Cartas - 18/11/2010

  BRASIL X ARGENTINA

, O Estado de S.Paulo

18 Novembro 2010 | 00h00

Decepção

Decepcionante a derrota do Brasil para a Argentina, em Doha, no Catar. É sempre doloroso perdermos para o nosso maior rival, ainda mais com gol aos 46 do segundo tempo. O Brasil jogou mal, sem força no ataque, e não disse a que veio. O técnico Mano Menezes foi muito mal e decepcionou a torcida brasileira no seu primeiro real teste no comando da seleção de futebol. Técnico que perde para a Argentina fica em dívida com a torcida, e o Mano já está devendo.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

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CPMF

Agressão ao povo

Recriar a CPMF é um verdadeiro absurdo, uma agressão ao povo brasileiro. Os candidatos prometeram uma redução da carga tributária e os eleitores acreditaram que pagariam menos impostos. O que estamos vendo é uma tentativa diabólica do governo de criar mais uma contribuição, com a sigla CSS. Os brasileiros já pagam uma das maiores cargas tributárias do planeta, quase 40% do PIB, conforme o Impostômetro localizado no centro de São Paulo, e não existe mais espaço para nenhum aumento de impostos. O que é preciso é uma redução, como prometido.

CLAUDIO FROES PEÑA

claudio@penabombas.com.br

Porto Alegre

 

 

 

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Palavras ao vento

O primeiro discurso da próxima presidente, há pouco mais de 15 dias, deve ter sido redigido pelo Departamento de Ficção: "Faremos todos os esforços pela (...) atenuação da tributação." Pelo jeito, não se esforçaram muito...

FLAVIO MARCUS JULIANO

opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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Imposto indecente

Dobram os casos de morte por dengue no Brasil. Essa notícia chega na hora certa para um governo incompetente e mentiroso justificar a criação de mais um imposto indecente e vergonhoso.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo 

 

 

 

 

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Governo padrasto

O governo de São Paulo é um pai e uma mãe para os pequenos empreendedores - motoristas, comerciantes, costureiras, cabeleireiras -, cooperativas e associações, por meio do Banco do Povo Paulista, que empresta a juros de 0,7%, que não estão disponíveis nos bancos federais. Já o governo federal, de Lula e Dilma, é o padrasto que vai minar o pouco lucro dos pequenos com o retorno da CPMF. Quem sabe, depois desta lição, o povão aprenda...

MIREL GONÇALVES SOUZA

mirelgsouza@yahoo.com.br

Santos    

 

 

 

 

 

 

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Inveja a Dante

Até a eleição presidencial tudo no Brasil era cor-de-rosa e, a depender do presidente Lula, a oposição estava redondamente errada ao alertar para diversos problemas, porque o País seria catapultado à posição de oitava maravilha do mundo. Duas semanas após o pleito o País está desabando: o processo de desindustrialização é preocupante e ameaça as contas externas, segundo documentos do próprio governo; outro imposto está em via de ser somado à já alta carga tributária paga pelo brasileiro, com a volta da CPMF; os Correios foram sucatados para serem repassados à iniciativa privada; um projeto amalucado para controlar ou amordaçar a imprensa avança a passos de gigante. Deste jeito, vamos fazer inveja a Dante Alighieri.

ARTHUR SOARES

arthur09br@yahoo.com

Belo Horizonte

 

 

 

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Os dois Brasis, sempre

Enquanto assistimos a uma pressa danada para desvendar o caso do DEM-DF, esqueceram o caso Celso Daniel - aliás, as sete testemunhas morreram - e agora um insignificante no caso será julgado. O mensalão, totalmente esquecido. E se protela mais uma vez o caso Erenicegate. Portanto, não vislumbramos uma onda de seriedade a ser imposta pela nova "presidenta", que até nomeou pessoas com dívidas na Justiça para compor a equipe de transição, imaginem depois a formatação do novo Ministério. Que Deus nos ajude. Como presente, os seus eleitores terão de novo a famigerada CPMF, mas seus simpatizantes, já devidamente orientados, dizem: é só um pouquinho, né? O problema serão os aumentos que vêm em função dela.

JULIO JOSÉ DE MELO

julinho1952@hotmail.com

Sete Lagoas (MG)

     

 

 

 

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CASO CELSO DANIEL

Queima de arquivo

Só agora, oito anos depois, é que começa o julgamento dos acusados pelo assassinato de Celso Daniel, que a polícia não considerou como morte encomendada. Difícil aceitar esse final simplista, porque não há respostas coerentes para tal. É óbvio que de imediato Celso Daniel se identificou como prefeito de Santo André, não era milionário e seu cargo faria toda a polícia paulista sair à cata dos sequestradores. Fatos que bandidos, por mais trapalhões que fossem, logo poderiam confirmar, avaliar e o soltariam na primeira esquina - até mesmo com a hipótese mais absurda de matar para evitar reconhecimento futuro. É totalmente ilógico os bandidos terem ido tão longe apenas para torturar a vítima durante dois dias e só depois matar. É forma típica de execução por vingança, queima de arquivo e morte encomendada. A costumeira lerdeza de nossa Justiça para chegar ao julgamento só traz prejuízos à solução de casos como esse, de interesse não só da família, mas também do mundo político, pelas sombras que o envolveram.

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

     

 

 

 

 

 

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Júri pode abalar o Planalto

A decisão do colegiado popular que julgará o caso Celso Daniel respingará, em caso de condenação, diretamente sobre o Palácio do Planalto, na pessoa de Gilberto Carvalho, homem de estrita confiança do presidente Lula e citado por cinco testemunhas como integrante do esquema de forte corrupção em Santo André, que culminou no homicídio, com requintes bárbaros, do prefeito Celso Daniel. Como sempre, a estratégia de defesa do PT consiste em desqualificar seus acusadores, no caso, o Ministério Público do Estado de São Paulo, que pode não sair vencedor de um julgamento sempre caracterizado pela incerteza, mas tem tradição e está longe de fazer jogo político em favor de quem quer que seja.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo            

 

 

 

 

 

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"Quando a bolsa-esmola  é muita, o santo CPMF desconfia. E resolve..."

ELAINE NAVARRO / SÃO PAULO, SOBRE OS GASTOS DO GOVERNO

elainenavarro.pa@hotmail.com

  "Estamos caminhando para a desindustrialização do País?"

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE OS EFEITOS DA POLÍTICA ECONÔMICA EM VIGOR

taniatma@hotmail.com  

"O controlador chama-se Aedes aegypti"

GILBERTO MARTINS COSTA FILHO / SANTOS, SOBRE A DECLARAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DE QUE A DENGUE ESTÁ SOB CONTROLE

pindorama@estadao.com.br

 

 

 

 

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Derrota é a primeira da seleção sob comando de Mano Menezes; argentinos não venciam há 5 anos

TEMA DO DIA

Argentina bate Brasil com gol de Messi

"Falei que Messi ia se dar bem! E esqueceram de avisar o Neymar cai-cai de que os juízes iam ser de fora do Brasil."

JAYME BENTOLILA

"Neymar é pipoqueiro. A esperança é o Ganso voltar bem da contusão. Ronaldinho Gaúcho, infelizmente, não dá na seleção."

CARLOS MAGNO ANDRADE

"Quase acertei. Disse que teria só um gol no jogo, aos 47 do 2º tempo e podia ser de qualquer um dos lados. Ambos fracos."

LUCIANO SILVA

 

 

 

 

 

 

 

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

 

 

 

 

BRASIL X ARGENTINA (MESSI)

 

O jogo contra um "cachorro grande" como a Argentina serviu para calar o "boquirroto" global que, antecipando vitória, já perguntava ao Neymala se fariam aquela frescura de dancinha quando goleavam os timecos de Terceira Divisão na Taça Brasil e os do campeonatinho paulistano. O jogo também serviu para murchar o "patriotismo" de nossa crônica esportiva, que basta um Neymar aparecer em nossos campeonatos medíocres para já ser aclamado como um dos maiores do mundo, quando ainda nem saiu dos "cueiros" do futebol profissional. Precisa jogar muito e na Europa para provar que pode ser um Romário, Ronaldinho, Ronaldo, Kaká, Messi, Cristiano Ronaldo e outros que chegaram lá disputando campeonatos em que sobram craques de primeira grandeza. Difícil é entender o porquê de o Mano convocar o Robinho e ainda dar-lhe a faixa de capitão, ele, um boleiro que só foi titular no Santos e nunca no Real Madri, no Manchester City e agora no Milan. O Messi fez a diferença, como fazem os grandes do futebol, assim como o Ronaldo no Corinthians, onde pouco jogou contra o Cruzeiro, mas na hora maior e com toda a pressão em cima ele apareceu e conferiu.

 

 

Laércio Zanini arsene@uol.com.br

Garça

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DOHA A QUEM DOER

A seleção brasileira não conseguiu Catar os hermanos. É bom que se Messi o tamanho do problema agora, antes do próximo Mano a mano.

 

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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BLOCÃO DE 202

Antes do frigir dos ovos, o PMDB mostrou a que veio para dar a vitória eleitoral à Dilma. Ninguém ajuda ninguém sem exigir nada. Dito e feito. O velho e matreiro partido político não fugiu à regra. Não perdeu tempo. Articulou-se logo com outros partidos, aliando-se na Câmara com o PP, o PR, o PTB e o PSC e constituiu o que chamaram de "blocão', agrupando, para 2011, 202 deputados federais, quase que a maioria absoluta, para dominar essa Casa do Congresso. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, reagiu com irritação, alegando ingenuamente que quem manda no governo é a presidente, mas esqueceu-se de que quem vota as leis e derruba os vetos para o Poder Executivo governar são as duas Casas do Congresso. Por isso, sr. presidente do PT, não venha cantar de galo porque o poleiro pode cair. O mais interessante de todo este imbróglio é que, enquanto os líderes dos cinco partidos concretizavam o aludido compromisso, o presidente do PMDB, e vice-presidente eleito, Michel Temer, sem nada temer, almoçava amigavelmente com o presidente do PT, dando-lhe belas garfadas"!

Bolo quente pode queimar a língua de todos os famintos que querem dele tirar pedaços!

Antonio Brandileone franbrandi@uol.com.br

Assis

 

 

 

 

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SUPERBANCADA E O PT

O José Eduardo Dutra diz-"... Quem manda é o presidente. Nesse caso quem vai decidir será a presidente..." Eu digo: quem manda é o PMDB. Ele vai decidir o rumo de nosso país. Que coisa! É como tomar um gol aos dez segundos de jogo.

 

João Menon joaomenon42@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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BLOCÃO DA ALEGRIA

Será que o PMDB conseguiria montar o mesmo "blocão" de deputados se o objetivo fosse trabalhar dura e honestamente pelo bem do Brasil? Se fosse para aceitar sacrifício pessoal em prol das tão necessárias reformas que melhorariam o futuro de todos os brasileiros? Acho que não. Infelizmente, enquanto nossos políticos acharem que foram eleitos para se servirem dos bens públicos, em vez de para representarem bem e satisfazerem o "público pagante", o que paga com muito sacrifício seus polpudos salários e ricas mordomias, o Brasil não tem jeito. Só nos resta nos unirmos ao "blocão" dos eternos descontentes, manifestando nossa indignação, e aguardar, com esperança, as próximas eleições. Até quando?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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FOGO AMIGO

 

 

 

 

Capitaneados pelo PMDB, que ambiciona cargos no governo, o Congresso em pleno final de ano já se articula e montou um grupo de mais de 200 parlamentares para mostrar ao governo que está unido e não abre mão do primeiro escalão. Veremos esta luta pela incansável sede de poder nos próximos meses. Acaso estivessem solidários em prol do País, da saúde, da qualidade do ensino

e melhoria dos transportes públicos, os cidadãos não teriam por que ficar desassossegados. No entanto, sem uma coabitação mais profunda, já se apequena a aliança partidária e pode abrir espaço à crise de governabilidade. Esperamos que a eleita tenha o necessário discernimento na escolha da equipe que servirá ao Brasil.

 

 

Carlos Henrique Abrão abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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MANGUINHAS DE FORA

 

O carnaval dos políticos em Brasília começa antes da posse de Dilma Rousseff. O PMDB do Temer, precavido com a gritaria por mais Ministérios por parte dos petistas, forma seu bloco com 202 deputados federais, fruto de aliança com quatro partidos.

A Dilma que se cuide com o partidão, porque agora terá, alojado no Planalto, um vice-presidente no seu cangote!

E se não bastasse esta trincheira ameaçadora do PMDB, próxima da transição de governo, o Lula também deixa para sua sucessora os pepinos amargos do Enem, CPMF, Banco Panamericano, trem-bala, etc. E sabe Deus o que mais está por vir...

 

Paulo Panossian Paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

 

 

 

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FATURA

O "blocão" criado pelo PMDB na Câmara dos Deputados vai custar muito caro para a Nação. Será que a futura presidente pagará a fatura cobrada - justamente - pelos partidos aliados?

David Neto dzneto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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EM QUANTOS ROUNDS?

A queda de braço iniciou-se no Congresso. O PMDB colocou suas luvas de boxe, formando com os partidos PR, PP, PTB e PSC um bloco unido para tentar nocautear o PT. A disputa pela presidência da Câmara será uma contenda de muitos rounds. Mas se o PT pensava que iria convencer o mui amigo e aliado PMDB a não disputar esta luta, parece que dormiu em cima dos louros, pois como ganhador das eleições, principalmente para a Presidência da República, achava que por direito seria sua a presidência da casa. Mas terá de entrar no ringue e lutar com o desafiante PMDB, muito bem preparado e com fome de poder.

E nós, de longe, assistiremos a quantos rounds será disputada, até que um deles com um belo soco bem no meio da fuça, leve o adversário à lona, num belo nocaute.

Será Dilma a juíza desta luta? E será que o vencido vai aceitar o resultado?

 

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

 

 

 

 

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ALÍVIO IDEOLÓGICO

Ao constituir um megabloco na Câmara, independente do PT, o PMDB, caso possuísse um líder como o dr. Ulysses, tutelaria o novo governo, evitando qualquer tentativa de subversão da ordem constitucional, caso a metamorfose da ex- terrorista ora eleita tenha sido incompleta.

Caio Augusto Bastos Lucchesi cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

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COTA

Dilma sabe: recebendo o PMDB sua "cota ministerial", não haverá Michel a temer.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

 

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TRANSIÇÃO COMPLICADA

Dilma Rousseff começa a enfrentar os primeiros problemas, antes mesmo de tomar posse.

A fúria hercúlea do PMDB por cargos e Ministérios será um entrave para a governabilidade da futura presidente a República.

Primeiro foi a proposta de manter tudo como está com relação à ocupação de cargos e Ministérios, o que, na prática, foi um recado direto para Dilma de que não terá facilidades para governar sem ouvir a base que a elegeu (parodiando o presidente Lula com suas metáforas futebolísticas, "o PMDB e mais 10").

Agora é a vez da formação de um "blocão" na Câmara dos Deputados, formado por PR, PP, PTB, PSC, um nanico ainda não identificado, além do gulosão nacional (o próprio PMDB).

Está claro que a formação deste bloco é uma medição de forças com o PT, que elegeu a maior bancada da Câmara e não foi chamado para integrá-lo.

A guerra que se inicia tem como motivo a presidência da Câmara, pleiteada pelo PMDB, mas que por tradição da Casa deve ser do PT, que conta com a maior bancada (88 deputados contra 78 do PMDB).

O fato é que, se o PT não ceder ao apetite voraz do PMDB e seus asseclas (pode colocar aliados, se preferir), terá enormes dificuldades para aprovar projetos importantes para o governo ou deverá ceder em cargos do segundo ou terceiro escalão, ou em verbas públicas.

Articulações num regime democrático são naturais, porém os motivos que levam à criação desse forte bloco não são nem um pouco republicanos.

 

Fausto Alves faustobentoribeiro@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

 

 

 

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CONTENÇÃO NECESSÁRIA

Somente esperamos que a presidente Dilma tenha pulso firme para conter essa volúpia do PMDB, sequioso, como sempre, por conquista de cargos. Sabemos todos que a candidatura de Dilma foi uma imposição do presidente da República, mas, para o bem do Brasil, será necessário que ela, com personalidade e determinação, se liberte de convencionalismos e consagre o critério de competência na escolha de seus auxiliares imediatos. Não poderá ter uma postura frágil em razão de pressões e manobras de raposas que somente pretendem posição de mando na administração pública.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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O DIABO VESTE PRADA

Quem vende a alma ao diabo não pode cair na ingenuidade de achar que a coisa não vai cobrar sua recompensa. Aí está o blocão formado pelo PMDB, com 202 deputados, o que torna a presidente refém dos partidos que se concertaram para obter Ministérios e deixa de tornar os postos legislativos garantidos ao PT, cujo presidente, José Eduardo Dutra, de maneira cândida, aponta como fato do Congresso, ao qual o Executivo não vai se submeter, como se fosse possível governar isoladamente. O PT tem um alto preço a pagar por sua tão almejada vitória.

 

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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FOLHA CORRIDA

Justa a pretensão do PMDB de querer reservar os próximos quatro anos para José Sarney na presidência do Senado. Não custa repassar seu currículo: fez-se à sombra dos governos militares. Quando a nau começou a fazer água, juntou-se a dois outros profissionais da política e a Presidência lhe caiu no colo. Com Ulysses e o PMDB, cometeu o estelionato eleitoral de 1986 e entregou o País ao sucessor com inflação de 84% ao mês. Mais recentemente calou o Estadão. Nada mais justo.

 

 

Rubens Tarcisio da Luz Stelmachuk rtls@bol.com.br

Curitiba

 

 

 

 

 

 

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FICHAS-SUJAS NO GOVERNO

Nas recentes eleições, cabia aos cidadãos deixar de lado os chamados fichas-sujas.

Agora, essa tarefa cabe a dona Dilma, ao escolher os ocupantes dos cargos dos primeiros escalões do governo. Será que ela é consciente disso? Será que vai escolher membros do PT, do PMDB, etc., tenham eles competência ou não? Será que vai usar critérios éticos, fazendo como é praxe em países do Primeiro Mundo, mandando investigar os candidatos a cargos públicos para descobrir eventuais falcatruas, verificando Declarações de Bens deles e de membros da família, para ter certeza de tratar-se de fichas-limpas?

Será que os cargos vão ser loteados, para não dizer rifados? Vamos continuar com o velho sistema de "taxa de sucesso" de dona Erenice Guerra, de 6% para cima, com o "cima" podendo atingir porcentagens que o simples mortal não consegue imaginar? Vamos aguardar quais serão os critérios de dona Dilma.

João U. Steinberg justeinberg@terra.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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O TAMANHO DA CAUSA

Viram quem está cotado para assumir o BNDES no governo de Dilma Rousseff? Ciro Gomes...

Que bela compensação pela frustração que os petistas lhe causaram... Se tal se concretizar, garanto que toda a sua mágoa vai acabar, comprovando que "tudo vale a pena quando a causa não é pequena". Olha o tamanho da causa... Compensou!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

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Ciro Gomes no BNDES?

No Brasil das promessas vastas, tudo é possível. Ciro Gomes será indicado para assumir o BNDES? Ficha suja pode assumir cargo tão expre$$ivo? Pelo que nos consta, ele está sendo investigado, juntamente com seu irmão Cid, por desvio de dinheiro público no Ceará. No Brasil da Dillma tudo fica como antes, raposas tomando conta do galinheiro proliferam!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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CORREÇÃO NA TABELA DO IR

Enquanto a equipe de transição do governo Dilma Rousseff se engalfinha na busca de cargos, a correção na tabela do Imposto de Renda vai ficando para o final da fila. Como sempre, o que diz respeito ao contribuinte não interessa ao parlamentar, pois, se assim fosse, essa matéria já estaria na pauta do dia. O imposto deve ser pago pelo trabalhador, mas deve-se observar a sua capacidade contributiva. Carregar nas costas o ônus de uma administração irresponsável, que gasta muito e gasta mal, não faz parte da justiça social tão declamada nos discursos petistas, que na oposição eram a favor da correção e na situação são contra. Quando o governo corrigiu a tabela em 4,5% ao ano entre 2007 e 2010 e abriu mão de R$ 5,7 bilhões, não teve perdas, visto que a arrecadação do IR das pessoas físicas apresentou crescimento, apesar das correções. Antes das eleições, a candidata defendeu a redução dos impostos, chegou a hora de a onça beber água. Vamos ver se o discurso vira prática.

Izabel Avallone izabelavallone@yahoo.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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DESABAFO

 

 

 

Fui intimado pela Receita Federal a comparecer a determinada agência, no prazo de 20 dias, de posse dos recibos que comprovem a veracidade de um abatimento lançado em minha Declaração de Renda ano-base 2007, exercício 2008, referente a tratamento dentário. Cumprindo meu dever de cidadão e contribuinte, a despeito de ser um profissional liberal, que quando não trabalha não ganha, compareci ao referido órgão no prazo e na hora estipulados, de posse do documento solicitado. Lá chegando, deparei com mais ou menos cem pessoas numa sala aguardando sua vez de "confessar seu pecado", todas com aquela fisionomia típica de gado na fila do abate - afinal, são pessoas comuns. Com os demais, aguardei ser chamado e, no final, o funcionário, não satisfeito com a apresentação dos documentos que me havia pedido, formulou uma nova intimação, desta vez para que eu apresente os extratos bancários que mostrem os cheques emitidos, já que o montante da despesa foi dividido em 12 parcelas mensais, além de um orçamento, aprovado por mim, do trabalho realizado pelo profissional e receitas de medicamentos prescritos por ocasião do tratamento. Verdadeira palhaçada, talvez queiram mostrar serviço para o chefe Cartaxo, de triste memória. Agora vou ter de lembrar, ou melhor, adivinhar contra qual banco emiti os cheques, se é que todas as parcelas eu paguei com cheques. Isso há quatro anos, em plena vigência da CPMF, quando a maioria dos pagamentos por serviços prestados era realizada em dinheiro, e terei ainda de dar um passeio pelos lixões de São Paulo para ver se encontro alguma prescrição. Vale lembrar que nas camadas mais altas da sociedade alguns pagamentos eram feitos até em dólares, por motivos óbvios. O excesso de bom-mocismo, civismo e falsa moral acumulados pelos funcionários nesse setor da arrecadação, e hoje derramado sobre mim, não deixa dúvidas de que fizeram muita falta aos funcionários da própria Receita lotados na aduana do aeroporto de Cumbica, conforme denunciou a TV Globo há poucos dias. Sobre esse assunto não vou entrar em detalhes, só espero que a Polícia Federal aja com independência. Concordo com o rigor da fiscalização e, como não tenho rabo preso com nada nem com ninguém, gostaria, já que somos todos iguais perante a lei, que o mesmo critério fosse aplicado, coisa que eu nunca vi, também aos quadrilheiros que dominam o País. Lá, grande parte dos asseclas e aliados do rei conseguiu aumentar exageradamente seu patrimônio - um deles em 4.437% num prazo de quatro anos. Está publicado na grande imprensa. Tornaram-se tão vergonhosamente poderosos que tratam suas pendências nos porões das secretarias e dos Ministérios, incluindo o da Justiça, de onde já partiram ordens de censura contra quem os denuncia. Mas, como bom brasileiro e criativo, talvez eu tenha encontrado uma saída: vou fotografar minha boca, diga-se de passagem, mostrando todos os 32 dentes, e apresentá-la como alternativa de convencimento. Só espero que a moda não pegue. Esse método fotográfico, se adotado pela cúpula, seria um tanto constrangedor para os contribuintes que abateram honorários médicos, pagos por cirurgias de hemorroidas.

P.S.: Responsabilizo-me totalmente pelo dito.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com

São Paulo

 

 

 

 

 

 

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TRAIDORES

O PSDB está virando uma máquina de produzir traidores. Gabiel Chalita é um caso emblemático, e agora o prefeito de São Paulo está planejando liquidar o DEM e se juntar ao PMDB. O mundo político brasileiro é vergonhoso, para não dizer coisa pior.

 

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

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DEM E KASSAB

Não é verossímil que o DEM venha a ser anexado pelo PMDB e passe a apoiar o governo da fantoche Dilma Rousseff em 2011, com o plano sendo executado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Seria de uma rendição tão covarde e humilhante perante aquele que pregou a extinção do partido que, muito certamente, entraria para os anais da História de como não se faz política de gente grande.

Ao impor um vice desconhecido nacionalmente ao candidato José Serra na última eleição, o DEM já gastou sua cota de erros crassos por ora. Se Kassab fizer como fez Eduardo Paes, prefeito do Rio, e virar a casaca a favor do governo, ele, sim, estará cometendo seu suicídio político no seu reduto eleitoral, que é São Paulo, onde o PT e Lula só perdem.

 

 

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

 

 

 

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REDUÇÃO DA SELIC

 

 

É claríssima e convincente a exposição de Kamir Khair! Com referência à custosa - para não dizer nefasta - Selic, que alegadamente pretende controlar a tendência inflacionária, seus juros recordistas motivam o efeito contrário. Ao incentivar a aplicação das disponibilidades bancárias na divida pública, diminui sua concorrência nos créditos do mercado, provocando taxas de juros exorbitantes e antieconômicas. Assim, as empresas industriais preferem operar com alta produtividade (comprometendo a plena capacidade) antes de financiar o aumento da capacidade e do capital de giro. Dessa maneira o crescente consumo em muitos casos não é acompanhado pelo aumento da capacidade produtiva, provocando efeitos inflacionários, alias os custos já são (inflacionariamente) elevados pela incidência dos mais altos juros do mundo.

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com

São Paulo

 

 

 

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PELA HORA DA MORTE!

 

Os grandes bancos brasileiros ganharam somente no terceiro trimestre a bagatela de R$ 10,2 bilhões. Ulalá!

Bom para os banqueiros, pois esse resultado significa que os seus clientes, dentre eles o governo é o principal, estão pagando juros e tarifas com custos pela hora da morte!

 

 

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

 

 

 

 

 

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RECAÍDA NA EUROPA

Grande parte da Europa está acometida de um estranho banzo numismático. A Grécia com saudade da dracma, Portugal com saudade do escudo português, a Irlanda com saudade da libra irlandesa, Itália com saudade da lira italiana. Enfim, todos recordando o tempo em que driblavam crises recorrendo ao artifício de desvalorizar suas próprias moedas.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas - MG

 

 

 

 

 

 

 

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EFEITO ORLOFF À VISTA

Sistema financeiro sem controle algum, pois o que manda é o lucro escandaloso, com maus serviços e corrupção à toda. Estamos a passos largos nos aproximando da "quebradeira" europeia!

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

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ATAQUE À PERIFERIA

 

 

Quero parabenizar Celso Ming pela coluna de 16/11 (B2), "Ataque à periferia do euro". Como aluno de Economia, sempre ouvia meus professores dizerem que a relação dívida/PIB não era importante, que países como Itália, Irlanda e Grécia tinham "credibilidade" junto ao mercado. Agora vemos que a credibilidade foi construída em cima de um imenso castelo de areia. Concordo com Ming, não importa a moeda ou até o grau de desvalorização desta, o que os mercados querem ter é um título de dívida de um país com segurança, liquidez e solvência.

 

Roberto Saraiva Romera robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

 

 

 

 

 

 

 

 

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COMENTÁRIO DO PROFESSOR KUNTZ

Segundo nosso querido presidente Lula, "doutor em economia", a crise mundial do capitalismo atingiria o Brasil como uma "marolinha". É claro que é certo o comentário do professor Kuntz, certamente haverá manifestações dos sindicalistas e patrões.

 

Carlos Yoshikazu Takaoka, sociólogo

São Paulo

 

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CASO CELSO DANIEL

A pergunta que não quer calar: quando é que Lulla e sua matula - leia-se José Dirceu, Genoino & Cia. - estarão sentados no banco dos réus? Se isso acontecer, vou acreditar que há justiça neste país.

Claudio D. Spilla Claudio.Spilla@CSpilla.org

São Caetano do Sul

 

 

 

 

 

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BOMBA-RELÓGIO

Finalmente o caso Celso Daniel volta às manchetes dos jornais. Provavelmente há muita gente com as barbas de molho...

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

 

 

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MUDANÇA DE GOVERNO... E ATITUDES

Agora que seremos governados por uma mulher, e ela já foi escarafunchar para revelar e punir os militares que a torturaram nos idos da ditadura, seria de bom alvitre revelar e também punir os responsáveis pela morte do Celso Daniel e do Toninho do PT de Campinas.

 

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

 

 

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DILMA & STM

O chavão de que "decisão da Justiça não se discute, cumpre-se" não funciona no Brasil, mas lamenta-se, já que todos os tribunais estão submissos ao tacão do governo federal na pessoa de Lula quando o assunto é protecionismo e omissão. A atitude do Superior Tribunal Militar (STM) de não permitir, antes da campanha eleitoral, acesso aos processos abertos durante o regime militar contra Dilma Rousseff e proteger fatos que deveriam ser do domínio público, para não prejudicar a candidata petista, deixa à mostra o total protecionismo e conivência numa campanha eivada de irregularidades, desde o comportamento do presidente-marqueteiro às vendas assumidas pelo TSE e STF. Agora, ao serem liberados tais documentos, vamos ver o que de grave escondiam em detrimento da esperança, da confiança e da boa-fé popular. Mais um imbróglio lamentável sobre o povo, partindo de onde partiu.

João Roberto Gullino jrgullino@oi.com.br

Petrópolis (RJ)

 

 

 

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PREVARICAÇÃO

 

Li ontem e tenho acompanhado a luta da "Folha", através da brilhante e combativa colega dra. Taís, com o objetivo de conhecer o processo a que dona Dilma respondeu como ré no Superior Tribunal Militar. Data vênia, mas depois do resultado do julgamento resta claro que o presidente daquele tribunal exauriu, com seus atos, em tese, o tipo do delito capitulado no Código Penal, no artigo 319, qual seja, a prevaricação. Mormente depois do julgamento. Com a palavra o procurador da República com assento naquela Casa de Justiça.

 

 

Carlos Benedito Pereira da Silva advcpereira@hotmail.com

Rio Claro

 

 

 

 

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FUNDO DE GAVETA...

Será que vamos ter a chance e o prazer de ler em capítulos o que consta no processo, que até então era guardado a sete chaves, sobre a ex-terrorista que agora vai sentar-se na cadeira do companheiro?

L. Dutra l.dutradvogado@uol.com.br

Avaré

 

 

 

 

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CUBA

O ministro da Economia (se é que existe) de Cuba, Marino Murillo, além de negar reformas no plano econômico, apenas reajustes, declarou solenemente que "Cuba ajustará economia, mas manterá a propriedade estatal". E a conversa para boi dormir foi além, pois afirmou que o convalescente Fidel Castro ainda é absoluto e está autorizando os acontecimentos que seu fantoche irmão Raúl Castro, hoje presidente da Ilha da Fantasia, anda fazendo. Regiminho bom esse há 52 anos no poder da família Castro. É esse modelo antidemocrático, arcaico e tirano Dilma Rousseff, José Dirceu, Genoino, Lula e o resto da nossa esquerda festiva quiseram, e ainda querem, para o Brasil, com a ajuda do ditador da Venezuela, Hugo Chávez.

Roberto Stavale bobstal@dglnet.com.br

São Paulo

 

 

 

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HAITI

É triste constatar o quanto este mundo é cruel, perverso, extremamente desigual, cheio de concupiscência e soberba. Enquanto em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, se veem enormes quantidades de iates, com autódromo e hotel instalados dentro de uma gigantesca marina, e que custou mais de 40 bilhões de dólares, vemos no Haiti toda uma população sofrendo de todas as mazelas que um ser humano possa padecer. Mais de nove meses depois da tragédia do terremoto, nada foi feito para mudar a sorte daquela pobre população esquecida pelos que têm dinheiro de sobra (de sobra mesmo!) para ajudar. Onde está Alá para aliviar o sofrimento daquele povo? Onde estão os que se dobram diante de tamanha crueldade dos que vivem numa pobreza que repugna pela sordidez indigna na busca incessante da sobrevivência? Quando virão?

 

 

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br

Jaú

 

 

 

 

 

 

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NO LIMITE DA MISÉRIA HUMANA

 

Com referência à MATÉRIA "Protestos contra ONU por epidemia de cólera no Haiti deixam dois mortos", pensar que hoje suspeitamos que culturas como as dos incas e maias possam ter sido deixadas para trás intactas por algum motivo similar ao que acontece hoje no Haiti e que essas possam tentar continuar existindo em outros lugares...

Então, por que, neste caso lastimável do Haiti, não investir na opção mais favorável, na transferência do povo haitiano para o lugar de origem de seus ancestrais, como sugeriu em janeiro deste ano o presidente do Senegal? Criar na África, em algum lugar, com a União Africana, um espaço para o retorno dos haitianos, descendentes dos escravos, que não escolheram ir para aquela ilha e agora têm o direito de retornar.

Lá, assim como aqui, no Brasil, pela diversidade cultural e miscigenação, com incontáveis credos, seitas e religiões, não haverá tanta intolerância racial ou religiosa, seria o lugar ideal para o recomeço de um povo traumatizado e abatido por tragédias.

A exemplo de Israel, com todos os problemas internacionais, advindos de uma guerra inútil que parece não ter um fim próximo, que favorece apenas os interesses de grupos obstinados por mais poder, que ainda recebe judeus de todas as partes do mundo, pois esta é a atitude mais justa, e assim também pensa o presidente do Senegal. O que ainda esperam para levar as pessoas do território haitiano? O que resta a fazer ali? Quem se beneficia com os recursos que deveriam ser investidos na criação desse espaço na África? O que pretendem estendendo o martírio do povo haitiano, já no limite da miséria humana?

Aída Gliksman de Shor5555@uol.com.br

São Paulo

 

 

 

 

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URGENTÍSSIMO

O Haiti não faz mais parte do "ibope" mundial (já esquecemos o terremoto) e a cólera tomou conta dessa gente sofrida. Urge que se faça algo.

José Piacsek Neto bubapiacsek@yahoo.com.br

Avanhandava

 

 

 

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O ENEM NÃO MUDA NADA

Mesmo que todas as irregularidades e contratempos sejam corrigidos, apenas o Enem não mudará o ensino brasileiro. A professora Maria Angélica (entrevista ao Estadão, 16/11) está certa, os cursos mais concorridos nas melhores universidades públicas são tomados pelas elites econômicas. Assim como seus estacionamentos estão lotados de carrões. Ou a revolução educacional começa de baixo ou não acontecerá.

Ricardo Possagno - rpossagno@hotmail.com

Curitiba

 

 

 

 

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Se esse governo não tem competência para aplicar uma vez por ano a prova do Enem, imaginem se for aplicada mais de uma vez, como sugeriu o ministro da Educação. Seria, no mínimo, uma tragédia anunciada. Quem não tem competência para um episódio o que dirá para outros mais. Poupem os estudantes, por favor, e mandem esse ministro pra casa. "Brasil, um país de tolos".

 

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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