Cartas - 18/01/2011

GOVERNO DILMA

, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2011 | 00h00

Biscoito chinês

A presidente Dilma Rousseff, até então um verdadeiro biscoito chinês, após a posse revelou-se à altura das circunstâncias atuais. Revelada, a mensagem oculta surpreendeu a todos. Suas primeiras manifestações, caso sinceras, fazem vislumbrar o orto de uma nova dama de ferro. Tomando posição contra ditaduras, afirmando ser a Vale uma empresa privada, contrariando a filosofia predominante no seu partido, mostrou a têmpera do seu caráter.

CAIO LUCCHESI

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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Nova direção

Não votei na sra. Dilma, porém tenho-me surpreendido com sua conduta sóbria e sincera. Acho até que com sua obstinação administrativa (menos política) poderá fazer um governo decente e menos escandaloso, mas tenho dúvidas se essa "equipe" que a cerca tem os mesmos objetivos, o que ela poderá avaliar antes do meio do ano. Acho que um bom exemplo de sua retidão seria suspender todas as verbas para essas ONGs cheias de desvios, o MST, o Fundo Partidário, e direcionar a dinheirama para atender às maiores carências da população, como as vítimas das enchentes, que sofrem prejuízos materiais e morais com a perda de pessoas que pagaram com a vida essa tragédia. Eu, presidente, faria isso.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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MST

As férias acabaram

O MST já está invadindo fazendas novamente. Uma clara demonstração de um acordo com Lula e o PT, claro, em troca de verbas. Mas acabadas as eleições, todos ao trabalho. Esse pessoal do MST não tem compromisso nem com a mãe. Se Dilma não abrir a "burra" e der um agrado, haverá mais invasões. Vamos ver se as nossas autoridades têm cacife para mandar prender essa corja que não sabe e não quer respeitar o direito alheio.

ODAIR PICCIOLLI

pedraseartes@suednet.com.br

Extrema (MG)

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Invasões em São Paulo

Gostaria de saber quem financia o MST do Rainha para conseguir invadir 34 fazendas no interior de São Paulo. Engraçado que durante a campanha de Dillma eles ficaram quietinhos e só depois da posse da presidente voltaram com fome total de invasões. Provavelmente após a posse as verbas públicas voltaram a rolar para os ditos movimentos sociais das favelas campestres. Rainha alega serem terras devolutas as fazendas produtivas no interior do Estado. Se for para seguir esse conceito defendido por Rainha e corriola, metade da cidade de São Paulo também deveria ser desapropriada e os moradores, desalojados, porque construíram suas casas em terrenos da Prefeitura.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SALÁRIO MÍNIMO

País justo...

Na minha opinião, o novo salário mínimo está muito bom: R$ 545. Vejamos: o ex-presidente saiu com 87% de aprovação do povo, elegeu sua candidata, o comércio, segundo a mídia, aumentou, compraram-se mais carros, TVs, geladeiras, casas, etc., tudo com o salário atual. Então, deduzo que, como tudo estava maravilhoso, por que aumentar o salário? Já os políticos, sim, tinham de ter seus vencimentos aumentados, pois não estavam contentes com eles, daí o baixo rendimento nas suas funções. Agora, após o reajuste de 62%, vão trabalhar mais satisfeitos, inclusive a presidente. Como o povo está muito contente com as duas situações acima, notamos o clima de paz e tranquilidade que vive o País. Se esses reajustes não fossem adequados, talvez corrêssemos o risco de ter problemas... Ufa, graças a Deus vivemos num país justo!

MOHAMED ABDALLA KILSAN

kilsanabdalla@terra.com.br

São Paulo

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Falta autoridade

Estive no litoral norte neste fim de semana, na Praia de Juquehy, em São Sebastião (SP). Conversando com um amigo que mora lá, perguntei-lhe como andavam as encostas da região e ele me disse que seu cunhado é fiscal da prefeitura e não entra nas encostas para verificar a instalação de barracos porque é ameaçado de morte quando tenta impedir algo irregular. E que em outras praias é a mesma coisa. Onde estão as nossas autoridades, que não tomam providências? Ou será que vamos esperar que aconteça uma tragédia daqui a algum tempo?

HENRIQUE BALTAZAR SCHREURS

schreurshb@hotmail.com

São Paulo

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No Rio de Janeiro

Com tanto dinheiro proveniente do petróleo e de impostos, é inadmissível a falta de cuidados especiais nas regiões serranas. É prova de incompetência e desleixo que leva ao caos e à morte de tantos brasileiros inocentes, que ainda continuam acreditando nesses políticos que nos governam. Precisamos acordar e votar melhor. Quanto dinheiro jogado fora e sem proveito, quantas mazelas! Como dizia Rui Barbosa, sinto vergonha de ser honesto.

ANTONIO CARNIATO FILHO

antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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Ajuda recusada

Dilma rejeita ajuda da ONU para o resgate das vítimas da tragédia na Região Serrana do Rio. Mas por que essa recusa, se no documento enviado à ONU em novembro de 2010 a Secretaria Nacional da Defesa Civil já admitia o total despreparo do governo tanto para prevenir como enfrentar essas tragédias? Seria admitir ao mundo que nos últimos anos nada foi feito para evitar tanta desgraça? Será que o governo está despreparado também para humildemente aceitar ajuda destinada a abreviar o sofrimento das famílias que buscam seus entes queridos mortos e ainda atolados sob a lama? Ou isso seria adotar o "abominável" comportamento de "cachorro vira-lata" que Lula vivia dizendo que temos perante o mundo?

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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Despreparo

É claro e perfeitamente justificável que o governo brasileiro admita à ONU não estar preparado para as tragédias. Falta-lhe, evidentemente, a experiência. No Brasil, nunca aconteceram tragédias! Será que eu estou certo?

RÉGIS D. C. FUSARO

rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

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"Culpar a natureza é fácil. Reconhecer a incompetência, isso nunca!"

FRANCISCO ZARDETTO / SÃO PAULO, SOBRE A TRAGÉDIA

NO RIO DE JANEIRO

fzardetto@uol.com.br

"Somem-se aparelhamento partidário, nomeações políticas, preguiça macunaímica, corrupção endêmica, algum fenômeno natural e o resultado inevitável será sempre esse"

FABIO MORGANTI / SÃO PAULO, IDEM

tao2@terra.com.br

"A desgraça é nossa!"

ROBERTO TWIASCHOR / SÃO PAULO, SOBRE RECUSA DO AUXÍLIO DA ONU ÀS VÍTIMAS

rtwiaschor@uol.com.br

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TEMA DO DIA

País terá sistema para alerta de desastres

Programa de prevenção ficará pronto em 4 anos. Áreas de risco serão identificadas e mapeadas

"É melhor prestarmos mais atenção no bloco da previsão do tempo dos jornais, rádios e televisões. As informações já estão disponíveis e não será preciso esperar quatro anos."

PEDRO SACOLA

"Depois da porta arrombada, surgem os salvadores da pátria."

NESTOR RODRIGUES FILHO

"Quando o Brasil terá um sistema moderno e eficiente de alerta contra desastres políticos?"

IGOR MÁXIMO

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

ENCHENTES EM FRANCO DA ROCHA

 

 

Assisti no sábado à entrevista que o sr. Gesner de Oliveira, presidente da Sabesp, deu para à TV Estado sobre as enchentes em Franco da Rocha. Sinceramente, não me surpreenderam suas palavras, pois são reflexo do pouco-caso que a empresa faz de nossa cidade, Franco da Rocha.

Para não retroagir muito, em janeiro de 2010 solicitamos uma reunião com a Sabesp, pois tínhamos notícias de que a vazão da Represa Paiva Castro seria aumentada, o que acarretaria enchente na cidade. A reunião ocorreu na igreja local e foi acompanhada por vários moradores da cidade.

À época, o aumento na vazão foi descartado, pois o volume operacional da represa estava dentro do normal. Mas foi colocado pelo engenheiro da Sabesp que haveria necessidade de uma limpeza no leito do Rio Juquery, pois a sua calha estava baixa. Essa limpeza seria feita desde a cabeceira da represa até a cidade de Caieiras. Foram até apresentadas fotos da situação de alguns pontos do rio e também da saída do túnel na represa. Pelas fotos já era possível ver a situação, e estou falando de 12 meses atrás!

Fomos informados de que já havia uma verba do governo estadual para as obras e começariam no término do verão de 2010.

Essas tão prometidas obras começaram em setembro e de forma muito tímida, quando chegou janeiro de 2011 houve a necessidade de abrir a vazão, e o que aconteceu? A cidade encheu! E encheu em locais onde nunca havia ocorrido enchente. E esse senhor vem falar que fez tudo? É brincadeira, para dizer o mínimo. Tenho a apresentação que foi feita pela Sabesp, com fotos e locais críticos.

Mais uma vez, temos provas concretas da má gestão pública, tanto de uma empresa que cobra caro por um serviço que não entrega, como também dos nossos governantes municipais e estaduais. Acho que estão esperando morrer pessoas, como está acontecendo no Rio de Janeiro, para então fazerem algo.

 

 

Marco Roberto Soares m.soares@rsinet.com.br

Franco da Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ATO CRIMINOSO

Declaram as autoridades "responsáveis" da Sabesp que tiveram de abrir as comportas da barragem a montante de Franco da Rocha por ela ser feita de terra e não permitir escoamento por cima do seu coroamento. Considero estúpida a construção de uma barragem (de concreto ou de terra) que não possua um vertedouro adequado para permitir o escoamento de excessos de água em época de muitas chuvas. Abrir as comportas de uma barragem, do modo como foi feito em Franco da Rocha, foi um ato simplesmente criminoso.

Geert J. Prange, engenheiro naval, consultor de dragagem prange@sul.com.br

Paranaguá (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

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NEGLIGÊNCIA ABSURDA

 

Já na quarta-feira 12/1 ouvi o sr. Gesner Oliveira, presidente da Sabesp, numa entrevista à televisão dizer que as comportas foram abertas para evitar uma inundação maior. Tudo bem! Concordo com essa belíssima ação. Porém jamais concordarei com a negligência criminosa de não usar os meios de comunicação, seja o rádio, a televisão ou veículos com alto-falantes, para alertar a população do que estava por vir, uma vez que as comportas seriam abertas. Isso daria tempo para a população salvar o que pudesse de seus bens, colocando-os em locais mais seguros, além de tempo para deixarem o local para outros mais seguros. Restam aos prejudicados ações indenizatórias. Lamento muito essa negligência absurda sr. presidente da Sabesp!

Alberto Nunes albertonunes77@hotmail.com

Itapevi

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O BRASIL DO PT

No Brasil do PT, em muito pouco tempo seremos a quinta economia do mundo. No Brasil do PT, já temos qualidade de vida comparável à dos países de Primeiro Mundo. No Brasil do PT, famílias que têm renda de R$ 1.500 por mês são de classe média. No Brasil do PT, temos recursos para construir um tal trem-bala que vai custar R$ 60 bilhões. No Brasil do PT, temos infraestrutura para promover a Copa do Mundo e a Olimpíada. Não obstante, fiquei estupefato quando li que o irrevogável ministro Aloizio Mercadante, do PT, disse que somente daqui a quatro anos teremos um sistema de monitoramento de desastres que de fato funcione. Em suma, a dura e crua realidade de nosso povo não tem nada que ver com o Brasil do PT. Mais de 3 mil brasileiros perderão a vida durante as previsíveis próximas chuvas de verão.

 

Leão Machado Neto lneto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DESCASO QUE MATA

Pouco mais de uma semana após a monumental catástrofe natural que assola a Região Serrana do Rio, contabilizamos mais de 700 mortes. Talvez chegue a 800 ou 900. Só Deus sabe.

Essas regiões afetadas têm apenas 650 mil habitantes. Portanto, como ainda, infelizmente, temos muitos corpos a serem resgatados, talvez o índice de mortos seja de 135 por 100 mil habitantes.

Seria o mesmo que uma cidade como São Paulo, com uma população de 10 milhões, numa catástrofe semelhante à do Rio, vitimasse 2.700 munícipes. O que não é impossível de acontecer, porque 55 mil pessoas vivem hoje em áreas de riscos na capital paulista. E em todo País 5 milhões de brasileiros fazem parte desta triste estatística, fruto do descaso dos que dirigem as nossas instituições.

Será que alguma coisa vai mudar? Ou, do dia para a noite, esses eleitos pelo povo vão ter um choque de dignidade pública, abandonando as orgias das facilidades do poder, e priorizar os urgentes clamores por infraestrutura?

Sinceramente, não acredito!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRIME E CASTIGO

Ilma. sra presidenta, diante das tragédias por omissão dos responsáveis, medida provisória neles!

"Permitir - prefeitos e governadores -, em áreas de risco conhecidas ou a conhecer, construções de moradias ou urbanizá-las. Pena: reclusão de um a dez anos e perda dos direitos políticos pelo período de reclusão aplicado."

Roberto Nascimento robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IMPROBIDADE

Já se fala até em responsabilizar judicialmente os governantes no setor civil e na área penal por este descaso com o dinheiro do povo. Ano após ano acontecem os mesmos problemas, a corrupção continua galopante e a malversação do dinheiro público sem que sejam enquadrados nos crimes de responsabilidade e improbidade administrativa. Muitas mortes continuam acontecendo, ninguém é responsabilizado e nada se faz para minorar estes sofrimentos contínuos dos que permanecem vivos. Quem rouba alimento para não matar a sua família de fome é logo apenado. Mas os políticos que matam muito mais com suas omissões nem são tocados. Impunidade, imunidade ou o quê? A quem mais recorrer?

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

 

 

 

 

 

 

 

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CRIME E CASTIGO

Ilma. sra presidenta, diante das tragédias por omissão dos responsáveis, medida provisória neles!

"Permitir - prefeitos e governadores -, em áreas de risco conhecidas ou a conhecer, construções de moradias ou urbanizá-las. Pena: reclusão de um a dez anos e perda dos direitos políticos pelo período de reclusão aplicado."

Roberto Nascimento robenasya@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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IMPROBIDADE

 

Já se fala até em responsabilizar judicialmente os governantes no setor civil e na área penal por este descaso com o dinheiro do povo. Ano após ano acontecem os mesmos problemas, a corrupção continua galopante e a malversação do dinheiro público sem que sejam enquadrados nos crimes de responsabilidade e improbidade administrativa. Muitas mortes continuam acontecendo, ninguém é responsabilizado e nada se faz para minorar estes sofrimentos contínuos dos que permanecem vivos. Quem rouba alimento para não matar a sua família de fome é logo apenado. Mas os políticos que matam muito mais com suas omissões nem são tocados. Impunidade, imunidade ou o quê? A quem mais recorrer?

João Coelho Vítola jvitola@globo.com

Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRIME, SIM!

Tenho acompanhado com tristeza, como muitos brasileiros, os acontecimentos no Rio de Janeiro, em São Paulo e Minas Gerais. Os nossos presidentes e políticos sempre sobrevoam áreas afetadas, liberam recursos para serem "aplicados", posam para fotos e depois voltam para casa. Quero sugerir também à nossa imprensa que pare de falar de tragédias em Petrópolis, Teresópolis, etc., e passe a denominar como crime o que aconteceu. Isso não é tragédia, é crime!

 

 

Osvaldo Hidalgo da Silva ohsilva@gmail.com

Maringá (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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LEI DA RESPONSABILIDADE CIVIL JÁ!

 

Até quando vamos assistir a este filme de novo? A catástrofe do desmoronamento das encostas e inundações, todo ano, em Angra dos Reis, Região Serrana, Morro do Bumba, Minas, Franco da Rocha e quantos outros mais...

A questão passa por uma lei da responsabilidade civil, ou seja, em que os prefeitos, governadores, ministros e seus secretários sejam responsabilizados pela omissão e pela não retirada das famílias das áreas de risco, pela permissão para que construções sejam feitas nessas áreas e, ainda, pela falta de planejamento da evacuação e emergência durante as chuvas. Outros países têm planos para furacões, terremotos e até contra foguetes (no caso de Israel).

Esses países conseguiram conviver com situações iguais ou piores, em que o número de vitimas é minimizado e providências preventivas são tomadas para que essas situações não se repitam em ocorrências de menor previsibilidade e maior risco. Por que aqui, na quinta economia do mundo, isso não ocorre?

 

 

Márcio M. Carvalho mmcoak@hotmail.com

Bauru

 

 

 

 

 

 

 

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CADÊ OS REPRESENTANTES DO POVO?

As últimas tragédias no País mostram claramente que o governo do PT, nos últimos oito anos, não foi capaz nem se interessou em montar um plano de prevenção, alerta e atendimento às vítimas, e muito menos para controlar e distribuir os donativos. Reeleito, o governo do PT, com o cinismo que lhe é peculiar, vem a público dizendo que vão criar um sistema de prevenção e alerta, mas que vai vigorar somente em 2015. Com isso o governo está nos dizendo para não cobrar da presidente Dilma nenhuma providência nesse sentido. É de perguntar: onde estão os representantes do povo?

 

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

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ATÉ QUANDO?

O novo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anuncia o que o PT sabe fazer, "promessas continuadas": solução só para daqui a quatro anos. Até quando os brasileiros vão suportar isso?

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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RECUPERAÇÃO

Espero que as cidades da Região Serrana do Rio devastadas pelas chuvas não tenham o mesmo fim de New Orleans, nos EUA, que foi arrasada pelo furacão Katrina há uns três anos e até agora não se recuperou, e do Haiti, também devastado por um terremoto, há um ano, e onde até hoje quase nada foi feito na recuperação. Pela incompetência, omissão e descaso do governo do Estado do Rio e das prefeituras das cidades atingidas, há sério risco de estas cidades terem o mesmo fim.

 

Panayotis Poulis ppoulis@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

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MUDANÇA DE MENTALIDADE

 

 

Em 13 de janeiro, a leitora sra. Maria Teresa Amaral sugeriu a mudança das eleições para março, que seria uma forma de fazer os políticos resolverem o problema das enchentes.

Apesar de os problemas das enchentes na Região Serrana do Rio de Janeiro e em outras regiões do Brasil não serem problemas novos, a impunidade é nosso maior problema.

Quanto de verba dos governos municipais, estaduais e federal não foram aplicados na solução do problema?

Conforme noticiado ontem o secretário da Defesa Civil, Humberto Vianna, disse que é muito difícil retirar 5 milhões de pessoas das áreas de risco. Mas por que deixaram os primeiros se instalar?

Onde estava a Defesa Civil para impedir isso?

Procrastinar a solução é não trabalhar em prol dos menos favorecidos, isso é erro de gestão pública e nada acontece com aqueles que nada fazem.

Concordo com a leitora, mas junto com a mudança de data deveria vir uma mudança de mentalidade de nossos gestores públicos e uma mudança de mentalidade do povo brasileiro, que tem que sair às ruas exigindo mais respeito e esquecer um pouco que Deus é brasileiro.

Ou será que vamos esperar mais um carnaval?

 

Fernando Vellutini fernando.vellutini@coveright.com

São José dos Pinhais (PR)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INOPERÂNCIA

 

A manchete do Estadão de ontem dizia: "Falta de coordenação, afeta ajuda a desabrigados no Rio". Esqueceram de acrescentar que também faltam investimentos, planejamento, vergonha, decência, moral, idoneidade, etc., etc.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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INCOMPETENTES

Como sempre acontece, estamos assistindo a um verdadeiro show de incompetência das autoridades federais, estaduais e municipais com relação ao desastre na Região Serrana do Rio de Janeiro.

Jornais denunciam a falta de coordenação das equipes de socorro, com problemas que atrasam o resgate das vítimas (vivas e mortas) e a distribuição de donativos e de assistência.

Nem mesmo a Cruz Vermelha está fora dessa desorganização. Helicópteros do Exército e de outras Forças permanecem parados e doações ficam ao léu.

Os jornais têm noticiado o comportamento da presidente Dilma como exemplar, já que ela foi lá e depois fez um discurso que agradou. Mas onde está a tão decantada a sua eficiência, que não montou, com o governador Sérgio Cabral, aquele que só chora quando o problema é a possível falta de dinheiro que ele provavelmente terá, que ainda não montaram uma força-tarefa com competência para coordenar as operações nas regiões afetadas?

Com os relatos dramáticos que temos visto, até parece que a região afetada é no fim do mundo, e não logo ali, perto do Rio de Janeiro.

Por que ainda não há uma organização eficiente, competente, sob a tutela das Forças Armadas?

Cadê a competência dessa gente?

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CAPITAL FEDERAL

Decorridos vários dias da tragédia no Rio, é revoltante ver em capas de jornais manchetes como: Descoordenação na ajuda...!

Mais revoltante é o desabafo de um cidadão ao ver os helicópteros parados.

Na semana passada foi noticiado que um cidadão teve de pagar helicóptero para resgatar um familiar!

É de se pensar que a capital federal seja itinerante e volte ao Rio. Quem sabe os srs. ministros , bem pagos, se sensibilizem...

Nova Friburgo é turística. Lá deveria estar o ministro do Turismo.

É prudente sugerir que as instituições, a mídia, as igrejas, as universidades reajam contra este estado de inércia, falta de entrosamento e coordenação (logística).

É insensato, injusto e fora da realidade pensar em Jogo Olímpicos, Copa do Mundo, caças modernos, trem-bala, enquanto existir esta grande indiferença pelo bem-estar do povo, pela dignidade!

Não adianta incentivarem reality shows Enquanto houver o incentivo a essa cultura BBB estaremos muito longe de ser uma nação consistente, séria!

 

Paulo Vaz de Lima , engenheiro agrônomo avacanoeiro@hotmail.com

Limeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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COM AS PRÓPRIAS PERNAS

 

 

Eu pensava que há mais de 50 anos a capital do Brasil havia sido transferida do Rio de Janeiro para Brasília, mas creio que me enganei. Se há problemas na saúde, jorram verbas federais. Se agora o problema é a violência nos morros, basta pedir ajuda às Forças Armadas, Polícia Federal, etc. Recursos não faltam, sejam homens, equipamentos os mais modernos, dinheiro...

Enchentes? Mortes? Tragédias? De novo se abrem os generosos cofres nacionais para o Estado do Rio de Janeiro! Dinheiro a fundo perdido!

Gostaria de saber: onde são investidos os royalties obtidos com a exploração do petróleo nas costas fluminenses?

Tragédias climáticas ocorrem também no Nordeste, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e em São Paulo. Não se vê na Rede Globo a mesma preocupação em

divulgar os fatos, em pedir a mobilização do povo brasileiro como agora.

Está mais na hora de o Rio andar com suas próprias pernas. Sugiro que para obter recursos urgentes destinados a ajudar os desabrigados da serra fluminense se suspendam agora as obras no Maracanã, que seja cancelado o desfile carnavalesco deste ano e as verbas para tal destinadas sejam remanejadas para as cidades atingidas.

 

 

Renato Luis C. Gagliardi lazio@ig.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ENCHENTES E SEUS RESPONSÁVEIS

 

 

Àquela população pobre que constrói suas moradias em várzeas ou encostas e a maior parte em terrenos invadidos ou loteamentos clandestinos, perdoa-se sua ignorância, porque o faz sem qualquer assistência técnica, por não ter onde morar. E a culpa inicial começa do safado do fiscal municipal que, comprado barato, finge não ver irregularidades. O fiscal municipal é seguido pelo político candidato a vereador ou prefeito, que atrás de votos sabe de tudo isso e faz olhos de cego para chegar lá e depois de eleito culpar seus antecessores quando da ocorrência de desastres como enchentes várias ou deslizamentos de encostas. Mas, e quanto a residências, pousadas, condomínios e loteamentos instalados em encostas, como visto nessa enchente e em outras anteriores, onde são erguidas construções caras para moradores de renda alta? Por que engenheiros e arquitetos, que tem formação técnica suficiente, projetam tais propriedades sem levar em conta os riscos dessas encostas? Principalmente naquelas onde qualquer pedreiro meia-colher, ao construir um alicerce, percebe que a casca de terra que segura esses locais é fina e qualquer pequeno desmate para fazer tal serviço é suficiente para descalçar a vegetação protetora e basta uma temporada de chuvas pesadas como essa para tudo vir abaixo. Deveriam processar os técnicos que fazem tais projetos, as construtoras, o Estado e os municípios permissivos que aprovam tais empreendimentos. Mas cadê governantes corajosos para impedir tais abusos?

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

 

 

 

 

 

 

 

 

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SOLIDARIEDADE JÁ!

 

As chuvas torrenciais que estão castigando os Estados do Rio, Minas e São Paulo, ceifando centenas de vidas e deixando ao infortúnio milhares de irmãos brasileiros, merecem uma reflexão dos nossos governantes no sentido de intensificar maior controle do desmatamento da vegetação nativa e do uso irregular do solo, criar um banco de dados mundial e unificar informações de sensoriamento remoto, para monitorar e prever catástrofes e desastres naturais com horas ou até mesmo dias de antecedência.

Neste momento de dor e sofrimento, conclamo cerca de 2,5 milhões de bacharéis em Direito devidamente qualificados pelo Estado (MEC) e aptos para exercício da advocacia, mas impedidos do livre exercício da profissão pela OAB, que insiste em afrontar a Constituição, o Estado de Direito e os direitos humanos, a pararem de encher os cofres da OAB, cerca de R$ 66 milhões por ano, dizendo não ao caça-níqueis Exame da OAB, haja vista que o Tribunal Constitucional de Portugal acaba de declarar inconstitucional o Exame de Ordem naquele país, e os ministros do egrégio STF deverão mirar na celeridade e no exemplo moralizador e humanitário dos seus colegas lusitanos e extirpar de vez esse câncer (o caça-níqueis da OAB) do nosso ordenamento jurídico, verdadeiro mecanismo de exclusão social, o qual vem gerando fome, desemprego e doenças psicossociais.

Vamos todos contribuir pelo menos com R$ 50 para a Cruz Vermelha dos Estados castigados com o fito de aliviar todas as rugosidades sofridas, ajudar as famílias atingidas pelo temporal, objetivando a reconstrução da vida dos desabrigadas e desalojados. Os direitos humanos agradecem.

 

 

Vasco Vasconcelos, vasco.vasconcelos@brturbo.com.br

Brasília

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PROTEÇÃO CIVIL

 

A tragédia da Região Serrana do Rio de Janeiro chama a atenção para a necessidade de criar uma estrutura de defesa civil realmente eficiente e atuante. A expressão proteção civil subentende a integração de todas as estruturas e atividades disponibilizadas pelo Estado para tutelar a integridade da vida, os bens e o ambiente dos danos ou do perigo de danos derivantes de calamidades naturais, catástrofes e outros eventos calamitosos. A defesa civil exige o envolvimento integrado de toda a organização do Estado e da sociedade por meio das ações de voluntariado. Os responsáveis nos municípios e nos Estados deveriam ter a capacidade de avaliar em tempos curtíssimos o tamanho do evento e decidir se os recursos locais são suficientes para enfrentá-lo. Em caso contrário, deveriam ser mobilizados todos os meios em todos os níveis disponíveis nas áreas estaduais e federais, mas, sobretudo devem ser identificadas as autoridades que devem assumir a direção das operações, considerando que uma situação de emergência exige que não existam dúvidas a respeito de quem decide e assume a responsabilidade das intervenções. A proteção civil deveria coordenar as ações das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros, da Cruz Vermelha, do serviço sanitário, dos grupos de pesquisa científica dos sistemas de comunicação, dos serviços de voluntariado. Todas as ações deveriam ser coordenadas para um único gerente responsável pela definição das estratégias, das operações e da coordenação logística necessárias para garantir a realização das operações, lembrando, como disse o imperador Augusto (44 a.C.), que o valor do planejamento preventivo diminui com o aumento das complexidades dos eventos e exige a concentração do poder de decisão. Pelas imagens divulgadas pelos meios de comunicação, a impressão é de confusão, falta de coordenação e eficiência, mesmo que ao nível de ações de voluntariado exista a maior boa vontade popular.

 

 

Franco Magrini framagr@ig.com.br

Cachoeira Paulista

 

 

 

 

 

 

 

 

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INÉPCIA

Onde estavam o Exército e a Marinha quando se precisou de seus homens para minorar o sofrimento do povo, com seus equipamentos e sua logística levando remédios, água e alimentos às vitimas da serra fluminense?

O que se viu foram milhares de abnegados cariocas, implorando espaços nos bagageiros de ônibus na Rodoviária do Rio para enviarem os produtos. Lamentável!

Se a defesa da Pátria não pode ser acionada nesses momentos, para que então ela serve? Com certeza o ministro (PMDB) Nelson Jobim deve já estar com alguma declaração política, estapafúrdia, justificando sua inépcia - ainda que tardia.

Muito bem fez a presidente Dilma, que, contrariando seus assessores que não a querem ligada a desastres, se dirigiu ao o local e ali despachou.

 

 

Erico L. S. Pereira erico_ooo@yahoo.com.br

Valparaíso

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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QUANTA DESGRAÇA! QUANTA TRAGÉDIA!

Apesar de Nelson Rodrigues ter dito que "mineiro só é solidário no câncer", não é verdade, pois o povo em geral é solidário diante das tragédias. Mas talvez tal frase pudesse ser aplicada aos políticos e administradores públicos que não o são nem no câncer do cidadão. A cada dia que passa, mais se agrava a situação da região atingida e de seus moradores e se não fosse a presença maciça do povo, que acorre sempre em massa, mais vidas teriam sido ceifadas, já que Nelson Jobim, como ministro da Defesa, levou quatro dias para acordar e se dar ao incômodo de providenciar ajuda das Forças Armadas. É indiferença ou incompetência de nossas autoridades, como o governador Sérgio Cabral, que prefere ainda bajular Lula, declarando que recebeu todo o apoio na tragédia do ano passado, quando os jornais declaram que somente 25% da verba prometida chegou ao Estado depois de um ano? E onde está a palavra solidária sempre ausente de Lula para aquela região e seus eleitores? No seu comportamento normal de acovardado, de repente aparece com palavras de efeito retardado. E o que será que cada político está fazendo para ajudar a região e, em particular, o que cada um estará fazendo com seus salários fabulosos - passeando? Nas tragédias do ano passado, tanto em São Gonçalo como no Nordeste, em Pernambuco e Alagoas, até hoje grande parte dos atingidos está desabrigada - será que este governo vai agir da mesma forma, agora? Se a grande responsável é a natureza, será em consequência das agressões dos projetos mirabolantes dos governos, ao quererem mudar seu curso e sua estrutura.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

 

 

 

 

 

 

 

 

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SEDIANDO EVENTOS

 

Um país cujo sistema de defesa civil ainda está "despreparado" em pleno século 21 não pode sediar eventos internacionais. Depois de se curvar, humildemente, diante da ONU, falta ao Brasil curvar-se, também, diante da Fifa e do COI.

 

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PROBLEMA ESSENCIAL

 

 

Em novembro de 2010 o Brasil admitiu à ONU estar despreparado para enfrentar tragédias (16/1, A1). Por que será? Quero apontar aqui uma razão que todos conhecem mas pouco ou nada é feito para corrigir. Diante de catástrofes (previsíveis), providências são sempre tomadas após os fatos, e de forma improvisada, porque o dinheiro público é mal gasto e falta competência em todos os níveis de governo. E qual a principal razão disso? Cada nova administração, ao assumir emprega amigos, parentes, militantes, colaboradores, cupinchas, etc., e dá um jeito de torná-los estáveis, ou bem protegidos (blindados por dossiês). Assim, o Brasil tornou-se uma grande e amorfa repartição pública, uma casa de mãe Joana, sugando quase todos os 37% do PIB arrecadados de seus sacrificados trabalhadores para cobrir a pesada folha de pagamento de uma burocracia improdutiva e inepta. Os problemas da infraestrutura nacional sucateada e, agora, sobre o risco de catástrofes naturais, são conhecidos, como fica comprovado no documento de Ivone Maria Valente, da Secretaria Nacional da Defesa Civil. Nossos dirigentes têm as informações dos problemas, mas pouco podem fazer, pois toda a máquina governamental se encontra emperrada pelo peso de um funcionalismo despreparado, das benesses criadas como direitos (abusos) adquiridos, da confusão burocrática que dificulta ou torna impossível o andamento de quaisquer medidas, especialmente as salutares que põem em risco os nichos corporativistas constituídos, etc. Desta maneira o Brasil vai afundando pelo seu "peso morto" - o chamado "custo Brasil" - e governos petistas como o de Lula só fazem piorar a situação. Resumindo: quem trabalha e produz paga cada vez mais imposto para sustentar muitos "aspones", sobrando pouco para atender à infraestrutura nacional e a ações estratégicas e inteligentes como o Plano de Ação de Hyogo, elaborado pela ONU. Enquanto as repartições se encontram abarrotadas de gente (geralmente paletós em cadeiras, para disfarçar), nada é feito para evitar ou, pelo menos, minimizar situações catastróficas e desesperadoras como as que ceifaram tantas vidas inocentes. Enquanto não corrigirmos esse problema essencial, os honestos continuarão trabalhando muito para, diante de fenômenos naturais previsíveis, morrerem na praia, ou melhor dizendo, na lama!

 

Silvano Corrêa www.silvanocorrea.blogspot.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

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MUITO PALCO PARA PEÇA RUIM

O governo brasileiro admitiu à ONU despreparo para tragédias. Nos últimos oito anos, porém, mostrou-se bastante preparado para comédias. De mau gosto, frise-se.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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AUXÍLIO DA ONU

Qualquer ajuda é muito bem recebida por vítimas de catástrofes, tais como terremotos, tsunamis, incêndios, epidemias, enchentes e deslizamentos. Não somente auxílio imediato para aliviar a dor do momento presente, mas também e principalmente auxílio material e tecnológico para que sejam evitadas repetições dessas tragédias. Então, pergunta-se: por que o governo do Brasil recusa a ajuda oferecida pela ONU? À primeira vista, poderia parecer tratar-se de orgulho nacional. Orgulho nacional? Não é crível. Orgulho não pode ser motivo para tal recusa. De concreto, há, sim, um motivo plausível: o medo. Medo de que a vinda de agentes estrangeiros exponha ao mundo não somente a incompetência de um governo que se promove apenas pela maciça propaganda enganosa, mas, sobretudo, mostre a corrupção generalizada que assola o País. Desvios de conduta são tantos que se chega ao ponto de não enviar donativos aos flagelados porque tais recursos, antes mesmo de chegarem ao destino, são muitas vezes desviados por cidadãos inescrupulosos, também presentes nas campanhas humanitárias promovidas até por órgãos governamentais. Espera-se que o governo esclareça o verdadeiro motivo da recusa do auxílio humanitário da ONU.

 

 

Roberto Twiaschor, rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VIL METAL

 

 

A imprensa relata que uma voluntária se emocionou ao encontrar uma carta que dizia do carinho, dedicação e do bem ao próximo que a solidariedade dos voluntários leva às vítimas dos deslizamentos no Rio. Paralelamente, a mídia também destaca que os comerciantes estão se

aproveitando da situação para cobrar caro por produtos essenciais, como pedir R$ 45 por um galão de água. Serão mesmo iguais todos os seres humanos? A solidariedade do comércio baseia-se na lei da oferta e da procura? A humanidade é complexa e mesmo em calamidades como essa encontramos insensíveis adoradores do tão falado vil metal.

 

 

 

Celio Levyman clevyman@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CRUELDADE

 

Todas as vezes que houve catástrofes naturais, o governo aproveitou-se da solidariedade do brasileiro e empurrou para os cidadãos a tarefa de enviar alimentos, água, remédios e dinheiro para os desabrigados. Nos terminais eletrônicos do Banco do Brasil recebe-se um impresso com os números de contas para que mandemos dinheiro. O transporte e a distribuição dos víveres cabem aos voluntários civis. O governo, assim, exime-se de grande parte do encargo de socorrer as vítimas e apenas promete verbas para a reconstrução e, magnânimo, libera algum dinheiro do FGTS e o dinheiro do Bolsa-Família, para quem tem o cartão. Quando dá alguma coisa, cobra. Não envia uma cesta básica, um só galão de água. Além disso, é evidente que não há helicópteros, ferramentas, máquinas e gente para fazer os resgates em tempo hábil. Tudo é lento e muito precário, e os governantes fazem apenas o mínimo necessário Não bastasse o fato de ter sobrado o dinheiro do Fundo de Prevenção de Acidentes, o que por si é um absurdo, o governo federal ainda faz economia quando as tragédias acontecem. É cruel!

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

 

 

 

 

 

 

 

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GREVES E CAMPANHAS

Os grandes responsáveis pela extensão e pelas consequências das tragédias que vivemos são a classe política e o funcionalismo público, que são pagos para protegerem o cidadão comum, que acaba sendo vítima de sua imprevidência! Os funcionários são extremamente articulados somente em suas greves e os políticos, em suas campanhas eleitorais! Quando são convocados para resolverem os grandes problemas nacionais, mostram-se totalmente desorganizados! E os Ministérios das Cidades, da Saúde, do Desenvolvimento Social, dos Transportes, do Meio Ambiente e da Previdência pra que servem?

Eugênio José Alati eugeniojosealati@yahoo.com.br

Campinas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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DOAÇÃO

Chegou a hora certa de vermos todos os parlamentares, governadores e "presidenta" abrirem mão do aumento de seus salários e o doarem aos desabrigados das enchentes de todo o Brasil. Agora está em prova a sensibilidade e o patriotismo daqueles que foram eleitos pelo povo.

 

 

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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BONS DE VOTO?

Enem, Sisu, catástrofes! Ô povo que vota mal. Ô políticos, digo, bandidos!

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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ENTERRANDO SEUS MORTOS

 

O número de mortos pelas catástrofes no Rio de Janeiro já ultrapassa os 650. A "presidenta" Dilma Rousseff decretou luto por três dias. De uma coisa podemos ter certeza: se aqueles que durante décadas governaram nosso país tivessem trabalhado com responsabilidade, tragédias como essas poderiam ter sido evitadas. Além de falta de projetos, alguns políticos recebem propinas para aprovarem construção em áreas que jamais poderiam ser edificadas. Familiares enterram seus mortos e vão aguardar novos desmoronamentos.

 

Virgìlio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PÊSAMES

 

O governador do Rio de Janeiro lutou pelos royalties do petróleo (ainda no fundo do mar) do pré-sal, alegrou-se quando conseguiu que a cidade fosse sede da Copa de futebol de 2014, orgulhou-se com as ocupações bem-sucedidas dos morros cariocas, entretanto, esqueceu-se da Região Serrana do Estado. Vieram as chuvas e os mortos de janeiro originaram uma catástrofe nunca antes vista neste país e classificada entre as dez piores do mundo. Sérgio Cabral, mesmo estando há mais de quatro anos no governo, põe a culpa nos outros e decreta, inutilmente, sete dias de luto oficial. Pêsames!

 

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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VERGONHA E REVOLTA

Um veio e decretou luto oficial de sete dias. A outra, de três dias. Bonito... Mas, e ações efetivas, cadê? As notícias dão conta que há falta de organização para que as doações sejam encaminhadas às vítimas. A pergunta que não quer calar: para que servem aqueles Ministérios - Cidades e Integração Nacional? E o próprio Ministério da Defesa? Este botou algumas equipes das três Armas, mas não existe comando para organizar o socorro?

Com este episódio se escancara ao mundo a incompetência gerencial destes governos, cuja única intenção é se adonar do poder, na distribuição de prebendas (Aurélio, 4.fig: ocupação rendosa e de pouco trabalho) e benesses aos amigos, compadres, "cumpanheros" e que tais.

Mas o carnaval está aí e toda a desgraça será esquecida: quem duvida que veremos certas figuras, amantes do povo, dos pobres e oprimidos num camarote - de preferência de cerveja - distribuindo camisinhas?

Vergonha e revolta, o que nos resta!

 

Aparecida Dileide Gaziolla rubishara@uol.com.br

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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CHORO

Choro já há alguns dias...

Choro pelas crianças que morreram sob as avalanches de terra, lama escombros e água...

Choro pelas crianças que tiveram interrompidas sua vida, suas alegrias, seu futuro...

Choro pelos pais e pelos avós que perderam essas crianças...

Choro pelas crianças que perderam seus irmãos, pais, tios e avós nesses desastres anunciados ano a ano...

Choro por todos os que perderam um companheiro, um pai, uma mãe, um filho, um parente, um amigo...

Choro porque nada mais poderemos fazer por essas centenas de vítimas...

Choro porque elas confiavam e não mereciam tão triste e trágico fim...

Choro porque sei que não foi Deus, com sua natureza, que acabou com a vida de tantos inocentes...

Choro porque sei que a natureza não foi respeitada pelo homem...

Choro porque sei que houve omissão dos responsáveis pela ocupação dos espaços da natureza...

Choro porque sei que houve omissão dos responsáveis por estudos e obras que seriam obrigatórias na ocupação desses espaços da natureza...

Choro porque sei que os verdadeiros responsáveis jamais serão chamados à responsabilidade...

Choro porque sei que estudos e obras dessa natureza não dão votos...

Choro porque sei que, em todo o meu Brasil, cenas como essas se repetirão, ano após ano, sem que as reais e necessárias providências sejam tomadas...

Choro porque sei que continuarão mostrando um Brasil cor-de-rosa, de contos de fadas, ao povo despreparado que os elege...

Choro porque sei que o meu Brasil poderia ser muito melhor!

"A mais importante busca humana é esforçar-se pela moralidade em nossa ação. Nosso equilíbrio interno, inclusive da existência, depende disso. Somente a moralidade em nossas ações pode dar beleza e dignidade à vida. Fazer disso uma força viva e trazê-la para a consciência é talvez a tarefa principal da educação" (Albert Einstein).

 

 

Euro Brasílico Vieira Magalhães eb5@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O ROL DE IMPLICÂNCIAS

 

Concordo totalmente com o "rol de implicâncias" no artigo do sr. Mauro Chaves, publicado na edição do Estadão de sábado (A2).

Gertrud Kesselmeier Matos Peixoto gertrudepaulo@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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POBRE VERNÁCULO

Ao rol de implicâncias do ilustre jornalista Mauro Chaves (15/1, A2), que compartilho, acrescentaria a seguinte: na linguagem dos repórteres de rádio e tevê, tudo aconte "por conta de". Nada acontece "por causa de". Exemplo atual: "Por conta dos" desmoronamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro muitas pessoas morreram. Pobre vernáculo.

 

Alcides Anchieta de Freitas alcides.anchieta@hotmail.com

Santo André

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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USOS E COSTUMES

Com referência ao artigo do sr. Mauro Chaves, quero parabenizá-lo e dizer que comungo os mesmos pensamentos a respeito. A televisão deveria ser um meio de educação, dada sua ampla penetração, e não o oposto, como é amplamente exposto em seus programas e novelas, não somente no uso da linguagem, como nos usos e costumes, além de mostrar que a criminalidade, como no caso da Clara da novela "Passione", sempre escapa à Justiça.

 

Simon Abuhab www.simonabuhab.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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PRONÚNCIA

Parabéns a Mauro Chaves pelo artigo. Entre as minhas implicâncias está a pronúncia da nossa "presidenta" e de outros quando se referem aos nativos que aqui residem: brasileiros e brasileiras. Discordo do autor quanto ao maior compositor de todos os tempos. Com o devido respeito a Beethoven, ninguém até hoje foi maior que Johann Sebastian Bach.

James F. Sunderland Cook sunderland2008@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MAUS BOFES

 

 

Tomo a liberdade de filar carona no artigo de Mauro Chaves para dar vazão aos meus longamente contidos maus bofes. Aí vai o meu rol de implicâncias, com o gradual e subreptício solapamento da língua nos últimos 50 anos:

1)Há já várias décadas a impessoalidade do verbo haver foi prá cucuia e não "houveram" problemas.

2)Há um bom tempo os brasileiros deixaram de ouvir. Agora só escutam. Será o reflexo de uma atitude geral? (Há um precedente na língua francesa -- écouter acabou com ouïr --, mas isso foi na Idade Média.)

3)Um atentado recente, mas a que todos, inclusive a imprensa, aderiram com entusiasmo: a locução "trata-se de" ganhou sujeitos: "Tal coisa trata-se de"...

4)O já venerável gerundismo, que, impávido, continua a resistir.

5)Há talvez uns 40 anos, um jornalista, já não me lembro quem, cunhou, como piada, o grotesco "parabenizar". A adesão (a sério) foi avassaladora. Ninguém mais usa "cumprimentar", "felicitar", "aplaudir" ou "dar parabéns".

6)Talvez seja nordestinismo. Se for, a exportação foi um sucesso. Tão certo como o mar virar sertão, o intransitivo vira transitivo: vou atendê-lo acaba em vou lhe atender.

7)A importância de escrever complicado, ou por que simplificar? Já repararam que, se os sintomas persistem, "o médico deverá ser consultado"? Ou que, no caso do elevador, devemos verificar se "o mesmo encontra-se parado no andar"?

Mais não escrevo, porque não publicam.

 

Jan Krotoszynski jankroto@gmail.com

Carapicuíba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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