Cartas - 18/10/2010

CAMPANHA ELEITORAL

, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2010 | 00h00

Vale-tudo

Agora liberou geral! Fechem os tribunais, mandem os juízes do TSE e os promotores do Ministério Público Eleitoral para casa. A Lei Eleitoral acaba de morrer, Lula enterrou-a sexta-feira no Rio.

M. CRISTINA DA ROCHA AZEVEDO crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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Ilegalidades

Por enquanto, os dois principais concorrentes na corrida presidencial estão tecnicamente empatados. E apenas com isso as ilegalidades na campanha já ganham tanto destaque. Imaginem se o "simpático Serra" voltar a liderar as pesquisas...

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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Nosso guia

Eis o seu lema: "Eu ganhei, nós empatamos, vocês perderam."

GERALDO ROBERTO BANASKIWITZ grbanas@unimarket.com.br

São Paulo

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Têmis surrada

O presidente, ao enxovalhar reiterada e acintosamente a Lei Eleitoral, usando a máquina pública para propaganda da sua candidata, age como se o artigo 5.º da nossa Constituição tivesse a seguinte redação: "Todos são iguais perante a lei, menos Luiz Inácio Lula da Silva." A deusa Têmis, que simboliza a justiça, está parecendo "mulher de malandro", pois já levou várias sovas presidenciais, a ponto de ter perdido a venda nos olhos que lhe confere isenção em seu julgamento e, inerte e submissa, parece querer apanhar mais. Reaja, Justiça Eleitoral!

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO http://www.tulhadotullio.blogspot.com/

Belo Horizonte

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Hamartia ou húbris?

"De acordo com Aristóteles na sua Poética, o herói trágico é aquele que sofre um reverso na sua fortuna que o conduz da felicidade ao fracasso em consequência de um erro, de um juízo errôneo ou um passo mal dado, em suma, uma falha trágica - hamartia" (Teresa Reis em E-Dicionário de Termos Literários, de Carlos Ceia, http://www.fcsh.unl.pt/invest/edtl/verbetes/H/hamartia.htm). Esse termo pode ser interpretado como uma fraqueza, uma imperfeição. Modernamente, o conceito ampliou-se, sendo entendido ainda como uma falha na composição do caráter. Um excesso de valor ou de virtude pode também, em certas circunstâncias, ser considerado hamartia. Esse excesso de valor ou virtude induz à húbris, caracterizada pela desmedida confiança dos vencedores - os heróis -, que os leva a desafiar as leis divinas. Para tais casos a mitologia grega tem Nêmesis, a deusa da ética, cuja função é punir a húbris. A hamartia é punida por si só, pela sua definição - por ser passo mal dado, que leva à tragédia. Vemos que os conceitos helênicos estão muito atuais. Nosso presidente, por exemplo, está pecando por húbris quando desafia as leis, não tão divinas, mas igualmente sérias, contra a propaganda eleitoral a favor da sua candidata. Ou seria hamartia, um erro de julgamento ou de caráter que o levará à tragédia - para ele, não para nós -, que seria a derrota da sua candidata? Deixo que o leitor analise e conclua: hamartia, húbris ou ambas? De qualquer forma, resta-nos torcer para que o TSE faça o papel de Nêmesis e puna nosso "herói" exemplarmente, como a deusa na mitologia grega.

FELIPE ALBANO felipe@albano.adm.br

Rio de Janeiro

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Simbolismo

Do Planalto à Receita Federal, infringe-se a lei. É incrível que a Justiça nada faça além de aplicar multas simbólicas. Será porque também é simbólica essa Justiça?

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS zambonelias@estadao.com.br

Marília

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QUEBRA DE SIGILO

Aviso aos contribuintes

Agora, para cair na malha fina da Receita Federal basta não ser do PT ou não votar em Dilma.

PETER CAZALE pcazale@uol.com.br

São Paulo

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Lei do cão

Não bastasse o extorsivo Imposto de Renda que pagamos, ainda somos obrigados a conviver com a possibilidade de termos nosso sigilo fiscal quebrado por um fisco totalmente aparelhado, que vasculha ilegalmente a vida de contribuintes não-petistas que representem alguma ameaça à chegada da candidata de Lula ao poder. Ao dizer que sabe quem e quando os dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, foram acessados, recusando-se a revelar o nome do autor do ilícito, o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, mostra a que veio, não como servidor do Estado, mas como agente do governo que compactua com toda sorte de transgressões eleitorais, de que Lula é o maior exemplo, enquadrado seis vezes pelo TSE. O mínimo que se deveria fazer para que o Brasil não se torne uma Venezuela é impugnar a candidatura Dilma, tornar Lula inelegível e pôr na cadeia os agentes que aceitaram delinquir. Ou se faz valer a lei em nosso país, ou em breve o Brasil será regido pela lei do cão.

AMÂNCIO LOBO amancio lobo@uol.com.br

São Paulo

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COPA 2014

Quem manda em SP

A melhor notícia de 16/7, o "chega pra lá" nos cartolas da Fifa e da CBF (Comitê Paulista e CBF: relação abalada, E4). Talvez inspirado pela recente comemoração de mais um aniversário da Revolução de 1932, o comitê tomou atitude coerente com o altaneiro modo de agir dos habitantes deste Estado. Estava mais do que na hora de mostrar que quem manda aqui somos nós e que São Paulo não precisa da Copa, a Copa é que precisa de São Paulo.

ROBERTO A. KIRSCHNER kir.robertoa@gmail.com

São Paulo

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Piritubão

O que preocupa na construção do Piritubão não é o local, nem o projeto, tampouco a equação financeira. É o superfaturamento.

PAULO GIANINI

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Taiuva

REVANCHE

Mau perdedor

Qual seria a real intenção do "cara" ao propor revanche Brasil x Espanha no Maracanã? Não satisfeito com suas gafes, infligir-nos mais um vexame? Na hipótese de vitória, virar, durante a campanha, campeão moral da Copa?

ANTONIO WUO wuo.antonio@gmail.com

Mogi das Cruzes

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"No Brasil a lei não se aplica ao presidente da República"

FABIO FIGUEIREDO / SÃO PAULO, SOBRE AS INFRAÇÕES ELEITORAIS COMETIDAS POR LULA

fafig3@terra.com.br

"Para quem já transgrediu a lei penal (no caso dos mensaleiros e mensalões), transgredir a Lei Eleitoral é um palito"

JOSÉ EDUARDO VICTOR / JAÚ, IDEM je.victor@estadao.com.br

"Suspensa a distribuição da cartilha pró-Dilma. Será que foi impressa sem ler?"

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / PRAIA GRANDE / SOBRE A PROPAGANDA ILEGAL

mmpassoni@gmail.com

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TEMA DO DIA

Licença ambiental em SP atrasa e irrita Lula

Presidente acusa governo paulista de criar burocracia para impedir obras federais na região

"Lula deveria se indignar com os burocratas da Receita que só dirão quem violou o sigilo fiscal de Eduardo Jorge em 120 dias."

VITORIO FELIPE MASSONI

"A Cetesb é um retrato da burocracia ineficiente do Estado governado pelo PSDB de Serra. O presidente está corretíssimo."

PIETRO LUIGI

"Os palpites de Lula são o oposto daqueles feitos pelo polvo da Copa do Mundo. Sempre dá o contrário do que ele diz."

CLOVIS MELO

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Cartas enviadas ao Fórum dos Leitores, selecionadas para o estadão.com.br

TREMBALABRÁS

"A verdade é a seguinte, não posso deixar de dizer aqui que nós devemos o sucesso disso tudo que estamos comemorando aqui a uma mulher. Na verdade, não poderia falar o nome dela por conta da campanha eleitoral, mas a história a gente não pode esconder por causa da eleição. A verdade é que a companheira Dilma Rousseff assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV."

Com essas palavras, NOSSOPRESIDENTE, à maneira de uma criança levada, burlou mais uma vez as regras do jogo. Para melhorar, ao pedir desculpas, citou mais uma vez o nome da sua pupila. Seria engraçado se não fosse sério. Eu não disse o nome, mas aí vai. Algo como a famosa brincadeira de "não diga não", transformada nesse episódio - como em tantos outros - em ''não diga Dilma''. Eu disse Dilma, mas sei que não deveria dizer Dilma, portanto, peço desculpas por ter dito Dilma, e acho que, doravante, me comportarei, e não direi mais Dilma, mesmo que tenha vontade de dizer Dilma. Pronto, pronto, oposição raivosa. Não digo mais Dilma e ponto final.

Há dois aspectos a serem consideradas.

O primeiro já foi levantado. Trata-se de uma total falta de respeito à legislação eleitoral. Pode ser que a regra seja tola, mas, enquanto existir, é o caso de ser respeitada, especialmente por aquele de quem, em tese, se espera o bom exemplo.

O segundo não foi mencionado, ou se o foi, não houve destaque.

"Devemos o sucesso disso tudo que estamos comemorando aqui a uma mulher." E qual era o sucesso que estava sendo festejado? A primeira viagem do nosso TAV, nosso TGV, nosso Shinkansen? Por acaso estavam os presentes participando, pelo menos, da colocação dos primeiros trilhos, do lançamento de alguma pedra fundamental? Aliás, o lançamento de pedra fundamental bem que poderia ser uma nova modalidade olímpica, na qual teremos chance de nos sobressairmos. Nada disso! O grande evento não passava de uma comemoração do lançamento de um edital, que se for atendido, daqui a uns R$ 33 bilhões - já se fala em R$ 50 bilhões - permitirá que possamos, em 2017 ou algo assim, viajar a mais de 300 km/h entre Campinas e Rio de Janeiro. Para a Olimpíada será um pouco tarde, para as finanças nacionais, um baque. Para um planejador sério, uma prioridade discutível.

O nó financeiro, mero detalhe, poderá ser desatado com uma participação do BNDES - vamos injetar uns 60%, injetamos como ninguém mais na história deste país - com a participação de um ainda inexistente Trembalabrás, com uma grana dos fundos de pensão (já persuadidos do retorno desse investimento dentro dos mais rígidos padrões atuariais) e finalmente com o aporte do consórcio vencedor - algo como uns 20% do total, noblesse oblige. Por enquanto falta definir o traçado, embora os interessados já estejam se movimentando e possivelmente, até o dia do leilão, 16 de dezembro de 2010 poderão dar seus lances.

Finalmente, o famoso trem húngaro da década de 70 terá um herdeiro. No fundo, foi lançada uma idéia, cuja gestação levou uns três anos. Nem pode ser chamada de nova. Segundo o poeta francês Paul Valéry, um homem sério tem poucas idéias, um homem de idéias nunca é sério. Vale a pena meditar.

Alexandru Solomon asolo@alexandru.com.br

São Paulo

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LOUCURAS MEGALOMANÍACAS

O que está acontecendo com o Brasil? Essa história de trem-bala é uma das maiores aberrações megalomaníacas da história do Brasil.

O presidente Lula está convencendo os brasileiros de que esse é um projeto prioritário ante inúmeras e desesperadas necessidades do nosso povo. Precisamos urgentemente de metrôs nas grandes cidades, aeroportos no País todo, saneamento em inúmeras áreas que frequentemente se defrontam com epidemias de dengue, febre amarela e cólera, déficits enormes em moradia e muitas outras prioridades indiscutíveis para a população. Esse trem-bala liga duas cidades e só; está orçado em R$ 34 bilhões, mas todos nós sabemos que vai custar no fim, no mínimo, o dobro e o preço da passagem (R$ 200) será, sem dúvida, inadequado para a maioria dos usuários.

Temos que fazer alguma coisa para deter esse presidente, pois acho que ele já passou da conta.

Fernando José Alves ferclea@uol.com.br

São Paulo

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BALA PERDIDA

Com um edital definindo que a escolha do vencedor se daria pelo menor preço e tendo a exigência de ele aceitar o governo como sócio, através de uma nova estatal a ser criada (mais uma), a qual assumirá a construção e a operação do trem - a já chamada Empresa do Trem de Alta Velocidade (Etav, não seria Entrav?) -, o governo provavelmente contou com a chance de acontecer tudo, inclusive nada, o que o desobrigaria do projeto, mas lhe garantiria bônus eleitoral pela iniciativa. Só faltou combinar com o TCU, que decidiu mudar a regra após o início do jogo: o vencedor não será o que oferecer o menor preço (nisso não haverá limite, para delírio dos potenciais concorrentes), e sim a menor tarifa - ninguém lembrou que empresários inflam preços para cobrir custos?. Por isso, assim ficou a chance de o governo não ter trem-bala: perdida! Será que há grupos estrangeiros comemorando? Talvez esse samba do crioulo doido vire um "rock"n roll lullabala".

Amauri Catropa prof.catropa@uol.com.br

São Paulo

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TRANSBRÁS

O modelo institucional desenvolvido por Dilma Rousseff para "desestatizar" o sistema de transporte interurbano de passageiros em trens de alta velocidade dissimula a criação de uma nova "empresa estatal de transporte ferroviário de alta velocidade, a ser criada pela União, vinculada ao Ministério dos Transportes". É o melhor exemplo de falta de transparência e de sua firme disposição de atropelar decisões do governo federal em favor da estatização. É também demonstração de abandono dos preceitos básicos de uma política de transporte equilibrada, que respeite os fatores econômicos e tecnológicos que determinam a relação entre tarifas e custos reais dos serviços. A integração de diferentes modalidades e serviços que se deveria fazer livremente, sem intervenções estatais no mercado, passa a depender de ações imprevisíveis, como esta, do poder concedente. É isso que se observa quando Dilma limita, politicamente, a chamada tarifa econômica a um teto que será corrigido pelo IPCA, independentemente do custo real do serviço. Em outras palavras, a futura "Transbrás", de transporte interurbano de passageiros, já começa engessada, engolindo determinações políticas que nada têm a ver com o mercado. E pior! Não leva em conta que as atuais tarifas aéreas têm um potencial de redução muito grande, já que o lucro da ponte aérea cobre prejuízos em linhas deficitárias. Esperamos que prevaleça o bom senso e se suspenda o "leilão de desestatização". Em clima eleitoral não existem condições para a necessária avaliação técnica e econômica desse modelo e do projeto Rio-São Paulo-Campinas em si.

Eduardo J. Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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TAV ESPERANDO ELEIÇÕES 2014

Muito se tem falado sobre propaganda eleitoral antecipada, feita pelo presidente Lula, até em lançamento de edital de concorrência. Quarta-feira soubemos que a ministra substituta do TSE, Nancy Andrighi,decidiu multar o ''Estado de Minas'' por ter feito propaganda eleitoral antecipada em favor de José Serra. Ela deveria, igualmente, multar numerosos jornais, que diariamente divulgam trechos de discursos do nosso presidente, que vão muito além do direito à informação, liberdade de expressão, sendo inclusive as falas analisadas em editoriais e em matérias de articulistas. Contudo o mais grave é o presidente fazer propaganda de sua própria eleição, pois com relação ao trem-bala (TAV) ele está torcendo para que alguma empresa inaugure, até 2014, pelo menos parte do percurso ligando São Paulo ao Rio. Deu a senha, quem não prometer terminar parte do trecho até a Olimpíada, simplesmente estará fora da licitação. Tem um detalhe, vence a concorrência quem oferecer a menor tarifa no trecho SP-RJ e não quem apresentar o menor preço global.O TCU já antecipou que é muito difícil estimar o preço , em virtude da "complexidade" da obra, o que até concordamos, pois certamente os R$ 30 bilhões previstos serão largamente suplantados, em função da complexidade de propinas, corrupção, além da remessa de dólares, pois só concorrem empresas que tenham experiência em TAV, todas do exterior. Até o momento, foram realizados apenas 4,4% da quantidade mínima de sondagens para estimar o preço da obra. Apesar das restrições técnicas, os ministros do TCU aprovaram os estudos de viabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres, só porque foram pressionados pelo presidente Lula, pois em condições normais eles pediriam revisão dos estudos. Vai ser o maior trem da alegria, nunca antes visto na história deste país.

João Henrique Rieder rieder@uol.com.br

São Paulo

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PRIORIDADES IRRACIONAIS

A dupla caipira Burla e Poste lançou o projeto do trem-balela, orçado em R$ 31 bilhões, quando a infraestrutura está em frangalhos: faltam metrô, aeroportos sobrecarregados, BRs com muito tráfego, esburacadas e sem duplicação, matando seus usuários, ferrovias desativadas, portos precisando de ampliação, isso sem falar em educação, saúde e segurança. Essa infraestrutura caótica aumenta o custo dos fretes e encarece os produtos importados e exportados. Investir nela dá "menas" exposição na mídia e nos habituais discursos eleitorais ilegais. Cadê o TSE?

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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IDI-AMIN

Essa é a megalomania de dirigentes de Segundo e Terceiro Mundos. Ainda não temos as estradas de ferro dos países desenvolvidos em meados do século 20 (quando Mauá fez 20 km da ''baronesa'', a Inglaterra já tinha 40 mil km de estradas de ferro e os EUA muito mais de 50 mil) e já estamos querendo ter o trem-bala do século 21!

É o exemplo africano dos "Idi-Amins" posto em prática no Brasil tupiniquim dos "padinhos Ciços".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ÀS MOSCAS

Que falta de imaginação dos petistas. Inventem outra. Com passagem de avião pela metade do preço do trem e menos tempo de viagem, o trem-bala vai ficar às moscas. Se fosse Cumbica-Congonhas...Palmas.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO PARA O POVO

Só num país de ignorantes mesmo o ''grande líder'' quer investir R$ 10 bilhões no trem-bala - coisa para os pobres a R$ 200 a passagem - enquanto as mortes por dengue dobram - coisa de ricos. Um governo que diz ''governar pelo pobre'' não poderia ser prova melhor de sua enganação. Acorda, povo brasileiro!

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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FERRARI NA FAVELA

Iniciar a construção de um trem-bala virou ponto de honra para Lulla em final de mandato e nada irá impedi-lo de deixar sua marca nessa "pirâmide egípcia"! Nem que para isso se gastem R$ 50 bilhões que o País não tem. Mas ninguém da imprensa até hoje investigou quando os países que possuem o trem-bala o construíram. Com certeza a maioria já tinha investido em estradas de primeira. Escolas que ensinavam. Erradicaram a pobreza. Energia elétrica em todo país! Casa própria, saneamento básico e água encanada em todas as residências. Trem-bala para o Brasil é luxo. É como ter uma Ferrari morando na favela! Megalomania igual à do Lulla só vi em Maluf, e olha que já foram inimigos declarados! Espero que o próximo presidente tenha uma visão menos distorcida de nossas necessidades básicas!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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PATO MANCO

Por que será que essa ideia do trem-bala não convence ninguém de sua oportunidade? Não há outros projetos muito mais importantes para o povo? Dizer que não serão utilizados recursos das finanças públicas é enganação. Quem vai colocar dinheiro próprio num negócios desses, que não se sabe nem quanto vai custar, que tecnologia será aplicada, quanto tempo o projeto levará para sair do papel (onde ainda nem sequer está)? E por que tratar disso em fim de governo, que já dá sinais evidentes de ser um pato manco?

Paulo Serodio pserodio@uol.com.br

São Paulo

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ESTADO BRASILEIRO PAGA A CONTA DO PETISMO

Enquanto o presidente Lula usa tempo e esforço para fazer campanha política na tentativa de perenizar o petismo no governo federal, o País e os brasileiros sofrem as consequências e pagam a conta. Vejamos: o porto de Santos e os demais Brasil afora são caros, ineficientes e estão sendo fechados temporariamente pelo Ibama por razões pedagógicas; o dinheiro do Estado brasileiro, que já financia a usina de Belo Monte, financiará também o trem de alta velocidade; o BNDES e os principais fundos de pensão ligados a estatais federais direcionaram recursos para a reestruturação de empresas privadas que foram desenhados dentro do Planalto. Alguém acredita que, se continuar no poder, o PT vai trabalhar para defender o Estado brasileiro?

Valdeir Celestino de Oliveira vcelestinodeoliveira@yahoo.com

Cotia

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SEM RUMO

As críticas do candidato José Serra ao governo Lula mostram que ele ainda está sem um rumo na sua campanha. Ouvi-lo falar mal do trem-bala exige dele uma explicação sobre as razões pelas quais na capital paulista, nos últimos 16 anos, não foi implementado um sistema de transporte coletivo adequado, incluindo a ampliação das linhas do Metrô. E a capital paulista caminha para um caos. Por outro lado a informação de que em agosto ele apresentará seu programa de trabalho contradiz a posição do candidato à sua sucessão no governo de São Paulo. Segundo Geraldo Alckmin, um governante não pode perder seis meses para se localizar. Pelo visto, ele não tem acompanhado a campanha do Serra.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PROJETO ARQUIVADO

Em 13/7 (B3) foi noticiado o lançamento do edital do leilão de concessão do trem-bala e que a ANTT quer fazer a licitação até o fim de novembro, para que a obra comece antes do fim de 2011! Permitam-me todos os interessados lembrá-los de que nos anos 70, no tempo da

Estrada de Ferro Central do Brasil, foi entregue à Rede Ferroviária Federal um projeto completo de consórcio especializado do Japão, para implantar entre São Paulo e Rio a almejada linha férrea, ocasião em que grupo de engenheiros da EFCB, chefiados por Carlos Alípio Nogueira, foi àquele país conhecer todo o sistema em pleno funcionamento. Depois disso nunca mais se falou do assunto, cujos planos devem estar guardados nos arquivos da Rede Ferroviária Federal e que poderão ser valiosos como subsídios comparativos à atual iniciativa da ANTT.

N. G. Arida, engenheiro ng.arida@terra.com.br

São Paulo

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TREM-BALADA

O leilão está marcado para 16/12, dentro de cinco meses, mas, como as eleições serão realizadas em 3/10, dois meses antes, o ''cara'' não pode perder tempo e corre atrás dos interesses eleitoreiros.

O sr. Bernardo Figueiredo - diretor-geral da ANTT - afirma que esse trem-bala só estará em funcionamento para 2016 (Olimpíada), dificilmente para 2014 (Copa), se tudo correr bem. O (des)governo do ''cara'' está chegando ao fim, até que enfim, no entanto questiona o que todo brasileiro e a Fifa reclamam: estádios, aeroportos, corredores de trens e metrôs e toda a infraestrutura necessária para a realização da Copa e da Olimpíada? Esse trem-bala... dá samba.

Luiz Dias lfd.silva@uol.com.br

São Paulo

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VANTAGEM?

O trem-bala brasileiro terá, no mínimo, sete estações, com possibilidade de haver mais. Depois de décadas esperando pelo trem que faria o percurso SP-RJ em 50 minutos, agora serão 93 minutos (fora os atrasos nas estações). Aí eu pergunto: isso é trem-bala? Só se for bala de goma! Qual será a vantagem de se optar pelo trem, em vez do avião?

Maria Eloiza Rocha Saez m.eloiza@gmail.com

Curitiba

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SENSATEZ

Com a sensata declaração de José Serra, que disse ser contra usar dinheiro público para o trem-bala, e que o dinheiro a ser aplicado no projeto daria para triplicar o metrô do Rio, fazer o Arco Rodoviário, fazer grande parte das obras de estradas para a Copa do Mundo e a Olimpíada, concluir a Ferrovia Norte-Sul, completar a Transnordestina e melhorar o sistema de metrô em Belo Horizonte, Salvador, Recife e Fortaleza, chegamos à conclusão de que, mais uma vez, o governo erra em suas prioridades e troca muitas obras essenciais por uma obra questionável, apenas para lhe render manchetes e visibilidade neste momento de campanha.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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INJUSTIÇA EM SP

Bastante oportuna a matéria ''Impunidade em São Paulo chega a 95%''. Gostaria de complementar que isso se deve a um processo de sucateamento da Polícia Civil por parte do governo tucano, que há quase duas décadas dita as normas no Estado. A fim de comprovar a verocidade dessa informação, basta o cidadão paulista se dirigir a qualquer delegacia ou distrito policial, sobretudo no interior, e verificar o número de escrivães, investigadores e delegados que se encontram trabalhando. Notará que o efetivo policial, bastante reduzido, trabalha em condições precárias, muitas vezes em casas alugadas pela prefeitura, que, na ausência do Estado, acaba praticamente por assumir as rédeas da segurança, cedendo não só recurso material, mas sobretudo humano para suprir essa carência. Vemos no dia a dia uma Polícia Civil desmotivada, ganhando um dos piores salários do Brasil, com um quadro de funcionários onde muitos já passaram da idade de se aposentar, portanto, sem nenhuma condição de enfrentar uma criminalidade cada vez mais organizada e inteligente. Por fim, ressalto que poucos mandatários menosprezaram tanto a polícia como Geraldo Alckmin e José Serra. A história os condenará por isso... e por todo o resto!

Anselmo Fernando Grecco fer.grecco@yahoo.com.br

Votorantim

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SEGURANÇA PÚBLICA: QUANTO PIOR MELHOR

Quem leu no Estadão que "Só 1 em cada 20 crimes acaba na Justiça" começou a questionar os dados quando deparou-se com a informação que "SP é melhor entre capitais e perde para países ricos". Em que pese a necessidade de melhorar e aprimorar métodos, quando se trata de segurança pública em São Paulo vale a lei do quanto pior (para o governo do Estado), melhor para a oposição, visto que uma das fontes é ligada à Presidência da República, do governo petista.

Tiago Vinícius Matos matostv@hotmail.com

São Paulo

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SEGURANÇA ZERO

É assustador lermos que, segundo dados do Ministério Público Estadual, a impunidade por crimes cometidos na cidade de São Paulo chega ao índice alarmante de 95%. A população vive à mercê de criminosos, amedrontada pela terrificante sensação de estar sob perigo constante, por falta de segurança. Os índices apontados pelo Ministério Público de São Paulo são o atestado sombrio de que urge uma reformulação completa na política de segurança pública, não somente em São Paulo, mas em todo o País.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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