caótico, pessoas gritavam e quebravam coisas no andar de baixo. Não ousamos descer: do alto da escada pudemos ver que os funcionários, a polícia e até mesmo um assaltante de ocasião invadiram o prédio e se concentraram em destruí-lo minuciosamente. Tudo o que acabara de ser limpo por alguns novos funcionários fora resgatado; os corredores voltaram a ser lixeiras, dessa vez com o acúmulo de todo o papel higiênico que havia sido utilizado até então. Carteiras e mesas quebradas, cartazes colados, pó de café espalhado ao longo das salas de aula. A inquietude dos funcionários cobrando de nós, alunos, violentados duramente no nosso patrimônio, no nosso direito ao ensino público, que viéssemos a apoiá-los. Entre repórteres e seguranças, se via, naturalmente, professores e uma minoria pouco expressiva de estudantes que apoiava os manifestantes em seu propósito anárquico e vandálico. A FFLCH detém trinta por cento de todas as pós-graduações do país e a grande maioria, em proporção, de todos os estudantes da USP. Berço de grandes nomes do pensamento político, social e intelectual do país, que passam por Antônio Cândido, Alfredo Bosi, Aziz Ab’Saber, Fernando Henrique Cardoso, Marilena Chauí, entre outros, enfrenta a contrariedade de ser alvo de toda e qualquer manifestação sem respaldo, que busque expressar suas insatisfações. Somos uma casa que aceita todas as causas, que a tudo abraça e que defende qualquer força reprimida. Não me coloco, em momento algum, contra a possibilidade e o direito de intervenção na ordem. Mas vejo, sem dúvida, o problema que acarreta sermos também o grande depósito da universidade, não no âmbito do pensamento, mas das manifestações sem sucesso. Ao que parece, os mesmos funcionários atendiam a 17 unidades, mas só a das Ciências Humanas foi berço dessa revolta. Só nós ficamos sem banheiros, nos desviamos dos detritos, limpamos as carteiras onde nos sentaríamos, não pudemos utilizar nossos murais. Só nós fomos violentados em direitos acadêmicos e humanos, que implicam desde uma aula na íntegra até a possibilidade de não precisar sair pela porta dos fundos, como fugitivos, assustados e inquietos. Um amigo constatou: em um presídio, jamais haveria tamanhos danos, tamanha permissividade. Estarmos dentro de uma Instituição de Ensino superior, pesquisa e pensamento parece não trazer tantas vantagens se a necessidade for justamente o questionamento e a racionalidade. Hoje fiquei em casa. Não me sinto agredida aqui, não me submeterei à riscos ou danos. Mas é preciso retornar e, em seu momento, ser vítima de interpretações parciais e usos distorcidos da bandeira dos direitos democráticos e dos princípios humanos. Leia-se, agora, permissividade ao vandalismo e à depredação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Isabela Pires Ferreira isapf_102@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Vereadores... Quanto mais, melhor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As Câmaras se preparam para aumentar o número de vereadores. Decorrência da  Emenda Constitucional 58/09, que alterou o artigo 29 da Constituição, atribuindo 24 faixas populacionais para fixar a menor Câmara em nove vereadores (para as localidades com até 15 mil habitantes) e a maior em 55 componentes, nos municípios com população superior a 8 milhões. Essas faixas deverão ser observadas nas eleições de outubro do próximo ano, para posse a 1º de janeiro de 2013. Apesar de ser lei, setores posicionam-se contrários à medida. Mas deveriam considerar que quanto maior, uma casa legislativa é mais livre e imune a interferências externas e à perniciosa “compra” de votos frequentemente denunciada. O importante da lei ora em vigor é que as Câmaras poderão aumentar o número de caceiras, mas não os seus gastos já previstos em lei. Logo, mais vereadores não vai onerar os cofres do município. Poderá, até, diminuir os subsídios de cada vereador, pois o mesmo bolo terá de ser cortado em uma quantidade maior de fatias. O Poder Legislativo constitui a essência da democracia. É através dele que o povo se manifesta, aprovando ou desaprovando os atos do Executivo. Quanto mais vereadores, melhor para a representação popular. Recorde-se que todas as vezes em que a democracia perece, o legislativo é o primeiro a ser fechado ou ter seus poderes reduzidos...

                                                                

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Multas de postura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Devedores das chamadas “multas de postura”, poderão ficar com o nome sujo a partir de maio. Os vereadores que demagogicamente criticam a lei deveriam zelar para que o dinheiro que será arrecadado seja usado em serviços para a população. Nada contra a Prefeitura cobrar de quem lhe deve, mas por princípio e para dar bom exemplo, a Prefeitura deveria pagar suas dívidas primeiramente, basta lembrar os precatórios. Infelizmente, a medida servirá para aumentar a corrupção, pois para não ser multado muito contribuinte oferecerá a propina que será muito bem aceita por fiscais famintos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Incoerência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilberto Kassab continua com sua grande volúpia atacando a população da cidade de São Paulo. Além da sua ingerência na cidade, por não ter feito absolutamente nada em nosso benefício agora resolve penalizar o paulistano, enviando ao cartório para protesto todo e qualquer tipo de multa por nos sofrida, o qual acarretará o "nome sujo", até por um eventual buraco na calçada. O que deveríamos fazer com o nome dele, com os milhares de buracos existentes nas ruas de São Paulo, lixo e sujeira espalhados por toda parte?  Agoro pergunto, que país e este onde está o nosso direito de defesa, isso é democracia? Esse poder político exercido, ditando normas e atitudes e porque nenhum deles sabe o que é estar desempregado, muito menos passar por dificuldades, ou ter uma doença, etc,etc, por que sempre tiveram e tem uma teta para mamar às nossas custas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Serra no Estado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parabéns ao Grande Estadão, que só ganha em consistência, respeitabilidade e conteúdo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marly N Peres  lexis@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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José Serra, colunista

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Totalmente injusto,descabido e pouco inteligente o comentário do leitor Diego F. da Silva a propósito da estreia do sr. Serra como colunista do Estadão. A leviandade com que classifica o teor das demais colunas como "mais do mesmo" e  "temas esgotados" é uma opinião absurda que demonstra falta de atenção, acuidade.E,certamente, repudiado por mim e pelos demais leitores do nosso Estadão. Quanto ao teor do escrito do sr. Serra. O que disse do Lula devia ter sido comunicado na campanha eleitoral. Este é,sim,  um "tema esgotado" e vencido. Quanto às críticas à condução da economia, o sr. Serra escreveu, sem tirar nem por, as críticas com que fustigava a política econômica do governo Fernando Henrique nos 8 em anos em que fez parte do mesmo governo. No mais acho que é uma oportunidade para o sr. Serra se reinventar e renovar o reportório.Menos pesquisa de opinião e marketeiragem idiota, como as que marcaram sua campanha presidencial.E mais opinião sincera e fundamentada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Reforma política

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O presidente da Comissão  de Reforma Política, senador Francisco Dornelles (PP-RJ) ,  já entregou ao presidente do Senado, senador José Sarney, as propostas de mudanças para o Sistema Eleitoral. Dentre tantas, duas chamam muito a atenção do eleitor: A  votação em lista fechada e o  registro de candidatos sem vinculo partidário para as eleições de prefeitos e vereadores. Pelo jeito, vem ai mais uma  m#&da  enlatada pelos nossos deputados e senadores, certamente, no sentido de ajuda-los a continuar triturarando os direitos conquistados pelos  cidadãos de bem desse Brasil. Acorda eleitor. Pense bem. Esse negocio de lista fechada e candidatos sem vinculo, não está ecoando legal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alfinetada do “cara”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“O cara” se  manifestou sobre  o  que FHC falou: “Eu não  entendo e não  sei  o  que  ele  quis  dizer”. É  lógico que  ele  não  entendeu, pois  ele  não  sabe  ler, como pode  querer  se  manifestar? Continue  com  suas

“palestras”, para  receber  uns  trocados de  empresas, que, aparentemente  quebradas, tentam  justificar os  convites  como  retribuição de  gentilezas  ou  favores recebidos enquanto  ele  foi  presidente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luiz  Carlos  Cunha  luiz.cunha@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Lula e FHC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aconselhamos ao ex-presidente, atualmente palestrante das causa perdidas Sr.Lula da Silva, a comprar um vidro de antiácidos e se declinar ao último texto de FHC, antes de continuar batendo na tecla de que o mesmo é contra as classes pobres. Da mesma forma que, à exaustão durante 8 anos repetiu que FHC era contra os aposentados está enveredando para a falsidade da afirmação. Ao contrário de distorcer o que FHC escreveu por que não esclarece ao povão que  ele mesmo aproveitou todos os recursos e programas feitos durante o governo  que o antecedeu. Lulla segue a cartilha daqueles que acreditam que uma mentira repetida muitas vezes vira verdade. Quem nasceu pra boquirroto jamais será um estadista.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O papel da oposição

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Boa parte da imprensa tem disseminado que o ex-presidente Fernando Henrique, em recente artigo, O papel da oposição, publicado e discutido nos principais veículos de comunicação, está pregando que o PSDB em particular, e as oposições de forma geral, devem ‘desistir’ do povão. Como tem acontecido quase que invariavelmente, estão querendo dar a conotação de que o PSDB é um partido elitista, que despreza o ‘povão’ e somente atende aos interesses das classes média e alta. Ledo engano! Essa é mais uma mentira que está sendo difundida e que corre o sério risco de ganhar ares de verdade se não for prontamente denunciada por aqueles que de fato leram e entenderam o magistral artigo. A verdade é que poucos o leram, que é, diga-se de passagem, complexo e até mesmo grande para os padrões jornalísticos. Na minha modesta opinião, o que FH explicita ali, naquela passagem, de forma clara e acertada, e que a imprensa tem insistido em destacar de maneira descontextualizada, é simplesmente o fato de que o PSDB, como estratégia político eleitoral, não deve pretender disputar com o PT a aproximação ao denominado povão, pois este já foi cooptado pelo partido governista, que tem utilizado, de forma nada republicana e até mesmo irresponsável, a máquina governamental, com sua oferta de bolsas, benesses e a promessas de um futuro maravilhoso. Coisa que sabemos mentirosa, pois basta ver o ressuscitar da inflação. Nessa tarefa, que tem sido exitosa, diga-se, o PT tem contado com a imprensa chapa branca e a colaboração ‘sempre amiga’ do sindicalismo corporativista e pelego, além da também cooptada UNE e de diversos movimentos sociais sustentados à base de dinheiro público.  Quem dera a grande maioria da população tivesse a oportunidade de ler (e compreender, insisto) tal artigo, que, finalmente acende uma luz no fim do túnel do caminho difícil e complexo que as oposições têm à frente, caso queiram realmente apresentar-se à população como alternativa real de poder.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Rodrigo Borges de Campos Netto rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Investimentos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com FHC, a oposição deve esquecer o povão e investir na classe média. De acordo com o povão, FHC e a oposição nunca deixaram de investir na classe média e de acordo com a classe média, não vale a pena investir nem no povão, nem na oposição e muito menos em FHC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Brics e reformas globais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No mundo multipolar que vivemos hoje, pós crise sistêmica globalizada do modelo econômico neoliberal rentista que se arrasta desde meados de 2008, as reinvidicações dos integrantes do Brics, são emblemáticas.As reformas estruturais na ONU e nos organismo multilaterais como o FMI e Banco Mundial, são exigências que não podem mais ser procrastinadas, sob pena de vermos o agudamento sem fim do tsumani financeiro que varre todo o planeta  atualmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Negócio da China, mas só para ela

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No  começo do governo Burla, quando de sua viagem à China e  "negociou"  uma série de acordos,  inclusive pensando ter o apoio chinês para o Brasil ter um assento no Conselho de Segurança da ONU, ele voltou todo cheio de si pensando ter vantagens ao  país. Até  o mais modesto crítico alertou que  nosso "sábio"   mandatário estava errado, porque esqueceu que tratava com negociantes existentes há milenios,  e ele era um neófito no assunto e pior ainda, quase analfabeto de formação. O resultado da visita do  Burla à China, foi essa  ter inundado nosso mercado com produtos baratos  inicialmente e agora  os sofisticados, causando até fechamento de algumas industrias. Hoje, a presidente Criatura  comete o mesmo erro indo na conversa dos  "chinas" e suas promessas mirabolantes  de grandes investimentos aqui, como o de uma única grande empresa de tecnologia que em troca de  benesses oficiais (lógico) promete  absurdos como  empregos para mais  de 100.000 operários e 20.000 engenheiros. O governo chinês finge apoiar a pretensão brasileira quanto ao CS da ONU mas, sem usar sequer um verbo de apoio explícito  a essa intenção. A Criatura também assumiu a  mania de pensar que um dia sentada nesse Conselho,  ela como seu criador, espetaria um dedo no nariz de um dirigente americano e impediria esse de invadir um país como fez o Bush no Iraque. Coisa que nem Rússia, China e França conseguiram. Quero torrar minha língua, mas creio que a  presidente Criatura erra copiando seu cirador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Laércio Zanini zanix@hotmail.com

Garça  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Guiana chinesa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quando os EUA resolveram expandir o seu território, limparam a área, de leste a oeste, por bem ou por mal. O Brasil, ao contrário, apalpando com muita cerimônia, acabou deixando o território das Guianas nas mãos de três países europeus, Inglaterra, França e Holanda. Agora, em pleno século XXI, o Suriname, ex-Guiana holandesa, uma arremedo de país, com 10% da população constituída por chineses recentemente imigrados, está servindo de base para uma tomada de posição da China na América do Sul. Um perigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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STF

 

 

 

 

 

 

 

Até outro dia o STF era uma das últimas esperanças para este país, haja vista casos como a decisão das células-tronco, mas de uns tempos para cá parece que até o STF resolveu entrar no 'ritmo' dos demais Poderes. Esta parada a dez dias da Páscoa é absurda, estamos falando da mais alta corte do país, é homenagem ao jurista "Cicrano" na Espanha ou jurista "Beltrano" em Portugal e a homenagem ao povo brasileiro, como fica magistrados?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A viagem dos ministros

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A nove dias da Páscoa, o Supremo Tribunal Federal já estava esvaziado. E só retornará às atividades após  a Semana Santa. Segundo o Estadão, três ministros da Corte, incluindo o presidente Cesar Peluzo, viajaram esta semana para a Europa para participar de Congressos de Direito. Devido a problemas de quórum, o STF não conseguiu cumprir a previsão de concluir julgamento sobre o piso salarial dos professores da educação básica. Peluso e José Antonio Dias Tifoli estão em Portugal e Gilmar Mendes, na Espanha. O Brasil é assim, um País de duas classes: a classe executiva, composta por funcionários públicos com privilégios de um sultão, como no caso do Judiciário, e a classe que carrega o piano, composta pelo povão que pega no batente desde madrugada, a semana inteira, para sustentar o pessoal da classe de cima que usa a toga. Reinam no berço esplêndido do Brasil varonil a insensibilidade, o deboche, o escárnio. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br

Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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E a economia...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O ministro Guido (manteiga derretida) continua chorando sem saber o que fazer para: conter a valorização do real frente ao dólar e americano, e como incompetente que sempre foi segurar o dragão da inflação, que com certeza, voltará aos patamares de 80% ao mês. Aproveitando este momento crucial para a nossa economia, perguntou ao ministro, com cadeira cativa na pasta da Fazenda. Ministro quem determina o valor da cotação do dólar em seus dia-a-dia: o senhor, a ministra do Desenvolvimento, o Banco Central, a Dilma, o sindicato dos banqueiros ou dos bancários, o Papa lá em Roma, Barak Obama, Fidel Castro, Kadafi, os banqueiros do jogo do bicho, a associação dos bingos fechados e lacrados ou a fiel torcida corintiana? Seria de bom alvitre o Estadão fazer uma reportagem a este respeito, para que o senhor Mantega, que não sabe de nada como o seu guru Lula e o resto dos economistas de plantão, soubessem quem manuseia o dólar com tanta esperteza!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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O investimento necessário

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Será mesmo necessário investir R$ 32 bilhões no sistema de transporte só para passageiros entre Rio, São Paulo e Campinas ? Num País como o Brasil, não devemos pensar melhor como e onde investir primeiro? Há décadas o transporte por ferrovias, rodovias,hidrovias, portos e aeroportos, não atendem as necessidades do País, fato que onera brutalmente os produtos brasileiros, tanto para o mercado interno quanto para exportação. Portanto, esses bilhões de reais trariam muito mais resultados a curto , médio e longo prazo, se fossem investidos para privilegiar a modernização da infraestrutura dos diversos modais, para transporte de passageiros e escoamento da produção brasileira a preços competitivos, coerentes com o mercado internacional. Tal investimento, teria reflexos na produção, na mão de obra, etc., disseminada por todo pais, não privilegiando esta ou aquela região.  Pensar é preciso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nelson Malta Neto nelsonmalta09@hotmail.com

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

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PACs 1 e 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dilma em 26/01/2011: "Vou repetir por tres vêzes: nós não vamos contingenciar o PAC. Porém, as promessas imPACtantes da campanha eleitoral da presidente relativas ao PAC 2 só avançam por inércia graças aos contratos firmados em 2010 ainda no governo Lula.  Para turbinar a eleição da então candidata à presidência,  uma enxurrada de novos  projetos  foram apresentados  como compromisso de campanha, não alertando o eleitor de que , da versão PAC 1 apenas 11% das obras tinham sido concluídas. Mas o eleitor geralmente  não sabe da missa um décimo, e acredita piamente no que escuta de seus líderes. Pois agora...a herança maldita que Dilma herdou de Lula foi o rombo feito no caixa, para elegê-la...uma das causas porque ,  dos R$40,1bilhões autorizados para serem gastos nas versões 1  e 2 do PAC - apenas 0,25% tenham sido pagos até esta semana. As UPAS, as bases de polícia comunitária, os espaços integrados de esporte, lazer e serviços públicos, chamados "praças" do PAC...estão empacados. Saúde e segurança para a população parecem não ser prioridades deste governo...decerto porque vivemos num verdadeiro mar de rosas!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Programa de investimento oficial

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O PAC2-Programa de Aceleração do Crescimento, lançado  em segunda etapa pelo ex-presidente Lula em Março de 2010, portanto, há mais de um ano, em solenidade com o comparecimento da alta cupinchada do PT e do PMDB, inclusive da atual Presidente Dilma e do atual Vice Temer (Estadão/ A4/15/04/11), ambos ainda em campanha eleitoral,programa este, robustecido com monstruosa quantia de R$40,1 bi, legalmente aprovada pela  maioria parlamentar da situação e que pelo tempo já decorrido, a presidente Dilma só liberou 0,25% e que  no andar da carruagem, nos quatro anos do seu  governo, só serão liberados do total do investimento 0,100% (1%), nos leva a seguinte conclusão: de duas, uma: ou  incapacidade de administração,ou não existência da monstruosa verba anunciada, não passando o PAC de um engodo eleitoral ou de uma "vitrine na eleição" como bem disse o aludido órgão jornalístico. Emperrado é antônimo de Aceleração,é o que está acontecendo".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O dilema da mãe do PAC

 

 

 

 

 

 

 

 

A mãe do PAC vive o drama de muitas mães. O PAC emperrou. E não anda nem com reza brava. O que fazer? Dar-lhe umas lambadas, para ver se toma o rumo? Levá-lo, no colo, ao posto de saúde? Ou dar-lhe o elixir receitado pela comadre? O PAC vai ficar imóvel, mas tem de ser respeitado. Afinal, não foi por amor à preguiça que ele acertou na megasena?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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As obras e a propaganda

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É simplesmente exdruxúla a propaganda do PSDB, referindo-se a Copa do Mundo e a construção de aeroportos, trens-bala, estádios, infraestrutura, etc. O PSDB, e que deveria ser oposição, esqueceu que este evento é particular, ou seja, quem vai ganhar dinheiro são os hotéis, os clubes, a FIFA, as emissoras de TV com anunciantes, os restaurantes. O PSDB esqueceu que para um evento desse porte, seria necessário melhorar as condições de atendimento hospitalar, emergências, telefonia (caótica), melhorar a educação do povo, melhorando os salários dos professores, melhorando as estradas sem pedágios exorbitantes. Além disso não entendi por que o Jornal contratou o Sr. José Serra, pelo que estou lendo todos os dias neste mesmo jornal, sua base aliada parece não querer que São Paulo, tenha progressos em busca de um novo candidato à altura de disputar as eleições de 2012. Vão perder de novo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maurício Avellar de Azevedo Marques mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Caverna aberta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A megalomania passou a ser o estandarte de um governo seguro de abalos no trono. A realização da Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas,realmente colocarão o Brasil na vitrine do mundo. Bilhões e bilhões serão consumidos na profusão de obras que não se sabe ainda, que utilidade terão depois dos eventos. Está tudo fora dos cronogramas. Para se evitar um vexame internacional, o governo decidiu afrouxar os controles para que as obras ganhem velocidade. É evidente que isso soa como uma senha, semelhante ao ''Abre-te Sézamo'', e a caverna do tesouro será saqueada por ordem real. E não serão somente 40. Eles são incontáveis. Quando todo esse encantamento chegar ao fim, como o governo cuidará das obras de infra-estrutura necessárias ? Como sairemos da vergonhosa posição no IDH ? Quando a fome e o deficit habitacional serão combatidos? Ali Babá agradece a rapina oficializada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Aeroportos e infraestrutura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo informações do Ipea os aeroportos brasileiros não estarão prontos para a copa do mundo da mesma maneira que uma infinidade de outras obras não menos importantes de infra-estrutura. Contudo, os brasileiros não devem se preocupar, na medida em que, surgirão pessoas dos altos escalões públicos e privados que trarão grandes soluções de última hora já previamente programadas há bastante tempo. É lógico que estas soluções serão, todas, hiperfaturadas, repletas de benesses e regadas aos melhores vinhos e petiscos do favorecimento, da improbidade e da corrupção. E o "bonzinho" do braileiro seguirá pagando a altíssima conta. Foi assim no Panamericano e será assim por muito tempo. Afinal de contas estamos ou não no Brasil?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

David Neto drdavidneto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Aeroportos com obras em atraso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minha bola de cristal já me mostrou como será resolvida a questão das obras dos aeroportos que, pelo ritmo atual, não serão concluídas até a Copa. Segundo ela, o governo dispensará as “formalidades” que poderiam atrasar os serviços, como transparência nas licitações, concorrências e demais questões secundárias. As obras serão feitas em regime de urgência e oo custos superarão em muitas vezes o valor inicialmente orçado. Mesmo que ocorram dúvidas sobre a licitude dos atos, ninguém será investigado e, muito menos, punido. E logo depois, alguns políticos e seus compadres estarão com os bolsos e contas bancárias repletas de dindim. Finalmente, o assunto será esquecido. Detalhe: minha bola de cristal nunca erra. Ela já havia dito isso sobre o Pan-2007, Rio e as obras do PAC, casos mensalão, cartões corporativos, farra das passagens aéreas e centenas de outros.

 

 

 

 

 

 

 

 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br

Pouso Alegre (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Obras da Copa de 2014

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No PAN de 2007, quando o orçamento de R$ 520 milhões passou para R$ 4 bilhões, o governo federal foi obrigado a assumir essa diferença a título de socorro emergencial. Já em julho de 2010, o presidente Lula, mesmo afirmando que as obras da Copa de 2014 não estavam atrasadas, assinou uma medida provisória com um pacote de benefícios para as 12 cidades-sede, a fim de reduzir a burocracia. E agora, em 15 de abril de 2011, o governo enviou ao Congresso Nacional, dentro do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, regras mais flexíveis para a liberação de verbas para as obras da Copa do Mundo, a fim de que tudo ande mais rápido, sem muita fiscalização. Foi escolhido como relator da LDO de 2012, o deputado Márcio Reinaldo Moreira, que é do (PP-MG), partido que está associado ao governo e aos interessados neste "liberou geral" que está para acontecer. O deputado Marcio criticou a paralisação das obras irregulares e quer regras especiais para as obras da Copa e das Olimpíadas. Este é o golpe de sempre: os oportunistas provocam o atraso das obras e esperam a situação ficar num beco sem saída. Depois, quando não tem mais jeito, o dinheiro começa a ser liberado sem nenhum contrôle. É a hora do superfaturamento e de todas as roubalheiras conhecidas, onde o dinheiro dos cofres públicos começa a jorrar para o bolso dos envolvidos neste roubo. Ninguém se interessa pela roubalheira porque todos querem ver as grandes obras prontas a qualquer custo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Indignação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Temos de ter muito cuidado ao escrevermos a respeito de Jaqueline Roriz, ou corremos o risco de sermos processados e presos.

 

 

 

 

 

 

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Prêmio de jornalismo a Hugo Chávez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Para o mundo que eu quero descer. Desorientado segue o mundo e eu não posso mais ficar parado...” Trecho da música de Silvio Brito, que diz tudo sobre a matéria referente à concessão da Presidente Argentina – Cristina Kirchner,  ao seu colega de atos contra a liberdade de imprensa – Hugo Cháves – de um dos principais prêmios de jornalismo da América Latina: Prêmio Rodolfo Walsh. Seria a mesma coisa (apenas por presunção é óbvio) que o Bin Laden fosse agraciado com o Nobel da Paz...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

João Batista Piovan jb@reunidaspiovan.com.br

Osasco

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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‘Viva la Revolución’

 

 

 

 

 

 

 

A Aeronáutica apontava que havia comunistas no ‘Globo’. Grande novidade! Uma empresa que deu emprego a Franklin Martins dispensa maior apresentação. E viva la revolución!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Delenda Kadafi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As potências estão deixando o clamor público arrefecer.Preocupadas em parecerem ´´politicamente corretas´´para alguns setores engajados,esquecem o foco principal:destruir um ditador!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Gafes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No discurso dos Brics pronunciado pela presidente, Dilma disse “no início da segunda metade do século 21”, quando o correto seria “no início da segunda década do século 21”. Ela está mal de assessores para fazer redação de discursos... Ou seriam “acessores”? Depois nós queremos ser levados a sério?

 

 

 

 

 

 

 

Jose Guilherme Santinho msantinho@uol.com.br

Campinas

 

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