Cartas - 17/06/2010

CAMPANHA ILEGAL

, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2010 | 00h00

Transgressões

Concordo plenamente com o editorial A transgressão consagrada (15/7, A3). Como vamos fazer, daqui em diante, para exigir que alguém respeite a lei - qualquer lei -, se o funcionário público n.º 1, outrora chamado "primeiro magistrado da Nação" (!), dá exemplo tão descarado e impune de que a lei nada vale? As pessoas se agitam e discutem os criminosos do momento ou reclamam da corrupção, mas aprovam de bom grado todas as transgressões que Lula comete. Esperar algo da Justiça? Impossível, quase todos os juízes de tribunais superiores foram nomeados por ele! Esperar uma iniciativa do Ministério Público Federal (é sua atribuição!)? O procurador-geral também foi nomeado por ele. Não temos mais a quem recorrer. Este país caminha a passos rápidos para a anomia - a total falta de respeito às leis, sejam eleitorais, criminais ou de cunho social. E pobres dos pais que ainda tentam mostrar aos filhos que respeitar as leis é um valor. No Brasil, não é mais.

MARIA CRISTINA GODOY mcgodoy@terra.com.br

São Paulo

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Cegueira

Lendo o editorial A transgressão consagrada, pergunto: para onde vai a nossa dita "democracia"? Se o presidente da República se comporta com desprezo total às leis, desmoralizando e desafiando descarada e cinicamente um dos Poderes da República (o Judiciário) sem sofrer punição exemplar - exatamente por ocupar o mais importante cargo da Nação -, fica a dúvida: para onde caminhamos?

HELEO POHLMANN BRAGA heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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Ora, a lei...

Capistrano de Abreu vai me perdoar por transcrever, com um pequeno adendo, sua memorável Constituição brasileira: "Art. 1.º - Todo brasileiro, inclusive o presidente da República, deve ter vergonha na cara. Art. 2.º - Revogam-se as disposições em contrário."

FLAVIO BASSI flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

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Propaganda gratuita

O "cara" é muito inteligente. Fala o que não deve e vem a repercussão. Finge arrependimento, pede desculpas, e nova repercussão nacional. Muitos acreditam... É só o que interessa a ele e aos cumpanheiros. E tudo graciosamente.

CARLOS ALBERTO P. CARDOSO pecardoso@netsite.com.br

Jaboticabal

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Multas inúteis

Em vez de o TSE aplicar multas ao presidente, que as ignora e ridiculariza, por que não puni-lo com a perda de minutos na propaganda da sua candidata na TV?

ORLANDO CESAR O. BARRETTO ocdobarr@usp.br

São Paulo

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Transferência de votos

A julgar pela fúria com que Lula retomou a promoção de Dilma Rousseff após seu precipitado retorno da África, os próximos 80 dias assistirão ao mais abusivo reality show eleitoral "da história deste país". Mas há uma esperança: se Lula pudesse transferir de fato suas maiores preferências, já seríamos todos corintianos...

GILBERTO DIB gilberto@dib.com.br

São Paulo

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INSTITUIÇÕES

Desmoralização

Vivemos, hoje, num país onde o presidente da República desafia, debocha e menospreza as nossas instituições democráticas; onde imperam a corrupção, a impunidade; onde a política externa está desmoralizada e sem credibilidade perante o mundo; e onde prevalece a mentira. A própria vinheta de propaganda do governo federal já mente, dizendo que o Brasil é um país de todos. Na verdade, é o país de uma elite petista. Não bastasse tudo isso, vem a candidata do governo (PT) a presidente, que também não deve acreditar nas instituições democráticas, e afirma que seu programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não era para valer, substituindo-o por outro, e ainda que durante a campanha entregaria um terceiro. A única maneira de acabar com essa farsa vai depender dos eleitores mais avisados, nas próximas eleições, mudando esse quadro de desmoralização das instituições de direito.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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COPA 2014

A Fifa e o Brasil

Avesso a qualquer tipo de crítica e tendo a presunção como conselheira, nosso presidente repudiou as observações da Fifa como se fossem ofensa pessoal. Como foi constatado, falta tudo no Brasil para a próxima Copa. Fomos escolhidos há três anos e até agora nada foi feito. O governo ficou no oba-oba da escolha e nada planejou ou providenciou. Lula esperava o hexa para capitalizar o seu final de governo e a campanha de Dilma. Expectativas frustradas, não compareceu à final da Copa da África do Sul, causando péssima impressão internacional. Como não será presidente em 2014, o problema não é dele. Parece que não está acreditando na vitória de Dilma, deixando a "bomba" explodir nas mãos de José Serra. Quem viver verá!

SERGIO EDUARDO STEMPNIEWSKI sergueistemp@uol.com.br

São Paulo

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Por que devo pagar a conta?

Gostaria de saber: por que tenho de pagar, via impostos, a conta da Copa que será realizada no Brasil em 2014? Não sou dono de hotel, não trabalho em empresa aérea, não sou político para lucrar com obra superfaturada, não sou nem dono de boteco... Além disso, a geração de empregos é apenas para a construção dos empreendimentos megalomaníacos - os outros empregos, durante a Copa, serão temporários. Então, por que não investir na construção de hospitais, escolas, creches, estradas (e na sua manutenção, sem pedágios!), ferrovias para transporte de carga (jamais trem-bala, haja vista a experiência com o Trem de Prata, que faliu!), saneamento básico, etc.? Aí, sim, vejo um país crescendo, gerando empregos. E vejo também políticas públicas eficientes.

MAURICIO DE AZEVEDO MARQUES mzlmauricio@yahoo.com.br

São Paulo

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Elefantes brancos

Quanto custa para manter um elefante branco limpo, saudável e bem alimentado? Até 2016 concluiremos a compra da manada (fiado). Depois os bichos viverão uns cem anos e a manutenção custará os olhos da cara.

SÉRGIO BARBOSA sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

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"Barack, o "cara" disse que você é incompetente"

VAGNER RICCIARDI / SÃO PAULO, SOBRE VAZAMENTO DO POÇO DE PETRÓLEO NO GOLFO DO MÉXICO

vbricci@estadao.com.br

"Atenção cidadão, o Grande Irmão está te observando. É a ficção de George Orwell tornando-se realidade neste governo petista"

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO / BOTUCATU, SOBRE O CASO EDUARDO JORGE

enimartin@uol.com.br

"Agora sabemos o que é "herança maldita"!"

LAERT PINTO BARBOSA / SÃO PAULO, SOBRE O LEGADO DO GOVERNO LULA AO SUCESSOR

laert_barbosa@ig.com.br

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TEMA DO DIA

Morre aluno atingido por bala perdida no Rio

Menino de 11 anos estava em aula. Tiroteio ocorreu durante operação no Complexo da Pedreira

"Quem permitiu que os policiais efetuassem disparos perto da escola também deveria responder."

HUGO CHAGAS

"Se o tráfico de drogas e armas fosse combatido como deveria, esse menino não teria morrido."

ISMAEL PESCARINI

"Essa é a realidade do povo brasileiro, que assiste a tudo sem poder resolver ou lutar por soluções vindas das autoridades."

NESTOR FERREIRA CAMPOS FILHO

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Campanha eleitoral

Destaques na edição de ontem: ''Governo suspende cartilha pró-Dilma'', "Procuradora eleitoral vê uso da máquina por Lula", "Flagrante delito" E o editorial "O exército secreto de Dilma''. Ora, o que está esperando a procuradora? A Secretaria Especial de Política para as Mulheres, órgão federal, imprimiu 215 mil cartilhas com discurso da candidata ungida do presidente - dinheiro público! Só para a candidata chapa-branca? E os outros? A Secretaria da Receita Federal quebra sigilo fiscal de dirigente do PSDB, sem processo: funcionários públicos trabalhando para o PT! Alguma dúvida quanto às ilegalidades? Isso para não falar sobre o famoso PAC - Programa de Apoio aos Corruptos - que há três anos ilude a população, promovendo a candidata do presidente. A maior verba utilizada do PAC foi a de publicidade.

Jairo Silvestre dos Santos jairo-silvestre@uol.com.br

Jundiaí

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CARTILHA SUSPENSA

''Governo suspende cartilha...'' O que seria do Brasil se não fosse a imprensa?

Marciano Vasques marcianovasques@gmail.com

São Paulo

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O VALE-TUDO DO PT

Se antes não estava claro, agora está completamente evidente: a falta de ética, o vale-tudo e o desprezo pelos brasileiros tomou conta de todo o governo Lula e da campanha de sua candidata.

Com medo de serem acusados de abuso de poder econômico, os dirigentes da campanha petista deram ordens para suspender a distribuição das cartilhas, livros e cartazes feitos com dinheiro doado pela ONU para programas sociais.

É um escândalo que esse dinheiro tenha sido usado pelo PT para confecção de material de propaganda eleitoral, o que eles mesmo admitiram ao suspenderem a distribuição (apesar de terem distribuído numa conferência para mulherse em Brasília).

Maior escândalo ainda é o partido ter dado ordens ao governo e este ter obedecido, embora o Planalto tenha negado que se tratasse de campanha eleitoral.

Mas se não era campanha, por que foi, então, suspensa a divulgação da tal cartilha, dos livros e cartazes?

O fato é que não há mais limite para o descaramento.

Não há a menor evidência de que o PT vá parar com o vale-tudo instituído para eleger de qualquer maneira a sra. poste.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Abuso do poder

Além de todas as infrações cometidas com a tal ''cartilha'', quanto foi desviado dos contribuintes? Ou a cambada de puxa-sacos vai arcar com o prejuízo? Além do que, você acredita que as mesmas serão recolhidas?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Quem paga?

Não deu para entender nada. Foram feitas cartilhas que ferem a legislação eleitoral. Foram distribuídas. Presume-se que tenham sido pagas com o dinheiro do contribuinte. Agora, o comando de campanha de Dilma pede para o Ministério parar a distribuição. Então, quem paga estas contas, a da confecção das cartilhas e a da mão de obra governamental para distribui-las até agora?

M. Cristina da Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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ATOS ILEGAIS

Lula e sua ''partner'' Dilma são fenomenais. Primeiro praticam atos ilícitos, ilegais ou hediondos, e depois pedem desculpas, como se isso bastasse. Vejam o caso das cartilhas, que já mandaram recolher, e o discurso no lançamento do trem-bala (um tiro nas nossas costas). Uma dupla digna de filmes de faroeste.

CARLOS EDUARDO DE BARROS RODRIGUES carlosedleiloes@terra.com.br

São Paulo

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FOGUEIRA

Depois das 215 mil cartilhas fazendo apologia a Dillma, impressas e pagas pelo contribuinte, a candidata, num ato de honestidade, cancela? Petralha não dá ponto sem nó e muito menos desperdiça o que lhe convém. Se não fizerem uma fogueira com as ditas, não acredito na veracidade dessa notícia. Aposto que jogarão em algum lixão, não sem antes avisar dia e hora para as centrais sindicais darem uma passadinha por lá, catar tudo e distribuir. Escrevam!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Rigor e transparência

Quem vai pagar todo esse material eleitoreiro feito com o nosso dinheiro? O Lula, o PT, a Dilma ou a população?

Se existe Justiça, que aja com rigor e transparência, não aguentamos mais multinhas para um debochado que faz pouco da Justiça brasileira.

Eduardo Kamei Yukisaki eduardo_kamei@uol.com.br

Guarulhos

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Leis brasileiras

Agora que temos nova lei no Brasil, a das palmadas, prendamos a ''vozinha'', que está tentando evitar que o neto seja preso mais tarde, e deixemos de lado os fichas-sujas, os entregadores de cartilhas, os cuecas com bolso e alguns assassinos e traficantes de menor importância. Eta, Legislativo e Judiciário suecos! Quem merece?

Manoel de Brito brito.voni@terra.com.br

Bertioga

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Impunidade

Impossível precisar quantas pessoas já leram a cartilha pró-Dilma. O estrago já está feito.Tudo com dinheiro nosso, é claro. Fica tudo por isso mesmo, novamente?

MARIA DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO zaffalon@uol.com.br

Bauru

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Kits de propaganda

Foram 215 mil kits de propaganda da candidata Dilma produzidos e distribuídos, na sua maioria. Considerando R$100 por kit, totalizam R$ 21,5 MILHÕES de dinheiro público em campanha ilícita. O ex-governador Aruda é principiante comparado à turma do PT. Qual será a decisão do TSE? Eu não sabia? Eu não vi? Eu não li? Eu assinei, mas não li? O povo brasileiro está cansado de ser tratado como idiota, pelo menos 16% dos cidadões brasileiros.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br

São Paulo

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INCOM-PT-ENTES

Alguns fatos recentes confirmam quanto esse pessoal do pt (com minúsculas mesmo) e deste (des)governo é incompetente. Enviam um plano de governo ao TSE e trocam duas vezes, alegando que ella não leu. Tentam enfiar goela abaixo a medida provisória da Segurobrás e, como não colou, dizem que vão mandar na forma de projeto de lei e aí, para desviar o foco, dizem que vão fazer mudanças para atender às necessidades do mercado. Isso está parecendo a história do bode russo. O "presidentte" faz propaganda descarada e mentirosa da candidatta delle e depois pede desculpas (e aí faz novamente). Isso depois de os dois juntos já terem recebido mais de dez multas do TSE. Mandam fazer milhares de cartilhas de propaganda da candittada e depois suspendem a distribuição (gostaria de saber quem vai pagar essa conta). E isso tudo não dá em nada! Essa candidatura já deveria ter sido impugnada. A oposição tem de abrir a boca, talvez berrar, para ver se o povão escuta. Não é possível que tenhamos o risco de ter mais quatro anos dessas barbaridades. Chega desses absurdos, já basta que tivemos de engolir o mensalão, o dinheiro na cueca e nas caixas de uísque, o apoio às Farc, o perdão das dívidas dos países dos "cumpanheiros"... Se fosse listar tudo, ocuparia o Fórum dos Leitores todo e faltaria espaço. "Presidentte", essas coisas não me dão azia, dão nojo!

Sergio Luis dos Santos

São Paulo

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Diretas-Já para vice-presidente

Na mesma linha do ótimo artigo do sr. Roberto Macedo (15/7, A2), também incluiria as Diretas-Já para a Vice-Presidência! É inconcebível que candidatos a esse importante cargo sejam tão desconhecidos da população brasileira. Quem são Michel Temer, Guilherme Leal e Índio da Costa? Há que reconhecer que, em caso de vacância, como ocorreu no dramático falecimento do presidente Tancredo Neves, é o vice a ocupar suas indelegáveis funções. Infelizmente, foi a partir dessa tragédia na vida da Nação brasileira que surgiu com tamanha expressão a abominável figura do ''biônico'' Sarney. Há que reconstituir, para este caso, a Constituição de 1946, que estabelecia, sabiamente, que os vice-presidentes da República seriam eleitos isoladamente.

Nilson Otávio de Oliveira - noo@uol.com.br

São Paulo

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Menosprezo pela nação,

Os candidatos à Presidência da República e seus partidos têm o dever de respeitar as instituições e, com elas, a nação. Cabe-lhes meditar a República, refletir em sua história, respeitar o seu povo. Não se apresentam ao país para uma experiência mas, sim, para reivindicar a mais alta missão a que pode aspirar um homem público. Ao apresentar-se, tendo em vista que a vida de cada um de nós é mera concessão do acaso, é do mandamento constitucional que seu nome seja acompanhado de um eventual substituto, o candidato à Vice-Presidência. Memento mori, é a advertência dos velhos sábios. Todos nós iremos morrer, e a morte chegará quando não saberemos. Em um segundo, estamos vivos; no segundo seguinte já nada somos.

Partia-se da razão lógica de que sua escolha era tão grave quanto a do presidente. Em qualquer momento, no caso de vacância do titular, o vice assumiria ungido da mesma legitimidade popular do presidente. Foi assim que, nas eleições de 1960, o povo escolheu entre Milton Campos, o candidato oficial da UDN, que tinha como postulante ao Planalto o instável Jânio Quadros, e João Goulart, o candidato da coligação PSD-PTB. Os eleitores elegeram Jânio e João Goulart, preferindo o jovem herdeiro de Vargas ao político mineiro. "A que o senhor atribui a derrota?" - um repórter de Belo Horizonte perguntou a Milton. E ele, em seu ceticismo montanhês, respondeu com a voz resignada: "Ao fato de que tive menos votos do que o outro".

Entre as alterações absurdas do período militar houve a da eleição do presidente e seu vice em uma só votação, sob o pretexto de que assim ocorre nos Estados Unidos. Mesmo ali, esse costume não é o melhor. Uma das razões (e não a principal) da recente derrota republicana foi a escolha da desconhecida governadora do Alasca, Sarah Palin, para companheira de chapa de McCain. O candidato a vice-presidente só ocupará a Presidência, efemeramente, no caso de viagem do titular ao exterior. Mas passará a ser plenamente o chefe de Estado, no caso de impeachment ou no caso indesejável, mas sempre possível, da morte do titular. Ao eleger, com o titular, o vice-presidente, os eleitores estão escolhendo um presidente. Os candidatos à Presidência da República ofendem a nação ao se pressuporem invulneráveis à morte durante o mandato a que aspiram.

A situação escolheu o paulista Michel Temer seu candidato a vice. Se Temer fosse candidato à Presidência, dificilmente chegaria aos votos que obterá Marina Silva. A própria Marina Silva encontrou seu companheiro de chapa, em financiador de sua campanha, um industrial, também paulista, pessoa só conhecida entre seus amigos empresários. Agora, o PSDB, depois de não conseguir administrar o desentendimento com os conservadores, a eles se submete e aceita o nome do carioca Índio da Costa, deputado federal de 40 anos, indicado pelo ex-prefeito Cesar Maia.

Mais uma vez - e estamos pensando, sim, no nó górdio de 1930 - os políticos de São Paulo, a fim de conservarem a hegemonia sobre o país, perdem o bom-senso e, ao perdê-lo, desprezam a nação. É preciso que a cidadania exija, nas ruas, se for necessário, reforma constitucional que devolva ao povo o direito de escolher diretamente os vice-presidentes, e, entre outras medidas, acabe com a esdrúxula figura dos suplentes de senadores.

Mauro Santayana

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Ou vai, ou racha

A papisa petista deverá desfilar por sobre a plebe em carro especial, algo como o papamóvel. A marcha triunfal deve ter sido sonhada pelo padrinho enquanto voltava, frustrado, da África do Sul . A heroína estará acima dos mortais, esvoaçando o topete laranja, que tende a se avermelhar até a eleição. Depois de percorrer o mundo para fotos com líderes mundiais, é possível que tenham mesmo acreditado que o sonho tenha virado realidade. Porem, como de há muito não sabem como vivem os reles mortais que estão pagando toda essa farra, é possível que uma eventual reviravolta na comemoração já iniciada os transforme de sonhadores realizados em alucinados fracassados, pois já estão no limiar da normalidade, quanto à megalomania, e das garras da Justiça, no confronto com as Leis .

Ronaldo Parisi rparisi@uol.com.br

São Paulo

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FORA DA LEI

Após 2003, com a posse de Lula, o Brasil tornou-se um país predominantemente marginal, foi um processo rápido, endêmico, tendo o mensalão como ápice.

O Brasil não precisa mais de presidente mal-educado, megalomaníaco e primeira-dama desesperada, que retalha o próprio cabelo após derrota do Brasil na Copa.

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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TSE E A IMPUNIDADE

Lula lançou-se em São Bernardo do Campo. Lewandowski, presidente do TSE, é de São Bernardo do Campo!

Coincidências, né?

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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Vamos dar um basta!

Sendo o presidente Lula useiro e vezeiro na transgressão da Lei Eleitoral, não guardando respeito, além de tripudiar e debochar cinicamente de sua aplicação, não seria o caso de a mídia, principalmente televisiva e radiofônica, sabidamente as que mais atingem a população em geral, nos momentos em que o crime eleitoral é praticado, retirar o som da gravação, como o fazem quando um palavrão é dito, evitando assim beneficiar o infrator, qual seja, a divulgação de sua mensagem eleitoreira? Penso não se tratar da abominável censura, mas, sim, do exercício pleno da cidadania em impedir que um crime se concretize.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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O RADICAL"

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), José Eduardo Dutra, numa de suas declarações sobre a liberdade de imprensa afirma que há "parcialidades" da mídia.

Para o petista, seria extraordinário que ninguém, jornais, rádios, televisão, publicasse notícias desfavoráveis ao governo de plantão.

Plurais, como ele diz, devem ser todas as informações, notícias sobre tudo que acontece no País.

Críticas, artigos, debates sobre desvios de conduta devem ser, divulgados à Nação.

A liberdade de imprensa é, também, responsável pela consolidação de um país democrático.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, é criticado, às vezes violentamente, e nem por isso tomou qualquer iniciativa de censurar a imprensa americana. Os governantes, em todos os escalões, são obrigados a aceitar críticas. A democracia assim o exige.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, não assimilou o que seja democracia. Ainda é tempo de aprender.

Jarbas Alves Brandão techrisbrandao@yahoo.com.br

São Paulo

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O presidente e a lei

Precisamos proteger nosso presidente. Ele tem uma incontrolável vontade de burlar a lei. Proponho que não sejam mais divulgadas notícias sobre ele e seus atos. E para proteger a candidata proponho que sempre que a lei for descumprida se divulgue apenas: ''Presidente insiste em descumprir a lei''. Nada de mencinar nomes. Sabe como é.... precisamos protegê-los.

Para malandro, malandro e meio...

Carlos Avila c.avila@modusoperantis.com.br

São Paulo

c

Por muito menos...

Um único comentário sobre o editorial ''A transgressão consagrada'' (15/7, A3): ''A desfaçatez sem paralelo com que (Lula) se conduz'' nesta época de campanha eleitoral escancara a explícita conivência e indubitável permissividade de todos os nossos tribunais de instâncias superiores, que teriam - e têm - licitude para impor solução de continuidade aos péssimos exemplos do nosso (infelizmente) presidente da República.

Evidencia, também, o arreglo e a promiscuidade do inepto e inapto grupelho que se autoalcunhou oposição e que, até agora pelo menos, não pediu, não pede nem pedirá (melhor seria o uso do verbo exigir) o impeachment de Sua Majestade, Lula, primeiro e... último.

Por muito menos Collor foi despachado... ''O tempora! O mores!''

João Guilherme Ortolan guiortolan@gmail.com

Bauru

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Dilma x Serra

Com relação ao editorial ''A Transgressão Consagrada'', bem faz o Estadão em lembrar o abuso da máquina federal feito pelo antecessor de Lula para emplacar uma das candidaturas neoliberaloides anteriores. Quanto aos ''escândalos'' do lulismo se resumirem a um caseiro e a um mensalão de 2004, lembra-se que ambos foram solenemente absolvidos pelo povo brasileiro em estrondosa votação, no ano de 2006. Portanto, consenso há no sentido de que não se devem requentar tais temas tão rotos.

Diferentemente, no entanto, do se passa com o mensalão mineiro de Azeredo, com a quadrilha armada pelo PFL sebastianista-quinhentista de Arruda e demais asseclas, sem falar do mensalão particular do paraibano (a enquadrar-se na descrição anterior) Efraim Moraes. Citam-se ainda os mais de 30 funcionários fantasmas presentes no gabinete do presidente do PSDB, os quais da imprensa chapa-azul-amarela não mereceram citação.

Quanto à similitude com ''postes'', Dilma e Serra aproximam-se de tal noção, mas cada um com seus matizes próprios. Dilma tem a seu favor - ao contrário do adversário - o fato de não ser uma politiqueira profissional, uma carreirista que pisaria no pescoço da mãe para ser presidente, e ter a experiência de quem sabe de cor o funcionamento do governo federal de trás para a frente. Quanto à sua inexperiência eleiçoreira, abençoada seja!

Serra tem o mesmo carisma e a aparência de um batráquio, bem como seus discursos populistas, com o fito de tentar parecer simpático aos eleitores em comicios, têm a mesma vibração e autenticidade de uma nota de três reais - inarredável realidade. Não é unanimidade de amores nem dentro do próprio partido.

Não olvidando ainda que Dilma traz a marca da decuplicação das reservas cambiais do Brasil, da criação de 12 milhões de empregos e do dólar americano estar cotado a menos da metade do que estava quando assumiu a Casa Civil, em 2003.

Já a mencionada experiência indesejada de Serra se resumiu a destruir o funcionalismo estadual, a policia, à quebra de hierarquia, à destruição quase completa da Justiça paulista, à falta de ética de seu partido no cumprimento de tratados (reajustes aos funcionários da Justiça - 2004) e aos pedágios mais caros do mundo (sendo que as multinacionais não tiveram praticamente de fazer uma única grande obra de vulto, desde 1998), dentre outras involuções.

Nem se fale ainda do encolhimento do Rodoanel (eram quatro pistas, reduzidas para apenas três no novo trecho), inaugurado às pressas como estratégia eleiçoeira visível.

Não é por outros motivos que Serra não ataca a Lula diretamente - seria um suicídio para sua campanha recheada de aliados de gosto mais que duvidoso - e ele sabe disso.

Flavio Capez flaviocapez@uol.com.br

São Paulo

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Trocas de programa de governo do PT

Estela, Luiza, Vanda, Patrícia e Dilma. A troca de nomes justificaria trocas de programa de governo?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O tempo e a verdade

Na década de 80 a Petrobrás comprava da indústria naval brasileira 50% das suas necessidades de máquinas e equipamentos. Já no governo Lula, apenas 10%.

Como o tempo é o maior aliado do ser humano, a verdade sempre vem à tona. Isto posto, é bom lembrar que na campanha presidencial de 2002 o Lula fez o maior carnaval porque, na gestão FHC, a Petrobrás havia encomendado compras de plataformas do exterior. A estatal fechou esse negócio porque inexistia estaleiro com tecnologia capaz de produzir e oferecer preço competitivo no País. E o petismo, mesmo sabendo dessa realidade, e fruto de um nacionalismo desprezível e populista, mostrou no horário eleitoral o estaleiro Verolme, no Rio, completamente abandonado, para jogar o eleitorado contra o candidato da situação, na época José Serra.

Aliás, o Lula, humilhando, pediu até a demissão do presidente da empresa, Francisco Gros.

Conclusão: o pedido dessa plataforma foi suspenso no início da gestão Lula e autorizada a ser construída no Rio, por um preço infinitamente maior. E pior ainda, o atraso na entrega dessa encomenda foi monumental, prejudicando os resultados de prospecção da Petrobrás.

Esta é a qualidade de produtividade do Lula. Em benefício próprio, atende a suas abomináveis convicções e manda para o brejo os interesses da Nação.

Paulo Panossian paulopanossain@hotmail.com

São Carlos

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Dunga e Dilma

Ricardo Teixeira, o ditador da CBF, escolheu Dunga como técnico da seleção brasileira por vontade própria e não deu ouvidos quando os especialistas em futebol questionaram a falta de experiência do ex-capitão da seleção de 94 como técnico, visto que este não havia comandado sequer um mísero clube, dentro ou fora do País. Já em seu primeiro desafio a seleção brasileira?

Tal qual Ricardo Teixeira, o presidente Lula escolheu Dilma como candidata à sua sucessão sem dar ouvidos a ninguém, nem sequer ao seu partido e aos seus aliados. Simplesmente impôs sua decisão, já que ninguém que está ao seu lado ousa contrariar o ''guia''. Igualmente como na seleção, vários especialistas políticos questionam a falta de experiência da candidata, a qual jamais exerceu um cargo eletivo na vida. Já em seu primeiro desafio a Presidência da República?

Como se vê, Dunga e Dilma têm mais em comum do que apenas o apelido de um e nome da outra terem cinco letras, começarem com a letra D e terminarem com a letra A.

Ambos tiveram um ''padrinho'' para lhes outorgar legitimidade. Mas será que devemos seguir novamente a decisão solitária e soberba de uma só pessoa, que quer nos impor a sua vontade? Ou será que podemos tirar uma lição de um erro menor, para não cometermos outro erro maior logo à frente?

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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Governanta

Dilma é uma espécie de governanta da mansão. Terá de fazer (se for eleita) o que os chefes petistas mandarem. Tudo poderá acontecer com ela se não cumprir ordens. Ela será a presidente nas mãos dos petistas. Sua personalidade nos apresenta claramente isso: não sabe falar, enrola-se, é nervosa, fala de maneira agressiva, sem lógica, é inexperiente no trato com discursos para o público. Ela é o que chamamos de empregadinha da máfia.

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

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O favorito

Pesquisas mostram que Serra é o preferido do eleitorado feminino. Faz até lembrar marchinha de carnaval de 1942, de Arlindo Marques Júnior e Roberto Roberti, que dizia: ''É dos carecas que elas gostam mais''.

José VIcente Dias Leme radiobarretos@barretos.com.br

Barretos

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Internet

As pesquisas apontam que 76% da população já caiu em golpes da internet.

Por coincidência, é o índice de aprovação do sr. Lulla.

Jacy Lori Ártico Mattédi jacymattedi@globo.com

São Paulo

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É brincadeira

Ao assistir a vídeos com pronunciamentos de improviso de Dilma Rousseff, fico pensando que a escolha de Lula da candidata à sua sucessão só pode ter gozação, que, infelizmente, está sendo levada a sério.

Flávio José Rodrigues de Aguiar rsd100936@terra.com.br

Resende RJ

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Cochilo

Vamos supor que Dilma Rousseff não leu e o grupo radical do partido aproveitou a cochilada da candidata para impor suas propostas. E é essa senhora ingênua e crédula que vai nos proteger dos xiitas do PT?

Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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Sofrimento ignorado

A população brasileira leva grande carga de sofrimento presa em seus corpos e mentes. Basta um pouco de compaixão, atenção e diálogo com os que andam pelas ruas de nossas cidades para identificar o peso que representa a falta de saúde e de educação, bem como de segurança, que oprime a todos, especialmente as mulheres. Políticos cegos e insensíveis não conseguem enxergar que a prioridade absoluta da ação do governo é aliviá-la e libertá-la o mais rápido possível desse sofrimento por meio de propostas viáveis e eficazes que aproveitem a sinergia que une educação e saúde. E mais urgente ainda, garantir segurança pública e respeito às leis de maneira a eliminar a atual permissividade na disseminação do uso do álcool e das drogas. Uma população saudável e bem educada aproveitará melhor as oportunidades oferecidas pelo desenvolvimento econômico e social do País e participará ativamente na formulação de políticas públicas de maneira a afastar definitivamente a exploração emocional e infantil a que tem sido submetida por políticos demagogos.

Eduardo J. Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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Águas para o Nordeste

Quando se trata de grandes negócios relacionados à indústria do petróleo, vemos as grandes empresas do setor construirem grandes oleodutos ou gasodutos que atravessam vários paises e até continentes. Eu, dentro da minha ignorância no setor, pergunto: não seria possível construir grandes aquedutos transportando água da foz do Amazonas até o Nordeste brasileiro? Falta de tecnologia ou falta de vontade política? Afinal, milhôes e milhões de metros cúbicos de água (se não forem bilhões) são jogadas ao mar diariamente. Com a resposta técnicos e políticos.

Percival Bento Rangel angelperci@ig.com.br

Caraguatatuba

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Dilema

Porto deficiência física há 34 anos - sequela de AVC hemorrágico, em razão de tombo na rua. Sou socióloga e trabalhei mais de 20 anos. Aposentei-me por invalidez há quase dez anos, quando tive de usar órteses na perna/pé direitos e no braço abaixo do cotovelo, até a mão direita.

Residia com meus pais, que fizeram sua passagem para o Plano Superior. Tenho atividades normais, além de fisioterapia e acupuntura, como "manutenção", residindo só em apartamento.

Considero a sustentabilidade, o meio ambiente, a preservação da biodiversidade e a ecologia imprescindíveis para vivermos neste planeta.

Estou atravessando um dilema. Necessito ir eliminando sacolas plásticas, em benefício de nossa Terra, porém não posso deixar de utilizá-las. Não posso carregar peso. Em razão de deficiência por mim portada, meu ombro esquerdo está "osso com osso", causando dor forte, atenuada na maioria do tempo. Como resolver a questão?

Cíntia de Souza Clausell csclausell@gmail.com

São Paulo

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AS EMBALAGENS, A ECOLOGIA E AS EMPRESAS

Interessante o foco das notícias na mídia tentando criar um ''complexo de culpa'' no consumidor em face dos problemas causados pela utilização de sacolas plásticas para transportar as compras realizadas nos supermercados.

Como se não tivessem sido as empresas que, para diminuir seus custos, trocaram as antigas embalagens de papel pelas de plástico. Assim como foram trocadas pelas de plástico as de vidro (retornáveis) que eram utilizadas para o leite, refrigerantes, etc...

Para diminuir seus custos - diretos, de material e, indiretos, de logística -, aumentando consequentemente suas margens de lucro e simultaneamente propiciando maior consumo de seus bens, a indústria e o comércio têm criado um passivo ambiental que recai sobre a sociedade como um todo.

Assim como foi recentemente aprovada lei obrigando as empresas a se responsabilizarem pelos bens que chegam ao fim de sua vida útil (logística reversa para baterias, pneus, embalagens de produtos químicos, etc.), também deve ser proposta lei que lhes transfira o custo da coleta de quaisquer embalagens ecologicamente problemáticas.

Em última instância, deveria ser criado um ''imposto sobre a utilização de embalagens não-ecológicas'', onerando os produtos que as utilizarem, que, provavelmente, será transferido para seus consumidores diretos, deixando de incidir sobre a sociedade como um todo, mesmo que uma parte dos cidadãos que serão atingidos ainda nem sequer tenha nascido.

Assim, sobre o custo da compra das sacolas plásticas dos supermercados seria cobrado um imposto que permitisse ao poder público sua coleta e esterilização. Sobre o custo das embalagens plásticas de refrigerantes, idem. Etc., etc., etc.

O que não tem sentido é acreditar que são os consumidores os responsáveis pela utilização dessas embalagens, criadas para minimizar os custos das empresas: o que o consumidor quer é levar suas compras para casa com conforto e segurança.

JORGE ALVES jorgersalves@estadao.com.br

Jaú

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ANVISA

É louvável a intenção da Anvisa exigir que produtos alimentícios passem a trazer mensagens de alerta de riscos à saúde quanto ao consumo de algum seu componente, como o sal, por exemplo. Antes disso, ela deveria ir a um supermercado e comprovar que muitos produtos alimentícios não trazem em sua composição a quantidade de colesterol, uma das substâncias mais responsáveis por entupimento de artérias. A propósito disso, eu cobrei de um dos maiores fabricantes de embutidos do País a ausência dessa informação e a resposta simples, via e-mail (que guardo comigo), foi que não era obrigatória. Além disso, qual a garantia que tais informações são confiáveis? Passam periodicamente por testes em laboratórios para comprovar sua veracidade?

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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Saúde

Sou favorável a incluir na publicidade de alimentos o dano que eles causam à saúde. É preciso zelar pela saúde do povo. Tudo o que for feito para saúde da população é bem-vindo.

Paulo Dias Neme profpauloneme@terra.com.br

São Paulo

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Caldo de galinha

A maior crítica a ser feita à recente norma da Anvisa que obriga à declaração de certos componentes dos alimentos é que ela é inócua. Foram utilizados esforços e recursos valiosos para a preparação dessa norma que poderiam ser mais bem utilizados na educação alimentar de jovens e crianças. A carta do dr. Giorgi ("Tutela", 16/7) estigmatiza o cubinho de caldo de galinha por conter muito sal, o que é verdade. Mas o seu consumo não é diário, e sim esporádico, e quando é utilizado o cozinheiro experimentado compensa com a adição de menos sal para que a comida não fique muito salgada. Contrário ao que a Anvisa pensa, o consumidor não é estúpido.

Cloves Soares de Oliveira clovessoliveira@superig.com.br

Valinhos

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Excesso de sal

O sódio pode causar muitos males à saúde e fazer com que fiquemos mais dependentes de remédios.

Infelizmente, as pessoas percebem que o excesso de sal faz mal quando já é tarde, aí vêm o acidente vascular cerebral e outros malefícios. Se cada um prestasse atenção no que come e diminuísse o sal, seria mais fácil. No entanto, falta informação e na maior parte dos casos ela chega tardiamente. Cadê as campanhas de saúde?

André Aparecido Martins da Silva andremartins09@ig.com.br

São Paulo

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Veneno na mesa

O agrotóxico endosulfan será banido no Brasil em 2013. Estadão (15/7, A15). Esse noticia é importantíssima, mas nesse período de três anos quantas vítimas esse produto fará e quem irá ressarcir as vítimas que esse veneno fará?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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A costumeira negligência

O Ministério Público Federal, no exercício de suas atribuições e deveres constitucionais, não pode deixar de instaurar um inquérito civil público, seguido de eventual ação civil pública, para apurar responsabilidades dos órgãos de tutela da saúde no que concerne ao uso, em nosso país, do agrotóxico endosulflan, no cultivo de algodão, cana-de-acúcar, café, pepino, pimentão e beterraba (com certeza, além de outros), substância cancerígena que já se encontrava proibida em 45 países antes das providências agora tomadas pelo Ibama, pelo Ministério da Agricultura e pela Anvisa. Como ficam as vítimas e familiares de nossa habitual negligência?

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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QUALIDADE DE MORTE

Conforme relação da Economist Intelligence Unit (EIU) o Brasil é o 3.º PIOR colocado no ranking de 40 países, somos o 38.º. São considerados nessa pesquisa o sistema de SAÚDE, os custos, as barreiras culturais e o acesso a analgésicos. Ficam nos primeiros lugares, pela ordem: Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia; os EUA estão no 9.º lugar. O nosso país só ficou à frente de Uganda e Índia, o que prova que o nosso atual (des)governo, com quase oito anos, é bom mesmo na falácia, na retórica e na mentira. Continua promovendo o que não fez, mas os ''favores'' aos aliados, apadrinhados e os que estão no esquema permanecem, os quais vão continuar bajulando e elogiando. Restam apenas seis meses. Infeliz do pobre cidadão brasileiro, que não tem qualidade de vida nem ''qualidade de morte''.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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Repórter?

Com licença: o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de

São Paulo aceita, calado e omisso, que uma mulher de nome

Vanessa Barzan se apresente num programa de televisão como

''repórter'', com a missão de arrotar no rosto das pessoas? Essa

missão faz parte da profissão de jornalista ou essa profissão virou

negócio (escuso)? E a sociedade, calada e omissa, continuará a

comprar produtos das empresas que patrocinam aquilo?

Moacyr Castro jequitis@uol.com.br

Ribeirão Preto

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Vera Artaxo

Confesso que não foi fácil ler todas aquelas histórias me contando detalhadamente o quão especial ela foi para cada um, porém, agradeço muito as belíssimas declarações. Como disse para um amigo, está sendo mais difícil do que pensava, pois eu perdi uma mãe, um pai, uma amiga confidente, uma companheira, o meu maior ombro amigo e inclusive uma companheira de trabalho. Tenho certeza que ela está bem, que vai continuar nos olhando de onde estiver, e eu continuo a tocar a vida intensa e calmamente, da maneira como ela sempre fez e nos ensinou a fazer.

Foram centenas de e-mails de diversos amigos que ela fez por toda parte do Brasil, mas todas as mensagens já foram lidas e serão respondidas por mim, uma a uma, na medida do possível.

A missa de sétimo dia será hoje, sábado 17/7, às 18 horas na Igreja da Consolação.

Para todos os amigos da classe teatral que não podem comparecer no sábado por conta de seus espetáculos, haverá uma missa na terça-feira, dia 20/7, às 19 horas no mesmo local.

Grande abraço a todos,

Tiago Artaxo TIAGO@ARTAXO.COM.BR

São Paulo

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