Cartas - 19/03/2011

LÍBIA

, O Estado de S.Paulo

19 Março 2011 | 00h00

Forças do Ocidente

Felicito a decisão das forças militares do Ocidente de atacar a Líbia e combater o tirano e usurpador Muamar Kadafi. Demorou, já era mais que tempo de as potências ocidentais entrarem em ação, porem a mão na massa e deixarem a retórica vazia de lado. O povo líbio não pode ficar à mercê de um ditador insano e sanguinário, há mais de quatro décadas no poder e que promove um banho de sangue contra o seu próprio povo. Kadafi e seus filhos devem ser presos e julgados pelo Tribunal Internacional de Haia pelos crimes cometidos contra a humanidade. A democracia exige compromisso, ação e ajuda real e efetiva aos oprimidos. Além da Líbia, as forças da ONU e da Otan também deveriam ajudar o povo do Bahrein e de outros países árabes vítimas de opressão e tirania. O Exército brasileiro também deveria participar da intervenção e defender o povo líbio contra o tirano.

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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Diplomacia brasileira

Ontem o governo líbio anunciou que acatará a última resolução da ONU, declarando, assim, um cessar-fogo (lembremos que Kadafi havia prometido um ataque fulminante e impiedoso aos insurgentes). Mais uma vez verifico a equivocada atitude abstencionista de nossa diplomacia, que, se não trabalhou contra, também não o fez a favor dessa importante medida das Nações Unidas. Ora, que espécie de liderança quer o Brasil exercer (daí a postulação de vaga como membro permanente do Conselho de Segurança), se não adota posturas firmes nos momentos em que a comunidade internacional as exige? Não há liderança sem adoção de claras posições, mesmo que ao preço de desagradar a alguns. Quem lidera decide, posiciona-se. E quem decide sobre conflitos de interesses deve estar pronto a enfrentar o desagrado de quem não seja beneficiário da decisão.

XISTO RANGEL

xalbarelli@uol.com.br

São Paulo

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Abstenção

É assim que queremos fazer parte do Conselho de Segurança da ONU? Numa das mais importantes decisões contra um dos maiores regimes tiranos do mundo atual, o Brasil resolve se abster na votação a favor do bloqueio aéreo líbio. Imaginava que o governo Dilma fosse diferente do de seu antecessor, que sempre se abstinha sobre Irã & Cia. quando tinha a oportunidade. Barack Obama deve estar arrependido da viagem ao nosso país.

ROBERTO SARAIVA ROMERA

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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Às favas

Kadafi, amigo e "irmão" de Lula - o Brasil, uma vez mais, manda às favas os direitos humanos ao se abster de votar contra o sanguinário Kadafi. Parece que o comportamento de Lula no caso de Cuba fez jurisprudência.

FRANCISCO ANTÔNIO DE OLIVEIRA

frama@uol.com.br

Campinas

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VISITA DE OBAMA

Complexo de vira-lata

Somos um país conhecido no mundo todo pelo Proálcool. Trinta e quatro anos após ter desenvolvido com sucesso o motor a álcool para carros, pelo Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos, e recentemente o motor a álcool para aviões, vamos mostrar ao presidente da nação mais desenvolvida do mundo as mazelas da nossa elite política, as favelas do Rio de Janeiro.

FILADELFO BARBOSA DA CUNHA

fbcunha@petrobras.com.br

São José dos Campos

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SAÚDE PÚBLICA

Linfoma

De estarrecer a matéria Governo muda regra e pacientes que tratavam linfoma ficam sem remédio (14/3, A18). Qualquer brasileiro, saudável ou enfermo, como eu (embora em remissão), tem motivos de sobra para se revoltar contra o descaso e a irresponsabilidade dos governantes deste país. É inaceitável a indiferença do governo em relação às vítimas de linfoma, negando-lhes há seis meses o fornecimento do medicamento Rituximabe, comprovadamente eficiente no combate à doença, proporcionando ânimo, esperança de vitória e coragem para enfrentá-la. Apesar de ser grato a Deus e ao atendimento que recebi na Santa Casa de São Paulo, como paciente de linfoma não estou livre de precisar novamente de atendimento médico e não conto com nenhuma cobertura de plano particular. Como se pode aceitar o não fornecimento desse medicamento pelo Estado, quando ficamos sabendo que ex-funcionários públicos têm assegurada a assistência médica na rede particular, como também todos os seus familiares e dependentes? Como nos conformarmos com a negativa de tratamento na rede pública, quando a então candidata, hoje presidente do Brasil, recebeu pronto atendimento num dos melhores hospitais desta capital, sendo-lhe ministrado, como se divulgou na época, o citado Rituximabe? Apesar disso, o dinheiro jorra para a construção de estádios para a Copa, trem-bala, etc. A notícia desse descalabro, por isso, acertou-me em cheio, fazendo-me sentir profundamente decepcionado e temeroso quanto ao futuro do País.

ARMANDO A. DA CRUZ

adv.cruz@terra.com.br

São Paulo

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COMBUSTÍVEIS

Álcool na gasolina

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) estranha informação divulgada no editorial O preço do álcool (16/3, A3). O texto afirma que a federação solicitaria à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a redução de 25% para 10% no porcentual de adição de etanol anidro à gasolina. A federação tem acompanhado com preocupação a questão do etanol e os esforços do governo para controlar a oferta e demanda do combustível no País. Uma das possibilidades para isso é a redução do porcentual do etanol anidro à gasolina, que, por enquanto, a Fecombustíveis não considera ser necessária sua solicitação à agência reguladora. Além disso, vale ressaltar que o suposto porcentual de adição sugerido (10%) não está correto, visto que a legislação brasileira estabelece a faixa entre 20% e 25% para a mistura do etanol anidro à gasolina.

GISELE DE OLIVEIRA, Assessoria de Imprensa da Fecombustíveis

www.fecombustiveis.org.br

Rio de Janeiro

N. da R. - A informação contestada na carta foi publicada no jornal O Globo de 11/3.

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TEMA DO DIA

Obama dá ultimato a Muamar Kadafi

Presidente dos EUA afirma que "resolução será imposta pela força", caso ditador siga com ofensiva

Pelo que sei, a Líbia já tinha aberto a economia na Guerra do Golfo, cedendo

às pressões dos americanos."

VANDERLEI NOGUEIRA

"Não consigo compreender a defesa de civis armados. A quem interessa a mudança de mãos do poder líbio?"

SANDRA SABELLA

"Pela força, Obama? Não há meios diplomáticos? Ou seu país só sabe "resolver as coisas" pela força?"

JOÃO PAULO BOTELHO DA SILVA

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Cartas enviadas ao fórum dos leitores, selecionadas para o estadão.com.br

Meninos eu vi

Eu vi fila debaixo da fachada com letras em neon. Eu vi cartazes, Vi o bilheteiro, vi a bomboniere, comprei balas. Eu vi a porta entre aberta, vi cortinas, vi poltronas com cabeças masculinas e femininas. Eu vi o "vagalume" lumiando o ambiente a meia luz, a procura de dois lugares. Eu vi a tela com imagens em preto e branco e também colorido. Hoje porem, não vejo mais, o Cine Belas Artes.

Mário Lopomo mlopomo@uol.com.br

São Paulo

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Cine Belas Artes

Sonhos existem, sonhos morrem. A atividade cinematográfica desde a concepção do filme até a sua exibição é uma atividade comercial e assim é que deve ser entendida. Se a turma do Facebook e os Kassabs da vida estivessem interessados no Belas Artes, estariam frequentando-o e o seu proprietário poderia pagar ao proprietário do imóvel um aluguel justo, o resto é frescura e lamento o Estadão gastar tanta tinta e papel com isto.

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br

São Paulo

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Biombos

Ao invés de terem criado a lei, que obriga bancos à pôr biombo na frente de caixas. Não seria mais benéfico o governo nos dar mais e maior segurança e combater a bandidagem.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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Divisórias nos caixas do banco

O projeto de Lei que o Gov. Alkimin assinou obrigando os bancos a colocarem divisórias nos caixas foi a melhor coisa que o governador fez para garantir a segurança dos clientes. Com a divisória ficará muito mais difícil de bandidos disfarçados de clientes observar o que os clientes estão fazendo no caixa e assim acabar com o crime famoso que é a ''saidinha de banco''. Te todos os tipos de segurança que o banco já tem, esta medida seria a única que protegeria o cliente e não o banco em si. A porta giratória é uma das medidas que já está provado que não funciona, pois estamos cansados de vê bandidos entrar em agências e cometer assaltos, é tanto que existe muitas agencias que não tem. Sabemos que Febraban, entrará na justiça impedindo que a lei da divisória não entre em vigor, pois irão justificar uma porção de inverdades. Más na verdade os bancos não estão nem um pouco preocupados com a vida de seus clientes. Precisamos nos unir e fazer valer nossos direitos, direito de viver!

Ricardo L. Carmo ricardo@bancalcarmo.com.br

São Paulo

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A caixa-preta da ecologia

Ao desburocratizar nas obras rodoviárias por meio de dois decretos previstos para os próximos dias (Estado, 13/03), a presidente Dilma Rousseff começará a abrir uma imensa caixa preta que muito tem retardado as obras necessárias ao desenvolvimento nacional. Mas estas medidas devem apenas como o começo de um necessário processo de modernização de procedimentos e de compartilhamento de responsabilidades. Há que se livrar a questão ambiental dos oportunistas que a utilizam para finalidades diferentes que as ecológicas e acabam, mercê dessa exposição, transformando-se em verdadeiros gigolôs ecológicos e, como tal, conquistam cargos eletivos, são nomeados para altos postos e abocanham benesses que nada têm a ver com o meio ambiente. Além de remover os entraves às obras, o governo tem de fazer com que seus órgãos funcionem. Também precisa reforçar a fiscalização e combater a corrupção para evitar desmatamentos não autorizados, obras que prejudiquem o entorno e uma série de outros problemas. Da mesma forma que deve garantir o funcionamento dos órgãos oficiais, tem de cobrar rigidamente todos os agravos que se cometa contra a natureza. Quem provocar os danos tem de repará-los e ainda fica sujeito às punições legais. Se forem funcionários ou administradores públicos, devem ser sumariamente afastados de seus postos e processados. Compatibilizar desenvolvimento com ecologia é uma imensa responsabilidade. Espera-se que o governo tenha condições de avançar nessa direção...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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Reeleição em xeque

A proposta aprovada pelo Senado Federal que visa acabar com a reeleição para presidente, governadores e prefeitos será um retrocesso democrático. Primeiro porque a reeleição dá a todos os cidadãos o direito soberano de manter os bons governantes por mais um mandato e mandar para casa aqueles que não correspondem às expectativas. Segundo porque foi a reeleição que deu ao Brasil quase duas décadas de estabilidade econômica e política, período este que estamos vivendo e fez com que o país passasse a ser muito mais respeitado e ouvido em todo o planeta. Se existe abuso de poder por parte daqueles que estão no governo, então que a Justiça Eleitoral haja com o rigor que a lei prevê e não feche os olhos como o fez em relação ao ex-presidente Lula, que usou e abusou do Estado a favor de sua candidata e só recebeu meia dúzia de multas de dez salários mínimos cada uma. Nos EUA a reeleição já existe a quase um século e funciona muito bem, porque lá a Justiça é para todos, já aqui. Ademais, o Brasil não quer voltar atrás, se comportando como mais uma republiqueta sul-americana que fica mudando suas regras eleitorais ao bel prazer dos seus politiqueiros. A reeleição, desde que única, é um avanço democrático e somente um Congresso Nacional de araque como esse atual, para atacar mais esse direito dos brasileiros.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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Fim da reeleição ... e mais prevenção!

O fim da reeleição é necessário , ao mesmo tempo que se deve aumentar para 6 anos o período de gestão presidencial...senão não dará tempo de um competente , honesto e bem intencionado presidente realizar o necessário para levantar de verdade esta nação. Pena que o fim da reeleição não vá nos servir de proteção contra futuras possíveis desgraças, já que não impedirá que um terceiro raio fulmine nossas cabeças. Prevenir é muito melhor que remediar, e para isso, há que se mover desde já! Acorda, Brasil!

Mara Montezuma Assaf montezuma.fassa@gmail.com

São Paulo

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As conveniências morais do PT

Voltará Delúbio, voltará José Dirceu e já voltou Genoíno. O mensalão não existiu ! Foi brincadeira de mau gosto dos opositores do PT! Onde está aquela moral e aquela ética tão pregadas, há dois decênios atrás, pelo Partido ? Todas aquelas regras e todas aquelas posturas públicas de ''Catão'' da Política, onde estão ? Ninguém gosta de louvar o fim, porque o fim é o enterro de uma vida que honrou ou fugiu dos compromissos assumidos. Quem acredita, ainda, no PT? Como falar de ética e de moral ? Vamos aguardar o surgimento de outra agremiação que, também, terá posturas lindas até chegar ao poder...

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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Ciclotimia da impunidade

É interessante a ciclotimia de humor da impunidade no Brasil, Delúbio volta para o PT, Roriz é notícia, Maluf está

quieto na Câmara, isso sem falar no segundo nível onde processos por improbidade administrativa se acumulam.

Este é um país onde o tempo apaga tudo. Como evoluir politicamente a nação, sendo o judiciário paradigma

recorrente de ganhar tempo. Tempo por aqui é impunidade, aja visto que os advogados de Demarco se empenharam

neste ''Fórum dos leitores'', sem ser conclusivos, de contestar o competente jornalista José Neumanne, passando

a exata sensação de que de tão acostumados entraram com recurso junto ao fórum contra o artigo de Nêumanne !!

Francisco José Sidoti fransidoti@terra.com.br

São Paulo

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Delúbio Soares de volta!

O STF nem precisa julgar o mensalão, porque já sabemos o resultado. O PT aos poucos vai incluindo no governo os quarenta ladrões. Acaba de perdoar o Delúbio Soares, readmitindo-o no coração do PT! Só está faltando Zé Dirceu sair das sombras para encerrar o caso mesmo antes de ser julgado. Depois é só o STF fazer aquela firula de sempre, com alguns votos contra, outros a favor e um para desempatar. Aí é só distribuir a nível nacional 190 milhões de narizes de palhaço.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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Cobertor curto em SP?

Moro no Itaim Bibi há 27 anos, mas escrevo esta carta como paulistano indignado. A ''solução'' de vender terrenos e aparelhos públicos da Prefeitura para tentar cumprir pequena parte de mais uma promessa de campanha de Kassab é revoltante. No caso do Itaim Bibi é ainda pior, pois, resumindo, existe um quarteirão onde temos uma biblioteca pública, um teatro, duas escolas, um posto de saúde e uma sede da APAE. A proposta é vender este terreno, para permitir a construção de creches em bairros periféricos, pois o prefeito, após passar carnaval em Paris, se fantasia de pedinte e diz não ter dinheiro, além de alegar que a prefeitura é muito burocrática (sic!). O próximo passo do Sr. Kassab será, naturalmente, lotear o Parque do Ibirapuera para construir escolas. Ora, o sr. Kassab tem a coragem (ou seria cara-de-pau?) de atrelar a construção de creches à venda de importantes aparelhos públicos, como se uma coisa estivesse diretamente ligada à outra! Me parece incrível crer que a cidade de São Paulo, com sua altíssima arrecadação, inclusive após aumento extorsivo de IPTUs, não teria dinheiro para tais obras, tendo que adotar a revoltante postura do cobertor curto, que é destruir aparelhos públicos para... Construir aparelhos públicos! Que tipo de lógica é essa? A prefeitura não pode agir ao sabor da especulação imobiliária. Qualquer urbanista sabe disso, e sabe que estes espaços são, inclusive, importantes tanto para os moradores do bairro como para quem trabalha lá e pode matricular filhos por perto, ou utilizar os serviços do posto de saúde ou biblioteca, por exemplo. Além disso, é impossível ignorar que o quarteirão onde estão estes aparelhos, no Itaim, representa o último respiro dentro do bairro, onde temos casas e muitas árvores preservadas, ao contrário dos demais quarteirões, tomados por empreendimentos gigantescos. O Bairro está super-saturado, tornando o Itaim verdadeiro inferno para quem mora ou trabalha aqui. Quem quiser saber mais e ajudar, pode participar em http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/7756. E aproveito para dar um conselho ao nosso decepcionante prefeito: Não se preocupe tanto com a falta de partido, a falta de votos é, para o senhor, um perigo muito maior. Espero poder contar com o importante apoio do Estadão à mais esta causa importante.

Renato Rea Goldschmidt reagold@gmail.com

São Paulo

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Vaga em creche

Para a Rede Nossa São Paulo o fato de a Prefeitura paulista vender 3 terrenos para criar 40 mil vagas para crianças em idade de frequentar a creche , isto é, 40% da fila de espera que atualmente é de pouco mais que 130 crianças não resolve o tamanho da fila. Já os moradores da região da avenida Horácio Lafer, no Itaim-Bibi querem o tombamento de um dos terrenos a ser vendido já que na área há imóveis de R$ 20 milhões. Em resumo: 1) a Prefeitura não pode oferecer vaga para 40 mil crianças em idade de creche porque Kassab pode cumprir uma promessa de campanha e isso não interessa à oposição ao prefeito; e 2) a Prefeitura não pode vender patrimônio público em área nobre da cidade para não contrariar as classes abastadas. É para garantir que a Prefeitura defenda o cidadão que existem o Ministério Público, a Justiça e a polícia.

Aliana Cândida Silva alianacandida@yahoo.com.br

São Paulo

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Aí tem

Cheira muito mal a intenção do prefeito de São Paulo, em vender a área (super valorizada) da sub prefeitura de Pinheiros. Isso me parece meio de fazer dinheiro para ajudar na construção do estádio em Itaquera, para sediar a abertura da copa do mundo. Essa de construir creches não cola, por isso paulistanos estejamos atentos.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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Canibalismo municipal

O Caderno Metrópole de 18/03, matéria que trata da intenção do prefeito em se desfazer de vários prédios de propriedade do município, mais uma com a justificativa de construir creches. Ora, o município se recente de áreas para a implantação de equipamentos públicos além das citadas creches, como por exemplo, os pontos de descarte de entulhos, para citar o mais simples de resolver, entre tantos. Também argumentam as nossas autoridades, que a construção por meios próprios é devagar em decorrência de entraves burocráticos. Então pode-se depreender que as unidades públicas serão defenestradas por causa da burocracia. Ora a demora mais significativa são os prazos exigidos pela Lei das Licitações, que não são nada exagerados, então conclui-se que a demora estaria, talvez, na demora na elaboração dos editais, o que nos parece não ocorrer, já que supõe-se que os edifícios sejam padronizados. Então resta a insuficiência de verbas e quiçá o desconhecimento completo da realidade da prefeitura. Um indício dessa hipótese se revela quando é indicado que na Rua Bresser existe um depósito de lixo. Ora quem conhece a prefeitura de mais perto sabe que ali se localiza a unidade de Materiais Inservíveis, para onde são encaminhados todos os equipamentos e produtos os quais quando considerados inservíveis para a prefeitura, como veículos, são vendidos em leilão público e jamais podem ser chamados de lixo. O caso dos equipamentos do Itaim Bibi, elencados em matéria anexa, é um absurdo que mereceria a intervenção do Ministério Público, A área onde se encontra Subprefeitura de Pinheiros, se está subaproveitada, não faltam serviços públicos que poderiam ser ali alocados, principalmente porque se localiza próxima às estações d o Metrô e da CPTM. Seria muito melhor para o município se nossas autoridades reformulassem o orçamento programa em favor da construção das creches, diminuindo, por exemplo, a verba para a propaganda, principalmente as ufanistas, que mais parecem loas às autoridades. Outros prefeitos já adotaram canibalismo semelhante e depois a prefeitura teve que negociar novos espaços para as suas Unidades

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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Repressão na Líbia

Hillary manda na política externa dos EUA, aniquila qualquer esboço de inovação de Obama. EUA mandam na ONU Assim, ninguém na ONU, a não ser no discurso, sairá em defesa dos jovens insurgentes líbios em busca de sua democracia. A que seria histórica batalha de Trípoli dará lugar às atrocidades de Kadafi. Que cartas o ditador terá na manga para imobilizar o ocidente? Isso é uma vergonha e um pecado que nos custará caro.

Deus, não tenha piedade de nós.

Mauren Leni de Roque marcell@litoral.com.br

Santos

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Como Pilatos

Em meio às loas que a presidente Dilma Rousseff vem recebendo pela mudança de rumo nos ventos na política externa brasileira, chamou-me a atenção o voto pusilânime de abstenção do Brasil num momento em que o Conselho de Segurança da ONU, por 10 votos a favor e nenhum contra decidiu impor a "adoção de todas as medidas necessárias" para proteger os civis no conflito líbio. Os fatos estão aí evidenciando os crimes de Muamar Kadafi contra seu próprio povo. Neste contexto - que é claríssimo - ao invés de aliar-se aos que querem fazer algo de útil contra a carnificina, o Brasil tem uma recaída - semelhante à de novembro de 2010, quando se absteve de condenar o Irã pelo apedrejamento - e faz-se novamente de morto, negando, na prática, apoio à criação de uma zona de exclusão aérea, entre outras medidas para conter o banho de sangue que se observa na Líbia. Em nota, a embaixadora brasileira na ONU, Maria Luiza Viotti, ainda procurou justificar a abstenção, atribuindo-a à leitura de que as medidas ora adotadas pudessem causar "mais danos que benefícios" às populações afetadas, o que só pode ser uma piada de mau gosto, à vista das imagens que nos chegam do norte da África. Ao final da nota, amenizou: "mas (a abstenção) não significa uma aceitação do comportamento (do governo) líbio". Ora, isso lá é posição firme, viril, confiável de país que postule integrar o CS da ONU como membro permanente ? Sinto muitíssimo, está a léguas de distância, e, se eu fosse o pres. Obama, jamais permitiria essa ascensão do Brasil nas Nações Unidas. Afinal, muito faz quem não atrapalha... Se o governo brasileiro admite não gostar do "comportamento líbio", deveria, isto sim, fazer algo de útil e não dar de Pilatos e lavar as mãos mesmo vendo o sangue de inocentes ser derramado. A inação da comunidade internacional neste momento - divididas suas atenções por conta da questão de Fukushima - só favorecem ao regime despótico de Trípoli. Em situações assim, abster-se equivale a apoiar o status quo. Ponto contra, Srª "presidenta".

Silvio Natal silvionatal49@yahoo.com.br

São Paulo

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Intervenção

Os fatos - atos de vandalismo, que ocorreram no canteiro de obras - B1 18/03/2011 -, da usina hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, não é fato de amadores em ações de guerrilha.Tem participação de ativistas de viés político na situação, e os órgãos de inteligência - entre outros a ABIN, tem o dever moral de esclarecer essa barbaridade e levar os líderes à cadeia.Os custos envolvidos são incomensuráveis!

Edivelton Tadeu Mendes e.mail:etm_mblm@ig.com.br

São Paulo

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Vandalismo

Deplorável ha atitude de alguns funcionários da Construtora Camargo Correia,que trabalhavam no canteiro de obras da Hidrelétrica de Jirau (Rondônia) Pelo ato de vandalismo,;aqueles ''trabalhadores'' deveriam ir direto para cadeia,até por que, o patrimônio que destruíram acabará saindo do bolso dos contribuintes.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Praia Grande

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Terrorismo em Jirau

Dezenas de ônibus queimados, instalações para acomodar mais de 20 mil trabalhadores praticamente todas destruídas, e sem motivo real apresentado para monstruosa baderna constatada. Muito se fala sobre alimentação de má qualidade, salários baixos, e até uma briga com um motorista de ônibus. Primeiro: a maioria destes operários talvez pela vez primeira têm suas carteiras assinadas. E também várias refeições por dia, que nem em suas casas conseguem. E é difícil acreditar dado o porte das empresas que constroem Jirau, que estes empresários estejam oferecendo péssimas condições de trabalho. Na realidade, xiitas é que não faltam nestas horas. Ou, de ambientalistas contra o projeto, e até de dentro do PT, como por exemplo, os terríveis membros do MST, etc, para incentivar esta anarquia. O que se espera é que o governo e o judiciário sejam implacáveis na apuração destes fatos, e penalizem com rigor estes criminosos.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Insistir no erro é burrice

A representante do Brasil no Conselho de Segurança da ONU argumenta que a resolução contra o ditador sanguinário Kadafi, não iria resolver a situação e poderia causar danos maiores à população. OK. Qual é a sugestão? Conversar com um louco desvairado que já afirmou que não sai de jeito nenhum? Por acaso a população já não está sofrendo danos, com bombardeios, ação dos mercenários e todos os desmandos do tresloucado tirano? Para os líbios, pela acertada atitude da ONU, um possível alívio caso se confirme o cessar fogo. Nossa chancelaria mais uma vez erra na sua avaliação e envergonha o povo brasileiro.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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Boas-vindas

Presidente Barack Obama, bem-vindo ao Brasil! Este momento representa um encontro histórico entre uma pessoa que lutou contra o racismo e outra que lutou contra o machismo. O primeiro negro presidente dos Estados Unidos da América e a primeira mulher presidente do Brasil. Integro várias organizações de promoção e defesa dos direitos humanos de pessoas LGBT, no Brasil e na região da América Latina. Neste sentido, gostaria de aproveitar sua visita ao Brasil para dirigir-lhe algumas palavras. Em sua campanha presidencial de 2008, o senhor divulgou propostas específicas para comunidade LGBT. São elas, resumidamente:

ampliar a legislação contra a discriminação, inclusive por motivo de orientação sexual e identidade de gênero;

combater a discriminação por orientação sexual e promover os direitos de LGBT no local de trabalho;

apoiar a união civil - com direitos plenos - para casais LGBT

opor-se a uma proibição constitucional do casamento entre pessoas do mesmo sexo;

revogar a política "não pergunte, que eu não conto", sobre LGBT nas forças armadas;

lutar contra a aids globalmente.

Durante seu governo, até o momento, o senhor sancionou a lei Matthew Shephard e James Byrd Jr., que pune a violência, inclusive por motivo de orientação e identidade de gênero; convocou uma reunião de cúpula na Casa Branca sobre bullying; e gravou uma mensagem de vídeo para adolescentes LGBT vítimas de bullying homofóbico, em que disse, entre outras coisas: "O que eu quero dizer é: você não está sozinho." "Você não fez nada de errado. Você não fez nada para merecer isso." O senhor atuou para que os casais do mesmo sexo pudessem fazer declarações conjuntas do imposto de renda, e para que os(as) companheiros(as) de servidores federais gays e lésbicas pudessem ter os mesmos benefícios que seus colegas heterossexuais. O senhor apoia o projeto de lei de "Respeito ao Casamento", para substituir a atual lei de "Defesa do Casamento", sendo que esta última discrimina os casais do mesmo sexo. Além disso, o senhor sancionou a revogação da política "não pergunte, que eu não conto", e afirmou "Digo para todos os americanos, gays ou heteros, que querem apenas defender seu país servindo às forças armadas, seu país precisa de você, seu país quer você, e seremos honrados em acolhê-lo nas forças armadas." O senhor também pôs fim à proibição de entrada nos Estados Unidos de imigrantes e visitantes estrangeiros HIV positivos. Esperamos que continue fortalecendo iniciativas como o Pepfar e Fundo Global de luta contra Aids, Tuberculose e Malária. Mais ainda, o senhor recebeu lideranças LGBT na Casa Branca na ocasião do 40º aniversário da rebelião Stonewall, marco do início do movimento LGBT, e proclamou o Mês do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Pessoas Trans, dizendo "Convoco a comunidade LGBT, o Congresso, e o povo americano a trabalharem juntos para promover a igualdade de direitos para todos, independente de orientação sexual ou identidade de gênero." Seu governo recomendou, inclusive, o voto favorável dos Estados Unidos à concessão de status consultivo da ABGLT, entidade que presido, no Conselho Econômico e Social das Nações Unidas. Isso tudo são medidas extremamente positivas, que representam um avanço considerável na conquista da cidadania plena para LGBT nos EUA e no mundo. Certa vez, o senhor falou que o ex-presidente Lula era "o cara". Posso reafirmar que Lula ficará na história (entre tantas outras conquistas maravilhosas) por ter convocado a primeira Conferência Nacional LGBT, participando da abertura da mesma e, logo em seguida, decretando o 17 de maio como o Dia Nacional de Combate à Homofobia. Hoje no Brasil temos um Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT, temos uma coordenação executiva LGBT vinculada à Presidência da República e, no dia 30 de março, acontecerá a posse dos(as) integrantes do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBT, sendo 15 membros do governo e 15 da sociedade civil. Um exemplo para os Estado Unidos e para o mundo. Gostaria de ressaltar que é muito importante que o senhor continue e amplie seus esforços para apoiar a descriminalização da homossexualidade nos países onde ainda a mesma é crime, e que continue se posicionando publicamente sempre que houver violação dos direitos humanos de pessoas LGBT, como no caso do assassinato do ativista ugandense David Kato, quando o senhor afirmou que "direitos LGBT não são direitos especiais, são direitos humanos" e que "dará forte apoio à atuação em prol dos direitos humanos de pessoas LGBT em outros países". Ainda há 7 países que punem a homossexualidade com a pena de morte, e mais 75 onde também é crime. É preciso mudar esse cenário para um que respeite a diversidade sexual. No Brasil, o Congresso Nacional não aprovou nenhuma lei que beneficie nossa comunidade. E a causa principal é o fundamentalismo religioso crescente na sociedade e consequentemente no parlamento. Serão precisos esforços para enfrentar a homofobia no Brasil, nos Estados Unidos e no mundo. Precisamos de mais pronunciamentos de pessoas públicas, como este que o senhor fez: "Veja bem, eu são cristão, e louvo a Jesus todos os domingos ... mas ouço pessoas que dizem coisas que não acredito ser nada cristãs acerca de pessoas que são gays e lésbicas". Gostaria de registrar mais duas questões. Tive a possibilidade de estar em Cuba por 15 dias e vi o sofrimento do povo cubano por causa do bloqueio norte-americano que já dura quase 50 anos. Peço todos os esforços de seu governo para que ponha fim a essa política. Cubanos também têm direitos humanos e merecem respeito. A segunda questão que eu não poderia deixar de mencionar, é que os Estados Unidos respaldem o pleito e façam articulações para que o Brasil tenha assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Uma nova ordem mundial, mais plural e democrática, passa pelo reconhecimento do papel protagonista de vários países como o Brasil. Por fim, temos certeza de que, junto com a presidenta Dilma, que teve o apoio de grande parte da comunidade LGBT na sua eleição, aprovaremos no Congresso Nacional leis que promovam os direitos das pessoas LGBT, assim como desenvolveremos as políticas públicas para que possamos ter um Brasil sem homofobia, em que todos e todas respeitem a diversidade sexual, cultural e religiosa, enfim as diversidades dos seres humanos.

Toni Reis, diretor da Global Alliance for LGBT Education para America Latina tonidavid@avalon.sul.com.br

São Paulo

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Falar para quem?

Querer que Obama discurse em praça pública, no Brasil, onde poucos entendem o idioma inglês, era mesmo demais. Nem a Dilma iria entender coisa nenhuma! Uma coisa é Obama discursar em Berlim. Outra, muito diferente, é discursar para gente que não domina nem o seu próprio idioma.

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

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O lixo que vira luxo

Barak Obama chega no Brasil e o lixo vira luxo. O frisson que a visita do homem mais ''importante'' do mundo está causando ao prestigiar as favelas Cariocas serve para uma reflexão sobre a romantização de um tema tão importante que vem sendo negligenciado há décadas por governos de direita e esquerda, se é que esta ultima já existiu um dia no Brasil. A visita deixa governador, prefeitos, políticos e intelectuais tupiniquins em estado de êxtase. Se o Barak Obama que é "o cara" acha favela bonito, é por que elas são realmente uma atração turística... Pergunte a qualquer uma dessa pessoas se elas concordariam em viver em uma favela, no meio da porcaria, em barracos sem estrutura, expostos a riscos e sujeitos às imposições e governo de traficantes, por algumas horas apenas? È bem provável que nenhum Cidadão minimamente sensato aceitaria mudar de endereço e conviver com tamanha barbárie. Especialmente se ele morar na Zona Sul e pertencer a classe dominante. Favelas deveriam ser motivo de vergonha nacional, e não ponto de visitação para lideres mundiais, artistas e pop star. Temos muito mais o que mostrar do que favelas e glamourizá-las, só piora o que parece já ser o fim para 52 milhões de pessoas que vivem nas mais de 22 mil favelas espalhadas pelo BRAZIL, 365 dias por ano, a deriva da própria sorte, esquecidos, longe da compaixão e boa vontade de governantes poucos vocacionados para a coisa pública... O governo brasileiro está tratando com irresponsabilidade um problema que deveria estar na pauta dos políticos como prioridade zero. O fim das favelas precisa ser uma meta com data para ser cumprida, independente de partidos ou tendências. Com efeito, é nessas ocasiões que conhecemos a qualidade dos nossos governantes e descobrimos a superficialidade que os temas relevantes são tratados. Tomara que Barak Obama entenda a dimensão deste problema, e depois de conhecer a nossa realidade, consiga nos bastidores, convencer a presidente Dilma a tomar providencias para dar um "ponta pé" para eliminar essa chaga que nos envergonha como Nação. I´m sorry...

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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Ilusão

Este país é mesmo uma m... vejam o que está sendo desperdiçado com a visita do Obama. Gastar uma verdadeira fortuna com um contingente absurdo de seguranças, mudanças na estrutura da cidade... Temos coisas muito mais importantes, até essenciais, para atender às necessidades do nosso povo sofrido que vive de ''ilusão''. E para completar o que estava planejado começa a ser alterado - discurso na Cinelândia - , demonstrando a ''importância'' que os americanos tem por nós afirmaram ser no Chile a mais importante de sua visita à América Latina.

Laert Pinto Barbosa lert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

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Relação de iguais

O Min. Patriota quer relação de iguais com os EUA, mas Lula em seu governo fez questão de mostrar as diferenças. Infelizmente os americanos levaram a sério as pantomimas do ''cara'', e agora um bom começo é reconhecer e aparar essas diferenças, e não tentar mascará-las...

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Relações Brasil-EUA

A visita de Obama será apenas um amistoso que antecede um campeonato, depois de um desalinhamento contraproducente entre as respectivas nações, no último ano. A iniquidade das relações comerciais, em detrimento do Brasil, não é tema que encontre solução imediata. Reabre-se uma estrada, pela qual cabe ao Brasil caminhar com altivez, independência e autonomia, mas sem paixões ideológicas terceiro-mundistas.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Será recíproco?

Com tantas exigências da parte do governo americano com relação à vinda de Obama ao Brasil, tais como fechamento do Cristo Redentor, com proibição de visitação e proibição da permanência de equipes que trabalham lá; fechamento do Centro do Rio e ainda tendo 4 blindados para reforçar a segurança, fica difícil de acreditar que somos tratados como iguais pelos Estados Unidos. Será que, se a presidente Dilma resolver retribuir a visita, o espaço aéreo daquele país ficará por conta da equipe brasileira? Ou, se ela pedir, fecharão pontos cruciais de turismo à visitação pública?

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

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O mesmo enredo

Mais um chefe de governo chega ao Brasil. O script já está pronto e é conhecido: chegada à cidade maravilhosa recepcionado por escola de samba, ida à alguma favela, bate-bola no Maracanã e, por sorte, entrevista exclusiva para aquele influente canal de TV carioca da gema que dita as regras com telejornais maquiados e com novelas... Até quando vamos seguir este enredo? O Brasil precisa ser realmente sério!

Marcelo Manfio marcelomanfio@uol.com.br

Itatiba

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Cristo norte-americano

Indignada é como deveria ficar a população carioca com os seus representantes já que permitiram que a comitiva de Obama excluíssem todos os cidadãos serviçais do Cristo Redentor durante a sua visita por motivo de segurança.Não basta levantar o histórico de cada um e revistá-los:é necessário tocá-los de seu próprio local de trabalho para que o ilustre visitante,juntamente com toda a família,fique à vontade no desfrute da magnífica vista da cidade maravilhosa.Num dos locais que mais simbolizam o Brasil,por algumas horas será solo absolutamente americano.Só faltam fincar a bandeira sob aplausos desses nativos governantes.Lamentável...

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br

Marília

Demagogia barata

Governantes ansiosos por visitar favelas e discursar em praça pública, querem enganar quem? Só para mostrar que estão perto do povo? Que são, ''assim'', unidos com a massa? O Brasil receberá Obama, como há 511 anos nossos índios receberam os portugueses: muita festa, muita bunga-bunga, muita cantorazinha de axé, mas vamos ter mesmo que comprar os aviõezinhos deles e ver a coreografia de caras e bocas que só os americanos sabem fazer tão bem. Brasileiro é tão bonzinho...

Flavio Marcus Juliano opegapulhas@terra.com.br

São Paulo

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Passeatas?

Que tal o Indalecio Wanderley Silva providenciar uma passeata pelo mensalão, dinheiro na cueca e otras cositas más? Eu topo, eu participo. Me avise, hein?

Eduardo Vergueiro eduvergueiro38@hotmail.com

São Paulo

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Marco

A visita do presidente Obama ao Brasil deverá ser um marco na história política do país. O Palácio do Planalto está censurando, e tentando impedir, qualquer movimento popular que seja, não especificamente contra o Obama, mas sim, contra os interesses que ele representa. Parece que a ideia geral do governo é impedir que surja nas ruas, qualquer faixa parecida com o famoso jargão: ''fulano, go home''. É bom lembrar que essas faixas nos tempos do Brasil democrático, nunca faltaram nas recepções aos presidentes americanos que nos visitaram. O governador do Rio de Janeiro pretende colocar várias caravanas do interior para aplaudir e gritar o nome de Obama. As camisetas com a inscrição ''I love Obama'' não deverão faltar. Os políticos são mestres em forjar manifestações deste tipo. Mas isto também faz parte da nossa democracia. O que é inadmissível é a censura a qualquer movimento popular pacífico que seja contra alguém ou alguma coisa. Este tipo de repressão só aconteceu aqui no Brasil no tempo da ditadura. Na democracia, ninguém é obrigado a ficar calado no seu país quando não gosta de uma pessoa que venha visitá-lo. Num país onde a liberdade de expressão esteja inserida na Constituição, nenhuma autoridade pode impedir que o cidadão saia no meio da rua com uma camiseta, ou faixa, com uma inscrição deste tipo: ''I don´t like Obama''.

Wilson Gordon Parker wgparker@oi.com.br

Nova Friburgo (RJ)

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Decepção

Pelas projeções, o discurso de Barack Obama no Rio, será uma porcaria. O Brasil só é exemplo, para ditaduras corruptas,e, enfatizar o passado da ''presidenta torturada'', será uma mentira, pior a do que Bush, afirmou, que o Iraque tinha armas químicas, o resto é história .

José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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Obama tranquilo

Não sei se o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama pode ficar tranquilo. Nosso Ministério da Defesa tem o ex-deputado José Genoíno, "outrora",membro do Partido Comunista do Brasil. "Cidadão" que adora ostentar o titulo de guerrilheiro e opositor ferrenho do extinto governo militar. Em 1972, foi acusado de traição, após ser preso pelos militares. Dono de um Curriculum onde consta entre outros, um processo correndo na Justiça, acusando-o de formação de quadrilha. Acorda ministro Jobim.

Leônidas Marques leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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O PT é uma piada

A Executiva Nacional do PT praticamente proibiu seus militantes de participarem de qualquer ato contra o Presidente Barack Obama, em sua visita ao Brasil. Anti-Americanos ao extremo, os petistas agora parecem ter rendido-se aos Estados Unidos da América. ''Nunca antes na história deste país'', vimos algo assim. Esquerdistas patéticos e hilários.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Quanta diferença...

Não dá pra acreditar, PT nacional desautoriza atos de protestos no Rio de Janeiro contra a visita de Barack Obama ao Brasil. Quem te viu e quem te vê...quanta diferença...

Leila E. Leitão

São Paulo

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PT e Obama

Quer dizer que o Palácio do Planalto e a Executiva Nacional do PT, desautorizaram os protestos que os petistas querem fazer contra a visita de Barack Obama, neste fim de semana ao Brasil. Os petistas, que sempre foram uzeiros e vezeiros destes atos de repúdio em governos passados, agora não querem que em seu governo, os ''cumpanheros/militantes'' bradem go home Obama, e assim tentam intimidar e emparedar estas manifestações. Imaginem, os que sempre estiveram nos bastidores, Gilberto de Carvalho(Secretária Geral da Presidência) e Luiz Sérgio( Relações Instituicionais ) declararam:'' O governo não quer que Obama seja perturbado e muito menos chamado de ''persona non grata'' no País. '' Não os senhores não estão delirando, elles que sempre hostilizaram autoridades norte-americanas que nos visitaram, agora exigem o contrário de seus pares. No Rio de Janeiro, o comando do PT disse que: ''Está proibido''. Foi mais além, inimaginável ler estas declarações:'' Receber Obama no Rio constitui-se ''importante oportunidade de consolidarmos a imagem da Cidade Maravilhosa, do Estado do Rio e do Brasil no cenário internacional''.

AH! AH! AH! Quem diria,um dia ler ou ouvir estas declarações vindas de quem veem. Veremos se os comandantes da organização PT terão força para impedir a liberdade de expressão de seus militantes. E quem poderia imaginar situação mais constrangedora para o petralhas, agora que são governo.

Agnes Eckermann agneseck@yahoo.com.br

Porto Feliz

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Nem Vasco, nem Mengo, nem Flu

Sabem por que o presidente Barak Obama desistiu do discurso na Cinelândia? Porque esparramaram que ele é americano.

Sergio S. de Oliveira marisanatali@netsite.com.br

Monte Sato de Minas (MG)

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Barack Obama no Brasil

Disseram que haverá um aparato com vários Helicópteros,Aviões de apoio,mais de 300 veículos,um número incalculável de soldados e civis na proteção de Obama,talvez uma das pessoas mais visadas do mundo.Eles se esquecem que Obama está visitando o país do ''Cara'',um país que ficou às mil maravilhas após seus mandatos.Este exagero na proteção deixa parecer desfeita ao governo do ''Cara''.Possuímos uma população rica,ordeira,respeitadora dos direitos de tudo e de todos.Uma geração já formada pela excelente educação do ''Cara'' está aí nas ruas,produzindo (Assaltos,sequestros,tráfico de drogas,saidinhas de banco e outras coisinhas que aprenderam na escola durante o governo do ''Cara'' ),mostrando a todos o belo aprendizado.Não existe inflação por aqui seu Obama,além de aprender o que é Educação de verdade,aprenda também o que é Segurança Pública,honestidade na política,bem gerir o dinheiro público,juros baixíssimos,inflação de míseros dígitos.Seu Obama,Mr.President,infelizmente o senhor não poderá vir aqui embaixo,vai perder muita coisa!

Mauricio Villela mauricio@dialdata.com.br

São Paulo

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